9086 – Não Confunda! Cooper e Kuiper


Mexa-se: Faça Cooper!
Mexa-se: Faça Cooper!

Cooper:
Jogging, também conhecido como Cooper, é uma forma de atividade física em que o ritmo e velocidade da marcha são mais rápidos que na caminhada e mais lentos que ao correr.Foi uma atividade física bastante difundida nos anos 70 e 80, defendida pelo médico americano Kenneth Cooper como importante para a saúde. Esta prática consiste em trotar ou correr num ritmo lento. Apesar de não haver velocidade máxima para o Jogging, o valor de 9,7Km/h pode ser usado como referência. A intenção principal é aumentar a aptidão física do praticante de forma mais eficaz que na caminhada, mas com menos stress sobre o corpo se comparado a correr.
A definição de Jogging em comparação com a corrida não é padronizada. George Sheehan, um especialista em corrida, é citado por ter dito “a diferença entre um praticante de Jogging e um corredor é uma entrada em branco”. 4 Mike Antoniades oferece uma definição mais específica, descrevendo Jogging como correr em velocidade inferior a 6 mph (10 minutos por milha, ou 9,7 km/h e/ou 6,2 min/km).
ogging pode também ser usado como um aquecimento ou resfriamento para os corredores, antes ou após um treino ou corrida. Um corredor que acaba de completar uma rápida repetição de 400 metros em um ritmo de menos de 5 minutos por milha pode cair para um ritmo de 8 minutos por milha para uma volta de recuperação.

Parece, mas não é

Kuiper:
Gerard Peter Kuiper, batizado como Gerrit Pieter Kuiper (Harenkarspel, 7 de dezembro de 1905 — Cidade do México, 23 de dezembro de 1973) foi um astrônomo neerlandês, onde nasceu e cresceu, naturalizado nos Estados Unidos em 1933.
Gerard Kuiper descobriu duas luas de planetas no nosso Sistema Solar: uma lua de Urano, Miranda, e uma de Neptuno, Nereida. Sugeriu a existência de um cinturão de asteróides além da órbita de Neptuno, hoje designada como Cintura de Kuiper já que se conseguiu confirmar a sua existência. Kuiper foi também pioneiro na observação aérea por infravermelhos utilizado o avião Convair 990 nos anos 60.
Em 1959 recebeu a Henry Norris Russell Lectureship da Sociedade Astrónoma Americana e, na década de 1960, Kuiper ajudou na identificação dos locais de pouso na Lua para o projeto Apollo.
O asteroide 1776 Kuiper e crateras de impacto na Lua, Marte e Mercúrio foram baptizadas com o seu nome, em homenagem.

