9190 – Os Pilares da Fé – Quem é Deus segundo as Religiões


CRISTIANISMO
Natureza de Deus – É um, mas formado por 3 entes: Pai, Filho e Espírito Santo. O primeiro não tem forma, mas é descrito com atributos humanos. O segundo é Jesus. E o terceiro pode se revelar como vento, pomba etc.
Criação – Deus é o criador de tudo. Depois de criar Adão, o primeiro homem, tirou dele uma costela e transformou-a em Eva, a primeira mulher. O casal morava no paraíso, mas foi expulso de lá por pecar.
Vida após a morte – Os cristãos não acreditam em reencarnação, mas aceitam que a alma pode viver eternamente. No dia do Juízo Final, Cristo vai julgar a todos. Os bons irão para o céu – e os maus, para o inferno.
Literatura sagrada – A Bíblia Cristã é composta do Velho e do Novo Testamentos. Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são considerados os livros mais importantes, pelo registro que eles fazem da vida de Jesus.
Seguidores – Com 2,1 bilhões de fiéis, é a maior religião do mundo.

JUDAÍSMO
Natureza de Deus – Os judeus acreditam que só existe um Deus, cujo nome (Yahweh) não deve ser pronunciado. É onipotente, onipresente e onisciente. Observa as ações de todos e conduz o destino da humanidade.
Criação – Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no 7º. Deu vida ao homem a partir do barro, com um sopro divino. Segundo a crença judaica, Ele acabará com toda a Criação quando assim o decidir.
Vida após a morte – Os judeus não acreditam em reencarnação. Para alguns, a alma fica aguardando o julgamento no dia do Juízo Final. Outros preferem a ideia de que ela é julgada imediatamente após a morte.
Literatura sagrada – A Bíblia Hebraica contém leis e orientações para a vida mas também narra a história dos hebreus – começando pela criação do mundo e pela aliança entre Deus e os patriarcas Abraão e Moisés.

Seguidores – O número de judeus ultrapassa 13 milhões.

ISLAMISMO
Natureza de Deus – Os muçulmanos acreditam que só existe um Deus: Alá – tão perfeito que não se pode defini-Lo. Ao observar a natureza, contudo, é possível reconhecer Seus atributos: bondade, justiça etc.
Criação – Alá é o Criador de tudo, inclusive do bem e do mal. Cada detalhe do mundo e da vida é fruto da vontade Dele. Os seres humanos, por serem Suas criaturas, devem se submeter à vontade divina.
Vida após a morte – Não existe a ideia de reencarnação. Mas os fiéis acreditam que o indivíduo, depois da morte, fica aguardando o Juízo Final. Aqueles que cumprem em vida a vontade de Alá ganham o paraíso.
Literatura sagrada – O Alcorão é considerado a palavra de Deus, revelada ao profeta Maomé pelo anjo Gabriel. As traduções, no entanto, não são sagradas. Esse status só é conferido à versão escrita em árabe.
Seguidores – É a 2ª crença em número de seguidores: 1,34 bilhão.

HINDUÍSMO
Natureza de Deus – Brahman (não confunda com o deus Brahma) é o espírito supremo presente em todas as coisas. Não tem forma nem personalidade, mas Seus atributos se manifestam em milhões de divindades.
Criação – É cíclica: da destruição de um Universo anterior, o deus Brahma – filho de Brahman – surge para criar um novo. Muitas vezes Ele é representado como um homem de 4 cabeças e 4 braços.
Vida após a morte – Dependendo do carma (as ações em vida), a alma renasce numa forma física mais ou menos evoluída. A meta dos seres humanos é se libertar do ciclo de renascimentos por meio da devoção.
Literatura sagrada – Os primeiros ensinamentos hindus foram compilados nos Vedas, conjunto de documentos em sânscrito escritos por volta do ano 1000 a.C. Seus 4 volumes contêm tratados filosóficos e orações.
Seguidores – Terceira maior religião, com 950 milhões de devotos.

