9148 – Farmacologia – O Ibuprofeno


ibuprofeno

É um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE) sendo também analgésico e antipirético, utilizado frequentemente para o alívio sintomático da dor de cabeça (cefaleia), dor dentária, dor muscular (mialgia), moléstias da menstruação (dismenorreia), febre e dor pós-cirúrgica. Também é usado para tratar quadros inflamatórios, como os que apresentam-se em artrites, artrite reumatóide (AR) e artrite gotosa. O seu nome vem das iniciais do ácido iso-butil-propanoico-fenólico (na verdade, isobutilfenilpropanóico).
Geralmente é bem tolerado. Ocasionalmente, pode ocorrer dor de cabeça, dor de estômago e vômitos. Pode produzir diversas gastropatias, entre as quais úlcera do estômago e duodeno, mas considera-se que com menor frequência que os derivados salicílicos (como o ácido acetilsalicílico).

9147 – Curiosidades – Como surgiu a cola e o zíper


… A cola
Os primeiros registros são de 6 mil anos atrás, quando os egípcios usavam algo parecido. O material adesivo era extraído de ossos de búfalo, da borracha e de uma proteína do leite. Em 1750 saiu a primeira patente, na Inglaterra. Era uma cola feita de pele e ossos de peixe.
…O zíper
Apareceu como um apetrecho para fechar botas. A ideia veio em 1893, da cabeça do americano Whitcomb Judson, que estava cansado daqueles cadarços que iam até o joelho. Em 1914, a fábrica de Judson só não foi à falência porque um sócio mais esperto, Gideon Sundback, transplantou a idéia para calças, jaquetas e bolsas.

9146 – Medicina – Bronzeamento artificial é “frescura”


bronzeamento-artificial

Pelo menos é o que pensa a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O uso das câmaras de bronzeamento artificial é condenado, pois a exposição solar concentrada constitui uma enorme agressão à pele, podendo levar a processos degenerativos e não é recomendado para a finalidade estética.
Segundo o site oficial da ANVISA, “As câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país”. Isso é devido à falta de controle das máquinas que se encontram no país, a falta propriamente dita de manutenção e, mais ainda, o já comprovado risco iminente de câncer que a pessoa é exposta a cada sessão. Existem alguns casos de conhecimento popular de pessoas expostas a altos índices de raios UV que acabaram morrendo. Um exemplo foi de uma mulher que estava a busca de uma pele bronzeada para ir a uma festa e se submeteu a 4 sessões no mesmo dia e, por fim, devido alta exposição, morreu. Existem casos comprovados de pessoas que contraíram câncer devido à exposição à essas câmaras. Também, segundo o site oficial da ANVISA “O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade”. E fecha com a seguinte frase “As empresas que não cumprirem a decisão estão sujeitas a penalidades que vão de advertência, interdição até multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão”.

9145 – Universo – O Centro da Via Láctea


centro via lactea

O centro da Galáxia fica na direção da constelação de Sagitário, numa região com alta concentração de material interestelar que impede sua visualização a olho nu ou usando detectores óticos.
A melhor maneira de estudar o bojo central é usando comprimentos de onda mais longos, como infravermelho e radio, que atravessam mais livremente a poeira e o gás do disco.
Observações em rádio indicam que no centro da Galáxia existe um um anel molecular de 3 kpc de diâmetro, envolvendo uma fonte brilhante de rádio, Sagitário A, que marca o centro.
Estudos no infravermelho indicam a existência de um grande aglomerado estelar, com uma densidade de estrelas de 106 MSol/pc3, um milhão de vêzes mais densa do que nas proximidades do Sol. O movimento do gás e das estrelas no núcleo indica que ali existe um objeto compacto, provavelmente um buraco negro com massa de 4,3 milhões de massas solares.
À esquerda, imagem do centro da Galáxia obtida no infravermelho com um telescópio de 8,2 m do European Southern Observatory por Rainer Schödel et al. (2002, Nature, 419, 694). As setas indicam o centro da Via Láctea, onde uma estrela, chamada S0-2, com 17 vezes a massa do Sol e período orbital de 15,2 anos, passou a 17 horas-luz (3 vezes o raio da órbita de Plutão) do buraco negro central, que tem cerca de 2 milhões de massas solares. A velocidade da estrela era cerca de 5 000 km/s.

