9627 – Como a estrela-do-mar se regenera?


Tal espécie, que não é peixe, invade com frequência bancos de ostras, causando considerável destruição. Algumas estrelas foram partidas em 2, para evitar o problema; em pouco tempo, porém, a área tinha o dobro de estrelas. Motivo: regeneração.

Regeneração é a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem ou ainda de se recomporem após danos físicos consideráveis. Deve-se à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem e, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de recompor a parte lesionada.
A capacidade de regeneração tecidual depende do tipo de célula, tecido ou órgão afetados pela injúria. Depende da capacidade de multiplicação da célula, e se as células envolvidas são lábeis, estáveis ou perenes.
O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado) e tecido ósseo têm alto poder de regeneração. As células do músculo liso são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo estriado é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.
Alguns animais são muito conhecidos pela capacidade de regeneração de seus tecidos, órgãos ou mesmo sistemas. As planárias, os axolotes e a estrela-do-mar são exemplos. A regeneração das caudas das lagartixas constitui também exemplo muito recorrente.
Falha no mecanismo que limita e controla a capacidade e a velocidade de regeneração em tecidos específicos levam geralmente à formação de tumores.

estrelas

Estrelas-do-mar
São metazoários que tem um esqueleto interno encrustrado de sais calcários.
No caso específico da estrela do mar, o esqueleto é formado por placas de carbonato de cálcio .
Ainda comum à todos os equinodermos é a disposição raiada ou simétrica do corpo, o que as vezes se verifica também nos órgãos internos.
Pelos seus tubos circula água salgada.
Penetra pela placa madrepórica (placa calcária porosa existente no disco superior de uma estrela do mar) , em contato com essa placa fica o tubo pétreo, pelo qual a água circula e passa ao tubo anelar, que rodeia o esôfago.
De dentro deste canal aquífero partem cinco canais radiais, que percorrem, dentro do sulco mediano, toda longitude dos braços.
Ao longo de cada canal radial há uma série de outros canais laterais, que terminam em uma expansão cilíndrica contrátil em cuja extremidade há um pequeno disco adesivo.
O aparelho aquífero, assim constituído, promove a locomoção, fixação do animal e apreensão de alimentos.
O movimento dos cílios vibráteis que forram estes cílios determinam a direção do fluxo da água.
São mais comuns as de 5 braços, embora algumas cheguem a ter até 50 braços.
Se alimentam de moluscos, crustácios, esponjas e corais.
Quando um braço de uma estrela quebra, ele se regenera, e do pedaço quebrado forma-se outra estrela. A ciência ainda não consegue explicar e entender como funciona o fenômeno, e o conhecimento de tal mecanismo e reprodução é ainda um sonho da medicina.
Não possui cabeça e nem cauda; seu corpo consiste de duas partes: o disco central com a boca e o ânus; e os braços, que têm carreiras de pequenos pés tubulares capazes de movimentá-la.
As estrelas-do-mar não possuem cérebro, o seu sistema nervoso é ventral e ganglionar.

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