9014 – Região Nordeste – Fortaleza, a capital do Ceará


Panoramica_Fortaleza

Com insignificante porcentagem de estrangeiros, a população nordestina assim se reparte quanto a cor: brancos 50%, mestiços ou pardos 40% e negros 9%.

A cidade de Fortaleza localiza-se na planície costeira em fácil contato com o porto de águas do Atlântico, entre aponta do Mucuripe e a Foz do Rio Ceará. Nasceu em 1611, à sombra do forte de Nossa Senhora do Amparo, que Martim Soares Moreno e seus homens ali ergueram, vindos do Rio Grande do Norte. Somente se tornou vila em 1726, sob o nome de Fortaleza de Nossa SRA da Assunção do Ceará Grande. Passou a categoria de cidade em 1823. SEu rápido crescimento data das últimas décadas.

A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, no nordeste do país, a 2 285 quilômetros de Brasília. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local entre 1649 e 1654. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a palavra em latim “Fortitudine”, que em português significa: “força, valor, coragem”.
Está localizada no litoral Atlântico, com 34 km de praias, a uma altitude média de 21 metros e é centro de um município de 313,8 km² de área e 2 500 194 habitantes, sendo a capital de maior densidade demográfica do país, com 7 815,7 hab/km². É a cidade mais populosa do Ceará, a quinta do Brasil.
É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Seu aeroporto é o Aeroporto Internacional Pinto Martins. A BR-116, a mais importante do país, começa em Fortaleza. Batizada de Loira desposada do Sol, pelos versos do poeta Paula Ney, a cidade é a terra natal dos escritores José de Alencar e Rachel de Queiroz, do humorista Chico Anysio e do ex-presidente Castello Branco. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza, com museus, teatros, cinemas, bibliotecas e planetário.
É a capital brasileira mais próxima da Europa, estando a 5 608 km de Lisboa, em Portugal. É também uma das 12 sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Fortaleza na Pré-História
Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 000 000 de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas no litoral do Brasil. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado por lá há cerca de 2 000 anos atrás. Até o ano 1000, aproximadamente, a região era habitada pelos índios tapuias. Nessa época, os mesmos foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia.
Antes da colonização portuguesa do Ceará, houve duas passagens de europeus pelo atual litoral de Fortaleza: os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Pinzón chegou a um cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe desembarcou na barra do Rio Ceará, em Fortaleza. Tais descobertas não puderam ser oficializadas devido ao Tratado de Tordesilhas.
O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes às que ocorrem em todo o litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura anual média de 26,5 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga sendo o Parque Ecológico do Cocó a maior área verde da cidade. Seu relevo tem altitude média de 21 metros e o maior rio é o Cocó.
História e Demografia
Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, assim como a busca por melhores condições de emprego e renda. A população de Fortaleza no ano de criação da vila em 1726 é estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado na cidade ocorreu em 1777 (ano de grande seca no Ceará), a mando do Capitão-General José César de Menezes, contabilizando 2.874 pessoas. Em 1808 a população foi estimada em 1.200 pessoas pelo viajantes inglês Henry Koster. Em 1813 o governador Manuel Inácio de Sampaio mandou realizar o primeiro censo em todo o Ceará, que contabilizou em Fortaleza população de 12.810 habitantes. A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que resultou em uma população de 19.264 pessoas. Neste ano embarcaram no porto da cidade para a guerra 1.236 pessoas entre soldados e oficiais.
O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a construção da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia com a economia. Em 1877 outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrarem para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se ainda nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas foram instalados campos de concentração no interior para evitar a chegada de retirantes à capital, contudo bairros de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia, têm seus processos de formação diretamente ligados com as migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade da maior urbe do Ceará.