ano luz

Observações desde 2001 em raio-X confirmam que o núcleo da Galáxia é um lugar violento, com flares diários, onde além do buraco negro central supermassivo, existe grande quantidade de gás ionizado, e centenas de anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros. O buraco negro possivelmente está dentro de uma bolha, criada por uma explosão de uma supernova próxima a ele cerca de 10 a 50 mil anos atrás, detectada por Frederick K. Baganoff et al. (2003, Astrophysical Journal, 591, 891) como dois lobos de gás quente na posição de 2h e 7h na imagem à direita [Robert Irion (2003, Science, 300, 1356)].

buraco2

9144 – História da Medicina – A Lobotomia


MEDICINA simbolo

☻ Nota
Há alguns capítulos atrás demos um vago conceito, agora retomarei o tema com mais detalhes;

Trata-se de uma intervenção cirúrgica no cérebro em que são selecionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Foi utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia. A lobotomia foi uma técnica bárbara da psicocirurgia que não é mais realizada.
O procedimento leva a um estado algo sedado de baixa reatividade emocional nos pacientes. Existem controvérsias sobre os resultados do procedimento.

Histórico
Foi desenvolvida em 1935 pelo médico neurologista português António Egas Moniz1 (1874-1955), em equipe com o cirurgião Almeida Lima, na Universidade de Lisboa. Egas Moniz veio a receber com este trabalho o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949.
A leucotomia foi a primeira técnica de psicocirurgia, ou seja, a utilização de manipulações orgânicas do cérebro para curar ou melhorar sintomas de uma patologia psiquiátrica (em contrapartida à neurocirurgia que se ocupa de doentes com patologia orgânica directa ou neurológica).
Inicialmente foi usada para tratar depressão severa. Egas Moniz sempre defendeu o seu uso apenas em casos graves em que houvesse riscos de violência ou suicídio. No entanto apesar de cerca de 6% dos pacientes não sobreviverem à operação, e de vários outros ficarem com alterações da personalidade muito severas, foi praticada com entusiasmo excessivo em muitos países, nomeadamente o Japão e os Estados Unidos. Neste último país foi popularizada pelo cirurgião Walter Freeman, que divulgou a técnica por todo o seu país, percorrendo-o no seu Lobotomobile, e criando inclusivamente uma variante em que espetava um picador de gelo directamente no crânio do doente, desde um ponto logo acima do canal lacrimal com a ajuda de um martelo, rodando-se depois o mesmo para destruir as vias aí localizadas. Supostamente a atratividade deste procedimento seria o seu baixo custo e o desejo social de silenciar doentes psiquiátricos incômodos.
A leucotomia ganhou tal popularidade que foi inclusivamente praticada em crianças com mau comportamento. Cerca de 50.000 doentes foram tratados só nos Estados Unidos. Graças a estes abusos, bem como a irreversibilidade dos seus resultados, a leucotomia foi abandonada quando surgiram os primeiros fármacos antipsicóticos. A partir dos anos 50 a leucotomia foi banida da maior parte dos países onde era praticada. A sua aplicação em grande escala é hoje considerada como um dos episódios mais bárbaros da história da psiquiatria, sendo comum a sua comparação com a técnica da flebotomia (ou sangria) na história da medicina interna. Hoje em dia, um pequeno número de países ainda realiza procedimentos cirúrgicos semelhantes, porém dentro de indicações muito estritas.
Hoje em dia a leucotomia tal como exemplificada por Egas Moniz já não é praticada devido aos efeitos secundários severos. No entanto ainda hoje se praticam raramente técnicas diretamente descendentes da leucotomia original, mas com inflicção de lesões seletivas em regiões bem delimitadas. Os efeitos secundários destas técnicas são bem mais incomuns, mas devido à irreversibilidade do tratamento e às mudanças na personalidade do doente inevitáveis, elas são utilizadas apenas em última instância caso todos os outros tratamentos possíveis tenham-se revelado ineficazes. É assim praticada em alguns casos de dor crónica intratável (tratamento paliativo), neurose obsessiva, ansiedade crónica ou depressão profunda prolongada.

