9358 – A Mãe das Conspirações – Deuses Astronautas?


Capa do livro
Capa do livro

A Teoria dos Astronautas Antigos é usada para explicar que a Terra teria sido visitada por seres extraterrestres há muitos milênios.
A existência de seres alienígenas ou extraterrestres se tornou especialmente presente na cultura popular a partir da segunda metade do século XX. Foram muitas as teorias, muitos os relatos e muitas associações humanas que surgiram para dar mais amplitude ao tema na sociedade. Claro, não se pode deixar de citar também as muitas teorias da conspiração que permearam e ainda permeiam o assunto. De todo modo, a Astronomia evoluiu muito também nas últimas décadas e a ciência nos revelou muitas verdades sobre o universo. Todavia, algumas teorias não foram comprovadas, mas possuem muitos defensores importantes e famosos.
Na década de 1960, o escritor suíço Erich von Däniken ajudou a popularizar a Teoria dos Astronautas Antigos através de seu muito bem sucedido livro “Eram os Deuses Astronautas?”. A obra foi publicada em 1968 e se tornou um best seller com suas teorias sobre o paleocontato, ou seja, o contato de civilizações extraterrestres com nosso planeta muito tempo atrás. O argumento de Däniken se baseava em artefatos e construções monumentais de origem e propósitos desconhecidos encontrados na Terra, em iconografias antigas que permitem interpretações sobre criaturas não-humanas e suas tecnologias, e em possíveis contatos com seres extraterrestres na origem de muitas religiões. Apesar do sucesso comercial do livro, não foram encontradas provas para comprovar suas alegações no livro e o suíço foi julgado como pseudocientista por muitos.
A Teoria dos Astronautas Antigos alega que os humanos são fruto de seres que visitaram nosso planeta muito tempo atrás, transferindo conhecimento, cultura e religião. Depois de Erich von Däniken, Zecharia Sitchin também ajudou a difundir o tema através de sua interpretação que deu a textos antigos do Oriente Médio, embora não com o mesmo sucesso. Atualmente, Grahan Hancock é quem dá continuidade ao tema seguindo a linha de argumentação de Erich von Däniken, embora a considere incompleta.
Em geral, as supostas provas da Teoria dos Astronautas Antigos são as máquinas voadoras que aparecem em textos antigos, “aeromodelos” antigos descobertos no Egito e na América do Sul e monumentos como Stonehenge, as pirâmides do Egito, Macchu Picchu no Peru, Baalbek no Líbano, que não se sabe explicar como poderiam ter sido construídos pelos homens.

9357 – Teletransporte: Ficção ou Realidade?


Em teoria, o primeiro teletransporte de partículas ocorreu em 1993, sendo realizado pela primeira vez em 1997, nos EUA. Na época, ocorreu o teletransporte de fótons (partículas de luz) de um ponto ao outro.
Conseguiram teletransportar uma partícula de matéria, graças a um “emaranhamento”, uma ligação instantânea entre duas partículas distanciadas. Neste processo, quando uma partícula é manipulada em determinado ponto, a outra teletransportada também sofre alteração devido a manipulação da primeira.
Albert Einstein não aceitava a ideia de “telepatia” entre partículas, considerava uma “ação fantasma à distância. Os atuais experimentos comprovam que o teletransporte é possível, mesmo que não esteja no nível fictício dos filmes da série “Jornada nas Estrelas”.
A grande dificuldade ainda é de manipular as partículas sem perder as informações por ela transmitida. A pesquisa tem sido desenvolvida arduamente por pesquisadores norte-americanos da Universidade de Maryland, e publicada, quando encontram-se novidades, na revista Science.
A técnica já havia dado certo no teletransporte de luz; em 2009, conseguiram teletransportar matéria entre dois locais. A matéria era um íon de um metal itérbio, que fora teletransportada num espaço de um metro.

9356 – Tecnologia – Não é Telepatia, é Teclepatia


Transmitir ideias, intenções e pensamentos sem a necessidade de suportes físicos utilizando procedimentos tecnológicos é o novo conceito da teclepatia. Tradicionalmente, a telepatia se refere à troca de informações mentais por meio de sentidos físicos não conhecidos, ou, segundo algumas crenças religiosas, por meio da capacidade do espírito humano, indicado como alma. Num sentido geral, é a transmissão de uma mensagem trocada diretamente entre duas mentes.
Independente das suposições, pesquisas e visões religiosas, a telepatia é uma capacidade que está acima das condições humanas, mas já reconhecidas na realidade e na ficção. Porém, a telepatia já pode ser processada como telepatia artificial ou teclepatia.
A teclepatia permite a comunicação entre duas mentes por meio da tecnologia, possibilitando a leitura de pensamentos com maior precisão. A partir de pesquisas iniciadas no campo da medicina e da engenharia computacional avançada, diferentes cientistas acreditam que no futuro será possível criar meios e vínculos de comunicação telepática por meio de emissores tecnológicos de emissão e recepção, auxiliando, principalmente, pessoas que possuem problemas com a fala ou de movimento corporal.
Há menos de um século, a existência do telefone fixo e do telefone celular era um sonho científico que se tornou em realidade. A teclepatia poderá permitir um novo método ou meio de comunicação mais avançada entre os seres humanos, o que eliminará a dependência de equipamentos e meios como a internet, os computadores, o telefone e os rádios transmissores.
Na prática, no ano de 2004, no Canadá, o paciente em estado vegetativo , Scott Routley, conseguiu se comunicar com sua mulher por meio de um aparelho de ressonância magnética. O paciente estava há mais de dez anos sem se comunicar com alguém.
Há dois métodos que permitem a leitura de pensamentos, a primeira se refere a instalação de sensores na região externa da cabeça da pessoas, ou a partir da instalação de um chip na região interna da cabeça, mais precisamente, no córtex cerebral. A instalação de chips na região interna do crânio permite melhores resultados aos cientistas.
Essas experiências haviam sido realizadas em primatas, na Universidade de Duke, com uma equipe de pesquisadores liderada por um cientista brasileiro. Porém, um dos primeiros seres humanos a terem um chip implantado na cabeça foi Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha.
No momento, a teclepatia é possível por meio do envio de sinais do sistema nervoso de uma pessoa para o sistema nervoso de outra pessoa, o próximo passo é realizar uma transmissão entre cérebros, inicialmente, de maneira telegráfica e rudimentar.

