9169 – Astrofísica – Os detectores de ondas gravitacionais


Em 1974 foi descoberto um pulsar binário que perdia energia mais rápido do que o previsto. Segundo os pesquisadores que estudam o fenômeno, esta perda de energia adicional seria devido às ondas gravitacionais geradas pelo sistema. Um pulsar é um tipo de estrela que no fim de sua vida transforma-se em uma estrela de nêutrons e emite grande quantidade de radiação. Já um pulsar binário é um sistema de dois pulsares que orbitam um ao redor do outro.
Para entendermos como são formadas essas ondas gravitacionais, imagine que uma pedra caísse dentro de um tranquilo lago. Isto produziria ondas que se propagariam até as margens.
De forma análoga, o pulsar binário perturba o espaço-tempo à sua volta como a pedra perturba o líquido. As ondas gravitacionais produzidas, embora extremamente fracas, poderiam de alguma forma ser detectadas por um astrônomo com os equipamentos certos. Atualmente cientistas do mundo inteiro estão se mobilizando para detectar estas ondulações através de diferentes tipos de detectores de ondas gravitacionais.
Mais do que compreender um fenômeno astronômico, o conhecimento a respeito das ondas gravitacionais pode contribuir para unificação de todas as teorias a respeito das forças fundamentais em uma única Teoria que aborde todas as forças do Universo! Isto porque, conhecemos muito bem as forças eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca, bem como as partículas responsáveis pela sua propagação. Também já somos capazes de unificar estas forças em uma única Teoria, a Teoria Quântica de Campos.
Porém ainda não há comprovação experimental de diversos aspectos da gravitação e a forma com que ela se propaga. Isto ocorre devido as dificuldades experimentais de estudar fenômenos gravitacionais e as partículas envolvidas, os grávitons.
Uma forma de estudar estes fenômenos extremos é a detecção de ondas gravitacionais. Elas não possuem comprovação experimental direta, e por isso há uma corrida entre físicos e astrônomos de diversas partes do mundo buscando sua detecção. Algumas das equipes que participam deste esforço são brasileiras.
A grande dificuldade em detectar ondas gravitacionais está na minúscula influência que elas teriam sobre a nossa região do espaço. O pulsar mais próximo da Terra fica a 500 anos luz de distância. Isto é tão longe que a luz (ou uma onda gravitacional, que se propaga na mesma velocidade dos fótons no vácuo) levaria 500 anos para chegar até a Terra. A intensidade destas ondas decresce muito rápido conforme se afastam da fonte. Em nosso planeta, é necessário utilizar engenhosos artifícios para separar o efeito de uma onda gravitacional de vibrações sísmicas ou de outras ondas gravitacionais originadas em outras regiões do Universo.
Alguns experimentos importantes para estudar ondas gravitacionais são o americano aLIGO (Advanced Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, ou Observatório Avançado de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser) e o detector brasileiro Mario Schenberg, em operação no Instituto de Física da USP, em São Paulo.

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O aLIGO, como o nome descreve, utiliza um interferômetro laser gigante e de altíssima precisão para medir qualquer variação que possa ser associada a ondas gravitacionais. Um interferômetro é um dispositivo que compara dois feixes de luz laser provenientes de direções diferentes e assim são capazes de determinar oscilações mínimas nos feixes. No caso do observatório de ondas gravitacionais americano, mínimas alterações nos espelhos do interferômetro separados por um kilômetro de distância poderão ser detectadas e estudadas.
Semelhante ao aLIGO, o interferômetro VIRGO está instalado no EGO (European Gravitational Observatory ou Observatório Gravitacional Europeu) em Cascina, na Itália.
Já o detector Mário Shenberg é composto por uma esfera metálica de mais de uma tonelada, resfriada a alguns centésimos acima do zero absoluto. A essa temperatura é possível estudar as variações da esfera sem a influência da agitação das moléculas pelo calor.
Em um esforço internacional, os cientistas pretendem lançar ao espaço o interferômetro LISA (Laser Interferometer Space Antenna ou Antena Interferômetro Laser Espacial). Este interferômetro seria montado no espaço a partir de 3 naves que juntas formariam um triângulo equilátero cujo lado mediria centenas de quilômetros.
A exemplo da radioastronomia, pesquisadores acreditam que a detecção de ondas gravitacionais irá inaugurar um novo campo de pesquisas espaciais, a astronomia gravitacional.

