9361- Instituições Científicas – A National Geographic Society


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Criada em 1888 nos Estados Unidos por meio de uma ação conjunta entre 33 pessoas interessadas na organização de uma sociedade que difundiria o conhecimento geográfico, a National Geographic Society (Sociedade Geográfica Nacional) teve como primeiro presidente o filantropo e advogado Gardnier Greene Hubbard. Ele foi sucedido por Alexander Graham Bell, que fundou e inventou a companhia telefônica Bell. O objetivo inicial da organização era tornar mais acessível e ampliar o conhecimento de geografia no mundo, organizando expedições de exploração e iniciando a publicação da The National Geographic Magazine, uma das revistas mais importantes do segmento.
A publicação da National Geographic ocorreu após nove meses de funcionamento da sociedade. Notavelmente, a revista é conhecida no mundo todo por apresentar uma moldura na cor amarela enquadrando suas capas. Distribuída mensalmente, com a realização esporádica de edições específicas, a publicação contempla diversos temas como histórias sobre locais inóspitos da Terra e curiosidades sobre a geografia de cada região do globo, além das grandes reportagens realizadas pelos experientes e renomados profissionais e fotógrafos de seu corpo editorial. As fotografias, aliás, são um dos pontos altos do periódico, sendo que muitas se tornaram ícones das respectivas regiões que representam e da diversidade de etnias ao redor do mundo.
Essa característica da revista ganhou notoriedade na edição de 1984, quando foi publicada na capa a fotografia do rosto de uma jovem com olhos marcantes e bonitos, que era uma das refugiadas do Afeganistão. A imagem tornou-se tão famosa quanto a foto de Che Guevara (Guerrilheiro Heroico) e a de Marilyn Monroe com as saias levantadas pelo vento. Após a fama internacional, descobriu-se em 2002, após a invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão, que a garota da foto chama-se Sharbat Gula. A história da vida da jovem foi apresentada em grande reportagem em uma edição de março de 2003 da National Geographic.
Entre outros elementos marcantes da National Geographic estão os minuciosos mapas publicados pelos exploradores de diversas regiões do planeta e a sua utilização pelo governo norte-americano, ajudando a ampliar os recursos de cartografia do país, que antes da revista apresentavam sérias limitações. Com milhares de assinantes e a tradição de ser uma publicação do final do século XIX, o periódico tornou-se um item de colecionador e suas edições mais antigas tem alto valor em sebos e lojas de antiguidades. Uma curiosidade é que, até 1960, as capas da revista apresentavam somente textos, sendo que as fotos começaram as ser estampadas na capa naquele mesmo ano.

9360 – A Radiação Beta


Processos nucleares ou radioativos são aqueles oriundos do núcleo atômico, ou diretamente pela emissão de partículas (massa), ou através de uma modificação de sua estrutura interna (energia). Os processos de origem nuclear são caracterizados pela alta taxa de energia envolvida, uma vez que envolvem o núcleo de átomos (a força nuclear) ao invés dos processos de origem química, onde a eletrosfera atômica está diretamente envolvida.
Entre os processos de origem nuclear estão os raios beta, ou a radiação beta. Certos tipos de átomos sofrem um decaimento nuclear denominado beta, entre eles estão o potássio-40, o carbono-14 e o iodo-132. Dessa forma, ao se conhecer elementos beta emissores, torna-se possível utilizar a radiação beta em alguns processos industriais e laboratoriais, que vão desde diagnósticos médicos ao tratamento do câncer.
A química de uma radiação beta (β) é relativamente mais complexa do que a das demais partículas. Ocorre que uma radiação beta trata-se de elétrons dotados de alta energia emitidos de núcleos atômicos instáveis em um processo denominado de emissão beta. Entretanto, como pode um núcleo atômico emitir um elétron, partícula originalmente inexistente no núcleo de um átomo? A resposta está no fato de que em um decaimento beta ocorre uma conversão nuclear de um próton em um nêutron, um elétron e um neutrino. O próton permanece no núcleo atômico, o neutrino e o elétron são projetados.

