9026 – Mega Personalidades – A Morte de Cláudio Cavalcanti


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Leia sobre a vida de Cláudio Cavalcanti no Mega 5129

O ator e secretário municipal de Defesa dos Animais do Rio de Janeiro, Cláudio Cavalcanti, morreu no final da tarde deste domingo (29), informou o hospital Pró-cardíaco Botafogo, na zona sul da cidade.
O ator estava internado desde segunda-feira. O hospital não revelou a causa da morte.
Cavalcanti era carioca, tinha 73 anos e fez mais de 50 novelas, minisséries e especiais. Nos últimos anos se dedicava mais à carreira política, tendo sido vereador e, mais recentemente, secretário do governo de Eduardo Paes.
De acordo com a Prefeitura do Rio, o secretário se internou na última segunda-feira para fazer uma cirurgia na coluna e sofreu “complicações cardíacas”.
Seu último trabalho vai estrear no dia 7 de outubro na GNT. Cláudio participou da segunda temporada de “Sessão de Terapia” onde interpretou um empresário com Síndrome do Pânico.
Dirigida por Selton Mello, a série uma franquia israelense “BeTipul” e mostra o terapeuta, vivido por Zécarlos Machado, atendendo seus pacientes e também se tratando.

9025 – Mega Byte – O que era o programa Napster?


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Foi um programa que possibilitava o compartilhamento de músicas na internet pelo sistema P2P. Criado em 1999 pelos jovens Shawn Fanning e Sean Parker, a rede de troca de arquivos causou uma reviravolta na indústria fonográfica, gerando diversos protestos de artistas que alegavam ter sua propriedade intelectual sendo roubada.
O banda de heavy metal Metallica, encabeçando a causa com o baterista Lars Ulrich, tornou-se um símbolo da luta contra a troca de arquivos, colocando-se publicamente em posição contrária ao compartilhamento de mp3 na internet. Um fato curioso ocorreu em 2000 quando, de forma irônica, o criador do programa Shawn Fanning compareceu ao MTV Video Music Awards vestido com uma camiseta do Metallica. Quando perguntado sobre o porquê de estar usando aquela roupa, respondeu, “um amigo compartilhou comigo”, fazendo uma analogia ao termo share (compartilhar), que ficou famoso no mundo todo após o início das atividades do Napster.
O Napster funcionava da seguinte forma: qualquer pessoa com acesso à internet poderia fazer download de arquivos de um computador ou compartilhar músicas de diversos usuários de forma descentralizada. Na plataforma, cada computador ligado à rede apresentava funções de cliente e de servidor.
Um dos primeiros caminhos do Napster até o Brasil ocorreu pelo jornal Folha de São Paulo, que na época publicava, semanalmente, o suplemento Folhateen. Na matéria do caderno foi apresentado um passo a passo para a instalação do programa, desde o local para efetuar o download da plataforma até a fase de compartilhamento de arquivos com outros usuários.
Tamanho foi o alcance do Napster que, no ano 2000, acabou tornando-se uma empresa. Isso ocorreu devido ao número de pessoas que aderiram à ideia de Fanning. A cada semana, o número de usuários se multiplicava. O programa era a nova droga do início do século XXI, chegando ao pico de oito milhões de usuários em 2001, que compartilhavam 20 milhões de arquivos.
Porém, naquele mesmo ano, o Napster acabou sendo fechado depois de diversas ações legais contra o programa. Empresas como Warner e Sony moveram processos contra a plataforma alegando que os arquivos compartilhados também eram protegidos pela lei de direito autoral.
Porém, entre os artistas, muitos demonstraram-se favoráveis ao compartilhamento de arquivos. Um exemplo é Tom Morello (Rage Against the Machine), que se declarou contrário à decisão de sua gravadora, na época, a Sony, de proibir a troca virtual de faixas do álbum Renegades. Além disso, disponibilizou músicas do álbum no site oficial da banda.
Pode-se dizer que as gravadoras, naquele período, conseguiram diminuir o compartilhamento de arquivos na internet. Porém, o conceito de troca de arquivos já estava disseminado no mundo inteiro e novos programa com o mesmo objetivo foram criados, afetando o mercado da indústria fonográfica para sempre. Plataforma novas surgiram, como Audiogalaxy, Morpheus, eDonkey, Kazaa, WinMX, Bitshare e Pirate Bay.

