9212 – Por que o fermento faz a massa crescer?


Ele é composto de seres vivos: fungos microscópicos – chamados leveduras – que se alimentam de açúcar, liberando gás carbônico e álcool. Quando a massa é aquecida no forno, as leveduras se multiplicam, ingerindo o açúcar e o amido contido na farinha de trigo. O processo se completa com a citada liberação de gás carbônico – que é o responsável pelo crescimento da massa – e de álcool, que confere sabor ao pão, bolo ou torta. O glúten, outro elemento presente na farinha, torna a massa elástica, possibilitando que o gás exalado nessa reação fique aprisionado em pequenas células no seu interior, tornando o bolo ou pão esponjoso, macio e fofo. O fermento foi descoberto pelos egípcios na antigüidade. Chegou a ser cultivado pela população dentro de casa, mas hoje em dia é industrializado em um processo de secagem que o converte em pó, tornando as leveduras inertes. Ao adicionar água na hora de fazer a massa, elas voltam a ficar ativas.

9211 – Nutrição – Como saber se uma fruta no mato é comestível?


A melhor dica é observar o comportamento dos animais selvagens. “O que eles consomem pode ser aproveitado pelo homem”, é o que afirma um instrutor de sobrevivência do Exército.
A dúvida sobre um fruto desconhecido pode pintar num simples passeio ecológico ou numa situação extrema, quando a decisão de comê-lo ou não é uma questão de sobrevivência. Na primeira hipótese, talvez o melhor conselho seja não arriscar. É que, apesar de existirem pequenos truques para identificar o que é ou não comestível, a lista de exceções à regra é grande. Algumas raízes, por exemplo, podem ser ingeridas sem problema quando cozidas, mas são venenosas quando cruas. Já certas frutas que são deliciosas quando maduras se transformam em um prato indigesto se colhidas antes do tempo. “O fruto da mangaba quando verde é venenoso e impróprio para o consumo, causando intoxicações que podem levar à morte”.
A sigla CAL quer dizer “Cabeludo, Amargo e Leitoso”. Se o fruto em questão tiver essas três características somadas, nem pense em comê-lo. Porém, a existência de apenas uma ou duas dessas características não impede o consumo. O kiwi, por exemplo, tem a casca “cabeluda” e o mamão pode soltar uma espécie de leite.
Procure frutos grandes que estejam bicados por pássaros ou mordidos por animais. Os peritos em sobrevivência na selva garantem que 90% do que os animais comem também pode ser consumido pelos humanos.
Seguir pegadas de pequenos animais é uma boa tática. Ela podem levar até árvores e plantas frutíferas. Ao chegar perto delas e olhar para o alto, provavelmente você irá encontrar frutos mordidos pelos animais.
Muitas raízes e brotos subterrâneos podem ser consumidos crus, como o rabanete e a cenoura. Se você achar um vegetal conhecido, tudo bem comê-lo in natura. Mas, se pintar a dúvida se uma raiz ou broto é comestível, é melhor cozinhá-lo. O inhame bravo, por exemplo, é venenoso cru, mas cozido não.

9210 – Qual a diferença entre boto e golfinho?


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Na classificação dos biólogos, não há nenhuma diferença, é só uma questão de nomenclatura regional. “O termo boto ganhou força no Brasil para nomear o pequeno cetáceo encontrado nos rios da Amazônia. A partir daí, passou a ser ensinado em escolas que boto era de água doce e golfinho, de água salgada. Mas essa diferença não existe”, afirma o biólogo Marcos César Santos, coordenador do Projeto Atlantis, que luta pela preservação desses animais. Algumas espécies de cetáceos chegam inclusive a receber os dois nomes, como é o caso do boto-tucuxi (Sotalia guianensis), também conhecido como golfinho-cinza. Animais muito inteligentes e ótimos nadadores, os golfinhos, ou botos, podem atingir velocidades de até 40 quilômetros por hora e saltar 5 metros acima da água, dependendo da espécie.

ORDEM
Cetáceos
Grupo de mamíferos aquáticos, como as baleias e os golfinhos/botos.

SUBORDEM
Odontocenti
Reúne só os cetáceos com dentes.

FAMILIA
Delphinidae
Reúne só as espécies que vivem no mar. Por exemplo, o boto-tucuxi, o golfinho-nariz-de-garrafa (lembra do Flipper, da TV?) e até a orca.