BUDISMO
Natureza de Deus – Alguns budistas reconhecem a existência de seres sobrenaturais, mas não acreditam em um espírito supremo que governa o mundo. Seguem o exemplo de sabedoria dos budas (pessoas iluminadas).
Criação – Se não há um criador, não há criação. Ou melhor, há, mas ela é cíclica. Não tem começo nem fim e é parte da roda de sofrimento a que todos os seres humanos estão ligados pelo renascimento.
Vida após a morte – Toda vida continua, seja sob a forma humana, divina ou animal. Tudo depende do comportamento na vida anterior. Livrar-se dos apegos materiais é o caminho para alcançar a iluminação.
Literatura sagrada – Os ensinamentos de Buda foram reunidos no Tripitaka. Dessas escrituras, sobreviveram até hoje 3 versões: uma (Teravada) em idioma páli e duas (Mahayana) escritas em chinês e tibetano.
Seguidores – Estima-se que o número de budistas seja de 350 milhões.

9189 – Jumbo 747, Um trambolho voador


Boeing 747
Boeing 747

Com 30 metros de comprimento e cerca de 24 toneladas de asas, um Jumbo 747 suporta cargas de quase meia tonelada para casa asa. Tem 54 m² de área e carrega no seu interior, cerca de 200 mil litros de combustível, além de sustentar turbinas de até 5 toneladas.

Jatos velhos
Em janeiro de 1954, um Havilland Comet, da família dos primeiros jatos comerciais, pertencente à hoje extinta companhia inglesa BOAC, explodiu no ar quando fazia a rota Roma-Londres. As investigações mostraram que o avião, embora não fosse idoso, apresentava sinais de desgaste, por culpa da concepção falha do modelo e da inexistência de certos testes, hoje em dia obrigatórios.
O atestado de óbito do Comet registrou como causa da morte uma doença implacável, até então desconhecida, que recebeu o nome fadiga de materiais e passou a fazer parte do vocabulário dos engenheiros aeronáuticos. Significa que, submetidos a esforços variáveis durante muito tempo, metais, plásticos e alguns tipos de madeira podem se romper subitamente, mesmo que o esforço com que estejam arcando naquele momento seja suportável. No caso do velho Comet, o desgaste na fuselagem trincou a ponta de uma das janelas, o que desencadeou a tragédia. Nas décadas seguintes, cientistas e engenheiros se debruçaram sobre as pranchetas na tentativa de evitar a repetição desse problema. Mas como, evidentemente não é possível blindar um avião feito um tanque de guerra, porque ele não sairia do chão, acidentes causados por fadiga de materiais continuam a engrossar as estatísticas dos desastres aéreos. Mesmo porque, jatos como o Boeing 737,o 727 e o DC-9, este da McDonnell Douglas, todos em operação há mais de vinte anos, apropriados para viagens curtas e médias, envelhecem rápido: as freqüentes decolagens e pousos provocam mais estresse na estrutura do que nos wide-bodies, geralmente utilizados em percursos maiores. Nem estes, porém, estão imunes ao problema. No ano passado, uma falha na trava da porta de um Jumbo 747 da empresa americana United Airlines, com dezoito anos de uso, provocou um rombo de 12 metros na fuselagem e a morte de nove passageiros. No caso da havaiana Aloha Airlines, ficou provado que parte da carcaça do Boeing 737 não agüentou o dano da fadiga acumulada de 35 000 horas de vôo, o equivalente, para os materiais, a 90 000 decolagens.
Nos tempos pioneiros, as lendárias máquinas voadoras não ofereciam dores-de-cabeça desse tipo. Afinal, o que iria corresponder à fuselagem neles não passava de uma armação de madeira normalmente reforçada com fios de aço e cantoneiras. Naqueles mais pesados que o ar, que certamente não eram projetados para durar vinte ou trinta anos, piloto e motor ficavam desconfortavelmente assentados sobre a asa inferior. Mais aperfeiçoados, os aviões de madeira continuaram a existir até os primeiros tempos da Segunda Guerra Mundial, quando os caças soviéticos Lavotchkin La-5 e La-7, feitos com esse material, deram muito trabalho aos alemães. Mas, em geral, a partir da década de 30, com o desenvolvimento das chapas de alumínio, o metal tornou-se componente obrigatório do revestimento dos aviões.
Apareceram os bimotores e trimotores metálicos, como o Junker Ju-52, alemão, e os americanos Douglas DC-2 e DC-3 — este último, o equipamento mais bem-sucedido da história da aviação, que ainda presta serviços em rincões perdidos do mundo.

