9325 – Chutando o Alzheimer pra Escanteio – Descoberto como transformar células do cérebro em neurônios


Pesquisadores alemães descobriram um método de gerar novos neurônios humanos a partir de outros tipos de células encontradas no cérebro. A pesquisa, publicada nesta quinta-feira na revista Cell Stem Cell, pode ajudar a criar novas terapias para tratar danos neurológicos e doenças neurodegenerativas, como a Doença de Parkinson e o Alzheimer. “Nosso trabalho pretende converter células que estão presentes por todo o cérebro, mas que não são células nervosas, em neurônios. O objetivo final é que um dia possamos induzir essa conversão no próprio paciente, e reparar o cérebro doente ou danificado”, diz Benedikt Berninger, pesquisadora da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha.
A partir de pesquisas anteriores, os cientistas já sabiam ser possível reprogramar diferentes tipos de células a partir da ação de proteínas conhecidas como fatores de transcrição. Elas se ligam a regiões específicas do DNA e podem controlar a expressão desses genes — ajudando a definir a função exercida pela célula. O grande desafio dos pesquisadores era encontrar no cérebro humano células capazes de serem convertidas em neurônios.
Depois de analisar amostras de células retiradas do cérebro de 30 voluntários, os pesquisadores descobriram que poderiam reprogramar os pericitos, células encontradas em associação com o sistema nervoso central e vasos sanguíneos pelo corpo. No cérebro, eles têm como função manter a barreira hematoencefálica intacta, e participam na regeneração de partes danificadas no resto do corpo.
Os pesquisadores descobriram que os pericitos poderiam ser transformados em neurônios a partir da expressão de dois fatores de transcrição (proteínas que podem controlar diversas funções genéticas nas células), chamados de Sox2 e Mash1. “Nós pensamos que, se conseguirmos mirar especificamente essas células e as transformar em neurônios, podemos tirar vantagem dessa capacidade de regeneração”.
Testes mostraram que esses neurônios recém-convertidos podiam produzir sinais elétricos e se comunicar com outros neurônios, dando evidências de que as células podiam se integrar ao sistema nervoso do corpo. “Ainda precisamos realizar muitos estudos para adotar essa estratégia de reprogramação neuronal para reparar tecidos vivos. Mas nossos dados dão suporte à ideia de que a reprogramação de pericitos no cérebro danificado pode se tornar um método viável para substituir neurônios degenerados”.

Glossário:
DOENÇA DE PARKINSON
A doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso tem uma evolução lenta e costuma aparecer entre os 50 e 79 anos. Ela é caracterizada por tremores nos músculos quando eles estão em repouso, lentidão nos movimentos voluntários e rigidez. Estima-se que a doença afete cerca de 1 em cada 100 pessoas com mais de 65 anos. As causas do Parkinson ainda são desconhecidas e seu tratamento é feito com o uso de medicamentos. A progressão da doença, no entanto, ainda é inevitável.

ALZHEIMER
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas. O Alzheimer é a causa mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. Os sintomas mais comuns são: perda de memória, confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor e falhas de linguagem.

BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA
Estrutura em forma de membrana que protege o cérebro contra substâncias químicas presentes no sangue. Ela é semipermeável, impedindo a passagem de algumas substâncias e aceitando a de outras, permitindo assim que o órgão funcione normalmente. Apesar de seu efeito protetor, a barreira atrapalha a ação de drogas que pretendam agir diretamente no cérebro, como remédios contra a depressão.

