9312 – Por que a parafina da vela não queima?


À primeira vista, parece que só o pavio pega fogo e que a cera de parafina apenas derrete. Mas tente incinerar um pavio solto. Ele será consumido em segundos. Quando ele está no meio da vela, isso não acontece justamente porque o combustível que alimenta a chama é a parafina (derivado do petróleo composto por elementos inflamáveis, chamados hidrocarbonetos). Quando você acende o pavio, a cera do topo da vela derrete e é absorvida por ele. A alta temperatura faz a parafina líquida virar vapor e é esse vapor que pega fogo. Com essa capa protetora ao seu redor, o pavio não queima tão rapidamente. Mas, se a própria cera é inflamável, por que sempre sobra parafina quando a vela acaba? Porque a cera contém hidrocarbonetos diferentes: uns mais inflamáveis, outros menos. “Como a temperatura da chama não é suficiente para queimar os menos voláteis, eles simplesmente derretem”.

9311 – Como funciona o palito de fósforo?


O palito queima porque sua cabeça é feita de substâncias que fazem a faísca do atrito com a caixinha virar chama. Aí, o fogo consome a madeira do palito por uns 10 segundos. O processo é bem conhecido: a gente risca o palito na caixa e produz uma faísca, que faz as substâncias inflamáveis do palito entrar em combustão. Quem descobriu essas propriedades químicas foi o físico inglês Robert Boyle, em 1669. Mas o palito de fósforo só foi criado em 1826, quando surgiram uns palitões de 8 centímetros apresentados pelo químico inglês John Walker – tirando o nome, ele não tem nada a ver com o escocês que inventou o famoso uísque no século 19. Mas esses fósforos grandões tinham um grande inconveniente: todas as substâncias necessárias para a queima ficavam na cabeça do artefato. Aí, qualquer raspada dos palitos na calça fazia o troço pegar fogo. A solução surgiu em 1855, quando o industrial sueco Johan Edvard Lundstrom inventou os chamados “fósforos de segurança” que a gente usa até hoje. A sacada de Lundstrom foi colocar uma parte das substâncias para a queima no fósforo e outra na caixinha. É por isso que os palitos não se incendeiam quando você os raspa em qualquer lugar!

Um fósforo começa a queimar pela cabeça por causa do mix de substâncias que ela tem: a parte vermelha é o clorato de potássio, que libera bastante oxigênio para manter a chama acesa. Revestindo a cabeça, uma camada de parafina serve como combustível para alimentar a chama;
A caixinha, por sua vez, tem areia e pó de vidro, para gerar atrito, e fósforo (sim, o fósforo fica na caixa e não no palito!) para produzir calor intenso. Quando a gente risca o palito na caixinha, esse trio de substâncias ajuda a produzir uma pequena faísca;
Em contato com o palito, a faísca queima o clorato de potássio, que libera uma grande quantidade de oxigênio. Esse oxigênio reage com a parafina que reveste o palito. Essa combinação gera uma chama que consome a madeira do palito por mais ou menos 10 segundos.

Fogueira de bolso
Bom para quando você for deixado numa ilha deserta!
Arrume dois pedaços de madeira – um plano e parecido com uma tábua e outro em forma de graveto – e um pouco de palha seca para pegar fogo
Apoie o graveto na tábua e, com as mãos, comece a friccioná-lo sobre a tábua até gerar uma faísca. A fagulha vai aparecer se a fricção for bem rápida
A palha vai ser a primeira a se incendiar. Quando ela estiver pegando fogo, leve-a até uma fogueira maior, com bastante palha para gerar uma grande chama.

9310 – Por que os galhos das árvores são para cima se a gravidade puxa tudo para baixo?


Isso acontece graças a um hormônio que a árvore possui, chamado auxina. Essa substância é a responsável por fazer os galhos crescerem na direção contrária à da gravidade. A auxina estimula o alongamento do caule e dos galhos das plantas, acelerando o crescimento deles para cima.