“Quando um núcleo emite uma partícula beta, também emite um neutrino. Um neutrino não tem carga elétrica e quase não tem massa. Na radiação de partículas beta negativas, um nêutron no núcleo transforma-se em um próton, um elétron negativo e um neutrino. O elétron e o neutrino são emitidos no instante em que se formam, e o próton permanece no núcleo. Isto significa que o núcleo passa a conter mais um próton e menos um nêutron. Por exemplo, um isótopo de carbono, o 6C14, emite elétrons negativos. O C14 tem oito nêutrons e seis prótons. Quando se desintegra, um nêutron se transforma em um próton, um elétron e um neutrino. Após a emissão do elétron e do neutrino, o núcleo contém sete prótons e sete nêutrons. Seu número de massa permanece o mesmo, mas seu número atômico aumenta de um”1. Assim, um decaimento beta é considerado uma força nuclear fraca.
Com relação ao seu poder de penetração, as partículas beta situam-se entre as partículas alfa (de menor poder de penetração) e as partículas gama (de maior poder de penetração). “As partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s”2.
A radiação beta está presente também em um típico tubo de televisão, que funciona a partir de uma metralhadora de elétrons, os quais tornam-se luz quando são absorvidos pelo elemento fósforo que recobre internamente o tubo de projeção da imagem.

9359 – Egiptologia – Teorias sobre a construção das pirâmides


Pirâmides do Egito
Pirâmides do Egito

O turismo no Egito é até hoje impulsionado pela visita às pirâmides, construções majestosas erguidas sob as ordens dos faraós, soberanos que detinham a grandiosidade política, bélica e espiritual desta civilização. Estes monumentos visavam exibir o poder faraônico diante da posteridade e também ser a última morada do rei egípcio.
Quem nunca parou para pensar de que forma foram estruturados estes mausoléus e quem os edificou? E mais ainda: em quanto tempo as pirâmides foram construídas? As mais famosas são a de Quéops, a qual data de 2530 a.C, a de Miquerinos, que remonta a 2471 a.C., e a de Quéfren, erguida em 2500 a.C.
A mais grandiosa é a de Quéops; ela levou 25 anos para ser concluída. Seu projeto envolveu aproximadamente dez mil trabalhadores, os quais fixaram mais de dois milhões de blocos de pedras, sendo que cada um deles ostentava de duas a dez toneladas.
Por essas dimensões já é possível deduzir o imenso potencial da engenharia e da arquitetura do Egito. Hoje os egiptólogos já sabem que as pirâmides não foram edificadas apenas por cativos obrigados a empreender este esforço monumental, e sim por boa parte de seres livres que se empenhavam nesta tarefa por crerem na presença de uma divindade criadora nobre e bondosa.
Mas eles não precisavam aguardar por uma gratificação no País das Luzes, esfera transposta pelos homens após a morte. No fim da lida os servidores eram recompensados financeiramente. Esta é a única convicção unânime dos especialistas na história egípcia: as pirâmides não foram banhadas pelo sangue escravo, e sim pelo suor de cidadãos que gozavam de plena liberdade.
A de Quéfren também não fica atrás. Diante de seu santuário ele ordenou que fosse talhada em uma rocha de vasta extensão uma esfinge que espelhasse sua própria face, superposta a um corpo leonino. Desta forma o faraó simbolizou seu reinado, o mais expressivo da história da realeza em todo o Planeta.
E como, afinal, estas maravilhas foram edificadas? Ao longo do tempo surgiram várias teses sobre o tema. Uma delas disseminou que os grandiosos monumentos foram construídos por criaturas extraterrestres. Esta teoria é reproduzida fielmente na produção cinematográfica ‘Stargate’, de 1994, do cineasta Roland Emmerich.
Diversos arqueólogos, versados nas pesquisas sobre o Antigo Egito, argumentam que estes monumentos jamais foram erguidos por aliens. Há outras hipóteses sobre a construção das pirâmides; paralelamente a elas teriam elaborado planos inclinados exteriores que permitiriam o movimento dos blocos, os quais eram tracionados com a ajuda de cordas. Usavam-se igualmente caules de árvores nos alicerces para facilitar a locomoção dessas pedras.

9358 – A Mãe das Conspirações – Deuses Astronautas?


