9336 – (In) Segurança – Rastreamento de clientes pelo celular chega a lojas do Brasil


rastreador

Todo internauta sabe, ou deveria saber a essa altura, que sua atividade on-line é monitorada por lojas e anunciantes. Páginas visitadas, cliques, pesquisas, tudo é usado para entender um comportamento e exibir o anúncio certeiro -e assim, claro, aumentar as vendas.
A startup brasileira Gauzz quer dar o mesmo poder às lojas físicas tradicionais, implementando sensores que rastreiam por onde os clientes andam e o que fazem quando estão comprando.
O sistema usa sensores para registrar a passagem de qualquer smartphone que esteja com o wi-fi ligado -mesmo que ele não esteja conectado a uma rede.
Os dados dão origem a estatísticas que permitem ao lojista ver informações como o tempo médio que os clientes passam dentro da loja, qual a seção mais visitada, quantas vezes por semana um consumidor volta, entre outros.
Nos EUA, a Nordstrom, tradicional rede de varejo, testou secretamente por meses um sistema similar. Quando a iniciativa se tornou pública, gerou críticas sobre privacidade.
Para evitar polêmicas por aqui, a Gauzz vai oferecer uma opção para quem não quiser ser seguido, mas avisar os clientes sobre a existência da vigilância será função dos lojistas.
O sistema está sendo testado em um shopping de Sorocaba, interior de São Paulo. A previsão é que comece seja vendido para lojas em breve.

9335 – História – O que foi a Santa Aliança?


Foi uma coalizão política resultante da derrota final de Napoleão Bonaparte. A Santa Aliança foi um acordo político selado entre as grandes potências monarquistas da Europa: Império Russo, Império Austríaco e Reino da Prússia. Sua criação foi selada em Paris, em 26 de setembro de 1815, pelo tsar Alexandre I da Rússia.
Após a ruína do Império Napoleônico, as grandes potências se reuniram no Congresso de Viena, com o objetivo de reorganizar o mapa político da Europa, e de frear a difusão das ideias liberais e constitucionalistas francesas, já fortalecidas pela Revolução Francesa, e difundidas por Bonaparte. Inicialmente, a coalizão foi forjada entre as grandes potências, para garantir a realização prática das medidas aprovadas pelo Congresso de Viena. O bloco militar durou até as revoluções europeias de 1848, e além de combater revoltas liberais, interferiu também na política colonial dos países ibéricos, por ser favorável à recolonização.
A Aliança, proclamada no Congresso de Viena, resultou da união dos 3 ramos da família cristã europeia: os ortodoxos russos, os protestantes prussianos e os católicos austríacos. O tsar da Rússia, Alexandre I, foi quem propôs aos demais príncipes cristãos que governassem seus países de acordo com os “preceitos da Justiça, Caridade Cristã e Paz” e que formassem um bloco de potências, cujas relações seriam reguladas pelas “elevadas verdades presentes na doutrina de Nosso Salvador”.
Com a interferência do chanceler austríaco Metternich, a Santa Aliança foi apenas um instrumento da restauração monárquica.
Estabelecida entre os soberanos europeus que pretendiam propagar os princípios da Fé cristã e, no fundo, manter o absolutismo como filosofia do Estado e sistema político dominante na Europa, a Santa Aliança foi assinada em 26 de Setembro de 1815, em Paris, por Francisco I, imperador da Áustria, Frederico Guilherme III, rei da Prússia, e o próprio Alexandre I. O tratado da Santa Aliança só foi assinado por chefes de Estado, sem ser submetido a ratificação.
Tempos depois, a Santa Aliança evoluiu e, graças a novos acordos, se tornou a Quádrupla Aliança, com a entrada da Inglaterra, ainda em 1815, e posteriormente a Quíntupla Aliança, com a entrada da França, em 1818. A Inglaterra, apesar de ter participado de coligações formadas com o intuito de combater Napoleão Bonaparte, nunca aderiu à Santa Aliança, por conta da ideologia antiliberal que estava no centro do grupo, e também pelo fato de ter interesses no comércio com as colônias. No entanto, Lord Castlereagh, negociador inglês, por entender que a aliança tinha como última finalidade por a Inglaterra à margem das questões políticas europeias, propôs a criação da Quádrupla Aliança, reunindo a Inglaterra e as três potências signatárias da Santa Aliança, com o objetivo de realizar consultas quando fosse necessário, de acordo com a situação política do continente. A Quíntupla Aliança se reuniu pela última vez no Congresso de Verona, em 1822, com o objetivo de solucionar problemas relacionados à Revolução Grega e à intervenção francesa na Espanha. Nos últimos encontros, pôde-se observar o crescente antagonismo entre França e Inglaterra, principalmente em questões relacionadas à autodeterminação das nações, à unificação italiana e à Questão Oriental.