O maior toboágua do mundo em Fortaleza
O maior toboágua do mundo em Fortaleza

De acordo com um estudo genético de 2011, pardos e brancos de Fortaleza, que constituem a maior parte da população, apresentaram ancestralidade predominante europeia (>70%), com importantes contribuições africana e indígena.
Atualmente, motivados pelo turismo de lazer, grupos de portugueses, italianos, espanhóis e de vários outros países da Europa têm escolhido Fortaleza para morar. No censo de 2000, no Ceará existiam 2.562.27 De acordo com a Polícia Federal existem 8.59128 estrangeiros morando em Fortaleza atualmente, ou seja, houve um crescimento considerável durante a década de 2000.
Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país pela ABAV nos anos de 2004/2005.
Na orla marítima de Fortaleza se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação.
As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias:Praia do Futuro,Praia de Iracema,Barra do Ceará,Praia do Naútico,Praia do Mucuripe,Praia do Meireles entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor caranguejo e o melhor camarão do Brasil.
Ainda há diversos prédios históricos,praças,pontes e parques como:Farol Velho do Mucuripe,Jardim Japonês,Parque do Cocó,Palácio da Abolição,Praça Portugal,Praça do Ferreira,Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção,Passeio Público entre outros.

Muitos Shoppings:

Possui vários shoppings, dentre os quais os maiores são Iguatemi, North Shopping e Aldeota. Del Paseo, Benfica e Via Sul são importantes áreas de comércio e entretenimento.

Maraponga Mart Moda
North Shopping
North Shopping Montese
Reserva Open Mall
Salinas Casa Shopping
Shopping Aldeota
Shopping Avenida
Shopping Benfica
Shopping Center Um
Shopping Del Paseo
Shopping Fortaleza Sul
Shopping Iguatemi
Shopping Pátio Dom Luís
Via Sul Shopping
Shoppings em construção:
North Shopping Jóquei
Shopping Pagangaba
Shopping Rio Mar

Avenida_Beira_Mar_-_Fortaleza-_1980_

A primeira planta de Fortaleza, datada do ano de 1726, é atribuída ao capitão-mor Manuel Francês. No desenho é notável a forca, o pelourinho, o forte e a igreja. O português Antônio José da Silva Paulet fez o primeiro desenho do que seria a atual configuração das ruas do Centro em 1818. Foi ele também o arquiteto da reforma da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, iniciada em 1812 e concluída em 1821.
Em 1859 o arquiteto pernambucano Adolfo Herbster fez a primeira planta detalhada e precisa de Fortaleza. Na planta de 1875 ele esboça a continuação de ruas e avenidas para a expansão da cidade. Os bulevares que circundam o Centro formam a principal característica desta planta: atuais avenidas Duque de Caxias, Dom Manuel e Imperador. Herbster consolidou o plano de Paulet de organizar o traçado das ruas em xadrez, que continua sendo a principal característica das expansões que se seguiram.

Socio-Economia
Fortaleza alcançou uma virtual universalização do acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Em 2010, esses serviços estavam disponíveis, respectivamente, para 98,70%, 99,75% e 98,59% dos moradores, frente a 70,66%, 96,19% e 84,54% em 1991.
Embora tenha caído ao longo dos anos 2000, a desigualdade de renda continua marcante em Fortaleza, com um Índice de Gini de 0,61. Em 2010, os 20% mais pobres da cidade detinham apenas 2,83% da renda total. Ampliando-se o espectro para os 80% menos ricos, possuíam apenas 33,4% do total. Por sua vez, 3,36% dos habitantes permaneciam na pobreza extrema e 12,14% na pobreza, significativo progresso em relação a 1991, quando esses índices eram de 15,25% e 38,97%.
Fortaleza tradicionalmente não era uma das capitais mais violentas do país, mas a criminalidade, aferida através do número de homicídios, tem crescido vertiginosamente na cidade, conforme o Mapa da Violência 2013 realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Em 2001, 609 pessoas haviam sido assassinadas em Fortaleza, com uma taxa por 100.000 habitantes de 27,9 homicídios. Em 2011, o número de assassinados subiu 119,5%, para 1.337, fazendo o índice de homicídios elevar-se para 54,0 por 100 mil habitantes, um acréscimo de 93,6% em uma década. Com a rápida expansão da violência na capital, muito superior à média das capitais nordestinas (+54,3%) e das brasileiras (-21,7%), Fortaleza saltou do 19º lugar no ranking das taxas de homicídios das capitais brasileiras, em 1999, para o 8º lugar em 2011.

