9375 – Saúde – Exame de próstata


☻ Nota do Autor
Câncer de Próstata, um assunto sério
Aqui não é bom brincar, porque o tumor não brinca em serviço no que diz respeito a comprometer as funções do organismo, levando a um quadro irreversível.

O exame de próstata abrange dois tipos distintos de exame: o toque retal e o exame de sangue PSA (sigla oriunda do inglês Prostate Specific Antigen, ou APE, de Antígeno Prostático Específico, em português). Este conjunto de exames deve ser feito anualmente.
A recomendação sempre foi realizá-lo a partir dos 45 anos de idade. Todavia, em novembro de 2013, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alterou a idade mínima recomendada para realização desse exame para os 50 anos de idade. Contudo, para pacientes de etnia negra, obesos ou que tenham histórico na família, o recomendado era iniciar os exames a partir dos 40 anos de idade, passando para os 45 anos.
A explicação para essa mudança na idade para se iniciar a prevenção ao câncer de próstata é devido ao fato de existir um excesso de diagnósticos de cânceres desse tipo que não se desenvolvem de forma agressiva, conhecidos como cânceres indolentes. Em outras palavras, o paciente possui o câncer, mas ele não se espalha para outros lugares do corpo, ficam restritos à próstata.
O toque retal é um procedimento realizado pelo médico, visando avaliar as condições internas do reto. Realiza-se o mesmo com o paciente deitado na maca, adotando uma posição na qual o ânus fique exposto e relaxado. O médico, utilizando luvas lubrificadas, introduz o dedo indicador através do ânus do paciente palpando-o, após solicitar que este efetue um leve esforço defecatório, para facilitar a protusão da mucosa. Caso o paciente não consiga relaxar o esfíncter anal, poderá sentir desconforto ou dor durante o exame.
Já o PSA consiste em uma glicoproteína sintetizada pela próstata, que fica na corrente sanguínea e que pode ser dosada por meio de um exame de sangue. Esta substância apresenta uma influência positiva sobre a motilidade dos gametas masculinos no momento da ejaculação, uma vez que auxilia na diluição do fluído seminal. Existem dois tipos de PSA: o PSA livre, que se encontra aumentado na hiperplasia prostática benigna, e o PSA conjugado (ou PSA total), que pode encontrar-se aumentado, na corrente sanguínea, em casos de câncer de próstata.
Quando ambos os exames indicam a possibilidade de câncer retal, deve ser feita uma investigação mais minuciosa, por meio de ultrassonografia transretal e, em alguns casos, até mesmo uma biópsia prostática.