Cinturão de  Kuiper
Cinturão de Kuiper

9085 – Mega Sampa – A Av 23 de Maio


Faixa de ônibus
Faixa de ônibus

Originalmente conhecida como Avenida Itororó e, depois, Avenida Anhangabaú, é uma das mais movimentadas avenidas do município de São Paulo, sendo o principal corredor de ligação dos bairros da subprefeitura da Vila Mariana à região central da cidade. Faz parte do Corredor Norte-Sul.
Recebeu este nome em referência ao dia em que foram mortos os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (conhecidos pelo acrônimo MMDC), 23 de maio de 1932, evento que se encaixa no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932.
Em 1927, o então prefeito José Pires do Rio encomendou um sistema viário a um grupo de urbanistas, que sugeriram a “teoria de fundo de vale”, mais tarde usada nos projetos de grandes avenidas em São Paulo. O projeto da avenida é de 1937, como Avenida Itororó, mais tarde alterado para Avenida Anhangabaú, ideia do ex-prefeito Prestes Maia , mas só seria inaugurada em 1969, como ligação entre o centro da cidade e o aeroporto de Congonhas. Em 1958, seu projeto passou a fazer parte do Plano das Vias Expressas Diametrais Urbanas, e a avenida já tinha Vinte e Três de Maio como nome, determinado pela Lei Ordinária número 4 473, de 22 de maio de 1954.
A avenida foi entregue ao público aos poucos. As obras, na verdade, tiveram início em 1951, porém apenas num trecho de cerca de duzentos metros, da Praça da Bandeira até o Viaduto Dona Paulina. Sem saída, ele foi utilizado por muitos anos apenas como estacionamento. O trecho considerado inicial, de 1,4 mil metros, ia da Praça da Bandeira ao Viaduto Pedroso e já estava em funcionamento desde 25 de janeiro de 1967.Nesse mês, foi aberta concorrência pública para a construção do viaduto da Rua do Paraíso, mas outros viadutos essenciais para a finalização da via, como os da Avenida Bernardino de Campos e da Rua Cubatão, ainda não tinham previsão de concorrência.
O primeiro viaduto a ser inaugurado após o início da construção da avenida foi o Condessa de Joaquim, em 8 de julho de 1966.12 Até ali, a Rua Humaitá era a única ligação entre a Rua Vergueiro e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, por meio de aterro, e essa ligação foi interrompida, com a abertura do novo viaduto.
Pouco após sua inauguração, na década de 1970, por causa de curvas mal projetadas e um péssimo pavimento, era considerada perigosa: cerca de dez pessoas morreram por mês, em média, durante esse período. Os constantes congestionamentos representavam outro problema e eram atribuídos a erros no projeto, que teria sido feito às pressas.20 “Na época, sua construção era tão necessária, que [Faria Lima] não tinha outra alternativa”, explicou, em 1970, Isao Kono, engenheiro do DET, à Folha. “Ele devia executar as obras, para depois aparar as arestas.” Para ele, era necessário refazer o asfalto da avenida, construir passarelas para pedestres e corrigir os declives das curvas, além da adequação de acessos e retornos.
Em 2010 a avenida era a segunda em número de acidentes com motoqueiros em São Paulo, atrás apenas da Marginal Tietê, sendo que 70% dos acidentes na via envolvem motocicletas.
Após a primeira semana de funcionamento do corredor na Vinte e Três de Maio, o diretor de Operações da CET garantiu que a velocidade dos ônibus em todo o corredor teve um aumento em torno de 40% a 50%, enquanto a dos carros teria diminuído cerca de 5%.
No trecho envolvendo a avenida, junto com a Rubem Berta, o ganho teria sido ainda maior: a velocidade dos coletivos teria tido um aumento de 108% no pico da tarde, entre 17 e 21 horas.
Construída sobre o antigo córrego Itororó, que foi canalizado, a avenida consiste numa via expressa em sua totalidade, isto é, não é endereço de nenhum estabelecimento residencial ou comercial, tendo barreiras de contenção em seus lugares, ocupando uma faixa com largura total de oitenta metros, para permitir a arborização dos locais.

Veja os velhos monoblocos em plena av. 23 de maio na década de 70.
Veja os velhos monoblocos em plena av. 23 de maio na década de 70.

O limite de velocidade na avenida, implantado como 80 km/h em novembro de 1970, foi baixado para 70 km/h em fevereiro de 2010, para, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, “dar mais segurança aos usuários e uniformizar a velocidade em toda a extensão” do Corredor Norte-Sul. Na verdade, o trecho da avenida entre o viaduto Dona Paulina e o túnel do Anhangabaú tem velocidade permitida menor (60 km/h), por estar em uma curva. A mudança foi recebida por opiniões divergentes dos motoristas.

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9084 – Tecnologia – A Optoeletrônica