9355 – O Sinal SOS


O SOS é um célebre sinal de emergência que costumava ser transmitido por meio do Código Morse. Foi primeiramente adotado efetivamente pelo governo alemão em transmissões de rádio em primeiro de Abril de 1905, e se tornou padronizado depois da segunda Convenção Internacional de Radiotelegrafia, em 3 de Novembro de 1906, e se tornou internacionalmente oficial em primeiro de Julho de 1908, só sendo aposentado pelas radiotransmissões marítimas em 1999, quando foi substituído pelo Sistema Global de Socorro e Segurança Marítimos.
Desde o início, antes mesmo de ser chamado de SOS, o sinal no Código Morse consistia de três pontos, três espaços e mais três pontos, que, segundo o Código Morse, formam as letras, respectivamente, “s”, “o” e “s”. Logo o sinal foi chamado de SOS, para ajudar as pessoas a memorizarem a posição dos pontos e dos espaços. Atualmente, o SOS é um sinal processual, e a escrita oficial é com uma barra horizontal acima das letras. Na cultura popular, o SOS sempre foi associado a frases como “save our ship” (salve nosso navio), “save our souls” (salve nossas almas) e “send out succour” (envie socorro). Oficialmente, essas frases nunca estiveram por trás da criação do sinal, sendo consideradas apenas formas de memorização. O fato do SOS ser o único sinal do Código Morse com nove elementos, também ajudava a memorização. O primeiro navio a enviar um SOS por rádio foi o Arapahoe, que se encontrava perdido ao norte do continente americano em 1909.
Posteriormente ao SOS, muitos outros sinais de socorro foram criados. Em Janeiro de 1914, foi adotado o TTT como “sinal de socorro” para ser usado pelos navios, em situações que envolvesse a “uma situação urgente de caráter de navegação”. Com o desenvolvimento dos radiotransmissores de voz, foi necessária a criação de um sinal de emergência falado, então, nessa necessidade, o sinal TTT se tornou “securité”. É interessante notar outro célebre sinal de emergência, o “Mayday”, como é conhecido, na verdade vem do francês “m’aidez” (me ajude), já que naqueles dias, o francês era o idioma formal internacional.
Durante a Segunda Guerra Mundial, códigos adicionais foram empregados para incluir detalhes sobre ataques de embarcações inimigas, especialmente na Batalha do Atlântico. O sinal SSS assinalava ataque de submarinos, enquanto RRR alertava para um assalto pela superfície, QQQ indicava a presença de uma embarcação desconhecida no campo de batalha (normalmente se tratavam de cruzadores auxiliares) e, por último, AAA advertia sobre ataques aéreos. Normalmente, esses sinais eram enviados juntos ao código de socorro do SOS. Mais tarde, esses sinais mudaram de três letras para quatro letras iguais, mas nenhum deles era usado sozinho.
O fim do uso original do sinal do SOS aconteceu em Janeiro de 1999, quando o Código Morse foi oficialmente removido das comunicações marítimas. A última organização internacional oficial a usar o Código Morse foi a Autoridade de Segurança Marítima da Austrália, em 31 de janeiro de 1999, quando a Rádio Melbourne realizou a última comunicação em Código Morse, durante a sua prestação do Serviço Móvel Marítimo.

9354 – Mega Almanaque – A Scotland Yard


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É o nome dado à central da Polícia Metropolitana de Londres, no Reino Unido. O termo na verdade é uma metonímia utilizada para se referir à polícia civil de Londres e tem sua origem relacionada ao prédio que funcionava como a sede original da Yard, o número 4 da Whitehall Palace, cuja entrada dos fundos ficava em uma rua chama Great Scotland Yard, que era o acesso público à sede da polícia.
A força policial londrina tem sua origem em 1829, com os chamados “bobbies” (vindo de Robert Peel, secretário responsável pela sua criação). Por volta de 1839 estes policiais substituíram tanto as Bow Street Patrols, que aplicavam as decisões dos magistrados, quanto a Polícia do Rio (ou fluminense), que trabalhava para prevenir o crime ao longo do Tâmisa.
A criação da moderna polícia londrina baseia-se nas mudanças implementadas pelo coronel Charles Rowan e Richard Mayne, que ocupavam um apartamento no número 4 da Whitehall Place, na parte de trás do que se abria para um pátio: o Great Scotland Yard. O nome deste logradouro, por sua vez, era proveniente de um palácio medieval que abrigava a realeza escocesa em suas visitas a Londres.
Em meio ao auge da expansão britânica, como grande potência política, marítima e líder das duas revoluções industriais até então, Londres torna-se praticamente o centro do mundo, o local onde tudo acontece. Fazia-se necessário uma polícia à altura de tamanha metrópole, altamente especializada. A equipe da Scotland Yard foi a responsável pela proteção das pessoas importantes, patrulhas comunitárias, relações públicas, recrutamento e gestão de pessoal. Um marco histórico ocorreu quando a Yard enviou às ruas seus primeiros agentes de polícia à paisana em 1842, o público se sentiu desconfortável com esses “espiões” nas ruas. Mas o papel da força em vários casos importantes, e o carisma de muitos de seus detetives, ajudou a ganhar a confiança do público em geral.
Desde a sua criação, a Scotland Yard sempre ocupou um lugar na cultura popular. Os oficiais têm aparecido frequentemente como personagens em histórias de mistérios, incluindo os contos de Sir Arthur Conan Doyle, que tratam das aventuras do mais famoso integrante da Yard, que na verdade nunca existiu: Sherlock Holmes. Na televisão e nas revistas de hoje, os “bobbies” da Scotland Yard podem ser encontrados, em pé, estoicamente, perante a família real e outros dignitários os quais seus membros são designados para proteger.

9353 – (In) Segurança – Os Rastreadores de Veículos


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É incrível como determinadas palavras entram no nosso dicionário e não temos ideia da complexidade que elas trazem em seu significado. Hoje em dia, quando pensamos em rastreadores de veículos, esquecemos sobre qual tipo de produtos estamos tratando e que tipo de tecnologia neles está inserida. Os rastreadores, bloqueadores, navegadores, usados como forma de negócios por muitas empresas, utilizam o sistema GPS (Sistema de Posicionamento Global) para viabilizar seus serviços.
É comum falarmos sobre satélites, comunicação digital e outras tecnologias, porém, entender como funciona o GPS que está embarcado nos rastreadores de veículos é um exercício que exige atenção. Imagine inúmeros satélites circulando em volta da órbita terrestre, recebendo e transmitindo informações o tempo todo (TV, rádio, telefonia, etc), sendo que cada uma dessas informações é retransmitida para estações específicas que podem estar fixas (torres, antenas) ou em movimento (antenas móveis, como as existentes nos rastreadores).
Assim, quando recebem as informações das estações, os rastreadores têm a posição exata do veículo, gerada pela combinação dos dados geográficos de três satélites (figura acima). Quanto maior o número de satélites usados para identificar o rastreador, maior a precisão do seu posicionamento, que é sempre definido pelas coordenadas deste ponto em relação à Terra. Estas coordenadas são definidas através da latitude e da longitude (lembra-se das suas aulas de geografia?). Mas, mesmo assim, existem pontos terrestres em que nenhum satélite consegue “enxergar o rastreador”, estes locais são chamados de áreas de sombra.
Outro produto que utiliza as facilidades do GPS é o navegador, que através da definição do local para onde queremos nos deslocar e do posicionamento inicial do veículo, traça uma rota que nos leva da origem ao destino, através de um mapa digital residente no seu software. Neste caso, a voz digitalizada indica as coordenadas, guiando o motorista por ruas e avenidas.
Curiosidade: Até o ano de 2000, o governo dos Estados Unidos permitia que o sistema civil recebesse apenas um sinal “piorado” do GPS, com uma margem de erro na localização de cerca de 100 metros. Na mesma época, o sistema militar já possuía um sinal dez vezes mais preciso. Porém, hoje em dia, todos recebem um sinal de qualidade.