9168 – Mega Techs – Firmware de Máquinas Fotográficas


Firmware

É um software, ou um conjunto de softwares, que vêm armazenados na memória do equipamento desde a fábrica, e que contém instruções e comandos para controlar determinado aparelho ou equipamento, como por exemplo, uma câmera fotográfica.
A câmera fotográfica é controlada por um programa, que é um firmware, e este programa influencia diretamente na performance do equipamento, de forma que podemos comparar a atualização de um firmware com a aquisição de um equipamento semelhante completamente novo, com nova capacidade e problemas anteriores resolvidos.
Para quem possui algum tipo de equipamento com firmware, aconselha-se que haja um acompanhamento através da página do fabricante, em busca de estar informado para o caso de haver alguma atualização disponível para o firmware. Estas atualizações são necessárias pois geralmente as novas versões vêm com problemas anteriores resolvidos, sendo sempre útil a nova versão. A lógica é que o firmware só vai estar amadurecido após algumas novas versões.
Os problemas podem aparecer desde a função de filmar da câmera até a gravação de arquivos nos cartões. Outros equipamentos também podem apresentar problemas “de fábrica”, que serão resolvidos com a atualização do firmware. Esta atualização, embora muito simples, deve ser feita da forma correta; o melhor é pedir ajuda a uma assistência técnica, assim haverá a segurança de que a atualização foi feita da forma correta.
Cada programa contido no firmware possui sua função específica. Vejamos alguns dos principais componentes do firmware:

SISTEMA BÁSICO DE ENTRADA E SAÍDA (BIOS) – existe no computador e serve para instruir ao processador como ele deverá operar com dispositivos como o HD e o leitor de DVD.
SETUP – na câmera fotográfica, é o programa responsável para alterar os parâmetros da memória de configuração (CMOS). Permite ao usuário fazer algumas alterações nas configurações determinadas pela BIOS.
CMOS – também chamada de memória de configuração, é ela que armazena as configurações e manipulações feitas pelo SETUP.
Enfim, pode-se resumir firmware como o conjuntos de instruções (programas / softwares) operacionais, que são programadas no hardware dos equipamentos eletrônicos, permitindo o funcionamento do aparelho de forma correta, ou exigindo, para melhor funcionamento, uma atualização.

9167 – As Aberrações Ópticas


Quando Johann Carl Friedrich Gauss (1777-1855) estudou os fundamentos da óptica geométrica ele definiu que na formação de imagens, os pontos do objeto correspondem aos pontos da imagem, retas correspondem a retas na imagem, e planos no objeto correspondem a planos na imagem. Para que isso ocorra, é necessário que a abertura dos sistemas ópticos assumam valores muito pequenos. No entanto, o próprio Gauss notou diferenças entre objetos e imagens nos sistemas ópticos experimentais, mesmo considerando pequenos intervalos de abertura. Estas diferenças são conhecidas como aberrações ópticas. Estas aberrações não ocorrem devido a erros de construção dos equipamentos, mas devido a forma geométrica e características dos meios que formam o sistema.
As aberrações ópticas podem ser classificadas como cromáticas ou monocromáticas.

Aberrações monocromáticas
Também conhecidas como aberrações geométricas, as aberrações cromáticas provocam mudanças relacionadas a forma da imagem. Elas podem ser esféricas, coma, astigmatismo, curvatura de campo e distorção.

Aberrações esféricas
Considerando um feixe de raios de luz monocromática paralelas que atravessam uma lente convergente paralelamente ao seu eixo, os raios mais próximos ao eixo e os raios mais distantes serão refratados entre dois pontos A e B, conforme a figura:

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Como podemos observar na figura, os raios que emergem da lente não passam todos pelo mesmo ponto, mas ficam distribuído entre os pontos A e B. Envolvendo os raios que emergem da lente até o ponto A, obtemos a forma de um funil, conhecido como cáustica de reflexão. O ponto A é conhecido como foco paraxial e o ponto B é chamado foco marginal. Se, entre estes pontos, posicionarmos um anteparo em um plano perpendicular ao eixo da lente, veremos círculos que ficam menores quanto mais o aproximarmos do ponto A. O ponto onde a imagem aparece com maior clareza é conhecido como ponto de mínima confusão.