Desde o século XIX, quando os físicos elaboraram as primeiras teorias sobre o eletromagnetismo, o mundo se ergueu apoiado na energia do movimento dessas minúsculas partículas que habitam os átomos. Os elétrons fizeram funcionar válvulas de rádio, lâmpadas elétricas, motores. Por fios de cobre levaram de casa em casa sinais de voz em telefones e energia para acionar os novos aparelhos. Depois, transportaram informações dentro dos chips dos computadores. Em suma, o domínio da eletrônica na tarefa de sustentar a civilização contemporânea foi absoluto – até que a luz se atravessou no seu caminho. De fato, onde antes só havia elétrons, começam a aparecer pulsos luminosos, os fótons. É a época da afirmação da optoeletrônica, uma nova tecnologia que já se manifesta da telefonia à computação. “Optoeletrônica é a interação entre radiação luminosa e matéria, entre fótons e elétrons”. A interação entre eletricidade e luz pode ser a porta aberta para um caminho verdadeiramente revolucionário – os computadores óticos. Em seu interior não haverá corrente elétrica viajando através dos chips, mas pulsos de luz emitidos por laser, viajando por guias óticos e transportando informações a velocidades até 1 milhão de vezes maiores que as dos computadores eletrônicos.
Esse é o sonho de pesquisadores de vários países, como o engenheiro americano Alan Huang, que trabalha nos laboratórios da multinacional AT & T Bell, em Nova Jersey, na tentativa de construir um chip ótico. A corrida pelo domínio dessa tecnologia passa também pelo Japão, onde foi formado um pool liderado por onze grandes empresas a fim de acelerar as pesquisas. Na Escócia, o cientista Desmond Smith, da Universidade Heriot-Watt, de Edimburgo, trabalha num dos maiores projetos de computador ótico do mundo.
Uma onda de luz é igual a qualquer outra onda eletromagnética – de rádio ou TV, por exemplo -, mas tem como característica a freqüência muito mais alta. É justamente isso que lhe dá o poder de transportar mais dados. Daí tornar-se a tecnologia ótica, senão uma alternativa capaz de aposentar a eletrônica, ao menos um complemento poderoso à utilização dos elétrons. além de ser mais rápida, a onda de luz é formada por pulsos de energia luminosa que não possuem carga ou matéria. Em condições normais, um raio de luz não interfere em outro – basta ver os fachos de duas lanternas que se cruzam sem se desviar de suas trajetórias.
Os elétrons, ao contrário, são partículas com carga e massa que interagem uns com os outros. Quando um sinal elétrico é transportado num fio de cobre, os elétrons vão se chocando pelo caminho, produzindo calor e dispersando o sinal original. Nas cerâmicas supercondutoras, a temperaturas ainda muito baixas, os elétrons viajam sem colidir, não havendo portanto perda de energia. As trombadas e interações entre os elétrons acarretam dois problemas básicos nos equipamentos modernos. O primeiro diz respeito ao chamado ruído de comunicação. Distribuídos pelos subterrâneos das cidades, os fios de telefone podem eventualmente passar perto do motor de uma máquina em uma obra qualquer. O campo eletromagnético ali criado é suficiente para perturbar os sinais telefônicos e levar ao aparelho, além das vozes, quaisquer outros ruídos.
O mesmo acontece quando fios muito próximos são atingidos pela água da chuva: os sinais se misturam devido à ligação formada pela água e o que se ouve é linha cruzada. A segunda grande limitação da eletrônica está dentro dos computadores. Nos chips, ou seja, nas minúsculas centrais de processamento de dados, a informação viaja a bordo dos elétrons, criando uma linguagem lógica que se baseia na passagem, ou não, da corrente elétrica. O trânsito dos elétrons a altas velocidades dentro dos chips gera calor. Se não fossem dotados de sistemas de refrigeração, os supercomputadores, que trabalham com extraordinária rapidez, teriam seus chips derretidos, tamanho o calor produzido.