9143 – Sonda Espacial – A última missão da Magalhães


Sonda Magalhães rumo à Vênus
Sonda Magalhães rumo à Vênus

Dia 11 de outubro de 1994, a sonda Magalhães interrompeu a comunicação com a Terra e, no dia seguinte espatifou-se na superfície de Vênus, num vôo suicida. A Magalhães foi a 26ª nave a vasculhar o planeta-irmão da Terra – a primeira sonda foi a Mariner, em 1962 – e, em quatro anos de trabalho, realizou a mais completa exploração de Vênus, por meio de radar. O próprio comando em terra, no Laboratório de Jatopropulsão da NASA, em Pasadena, Califórnia, mandou a sonda, já sem energia propulsora, mergulhar na sufocante atmosfera venusiana, composta principalmente de ácido sulfúrico e gás carbônico. Antes de se desintegrar em meio a altíssima acidez gasosa, a Magalhães cumpriu sua última missão: estudar o pesado ar. Ainda descobriu que a variação de densidade dos gases é muito maior do que se pensava até então.

9142 – Planetas – Inferno de lava em Vênus


Uma brasinha pro seu churasco
Uma brasinha pro seu churasco

Uma perspectiva de quase 1 500 quilômetros aos pés do Gula Mons, um pico de 3 000 metros de altura, revela uma paisagem que nenhum cientista, ou mesmo escritor de ficção científica, ousou imaginar. Em vez de um deserto quente como um alto-forno industrial, pavimentado por minerais eternamente inertes, a instável região da montanha é, na realidade, um inferno geológico em permanente mutação- fendida por fraturas abissais de centenas de quilômetros de comprimento, e recoberta sem cessar por escaldantes inundações de lava. Essa, pelo menos , é a conclusão dos cientistas diante das mais recentes e impressionantes imagens de Vênus, enviadas à Terra pela sonda americana Magalhães. desde setembro de 1990, ela orbita o planeta mais parecido com a Terra e o devassa de maneira sistemática com um conjunto de radares. Hoje, ele está literalmente nu, pois a espessa atmosfera que o escondia dos telescópios é transparente aos sensores da Magalhães. “Provavelmente, o mapa global de Vênus já é melhor que o que temos da Terra, cujo leito oceânico não é bem conhecido” , compara o chefe do projeto Magalhães, Steven Saunders.
Em todo o planeta, repetem-se hipóteses levantadas na região do Gula Mons, que domina uma planície de nome Eistla Região Ocidental. é o que dizem os especialistas em geologia interplanetária , como o americano John Wood, do Smithsonian Astrophysical Observatory. Logo depois que a agência espacial americana, NASA, liberou as imagens da Magalhães , ele analisou o segundo maior pico venusiano, o Maat Mons – com 8 quilômetros de altura, tão alto quanto o Everest.
Um detalhe importante são as transformações químicas das rochas sob o reativo ar venusiano, composto por dióxido de enxofre e vapor de água a cerca de 500º C. Em poucos anos, tal ambiente transforma a lava escura em minerais brilhantes. Também podem atuar fortes ventos, sugeridos pelo desgaste das rochas. No final, os dados deverão esclarecer se, como Marte ,Vênus é ainda um mundo vivo. Antes de mais nada, isso tem imensa relevância para o estudo da própria Terra. Com certeza, cogita-se também da futura exploração de Vênus, que, em princípio, jamais poderá abrigar uma base habitável – se não fosse por mais nada, não há sinal de que possa existir, ou que tenha algum dia existido, água líquida no planeta. Mesmo assim, é importante saber o que é e o que não é possível, nesse mundo. Nesse momento, em que a Magalhães já fez mais da metade de um segundo mapeamento de Vênus, talvez já exista evidência para elucidar as muitas dúvidas que atormentam os cientistas.

9141 – Arqueologia – Uma descoberta pode reescrever história da espécie humana


cranios

Um crânio descoberto em 2005 na região de Dmanisi, na Geórgia, pode obrigar os cientistas a reescreverem toda a história de evolução da espécie humana. O fóssil possui aproximadamente 1,8 milhão de anos e é o mais antigo crânio completo já encontrado por pesquisadores. Suas características físicas — a caixa craniana pequena e o grande maxilar — nunca haviam sido encontradas em conjunto antes, desafiando as divisões traçadas pelos cientistas para separar as espécies de ancestrais humanos. Segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, a descoberta sugere que os primeiros membros do gênero Homo, aqueles classificados como Homo habilis, Homo rudolfensis e Homo erectus, faziam parte, na verdade, da mesma espécie — seus esqueletos simplesmente pertenceriam a indivíduos de aparência diferente.
Essas espécies foram todas encontradas na África, em períodos que vão até 2,4 milhões de anos atrás. Os pesquisadores usaram a variação no formato de seus crânios para classificá-las como espécies diferentes, porém aparentadas. No entanto, desde a descoberta dos primeiros fósseis, os cientistas têm enfrentado dificuldades para traçar uma linha evolutiva entre elas, sem conseguir apontar de maneira definitiva qual deu origem às outras e aos Homo sapiens.

