9246 – Ciclismo – Hovenring, o “Minhocão de bicicletas”, na Holanda


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O tráfego de automóveis na intersecção de nome dificílimo Heerbaan/Meerenakkerweg, no caminho entre as cidades Eindhoven e Veldhoven, no sudeste da Holanda, vinha crescendo constantemente e tirando o sono dos ciclistas. O motivo do aumento dos congestionamentos era a inauguração de um novo complexo habitacional na zona.
A solução, porém, veio naquele dia de verão, com a abertura da Hovenring, uma plataforma elevada circular de 72 metros de diâmetro, constituída por aço e concreto, sustentada principalmente por 24 cabos de aço ligados a uma torre de 70 metros.
Com suas quatro vias de acesso simetricamente distribuídas em ângulos de 90º, esta espécie de “Minhocão de bicicletas” inédito no mundo funciona ao mesmo tempo como um atalho rápido e seguro para os ciclistas, tão numerosos nos Países Baixos, e área de lazer com vista privilegiada.

9245 – EUA e Europa negociam R$ 1 bilhão do Brasil para construir telescópios gigantes


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Dois dos três projetos de telescópios mais ousados do planeta estão pleiteando, juntos, quase R$ 1 bilhão em ajuda do Brasil.
Concorrentes, ambos permitirão ver pela primeira vez com detalhes a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar, para buscar “gêmeos” da Terra, e medir a expansão do Universo em tempo real. E a disputa por descobertas futuras já incendeia rivalidades dentro da comunidade astronômica brasileira.
O menor dos projetos, o GMT (Giant Magellan Telescope), terá um espelho de 25 metros de diâmetro –duas vezes e meia o tamanho do maior espelho de aumento usado hoje num telescópio.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) anuncia detalhes do acordo que negocia para entrar do projeto, liderado por um consórcio americano. Desembolsando US$ 40 milhões (R$ 92 milhões), a agência obteria uma cota de 5% do tempo de observação no GMT.
O outro projeto em busca de auxílio brasileiro é o E-ELT (European Extremely Large Telescope), um monstro de 39 metros de diâmetro a ser construído pelo ESO (Observatório Europeu do Sul). O governo federal assinou em 2010 um acordo em que se compromete a desembolsar € 270 milhões de euros (R$ 836 milhões) em dez anos.

Dentro do ESO, que já está acolhendo astrônomos brasileiros mesmo antes da ratificação, o Brasil não tem cota fixa; tem de disputar tempo de telescópio com os outros 14 países do observatório.

O acordo, porém, garante acesso não só ao futuro E-ELT, mas também ao VLT (Very Large Telescope), o maior telescópio óptico do mundo hoje, e ao Alma, o mais poderoso conjunto de radiotelescópios do planeta.

O acordo com os europeus foi aprovado anteontem pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, mas precisa ser ratificado pelo plenário no Congresso para ter efeito. Pelos termos do acordo, o Brasil começa a pagar o valor total com parcelas menores, que crescem ano a ano.
As três primeiras parcelas já estão vencidas e somam € 47,5 milhões (R$ 147 milhões). Se o acordo for ratificado, o país precisará quitar o valor.
Tanto o GMT quanto o E-ELT têm término previsto para depois de 2020, situam-se em montanhas no Chile e operam na região óptica do espectro de luz –as ondas eletromagnéticas que o olho humano é capaz de captar.
O terceiro observatório gigante com projeto em andamento é o TMT (Telescópio de Trinta Metros), idealizado por astrônomos californianos. Hospedado no Havaí e com inauguração marcada para 2018, o aparelho está com financiamento atrasado e buscou apoio de chineses, indianos e japoneses.
Como o GMT e o E-ELT serão os únicos observatórios desse porte no hemisfério Sul, porém, é provável que entrem em concorrência direta por descobertas no céu austral, que de modo geral é mais rico que o boreal.