9608 – Biônica e Cibernética


Mão Biônica
Mão Biônica

A British Telecom, principal companhia telefônica do Reino Unido, instalou-o em seu laboratório de pesquisas avançadas para imaginar as tecnologias que surgirão daqui a 10 ou 100 anos. Antes, Pearson trabalhou com várias tecnologias. Ele projetou de sistemas de realidade virtual a lentes de contato que funcionam como um monitor de computador. Trocar as ciências exatas pela imprecisão da futurologia parece ter dado certo: as suas previsões inspiraram filmes como Matrix e chamaram a atenção da imprensa.
Qual a sua margem de acerto? O próprio Pearson afirma acertar 85% das previsões feitas para o prazo de 10 anos. Mas se Pearson também estiver certo quanto ao mundo de 2030 ou 2050, prepare-se: ele acredita que as gerações que nascerem a partir de agora poderão viver para sempre.

Vejamos alguns trechos de sua entrevista:

P: Teremos uma vida melhor daqui a 25 anos?
R:As novas tecnologias nos trarão enormes benefícios, apesar de embutirem alguns riscos. A engenharia genética talvez nos permita resolver o problema da alimentação no mundo, converter desertos em áreas verdes e reduzir o aquecimento global. Claro que é possível a ocorrência de acidentes, mas eles podem ser controlados e não ocorrerão sempre. Para a maioria das pessoas, o mundo será mais agradável, sim.

P: Que benefícios podemos esperar da nanotecnologia?
R: A aplicação mais interessante da nanotecnologia acontecerá quando pudermos construir máquinas pequenas a ponto de se ligarem diretamente aos neurônios. Poderemos fazer uma conexão entre o mundo das máquinas e o mundo biológico. Nesse momento começaremos a produzir ciborgues, com uma consciência parte humana, parte máquina. Acho que isso deve começar a acontecer daqui a 25, 30 anos.

P: Apesar de todo o avanço da ciência, a humanidade ainda não conseguiu coisas aparentemente prosaicas, como pôr fim a um resfriado. E se for impossível ligar o nosso cérebro às máquinas?
R: Aprendemos mais a cada ano sobre como os neurônios funcionam. Apesar de alguns cientistas dizerem que essa ligação é impossível, conhecemos algumas formas de conectar os nossos nervos a sistemas eletrônicos. Já existem pessoas com chips implantados no cérebro para superar deficiências como cegueira ou surdez.