9352 – Descoberta nova espécie de gato selvagem


Uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu uma nova espécie de felino, que vive no Sul e Sudeste do país. O Leopardus guttulus, um tipo de gato-do-mato, tem o tamanho de um gato doméstico pequeno, pelagem com manchas semelhantes às de uma onça-pintada e 2 a 3 quilos de peso. Em um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Current Biology, os cientistas relatam também dois casos de cruzamento entre espécies diferentes (conhecido como hibridação) de felinos brasileiros.
Eduardo Eizirik, pesquisador do Laboratório de Biologia Genômica e Molecular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e sua equipe da área de genética evolutiva de felinos estudam animais de pequeno porte da América do Sul, desde os anos 1990. Um dos objetos de pesquisa era o gato-do-mato (Leopardus tigrinus), relativamente comum do Sul ao Nordeste do Brasil.
Estudos anteriores concentravam-se nos animais que viviam na região de Mata Atlântica. A equipe de Eizirik foi a primeira a colher e analisar a amostra genética do Leopardus tigrinus do Nordeste. Ao comparar o material genético de gatos-do-mato das duas regiões, os pesquisadores descobriram que, na verdade, eram duas espécies distintas.
Em virtude de regras taxonômicas, o nome já utilizado, L. tigrinus, ficou com os animais do Nordeste, enquanto os do Sul receberam o nome científico L. guttulus. A nova espécie é, portanto, aquela mais conhecida pelos pesquisadores, enquanto pouco se sabe sobre os gatos-do-mato do Nordeste.
A descoberta de um novo felino é um fenômeno raro. A última vez descrição ocorreu em 2006, quando o leopardo-nebuloso encontrado nas ilhas de Bornéu (Indonésia, Malásia e Brunei) e Sumatra (Indonésia) foi identificado como uma espécie. “Ao longo do século XX, praticamente nenhuma das espécies atualmente reconhecidas de felinos foi descrita”.
Pela aparência, é quase impossível distinguir o L. guttulus e o L. tigrinus. “Por observação, notamos que o L. tigrinus tem pelagem um pouco mais clara e manchas menores. A cauda parece ser mais peluda no Sul e mais comprida no Nordeste. Mas essa análise não é estatística”, disse Eizirik. Apesar da semelhança física com os gatos domésticos, os gatos-do-mato não são animais dóceis. “Eles não são agressivos a ponto de atacar uma pessoa, até porque nós somos muito grandes para eles, mas são selvagens”.
écie: casos de cruzamento com o Leopardus geoffroyi, conhecido como gato-do-mato grande. As duas espécies se encontram na região central do Rio Grande do Sul e praticam o fenômeno chamado hibridação.
Os pesquisadores ainda não sabem a causa do cruzamento. Segundo Eizirik, é possível que as duas espécies não saibam se reconhecer e evitar a reprodução. “Pode ser que ocorra uma seleção dos indivíduos que conseguem se distinguir, e a zona híbrida suma com o tempo.” A interferência humana, em forma de modificação de habitats e desmatamento, também pode ser uma explicação para o fenômeno.

Glossário:
DNA MITOCONDRIAL
O DNA mitocondrial não se encontra no núcleo da célula, mas dentro das mitocôndrias (estruturas responsáveis por fornecer energia, a partir da quebra de nutrientes, para as células). Ele é ideal para o estudo de arqueologia molecular, especialmente por ser naturalmente amplificado, ou seja, apresentar centenas ou milhares de cópias em uma única célula.

9351 – Biologia – Raças exóticas de gatos domésticos


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Devon rex
A aparência do devon rex, dizem, serviu de inspiração para o diretor Steven Spielberg criar o personagem E.T. no filme homônimo, de 1982. A raça tem origem inglesa e é comum na Europa. Na América do Sul, só é encontrada na Argentina.
Pistas genéticas – Nesse grupo de felinos selvagens de pequeno porte no Brasil, outro caso de hibridação foi encontrado pelos pesquisadores. Este, porém, ocorreu há milhares de anos e desapareceu, deixando apenas pistas genéticas. É o caso do L. tigrinus e do gato-palheiro (Leopardus colocolo), que habita o Centro-Oeste e tem pelagem com menos manchas.
Atualmente, as duas espécies são geneticamente distintas e não se reproduzem entre si. A descoberta foi feita a partir da análise do DNA mitocondrial (localizado no interior das mitocôndrias, organelas responsáveis por produzir energia nas células) desses animais. Enquanto o DNA “comum” de um indivíduo, conhecido como nuclear, é herdado da mãe e do pai, o mitocondrial vem exclusivamente do lado materno, e se preserva com o passar das gerações.
Os estudos mostraram que o DNA mitocondrial do L. tigrinus vem do gato-palheiro. De acordo com Eizirik, no passado, fêmeas de gato-palheiro cruzaram com machos de L. tigrinus, gerando filhotes com o DNA dos dois animais. Quando a hibridação acabou, os traços do gato-palheiro foram desaparecendo do DNA “comum” do L. tigrinus, gerando novamente indivíduos puros. O DNA das mitocôndrias, porém, continua sendo o do gato-palheiro.
Para Eizirk, as novas descobertas levam a uma importante conclusão: faltam pesquisas sobre biodiversidade, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Atualmente existem cerca de 2 milhões de espécies reconhecidas, mas as estimativas são de que esse número represente de 1 a 5% das espécies existentes. “As pessoas têm a ideia de que os felinos, que agora somam 38 espécies no mundo, são bem conhecidos, mas ainda existem informações básicas sobre eles que não foram descobertas”, afirma o pesquisador.

Maine coon
Os maiores gatos domésticos existentes fazem jus ao apelido de gigantes – podem medir até 1,20 metro do focinho à ponta do rabo. Sociável e com o costume de seguir o dono pela casa, o maine coon costuma ser adotado por amantes de cachorros, que encontram nesses felinos certas semelhanças com os cães.

Norueguês-da-floresta
A raça surgiu no ambiente úmido das florestas da Noruega. Por isso, desenvolveu a pelagem impermeável e o costume de subir em árvores. No Brasil, começa a ser difundida, mas ainda é rara.

Ragdoll
Em inglês, ragdoll significa boneca de pano. Não por acaso, esse é o nome da raça de gatos delicados que, no colo, relaxam e ficam molengas. No Brasil, o gato é relativamente comum, mas é preciso estar atento: o verdadeiro ragdoll sempre tem olhos azuis.

Sagrado-da-birmânia
É o famoso “gato das luvinhas brancas”. Reza a lenda que os bichanos da raça, originária da antiga Birmânia e atual Mianmar, na Ásia, receberam as “luvas” nas patas por serem gatos sagrados que viviam em templos budistas da região. Trata-se de uma raça muito difundida na Europa, mas pouco presente no Brasil.

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Angorá-turco
Ao contrário do que se pensa, no Brasil existem pouquíssimos gatos da raça angorá-turco. Eles têm corpo atlético e peles resistentes, o que chega a dificultar a aplicação de injeções. O angorá-turco é extremamente ativo e agitado.

American curl
De temperamento alegre e brincalhão, o american curl pode ser identificado por suas orelhas: elas são curvadas para trás em um ângulo que varia entre 90 e 180º. Originário dos Estados Unidos, é raro encontrá-lo no Brasil.

British shorthair
A fisionomia do british shorthair, raça que teve origem nos bichanos de rua da Inglaterra, inspirou o gato sorridente do livro “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. Mas o sorriso não passa de aparência: na verdade, o british shorthair não é muito sociável e gosta mesmo é de passar mais tempo sozinho.

