9356 – Tecnologia – Não é Telepatia, é Teclepatia


Transmitir ideias, intenções e pensamentos sem a necessidade de suportes físicos utilizando procedimentos tecnológicos é o novo conceito da teclepatia. Tradicionalmente, a telepatia se refere à troca de informações mentais por meio de sentidos físicos não conhecidos, ou, segundo algumas crenças religiosas, por meio da capacidade do espírito humano, indicado como alma. Num sentido geral, é a transmissão de uma mensagem trocada diretamente entre duas mentes.
Independente das suposições, pesquisas e visões religiosas, a telepatia é uma capacidade que está acima das condições humanas, mas já reconhecidas na realidade e na ficção. Porém, a telepatia já pode ser processada como telepatia artificial ou teclepatia.
A teclepatia permite a comunicação entre duas mentes por meio da tecnologia, possibilitando a leitura de pensamentos com maior precisão. A partir de pesquisas iniciadas no campo da medicina e da engenharia computacional avançada, diferentes cientistas acreditam que no futuro será possível criar meios e vínculos de comunicação telepática por meio de emissores tecnológicos de emissão e recepção, auxiliando, principalmente, pessoas que possuem problemas com a fala ou de movimento corporal.
Há menos de um século, a existência do telefone fixo e do telefone celular era um sonho científico que se tornou em realidade. A teclepatia poderá permitir um novo método ou meio de comunicação mais avançada entre os seres humanos, o que eliminará a dependência de equipamentos e meios como a internet, os computadores, o telefone e os rádios transmissores.
Na prática, no ano de 2004, no Canadá, o paciente em estado vegetativo , Scott Routley, conseguiu se comunicar com sua mulher por meio de um aparelho de ressonância magnética. O paciente estava há mais de dez anos sem se comunicar com alguém.
Há dois métodos que permitem a leitura de pensamentos, a primeira se refere a instalação de sensores na região externa da cabeça da pessoas, ou a partir da instalação de um chip na região interna da cabeça, mais precisamente, no córtex cerebral. A instalação de chips na região interna do crânio permite melhores resultados aos cientistas.
Essas experiências haviam sido realizadas em primatas, na Universidade de Duke, com uma equipe de pesquisadores liderada por um cientista brasileiro. Porém, um dos primeiros seres humanos a terem um chip implantado na cabeça foi Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha.
No momento, a teclepatia é possível por meio do envio de sinais do sistema nervoso de uma pessoa para o sistema nervoso de outra pessoa, o próximo passo é realizar uma transmissão entre cérebros, inicialmente, de maneira telegráfica e rudimentar.