As lentes convergentes e divergentes possuem aberrações de sentidos opostos, por isso uma das formas de corrigir as aberrações esféricas é combinar lentes convergentes e divergentes. Sistema aplanético é o nome dado a um sistema óptico com a aberração esférica corrigida.

Aberrações coma
Quando o ponto luminoso encontra-se fora do eixo da lente, surge a aberração coma. Ela possui esse nome porque se envolvermos os raios emergentes no trecho entre os focos paraxial e marginal, obtemos uma forma semelhante a um cometa. A coma aumenta conforme a abertura e a inclinação dos raios de luz, por isso esta aberração pode aparecer em qualquer sistema óptico. A correção é feita por métodos parecidos com os utilizados para corrigir aberrações esféricas.
A utilização do diafragma, aparelho que limita a abertura do sistema ótico, também ajuda a evitar o aparecimento do coma.

9166 – Curiosidades – Por que a pressão do pneu de bicicleta é maior que a do pneu de trator?


O pneu de bicicleta tem área menor. E, segundo uma lei da Física, quanto menor a área. maior é a pressão (pressão = força sobre área). Um pneu do tipo utilizado nas bicicletas de corrida, com 10 marchas, por exemplo, precisa de 5600 a 6300 gramas por centímetro quadrado (80 a 90 libras por polegada quadrada) para manter a rigidez, enquanto um trator consegue o mesmo resultado com uma pressão entre 700 e 1400 gramas por centímetro quadrado (10 e 20 polegadas por centímetro quadrado).

9165 – Por que na Inglaterra se dirige pela esquerda?


Essa convenção de trânsito é seguida não apenas no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda), mas também em várias de suas ex-colônias – como Índia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia – e no Japão. Sua origem remonta à era medieval, quando a circulação a cavalo se dava pela esquerda para deixar a mão direita – a mesma que a maioria das pessoas usava para manusear a espada – livre em caso de luta. Para completar, em 1300 o papa Bonifácio VIII determinou que todos os peregrinos com destino a Roma deveriam se manter no lado esquerdo da estrada, para organizar o fluxo. Esse sistema prevaleceu até o século XVIII, quando Napoleão inverteu tudo, supostamente por ser canhoto, mas também para facilitar a identificação de tropas inimigas à distância. As regiões dominadas pelo imperador da França aderiram ao novo modelo de tráfego, enquanto o império britânico permaneceu fiel ao sistema medieval.
Desde então, dirigir pela pista da esquerda tornou-se uma questão de honra para a Inglaterra – tanto que, em 1859, um ministro inglês, em viagem ao Japão, conseguiu convencer o país a adotar o sistema de trânsito de seu país. Já os Estados Unidos, ansiosos para se desfazerem da herança cultural dos antigos colonizadores, adotaram o lado direito. Com o domínio mundial da indústria automobilística americana, o modelo napoleônico tornou-se padrão em quase todo o planeta. O último país a fazer a mudança foi a Suíça, em 1967.

9164 – Bandeirantismo – Quem foi Borba Gato?