Além de revolucionar a comunicação e os computadores, as fibras óticas estão permitindo aos médicos ver as doenças com os próprios olhos dentro do corpo humano. Através de pequenas incisões, as fibras são introduzidas nos caminhos naturais do organismo e vasculham pulmões, intestinos, coração e outros órgãos antes inacessíveis. Essa viagem interior, que até há poucos anos só existia em história de ficção científica, é feita pelo fibroscópio, um aparelho que consiste em dois feixes de fibras óticas, um para iluminar o tecido corporal e outro para transmitir a imagem.
A ponta do primeiro feixe á alimentada com uma fonte de luz. A luz percorre as fibras óticas e ilumina o órgão que o médico quer ver. Uma lente capta então a luz refletida e a focaliza no feixe de transmissão, em que cada fibra corresponde a um ponto da imagem. A imagem completa aparece num visor, podendo ser gravada por uma câmera ou mostrada num monitor de TV. Olhando pelo fibroscópio, o médico pode, por exemplo, detectar pólipos nos intestinos, depois removidos por diminutos instrumentos cirúrgicos ou por feixe de laser.
Sensores de fibras óticas também são capazes de fazer análises do sangue do paciente no próprio consultório, tornando o processo mais rápido. Pequenas cirurgias são igualmente possíveis, com a vantagem de dispensar o corte de tecidos saudáveis – o feixe de laser transportado pelas fibras óticas cauteriza veias em hemorragias intestinais e vaporiza placas e coágulos sanguíneos em artérias cardíacas.

9083 – Quais os países menos populosos do mundo?


Tuvalu

TUVALU
Formado por nove atóis- ilhas oceânicas em forma de anel – Tuvalu é uma pequena nação da Oceania. As oito ilhas habitadas têm uma população de cerca de 12 mil tuvaluanos.

NAURU
A República de Nauru é uma nação insular da Micronésia, no Oceano Pacífico. Essa antiga colônia da Alemanha tem cerca de 13 mil habitantes.

Palau

PALAU
Também na Micronésia, Palau é oficialmente um país soberano. Só que essa república insular assinou um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos, que são responsáveis pela defesa e relações exteriores de Palau. O país tem pouco mais de 20 mil habitantes.

SAN MARINO
Sereníssima República de San Marino. Esse é o nome oficial do pequeno país independente que é cercado pela Itália por todos os lados. Com cerca de 28 mil habitantes, San Marino é a república constitucional mais antiga do mundo.

San Marino

MÔNACO
Localizado no sul da França, essa cidade-Estado famosa pelos cassinos e pela pela Fórmula 1 tem cerca de 30 mil habitantes.

Monaco

LIECHTENSTEIN
Com 33 mil habitantes, esse principado fica na região central da Europa, entre a Áustria e a Suíça. Tem o mesmo território e os mesmos comandantes há 500 anos: a Casa de Liechtenstein.

SÃO CRISTOVÃO E NEVIS
O menor estado soberano das Américas: esse é São Cristovão e Nevis, uma nação composta basicamente por duas ilhas. São Cristovão e Nevis, que também são os nomes das ilhas em questão, tem cerca de 38 mil moradores.

ILHAS MARSHALL
Assim como Palau, as Ilhas Marshall são um estado soberano livremente associado aos Estados Unidos. As Ilhas Marshall já foram controladas pelo Império Alemão e até mesmo pelo Japão, após a primeira guerra mundial. O país tem 57 mil habitantes.

ANTÍQUA E BARBUDA
Cerca de 40 ilhas formam o território de Antígua e Barbuda, no Caribe, mas apenas algumas delas são habitadas. O país tem cerca de 70 mil habitantes.

Antigua e barbuda

DOMINICA
Também no Caribe, Dominica fica numa ilha de origem vulcânica. O nome do país foi dado por ninguém menos que Cristovão Colombo, que chegou por lá num domingo. Dominica tem 70 mil habitantes.

ANDORRA
Espremido entre a Espanha e a França, esse principado europeu também tem cerca de 70 mil habitantes e o catalão como idioma oficial.

SEYCHELLES
A República das Seychelles fica no Oceano Índico, a nordeste de Madagascar. Os primeiros europeus que passaram por lá estavam em expedição comandada por Vasco da Gama, em 1502. Seychelles tem cerca de 80 mil habitantes.