9334 – Química – O Óxido Nitroso


Descoberto pelo químico inglês Joseph Priestley, o óxido nitroso é um gás incolor, de fórmula química N2O, odor agradável, sabor levemente adocicado, baixos pontos de fusão e ebulição, não inflamável, atóxico e de baixa solubilidade. Essa substância também é conhecida como gás hilariante, ou gás do riso, por desencadear contrações musculares involuntárias no rosto de quem o inala, levando a uma impressão de que se está rindo.
Ao mesmo tempo, o gás também confere um estado de prazer e felicidade, e exatamente por isso sua principal aplicação é como agente anestésico nas áreas de Medicina e Odontologia. Para se ter esse efeito anestésico, o paciente inala uma mistura de 70% de óxido nitroso e 30% de oxigênio, que logo chega aos pulmões e alcança a corrente sanguínea. Com a circulação do sangue, o gás atinge o sistema nervoso central e age no córtex cerebral, região associada especialmente à sensação de ansiedade, produzindo um estado de repouso e de tolerância à dor.
Tal propriedade foi identificada pelo dentista americano Horace Wells em 1844, ao observar o comportamento de pessoas que inalavam a substância para obter essa sensação de prazer. O próprio Wells foi o primeiro paciente a ser submetido a um procedimento sob o efeito do óxido nitroso. Com isso, essa propriedade passou a ser difundida, o óxido nitroso foi o primeiro gás a ser aplicado na Medicina e hoje é largamente utilizado nos Estados Unidos e na Europa, principalmente.
Além do uso como anestésico, o óxido nitroso também é usado na indústria automobilística, com a função de melhorar o desempenho do motor. Isso ocorre porque, quando o gás é aquecido a aproximadamente 300 °C, é decomposto em nitrogênio e oxigênio e, assim, quanto mais oxigênio disponível para a combustão, mais potência o motor adquire. Para essa aplicação, é chamado de NOS (Nitrous Oxide Systems).
Esse gás é, ainda, um dos vilões do aquecimento global. Ele é um subproduto de processos de combustão, fertilização agrícola, tratamento de esgoto e atividades industriais e é capaz de absorver uma quantidade muito elevada de energia, muito mais até que o próprio CO2. Isso causa a destruição da camada de ozônio, que protege a superfície terrestre contra a radiação ultravioleta.
O óxido nitroso também é um membro do grupo dos óxidos neutros (ou indiferentes), que são óxidos que não reagem com água, nem com ácidos nem com bases.

9333 – História da Medicina – Aforismos


Hipócrates, o pai da Medicina
Hipócrates, o pai da Medicina

Hipócrates foi um médico grego que viveu entre os séculos V e IV a.C., sendo reverenciado no ocidente como o pai da medicina. Quase tudo que conhecemos sobre Hipócrates vem das informações de Platão e de eruditos alexandrinos do século III. Nascido na ilha de Cós, na costa da Ásia Menor, viajou por várias cidades gregas, estudando a constituição física das populações e as doenças frequentes. De volta à sua cidade natal, passa a ensinar e praticar as ciências médicas na escola do templo de Esculápio.
Seu trabalho marca o fim da Medicina como derivação do misticismo e inaugura a ciência baseada na observação clínica. Por volta de 300 a.C. surgem os textos médicos que ficam conhecidos como Coleção Hipocrática. São no total 53 tratados; dentre os escritos que realmente seriam textos elaborados por Hipócrates estão O Juramento, que resume sua ética e é pronunciado até hoje pelos formandos de Medicina; Da Medicina Antiga; Do Prognóstico; Primeiro e Terceiro Livro das Epidemias; Do Regime nas enfermidades agudas; A Lei; Das Articulações; Das Fraturas; Os Males da Cabeça; Dos ares, águas, ares e lugares e Os Aforismos.
O termo aforismo vem do grego αφορισμός – aphorismos, que significa “definição”; trata-se de uma sentença concisa. Assim é este livro de Hipócrates, um de seus mais conhecidos. Nele, temos uma coleção de definições, onde o autor se esforçou para ser o mais conciso e objetivo possível. As doenças seriam resultado do desequilíbrio entre os denominados humores: o sangue, a fleuma (estado de espírito), a bílis (amarela) e a atrabile (bílis negra). Estes quatro humores deveriam estar em equilíbrio dentro do corpo humano, e caso um deles estivesse sendo produzido em excesso, o médico deveria cuidar para reestabelecer o seu equilíbrio quantitativo. Obviamente, a pesquisa de Hipócrates se encontra no início de um ciclo evolutivo que duraria séculos, e muitas de suas conclusões parecem hoje em dia muito estranhas, mesmo para um leigo. Em perspectiva, as ideias de Hipócrates estavam no caminho certo: seu mais aplicado discípulo, Galeno, foi responsável por aprimorar muitas de suas técnicas. Após estes dois, a Medicina daria um novo salto evolutivo apenas no século XIX.
Os aforismos tornaram-se populares entre médicos e pupilos justamente pela forma prática e acessível que este tipo de disposição de texto era capaz de fornecer. A maioria dos historiadores que analisa a evolução da medicina admite que, dentre todos os textos, aquele que mais sintetiza seu conhecimento e prática é esta coleção de pequenas sentenças. Todo o corpus hipocrático, enfim, encontra um resumo perfeito nestas sentenças.