Capa do livro
Capa do livro

A Teoria dos Astronautas Antigos é usada para explicar que a Terra teria sido visitada por seres extraterrestres há muitos milênios.
A existência de seres alienígenas ou extraterrestres se tornou especialmente presente na cultura popular a partir da segunda metade do século XX. Foram muitas as teorias, muitos os relatos e muitas associações humanas que surgiram para dar mais amplitude ao tema na sociedade. Claro, não se pode deixar de citar também as muitas teorias da conspiração que permearam e ainda permeiam o assunto. De todo modo, a Astronomia evoluiu muito também nas últimas décadas e a ciência nos revelou muitas verdades sobre o universo. Todavia, algumas teorias não foram comprovadas, mas possuem muitos defensores importantes e famosos.
Na década de 1960, o escritor suíço Erich von Däniken ajudou a popularizar a Teoria dos Astronautas Antigos através de seu muito bem sucedido livro “Eram os Deuses Astronautas?”. A obra foi publicada em 1968 e se tornou um best seller com suas teorias sobre o paleocontato, ou seja, o contato de civilizações extraterrestres com nosso planeta muito tempo atrás. O argumento de Däniken se baseava em artefatos e construções monumentais de origem e propósitos desconhecidos encontrados na Terra, em iconografias antigas que permitem interpretações sobre criaturas não-humanas e suas tecnologias, e em possíveis contatos com seres extraterrestres na origem de muitas religiões. Apesar do sucesso comercial do livro, não foram encontradas provas para comprovar suas alegações no livro e o suíço foi julgado como pseudocientista por muitos.
A Teoria dos Astronautas Antigos alega que os humanos são fruto de seres que visitaram nosso planeta muito tempo atrás, transferindo conhecimento, cultura e religião. Depois de Erich von Däniken, Zecharia Sitchin também ajudou a difundir o tema através de sua interpretação que deu a textos antigos do Oriente Médio, embora não com o mesmo sucesso. Atualmente, Grahan Hancock é quem dá continuidade ao tema seguindo a linha de argumentação de Erich von Däniken, embora a considere incompleta.
Em geral, as supostas provas da Teoria dos Astronautas Antigos são as máquinas voadoras que aparecem em textos antigos, “aeromodelos” antigos descobertos no Egito e na América do Sul e monumentos como Stonehenge, as pirâmides do Egito, Macchu Picchu no Peru, Baalbek no Líbano, que não se sabe explicar como poderiam ter sido construídos pelos homens.

9357 – Teletransporte: Ficção ou Realidade?


Em teoria, o primeiro teletransporte de partículas ocorreu em 1993, sendo realizado pela primeira vez em 1997, nos EUA. Na época, ocorreu o teletransporte de fótons (partículas de luz) de um ponto ao outro.
Conseguiram teletransportar uma partícula de matéria, graças a um “emaranhamento”, uma ligação instantânea entre duas partículas distanciadas. Neste processo, quando uma partícula é manipulada em determinado ponto, a outra teletransportada também sofre alteração devido a manipulação da primeira.
Albert Einstein não aceitava a ideia de “telepatia” entre partículas, considerava uma “ação fantasma à distância. Os atuais experimentos comprovam que o teletransporte é possível, mesmo que não esteja no nível fictício dos filmes da série “Jornada nas Estrelas”.
A grande dificuldade ainda é de manipular as partículas sem perder as informações por ela transmitida. A pesquisa tem sido desenvolvida arduamente por pesquisadores norte-americanos da Universidade de Maryland, e publicada, quando encontram-se novidades, na revista Science.
A técnica já havia dado certo no teletransporte de luz; em 2009, conseguiram teletransportar matéria entre dois locais. A matéria era um íon de um metal itérbio, que fora teletransportada num espaço de um metro.

