9315 – Varíola, um grande flagelo


No início do século 18, a varíola flagelava a humanidade, por isso, começou a se dar atenção as informações de certos viajantes, que, vindos da Turquia, afirmavam que o povo de lá se imunizava contra a doença introduzindo no braço, com o auxílio de agulhas, o pus dos que contraíam varíola. Coube ao médico genovês Tronchin, experimentar tal tipo de preventivo com bons resultados. Entretanto, o cirurgião inglês Jenner aperfeiçoou o método utilizando para a inoculação o elemento virulento da “vaccine”, ou seja a varíola da vaca, daí o nome vacina. Assim, em 14 de maio de 1796, uma criança era pela primeira vez, vacinada por Jenner (1749-1823).

O vírus da varíola é o orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam os seres humanos, com cerca de 300nanômetros de diâmetro, o que é suficientemente grande para ser visto como um ponto ao microscópio óptico (o único outro vírus que causa doença também visível desta forma é o vírus do molusco contagioso). O vírus tem envelope (membrana lípidica própria). O seu genoma é deDNA e é dos mais complexos existentes. O vírus fabrica as suas proteínas e replica-se numa área localizada docitoplasma da célula hóspede, sendo um dos poucos vírus com essa capacidade de se localizar em corpos de inclusão de Guarnieri, ou fábricas. O seu genoma é de quase 100 000 pares de bases, um dos maiores genomas virais. O DNA é bicatenar (hélice dupla) linear e com as extremidades fundidas. Ao contrário dos outros vírus, ele contém dentro de si suficiente quantidade dasenzimas necessárias à produção de ácidos nucleicos, e ao seu ciclo de vida, e utiliza apenas a maquinaria de síntese proteica da célula. Daí que é dos poucos vírus de DNA citoplasmáticos. É considerada extinta desde 11 de setembro de 1978, ano em que ocorreu o último caso que vitimou uma médica num laboratório inglês por erro (Janet Parker); o último caso registado fora dos laboratórios foi registado em 1977, na Somália, tendo Ali Maow Maalin (um jovem de 23 anos, residente na cidade de Merca )o último homem a contrair varíola fora dos laboratórios, mas se recuperou. Foi a primeira doença erradicada pelo homem, graças à intensa campanha de vacinação em todo o mundo, a sua erradicação foi anunciada em 1980 pela Organização Mundial da Saúde.

9314 – ☻Mega Byte – Google Docs X Office Web Apps: trabalhando na nuvem


Que tal escrever e editar textos, operar planilhas eletrônicas e produzir apresentações de trabalho diretamente na internet? Melhor: sem pagar nada por isso. A rivalidade entre Google e Microsoft novamente favorece o usuário. Os dois gigantes oferecem serviços desse tipo: você pode usar editores de texto, planilhas eletrônicas, aplicativos para a produção de apresentações e até desenhos e salvar tudo o que criar na própria rede – é a chamada “computação em nuvem”, ou seja, as informações ficam armazenadas nos servidores das empresas que os oferecem. Em seguida, pode compartilhar seus documentos com ajuda de outras pessoas.
O Google saiu na frente com o seu projeto, chamado Docs, que agrega aplicativos que já estavam na internet. A Microsoft demorou um pouco mais, mas agora coloca uma versão do seu famoso pacote Office (Word, Excel, PowerPoint etc.) na rede: é o Microsoft Web Apps – que deverá estar disponível para os brasileiros até o fim do ano. Confira a seguir uma comparação entre os dois sistemas e saiba como se beneficiar deles.

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Google
Nasceu em 2006, da união do editor de textos Writely e do sistema de planilhas eletrônicas Google Spreadsheets. No ano seguinte, foi disponibilizado aos usuários cadastrados no serviço de e-mails Gmail. Com o passar do tempo, adquiriu mais recursos, como criação de apresentações, desenhos e formulários. Ao contrário do pacote Office, da Microsoft, os aplicativos não recebem nomes específicos.

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Office
Foi lançado em junho deste ano nos Estados Unidos, depois de a Microsoft ensaiar por muitos anos a entrada oficial do Office na web. Ele traz versões “leves” de aplicativos como Word, Excel, PowerPoint e OneNote. A empresa deve disponibilizar o serviço para o Brasil – em português – até o fim do ano de 2013.
É necessário ter uma conta do Hotmail para acessar. Uma vez dentro do sistema, é só clicar no link Office e escolher o serviço.