Platanistidae
Reúne só as espécies que vivem em rios. Do boto-cor-de-rosa ao golfinho-do-ganges.

9209 – Cães atacam quem demonstra medo?


Por ter uma visão apurada, o cão percebe mudanças no movimento de uma pessoa assustada. “O animal descende do lobo e dele herdou o instinto da caça. Se alguém começa a andar furtivamente ou com uma postura submissa, ele logo identifica uma presa fácil. O mesmo acontece quando a pessoa corre. Nem sempre o cão persegue a vítima com o objetivo de atacar. Muitas vezes só quer espantá-la e mostrar quem manda no território”.
O problema é que, quando alguém está com medo do animal, costuma fazer movimentos bruscos, como levantar a mão. Esse gesto de defesa da pessoa é entendido como um ataque pelo cão e pode levá-lo a avançar.

9208 – Curiosidades – Cavalo dorme em pé?


Sim, mas eles só conseguem fazer isso porque possuem ligamentos especiais – chamados suspensores do boleto -, capazes de fixar as articulações das pernas, impedindo-as de se dobrarem enquanto estão dormindo. “Esse sistema de travamento permite ao animal ficar solidamente em pé, com um gasto mínimo de energia”, diz um veterinário da Federação Equestre Internacional (FEI). Isso, porém, não impede o cavalo de dormir deitado. Segundo os especialistas, dormir em pé é uma forma de defesa do animal, que, assim, estaria pronto para escapar diante de qualquer ameaça. Por isso, ele só se deita para dormir quando sente que está num lugar seguro. O curioso é que o cavalo só dorme em pé durante as duas primeiras fases do sono, mais superficiais.
Para sonhar, ele precisa entrar no sono profundo, também chamado REM (de Rapid Eyes Moviment, ou movimento rápido dos olhos). Nessa etapa, todos os músculos, inclusive os das pernas, devem estar relaxados. O animal, então, se deita sobre um dos lados do corpo, com a cabeça encostada no chão.
O suspensor do boleto é um ligamento especial que funciona como uma trava. Graças a ele, o cavalo consegue dormir em pé.

9207 – Biologia – Barata, um bicho antenado


O par de antenas sente cheiros e gostos, enquanto os olhos enxergam bem à noite, já que esse é o momento em que a barata sai do esconderijo atrás de comida. Como são onívoras (comem de tudo, até carne putrefata), têm uma boca denteada e mandíbulas fortes.
As pernas se dividem em três pares: os dois maiores impulsionam a barata para a frente, enquanto o menor, próximo à cabeça, cuida de frear altas velocidades. Baratas podem chegar a 3 km/h, o que equivale a percorrer quase 1 m em um segundo!
As cascudas puxam e eliminam o ar por pequenos furos espalhados pelo corpo, os espiráculos. Lá dentro, o oxigênio percorre os tubos até alcançar os tecidos. Diferentemente dos humanos, elas não usam o sangue para transportar O2.
O primeiro par de asas, com textura de pergaminho, cobre outro, fino e flexível. Nos machos, as asas costumam ultrapassar o fim do abdômen e, nas fêmeas, têm o mesmo tamanho do corpo. Algumas espécies não apresentam asas – são ápteras.
Possuem pequenos pelos no abdômen chamados de cerci, que sentem o movimento do ar, informando quando um inimigo se aproxima. Em milésimos de segundo, eles acionam as pernas do bicho, que consegue fugir rapidamente.
Pode parecer estranho, mas o exterior das baratas é extremamente limpo. A sujeira está em seu interior, mais exatamente no sistema digestivo. É lá onde ficam vírus e bactérias, que são expelidos no cocô e podem causar infecções, alergias, verminoses e micoses.

OOTECA
Em seus dois anos de vida, a Periplaneta americana gera até 20 ninhadas. Em cada uma, produz uma bolsa com até 20 ovos.

NINFA
Guardado em frestas ou atrás de móveis, cada ovo dará origem a uma ninfa. Esta barata jovem trocará de pele várias vezes até virar adulta.

ADULTA
Os tamanhos variam: a Periplaneta americana, por exemplo, chega a 4 cm, enquanto a brasileira Megaloblatta regina tem até 10 cm.