9356 – Tecnologia – Não é Telepatia, é Teclepatia


Transmitir ideias, intenções e pensamentos sem a necessidade de suportes físicos utilizando procedimentos tecnológicos é o novo conceito da teclepatia. Tradicionalmente, a telepatia se refere à troca de informações mentais por meio de sentidos físicos não conhecidos, ou, segundo algumas crenças religiosas, por meio da capacidade do espírito humano, indicado como alma. Num sentido geral, é a transmissão de uma mensagem trocada diretamente entre duas mentes.
Independente das suposições, pesquisas e visões religiosas, a telepatia é uma capacidade que está acima das condições humanas, mas já reconhecidas na realidade e na ficção. Porém, a telepatia já pode ser processada como telepatia artificial ou teclepatia.
A teclepatia permite a comunicação entre duas mentes por meio da tecnologia, possibilitando a leitura de pensamentos com maior precisão. A partir de pesquisas iniciadas no campo da medicina e da engenharia computacional avançada, diferentes cientistas acreditam que no futuro será possível criar meios e vínculos de comunicação telepática por meio de emissores tecnológicos de emissão e recepção, auxiliando, principalmente, pessoas que possuem problemas com a fala ou de movimento corporal.
Há menos de um século, a existência do telefone fixo e do telefone celular era um sonho científico que se tornou em realidade. A teclepatia poderá permitir um novo método ou meio de comunicação mais avançada entre os seres humanos, o que eliminará a dependência de equipamentos e meios como a internet, os computadores, o telefone e os rádios transmissores.
Na prática, no ano de 2004, no Canadá, o paciente em estado vegetativo , Scott Routley, conseguiu se comunicar com sua mulher por meio de um aparelho de ressonância magnética. O paciente estava há mais de dez anos sem se comunicar com alguém.
Há dois métodos que permitem a leitura de pensamentos, a primeira se refere a instalação de sensores na região externa da cabeça da pessoas, ou a partir da instalação de um chip na região interna da cabeça, mais precisamente, no córtex cerebral. A instalação de chips na região interna do crânio permite melhores resultados aos cientistas.
Essas experiências haviam sido realizadas em primatas, na Universidade de Duke, com uma equipe de pesquisadores liderada por um cientista brasileiro. Porém, um dos primeiros seres humanos a terem um chip implantado na cabeça foi Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha.
No momento, a teclepatia é possível por meio do envio de sinais do sistema nervoso de uma pessoa para o sistema nervoso de outra pessoa, o próximo passo é realizar uma transmissão entre cérebros, inicialmente, de maneira telegráfica e rudimentar.

9355 – O Sinal SOS


O SOS é um célebre sinal de emergência que costumava ser transmitido por meio do Código Morse. Foi primeiramente adotado efetivamente pelo governo alemão em transmissões de rádio em primeiro de Abril de 1905, e se tornou padronizado depois da segunda Convenção Internacional de Radiotelegrafia, em 3 de Novembro de 1906, e se tornou internacionalmente oficial em primeiro de Julho de 1908, só sendo aposentado pelas radiotransmissões marítimas em 1999, quando foi substituído pelo Sistema Global de Socorro e Segurança Marítimos.
Desde o início, antes mesmo de ser chamado de SOS, o sinal no Código Morse consistia de três pontos, três espaços e mais três pontos, que, segundo o Código Morse, formam as letras, respectivamente, “s”, “o” e “s”. Logo o sinal foi chamado de SOS, para ajudar as pessoas a memorizarem a posição dos pontos e dos espaços. Atualmente, o SOS é um sinal processual, e a escrita oficial é com uma barra horizontal acima das letras. Na cultura popular, o SOS sempre foi associado a frases como “save our ship” (salve nosso navio), “save our souls” (salve nossas almas) e “send out succour” (envie socorro). Oficialmente, essas frases nunca estiveram por trás da criação do sinal, sendo consideradas apenas formas de memorização. O fato do SOS ser o único sinal do Código Morse com nove elementos, também ajudava a memorização. O primeiro navio a enviar um SOS por rádio foi o Arapahoe, que se encontrava perdido ao norte do continente americano em 1909.
Posteriormente ao SOS, muitos outros sinais de socorro foram criados. Em Janeiro de 1914, foi adotado o TTT como “sinal de socorro” para ser usado pelos navios, em situações que envolvesse a “uma situação urgente de caráter de navegação”. Com o desenvolvimento dos radiotransmissores de voz, foi necessária a criação de um sinal de emergência falado, então, nessa necessidade, o sinal TTT se tornou “securité”. É interessante notar outro célebre sinal de emergência, o “Mayday”, como é conhecido, na verdade vem do francês “m’aidez” (me ajude), já que naqueles dias, o francês era o idioma formal internacional.
Durante a Segunda Guerra Mundial, códigos adicionais foram empregados para incluir detalhes sobre ataques de embarcações inimigas, especialmente na Batalha do Atlântico. O sinal SSS assinalava ataque de submarinos, enquanto RRR alertava para um assalto pela superfície, QQQ indicava a presença de uma embarcação desconhecida no campo de batalha (normalmente se tratavam de cruzadores auxiliares) e, por último, AAA advertia sobre ataques aéreos. Normalmente, esses sinais eram enviados juntos ao código de socorro do SOS. Mais tarde, esses sinais mudaram de três letras para quatro letras iguais, mas nenhum deles era usado sozinho.
O fim do uso original do sinal do SOS aconteceu em Janeiro de 1999, quando o Código Morse foi oficialmente removido das comunicações marítimas. A última organização internacional oficial a usar o Código Morse foi a Autoridade de Segurança Marítima da Austrália, em 31 de janeiro de 1999, quando a Rádio Melbourne realizou a última comunicação em Código Morse, durante a sua prestação do Serviço Móvel Marítimo.