Trata-se de hormônios que conduzem o alongamento celular diferencial e funcionam como reguladores da redução dos vegetais. São sintetizados principalmente pelos meristemas apicais caulinares e em épocas pré-históricas foliares, nas folhas jovens e nas sementes em desenvolvimento e se espalham até as outras zonas da planta, principalmente para a base, onde se estabelece um gradiente de concentração.
Tal contração da auxina é realizada através do parênquima que rodeia os vasos condutores. Em condições de estresse há uma baixa síntese de auxina e um aumento de auxinas “unidas”. A aplicação de auxinas em uma planta induz que haja síntese de auxinas naturais no tecido, e ainda pode ocorrer quando houver a indução de outros hormônios. Altas doses de auxina podem estimular a síntese de etileno e causar efeitos negativos no crescimento ou até a morte do tecido.As auxinas são reconhecidas como um hormônio muito importante para o desenvolvimento das plantas e sua utilização comercial na agricultura tem sido muito limitada em relação a outros hormônios. Em geral, as plantas tratadas com auxinas mostram respostas significativas em seu crescimento vegetativo e também em certos processos onde se observam efeitos diretos, como por exemplo, na reprodução sexual, no amadurecimento e crescimento do fruto, em ações herbicidas e outros.

9309 – Sonda da Nasa vai investigar como Marte perdeu sua atmosfera original


marte grafico sonda

Depois de confirmar exaustivamente que Marte já foi úmido no passado, os cientistas da Nasa passam à próxima questão lógica: como o planeta foi perder sua água? Essa é a resposta que a sonda Maven irá procurar no planeta vermelho.
A nave deve ser lançada amanhã de Cabo Canaveral, Flórida, às 15h28 (horário de Brasília), se as condições meteorológicas permitirem.
A Maven (acrônimo inglês para Evolução de Voláteis e Atmosfera de Marte, mas também palavra que designa um especialista que acumula conhecimentos e os passa adiante) faz parte de um programa de batedores (“scouts”) marcianos da agência espacial americana.
O projeto esteve em desenvolvimento ao longo da última década, a um custo de US$ 671 milhões. Pode parecer uma bolada, mas não se compara aos US$ 2,5 bilhões do jipe Curiosity, que atualmente perambula por Marte.
O lançamento aproveita a janela de oportunidade que coloca Terra e Marte em posições adequadas para um lançamento “econômico”, que gasta menos combustível entre os dois planetas.
A chance vem a cada 26 meses, e a Nasa tem aproveitado as oportunidades para despachar novas sondas para Marte. Desde 2001, a agência americana só perdeu a chance em 2009, por atrasos com o Curiosity.
O objetivo final do programa é determinar a possibilidade de que Marte tenha tido vida no passado ou ainda preserve alguma criatura viva. Adicionalmente, a Nasa tem planos de longo prazo que envolvem uma missão tripulada ao planeta vermelho –mas sem data para acontecer.
Contudo, os objetivos individuais da Maven são mais específicos. Os pesquisadores liderados por Bruce Jakosky, cientista planetário da Universidade de Colorado em Boulder, querem saber como Marte deixou de ser um planeta com rios, lagos e mares para se tornar um deserto.
A chave do mistério passa por entender as mudanças pelas quais a atmosfera do planeta vermelho passou ao longo dos 4,7 bilhões de anos de história do Sistema Solar.
Equipada com diferentes sensores destinados a estudar a alta atmosfera marciana, a Maven tentará reconstruir essa história.
Após dez meses de travessia do espaço, a sonda se colocará numa órbita bastante oval ao redor de Marte. Quando passar perto do planeta, ela chegará a ficar a apenas 150 km da superfície. Em compensação, no afastamento máximo, a distância aumenta para quase 6.000 km.
A sonda fará reduções graduais na órbita, até atingir uma proximidade máxima de 120 km. Com isso, seus instrumentos poderão realizar medições em diferentes pontos da alta atmosfera.
Os magnetômetros servirão para investigar a interação da atmosfera marciana com o vento solar –partículas de radiação emitidas por nossa estrela-mãe. Eles também poderão investigar o que aconteceu ao campo magnético de Marte, que parece ter existido, mas hoje só se manifesta localmente.
O principal foco, contudo, é descobrir para onde foi a antiga atmosfera marciana e por que hoje o planeta tem um ar composto majoritariamente por gás carbônico que tem um centésimo da densidade do encontrado na Terra.
Com a descoberta de mundos na zona habitável de outras estrelas, torna-se importante compreender o que pode dar errado com eles para que não se tornem amigáveis à vida, apesar de estarem em boa posição em seus sistemas planetários para abrigar água em estado líquido. O planeta vermelho pode ser um bom exemplo disso.