9324 – Neurologia – Novos neurônios são criados durante a vida toda


A formação — ou não — de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um assunto muito discutido entre os neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo, chamado neurogênese, dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.
Num estudo publicado na revista científica Cell, pesquisadores revelam evidências diretas e inéditas de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, são cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo — o cérebro tem dois, um em cada hemisfério. De acordo com a pesquisa, cerca de um terço dos neurônios são renováveis e repostos regularmente, e o restante foi criado na fase fetal e, uma vez morto, não é substituído.
Tal estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.
Os cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo. Embora o carbono-14 ocorra naturalmente, os vários testes nucleares realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960 aumentaram muito a sua concentração no meio ambiente e no DNA de plantas e animais.
Por isso, quando os pesquisadores compararam a concentração de carbono-14 nos neurônios às concentrações presentes na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Ou seja, a concentração de carbono-14 serviu como marca para determinar a idade de um neurônio. Se um neurônio “nasceu” em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.
O estudo observou que, em um mesmo cérebro, havia neurônios com concentrações diferentes – e, portanto, com idades diferentes, mostrando que uns foram gerados anos antes do que outros. “Algumas células estão morrendo, outras sendo repostas. Há um constante fluxo de vida e morte no nosso cérebro”, diz Kirsty Spalding, uma das autoras do estudo.
De acordo com os autores, o próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.

9323 -Hepatite B infectou ancestrais das aves na época dos dinossauros


Trata-se de uma das infecções virais mais comuns em todo o planeta: pelo menos um terço da população mundial já carregou o vírus em algum momento de sua vida. A maioria dos infectados consegue se curar rapidamente — alguns nem desenvolvem sintomas —, mas em alguns casos a doença pode acarretar o desenvolvimento de cirrose ou câncer no fígado, causando a morte de 600.000 pessoas todos os anos. Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Communications mostra que a história desse vírus é mais antiga do que se pensava. Ele existe há pelo menos 82 milhões de anos, quando infectava os primeiros ancestrais das aves, que ainda conviviam com os dinossauros.
Estudar o passado de uma linhagem de vírus costuma ser muito difícil, pois eles não deixam nenhum tipo de registro fóssil no ambiente. Para conhecer sua evolução, os pesquisadores têm de procurar pistas em outros locais — como o DNA de seus hospedeiros. Isso é possível porque, para se reproduzir, um vírus precisa invadir uma célula e se apropriar de seu DNA, obrigando-a a produzir cópias dele mesmo. Em alguns momentos, algo dá errado nesse processo e, em vez de dominar o genoma da célula, o vírus acaba sendo absorvido por ele. Assim, o vírus passa a fazer parte do DNA do hospedeiro, e é transmitido às gerações seguintes.
A partir desses restos de vírus que são herdados pelos descendentes, os pesquisadores conseguem encontrar pistas de suas origens e evolução. “A partir do momento em que é inserido no genoma hospedeiro, esse DNA viral pré-histórico fica congelado em seu estado original, continuando discernível até o presente. Nós chamamos essas sequências de DNA fóssil”.
Foi seguindo essa técnica que, em 2010, pesquisadores relataram a descoberta do DNA de um vírus ancestral da hepatite B em meio ao genoma de passarinhos mandarins, uma espécie originária da Oceania. Os dados apresentados, no entanto, não eram suficientes para saber exatamente quando esse vírus havia sido absorvido pelas aves.
Em busca de informações mais detalhadas, os pesquisadores da Universidade de Münster resolveram procurar pelas mesmas sequências de DNA viral em outras espécies de pássaros. Se elas fossem encontradas, isso significaria que já estavam presentes em um antepassado comum — e os cientistas poderiam traçar a data correta da infecção original.
A partir dos novos dados, os cientistas concluíram que o vírus ancestral infectou um antepassado dos pássaros modernos que viveu há 82 milhões de anos, no final do Cretáceo. Nessa época, as aves ainda dividiam a Terra com os dinossauros — um grupo de répteis a partir do qual elas teriam evoluído alguns milhões de anos antes.
Segundo os pesquisadores, boa parte das proteínas desse vírus ancestral são semelhantes às encontradas no vírus da hepatite B atual. Uma das exceções é uma sequência conhecida como proteína X, que permite ao vírus infectar seres humanos e é um dos responsáveis por causar o câncer de fígado. “Nosso resultado indica que o gene X emergiu relativamente tarde na evolução dessa família de vírus”, afirma Suh. Isso significaria que o vírus da hepatite B se originou nas aves, só depois adquirindo as características que o permitiria infectar mamíferos e humanos.

Glossário:
CRETÁCEO
Última etapa da chamada “Era dos Dinossauros”, compreendida entre 145 e 65,5 milhões de anos atrás. Foi marcada, em seu final, pela extinção de todos os dinossauros não avianos.