Curiosidades
Elas realmente conseguem viver sem cabeça por até um mês e só batem as patas devido à sede! Como as baratas não respiram pela boca, não morrem por falta de ar e, como têm pouca pressão sanguínea, não morrem de hemorragia.
Alguns inseticidas atacam o sistema nervoso da cascuda e geram espasmos que fazem com que ela vire de barriga para cima. Tonta e sem ter onde agarrar, ela definha sem opções de salvamento.
A história de que as baratas sobreviveriam a uma explosão nuclear tem um fundo de verdade: elas aguentam dez vezes mais radiação do que os humanos. Mas, próximas ao centro da explosão, elas morrem desintegradas de qualquer jeito.

• Cuidado com o copo de cerveja. Baratas são atraídas pelo cheiro da cevada, principalmente quando a bebida entra em processo de decomposição.

• Há 200 baratas para cada habitante da grande São Paulo, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Biológicas.

9206 – Medicina – Durma de lado, a sua coluna agradece


A chave da questão é garantir que a espinha permaneça o mais ereta possível. Para isso, existem duas posições especialmente recomendadas. A primeira é deitar de lado, o que exige cuidado na escolha do travesseiro. Ele tem que acomodar a cabeça de forma que ela acompanhe a altura da coluna – não pode, portanto, ser nem muito alto nem muito baixo. A posição fica melhor ainda com outro travesseiro entre os joelhos, para ajustar os quadris, também mantendo-os alinhados com a espinha. A segunda opção é dormir com a barriga para cima. Nesse caso, porém, o travesseiro deve ser mais baixo, apenas para apoiar a cabeça. “Se a pessoa sente alguma dor, pode colocar um travesseiro sob os joelhos. Isso faz com que a coluna fique mais ereta ainda”, afirma um ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esses cuidados, porém, não adiantarão nada se o colchão estiver com a espuma ou com as molas desgastadas.
“O ideal é um colchão de espuma bem firme, cuja densidade esteja de acordo com o peso e a altura da pessoa. Se ele for de molas, deve ser trocado assim que apresentar sinais de desgaste”.
Em contrapartida, a pior posição para dormir é deitado de bruços, o que deixa a espinha completamente encurvada, do pescoço até a região lombar, causando torcicolo e dor de cabeça, além de dores acentuadas na coluna. A longo prazo, a curvatura constante das vértebras acaba comprimindo e desgastando os amortecedores entre elas, resultando na dolorosa hérnia de disco.
O travesseiro não pode ser nem muito alto e nem muito baixo. Ele deve acomodar o pescoço alinhado com a coluna
O travesseiro por baixo das pernas causa uma leve flexão dos joelhos, deixando a coluna na posição correta
Também é recomendável colocar um travesseiro entre as pernas. Ele ajeita os quadris deixando a coluna mais ereta.

9205 – Materiais – O Aerogel


O aerogel é um material sintético sólido e poroso derivado de um gel, no qual o componente líquido do gel é substituído por gás. O resultado é um sólido de baixíssima densidade e condutividade termal. Devido às suas propriedades, ele também é chamado de “fumaça congelada”, “ar sólido” ou “fumaça azul”, principalmente devido à sua natureza transluzente e a forma como a luz se espalha pelo material, apesar de se assemelhar ao poliestireno expandido (isopor) quando tocado.
Esse material foi criado pela primeira vez por Samuel Stephens Kistler, em 1931, como resultado de um desafio com um amigo para ver quem conseguiria substituir o líquido das geleias por gás, sem causar contração ou qualquer diminuição que fosse. O aerogel é produzido por extração do componente líquido de um gel, através de uma secagem supercrítica. Isso permite que o líquido seja secado lentamente, sem causar o colapso na matriz sólida do gel, como aconteceria com o processo de evaporação convencional. Os primeiros aerogéis foram produzidos a partir de gel de sílica. Os últimos projetos de Kistler foram baseados em alumina, óxido de cromo e dióxido de estanho. Aerogéis de carbono foram desenvolvidos no final dos anos 1980.