9024 – Alcatraz é fichinha – Gantánamo, o inferno na Terra


Guantanamo

Numa base militar no caribe, fica a prisão mais dura do mundo. suspeitos de terrorismo são levados para lá e podem ficar presos para sempre, sem direito a julgamento. Dos 166 detentos, 130 estão fazendo greve de fome. E um deles conta, pela primeira vez, como as coisas são por lá. Conheça a vida no pior lugar da Terra.

Mohamedou Ould Slahi se apresentou voluntariamente à polícia de seu país natal, a Mauritânia, em 20 de novembro de 2001. Foi preso, e uma semana depois, a pedido do governo dos EUA, transferido para a Jordânia. Slahi era acusado de ligações com um atentado frustrado no aeroporto de Los Angeles, em 1999. Por sete meses, foi interrogado pelas autoridades jordanianas, que não acharam nada que o incriminasse. Insatisfeita, a CIA buscou Slahi e o levou até uma base militar americana no Afeganistão.
Em 4 de agosto de 2002, ele foi encapuzado, algemado, drogado e colocado num voo com 30 outros detentos, para uma viagem de 36 horas até a base de Guantánamo, em Cuba, onde está até hoje. Slahi escreveu um livro de 466 páginas contando sua história. Partes dele acabam de ser divulgadas, e você irá ler a seguir. Os trechos cobertos por uma tarja preta foram censurados, antes da liberação do texto, pelo governo dos EUA.

Os gritos dos outros presos me acordaram.

Enquanto os guardas serviam comida, nós nos apresentávamos. Não podíamos ver uns aos outros, mas era possível ouvir as vozes. “Eu sou da Mauritânia.” “Eu sou da Palestina.” “Síria.” “Arábia Saudita.”

“Como foi o voo?”

“Eu quase congelei até morrer”, gritou um cara. “Eu dormi a viagem toda”, respondeu [Techo censurado].