Burmês
A despeito da cara de mau, o burmês costuma ser sociável e ter um bom temperamento. Por um fator genético, a cor da pele desses bichanos possui um tom sépia, criando um efeito especial na coloração. A raça é rara no Brasil: existem apenas sete exemplares no país.

Bengal
A raça nasceu do cruzamento de gatos selvagens com domésticos. Esses animais não são muito sociáveis e preferem viver sozinhos.

Sphynx
A raça sphynx — o nome é uma referência ao formato de esfinge da cabeça dos bichanos — surgiu no Canadá na década de 1980, após uma mutação genética espontânea que deu origem a gatos sem pelos. Para suprir a falta de proteção térmica causada pela ausência de pelagem, os sphynx têm temperatura mais alta do que outros gatos: 41 graus Celsius, dois acima da média das demais raças. Por isso, ao tocar em um deles a sensação é a de que o bichano está com febre.

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9350 – Paleontologia – Fósseis de Dinossauros


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Eles foram extintos há 65 milhões de anos, mas seus descendentes ainda estariam entre nós.
A aves seriam seus descendentes segundo estudos evolucionistas atuais, o fóssil do dinossauro Tova ballae, descavado em 2006 no Novo México comprova a teoria.
Seus ossos são ocos, o que torna o esqueleto mais leve e facilita o vo, além do pescoço alongado em forma de S. Tal ideia fora proiposta pelo biólogo inglês Thomas Huxley em 1868 e desde então tornou-se o foco permanente de debate entre os cientistas.
O Archeopterix viveu há aproximadamente 140 milhões de anos.
A teoria de Darwin diz que as espécies sofrem mutações aleatórias que, eventualmente podem originar novas espécies. Os arcossauros eram grandes répteis quadrúpedes que surgiram no começo da Era Mesozoica, ha 250 milhões de anos, teriam se diversificada e criado novas linhagens. Uma delas resultou em crocodilos e jacarés.

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Por que penas num dinossauro?
Acredita-se que serviam como exibições em disputas territoriais e rituais de acasalamento e também atuando com abrigo térmico, só muito depois foram usadas para voar.
Em 2002, foi descoberto na China o Microraptor, o primeiro dinossauro que apresentava evidências que a espécie poderia voar.

Rex em miniatura?
É o Raptorex, o ancestral do feroz tiranossauro, conhecido como o maior predador de sua espécie. Para a surpresa dos paleontólogos, o Raptorex tem as mesmas características de seu neto que viveu 50 milhões de anos depois, com porém 1/5 do seu tamanho. Tal descoberta fez cair por terra a ideia estabelecida de que as características do T-rex evoluíram ao longo do tempo. Ele apenas cresceu. O fóssil está 95% completo, faltando só um pedaço da cauda.
Só esse ano 45 novos dinossauros já foram identificados.

9349 – Religião – Um Evangelizador Polêmico


Ele entrou em choque com as ideias socialistas. Em sua obra Depois da Morte, Léon Denis afirma que todas as crenças tem ensinado a mesma essência desde os primórdios da humanidade e os homens não deveria se deixar enganar pela roupagem variada dos diferentes credos: “As religiões humanas não são mais que adaptações imperfeitas e transitórias, proporcionadas as necessidades dos tempos e dos meios”. O Catolicismo também esteve em sua mira:
“A Igreja dominou o mundo pelo terror, pela ameaça com os suplícios, e no entanto Jesus queria reinar pelo amor e pela caridade.”

Sentido da vida:
A razão de ser da vida não é a felicidade terrestre, como muitos creem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, pelo trabalho, esforço e todas as alternativas de alegria e dor, até que tenhamos nos desenvolvido completamente e elevado a um estado de perfeição.

Destino da alma:
Cada uma das existências terrestres não é mais que um episódio da vida imortal. Alma nenhuma poderia em tão pouco tempo despir-se de todos os vícios, de todos os erros e apetites vulgares, que são vestígios de vidas desaparecidas.

Sociedade:
Não se transforma uma sociedade por meio de leis. Leis e instituições nada são sem os costumes e as crenças elevadas.

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Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1846 – Tours, 12 de Abril de 1927) foi um filósofo, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas.
Autodidata, tendo mostrado inclinações literárias e filosóficas, aos 18 anos travou contato com O Livro dos Espíritos e tornou-se adepto da Doutrina Espírita. Desempenhou importante papel na sua divulgação, enfrentando as críticas do positivismo materialista, do ateísmo e a reação do Catolicismo. Foi ainda membro atuante da Maçonaria.
Em 1900 participou do II Congresso Espírita Internacional. Participou ainda do Congresso Espírita de Liège(1905) e Bruxelas(1910). (Bélgica).
A partir de 1910 a sua visão começou a diminuir, mas isso não impediu que prosseguisse no trabalho de defesa da existência e sobrevivência da alma. Logo depois da Primeira Guerra Mundial, aprendeu a linguagem Braille.
Em 1925 foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional (Paris), no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.
A sua grande produção na literatura espírita, bem como o seu caráter afável e abnegado, valeram-lhe a alcunha de Apóstolo do Espiritismo.
Ao longo de sua vida manteve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira, tendo sido aprovada por unanimidade a sua indicação para sócio distinto e Presidente honorário da instituição.

“ Recorda-te de que a vida é curta; esforça-te, pois, por conquistar, enquanto o podes, aquilo que vieste aqui realizar: o verdadeiro aperfeiçoamento. Possa teu espírito partir desta Terra mais puro do que quando nela entrou! Pensa que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos assediam continuamente a alma; corrige teus defeitos, modifica teu caráter, reforça a tua vontade; eleva-te pelo pensamento, acima das vulgaridades da Terra e contempla o espetáculo luminoso do céu. ”
—Léon Denis, no seu livro Depois da Morte.

9348 – Constituição – O Novo Código Florestal


É popularmente conhecido como Novo Código Florestal a lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Os conflitos de diferentes pontos de vista fizeram com que a nova lei sofresse desde o início com vetos a dispositivos importantes em situações consolidadas. Além disso, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso a Medida Provisória nº 571, de 2012, que altera tantas outras matérias.
Em termos gerais, o código não traz mudanças em relação à lei nº 4.771 (Código Florestal de 1965). O código novo trouxe apenas ajustes pontuais para que a situação de fato se encaixe à situação de direito pretendida pela legislação ambiental. A proteção do meio ambiente natural continua sendo obrigação do proprietário mediante a manutenção de espaços protegidos de propriedade privada, divididos entre Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL). A lei inova apenas na implementação e fiscalização desses espaços, agora sujeito ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é sem dúvida a grande novidade do Código Florestal. Da maneira como é definido, promete ser importante ferramenta do Poder Público para a gestão do uso e ocupação do solo quanto às questões ambientais. De inscrição obrigatória para todos os proprietários rurais, o CAR é um novo registro público, onde são inscritas as propriedades, com perímetro identificado e delimitado a partir de coordenadas geográficas, assim como todos os espaços protegidos no interior do imóvel, especialmente APPs e Reserva Legal. Ele trará não apenas o perímetro do imóvel georreferenciado, mas também a delimitação geográfica das áreas do interior da propriedade, cujo acompanhamento e fiscalização poderá ser feito por imagens de satélite. A efetividade do cadastro, no entanto, depende da capacidade do Poder Público em implementar essa ferramenta e garantir que sua disponibilidade em todo o território nacional.
Com relação a uma possível condenação de proprietários rurais que desmataram legalmente suas propriedades, a nova lei nada trouxe. Foi cogitada uma condenação a tais proprietários, para que restaurassem as áreas de florestas nativas em tamanho equivalente ao que seriam suas reservas legais, mas a lei trouxe que somente será necessária a recomposição das áreas de reserva legal caso o desmatamento tiver sido efetuado em desacordo com legislação vigente à época do ato. É princípio fundamental de direito, de acordo com o artigo 5º, XXVI, da constituição, que a Lei nova não afeta o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. No Superior Tribunal de Justiça há o entendimento de que não há direito adquirido contra o meio ambiente. O mesmo entendimento foi transferido ao novo código, que não trouxe novidade alguma neste assunto.