9354 – Mega Almanaque – A Scotland Yard


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É o nome dado à central da Polícia Metropolitana de Londres, no Reino Unido. O termo na verdade é uma metonímia utilizada para se referir à polícia civil de Londres e tem sua origem relacionada ao prédio que funcionava como a sede original da Yard, o número 4 da Whitehall Palace, cuja entrada dos fundos ficava em uma rua chama Great Scotland Yard, que era o acesso público à sede da polícia.
A força policial londrina tem sua origem em 1829, com os chamados “bobbies” (vindo de Robert Peel, secretário responsável pela sua criação). Por volta de 1839 estes policiais substituíram tanto as Bow Street Patrols, que aplicavam as decisões dos magistrados, quanto a Polícia do Rio (ou fluminense), que trabalhava para prevenir o crime ao longo do Tâmisa.
A criação da moderna polícia londrina baseia-se nas mudanças implementadas pelo coronel Charles Rowan e Richard Mayne, que ocupavam um apartamento no número 4 da Whitehall Place, na parte de trás do que se abria para um pátio: o Great Scotland Yard. O nome deste logradouro, por sua vez, era proveniente de um palácio medieval que abrigava a realeza escocesa em suas visitas a Londres.
Em meio ao auge da expansão britânica, como grande potência política, marítima e líder das duas revoluções industriais até então, Londres torna-se praticamente o centro do mundo, o local onde tudo acontece. Fazia-se necessário uma polícia à altura de tamanha metrópole, altamente especializada. A equipe da Scotland Yard foi a responsável pela proteção das pessoas importantes, patrulhas comunitárias, relações públicas, recrutamento e gestão de pessoal. Um marco histórico ocorreu quando a Yard enviou às ruas seus primeiros agentes de polícia à paisana em 1842, o público se sentiu desconfortável com esses “espiões” nas ruas. Mas o papel da força em vários casos importantes, e o carisma de muitos de seus detetives, ajudou a ganhar a confiança do público em geral.
Desde a sua criação, a Scotland Yard sempre ocupou um lugar na cultura popular. Os oficiais têm aparecido frequentemente como personagens em histórias de mistérios, incluindo os contos de Sir Arthur Conan Doyle, que tratam das aventuras do mais famoso integrante da Yard, que na verdade nunca existiu: Sherlock Holmes. Na televisão e nas revistas de hoje, os “bobbies” da Scotland Yard podem ser encontrados, em pé, estoicamente, perante a família real e outros dignitários os quais seus membros são designados para proteger.