9322 – Geografia – Mar Mediterrâneo salvo pelo Dilúvio


Há cerca de 6 milhões de anos, quando movimentações tectônicas juntaram o norte da África ao que hoje se conhece por Península Ibérica, o Mediterrâneo acabou separado do Oceano Atlântico por uma cadeia de montanhas. A seguir entrou num processo acelerado de evaporação, favorecido pela extrema salinidade de suas águas. Restaria dele uma planície quase seca e estéril, 1,5M abaixo do nível do mar. A sequência de acontecimentos que reverteu tal processo de degeneração do Mediterrâneo e lhe deu a exuberância atual tem sido objeto de especulação.
Mas, segundo uma recente pesquisa, ele nasceu de um dos mais espetaculares dilúvios já ocorridos na história do planeta.
Há 5,3 milhões de anos, por causa da movimentação das placas ocorreu um tsunami. As águas correram 2 anos com um fluxo equivalente a mil vezes o do Rio Amazonas, elevando o nível do Mediterrâneo 10 metros por dia. A erosão teria criado o Estreito de Gibraltar, estabelecendo a ligação que até hoje perdura até o Mediterrâneo eo Atlântico. A rápida enchente do Mediterrâneo teria causado a diminuição de 9,5 metros do nível dos oceanos, com consequências no clima global.
Achava-se que os registros da passagem da água tinham desaparecido das camadas de solo sob o Estreito de Gibraltar há muito tempo e que, portanto, seria impossível recuperar como o fenômeno se deu. Para levarem a cabo seu estudo, os cientistas espanhóis se beneficiaram das prospecções feitas recentemente no estreito com vistas à construção de um túnel ligando a Espanha ao Marrocos, no norte da África. Durante as escavações, descobriu-se que as camadas subterrâneas do estreito abrigam um canal com 500 metros de profundidade e 10 quilômetros de largura. O canal tem formato de U, o que leva a concluir que é remanescente de uma enchente duradoura e de grandes proporções.

9321 – Mega Cientistas – Albert Sabin


Formado em Medicina em 1931
Formado em Medicina em 1931

Ele fora dentista e descobriu uma vacina que utilizava vírus vivos da Pólio administrados por via oral, sendo 3 doses sufientes para imunizar a criança até os 9 anos e 2 quando a criança tem menos de 6 meses de idade.
Białystok, 26 de agosto de 1906 — Washington, 3 de março de 1993
Sabin nasceu em uma família de judeus, em 1906, na cidade de Białystok, então parte da Rússia (atualmente na Polônia), e imigrou em 1921 para os Estados Unidos com sua família. Sabin estudou medicina na Universidade de Nova Iorque e desenvolveu um intenso interesse em pesquisa, especialmente na área de doenças infecciosas. Em 1931, completou o doutorado em medicina. Passou uma temporada trabalhando em Londres em 1934, como representante do Conselho Americano de Pesquisas. De volta aos Estados Unidos, tornou-se pesquisador do Instituto Rockfeller de Pesquisas Médicas. Nesse instituto, demonstrou o crescimento do vírus da poliomielite em tecidos humanos.
Sabin esteve várias vezes no Brasil, acompanhando pessoalmente o combate à poliomielite, tendo se casado em 1972 com a brasileira Heloísa Sabin.
Centenas de escolas, hospitais, clínicas e instituições brasileiras levam o seu nome. O cientista recebeu do governo brasileiro, em 1967, a Grã-Cruz do Mérito Nacional.
Em 1946 Sabin tornou-se o líder de Pesquisa Pediátrica na Universidade de Cincinnati.
Publicou mais de 350 estudos, que incluem trabalhos sobre pneumonia, encefalite, câncer e dengue; foi o primeiro a isolar o vírus da dengue: o tipo I na área do mediterrâneo, durante a Segunda Guerra Mundial, e o tipo II na região do Pacífico.
Com a ameaça da pólio crescendo, após a Segunda Guerra Mundial, ele e outros pesquisadores, notadamente Jonas Salk em Pittsburgh, iniciaram a busca por uma vacina para prevenir ou amenizar a doença. A vacina de Salk, desenvolvida com vírus “inativado ou morto”, foi testada e liberada para o uso em 1955. Ela era eficaz na prevenção da maioria das complicações da pólio, mas não prevenia a infecção inicial de acontecer.
A inovação de Sabin aconteceu cerca de cinco anos depois, quando o Serviço Público de Saúde dos Estados Unidos apoiou sua vacina com vírus “vivo” para a pólio em 1961. Seu produto, preparado com o vírus atenuado da pólio, poderia ser tomada oralmente, e prevenia a contração da moléstia. Esta é a vacina que eliminou efetivamente a pólio em quase todo o mundo (exceto em alguns países na África e Ásia)
Sabin renunciou aos direitos de patente da vacina que criou, facilitando a difusão da mesma e permitindo que crianças de todo o mundo fossem imunizadas contra a poliomielite, que é mais conhecida como paralisia infantil no Brasil.
Albert Sabin morreu de ataque cardíaco, aos 86 anos, em sua casa em Washington, em 1993. No mesmo ano, foi fundado naquela cidade o Instituto Sabin de Vacinas, a fim de dar prosseguimento às pesquisas sobre vacinas e perpetuar o legado construído por ele.