Nós nos chamávamos pelos números de identificação que tínhamos recebido. O meu era 760. Na cela à esquerda estava [Techo censurado], de [Techo censurado]. Na cela à direita, havia um cara de [Techo censurado]. Ele falava mal árabe e dizia que tinha sido capturado em Karachi (Paquistão), onde frequentava a universidade. Nas celas em frente à minha, colocaram dois sudaneses.
O café da manhã foi modesto, um ovo cozido, um pedaço de pão duro e uma outra coisa que não sei o nome. Foi minha primeira refeição quente desde a Jordânia. O chá foi reconfortante.
Eu considerei a chegada a Cuba uma bênção, e disse aos meus irmãos. “Como vocês não estão envolvidos em crimes, não têm o que temer. Eu vou cooperar, porque ninguém vai me torturar.” Eu erroneamente acreditava que o pior tinha passado. Eu confiava demais no sistema judicial americano.
Eles obviamente viam o quão doente eu estava. Eu parecia um fantasma (registros oficiais indicam que Slahi, de 1,70 m, pesava apenas 49 quilos ao chegar à base). No meu segundo ou terceiro dia em Guantánamo, eu desmaiei. Os médicos me tiraram da cela. Vomitei tanto que fiquei completamente desidratado. Recebi primeiros socorros e uma sonda intravenosa. Foi terrível, eles devem ter colocado algum remédio ao qual sou alérgico. Minha boca secou, e minha língua ficou tão pesada que eu não conseguia falar para pedir ajuda. Com gestos, pedi aos guardas que tirassem a sonda, e eles tiraram.
Mais tarde, os guardas me levaram de volta à cela. Eu estava tão doente que não conseguia subir na cama. Dormi no chão o resto do mês. O médico me prescreveu Ensure (suplemento nutricional) e um remédio para hipertensão. Quando eu tinha crises de nervo ciático, os guardas me davam Motrin (anti-inflamatório). Embora eu estivesse fisicamente muito fraco, os interrogatórios não pararam.
Nos primeiros meses em Guantánamo, Slahi foi interrogado por agentes do FBI e da Marinha, que utilizavam métodos tradicionais. Mas, em maio de 2003, começou seu “interrogatório especial” – termo que os militares americanos utilizam para se referir ao uso de técnicas mais fortes, que incluem certos tipos de tortura. Slahi foi transferido para a solitária.
Ao chegar ao bloco, a coisa começou. Tiraram todos os meus objetos, exceto por um colchonete e um cobertor muito fino, pequeno e velho. Fui privado dos meus livros. Fui privado do meu Corão. Fui privado do meu sabonete. Fui privado da minha pasta de dentes. Fui privado do rolo de papel higiênico que eu tinha.
A cela – ou melhor, a caixa – era refrigerada, o que me fazia ficar tremendo a maior parte do tempo. Fui proibido de ver a luz do dia. De vez em quando, eles me davam um tempo de recreação (fora da cela), à noite, para que eu não visse nem interagisse com ninguém. Não me lembro de ter dormido direito uma noite; pelos 70 dias seguintes, eu não saberia o que era dormir. Interrogatórios 24 horas, três turnos, às vezes quatro turnos por dia. Eu raramente tinha um dia de descanso.

“Nós sabemos que você é criminoso.”

“O que eu fiz?”

“Me diga você, e reduzimos a sua sentença para 30 anos. Se você não cooperar, vamos colocar você num buraco e apagar seu nome da nossa lista de detentos.”
Quando eu não dei a resposta que ele queria ouvir, ele me fez levantar. Fiquei com as costas arqueadas (para trás), porque minhas mãos estavam acorrentadas a meus pés e ao chão. [Techo censurado] sempre me deixava sofrendo durante seu almoço, que demorava duas a três horas. Ele gostava de comida; nunca pulava o almoço. Fiquei pensando, como [Techo censurado] pode ter passado no teste físico do Exército (tendo uma forma física tão ruim)? Mas faz sentido, ele está no Exército por um motivo.

9023 – Biologia Marinha – Tubarão também “pega um bronze”


Não é só os banhistas que se bronzeiam quando vão à praia. Para surpresa dos biólogos Christopher e Gwen Lowe, da Universidade do Havaí, o tubarão-martelo também. Esta é a primeira vez que se vê esse fenômeno em animais marinhos. Os dois pesquisadores transferiram filhotes desse peixe, natural dos mares tropicais, para um aquário raso, na Universidade do Havaí. Depois de duas semanas repararam que os cações, que tinham saído clarinhos do fundo do mar, ficaram marrons, quase negros. A explicação é aparentemente simples: no tanque, com apenas 1 metro de água, os filhotinhos passaram a receber 600 vezes mais raios ultravioleta do que no fundo da Baía Kaneohe, 15 metros abaixo da superfície, de onde vieram. Que a radiação solar ativa as células de melanina, que dão cor à pele, é coisa sabida. “Agora queremos descobrir a intensidade da radiação necessária para a produção dessa substância, que funcio na como um escudo protetor do DNA, no núcleo das células”.

9022 -☻Mega Notícias – Um filtro solar com melanina


Cientistas ingleses desenvolveram um filtro solar que poderá ser a musa dos próximos verões. Trata-se de uma loção cujo principal ingrediente é a melanina natural, o pigmento preto existente na pele, que protege da ação dos raios ultravioleta do Sol. A melanina usada no produto é extraída de cabelos humanos, submersos durante mais de três a 65 graus em um caldo de substâncias químicas, até se desprenderem do pigmento. Outra vantagem da novidade é que ao contrário dos filtros sintéticos, a melanina não impede que penetrem na pele os raios solares benéficos, com os quais a pele reage para sintetizar a vitamina D, essencial à saúde dos ossos.