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Manuel de Borba Gato (1649 — 1718) foi um bandeirante paulista. Borba Gato iniciou as suas atividades com o sogro, Fernão Dias Pais. Quando faleceu, em 1718, com quase 70 anos de idade, ocupava o cargo de Juiz Ordinário da vila de Sabará. Ignora-se onde foi sepultado, talvez na Capela de Santo Antônio ou na Capela de Santana, ambas do arraial velho de Sabará, ou ainda, segundo alguns autores, em Paraopeba onde tinha um sítio. Além de descobridor de minas, foi hábil administrador no fim da vida.
A irmã de Borba, Ana Borba, casou com Pedro Correia de Godói, e foram povoadores da região do ribeirão de São Miguel do Carmo. Na crise de 1702 instalaram-se à margem do rio de Miguel Garcia, sitio dito do Gualacho (corruptela de Iguarachue ou “poço do carumbé quebrado” – o carumbé era uma espécie de tartaruga: comida pelos indígenas, estes quebravam as suas cascas e as depositavam num poço cercado).
A pedido do Governador Geral do Estado do Brasil, Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça (1671-1675), Fernão Dias Paes realizou de 1674 a 1681, uma bandeira em busca da mítica serra do Sabarabuçu, jazida de esmeraldas e de prata. Borba Gato, extraordinário desbravador de sertões, o acompanhou, assim como Matias Cardoso de Almeida e outros bandeirantes.
Após a morte do sogro, por ocasião da ida do administrador-geral das Minas, D. Rodrigo de Castelo Branco à região das Minas Gerais, desentendeu-se com o fidalgo, parece que o emboscou e assassinou no caminho que levava ao arraial do Sumidouro, em 28 de agosto de 1682. Pelo crime, como era costume, evadiu-se – era castigo bastante naqueles tempos. Fugiu para a região desconhecida ainda do Vale do rio Doce, onde se ocultou de 1682 a 1699, tendo, segundo relatos, chegado até à foz do rio Piracicaba, atual município de Ipatinga.
Borba Gato fugiu e viveu foragido muitos anos nos sertões do rio Piracicaba ou rio Doce tendo atingido a região onde estes dois rios de encontram, local em que hoje está o município de Ipatinga. Teria descoberto também o ouro do Rio das Velhas? Entre o Sumidouro e a atual Sabará, era o posto da Roça Grande, abundante de ouro… anos depois!
Tem data de 15 de outubro de 1698 carta patente com o perdão e o posto de lugar-tenente. Borba Gato. Ao encontrar com o governador Artur de Sá e Menezes que viera às minas, Borba disse-lhe que «dignando-se prometer perdão em nome do rei, ele iria patentear-lhe minas tão abundantes de ouro que seriam uma nova fonte de riqueza para a coroa e prosperidade para seus vassalos», tendo-o guiado à região do rio das Velhas. Mesmo evadido, Borba Gato nunca teria realmente perdido contacto com seus parentes em São Paulo e por eles negociou o perdão régio em troco de revelar as ricas faisqueiras descobertas nos ribeiros e serras de Sabará.
A riqueza no rio das Velhas era tal que levou Borba Gato a enviar amostras ao Governador Artur de Sá e Menezes em São Paulo, para obter ser isento da acusação em troca da revelação das jazidas. Por isso em 6 de março de 1700 receberá nomeação como «Guarda-mor do distrito das Minas do Rio das Velhas», esperando até que o Governador viesse proceder à repartição dos lotes em abril de 1701.
A Provisão Régia de 6 de março de 1700 nomeou-o Guarda-mor desse distrito do Rio das Velhas, «esperando que o governador Artur de Sá e Menezes viesse reparti-lo pessoalmente em abril de 1701. As guardas-morias eram as únicas autoridades necessárias e com razão de ser, pois nas Minas a primeira propriedade nelas constituída nenhuma outra origem teve senão a título de datas minerais. Tendo Borba Gato subido em 1699 e supondo Artur de Sá e Menezes que estivesse para o Sumidouro, arraial já existente na zona, e de fundação sua, explica-se a confusão do Rio das Velhas com o Sumidouro, nome certo e dominante naquelas paragens. Por esta e outras provisões se deduz que as minas dos Cataguases eram as da região adentro da Itaverava, únicas conhecidas; as de Miguel Garcia e do Ribeirão do Carmo.

Estátua do Borba Gato

Estátua do Borba Gato na Av. Santo Amaro, zona sul de S. Paulo
Estátua do Borba Gato na Av. Santo Amaro, zona sul de S. Paulo

Na cidade de São Paulo foi construída uma estátua em homenagem a Borba Gato. Inaugurada em 1963, na comemoração do IV Centenário de Santo Amaro, a estátua demorou seis anos para ser construída.
Foi obra do escultor Júlio Guerra, que para realizá-la utilizou trilhos de bonde para compor a estrutura de concreto, posteriormente revestida com pedras coloridas de basalto e mármore. A estátua possui dez metros de altura e pesa vinte toneladas, sendo a fase mais difícil a colocação da cabeça, que, pesando três toneladas, foi alçada por mais de dez metros de altura.
Localizada à altura 5700 da Avenida Santo Amaro, em confluência com a Avenida Adolfo Pinheiro, a estátua integra o Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo, mantido pelo Departamento do Patrimônio Histórico.