9320 – ☻Mega Projeto – Vem aí o cérebro digital


Iniciou-se oficialmente do Projeto Cérebro Humano, ou Human Brain Project, um estudo que terá como objetivo criar o computador mais poderoso do mundo, replicando o funcionamento de um cérebro humano. O investimento feito até o momento já ultrapassa 1 bilhão e 600 milhões de dólares, e o estudo será conduzido na Suíça.
O projeto conta com a participação de 135 centros de pesquisa europeus, transformando o desafio no mais ambicioso projeto científico da história, deixando para trás o Projeto Genoma e o fracassado Projeto Biosfera, já apresentados em outros capítulos. O objetivo é dissecar o funcionamento completo do cérebro humano e reproduzi-lo fielmente, desde seu genoma celular até os circuitos neuronais, incluindo todas as camadas e cada uma das zonas ou regiões cerebrais. A princípio, o prazo estabelecido foi de 30 meses para que os cientistas envolvidos desenvolvam diferentes plataformas informáticas, onde os muitos testes serão realizados.
Espera-se que o novo supercomputador esteja pronto em 2016 e sua capacidade seja 1000 vezes mais poderosa que os atuais. Neste momento, a comunidade científica contará com microchips com estrutura e funcionamento semelhantes aos de um neurônio cerebral, que serão utilizados em uma nova geração de robôs inteligentes.

9319 – Uma reposta para doenças como a paralisia e esclerose múltipla


Cientistas do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos realizaram um estudo envolvendo macacos com o intuito de elaborar uma prótese operada através do pensamento. A experiência teve um resultado extremamente positivo: os macacos foram perfeitamente capazes de operar uma mão virtual que além de tudo, lhes devolveu a sensação tátil através de implantes insertados no córtex cerebral. O êxito obtido com a experiência demonstra que é possível a criação de uma prótese para seres humanos com deficiências motoras, que lhes permita ter movimentos e sensibilidade. No princípio, os animais aprenderam a reconhecer as diferentes texturas dos objetos que lhes iam sendo apresentados virtualmente. Depois, aprenderam a operar um braço virtual com o pensamento, tocando objetos com certa textura e ignorando os outros que eram dados. Os resultados do estudo não poderiam ter sido melhores, pois uma prótese desta natureza traria ajuda não somente a deficientes amputados ou paralisados, mas também aqueles que sofrem de danos no sistema nervoso central, esclerose múltipla e tantas outras condições limitantes.