9021 – Medicina – O vírus da hepatite e o câncer


Os cientistas sempre ficaram intrigados com a relação entre a hepatite B crônica e certos tumores – no Japão, por exemplo, o elevado número de casos de infecção acompanha uma das maiores incidências de câncer de fígado do mundo. Agora, pesquisadores do Instituto Pasteur, na França, parecem ter encontrado a chave do enigma: a posição estratégica do vírus da hepatite. Trabalhando com marmotas, vítimas da infecção, notaram que em dois de cada três roedores que desenvolveram tumores após a hepatite o material do vírus se havia instalado, como um vizinho indesejável, ao lado de um gene capaz de provocar câncer. Isso o tornou irreconhecível ao sistema imunológico. “Quando esse gene é ativado, o sistema imunológico costuma destruir a célula cancerosa, muitas vezes antes que se multiplique“, explica Erki Larsson, especialista em doenças do fígado, de São Paulo. “Na hepatite B crônica, porém, as defesas do organismo se confundem, tomando as células degeneradas por normais”.

9020 – Medicina – Luz nova contra os tumores


Foram os egípcios que descobriram, antes da era cristã, uma semelhante que deixava seus degustadores com a pele bronzeada, mesmo sem a luz direta do sol. Agora, o principio ativo dessa planta torna-se modelo para o desenvolvimento de drogas ativadas pela luz. As pesquisas começaram há vinte anos, mas são as tecnologias de fibras óticas e de laser medicinal que estão lançando uma nova luz ao ataque a certos tipos de tumores. Ao contrario da radiação ou da quimioterapia, as drogas fotoativadas matam somente as células cancerosas e deixam as saudáveis intactas. A razão é que essas drogas permanecem impregnadas nos tumores; enquanto os tecidos normais as eliminam depois de dois dias.
Na verdade, os remédios fotoativados são substancias – como um componente inofensivo da hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue – que, expostas à luz, liberam uma forma tóxica de oxigênio, destruindo as células. O oncologista Sérgio Simon, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, prefere esperar mais testes antes de comemorar: “Essa ainda é uma realidade distante, mas quando se fala em tratar o câncer tudo é bem-vindo”.

Tiro ao alvo sem erro
A droga ativada pela luz é absorvida tanto pelas células normais quantos pelas cancerosas. Mas as células cancerosas retém a droga com maios rapidez. Após dois dias, ela só permanecerá nessas mesmas células. Um tira de laser faz a droga liberar uma forma tóxica de oxigênio, que, portanto, só destruirá as células cancerosas.