9082 – Conceitos de Física – A Aceleração


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movimento

Nos movimentos mais comuns ocorrem variações de velocidade. Para entender como se calcula a aceleração, suponhamos que estejamos fazendo uma determinada viagem de trem munidos de um cronômetro e um bloco de notas. Quando a velocidade chegar a 10 m/s, acionaremos o cronômetro. Chamaremos essa velocidade inicial de Vo.

a = aceleração
v = velocidade final
Vo = velocidade inicial
t = tempo

a = v-Vo/t

As unidades para medir a aceleração serão as unidades de velocidade divididas por unidades de tempo. Não devemos confundir velocidade com aceleração, pois são 2 conceitos distintos. Acelerar não significa ir muito depressa e sim mudar de velocidade. Se o valor da aceleração é negativo significa que estamos desacelerando.
Movimento retilíneo uniformemente acelerado é aquele cuja trajetória é uma linha reta e cuja aceleração permanece constante.

movimento

9081 – Neurociência – Pesquisa usa pasta de amendoim para detectar Alzheimer


Por mais estranho que pareça, um pouco de pasta de amendoim e uma régua podem ser suficientes para diagnosticar a doença de Alzheimer em estágio inicial. A curiosa descoberta faz parte de um pequeno estudo feito na Universidade da Flórida e que será publicado na próxima semana no periódico Journal of the Neurological Sciences.
Na pesquisa, a equipe descobriu que pacientes na fase inicial da doença têm mais dificuldade em identificar determinados odores quando respiram somente com a narina esquerda. Isso pode ser explicado pelo fato de a habilidade de uma pessoa sentir cheiros estar associada a um nervo localizado em uma das primeiras partes do cérebro que é afetada pelo Alzheimer. Essa região, além do olfato, também é responsável pela formação de novas memórias.
A pesquisa começou quando Jennifer Stamps, pesquisadora do Centro para Olfato e Paladar do Instituto do Cérebro da universidade, decidiu criar um teste de olfato para pessoas com Alzheimer. Orientada por Kenneth Heilman, professor de neurologia da Universidade da Flórida, Jennifer chegou à conclusão de que a pasta de amendoim era uma boa opção para isso pois tem, segundo ela, um “odor puro”. Além disso, o alimento é bastante comum nos Estados Unidos e poderia ser reconhecido facilmente pelos pacientes.
O teste criado por Jennifer e Heilman foi ser realizado com 94 pacientes que, pelos sintomas, poderiam ter algum tipo de demência, incluindo o Alzheimer, ou comprometimento cognitivo leve. Nenhum deles, porém, havia recebido um diagnóstico até então.
O teste foi feito da seguinte forma: os médicos que atenderam cada indivíduo possuíam 14 gramas de pasta de amendoim (o equivalente a uma colher de sopa) e uma régua métrica. Os pacientes, então, com uma das narinas, boca e olhos fechados, foram orientados a tentar detectar o cheiro da pasta de amendoim. O médico aproximava o alimento do paciente em um centímetro a cada vez que ele não conseguia adivinhar o cheiro. Para isso, contou com a ajuda da régua. Depois, o mesmo procedimento foi feito com o mesmo indivíduo, mas dessa vez com a outra narina tampada.
Os médicos que realizaram o teste não sabiam do diagnóstico dos pacientes, que, de maneira geral, foi confirmado algumas semanas após esse exame.
Ao saber dos diagnósticos, a equipe observou que aqueles que apresentavam um estágio inicial de Alzheimer foram os que tiveram uma grande diferença na capacidade de detectar o odor entre as narinas esquerda e direita. Nesses casos, os pacientes somente conseguiram detectar o odor com a narina esquerda quando a pasta de amendoim estava, em média, a uma distância de 5,1 centímetros do nariz. Usando a narina direita, eles foram capaz de identificar o odor com uma distância média de 17,4 centímetros.
Os indivíduos que tinham outros tipos de demência, por outro lado, não apresentavam, no geral, diferenças entre as duas narinas. E, se havia diferença, a narina mais prejudicada era a direita, e não a esquerda.
Apesar dos resultados, os pesquisadores acreditam que mais estudos são necessários para compreender melhor de que forma o olfato prejudicado pode indicar a presença do Alzheimer. Segundo Jennifer, o teste pode ser usado, por enquanto, para confirmar diagnósticos, e não como único método para identificar a doença. “Pretendemos estudar pacientes com comprometimento cognitivo leve para saber se esse teste pode prever quais pacientes com o problema terão Alzheimer no futuro”, disse a pesquisadora em um comunicado divulgado pela universidade.