9318 – Religião – Um Apóstolo do Espiritismo


leon denis

Trata-se do filósofo francês Léon Denis, ele levou as ideias de Allan Kardec para fora dos círculos intelectuais.
O Espiritismo teve o seu marco mais importante em 1857, quando Allan Kardec lançou seu Livro dos Espíritos, colocando em pauta temas como a imortalidade da alma e a reencarnação. Contudo, para que tais ideias extrapolassem limites de um pequeno grupo de intelectuais foi preciso que um outro pensador entrasse logo em ação.
A perseverança e eloquência do filósofo francês foram tais que ainda em vida, foi condecorado com o título de “Apóstolo do Espiritismo” .
Desde cedo, Léon Denis se inquietava comquestões essenciais da existência humana, dedicando-se obsessivamente a estudos de filosofia, astronomia, geografia e história. Entretanto nada satisfazia a sua curiosidade.
Procurando do Catolicismo ao Ceticismo, nada encontrou para a solução do mistério da vida. Encontrou algumas respostas na obra de Kardec. A partir de então, o grande orador da Maçonaria se dirigiria para a investigação de experiências mediúnicas. Suas palestras atraíam multidões.
Em 1905 concluiu sua obra mais conhecida, O Problema do Ser, do Destino,e da Dor, em que fez incursões sobre questões essenciais do Espiritismo. Baseado em algumas experiências mediúnicas, concluiu que ao morrer, a alme ve revelados diante de si todos os seus atos passados, como num espelho. Desse modo, o objetivo da existência da vida não seria a felicidade terrena, mas sim o desenvolvimento e nada mais.
Por suas limitações, o ser humano não consegue alcançar a perfeição em uma só vida, precisando reencarnar muitas e muitas vezes, enfrentando com conciência e determinação o sofrimento que a vida nos impõe e dominando os desejos materiais.

Controvérsias
Nessa época se proliferavam ideias socialistas por toda a Europa, mas Léon não era favorável, pelo contrário.
Segundo ele, os marxistas estariam impregnados de materialismo e isso faria com que seu plano de reforma não estivesse em harmonia com a evolução do Universo. Para alterar definitivamente o curso da História, seria preciso semear a moral e a noção de fraternidade e de solidariedade. A teoria diz que desigualdades seriam necessárias para que as almas em diferentes níveis de evolução pudessem ascender espiritualmente, o que se opunha as ideias do socialismo. Nesse sentido, as condições de vida de cada pessoa seriam fruto de seus próprios erros ou acertos em existências anteriores e cada nova encarnação seria uma oportunidade de aperfeiçoamento.

9317 – Agora, veja como funciona um clone de Chip de Celular


Se você tem um celular que utiliza o sistema GSM, então o aparelho possui um chip SIM que contém seus dados pessoais e informações que identificam seu celular. O clone de SIM foi desenvolvido porque as pessoas queriam poder criar um arquivo de backup do seus próprios celulares. Entretanto, devido à preocupações com fraude e com segurança, o uso de um chip SIM clonado é ilegal em muitos países, incluindo os Estados Unidos.
O clone de chip SIM é o processo no qual se copia o SIM de um celular que funcione no sistema GSM. O chip SIM contém todas as informações do seu celular, então copiar seu chip é como copiar sua lista de contatos, mensagens e outras informações pessoais em um novo chip. Mais importante, o cartão clonado também contém as mesmas características que identificam seu chip original.
O objetivo de se clonar um chip SIM é para se utilizar dois celulares com o mesmo número e conta. Qualquer ligação feita para o celular será recebida no original e no clonado. Todas as ligações que forem feitas e taxas do celular serão cobradas na mesma conta do original.
Existem dois passos primários para se clonar um chip SIM. O primeiro é localizar a informação que identifica o celular. O cartão é colocado em um leitor especial que extrai o número IMSI e o “ki” de autenticação. O programapode opcionalmente copiar todas a informações contidas no cartão. Quando a informação necessária é localizada, um dispositivo de gravação é utilizado para passar as informações para outro chip SIM utilizar o mesmo IMSI, ki e conteúdo do chip original.
Legalidade
Criar e utilizar um chip SIM clonado é ilegal nos Estados Unidos e no Reino Unido. Essa proibição se deve parcialmente a prevenções de fraudes, já que criminosos podem copiar o chip para utilizar a conta de outras pessoas. A proibição também se deve à razões de segurança, já que ligações de emergência podem ser rastreadas levando a ajuda para locais geográficos errados. Se você mora fora dos EUA e do Reino Unido, você deve pesquisar sobre a legalidade de se clonar um chip SIM antes de começar a clonar o seu celular.