9019 – Biologia – A evolução dos cães


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A ciência diz que eles despertam quase tanto amor e carinho quanto um bebê. Mas tanta afinidade está transformando profundamente os cachorros – para o bem e para o mal.
Nós amamos crianças e cães da mesma forma. É o que diz um estudo feito no Japão. Ele indica que a chave para isso está num hormônio, a ocitocina. A ocitocina é o hormônio que desperta a sensação de apego por outras pessoas e é liberado, por exemplo, nas mulheres durante o parto. Na experiência feita pelos cientistas, cada voluntário falava sobre sua relação com o cachorro e depois brincava com ele durante meia hora. Enquanto isso, os cientistas contavam quantas vezes, e por quanto tempo, os cachorros fixavam o olhar em seus donos – uma forma de comunicação que nós, humanos, usamos com pessoas queridas. Ao final do exercício, faziam um exame para medir a ocitocina no sangue dos donos. Adivinhe só no que deu. As pessoas mais ligadas aos cachorros tinham os maiores níveis de ocitocina.
Amor do tipo de exibir foto do cão na mesa de trabalho, de sentir saudade, de passar noites em claro se o bichinho não estiver bem. Tem gente que faz testamento para o cachorro (como a bilionária americana Leona Helmsley, que deixou sua fortuna de US$ 12 milhões para a cadelinha Trouble).
Mas por quê, entre os bilhões de espécies que existem no planeta, justamente o cachorro ganhou o nosso coração? A resposta é simples: porque ele nos entende. Cães são animais muito bem qualificados para interpretar gestos e sinais humanos. Cientistas chegaram à conclusão de que eles entendem o que um dedo apontado quer dizer, e sabem seguir uma indicação humana. O teste é simples: basta esconder um pedaço de comida debaixo de dois potes e dar a dica para o animal. Quando a pessoa aponta com o braço, com a perna ou olha fixamente para o lugar, o cão entende e escolhe o pote certo. Pode parecer banal, mas lobos, gatos e macacos não passaram nesse teste. Só os cachorros.
Um biólogo da Universidade Eötvös, na Hungria, e especialista em inteligência canina, conduziu um estudo provando que os cachorros não apenas sabem nos imitar como também preferem fazer isso a tomar suas próprias decisões. Por isso é tão fácil educá-los para conduzir cegos, comandar ovelhas ou dar a patinha – eles adoram ter alguém que lhes diga o que fazer.