9308 – Física – Fahrenheit X Celsius


Os trabalhos de ambos cientistas permitiram medir o calor de um modo mais preciso. O princípio da dilatação nos corpos sob o efeito do calor descoberto pelo francês Denis Papin no século 18 levaria a James Watt criar um motor movido à vapor, colocando à disposição do homem forças ainda desconhecidas.

O grau fahrenheit (símbolo: °F) é uma escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32 °F e o ponto de ebulição de 212 °F. Uma diferença de 1,8 grau fahrenheit equivale à de 1 °C. Esta escala foi utilizada principalmente pelos países que foram colonizados pelos britânicos, mas seu uso atualmente se restringe a poucos países de língua inglesa, como os Estados Unidos e Belize. E também, muito utilizada com o povo grego, para medir a temperatura de um corpo. Jakelinneh Devocerg, mulher francesa que criou a teoria “Fahrenheit Devocerg” que para passar de celsius para fahrenheit se usa sempre 1,8. Ex: f= 137* e c=20* f+137-20+c.1,8 fc=117.1,8=1,20202020 Para uso científico, há uma escala de temperatura, chamada de Rankine, que leva o marco zero de sua escala ao zero absoluto e possui a mesma variação da escala fahrenheit, existindo portanto, correlação entre a escala de Rankine e grau fahrenheit do mesmo modo que existe correlação das escalas kelvin e grau Celsius.

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Anders Celsius
(Uppsala, 27 de Novembro de 1701 — Uppsala, 25 de Abril de 1744) foi um astrônomo e físico sueco. Ele foi professor da Universidade de Uppsala (1730-1744), mas de 1732-1735 viajou para Alemanha, Itália e França. Ele fundou o Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, e em 1742 ele propôs os graus Celsius de temperatura, escala que leva seu nome.
A escala foi invertida em 1745 por Carl Linnaeus, um ano após a morte de Celsius de tuberculose.
Em 1733 publicou em Nurembergue (Nürnberg) uma coleção de 316 observações da Aurora Boreal feitas por ele próprio e outros durante os anos 1716-1732.
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapônia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Maupertuis.
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, sendo porém mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez em um documento endereçado à Academia Real das Ciências da Suécia em 1742. Esta escala foi revisada por Carolus Linnaeus em 1745 e permanece como padrão até hoje. A maior contribuição de Celsius, no entanto, foi a invenção do termômetro centígrado.
Celsius morreu precocemente de tuberculose em Uppsala, em 25 de Abril de 1744, aos 42 anos de idade.
Encontra-se sepultado no cemitério da Catedral de Gamla Uppsala.

9307 – Psicologia – O Poder da Persuasão


Trata-se de um ardil muito utilizado no campo da comunicação; os profissionais desta área, principalmente da Publicidade, se valem de recursos, legais ou ilegais, para convencer as pessoas a incorporar determinadas normas de comportamento, teses ou convicções.
Para alcançar esse objetivo é viável recorrer à lógica, à racionalidade ou a símbolos que instiguem outrem a acatar uma concepção, certa conduta ou até a praticar um ato, lícito ou não. Portanto, essa persuasão pode acontecer de forma tranquila, por meio de palavras, ou através de atos repressores, traduzidos por sérias intimidações e pelo exercício da força física.
Por outro lado, convencer alguém de algo não está o tempo todo relacionado com a submissão de uma psique fraca a outra considerada mais elevada. A persuasão pode ocorrer sem que os envolvidos percebam, para propósitos inofensivos. No universo do Direito, todavia, considera-se que seu exercício pode muitas vezes acarretar a transgressão das leis.
Neste sentido, se alguém convence outra pessoa a cometer um crime, o indivíduo persuadido pode ser responsabilizado pelo delito arquitetado por aquele que o coagiu a violar as regras. Isto está previsto no artigo 29 do Código Penal Brasileiro, datado de 1940. Mas também é visto como uma prática criminosa constranger uma pessoa a transgredir as normas.
Alguns seres têm um talento especial para persuadir os outros sem ter que fazer muita força. Eles obtêm vantagens, realizam negociações ou arrecadam recursos com a maior naturalidade. Já os que são convencidos por eles vêem esse dom como algo quase sobrenatural, um carisma inerente a esses indivíduos.
Os mecanismos de domínio e persuasão são analisados e debatidos desde o apogeu da Civilização Grega, na Antiguidade. Nesta época o discípulo de Platão, Aristóteles, desenvolveu a arte da Retórica, a qual tem o poder de revelar, em cada contexto específico, que recursos persuasivos então acessíveis foram utilizados nos bastidores.
Esta teoria aristotélica estava naquele momento no mais alto grau de evidência. Porém ainda hoje ela encanta e seduz os pesquisadores que atuam no campo das Ciências Sociais, principalmente no universo da Psicologia Social. Vários estudiosos têm se dedicado a compreender os elementos que concorrem para que determinadas pessoas estejam mais aptas a persuadir, e outras sejam convencidas por estas.
Suas teorias derrubam alguns mitos, como a crença de que a persuasão é um ofício dominado por uma elite. Eles elevam a persuasão a um nível de destaque na Ciência, e a consideram uma atividade acessível a qualquer um.