Anti-Homenagem
Através do concurso do MinC/IPHAN “Arte e Patrimônio 2007”, o artista Plástico João Loureiro teve oportunidade de implantar monumento em anti-homenagem ao bandeirante, baseado na estátua paulista, no município de São Miguel das Missões/RS, próximo ao sítio arqueológico da redução jesuítica de São Miguel Arcanjo. A ideia do trabalho é lembrar as capturas e massacres de índios considerados “domesticados” cometidos pelos bandeirantes na região das reduções. O trabalho consiste em um busto inclinado enterrado alguns metros abaixo do solo e enclausurado em vidro, com acesso por uma escada.

9163 – Mergulho Submarino: Se o mar não tá pra peixe, que dirá para o ser humano? – O que é a embolia gasosa


É a obstrução dos vasos sanguíneos por bolhas de ar na corrente sanguínea, geralmente decorrentes da expansão do ar nos pulmões com a diminuição da pressão durante a subida à superfície em um mergulho.
Durante um mergulho prolongado a certa profundidade, a pressão externa exige uma quantidade de ar cada vez maior a fim de manter os pulmões inflados. Ao voltar à superfície, o mergulhador deve expirar lentamente o ar dos pulmões pois, com a diminuição da pressão, o ar tende a se expandir e pode provocar sérias lesões e até a morte. Além disso, o ar diluído no sangue também irá se expandir rapidamente provocando o aparecimento das bolhas que, por sua vez, irão obstruir a passagem do sangue.
A relação entre tempo de mergulho e profundidade pode ser encontrada na “Tabela de Descompressão” que os mergulhadores devem sempre ter em mãos. Por exemplo, um mergulho de dez minutos a 40 metros de profundidade vai exigir que o mergulhador suba gradativamente para até três metros de profundidade e fique ali por alguns minutos para depois subir à superfície. Se, por alguma razão ele não seguir os procedimentos da tabela, como nos casos em que não tenha oxigênio suficiente nos tanques, ele deverá ser levado para descompressão numa câmara isobárica. Se nada disso for feito, a morte por embolia gasosa é certa.

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Sólida: compreende trombos (nesse caso, o processo é chamado de tromboembolia), segmentos de placa de ateroma, parasitas e bactérias, corpos estranhos (por exemplo, projétil de arma de fogo), restos de tecidos (por exemplo, de placenta durante a gestação), células neoplásicas etc. O êmbolo se distingue do trombo por não estar aderido à parede do vaso e por não assumir a anatomia da luz vascular, como acontece com o trombo. Os êmbolos sólidos podem levar a morte súbita, infarto ou hemorragia.

Líquidas: os êmbolos líquidos estão principalmente sob a forma de gorduras; pacientes com extensas queimaduras corpóreas ou fraturas generalizadas, principalmente dos ossos longos, podem promover a circulação de glóbulos gordurosos, os quais se deslocam da medula óssea e do tecido adiposo. A embolia gordurosa pode causar morte rápida, devido à sua alta capacidade de penetração em arteríolas e capilares, obstruindo a microcirculação. Um outro tipo de embolia líqüida, agora bem mais raro, é a infusão de líquido amniótico na circulação durante ou pós-parto.

Gasosa: o êmbolo gasoso pode ser de origem venosa (por exemplo, entrada de ar nas veias durante ato cirúrgico ou exames angiográficos) ou arterial (por exemplo, durante o parto ou aborto, em que há grande contração do útero e rompimento de vasos).

9162 – De Volta aos anos 70 com “Pecado Mortal” da Record


Charger RT era a estrela do Show no Brasil doas anos 70, com seu motor V8
Charger RT era a estrela do Show no Brasil doas anos 70, com seu motor V8

Os aos 70 são “imortais”, quem viveu nunca vai esquecer a magia da Disco, entre outras coisas. Mesmo problemas como a Ditadura Política aqui no Brasil, não foram suficientes para sufocar o cult mundial, e hoje, embora não haja ditadura e mesmo apesar de avanços tecnológicos, houve um retrocesso ainda que, sem a tirania ufanista do “ameo-o ou deixe-o”.