9332 – A Organização Mundial de Saúde (OMS)


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

OMS

Uma agência especializada subordinada à Organização das Nações Unidas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial para tentar manter a paz entre os países do mundo. Sua atuação ocorre em diversas áreas da sociedade para tentar cumprir com seu objetivo e uma delas é a saúde. Inspirando-se no Comitê de Higiene, uma organização criada em meio a guerras no México no fim do século XIX, a Sociedade das Nações repetiu o modelo após a Primeira Guerra Mundial. Somente anos mais tarde, contudo, que seria criada uma instituição mais ampla com vigor para longevidade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) foi fundada no dia sete de abril de 1948 com o objetivo de desenvolver o nível de saúde de todos os povos. Em sua constituição, a saúde é definida como bem-estar físico, mental e social, ou seja, não necessariamente apenas a ausência de uma enfermidade. Atualmente, a OMS é composta por 193 Estados-membros que incluem territórios que não necessariamente são membros da Organização das Nações Unidas também. Há ainda espaço reservado para os membros associados e os membros observadores. Mas são os Estados-membros que decidem pela adesão de outros países através de assembleias, que são realizadas anualmente no mês de maio. A organização é dirigida por um Diretor Geral com mandato de cinco anos que é assessorado por uma Direção Executiva composta de 34 membros. O financiamento da OMS também é proveniente dos Estados-membros e de doadores e parceiros variados, que, por sua vez, colaboram com mais investimentos do que os Estados-membros.
A Organização Mundial de Saúde se encarrega de liderar questões e parcerias para o desenvolvimento da saúde, de estimular a pesquisa científica, de estabelecer normas na área, de prestar apoio técnico e de monitorar a situação da saúde no mundo. Além disso, patrocina programas para prevenir e tratar a malária e a tuberculose, supervisiona a implementação do Regulamento Sanitário Internacional, realiza campanhas de saúde, promove pesquisas sobre doenças de variadas categorias em diversos países e publica periódicos para o desenvolvimento da área.
A Organização Mundial de Saúde tem sede em Genebra, na Suíça. O Brasil é um dos membros da OMS e tem participação representativa, pois foram seus delegados, inclusive, que propuseram a criação de uma organização dedicada a promover a saúde pública mundial. Até hoje, há intensa cooperação entre Brasil e OMS.