9306 – Psicologia – A Ansiedade


A ansiedade é um grande mal da civilização contemporânea. Ela decorre normalmente da excitação constante em que vivemos, das situações de stress e de pressão, principalmente no âmbito profissional. A vida agitada, a velocidade dos acontecimentos, o excesso de informações, a aceleração do tempo, tudo isso estimula excessivamente o Sistema Nervoso Central, que geralmente é incitado diante de situações de perigo. Esta emoção é da mesma família do medo, distinguindo-se dele pelas motivações – no caso do medo, as causas são concretas, evidentes, enquanto no da ansiedade, todos os sintomas são gerados pela expectativa, por motivos vagos e abstratos, mais subjetivos.
Fruto de uma conexão entre sintomas orgânicos e psíquicos, a ansiedade é inerente ao sistema biológico do homem, precedendo eventos que envolvem tensão, perigo ou apreensão. Seus sintomas são patentes e inegáveis, mas não necessitam de tratamento, pois são passageiros. Eles são desencadeados a partir de uma descarga da Noradrenalina, um neurotransmissor produzido nas glândulas supra-renais, nos lócus cerúleos e no núcleo amigdalóide. A ansiedade provoca então sinais físicos de que algo está errado, tais como taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções urinárias e fecais, aumento da mobilidade intestinal, cefaléia, fadiga, insônia, falta de ar, sensação de desmaio, dores no peito, boca seca, dificuldades de engolir e de relaxar, um nó na garganta, entre outros.
Um estado agudo da ansiedade pode provocar um transtorno conhecido como Síndrome do Pânico, que exige tratamento específico. A ansiedade tem-se tornado companheira assídua na vida de grande parte das pessoas, dependendo da vida que elas levam, quase sempre de baixa qualidade. Infelizmente, ela pode causar um rebaixamento da auto-estima, pois o indivíduo começa a acreditar que é incapaz de realizar determinadas tarefas. A partir deste momento, ele passa a conviver também com o medo, principalmente o de errar, o que às vezes provoca uma paralisia nas ações e atitudes, impedindo-o até mesmo de tentar executar um trabalho.
Acredita-se também que acontecimentos traumáticos do passado – algo dito por alguém, uma ofensa, uma calúnia, uma ação negativa que, a partir de um dado momento, repercute na vida da pessoa atingida – podem estar nos bastidores das histórias que desencadeiam a ansiedade, representando o papel de fatores invisíveis destes distúrbios emocionais. Muitas vezes é necessário recorrer a uma terapia, aliada a um bom tratamento psiquiátrico e a outras terapêuticas complementares, para se libertar desse mal psíquico, encontrando assim um meio de superação deste desafio, e uma existência imbuída de melhor qualidade e de um constante amadurecimento mental.
Toda emoção tem na nossa vida um papel positivo e um negativo. O aspecto positivo da ansiedade é que ela exerce também a função de sinal de alerta em nosso organismo, contribuindo para a sua auto-preservação. Não deve ser considerada um estado normal, mas de certa forma é uma resistência saudável, que assim indica algo negativo ocorrendo no sistema emocional do indivíduo. Curioso observar, nesse aspecto, os animais, que também passam por esta experiência, ao se prepararem para fugir ou para lutar, meios próprios de se preservarem. O homem ainda tem lembranças impressas, na mente e no corpo, dos seus tempos de habitante das cavernas, quando vivia em estado de alerta, lutando pela sobrevivência. Desde esses tempos nem tão remotos, o Sistema Nervoso Central vivia estimulado para enfrentar os perigos, que não eram poucos.
Os riscos da sociedade atual, porém, são interpretados como preponderantes aos fatores biológicos dos antigos primatas. A ameaça de perder o status, o poder, os amores, os amigos, as possibilidades de concretizar determinados planos, a proximidade do desconhecido, do novo, e outros tantos perigos modernos, são fatores desencadeantes deste desequilíbrio emocional.
A ansiedade só não pode se tornar patológica, porque a partir deste estágio ela impede o crescimento, o desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, restando ao paciente uma paralisia emocional que dificulta sua vida e bloqueia os mecanismos psíquicos de adaptação às novas situações e contextos existenciais.