O novo crânio descoberto na Geórgia — que ganhou o nome de Crânio 5 — combina entre suas características uma caixa craniana pequena, um rosto excepcionalmente comprido e dentes grandes. Até agora, o sítio arqueológico só foi parcialmente escavado, mas se revelou um dos mais importantes já descobertos. O fóssil foi encontrado ao lado dos restos mortais de outros quatro ancestrais humanos primitivos, um grande número de ossos de animais e algumas ferramentas de pedra.
Os cientistas sugerem que os fósseis mais antigos do gênero Homo, com origem na África, também representavam a variação entre os membros de uma única linhagem evolutiva: o Homo erectus. “Uma vez que vemos um padrão semelhante de variação no registro fóssil africano, é sensato assumir que também houve uma única espécie Homo naquela época”, concluiu. “E, uma vez que os hominídeos de Dmanisi são tão parecidos com os africanos, assumimos que todos representam a mesma espécie.”
O Crânio 5 foi escavado em duas etapas pelos pesquisadores. Primeiro, eles descobriram a pequena caixa craniana, no ano 2000. Seu tamanho diminuto — ela media apenas 546 centímetros cúbicos, em comparação aos 1350 centímetros cúbicos dos humanos modernos — sugeria a existência de um cérebro pequeno. Durante os anos seguintes, continuaram escavando a região, em busca do maxilar que iria completar a figura.
Em 2005, finalmente encontraram os ossos que faltavam, mas, ao contrário do esperado, o maxilar era enorme, com dentes grandes. “Se a caixa craniana e o resto do Crânio 5 fossem encontrados como fósseis separados, em lugares diferentes da África, eles seriam atribuídos a espécies diferentes”.
Durante os oito anos seguintes, os pesquisadores realizaram estudos comparativos dos cinco crânios encontrados no local. Como resultado, concluíram que eles pertenceram à mesma espécie de ancestrais humanos, surgidos pouco tempo depois de o gênero Homo divergir do Australopithecus e se dispersar da África. “Os fósseis de Dmanisi parecem muito diferentes uns dos outros, e seria tentador classificá-los como espécies diferentes”, diz Zollikofer. “No entanto, sabemos que esses indivíduos vieram do mesmo local e tempo geológico, então eles devem, em princípio, representar uma única população de uma única espécie.” Segundo os cientistas, diferenças de idade e sexo devem ser responsáveis pelas principais diferenças morfológicas.
Assim, os pesquisadores sugerem que a ideia da existência de várias espécies Homo — cada uma especializada para um ambiente do Terra — seja derrubada. Ao contrário, eles defendem a existência de uma única espécie Homo erectus, surgida no continente africano, capaz de se adaptar aos diferentes ecossistemas e que viria dar origem aos seres humanos modernos. A hipótese não deve ser aceita de imediato pela comunidade científica, mas dar origem a discussões acadêmicas e mais estudos que podem, eles sim, mudar o modo com a história evolutiva da espécie humana é narrada.

9140 – EUA – Para presidente, Schwarzenegger!!