Apesar de seu nome, o aerogel é um material perfeitamente sólido, rígido e seco que não se assemelha de jeito algum a um gel em suas propriedades físicas; o nome vem do fato de que eles são feitos de gel. Pressionando suavemente um aerogel normalmente não deixa uma marca sequer, mas uma pressão mais forte resultará numa depressão permanente. Pressionar o material com força extrema causará um colapso na sua estrutura, fazendo com que quebre como vidro, que é uma propriedade conhecida como friabilidade, embora os modelos mais modernos não sofram com isso. Apesar da sua grande potencialidade de quebrar, o aerogel é muito forte estruturalmente. A sua capacidade de carga é impressionante devido à microestrutura dendrítica, em que partículas esféricas são fundidas em aglomerados. Estes conjuntos formam uma estrutura tridimensional altamente porosa de cadeias quase fractais. O tamanho médio e a densidade dos poros pode ser controlado durante o processo de fabricação.

Os aerogéis são ótimos isolantes térmicos, por serem capazes de anular totalmente duas das três formas de transferência de calor (por convecção e condução), sendo incapaz de isolar apenas a radiação. Eles são bons isolantes porque são constituídos quase que inteiramente por gás, e os gases são muito ruins em condução de calor. O aerogel de sílica é particularmente bom porque a sílica também é um mau condutor de calor (um aerogel metálico é, por outro lado, menos eficaz). Eles são bons inibidores de convecção, pois o ar fica incapaz de circular por suas grades. Os aerogéis não são capazes de isolar a radiação, pois a radiação infravermelha, capaz de transferir calor, consegue passar através da sua estrutura.

Devido à sua natureza higroscópica, o aerogel fica extremamente seco, e atuando como um forte absorvedor de umidade. Pessoas que manuseiam o aerogel por períodos prolongados de tempo devem usar luvas para evitar o aparecimento de manchas na pele. A suave cor azul que tem é devido à Dispersão de Rayleigh dos comprimentos de onda mais curtos de luz visível pela estrutura dendrítica. Isso faz com que ele apareça azul esfumaçado quando colocado sobre fundos mais escuros.

Há várias aplicações nas quais os aerogéis podem ser usados:
Comercialmente, os aerogéis são usados em forma granular para adicionar isolamento para claraboias.
O aerogel de sílica transparente é muito adequado como um material de isolamento térmico para janelas, limitando significativamente as perdas térmicas de edifícios. Mas para isso, ele deve ser fabricado de uma forma particular para diminuir os afeitos da Dispersão de Rayleigh.
Sua área de superfície elevada pode ser usada em muitas aplicações, tais como adsorção química para limpeza de derramamentos. Essa propriedade também lhe confere grande potencial como catalisador ou como suporte da catálise.
Partículas de aerogel também são usadas como agentes espessantes em algumas tintas e cosméticos.
Os aerogéis baseados em sílica não são conhecidos pelos seus efeitos cancerígenos ou tóxicos. No entanto, eles podem causar uma irritação mecânica aos olhos, pele, sistema respiratório e digestivo. Pequenas partículas de sílica podem potencialmente causar silicose quando inalado. Eles também podem induzir à secura da pele, dos olhos e das membranas mucosas. Portanto, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção, incluindo proteção respiratória, luvas e óculos sempre que se lidar com o aerogel.