9305 – Bioquímica – A Dopamina


Os neurônios, células do sistema nervoso, têm a função de conduzir impulsos nervosos para o corpo. Para isso, tais células produzem os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pelo envio de informações às demais células do organismo. Nesse conjunto de substâncias está a dopamina, que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.
De forma molecular C8H11NO2, a dopamina é um composto químico derivado do aminoácido tirosina e precursora natural dos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada substância negra; sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurônios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.
Esse neurotransmissor desempenha importantes funções no organismo. A primeira delas é a sensação de prazer. No decorrer de circunstâncias agradáveis, a dopamina é liberada, desencadeando impulsos nervosos, que levam a uma sensação de prazer e bem estar. Alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina.
A substância atua também na função motora do corpo humano, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários, que são aqueles que ocorrem de acordo com a nossa vontade, como por exemplo, a atividade muscular.
Estudos recentes mostram, ainda, que o neurotransmissor está relacionado à capacidade de memorização. Segundo os cientistas, esse sentimento de satisfação e prazer gerado pela ação da dopamina é associado, no cérebro, a momentos também prazerosos, o que faz com as informações fiquem armazenadas por um período maior em nossa memória.
A concentração de dopamina no organismo está relacionada, também, ao surgimento de doenças. O Mal de Parkinson, por exemplo, tem sua origem ligada à falta de dopamina. Isso porque, com o envelhecimento, há a morte natural de neurônios, o que reduz a produção do neurotransmissor. Essa carência de dopamina acaba alterando os movimentos do corpo, tornando-os descoordenados, principal sintoma da doença.
O vício é outro distúrbio associado aos valores de dopamina no organismo. As drogas atuam sobre os receptores dos neurotransmissores, assim, quando o indivíduo faz uso dessas substâncias, o cérebro produz uma grande quantidade de dopamina, aumentando o estado de prazer. Daí a necessidade de consumir a droga constantemente para se ter sempre essa sensação de prazer.
Par estimular a produção e a liberação saudáveis de dopamina, recomenta-se o consumo de alimentos ricos em tirosina como derivados do leite, abacate, abóbora, amêndoa, feijão, nozes, carnes, ovos e outros; evitar o consumo de cafeína e fazer exercícios físicos regularmente.

9304 – ☻ Mega Lista – Os grandes cometas dos últimos 50 anos


Os astrônomos utilizam uma escala de magnitudes para indicar o brilho dos objetos celestes. Nessa escala, quanto menor o número, maior o brilho, sendo que valores negativos indicam corpos muito brilhantes. As imagens foram capturadas com exposições longas, o que realçou o brilho e a extensão da cauda dos cometas.

Ikeya-Seki (1965)
Foi o cometa mais brilhante do século 20, e, provavelmente, o mais brilhante em milênios. Em seu brilho máximo, atingiu magnitude -10, podendo ser visto até durante o dia. Após a passagem pelo Sol, se fragmentou em três pedaços.