9188 – Mega Byte – Flame, o malware


Trata-se de um malware descoberto em 2012, que ataca computadores que estejam rodando sistemas operacionais Microsoft Windows. O programa está sendo usado para ciberespionagem em países do Oriente Médio. Sua descoberta foi anunciada em 28 de maio de 2012 pelo Centro Iraniano Nacional de Computação, pelo Kaspersky ab e o CrySyS Lab da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste. Esse último chegou a afirmar que esse era com certeza o malware mais sofisticado encontrado e, muito provavelmente, o malware mais complexo já encontrado. O Flame pode para outros sistemas através de uma conexão numa rede local (LAN) ou por dispositivos USB.
Ele pode fazer registros de áudio, imagens, atividades de digitação e tráfico de rede. Ele também é capaz de registrar conversas do Skype, além de poder transformar computadores infectados em repetidores de sinal Bluetooth que tentarão adquirir dados de outros dispositivos Bluetooth por perto. Esses dados são enviados para um dos muitos servidores de controle espalhados pelo mundo. O Flame então aguarda novas instruções desses servidores.
De acordo com estimativas feitas pelo Kaspersky em maio de 2012, o vírus tinha infectado, aproximadamente, 1.000 máquinas, com vítimas que incluíam representantes de organizações governamentais, instituições educacionais e outros indivíduos. Estima-se que 65% das infecções aconteceram no Irã, Israel, Sudão, Síria, Líbano, Arábia Saudita e Egito, com a maior parte dos alvos sendo iranianos. Registros do Flame foram também encontrados na Europa e na América do Norte. O malware também é capaz de receber um comando para limpar todos os seus traços do computador. As infecções iniciais do Flame pararam de funcionar quando a sua existência veio à tona, e então foi dado o comando para limpar seus traços.
Em 28 de maio de 2012, os iranianos anunciaram que tinha desenvolvido um programa de detecção do vírus, assim como ferramentas para removê-lo, dando início à distribuição dessas ferramentas para organizações selecionadas. A Symantec reportou que em 8 de junho, alguns computadores que funcionavam como servidores do Flame receberam comandos de “suicídio”, limpando totalmente os seus conteúdos.
Em 19 de junho de 2012, o jornal Washington Post publicou um artigo afirmando que o Flame foi desenvolvido em conjunto pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, CIA e militares de Israel pelo menos cinco anos antes. O projeto foi considerado parte de um ação secreta de codinome Jogos Olímpicos, que se destinava a recolher informações, em preparação para uma campanha de cibersabotagem que visa conter os esforços nucleares iranianos. De acordo com a Kaspersky, a geografia das metas e também a complexidade da ameaça não deixa nenhuma dúvida sobre ele ser um produto diretamente patrocinado por grandes corporações, ou até mesmo países. Os Estados Unidos negaram participação na criação do malware, assim como Israel, apesar dos jornalistas e da opinião pública acreditar que de fato esses dois países participaram da criação do Flame.
Tecnicamente, o malware é considerado grande (tem cerca de 20 Mb), e foi desenvolvido parcialmente em linguagem interpretada Lua com código C++ compilado, e permite que outros módulos sejam carregados depois da infecção inicial. O malware usa cinco formas diferentes de encriptação e uma base de dados SQLite para armazenar informações. O método usado para infectar o código em vários processos é silencioso, de forma que os arquivos do malware não aparecem na lista de módulos carregados e as páginas de memória são protegidas com as permissões READ, WRITE e EXECUTE que o faz inacessível para as aplicações em modo usuário.

9187 – Bioecologia – O que são bioindicadores?