9347 – Constituição – A Lei 12.244/2010 como instrumento garantidor do direito social à educação


O direito à educação está normatizado no art. 6º da Constituição Federal, e é objeto essencial para a concretude de um dos princípios fundamentais desta República: o da dignidade da pessoa humana.
A educação é arma básica e indispensável para uma sociedade melhor, desenvolvimento cultural e pessoal, influencia ainda a efetiva participação na democracia do país, e principalmente, está intimamente relacionada com a qualidade de vida. Índices da UNESCO (Órgão das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) apontam dados interessantes: um ano extra de escolaridade aumenta a renda individual em 10%; 171 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza se saíssem da escola sabendo ler; uma criança cuja mãe saiba ler possui 50% maiores de chances de sobreviver após os 05 (cinco) anos de idade; a lista de informações é extensa. A conclusão é apenas uma: a educação como direito e dever básico da população.
E foi tentando amenizar o descaso brasileiro com a educação, que no ano de 2010 foi publicada a lei 12.244, que dispõe sobre a obrigatoriedade de toda escola, seja pública ou privada, possuir uma biblioteca com acervo de no mínimo 01 (um) livro para cada aluno matriculado, como também ser gerida por um profissional bibliotecário. Apesar de ser um avanço legal, essa bela realidade ainda encontra-se distante de ser atingida: apenas 27,5% da escolas públicas no Brasil possuem bibliotecas e o prazo imposto na lei é até o ano de 2020, isso significa construir 130 mil até lá. Sem falar na escassa mão de obra especializada: estima-se apenas 30.000 desses profissionais no país.
Mas, apesar das dificuldades e precárias condições físicas e técnicas, devem os brasileiros acompanhar o progresso prático da lei, como exigir seu cumprimento e também colaborar para tal fato. Afinal, o art. 205 da Constituição Federal determina que é dever do Estado e da família promoverem a educação com a colaboração da sociedade. Necessário se faz pais e responsáveis atuarem positivamente nesse sentido, através de voluntariado, doações de materiais, entre outros. Quem ganha com isso é o futuro da nação.
Apesar dos direitos fundamentais sociais serem normas programáticas (aquelas que determinam diretrizes á serem seguidas pelo Estado, e dependem de lei posterior que a regulamentem), o direito da população em cobrar medidas efetivas do Estado é inequívoco, tanto que é uma faculdade a propositura de quaisquer demanda judicial quando o serviço educacional for deficiente ou inexistente. A judicialização dos direitos educacionais tem como meios além dos individuais, a ação civil pública, proposta pelo Ministério Público. Cabe á sociedade fazer sua parte e cobrar seus direitos
O desenvolvimento cultural e tecnológico de um país está relacionado á educação, como em ações sociais do Estado, mas também da vontade dos seus indivíduos que precisam utilizar os recursos já disponibilizados: 50 % dos brasileiros não leem um livro por ano, e a culpa não é exclusiva do governo. Para retirar o Brasil da horrorosa posição de terceiro país do mundo com maior desigualdade social e do penúltimo lugar do ranking global de qualidade de educação, a luta deve ser conjunta: povo e governo. Aos primeiros cabem fazer da educação um direito e dever, aos últimos aplicar recursos suficientes nesse direito.
O caminho é longo e difícil, mas deve-se aproveitar de leis como essa, da universalização das bibliotecas, para juntos construírem um país melhor. Monteiro Lobato dizia com maestria: “Um país se faz com homens e livros”, então, o conselho que fica é: Pais, responsáveis e alunos cobrem de seus representantes os seus direitos, exijam uma biblioteca nas suas escolas e de seus filhos, e aproveitem dela com prazer e ciência; á sociedade: colaborem para isso da melhor forma que puderem. Afinal, por que não a sexta economia do mundo também se tornar referência em educação?

9346- Química – A Naftalina


naftalina

É o nome comercial do naftaleno, hidrocarboneto aromático formado pela união de dois anéis benzênicos, representado pela fórmula química C10H8. Trata-se de uma substância sólida cristalina a temperatura ambiente, de cor branca, odor muito forte, solúvel em água, inflamável e tóxica.
Uma das principais formas de obtenção do naftaleno é a partir da destilação do alcatrão de hulha (um tipo de carvão mineral, também conhecido como carvão de pedra). Também é possível obtê-lo a partir do petróleo, porém, em quantidades mínimas, o que torna o processo inviável economicamente. Na indústria petroquímica, a substância pode ser obtida, ainda, pelo reforming catalítico (ou reforma catalítica), processo em que hidrocarbonetos de cadeia normal são transformados em hidrocarbonetos aromáticos (neste caso) através do aquecimento e de catalisadores especiais.
A naftalina é caracterizada, principalmente, pela sua capacidade de sublimação, que é a passagem direta do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido. Sob a forma de gás, a substância produz um vapor tóxico, e, devido a essa propriedade, é há muito tempo utilizada como repelente de traças e baratas. No comércio, é encontrada sob a forma de bolinhas de naftalina, que são colocadas em armários e gavetas para proteger roupas, tecidos e papéis do ataque desses insetos.
Além de repelente, a naftalina também é utilizada na fabricação de diversos produtos químicos, como corantes, inseticidas, fungicidas, solventes, ácido ftálico, plásticos, lubrificantes, explosivos, resinas sintéticas, entre outros.
No entanto, a toxidade da naftalina não está limitada somente a insetos e microrganismos. O organismo humano, se exposto a grandes quantidades de naftaleno, pode ter sua produção de hemácias comprometida, levando até a uma anemia hemolítica. Alguns estudos apontam, ainda, esse hidrocarboneto como um possível agente carcinogênico, ou seja, capaz de contribuir para o surgimento ou desenvolvimento de certos tipos de câncer. Sabe-se também, que uma exposição frequente e prologada ao produto pode elevar o risco de catarata.
Para evitar a intoxicação por naftalina, vale apostar em algumas medidas de prevenção, como, por exemplo, fazer uso do produto em sua embalagem lacrada, mantê-lo longe do alcance de crianças (pois são mais suscetíveis), não utilizar em roupas infantis, arejar as roupas antes de vesti-las e até mesmo optar por repelentes de menor toxidade, tais como o óleo de cedro, cânfora, alfazema ou serragem. Em caso de contaminação, é necessário buscar orientação médica com urgência.