9204 – Biologia Marinha – Polvo Gigante Mete as Mãos Pelos Pés


Polvo

O biólogo canadense Jim Cosgrove mergulhou nas águas do Pacífico jogando uma substância irritante sobre os recifes, nos quais se esconde o polvo gigante. Esse animal é dificílimo de ser flagrado. Mas, sem respirar direito, ele apareceu. Depois houve uma longa negociação: o bicho ficou meia hora apalpando o estranho, até se sentir seguro. Só então topou fazer esta e outras poses.
A fama de mau começou com os antigos gregos, no século III a.C., que espalharam o mito de um polvo gigante capaz de virar barcos e esmagar homens com seus tentáculos. Puro boato. Em geral, o polvo gosta é de paz. Não briga nem por uma bela fêmea. Na hora de procriar, se existe uma única parceira receptiva na área, os machos fazem um acordo de cavalheiros. Ou melhor, fazem fila. O maior, na frente. A cerca de um metro deste, o segundo fica à espera. O menor de todos se coloca a uns três metros de distância. Eventualmente, surge um quarto candidato, mas logo desiste. Percebe, por instinto, que até chegar a sua vez terão se passado quatro dias e a fêmea já não estará tão disposta ao sexo.
Caseiro, o molusco escolhe uma brecha nos recifes para morar e não costuma trocar de endereço sem um bom motivo. Geralmente, só sai de um lugar porque cresceu e não cabe mais ali. Confusão mesmo, só arruma quando outro polvo quer viver no mesmo canto. Então, o maior pode engolir o menor. Não é, contudo, um comportamento muito comum. “Mais do que atacar, essa espécie é especializada em se defender”.
A astúcia faz com que os polvos não percam tempo diante de um inimigo. Apesar de serem surdos, como todos os membros da família cefalópode, eles enxergam com impressionante nitidez. Seus olhos possuem 50 000 receptores de luz por milímetro quadrado, o que lhes dá uma visão melhor do que a humana, porque eles vêem até no escuro. Os adversários também são reconhecidos pelo olfato.
As pontas dos oito tentáculos funcionam como narizes, com células especializadas em captar odores. Provavelmente, o bicho percebe pelo cheiro que o outro animal está liberando hormônios relacionados ao comportamento agressivo. Ou seja, pretende atacá-lo. Então, lança uma tinta escura e viscosa para despistar o agressor. E escapa numa velocidade impressionante para um animal aquático (veja infográfico abaixo).
Raramente o agressor consegue ser mais rápido. Se isso acontece, e o polvo é atacado, prefere deixar um de seus tentáculos entre os dentes do adversário e fugir. Um novo tentáculo tende a nascer no lugar ferido. A principal tática de defesa, no entanto, é o mimetismo. Em menos de trinta segundos, ele é capaz de mudar completamente de cor, ficando da mesma tonalidade da areia ou de uma pedra. O que mais fascina os cientistas é que o bicho também usa as cores para se comunicar. Tons berrantes funcionam como um aviso para outros polvos de que há um predador nas redondezas. Já manchas rosadas são sinal de amor.

Movimento à jato:
A água que entra na cavidade desse órgão cilíndrico, chamado sifão, é arremessada graças às contrações dos músculos ao redor. São os jatos fortes e contínuos que impulsionam o bicho a se locomover
Um polvo não perde nada do que acontece à sua volta, enxergando com nitidez impressionante, mesmo à distância. A pupila é horizontal, mas as outras estruturas oculares são similares às do homem.
Os oito tentáculos, juntos, reúnem cerca de duas mil ventosas, que são verdadeiros aparelhos de sucção. Graças a elas, quando o animal abraça uma presa ou mesmo uma pedra, ninguém solta.

9203 – Astronomia – Domingo com Eclipse


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O último eclipse solar deste ano deve acontecer no próximo domingo, pela manhã. No Brasil, ele poderá ser visto em alguns estados do Norte e Nordeste, onde será apenas parcial — quando o Sol não é encoberto completamente.
O eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com a Terra e o Sol, impedindo a luz da estrela de atingir o planeta. O evento deste domingo será um eclipse híbrido, um tipo raro em que sua intensidade varia ao longo do percurso. Por causa da curvatura da Terra, algumas regiões do planeta estão mais próximas da Lua. Nesses locais, o eclipse vai ser total, e o satélite vai encobrir totalmente o Sol. Em outras regiões, que estão mais distantes do astro, o tamanho da Lua no céu é menor, e não é grande o suficiente para encobrir totalmente o Sol. Nesse caso, a luz da estrela deve escapar ao redor do satélite, formando uma espécie de anel — é o eclipse anular.
A América do Sul, no entanto, não estará no caminho do eclipse híbrido. A Lua só vai entrar totalmente na frente do Sol em um estreita faixa da superfície terrestre, que começa no meio do Oceano Atlântico, perto do sudeste dos Estados Unidos, e se estende até alguns países africanos, como Congo, Gabão, Uganda e Etiópia.
No Brasil, o eclipse só poderá ser visto em sua forma parcial, na qual a Lua apenas tangencia o Sol, sem nunca entrar completamente debaixo de sua circunferência. O fenômeno só será visível em todos os estados da região Nordeste e alguns do Norte (Pará, Amapá, Roraima, e algumas regiões do Amazonas e do Tocantins), entre as 9 e as 11 horas da manhã, no horário de Brasília.