9331 – Lei e Direito – O Princípio da Legalidade


Símbolo da Justiça

É o nome dado a um conceito empregado tanto no direito nacional como estrangeiro e que serve para nortear a composição de uma série de leis e dispositivos em todas as áreas da matéria. De modo bem simples e direto, este princípio estabelece que não há crime, tampouco pena, sem prévia definição legal.
O conceito se tornou uma máxima fundamental no pensamento jurídico europeu continental através da célebre frase latina, repetida à exaustão nas faculdades de direito: “Nullum crimen, nulla poena sine praevia lege poenali”. Esta é a definição consagrada do princípio da legalidade dada por Paul Johann Anselm Ritter von Feuerbach, e que faz parte do Código Penal da Baviera de 1813. Podemos encontrar manifestações semelhantes mesmo no distante Direito Romano com a Lei Valéria, que condicionava a execução da pena de morte à confirmação do povo. Na Idade Média, a Magna Carta britânica de 1215, em sua cláusula 48, garantia que “Ninguém poderá ser detido, preso ou despojado de seus bens, costumes e liberdades, senão em virtude de julgamento por seus pares segundo as leis do país”. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, diz: “A lei não deve estabelecer senão penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser castigado senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada anteriormente ao delito e legalmente aplicada”.
No direito penal brasileiro, a legalidade já estava presente na Constituição Imperial de 1824, e novamente no código criminal do Império de 1830: “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal”. No direito administrativo, o princípio da legalidade se tornou certamente o conceito mais importante daquela matéria, norteando o funcionamento da administração pública, criando a condição de validade de uma atuação administrativa. A principal diferença da aplicação do princípio da legalidade para os particulares e para a administração pública reside no fato de que aqueles podem fazer tudo que a lei não proíbe, e no caso da administração pública, seus integrantes só pode fazer o que a lei determina ou autoriza. Para que a administração possa atuar não basta à inexistência de proibição legal, é necessária a existência de determinação ou autorização da atuação administrativa na lei. No âmbito administrativo, portanto, a legalidade assume um conteúdo muito mais restritivo do que a legalidade geral aplicável à conduta dos particulares.
É importante ainda que se faça a distinção entre legalidade e legitimidade. A legitimidade é de fato uma visão de cunho político-ideológico, sendo a legalidade uma noção essencialmente jurídica. Isso significa que podemos encontrar uma norma que segue o princípio de legalidade, mas que no âmbito político jurídico não atende as expectativas da sociedade. De fato, o sistema jurídico brasileiro não se dedica ao controle da legitimidade das normas, mas ao da legalidade.

9330 – Demografia no Mundo


No século 19, a humanidade cresceu 70%, mas no século 20 os números explodiram.
No ano 2000 a população aumentou 270% em relação a 1900. Todos os dias 220 mil bebês vem ao mundo. Apesar disso, o ritmo de crescimento da população vem diminuindo, sobretudo por causa do planejamento familiar voluntário, já há tempos foi adotado como regra geral nos países ricos. Também pesa nessa conta, a severa política de controle de natalidade imposta pelo governo da China, mesmo antes de completar seu 1 bilhão de habitantes, onde até hoje a meta oficial é: uma família = um filho.

A revolução agrícola iniciada nos anos 60 e a revolução da engenharia genética que já desponta devem afugentar o fantasma da escassez alimentar, ficando por resolver a engenharia social da distribuição da fartura. Vista pelos inquietos olhos deste final de século, a questão populacional tem duas outras carrancas. A primeira assombra as combalidas relações do homem com a natureza. A segunda, as relações entre os próprios homens. Num caso, são os ecologistas que ficam de cabelo em pé. “A proliferação humana é a maior ameaça ao ambiente do planeta”, denuncia o biólogo americano Paul Ehrlich, da Universidade de Stanford, Califórnia, autor do best-seller The population bomb.