9345 – Neurociência – Sistemas Cognitivos


A capacidade de Cognição é a capacidade de compreender e conhecer o processo mental através dos processos de interpretação. O termo é oriundo do latim Cognitione, e significa adquirir conhecimento por meio da percepção. Os Sistemas Cognitivos fazem parte da Cognição, que é um conjunto de técnicas e percepções, pré-estabelecidas pelos organizamos, cuja capacidade é a de lidar com o ambiente externo e determinadas ações. Os sistemas são uma resposta a interação com os demais seres humanos e ambiente, baseado no princípio de que cada indivíduo tem a sua identidade. A ciência que estuda os sistemas cognitivos é denominada de Ciências Cognitivas, e analisam todos os comportamentos com o objetivo de entender qual o processo de imaginação, pensamento e ação humana; através dela é possível compreender e simular as ações e reações, geradas pela percepção e raciocínio lógico do cérebro. A área da Medicina responsável por este tipo de estudo é a Linguística, Psicologia, Filosofia, Neurociência e também a Inteligência Artificial.
Os Sistemas Cognitivos são compostos por diversas partes, como o Pensamento, onde se concentram as ideias e a capacidade de reflexão sobre determinados assuntos, conhecimento e percepções. São também formados pelas denominadas Propriedades Cognitivas, relacionadas e explicadas abaixo, totalizando seis características: a Atenção, o Juízo, o Raciocínio, o Discurso, a Memória e a Imaginação.

Atenção – Capacidade de se concentrar sobre as situações e assuntos diversos. É formada de maneira involuntária por reações externas, de forma involuntária e também voluntária, quando pré-determinada.
Juízo – Responsável pelo ato de conscientização, ou seja, pelo que a pessoa julga ser a sua verdade.
Raciocínio – Combinação do desenvolvimento correto do pensamento com a capacidade de se chegar a uma conclusão coerente.
Discurso – Capacidade de se comunicar e colocar em palavras o pensamento lógico, utilizando a voz e demais capacidades de comunicação.
Memória – São imagens, expressões e conhecimentos, ou até mesmo situações e vivências passadas, capturadas durante a vida que são gravadas no cérebro.
Imaginação – Desenvolvimento mental, composto de memórias e percepções gravadas (denominadas de Imaginação Reprodutiva) e outras imagens (chamadas de Imaginação Criativa). A Imaginação Criativa é classificada como Fantasia, tida como incontrolável e geralmente expressas por manifestações artísticas, ou como Imaginação Construtiva, controlada por objetos e bastante estudada pela Filosofia.
Existem ainda os chamados Distúrbios Congnitivos Comportamentais, que são disfunções cerebrais que afetam o raciocínio lógico e a capacidade de percepção da realidade. Psicólogos e Especialistas indicam o tratamento por meio de Terapia Cognitivo Comportamental, a qual procura desvendar quais ações propiciaram a consequente falta de conexão dos sistemas cognitivos.

9344 – Psicologia – O que é Xenofobia?


É um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. Mas é também um termo usado para denominar um transtorno psiquiátrico que gera um medo excessivo, sem controle algum, ao que é desconhecido – objetos ou pessoas. Este conceito também se estende, de forma um tanto polêmica, a qualquer discriminação de ordem racial, grupal – em referência a grupos minoritários – ou cultural. Esta acepção causa uma certa ausência de clareza, pois é assim confundida com preconceitos, e nem todos eles são considerados fobias.
O repúdio a culturas diferentes geralmente traz em sua essência o ódio, a animosidade, o preconceito, embora este possa provir também de outras raízes, como opiniões preconcebidas sobre determinados grupos ou coletividades, por pura falta de informação sobre eles; conflitos ideológicos que envolvem crenças em atrito, causados por um choque conceitual; motivações políticas e outros tantos fatores. É polêmico, porém, em alguns casos, definir se há preconceito ou xenofobia, como no episódio do Nazismo. Este fato histórico envolveu grupos e culturas diferentes, violência desenfreada, crimes hediondos, desencadeados por um grupo que se encontrava no poder na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, contra pessoas que eles julgavam diferentes e inferiores. Estes indivíduos não foram apenas mortos, mas torturados, manipulados geneticamente, utilizados como cobaias em experiências terríveis, o que descarta a presença apenas de fatores político-sociais, e dão a este acontecimento um caráter doentio.
Hoje, nos Estados Unidos e na Europa, há um retorno da intolerância, principalmente contra os estrangeiros, e um certo avanço de um movimento que se denomina de neofascismo, com a eleição de partidos de extrema direita. Também se ouve falar, inclusive no Brasil, na constituição de novos grupos que se auto-intitulam neonazistas. A esses fenômenos os pesquisadores sociais costumam chamar de xenofobia, no seu sentido mais amplo. Mas não é complicado perceber nestes fenômenos fatores mais sociais, políticos, econômicos, do que psíquicos, embora não seja difícil atribuir aos mecanismos sociais mais recentes um componente de certa forma patológico.
Em seu sentido mais restrito, a xenofobia tem como principal sintoma um medo descomedido e desequilibrado do desconhecido. Exclui-se assim o temor em seu aspecto natural. Deste ponto de vista, ela é considerada uma doença, causada por uma ansiedade de teor significativo, desencadeada após um período de exposição a um contexto ou a um objeto desconhecido e, por isso mesmo, assustador. As pessoas que apresentam traços tenazes de terror irracional e passam a evitar situações que consideram arriscadas, podem inclusive ser suscetíveis a uma crise de pânico. Com estes sintomas, o indivíduo tem sua rotina alterada e até mesmo prejudicada.
O tratamento da xenofobia envolve geralmente o uso de uma terapia comportamental. O paciente é exposto à situação traumática, neste caso ao contexto de estranhamento que lhe provoca terror. Aos poucos, a pessoa se conscientizará de que essas circunstâncias não representam o perigo e a ameaça que ela supunha. Esta técnica é chamada de dessensibilização sistemática, elaborada por Joseph Wolpe, entre 1952 e 1958. Esta terapia tem sido considerada a mais eficaz nestes casos de fobia.

9343 – Projeções – Mentes brilhantes se reúnem para prever acontecimentos de 2050


Veja quais são
– O seu melhor amigo será um computador: ele conhecerá a sua alma “Em 40 anos teremos computadores com consciência, dotados de sentimentos e com uma personalidade própria. Você falará com o seu computador e ele saberá logo de cara qual é o seu estado de ânimo no dia. Ele conhecerá a sua alma e o seu coração melhor do que ninguém”, explicou Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple.

Seremos jovens a vida toda: “Atualmente, já dispomos de ferramentas que nos fazem mais fortes e rápidos, mas elas são inorgânicas: um avião, um carro. Daqui para frente, contudo, teremos as ferramentas orgânicas. Também teremos medicamentos que nos permitirão viver mais. Daremos um salto: viveremos jovens até o dia da nossa morte (…). Hoje, já é possível reverter o envelhecimento de uma célula em laboratório. Quando fizermos isso dentro do nosso corpo, seremos jovens até o dia da nossa morte”, imagina George Church, conhecido geneticista de Harvard. –

Um governo poderá mudar a mentalidade da população: “Em 2050, a internet está em nossas cabeças. Hoje, para aprender idiomas, você tem que passar um ano estudando e ainda assim não consegue falar perfeitamente uma nova língua. Porém, quando você puder instalar um novo idioma como você instala um novo aplicativo em um celular, você poderá ser fluente em uma nova língua rapidamente. O limite que separará as pessoas e seus computadores deverá desaparecer. Surgirão novos problemas: se em 2050 um governo tiver o poder de mudar a personalidade de sua população, será muito importante para todos que não existam mais ditaduras”, alertou Evan Henshaw-Plath, cocriador do Twitter. –

Controle das doenças infecciosas que causam o câncer: “A idade de aposentadoria das pessoas aumentará para 78 ou 80 anos, que será uma etapa extremamente produtiva. Harald zur Hausen (prêmio Nobel de Medicina), descobridor do vírus do papiloma humano (HPV), me mostrou recentemente que, no ano de 2020, 60% dos cânceres estarão associados a doenças infecciosas, provocadas por vírus, bactérias, parasitas e fungos. Não sei se teremos vencido o câncer até lá, mas teremos o controle de muitas doenças associadas a ele”, afirmou Manuel Patarroyo, vencedor do Prêmio Príncipe de Astúrias e criador da vacina sintética contra a malária.