Swazeneger

Não são raras as histórias de pessoas que usam o status de celebridade para conseguir êxito na vida política. O caso do ator Arnold Schwarzenegger poderia ser mais um entre tantos outros, mas os dois mandatos como governador da Califórnia deixaram o mundo perplexo com a influência que conseguiu exercer no poder público. Agora, o eterno Exterminador do Futuro tenta conseguir apoio para se candidatar à presidência dos Estados Unidos pelo Paritido Republicano. Segundo o jornal The New York Post, o ator está trabalhando para superar os trâmites burocráticos e tentar a sorte na Casa Branca em 2016.
Para se tornar o sucessor de Barack Obama, Schwarzenegger, de 63 anos, terá de enfrentar obstáculos tão desafiadores quanto os vilões enfrentados nas megaproduções de Hollywood. Durante o período em que governou a Califórnia, o estado atingiu a taxa de desemprego mais alta dos Estados Unidos e apresentou uma histórica crise orçamentária. Após afundar o ‘Estado Dourado’ na recessão, Schwarzenegger deixou o governo em 2011, com apenas 22% de aprovação popular.
Além disso, Schwarzenegger terá de convencer o governo americano a abrir uma oportunidade para ele na corrida presidencial. A Constituição do país não autoriza nenhum cidadão nascido no exterior a se candidatar para a presidência. Como nasceu na Áustria e se tornou cidadão americano em 1983, Schwarzenegger precisaria da aprovação de dois terços da maioria da Câmara dos Deputados e do Senado, além de depender da ratificação de três quartos dos legisladores estatais.
A improbabilidade da candidatura do ator chegou a ser motivo de piada para o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, outro potencial candidato presidencial dos republicanos. “Existiria uma luta para decidir quem seria o candidato à presidência e à vice-presidência. Ele gostaria de lutar com as mãos, e eu gostaria de checar a Constituição”, disse. Outro ponto desfavorável para Schwarzenegger é sua reputação, que sofreu abalos após o escândalo extraconjugal que culminou no fim de seu casamento de 25 anos com a escritora María Shriver, em 2011.
Por enquanto, a página criada no Facebook para apoiar a candidatura do ator recebeu mais de 30 000 seguidores. Hillary Clinton, apontada como a principal aposta dos democratas, conta com 170 000 simpatizantes na rede social. Os representantes de Schwarzenegger ainda não comentaram sobre seu objetivo.

9139 – Colocando a Ciência no olho da rua – Principal acervo de fósseis de São Paulo corre o risco de ser despejado


fóssil

O principal acervo paleontológico do estado de São Paulo –uma coleção do IG (Instituto Geológico) com mais de 3.000 peças, de répteis pré-históricos a plantas ancestrais– está sendo “despejado”, sem ter para onde ir.
Como o material é sensível e de difícil conservação, responsáveis por ele temem que os quatro meses de prazo para desocupar o imóvel sejam insuficientes para encontrar um novo abrigo adequado.
“As peças são muito sensíveis. Não é só embrulhar e colocar em caixotes. É necessário ter condições certas de temperatura, manejo e armazenamento”, diz a curadora da coleção, Maria da Saudade Maranhão. “Não dá para deixar tudo amontoado.”
O Acervo Paleontológico Dr. Sérgio Mezzalira –que leva o nome de seu criador, pioneiro da paleontologia nacional– está incorporado ao IG e subordinado à Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
O instituto e sua coleção de fósseis, porém, estão abrigados em uma área cedida pela Secretaria de Agricultura no Parque da Água Funda.
Com a ampliação do centro de exposições Imigrantes, que prevê a construção de hotel e lojas, órgãos que funcionam no local precisam desocupá-lo. O espaço ficará nas mãos da GL Events, que venceu a concorrência da obra de R$ 201,5 milhões. O termo de transferência já foi assinado, e agora o local precisa ser desocupado até janeiro.
Desde sua concepção, há dois anos, a ampliação do centro de exposições atrai controvérsia, por estar perto de uma área de preservação. O anúncio da remoção de vários escritórios também mobilizou funcionários insatisfeitos e pesquisadores preocupados com as condições que passariam ter depois.
O espaço que o acervo ocupa agora passou por reformas bancadas pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Além de sala refrigerada e compartimentos sob medida, há um sistema de ventilação para filtrar substâncias tóxicas e um esquema especial de descarte de resíduos.
Entre as peças do acervo, há dezenas de “holótipos”, fósseis de referência para descrever espécies. As peças foram coletadas durante cem anos de pesquisa no Brasil.
Espaços alternativos oferecidos pelo Estado foram consideradas inadequadas por especialistas. Uma das opções, uma garagem perto da marginal Tietê, era repleta de goteiras e infiltrações.
Ambiente do Estado de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está trabalhando para encontrar um local que atenda a todas as especificações para abrigar adequadamente o acervo paleontológico e também o Instituto Geológico.
Enquanto o destino da coleção de fósseis permanece incerto, já ficou decidido que o instituto será transferido para um prédio do governo na rua Joaquim Távora, na Vila Mariana.
O local, no entanto. ainda precisa passar por muitas reformas antes de poder receber os pesquisadores.
Quanto ao prazo apertado –as instalações precisam ser esvaziadas até janeiro– e a um possível adiamento da mudança até que haja condições consideradas adequadas, a secretaria informou que o instituto está trabalhando “arduamente para atender o prazo indicado”.
O órgão não informou valores para investir nas obras de reforma do novo prédio (uma das maiores preocupações dos cientistas), mas disse que “já foram projetados custos associados às reformas e à mudança na negociação do orçamento 2014”.