9329 – Medicina – Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata


cancer tabela

Ele recebeu o diagnóstico de câncer de próstata metastático. O tumor invadira a bexiga, a uretra e os ossos. Era 2009. Pelas estimativas médicas, Fontenele teria apenas um ano de vida. Mas ele não desistiu. Foram doze sessões de quimioterapia e outras 32 de radioterapia. E os efeitos colaterais do tratamento, terríveis — dores fortes na região do abdômen, vômitos constantes e prostração. “O sofrimento era tão grande que cheguei a pensar que deveria ter deixado a doença seguir seu rumo natural”, diz Fontenele. A situação começou a mudar em 2010, quando ele participou das pesquisas finais de um novo medicamento para câncer de próstata metastático, a abiraterona. Em seis meses, seu quadro clínico se reverteu. O PSA, o principal marcador sanguíneo da doença, atingiu uma taxa equivalente à de um homem saudável, de 0,3. Fontenele mantém a terapia com o medicamento e seguirá assim até o momento em que o câncer deixar de reagir à abiraterona — quatro comprimidos diários e nenhuma reação adversa. Hoje, a vida dele é a mesma de antes da doença: trabalha, passeia com os amigos, viaja com a família e faz caminhadas pelas praias de São Luís, no Maranhão, onde mora.
Lançada comercialmente no Brasil em 2012, a abiraterona é um dos quatro novos medicamentos desenvolvidos nos últimos três anos para o combate à doença. Com eles, a taxa de sobrevivência dos doentes aumentou 30%, em cinco anos. Pode parecer pouco, mas não é. A elevação da taxa de sobrevida nos últimos cinco anos de pacientes com tumores avançados de mama girou em torno dos 20%. Dos de intestino, 10%. O tempo a mais que esses remédios proporcionam é como aquele que Fontenele experimenta — sem dores, sem prostração, sem enjoos. Vida normal, portanto. O diagnóstico de câncer de próstata metastático já não significa mais necessariamente uma sentença de morte. “Trata-se do maior impacto já visto em tão pouco tempo no tratamento de qualquer câncer metastático”, diz Fernando Maluf, chefe da oncologia clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
De todos os cânceres em fase de metástase, o de próstata é o mais controlável. Os novos medicamentos são desenvolvidos a partir de uma tecnologia extremamente sofisticada. A abiraterona, por exemplo, ataca o tumor em duas frentes. Corta a produção na glândula suprarrenal do hormônio testosterona, o combustível para os tumores prostáticos, e diminui a síntese do hormônio dentro das células cancerígenas. Além da abiraterona, há três medicações de ultimíssima geração.
Algumas delas são de um requinte tecnológico impressionante, como a vacina terapêutica Sipuleucel-T. Feita sob medida para o paciente, ela estimula o sistema imunológico a combater as células tumorais. Um mês de tratamento custa 90 000 reais. Ainda não há previsão de chegada da vacina ao Brasil.
O câncer de próstata está entre os tumores mais indolentes. Ele leva quinze anos para atingir 1 centímetro cúbico. Com esse tamanho, pequeno, o tumor está confinado à glândula, e pode ser tratado com tranquilidade. Quando ele escapa e atinge outro órgão, a coisa muda de figura. “A lentidão, benéfica no início da doença, torna-se um grande problema na fase de metástase”, explica o oncologista Andrey Soares, do Hospital Albert Einstein e do Centro Paulista de Oncologia, ambos em São Paulo. Tumores de crescimento lento são resistentes à quimioterapia, a primeira opção de tratamento nos casos de metástase. Isso porque os quimioterápicos têm como característica atingir o DNA da célula tumoral sobretudo durante a divisão das células. “Quando a divisão é lenta, o efeito da químio é menor, portanto. E é nesse cenário que os novos medicamentos representam uma grande notícia”, diz Gustavo Guimarães, urologista do hospital A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.
Todos os anos 60.000 homens recebem o diagnóstico de câncer de próstata no Brasil — é a segunda neoplasia mais comum entre o sexo masculino, depois dos tumores de pele. Quando a doença é diagnosticada e tratada precocemente, a cura chega a 97%. O problema é que dois em cada dez casos da doença no país são descobertos em fase de metástase. Nos Estados Unidos, esse índice cai à metade.
Lembre-se aqui do bê-á-bá: homens que pertencem a grupos de risco, como os pacientes negros ou com casos de câncer de próstata na família, devem fazer exames de rotina anuais a partir dos 45 anos. Os que não correm risco, a partir dos 50 anos. Os exames consistem no teste sanguíneo do PSA e no toque retal. Ainda há muito a ser feito — apenas metade dos brasileiros com mais de 45 anos vai ao urologista regularmente.

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9328 – Usina eólica paga multa de US$ 1 milhão por provocar morte de aves migratórias


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Do New York Times para o Mega

A companhia de energia americana Duke Energy fez um acordo para pagar multas de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,35 milhões) por causa da morte de pássaros protegidos pela lei do país. As aves morreram ao se chocar com as torres de geração de energia eólica.
A subsidiária Duke Energias Renováveis foi considerada culpada pela corte distrital em Wyoming, na última sexta, por violar uma lei federal que protege a migração de pássaros.
Na ação, ela foi condenada por causar a morte de 14 águias douradas e dúzias de outros pássaros em dois projetos de geração de energia eólica, desde 2009. As águias douradas, comuns nas Grandes Planícies do meio-oeste americano, chegam a medir 1,8 metro de uma asa a outra.
No acordo, a companhia ofereceu pagar multas a vários grupos ambientais, além de fazer um plano de prevenção contra a morte de pássaros.
Segundo o Departamento de Justiça, a empresa foi considerada culpada porque, quando construiu as usinas de geração eólica, sabia que ela poderia causar a morte das aves.
A Duke declarou que já está trabalhando com funcionários federais para limitar a perda de pássaros. Está instalando um novo radar para detectar as revoadas e usando biólogos de campo para localizar as águias e determinar quando as turbinas devem ser desligadas.