– Será necessário ter licença para ser pai: “Atualmente, podemos modificar nosso corpo muito mais do que no passado. Dentro de 10 anos, o que mudará será sua biologia. Por exemplo, a paternidade será algo muito diferente. Hoje, para adotar uma criança, você precisa passar por uma série de exames impostos pela sociedade. Chegará o dia que também haverá uma espécie de “licença para ser pai”. O que me parece ser muito bom!”, explicou Andy Miah, Diretor do Instituto de Futuros Criativos, da Escócia.

– Facebook lerá os seus pensamentos: “Vivemos conectados: você não irá mais a nenhuma parte sem que ninguém saiba. Cada vez mais informações serão gerenciadas com o objetivo de prevenir congestionamentos, acidentes… Porém, isso também será usado para controlar as pessoas. Será inevitável. Hoje, o Facebook pergunta para você o que você pensa. Em alguns anos, ele não fará mais isso, pois saberá a resposta. Já estamos todos geolocalizados. Há 15 anos, quem mais sabia da sua vida era a sua mãe, hoje é o Facebook e o Google. Em 2050, todos saberemos o que todo mundo faz”, profetizou o especialista em tecnologia Javier Sirvent.

9342 – A Bionica e o Louva-Deus


Um significativo exemplo para a biônica é dado pela Louva-a Deus. Seu pequeno cérebro computa em 1/20 de segundo todos os dados que o levam a capturar suas presas. A preocupação fundamental da Bionica é a melhoria dos meios de aquisição de informações e seu aproveitamento em tarefas antes restritas a seres vivos. É o caso do saturnide, cujas antenas plumadas sai ricas em órgãos sensoriais. Muitos dos sistemas já foram cópias de sistemas naturais, como o radar e outros instrumentos de voo.

LOUVA 1

Um pouco +
As fêmeas costuma ter o hábito de arrancar a cabeça do parceiro e comê-lo, logo depois da reprodução. Eles só têm a chance de escapar se forem bem rápidos.
Habitat: matas e áreas de muita vegetação.
Onde vive: no mundo todo, especialmente em regiões quentes.
Tamanho: em média 5 cms de comprimento.
O que come: outros insetos.
O louva-a-deus ou cavalinho-de-deus é um inseto da ordem Mantodea. Há cerca de 2400 espécies de louva-a-deus, a maioria das quais em ambiente tropical e subtropical. Seu nome popular decorre do fato de que, quando está pousado, o inseto lembra uma pessoa orando. Os louva-a-deus são insetos relativamente grandes, de cabeça triangular, tórax estreito com pronoto e abdómen bem desenvolvido. São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e afídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. Como não possuem veneno, os louva-a-deus contam com as suas pernas anteriores que são raptatórias, ou seja, modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausência de pesticidas, são um fator importante no controlo de pragas de jardim. Na América do Norte ocorrem apenas três espécies de louva-a-deus, duas das quais introduzidas no início do século XX para este mesmo efeito.
O voo do louva-a-deus é algo impressionante. Remete ao voo de um caça de combate. Ele também tem a capacidade de desviar de ataques de morcegos em pleno voo executando mergulhos.
O louva-a-deus é um animal muito venerado na China, tendo inclusive estilos de Kung Fu baseados em seus movimentos.
O ritual de acasalamento dos louva-a-deus, que decorre por volta do Outono, é uma época de perigo para os machos da espécie, uma vez que a fêmea muitas vezes acaba por os matar e comer durante/depois do ato. Depois do fato consumado, a fêmea põe entre 10 a 400 ovos numa cápsula endurecida que deposita no chão, superfície plana ou enrolada numa folha. Em algumas espécies, a fêmea permanece perto da cápsula e a protege contra os predadores, em particular algumas espécies de vespa. Após a eclosão, o louva-a-deus nasce como ninfa, que é em tudo igual ao adulto excepto no tamanho menor e na ausência de asas e de órgãos reprodutores maduros.

9341 – Saúde – Café ajuda a melhorar fluxo do sangue pelo corpo


Uma série de estudos já sugeriu que o café é benéfico à saúde do coração – e uma nova pesquisa, feita no Japão, ajuda a entender de que forma isso acontece. De acordo com o estudo, a bebida tem efeito positivo nos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue pelo corpo e reduzindo o risco de inflamações. Consequentemente, contribui com o combate a problemas como ataque cardíaco e derrame cerebral. O benefício, no entanto, não vale para cafés descafeinados.
A conclusão foi apresentada nesta semana durante o encontro anual da Associação Americana do Coração, em Dallas, Estados Unidos. Elas se basearam nos dados de 27 pessoas de 22 a 30 anos que não costumavam tomar café com muita frequência.
No estudo, os participantes beberam uma xícara de café com ou sem cafeína. Em seguida, os autores avaliaram o fluxo sanguíneo dos participantes medindo a circulação do sangue em um dos dedos da mão dos voluntários. Alguns dias depois, os pesquisadores repetiram o teste, mas usando outros tipos de café. A circulação do sangue nos dedos é medida para que se avalie a qualidade do fluxo sanguíneo de todo o corpo, especialmente dos vasos menores.
A pesquisa mostrou que os participantes que haviam tomado café com cafeína, durante 75 minutos após consumirem a bebida, apresentaram um fluxo sanguíneo 30% melhor do que as pessoas que beberam café descafeinado.
O coordenador do estudo, Masato Tsutsui, da Universidade de Ryukyus em Okinawa, Japão, explica que ainda não está completamente claro de que forma o café interfere nos vasos sanguíneos. Ele acredita que, ao saberem disso, os pesquisadores poderão elaborar novas estratégias para o tratamento de doenças cardiovasculares no futuro.

9340 – Saúde – Dia Nacional e Dia Mundial de Combate ao Câncer


MEDICINA simbolo

A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, instituiu o Dia Nacional de Combate ao Câncer, que é hoje, 27 de novembro; com a finalidade de mobilizar a população quanto aos aspectos educativos e sociais no controle do câncer.
O câncer é uma doença que se manifesta através do desenvolvimento de células desordenadas, que invadem os tecidos causando novos focos da doença através da metástase.

A doença possui características que invadem as células sadias, além de disseminar as células contaminadas, rapidamente, através da corrente sanguínea.

Em razão dos problemas causados pela doença, a partir de 1988 o Brasil estabeleceu um dia de tentativa e luta contra a mesma, o dia 27 de novembro. Nessa data são desenvolvidos projetos educativos, de conscientização da população acerca da doença e dos riscos em adquiri-la. Nesse dia, são distribuídos laços vermelhos para serem afixados nas roupas como broches, como símbolo da campanha.

