9582 – Terrorismo


WTC

O urso é um animal forte o suficiente para não temer ataques frontais de nenhum predador. Em seu ambiente, os únicos seres vivos que o derrubam são organismos microscópicos, como bactérias e vírus, ou uma planta que injete veneno nele. Desde 11 de setembro, essas lições da natureza foram transferidas para o campo geopolítico. Os Estados Unidos, que não temem ataques diretos de nenhum país, assustam-se diante dos danos localizados, mas aterrorizantes, do terrorismo de destruição de massa. Depois de perder dois de seus maiores prédios, os americanos agora temem que os terroristas ataquem com as mesmas estratégias capazes de derrubar os ursos: armas químicas e biológicas. A essa dupla, soma-se o perigo nuclear.
A vida dos terroristas ficaria muito mais fácil se alguma nação se dispusesse a ajudá-los. O Paquistão, por exemplo, possui entre 20 e 50 armas nucleares, e países como o Iraque talvez tenham um estoque de poderosos artefatos químicos e biológicos. As organizações poderiam também contar com o apoio de especialistas em armamentos das antigas repúblicas soviéticas, muitos desempregados ou com o paradeiro desconhecido. “As possibilidades são muitas. Cedo ou tarde eles desenvolverão armas de destruição de massa”, afirma Ackerman. Por enquanto, os ataques são suficientes para cumprir pelo menos um dos objetivos terroristas: espalhar o pânico.
Atenta aos riscos, a Organização Mundial de Saúde recomendou a todos os países que se preparem para atentados químicos e biológicos. As medidas incluem melhorar o sistema de saúde, aumentar a vigilância, traçar planos de emergência para uma resposta rápida, com a cooperação de diversas nações. Se cumprirmos essas metas, estaremos protegidos não só dos grupos extremistas, mas também contra as nossas próprias catástrofes naturais. Isso é algo que o urso não pode fazer por si mesmo.