9080 – Neurologia – Cérebro de Einstein apresentava conectividade acima do normal


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Mais de meio século após sua morte, a ciência ainda procura explicações para a genialidade de Albert Einstein – e muitos acreditam que a resposta pode estar na estrutura de seu cérebro. A realização de novos estudos sobre o assunto continua sendo possível pois, ao morrer, o cientista teve seu cérebro removido do corpo, dissecado e fotografado por Thomas Harvey, o médico que realizou sua autópsia. O novo estudo, feito com imagens descobertas recentemente, indica que a explicação para a genialidade do físico pode estar no fato de que os dois lados de seu cérebro estavam muito melhor conectados do que o de pessoas “normais”.
A pesquisa foi a primeira a detalhar o corpo caloso de Einstein, estrutura de fibras nervosas que liga os hemisférios cerebrais. Essa região é responsável pela comunicação entre os dois lados do cérebro, incluindo a transmissão de informação motora, sensorial e cognitiva. Os autores do novo estudo, pesquisadores da China e dos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica para comparar a espessura de diversas subsdivisões do corpo caloso. A espessura está relacionada ao número de nervos que cruzam essa região, indicando o quão bem conectado está o cérebro.
O cálculo de Einstein foi feito com base em 14 fotografias recém-descobertas de seu cérebro, que foram comparadas com imagens de ressonância magnética de 15 homens entre 70 e 80 anos de idade — todos destros, como ele. O cientista faleceu em 1955, aos 76 anos.
Foi feita também uma comparação com imagens do cérebro de 52 homens entre 24 e 30 anos, pois, aos 26 anos, Einstein teve o seu chamado “ano milagroso”, quando publicou quatro artigos que revolucionaram a física e os conceitos de espaço, tempo, massa e energia.
Os resultados mostraram que o corpo caloso de Einstein era mais grosso do que o das outras pessoas em diversas sub-regiões, o que indica que ele poderia ter uma melhor conectividade cerebral. No entanto, a conectividade pode não ser o único fator no cérebro do cientista que explique seu desempenho. Estudos anteriores sugeriram que a grande capacidade do físico alemão seria resultado de um número incomumente elevado de células de glia, que proporcionam suporte e nutrição aos neurônios.
Uma limitação do estudo é o fato dele ter estabelecido uma comparação entre imagens obtidas de indivíduos vivos e as fotografias do cérebro de Einstein. Porém, os pesquisadores afirmam que a ressonância magnética pode fazer com que o corpo caloso dos participantes pareça um pouco mais grosso do que na vida real, e o cérebro de Einstein pode ter encolhido durante a preservação, de forma que é possível que a diferença de espessura seja ainda maior do que a relatada no estudo.
Após a morte de Einstein em 1955, seu cérebro foi removido e fotografado de diversos ângulos. O órgão foi seccionado em 240 blocos, a partir dos quais foram preparadas lâminas histológicas — mas a maioria das fotografias, blocos e lâminas ficou perdida por mais de 55 anos. As 14 fotografias usadas pelos pesquisadores estão agora em poder do Museu Nacional de Saúde e Medicina dos Estados Unidos.

9079 – Mega de ☻lho no Nobel – Nobel da Paz de 2013


Armas químicas mataram milhares de inocentes. Não ousamos a colocar as fotos, são realmente chocantes…