Análise:
Ambos os serviços oferecem opções de compartilhamento de arquivos, mas o sistema de colaboração on-line sempre foi a especialidade do Google. A edição simultânea é uma “marca” do Docs, o que pode fazer a diferença para grupos de usuários. O Docs tem ainda uma carta na manga: é capaz de abrir arquivos no formato PDF enviados pelo usuário.

A Microsoft ganha pontos ao deixar seus menus semelhantes aos das últimas versões do Office, o que é um atrativo para usuários corporativos acostumados com o pacote para desktop. O Web Apps “conversa” melhor com arquivos .DOC e .DOCX, do Word, abrindo todos os comandos de formatação específicos do aplicativo. A Microsoft mantém ainda um acordo com o Facebook, pelo qual os usuários podem publicar documentos produzidos no Office 2010 ou no Web Apps em seus perfis na rede social.

Por enquanto, a opção por um ou outro se restringe a uma questão de gosto, pois os dois serviços apresentam recursos bem semelhantes. Além disso, estão hospedados na nuvem – o que facilita acréscimos a qualquer momento. Amanhã, por exemplo, o Web Apps pode ganhar uma ferramenta para abrir PDFs, enquanto o Docs pode trazer novos templates para a criação de apresentações. Usuários do Microsoft Office podem preferir os recursos de integração do programa com sua versão on-line, já que eles foram desenvolvidos para serem compatíveis. De qualquer forma, a grande vantagem dos dois pacotes é a possibilidade de criar e guardar arquivos na internet sem custo algum.

9313 – Animal ancestral comum de cães e lobos era europeu


A diversidade de formas, e comportamentos é gigantesca, de labradores bonachões a buldogues marrentos, mas todos os tipos de cães vivos hoje são descendentes de lobos europeus da Era do Gelo, sugere um novo estudo.
Se a pesquisa estiver correta, a proximidade entre o ser humano e o seu proverbial melhor amigo é, de fato, antiquíssima. Teria cerca de 20 mil anos, o dobro do tempo que transcorreu desde a invenção da agricultura, precedendo até a chegada da espécie humana à América.
Os resultados estão em estudo na revista “Science” e derivam de análises de DNA de 77 cães de diferentes raças, 49 lobos, quatro coiotes e, o mais importante, 18 fósseis de canídeos. Isso ajudou os cientistas a avaliarem a diversidade genética dos bichos no passado e a compará-la com os do presente.
Os pesquisadores, liderados por Olaf Thalmann, da Universidade de Turku, na Finlândia, e Robert Wayne, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, fizeram uma leitura completa do DNA mitocondrial dos bichos. Esse tipo de material genético -passado de geração em geração somente das mães para filhas ou filhos- é considerado uma ferramenta útil para traçar árvores genealógicas de grupos e espécies.
Estudos anteriores apontavam uma origem canina no Extremo Oriente, porque a maior diversidade genética dos bichos parecia estar na China e países vizinhos.
“O problema é que a diversidade genética dos cães pode ser influenciada por fatores como o comércio de certas raças ou regimes severos de cruzamento consanguíneo, e pode não ser uma medida confiável”.
O DNA dos lobos e cães fósseis ajudou a contornar esse problema. Eram bichos, em sua maioria, europeus – da Bélgica, da Rússia, da Alemanha e da Suécia – mas os pesquisadores também usaram DNA de animais dos EUA e da Argentina.
Após a análise de DNA e a construção de uma árvore genealógica, o que os cientistas viram é que os quatro grandes grupos de cães atuais possuem, em posições muito próximas de sua origem, um cão ou lobo da Europa como “primo de primeiro grau”.
As análises também trouxeram uma estimativa para a data de domesticação, a qual, segundo o pesquisador, encaixa-se bem com a ideia de que certos lobos começaram a rodear os acampamentos dos caçadores humanos e “limpando” as carcaças abandonadas.
Com o tempo, a relação foi se tornando mais estreita, com os bichos sendo usados como guardas ou companheiros de caça. Uma hipótese popular apostava em outro mecanismo de origem, a domesticação depois do surgimento da agricultura.
Pesquisadores rivais, no entanto, dizem que ainda é cedo para abandonar ideias concorrentes. Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo (Suécia), um dos defensores da origem asiática dos cães, criticou a falta de DNA de fósseis da Ásia na análise.