São organismos vivos que indicam de forma precoce a presença de alterações ambientais, sendo que esses indicadores podem identificar diversos tipos de modificações, antes que se agravem, além de determinar qual tipo de poluição pode afetar determinado ecossistema.
Bioindicadores podem ser indivíduos ou mesmo comunidades, cujas funções vitais se relacionam tão estreitamente com determinados fatores ambientais, que podem ser empregados como indicadores na avaliação de uma determinada área. Em geral, a alteração da abundância, diversidade e composição do grupo de indicadores mede a perturbação do ambiente. Existe tipos diferentes de Bioindicadores:
Sentinelas: introduzidas para indicar níveis de degradação e prever ameaças ao ecossistema.
Detectores: são espécies locais que respondem a mudanças ambientais de forma mensurável.
Exploradoras: reagem positivamente a perturbações.
Acumuladoras: permitem a verificação de bioacumulação.
Sensíveis: modificam acentuadamente o comportamento.
Todos os grupos de seres vivos podem ser potencialmente bioindicadores, entretanto os melhores organismos para o monitoramento biológico são os invertebrados, mais especificamente os macroinvertebrados, pois são mais simples para se amostrar, são de extrema eficácia, possuem tolerâncias e sensibilidades variadas. Em especial os grupos dos insetos são ótimos bioindicadores, como os Odonatas (Libélulas), Coleóptera (Besouros), Lepidóptera (Borboletas e Mariposas), Himenópteros (Formigas, Vespas e Abelhas) e os mais usados Ephemeroptera, Plecoptera, Trichoptera conhecidos pela sigla “EPT”.

bioecologia

Por que usar bioindicadores?

É um método simples, rápido e de baixo custo
Eles fornecem sinais rápidos sobre problemas ambientais, mesmo antes do homem saber sua ocorrência e amplitude.
Permitem que se identifiquem as causas e os efeitos entre os agentes estressores e as respostas biológicas.
Oferecem um panorama da resposta integrada dos organismos e modificações ambientais.
Permitem avaliar a efetividade de ações mitigadoras tomadas para contornar os problemas criados pelo homem.
Sabendo disso, podemos adequar o uso de alguns organismos para otimizar a eficiência para alguma área especifica, veja:

Bioindicadores da qualidade da água: comumente usados protozoários, por causa de sua alta abundância, tempo de multiplicação curto, são sensíveis a alterações na cadeia trófica e facilmente mantidos em laboratórios para os testes.
Bioindicadores de poluentes do ar: Leveduras e Liquens são usados para medir o nível de ao dióxido de enxofre, fluoretos, ozônio e dióxido de carbono, que é a poluição do ar. A presença delas em folhas de Ipê amarelo ou roxo ocorre em áreas com menores índices de poluição do ar.
Bioindicadores de poluentes do solo: Bactérias, fungos e diversos invertebrados podem desempenhar o papel de bioindicador, tais organismos permitem verificar a qualidade do solo, pois englobam atributos físicos, químicos e biológicos que são necessários.

9186 – Viajando no tempo para uma galáxia distante


v5

Sua luz, detectada originalmente pelo Telescópio Espacial Hubble e depois observada em mais detalhes pelo Observatório Keck, no Havaí, e pelo Telescópio Espacial Spitzer, é de uma época em que o Universo tinha “apenas” 700 milhões de anos.
Pode parecer muito, mas é menos de 5% da idade atual do Universo — 13,8 bilhões de anos.
Estudar as profundezas do espaço é como usar uma máquina do tempo. E foi basicamente isso o que fez a equipe liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas em Austin.
Eles partiram de uma amostra de alguns dos objetos mais antigos já detectados, a fim de estudar como era o Universo em sua infância. Isso é possível porque a velocidade da luz é finita (cerca de 300 mil km/s). Assim, a luz que saiu desse objeto quando o Universo era novo só chegou aqui agora, estando disponível aos astrônomos para estudos.
A galáxia, que leva o antipático nome z8_GND_5296, tem algumas características peculiares que ajudam a compreender o que estava rolando no cosmos nessa época. Embora ela não passe de uma manchinha de luz nas imagens colhidas pelos astrônomos, há muita informação para se extrair dela.
Um exemplo é a constatação de que essa galáxia antiga produzia novas estrelas a um ritmo 150 vezes maior que o da Via Láctea — a nossa galáxia — nos tempos atuais.
Especula-se que ela seja um dos primeiros objetos a emergir da chamada “era da reionização” — um nome complicado para definir a época em que o Universo deixou de ser opaco e a luz passou a circular livremente.
Se isso for confirmado, trata-se de uma ótima janela para observar as condições do cosmos numa época próxima à formação das primeiras galáxias.
O trabalho foi publicado na última edição da prestigiosa revista britânica “Nature”.