9316 – Tecnologia – Como Funciona o Chip de Celular?


T-Mobile_SIM_card_front_and_back

Também conhecido como cartão SIM, é um circuito impresso do tipo smart card utilizado para identificar, controlar e armazenar dados de telefones celulares de tecnologia GSM (Global System for Mobile Communications) sendo obrigatório neste, usando R-UIM (Removable User Identificable Module), mas pouco comum em outras tecnologias de celular. Ele costuma armazenar dados como informações do assinante, agenda, preferências (configurações), serviços contratados, SMS e outras informações.
A denominação SIM é uma sigla inglesa para Subscriber Identity Module (“módulo de identificação do assinante”).
Fisicamente, o cartão SIM é feito de plástico, onde osmart card é impresso junto com o número ID, que é como um chassi de carro ou um DNA. Este número é chamado de ICCID (International Circuit Card ID), e é único no mundo todo. Originalmente, os cartões SIM tinham dimensões de 85 x 54 mm. Com a tecnologiasmart card e a redução de tamanho dos aparelhos, hoje ele está em 25 x 15 mm.
O primeiro cartão SIM foi criado em 1985 na Alemanha, e consistia de um pequeno cartão magnético. Tinha a vantagem de ter o número de telefone nele e não no aparelho, mas a tecnologia não vingou.
Somente com a criação da rede GSM em 1992, e com a criação do smart card nesta mesma época, que o cartão SIM pôde tornar-se mais eficiente, menor e mais barato.
Ele consiste de um microcontrolador, pois possui memórias RAM, ROM e EEPROM, além de UCP e ULA, Timer, Segurança e portas E/S.
Tipos
Os cartões SIM são divididos em versões, ligadas às fases da tecnologia GSM e à sua capacidade (em kilobytes (KB). Existem cartões SIM de diversos tamanhos, com o máximo de 256 KiB, mas o mais popular (atualmente) é o cartão SIM de 128 KiB.
A memória do cartão SIM é do tipo EEPROM e é nela que ficam armazenados não só o número de telefone e o ID, mas todas as configurações e dados das funcionalidades extras que serão descritas mais a frente.
Os cartões SIM são feitos através de máscaras sobre algum sistema operacional ou sob o Java Virtual Machine (chamado de SIM Card Java) com Micro-Browsers desenvolvidos para navegação na internet e execução de aplicativos feito para plataforma móvel.
A função básica de um cartão SIM é a “Autenticação do cliente”.
Quando o telefone celular é ligado, o aparelho procura a rede GSM que está registrada no cartão SIM, quando a rede é encontrada, o sistema procura e define a localização do cliente automaticamente. Como o número de telefone do celular mais o número do cartão SIM que é único no mundo estão armazenado no cartão SIM, a identificação e o login do mesmo é feito através do chip e não do aparelho, como acontece em outras tecnologias (CDMA por exemplo).
A autenticação é feita através de uma senha de 4 dígitos que o cliente recebe da operadora GSM, chamada de (PIN Personal Identification Number). Dependendo da operadora, do país e da configuração de seu cartão SIM, se ao digitar esta senha de forma errada por n vezes, o cartão SIM é bloqueado, e só pode ser desbloqueado usando outra senha de 8 dígitos também fornecida pela operadora, chamada de PUK (PIN Unblocking Key). Caso esta senha também seja digitada errada por n vezes, o cartão SIM é bloqueado.
A operadora também fornece um PIN 2 e um PUK 2 com o cartão SIM, ambos com a função de modificar ou desbloquear os códigos PIN e PUK principais e efetuar funções específicas definidas pela operadora móvel, como por exemplo configurar o SIM Card para efetuar ligações somente para os números pré-definidos pelo usuário.
Atualmente as operadoras estão desabilitando o uso do PIN ao ligar o aparelho, mas esta função pode ser reabilitada pelo usuário.