9353 – (In) Segurança – Os Rastreadores de Veículos


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É incrível como determinadas palavras entram no nosso dicionário e não temos ideia da complexidade que elas trazem em seu significado. Hoje em dia, quando pensamos em rastreadores de veículos, esquecemos sobre qual tipo de produtos estamos tratando e que tipo de tecnologia neles está inserida. Os rastreadores, bloqueadores, navegadores, usados como forma de negócios por muitas empresas, utilizam o sistema GPS (Sistema de Posicionamento Global) para viabilizar seus serviços.
É comum falarmos sobre satélites, comunicação digital e outras tecnologias, porém, entender como funciona o GPS que está embarcado nos rastreadores de veículos é um exercício que exige atenção. Imagine inúmeros satélites circulando em volta da órbita terrestre, recebendo e transmitindo informações o tempo todo (TV, rádio, telefonia, etc), sendo que cada uma dessas informações é retransmitida para estações específicas que podem estar fixas (torres, antenas) ou em movimento (antenas móveis, como as existentes nos rastreadores).
Assim, quando recebem as informações das estações, os rastreadores têm a posição exata do veículo, gerada pela combinação dos dados geográficos de três satélites (figura acima). Quanto maior o número de satélites usados para identificar o rastreador, maior a precisão do seu posicionamento, que é sempre definido pelas coordenadas deste ponto em relação à Terra. Estas coordenadas são definidas através da latitude e da longitude (lembra-se das suas aulas de geografia?). Mas, mesmo assim, existem pontos terrestres em que nenhum satélite consegue “enxergar o rastreador”, estes locais são chamados de áreas de sombra.
Outro produto que utiliza as facilidades do GPS é o navegador, que através da definição do local para onde queremos nos deslocar e do posicionamento inicial do veículo, traça uma rota que nos leva da origem ao destino, através de um mapa digital residente no seu software. Neste caso, a voz digitalizada indica as coordenadas, guiando o motorista por ruas e avenidas.
Curiosidade: Até o ano de 2000, o governo dos Estados Unidos permitia que o sistema civil recebesse apenas um sinal “piorado” do GPS, com uma margem de erro na localização de cerca de 100 metros. Na mesma época, o sistema militar já possuía um sinal dez vezes mais preciso. Porém, hoje em dia, todos recebem um sinal de qualidade.

9352 – Descoberta nova espécie de gato selvagem


Uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu uma nova espécie de felino, que vive no Sul e Sudeste do país. O Leopardus guttulus, um tipo de gato-do-mato, tem o tamanho de um gato doméstico pequeno, pelagem com manchas semelhantes às de uma onça-pintada e 2 a 3 quilos de peso. Em um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Current Biology, os cientistas relatam também dois casos de cruzamento entre espécies diferentes (conhecido como hibridação) de felinos brasileiros.
Eduardo Eizirik, pesquisador do Laboratório de Biologia Genômica e Molecular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e sua equipe da área de genética evolutiva de felinos estudam animais de pequeno porte da América do Sul, desde os anos 1990. Um dos objetos de pesquisa era o gato-do-mato (Leopardus tigrinus), relativamente comum do Sul ao Nordeste do Brasil.
Estudos anteriores concentravam-se nos animais que viviam na região de Mata Atlântica. A equipe de Eizirik foi a primeira a colher e analisar a amostra genética do Leopardus tigrinus do Nordeste. Ao comparar o material genético de gatos-do-mato das duas regiões, os pesquisadores descobriram que, na verdade, eram duas espécies distintas.
Em virtude de regras taxonômicas, o nome já utilizado, L. tigrinus, ficou com os animais do Nordeste, enquanto os do Sul receberam o nome científico L. guttulus. A nova espécie é, portanto, aquela mais conhecida pelos pesquisadores, enquanto pouco se sabe sobre os gatos-do-mato do Nordeste.
A descoberta de um novo felino é um fenômeno raro. A última vez descrição ocorreu em 2006, quando o leopardo-nebuloso encontrado nas ilhas de Bornéu (Indonésia, Malásia e Brunei) e Sumatra (Indonésia) foi identificado como uma espécie. “Ao longo do século XX, praticamente nenhuma das espécies atualmente reconhecidas de felinos foi descrita”.
Pela aparência, é quase impossível distinguir o L. guttulus e o L. tigrinus. “Por observação, notamos que o L. tigrinus tem pelagem um pouco mais clara e manchas menores. A cauda parece ser mais peluda no Sul e mais comprida no Nordeste. Mas essa análise não é estatística”, disse Eizirik. Apesar da semelhança física com os gatos domésticos, os gatos-do-mato não são animais dóceis. “Eles não são agressivos a ponto de atacar uma pessoa, até porque nós somos muito grandes para eles, mas são selvagens”.
écie: casos de cruzamento com o Leopardus geoffroyi, conhecido como gato-do-mato grande. As duas espécies se encontram na região central do Rio Grande do Sul e praticam o fenômeno chamado hibridação.
Os pesquisadores ainda não sabem a causa do cruzamento. Segundo Eizirik, é possível que as duas espécies não saibam se reconhecer e evitar a reprodução. “Pode ser que ocorra uma seleção dos indivíduos que conseguem se distinguir, e a zona híbrida suma com o tempo.” A interferência humana, em forma de modificação de habitats e desmatamento, também pode ser uma explicação para o fenômeno.