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Record investe alto nos cenários de “Pecado Mortal”
De acordo com o jornal “O Globo”, a trama foi a produção mais cara já feita pela emissora.
Os maiores investimentos estão sendo feitos nos efeitos visuais, já que o folhetim se passa nos anos de 1970, e nos cenários. Ao todo, serão 40 ambientes, e chama a atenção dos bastidores o cuidado na produção.

Opala SS
Opala SS

Enredo
A novela trata de poder e poderosos. A novela Pecado Mortal fala da ascensão do tráfico de drogas no Rio e do declínio do jogo do bicho no fim da década de 1970. A família de bicheiros será dona de uma escola de samba.
Dois primos sem nenhum caráter, vindos do interior, e um detetive vilão serão personagens de peso na trama.
Paloma Duarte interpretará Dorotéia. Ela é o verdadeiro cérebro da família Ashcar, rivais de Michelle (Luiz Guilherme) e sua família, os Vêneto. Articulada, impiedosa e sanguinária quando acha que precisa impor respeito, ela exerce seu poder sobre o irmão, Danilo (Gustavo Machado). A relação entre os irmãos é complexa. Fogosa e voluntariosa, gosta de seduzir empregados, mas logo se cansa dos amantes.
Juliana Didone será Leila, uma garota linda, inteligente, esperta e que zela extremamente por sua liberdade.
Maytê Piragibe trocou as vestes brancas da egípcia Azenate, de José do Egito, pelo batom vermelho de Donana. A atriz participa da primeira fase da novela. Há quem defina a moça como uma verdadeira peste. Sem medo do perigo, Donana é capaz de usar até métodos ilícitos para atingir seus objetivos.
Henrique Guimarães vive o italiano Michelle na fase jovem. Galanteador por natureza, o rapaz consegue seduzir as meninas mais pelo porte do corpo do que por um rostinho bonito. Apesar de ser discreto, se engana quem pensa que Michelle é flor que se cheire.

Trilha Sonora
Com uma trilha sonora surpreendente, a emissora apostou nas músicas que foram sucesso nos anos 70.

Veja a trilha internacional:

The Crusaders – Street Life
Donna Summer – Bad Girls
Village People – Macho Man
Miley Cyrus – We Can’t Stop
Kelly Clarkson – Tie It Up
Jason Mraz – I Dont Miss You
Adele – Don’t You Remember
Fifth Harmony – Miss Movin’ On
Austin Mahone – What About Love
John Mayer Feat. Katy Perry – Who You Love

9161 – Astronomia – ‘Canhão espacial’ vai explorar subsolo de asteroide


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A agência japonesa Jaxa anunciou ter testado com sucesso uma espécie de canhão espacial que deverá retirar amostras do subsolo do asteroide “1999JU3”. O equipamento vai ser enviado ao espaço ano que vem.
Tal instrumento, uma combinação entre uma bomba e um canhão, equipará a sonda Hayabusa-2, que decolará no próximo ano para tirar amostras do asteroide em 2018 e trazê-las de volta à Terra em 2020.
Quando alcançar a órbita desejada do pequeno asteroide, a sonda Hayabusa-2 liberará este “canhão espacial” e depois ficará à espera do outro lado do asteroide. O canhão então lançará uma bala de metal sobre o asteroide para criar uma cratera na qual, posteriormente, pousará a sonda que vai recolher as amostras do subsolo.
Os cientistas da Jaxa consideram que é mais interessante analisar o subsolo que a superfície do asteroide, pois o material externa fica alterado por sua exposição permanente aos raios cósmicos.
Uma sonda similar ao Hayabusa-2 foi lançada em 2003 para tirar amostras do asteróide Itokawa, apesar de empregando uma técnica diferente.
Compreender os materiais dos corpos celestes pode ajudar, explicou Jaxa, a explicar melhor as condições de formação da Terra e a aparição da vida.