Foi concedido à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq). O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira em Oslo, na Noruega. O Comitê do Prêmio justificou a escolha mencionando os “extensos esforços” da organização na luta pelo fim das armas químicas.
Criada em 1997 com o objetivo de ser o “cão de guarda” responsável para fazer a valer a Convenção sobre Armas Químicas de 1993 – que baniu a fabricação e estocagem desse tipo de armamento -, a Opaq recebeu destaque nas últimas semanas depois que o uso de gases tóxicos contra a população síria quase provocou uma intervenção dos Estados Unidos na guerra civil que assola o país do Oriente Médio. O prêmio também ocorre justamente vinte anos depois da assinatura da convenção.
Recentemente, funcionários da organização analisaram amostras recolhidas por funcionários das Nações Unidas que investigaram o uso de armas químicas em um subúrbio de Damasco – uma ação que resultou na morte de mais de mil pessoas em 21 de agosto. Após as análises, técnicos apontaram o uso de gás sarin no ataque.
Nos últimos dez dias, duas equipes de inspetores da Opaq passaram a supervisionar a destruição do arsenal químico da Síria, depois que o ditador Bashar Assad concordou em entregar suas armas por causa das ameaças dos EUA e a assinatura de um tratado proposto pela Rússia. Estimativas de serviços de inteligência apontam que a Síria possui cerca de mil toneladas de armas químicas.
Ao justificar a escolha, o comitê do prêmio, na Noruega, afirmou em comunicado que “os recentes acontecimentos na Síria, onde as armas químicas foram novamente colocadas em uso, enfatizam a necessidade de aumentar os esforços para acabar com essas armas”.
Segundo números da organização, após a Guerra Fria a Rússia mantinha 40.000 toneladas de armas desse tipo, e os EUA, 30.000 toneladas. Com a ajuda da organização, a Rússia destruiu até o momento 75% desse arsenal, e os EUA, 90%. De acordo com a organização, 81,7% das armas químicas declaradas pelos estados-membros da convenção foram destruídas desde que a Opaq começou a funcionar, em 1997. A Opaq também já realizou mais de 5.000 inspeções em 86 países. Em seu comunicado, o comitê do Nobel mencionou que a Rússia e os EUA ainda não completaram a destruição de seus arsenais.

A convenção que deu origem à Opaq foi ratificada nos últimos anos por 189 países (190, se incluída a recente adesão da Síria, que ainda não foi totalmente formalizada). Apenas seis estados, entre eles Israel, Egito, Coreia do Norte e Angola não assinaram ou ratificaram o tratado.

Baseada em Haia, na Holanda, a organização emprega cerca de 500 pessoas, e é chefiada pelo turco Ahmet Uzumcu. O orçamento anual é de 74 milhões de euros (219 milhões de dólares), custeado pelos estados-membros, em um esquema similar de financiamento ao que existe na Organização das Nações Unidas (ONU) – apesar das duas organizações cooperarem mutuamente, a Opaq é totalmente independente.

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O primeiro diretor da Opaq foi o brasileiro José Maurício Bustani, que atualmente serve como embaixador do Brasil na França. Em abril de 2002, ele acabou deixando o cargo após pressão dos EUA, que à época, em um episódio controverso, pediram sua destituição ao acusá-lo de exceder as funções da organização. À época, a Opaq negociava com o regime do ditador iraquiano Saddam Hussein para a inspeção do seu suposto arsenal químico, e os EUA já se movimentavam para invadir o país.
Após o anúncio, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, parabenizaram a Opaq pelo prêmio. Ban disse que os recentes episódios na Síria mostram que as armas químicas continuam um “perigo real e imediato”.
Esta foi a segunda vez seguida que o Comitê do Nobel optou por laurear uma instituição. No ano passado, a União Europeia levou a honraria por “colaborar com o estabelecimento da democracia e dos direitos humanos no continente”. Apesar da escolha ser imprevisível, muitos apostavam que o prêmio deste ano iria para a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos. Defensora do direito das meninas de seu país à educação, Malala sobreviveu a um atentado do Talibã no ano passado e venceu o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos, concedido pelo Parlamento Europeu, nesta semana.
Segundo o canal de televisão norueguês NRK, que noticiou a vitória da Opaq minutos antes do anúncio oficial, o Comitê decidiu não premiar Malala por causa de sua juventude, suas poucas conquistas e pelo temor de que a honraria a transformasse em um alvo ainda maior de terroristas.
A entrega do Prêmio Nobel será realizada, segundo a tradição, em 10 de dezembro, em Oslo.