Glossário:
DNA MITOCONDRIAL
O DNA mitocondrial não se encontra no núcleo da célula, mas dentro das mitocôndrias (estruturas responsáveis por fornecer energia, a partir da quebra de nutrientes, para as células). Ele é ideal para o estudo de arqueologia molecular, especialmente por ser naturalmente amplificado, ou seja, apresentar centenas ou milhares de cópias em uma única célula.

9351 – Biologia – Raças exóticas de gatos domésticos


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Devon rex
A aparência do devon rex, dizem, serviu de inspiração para o diretor Steven Spielberg criar o personagem E.T. no filme homônimo, de 1982. A raça tem origem inglesa e é comum na Europa. Na América do Sul, só é encontrada na Argentina.
Pistas genéticas – Nesse grupo de felinos selvagens de pequeno porte no Brasil, outro caso de hibridação foi encontrado pelos pesquisadores. Este, porém, ocorreu há milhares de anos e desapareceu, deixando apenas pistas genéticas. É o caso do L. tigrinus e do gato-palheiro (Leopardus colocolo), que habita o Centro-Oeste e tem pelagem com menos manchas.
Atualmente, as duas espécies são geneticamente distintas e não se reproduzem entre si. A descoberta foi feita a partir da análise do DNA mitocondrial (localizado no interior das mitocôndrias, organelas responsáveis por produzir energia nas células) desses animais. Enquanto o DNA “comum” de um indivíduo, conhecido como nuclear, é herdado da mãe e do pai, o mitocondrial vem exclusivamente do lado materno, e se preserva com o passar das gerações.
Os estudos mostraram que o DNA mitocondrial do L. tigrinus vem do gato-palheiro. De acordo com Eizirik, no passado, fêmeas de gato-palheiro cruzaram com machos de L. tigrinus, gerando filhotes com o DNA dos dois animais. Quando a hibridação acabou, os traços do gato-palheiro foram desaparecendo do DNA “comum” do L. tigrinus, gerando novamente indivíduos puros. O DNA das mitocôndrias, porém, continua sendo o do gato-palheiro.
Para Eizirk, as novas descobertas levam a uma importante conclusão: faltam pesquisas sobre biodiversidade, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Atualmente existem cerca de 2 milhões de espécies reconhecidas, mas as estimativas são de que esse número represente de 1 a 5% das espécies existentes. “As pessoas têm a ideia de que os felinos, que agora somam 38 espécies no mundo, são bem conhecidos, mas ainda existem informações básicas sobre eles que não foram descobertas”, afirma o pesquisador.

Maine coon
Os maiores gatos domésticos existentes fazem jus ao apelido de gigantes – podem medir até 1,20 metro do focinho à ponta do rabo. Sociável e com o costume de seguir o dono pela casa, o maine coon costuma ser adotado por amantes de cachorros, que encontram nesses felinos certas semelhanças com os cães.

Norueguês-da-floresta
A raça surgiu no ambiente úmido das florestas da Noruega. Por isso, desenvolveu a pelagem impermeável e o costume de subir em árvores. No Brasil, começa a ser difundida, mas ainda é rara.