Bairro Aldeota
Bairro Aldeota

Educação, Ciência e Tecnologia
Em 2010, os níveis de educação da população fortalezense ainda eram medianos, não obstante o grande avanço no seu IDH-Educação, que passou de 0,367 para 0,695 entre 1991 e 2010. Conforme os dados de desenvolvimento humano de 2010, os níveis de escolarização da população de Fortaleza se dividiam como segue: 16,5% tinham ensino fundamental completo; 32,2%, ensino médio completo; 13,7%, ensino superior completo; porém 8,6% permaneciam analfabetos e 29,0% em outras situações. O fortalezense médio tinha 10,04 de anos esperados de estudo, um pouco mais que a média cearense (9,82).
Em Fortaleza existem várias instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a FUNCAP, FUNCEME, ROEN – o maior radiotelescópio do Brasil e a Embrapa – Agroindústria Tropical, dentre outras. O campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará, é um dos lugares que mais concentra instalações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em Fortaleza, incluindo a Embrapa, Nutec, Padetec, e vários laboratórios e cursos das áreas de tecnologia, como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR. No bairro Cidade dos Funcionários também existe outro polo de desenvolvimento tecnológico voltado para a tecnologia da informação, abrigando o Insoft e o Instituto Atlântico e a sede da FUNCAP. A sede da divisão regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para o Norte e o Nordeste fica na capital cearense. A formação de mestres e doutores conta com 95 cursos, sendo 23 de doutorado, todos aprovados pela CAPES.
Fortaleza é um importante centro educacional tanto no ensino médio como no superior, não só do estado do Ceará, mas também da porção Norte e Nordeste do País. A cidade é sede ainda de duas importantes escolas de ensino médio federais: IFCE (Antigo CEFET-CE), Colégio Militar de Fortaleza, instituições bem avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio. Outra importante instituição de ensino público é o Liceu do Ceará, colégio mais antigo do estado, que é uma das bases para o ensino médio profissionalizante do Governo do Estado. O número de matriculados no ensino fundamental em 2006 foi 419.493 e no ensino médio foi 143.743.52 Outras escolas também se destacam no cenário nacional como grandes “doadoras” de alunos para as mais difíceis universidades do país, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia. São elas: Colégio Batista Santos Dumont, Farias Brito, 7 de setembro, Ari de Sá Cavalcante, Colégio Christus, Colégio Santa Cecilia, dentre outros.

2 comentários sobre “9014 – Região Nordeste – Fortaleza, a capital do Ceará

  1. Eu ia escrever muito mais s/ Fortaleza,mas ela não é minha terra natal
    Nascí e me criei nesta cidade de luz muito intensa e de pessoas muito
    ricas e pessoas muitos pobres.É talvez a pior distribuição de rendam do
    país.É terra de coroneis. Eu trabalhei em 2 empresas de uma das famílias
    consideradas a s mais ricas e eles não assinaram minha carteira profissi
    onal por 4 anos.Agora, sinto esse prejuizo na minha aposentadoria.
    Lá não tem emprego, e na época todo muito aceitava isso,que eu aceitei.

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    1. Obrigado por acessar o ☻ Mega.
      A má distribuição de renda é um efeito colateral do capitalismo selvagem e acontece mesmo nas maiores economias mundiais. A América Latina e a África são realmente campeões de injustiça social. Há muito o que se fazer. Mas Fortaleza não encabeça a lista das regiões mais injustas. Empresários de má fé e tubarões existem em todos os lugares. Cabe aos trabalhadores e sindicatos o esclarecimento de seus direitos e fazer valer a CLT.

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