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9160 – Genética – ‘DNA lixo’ determina características faciais


Pesquisadores começam a descobrir como o DNA faz a sintonia fina do nosso rosto. Em experimentos com camundongos, foram identificadas milhares de regiões no genoma que agem como interruptores para muitos dos genes que codificam as características do rosto, como tamanho do nariz.
Mutações em genes já são conhecidas como causas de problemas como lábio leporino. Mas no novo estudo, pesquisadores liderados por Axel Visel, de Berkeley, Califórnia, queriam descobrir como variações vistas em rostos comuns são controladas.
Apesar de o rosto de cada pessoa ser singular, as diferenças entre eles são sutis. O que nos distingue uns dos outros é o tamanho e a posição exata do nariz, da testa ou dos lábios. Já se sabe que nosso DNA contém instruções para construir o rosto, mas não se sabia como isso acontece.
A equipe de Visel estava interessada na parte do genoma que não codifica proteínas -apelidada de “DNA lixo”- mas que responde por 98% do nosso genoma.
Em pesquisas com tecido embrionário de camundongos, nos quais as estruturas que formam a face estavam em desenvolvimento, os cientistas identificaram mais de 4.300 regiões do genoma que regulam o comportamento de genes responsáveis pelas características do nosso rosto.
Os resultados da análise foram publicados ontem na “Science”. Essas regiões ajustam o funcionamento de centenas de genes envolvidos na construção do rosto. Alguns ligam e desligam genes em diferentes partes do rosto, outros trabalham juntos para criar diferentes proporções de crânio, o tamanho do nariz ou quanto osso há em volta dos olhos.
A pesquisa ainda envolveu criar roedores alterados geneticamente para não ter três dessas regiões ativadoras dos genes. Os cientistas usaram tomografia para construir imagens 3D do crânio dos camundongos com oito semanas de idade.
Em comparação com os roedores normais, havia mudanças microscópicas no formato do rosto, mas nenhum efeito danoso.
Para o pesquisador, essas informações poderão ser usadas como ferramenta diagnóstica para médicos que possam avisar aos pais se eles têm risco de transmitir alguma mutação em particular para os filhos.
Segundo Peter Hammond, professor do Instituto de Saúde Infantil da University College London, entender como o rosto se desenvolve pode ser importante para a saúde. “Há muitas alterações genéticas nas quais o rosto é a primeira pista para o diagnóstico. Ainda que as alterações faciais não sejam graves, o problema genético pode envolver deficits intelectuais e outros efeitos. Diagnóstico é importante para os pais para reduzir o estresse por não saber o que está errado e também é importante para saber o prognóstico.”
Mas, mesmo que já fosse possível, não se sabe se “corrigir” o genoma para melhorar rostos valeria a pena. “Não acho que seria desejável nem tentar isso. Não é o que motiva o meu trabalho e acho que o de ninguém que trabalha nesse campo.

9159 – Descoberto o primeiro crustáceo venenoso


Trata-se de uma criatura que parece uma centopeia e vive em cavernas submarinas no Caribe, nas Ilhas Canárias, e na costa oeste da Austrália, e se alimenta de outros crustáceos.
A espécie cega usa um composto que derrete suas presas, semelhante ao veneno da cobra cascavel. O veneno contém um coquetel complexo de toxinas, incluindo enzimas e um agente paralisante.
A descoberta foi divulgada na publicação científica “Molecular Biology and Evolution”.
O crustáceo rompe os tecidos do corpo da presa com seu veneno e suga o líquido de seu exoesqueleto.
“Os resultados desse estudo ajudam a melhorar a nossa compreensão sobre a evolução dos venenos dos animais”, disse Jenner.
“Essa técnica de se alimentar, semelhante a de uma aranha, é única entre crustáceos. Esse veneno é claramente uma forma de adaptação para essa espécie cega que vive em cavernas pobres em nutrientes.”
O grupo dos crustáceos é bastante numeroso e faz parte do filo de animais invertebrados artrópodes. Entre os crustáceos estão o camarão, a lagosta e o caranguejo.
A maioria vive na água, mas alguns, como o oniscídea, ou tatu-bola como é conhecido popularmente, vivem na terra.
Bjoern von Reumont, também do Museu de História Natural, comentou: “Esta é a primeira vez que vimos veneno sendo usado em crustáceos, e o estudo adiciona um novo grupo importante para a lista de animais peçonhentos”.
“Venenos são especialmente comuns em três dos quatro principais grupos de artrópodes, como insetos. Crustáceos, no entanto, são uma notável exceção à regra.”
“Apesar da variedade, até hoje não se conhecia nenhuma das cerca de 70 mil espécies descritas de crustáceos como sendo venenosa.