Ragdoll
Em inglês, ragdoll significa boneca de pano. Não por acaso, esse é o nome da raça de gatos delicados que, no colo, relaxam e ficam molengas. No Brasil, o gato é relativamente comum, mas é preciso estar atento: o verdadeiro ragdoll sempre tem olhos azuis.

Sagrado-da-birmânia
É o famoso “gato das luvinhas brancas”. Reza a lenda que os bichanos da raça, originária da antiga Birmânia e atual Mianmar, na Ásia, receberam as “luvas” nas patas por serem gatos sagrados que viviam em templos budistas da região. Trata-se de uma raça muito difundida na Europa, mas pouco presente no Brasil.

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Angorá-turco
Ao contrário do que se pensa, no Brasil existem pouquíssimos gatos da raça angorá-turco. Eles têm corpo atlético e peles resistentes, o que chega a dificultar a aplicação de injeções. O angorá-turco é extremamente ativo e agitado.

American curl
De temperamento alegre e brincalhão, o american curl pode ser identificado por suas orelhas: elas são curvadas para trás em um ângulo que varia entre 90 e 180º. Originário dos Estados Unidos, é raro encontrá-lo no Brasil.

British shorthair
A fisionomia do british shorthair, raça que teve origem nos bichanos de rua da Inglaterra, inspirou o gato sorridente do livro “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. Mas o sorriso não passa de aparência: na verdade, o british shorthair não é muito sociável e gosta mesmo é de passar mais tempo sozinho.

Burmês
A despeito da cara de mau, o burmês costuma ser sociável e ter um bom temperamento. Por um fator genético, a cor da pele desses bichanos possui um tom sépia, criando um efeito especial na coloração. A raça é rara no Brasil: existem apenas sete exemplares no país.

Bengal
A raça nasceu do cruzamento de gatos selvagens com domésticos. Esses animais não são muito sociáveis e preferem viver sozinhos.

Sphynx
A raça sphynx — o nome é uma referência ao formato de esfinge da cabeça dos bichanos — surgiu no Canadá na década de 1980, após uma mutação genética espontânea que deu origem a gatos sem pelos. Para suprir a falta de proteção térmica causada pela ausência de pelagem, os sphynx têm temperatura mais alta do que outros gatos: 41 graus Celsius, dois acima da média das demais raças. Por isso, ao tocar em um deles a sensação é a de que o bichano está com febre.

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9350 – Paleontologia – Fósseis de Dinossauros


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Eles foram extintos há 65 milhões de anos, mas seus descendentes ainda estariam entre nós.
A aves seriam seus descendentes segundo estudos evolucionistas atuais, o fóssil do dinossauro Tova ballae, descavado em 2006 no Novo México comprova a teoria.
Seus ossos são ocos, o que torna o esqueleto mais leve e facilita o vo, além do pescoço alongado em forma de S. Tal ideia fora proiposta pelo biólogo inglês Thomas Huxley em 1868 e desde então tornou-se o foco permanente de debate entre os cientistas.
O Archeopterix viveu há aproximadamente 140 milhões de anos.
A teoria de Darwin diz que as espécies sofrem mutações aleatórias que, eventualmente podem originar novas espécies. Os arcossauros eram grandes répteis quadrúpedes que surgiram no começo da Era Mesozoica, ha 250 milhões de anos, teriam se diversificada e criado novas linhagens. Uma delas resultou em crocodilos e jacarés.

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Por que penas num dinossauro?
Acredita-se que serviam como exibições em disputas territoriais e rituais de acasalamento e também atuando com abrigo térmico, só muito depois foram usadas para voar.
Em 2002, foi descoberto na China o Microraptor, o primeiro dinossauro que apresentava evidências que a espécie poderia voar.

Rex em miniatura?
É o Raptorex, o ancestral do feroz tiranossauro, conhecido como o maior predador de sua espécie. Para a surpresa dos paleontólogos, o Raptorex tem as mesmas características de seu neto que viveu 50 milhões de anos depois, com porém 1/5 do seu tamanho. Tal descoberta fez cair por terra a ideia estabelecida de que as características do T-rex evoluíram ao longo do tempo. Ele apenas cresceu. O fóssil está 95% completo, faltando só um pedaço da cauda.
Só esse ano 45 novos dinossauros já foram identificados.