9368 – O que eram os oráculos?


O Oráculo
O Oráculo

Eram as respostas reveladas por meio de artes de adivinhação (divinatórias) a uma questão pessoal. O termo, porém, teve seu significado ampliado para designar tanto a entidade consultada como o intermediário humano entre a divindade e o questionador e até mesmo o local em que os oráculos se manifestam. Atualmente, “oráculo” também pode designar um objeto ou método usado para obter esclarecimentos sobre assuntos específicos (tarô, por exemplo). Embora haja registros de consultas a divindades para adivinhação desde a Antiguidade, foi na Grécia que a prática ganhou status de culto nacional, com templos dedicados exclusivamente a práticas divinatórias. Um dos mais ricos e frequentados era o templo de Delfos, em que Apolo era consultado por uma sacerdotisa apelidada de pitonisa (serpente). Os rituais em Delfos duraram até a ascensão do cristianismo como religião oficial do Império Romano, que a essa altura já dominava a cidade.
Acredita-se que a pitonisa pronunciasse as respostas em versos semelhantes aos usados nos poemas Ilíada e Odisseia, de Homero.

Adivinhações ou Alucinações?
No seu auge, o templo era frequentado por cidadãos comuns e por governantes gregos e estrangeiros. Para furar as longas filas, os figurões pagavam bem. Tanto o povão como os fura-filas sacrificavam uma ovelha ou uma cabra antes de entrar no templo. As entranhas dos bichos eram examinadas por sacerdotes em busca de sinais proféticos.
Antes do ritual, a pitonisa descia até uma câmara subterrânea e inalava vapores sagrados para entrar em contato com Apolo. Historiadores divergem em relação à transmissão dos oráculos: as respostas seriam transmitidas pela profetisa aos visitantes com palavras enigmáticas ou interpretadas e repassadas aos peregrinos pelos sacerdotes.
O estado alterado em que a pitonisa recebia e declarava as revelações pode ter uma causa nada sobrenatural. Ao analisar rochas e fontes de água de Delfos, o geólogo holandês Jelle de Boer notou a presença de etano, metano e etileno. Essa combinação gasosa e narcótica subia por fendas no solo sob as quais o templo foi construído.
Uma das falhas geológicas estava alinhada com fontes de água e havia até uma nascente abaixo do templo. A água escaldante, vinda de camadas profundas do solo, passava por uma camada de pedra calcária betuminosa, liberando os vapores alucinógenos que faziam a cabeça da pitonisa.

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