Várias campanhas são realizadas para combater o câncer, os principais fatores que levam à doença são: fumaça de cigarro (químico), radioatividade (físico), infecções virais (biológicos).

Nos últimos anos, os tumores malignos, como também são chamados, foram responsáveis por 12% das mortes no mundo.

Os tratamentos da doença evoluíram muito e, hoje em dia, diagnósticos feitos precocemente podem auxiliar na cura do paciente em até 100%.

Os casos mais graves de câncer são:

O câncer de pulmão é o pior de todos e o mais fácil de ser encontrado. Nas últimas décadas a doença cresceu, no Brasil, cerca de 57% entre os homens e 134% entre as mulheres, pois muitas delas são fumantes passivas. Esse tipo de câncer leva à morte, pois os recursos não são dos melhores. Os tratamentos se restringem a sessões de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

De mama, atingindo cerca de 35 mil brasileiras por ano, normalmente aparece em quem tem predisposição genética, havendo outros casos na família. É importante fazer exames de mama e, a partir dos vinte anos de idade, toda mulher deve fazer o autoexame, apalpando os seios logo após o período da menstruação. Mulheres com mais de trinta e cinco anos devem fazer mamografia a cada ano, a fim de assegurar que não estão desenvolvendo a doença.

Nas mulheres, também temos o câncer de colo do útero, responsável pela morte de 4 mil pacientes por ano no Brasil. É causado pelo vírus papiloma humano ou HPV, adquirido nas relações sexuais. Os sintomas desse tipo de câncer são corrimentos contínuos, sangramentos e dores durante as relações sexuais. Quando a mulher percebe esses sintomas, em caso de contaminação pelo vírus, a doença já se encontra em estágio avançado, por isso o melhor a fazer é se prevenir através do uso de preservativos.

Nos homens a doença aparece na próstata, com o desenvolvimento do tumor, porém, facilmente diagnosticado nos consultórios médicos. O problema é que o exame é feito através do toque retal, a partir dos 40 anos de idade, e muitos homens não se sujeitam a passar por essa forma de análise. Quando se descobre a doença, muitas vezes a mesma já está em estágio avançado, por falta de visitas regulares ao médico.

A pele também é vítima do câncer. A grande exposição ao sol, a destruição da camada de ozônio, tem feito com que os raios ultravioletas cheguem a atingir-nos com maior facilidade. É comum vermos pessoas estiradas ao sol, entre as dez e quatorze horas, considerados horários críticos à exposição. No Brasil, esses têm aumentado em média de 100 mil novos casos por ano. O mais comum é o carcinoma, sendo responsável por 90% dos casos. Mas o melanoma é a espécie mais agressiva, podendo levar à morte se não for diagnosticado e tratado precocemente, já que pode atingir os órgãos vitais. O tratamento do melanoma é cirurgia seguida de sessões de quimioterapia.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia afirma que uma das maiores dificuldades na luta contra o câncer é para se fazer um trabalho preventivo, de conscientização das pessoas.
Alguns tipos da doença, como de colo de útero, próstata, testículos, língua, boca, pele, dentre outros, poderiam ser diagnosticados facilmente em consultas clínicas, feitas regularmente.
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm como ponto em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos.
No dia 8 de abril acontece o Dia Mundial de Combate ao Câncer, uma data que tem como objetivo chamar a atenção de líderes políticos e de toda a sociedade em geral para o crescimento dos índices da doença, que, segundo o IBGE, vem crescendo continuamente nas duas últimas décadas.
O câncer, também chamado de neoplasia, é um conjunto de mais de 100 doenças que se caracterizam pelo crescimento desordenado das células. Tais células se dividem muito rapidamente, invadindo tecidos e órgãos e formando tumores que podem se espalhar (metástase) para outras regiões do corpo. O câncer tem causas variadas, podendo surgir de fatores externos, como o ambiente em que a pessoa vive ou hábitos e costumes presentes em nosso dia a dia; ou também por fatores internos, que na maioria das vezes estão geneticamente predeterminados.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, cerca de 80% a 90% de todos os casos da doença estão associados a fatores externos, sendo alguns deles bem conhecidos como o tabagismo, exposição excessiva ao sol, vírus que podem causar leucemia, hábitos alimentares, alcoolismo, hábitos sexuais, medicamentos e fatores ocupacionais.
Os vários tipos de câncer correspondem ao diferentes tipos de células que temos em nosso organismo. Por exemplo, se o câncer se inicia nos tecidos epiteliais, como pele e mucosas, ele é chamado de carcinoma. Se ele começa em tecidos conjuntivos, como músculos, ossos ou cartilagens, ele é chamado de sarcoma, e assim por diante. O que diferencia os diversos tipos de câncer é a velocidade com que as células se multiplicam e sua capacidade de invadir tecidos e órgãos.
Especialistas creem que alguns fatores de risco são os causadores de alguns tipos de tumores malignos, sendo o principal fator o tabagismo, seguido de consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade. Diante disso, a melhor forma de se prevenir do câncer é parar de fumar; ter uma alimentação saudável com maior consumo de frutas, verduras, legumes e cereais, diminuir o consumo de alimentos gordurosos; evitar ou diminuir o consumo de bebidas alcoólicas; praticar atividades físicas regularmente; evitar a exposição prolongada ao sol; e fazer exames regulares, pois isso ajuda na detecção precoce de um eventual câncer.
O tratamento do câncer pode ser feito através de quimioterapia, na qual são utilizados vários medicamentos para combater o tumor; radioterapia, na qual se utilizam radiações para destruir o tumor ou impedir que suas células continuem se dividindo; ou transplante de medula óssea, indicado para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue.

Saiba mais acompanhando os próximos capítulos do ☻ Mega Arquivo

9339 – ☻Mega Almanaque Futebol – Flamengo X Botafogo


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Flamengo:
Artilheiro: Zico: 20 gols
Jogo mais importante: As finais do Campeonato Brasileiro de 1992 s o consideradas as mais importantes para o flamenguista. A vitória por 3×0 no primeiro jogo e o empate por 2×2 no segundo deram o título ao Flamengo.

Partida histórica: Flamengo 6×0 Botafogo, pelo Campeonato Carioca, em 11/11/1981
Série invicta: 15 jogos: 7 vitórias e 8 empates, entre 28/7/2004 e 15/3/2008
Maior goleada: Flamengo 8×1 Botafogo, no dia 15/8/1926, pelo Campeonato Carioca, com gols de Ach (três), Fragoso (três), Nono e Vadinho.
Títulos cariocas: 18

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Botafogo:
Jogo mais importante: Botafogo 1×0 Flamengo, em 1989: a vitória deu o título Carioca ao Botafogo e marcou o fim do tabu de 21 anos sem títulos do clube.
Partida histórica: Botafogo 6×0 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, em 15/11/1972.
Maior série invicta: 9 jogos (2 vezes): 5 vitórias e 4 empates, entre 11/2/1950 e 05/3/1952; 7 vitórias e 2 empates, entre 29/7/1967 e 20/4/1969.
Maior goleada: Botafogo 9×2 Flamengo, no dia 29/5/1927, pelo Campeonato Carioca, com gols de Nilo (quatro), Ariza (dois), Jo ozinho (dois) e Almos.
Titulos cariocas: 30