West (1976)
Descoberto em uma placa fotográfica pelo astrônomo dinamarquês Richard West em agosto de 1975, o cometa atingiu o periélio (ponto mais próximo do Sol) em fevereiro do ano seguinte. Sua magnitude máxima foi -3.

Hyakutake (1996)
Descoberto em no final de janeiro de 1996 pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake, o cometa passou próximo à Terra em março daquele ano. Por ter passado a menos de 15 milhões de quilômetros da Terra, apareceu enorme no céu e atingiu magnitude 0.

Hale-Bopp (1997)
Foi talvez o cometa mais observado e estudado do século, descoberto independentemente por dois astrônomos amadores americanos, Alan Hale e Thomas Bopp. Após a passagem periélica, ele ficou tão brilhante (magnitude -2) que pôde ser visto até das grandes cidades do Hemisfério Norte. No total, pôde ser observado a olho nu durante 18 meses.

McNaught (2007)
Descoberto no observatório de Siding Spring, na Australia, foi o cometa mais brilhante desde o Ikeya-Seki. Permaneceu invisível a olho nu até a passagem periélica (ponto mais próximo do Sol), quando começou a aumentar de brilho. Atingiu magnitude máxima de -5,5.

Lovejoy (2011)
Este cometa surpreendeu os astrônomos no final do ano passado. Assim como o Ikeya-Seki, o Lovejoy passou tão perto do Sol que chegou a atravessar a sua coroa, a camada solar mais externa e rarefeita. Esse rasante causou uma grande atividade no núcleo do cometa, aumentando consideravelmente seu brilho. A magnitude máxima atingida foi -4, o que o tornou o cometa mais brilhante desde o McNaught.

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9303 – Não perca a passagem do cometa Ison, que já pode ser visto a olho nu


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Depois de muita espera, o cometa Ison já pode ser observado sem a ajuda de equipamentos. No dia 13 deste mês, o cometa atingiu um brilho dez vezes mais intenso e, com isso, chegou ao limite mínimo para ser visível a olho nu, ainda que com pouca nitidez. Na próxima semana, o Ison deve atingir seu ponto máximo de proximidade com o Sol. Se passar pela estrela sem se desintegrar, apresentará um brilho mais forte – mas ainda abaixo da expectativa gerada na época de sua descoberta.
O Ison foi visto pela primeira vez no ano passado, por dois astrônomos amadores na Rússia. À época, os cientistas cogitaram tratar-se do cometa mais brilhante já registrado, visível até à luz do dia. “O Ison foi descoberto a uma distância grande e já tinha um brilho relativamente forte, o que levou os especialistas a acreditar que ficaria muito brilhante quando se aproximasse do Sol”, explica Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo.
Com o passar dos meses, o cometa não apresentou a evolução esperada. Em julho deste ano, um estudo feito na Colômbia já afirmava que o Ison não seria o mais brilhante. Ignacio Ferrin, astrônomo e especialista em cometas da Universidade de Antioquia, declarou que o brilho está estável desde janeiro.
O futuro do Ison ainda é incerto. Ele pode simplesmente se desintegrar a qualquer instante de sua trajetória. Caso sobreviva até a aproximação máxima com o Sol, prevista para o dia 28 de novembro, existe o risco de que o calor intenso e a força gravitacional façam o cometa se fragmentar – e desaparecer. Em uma hipótese mais otimista, ele pode passar ileso perto do Sol e ganhar um brilho ainda mais intenso.
Os cometas se tornam mais brilhantes depois da aproximação com o Sol porque o calor intenso transforma o gelo de sua composição em vapor de água de forma mais rápida. O cometa continua se movimentando, e esse material que fica para trás, ao refletir a luz do Sol, contribui para aumentar seu brilho e a extensão da cauda.
Esta é a primeira vez que a passagem desse cometa pelo Sistema Solar é registrada, e as estimativas são de que ele demore 1,2 milhão de anos para dar a volta completa. A órbita calculada do Ison indica que ele provém da nuvem de Oort, uma espécie de redoma com trilhões de rochas a quase um ano-luz do Sol. É de lá que costumam vir os cometas de longo período, que demoram mais de 200 anos para percorrer seu trajeto de ida e volta ao Sol.