Fim da última Era Glacial, 15 mil anos atrás. O Homo sapiens começava uma vida nova. Depois de passar mais de 100 mil anos vagando por todo canto, em busca de animais para caçar e vegetais para catar, aprendeu a plantar. Era o início da agricultura. Agora os homens se juntavam em vilas. Eram as primeiras cidades do mundo. E, como toda cidade do mundo, elas eram rodeadas por lixo: restos de comida, frutas podres, ossos…Mas o que a gente via como dejeto era almoço grátis para vários bichos. Entre os ratos e baratas que se aproveitavam dos restos estavam os lobos – que até hoje frequentam lixões, tanto que os fotógrafos de natureza selvagem vão a esses lugares quando querem conseguir imagens dos animais (tirando os detritos do enquadramento, claro). Só que o lobo tende a fugir quando pessoas se aproximam. Um comportamento antissocial que não ajuda. Desse jeito, o bicho não conseguia ficar muito tempo perto de uma vila para comer nossas sobras. Isso até a lógica da evolução entrar em cena.
Os poucos lobos que nasciam sem ter medo de gente começaram a se alimentar melhor, já que não fugiam toda hora. Quem come melhor fica mais saudável, vive mais e faz mais sexo. Quem faz mais sexo deixa mais descendentes, passa seus genes para a frente. De carona, vão as características que fizeram o animal ter mais sucesso que os outros. No caso dos lobos comedores de lixo, a característica mais vital era uma só: não ter medo de gente.
Com o tempo (pouco tempo), já havia duas classes de lobos: os totalmente selvagens e os que viviam perto de pessoas, e que ficaram dependentes das aglomerações humanas para sobreviver. Além de ficarem mais amigáveis, esses bichos foram ganhando uma aparência bem distinta da dos lobos. Estes últimos têm corpo forte e cérebro relativamente avantajado. São duas coisas essenciais para um predador que come búfalos e prepara estratégias de caça em grupo, mas são uma bagagem inútil para um bicho que se profissionalizou em comer restos. Corpo e cérebro grandes eram desvantagem para ele, já que exigem bastante energia para funcionar. Muita energia significa muita comida (como nós, cabeçudos, sabemos bem). E quem precisava de muito mais que os outros para viver acabava morto de fome. Roer osso, afinal, é bem menos nutritivo que abocanhar um filé de bisão. Quem levou mais vantagem, então, foram os mais mirrados e de cérebro menor.
E a transformação desse novo bicho não parou por aí. Continuou firme, e agora se aproveitando de uma fraqueza nossa: adorar filhotes. Qualquer filhote de mamífero parece agradável para nós. Pode olhar no Google Images: até os morcegos nenéns são uma fofura só. Os olhos grandes e os traços delicados dos recém-nascidos de outras espécies nos fazem identificar neles as características dos nossos bebês. Afinal, todos nós, mamíferos, temos um único tataravô, um ancestral comum parecido com um rato que viveu há 60 milhões de anos. Já que somos praticamente irmãos de qualquer coisa que dê de mamar, gostamos naturalmente dos filhotes deles.
E eles de nós também. Se você pegar para criar um filhote de leão, de urso ou de lobo, ele vai ser uma graça no início da vida; tão brincalhão e inofensivo quanto uma criança humana. Por isso mesmo muita gente cria filhotes de animais selvagens como bicho de estimação. O problema é quando ele virar bicho grande: sempre vai parecer (e ser) algo ameaçador. Você não vai querer um leão adulto no seu apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando você chegar.
Essa nova espécie, que 15 mil anos depois ganharia o nome de Canis familiaris, se separou totalmente do Canis lupus (o lobo propriamente dito). Desaprendeu a caçar para comer e se especializou em ganhar a comida de seres humanos. Em vez de formar matilhas, preferiu virar membro das nossas famílias. Desenvolveu o latido para chamar nossa atenção. E os instintos que sobraram foram os que parecem mais agradáveis para a gente. Por exemplo: sabe quando o cachorro vai lamber a cara do dono? É porque as lobas regurgitam comida para seus filhotes. Os cachorros não comem da boca de suas mães, mas mantiveram esse traço de comportamento selvagem-infantil com os humanos, já que para nós a coisa parece uma tentativa de beijo – não de comer vômito. Bom, na verdade sobraram mais instintos de lobo. Para caçar, por exemplo, o lobo combina várias habilidades inatas, que estão escritas em seus genes: procurar a presa, cercá-la, matar e trazer carne para o resto da matilha. Cada uma é um instinto independente. E todos precisam estar em sintonia para a caçada dar certo. Mas os cães não precisam caçar. Eles conseguem sua comida com as pessoas. Então alguns dos genes que eles herdaram dos lobos acabaram desligados. É por isso que alguns cães adoram perseguir e intimidar outros animais, por exemplo, mas não têm o instinto de matá-los. Isso também explica o comportamento daqueles cachorros que ficam correndo atrás dos carros, mas não sabem o que fazer quando um automóvel para.
Por volta de 9000 a.C. surgiria aquela que provavelmente é a maior revolução na história da economia mundial até hoje: a criação de gado – que permitiu o acesso a quantidades antes inimagináveis de comida. E os instintos tortos dos cachorros foram fundamentais nesse mundo novo. Os que tinham mais jeito para cercar presas foram usados para conduzir rebanhos. Os mais agressivos eram ensinados a proteger as ovelhas e bois como se fossem sua própria matilha, defendendo-os inclusive de lobos.

Evolução dos cães[3]

A partir daí, essas habilidades viraram o grande critério de seleção entre os cães – os que mais se davam bem entre as pessoas eram os que trabalhavam melhor em suas áreas. Com mais comida e abrigo que os outros, esses eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade. Depois o homem acelerou o processo por conta própria, colocando os indivíduos mais eficientes (ou mais elegantes ou mais fofos) para se reproduzir entre si. Isso dividiu a espécie dos cães em tipos bem distintos, coisa que hoje chamamos de “raça”. Na Roma antiga, por exemplo, já havia raças de cães de guarda, de pastores, de cachorrinhos de colo… E o bicho deixava definitivamente de ser mais um animal para se tornar membro da humanidade. Mas a história dos cachorros como os conhecemos hoje ainda nem tinha começado.

Uma linha de montagem
A Revolução Industrial pode ter trazido grandes mudanças para a humanidade, mas revolucionou mesmo a vida dos cães domésticos. Antes de ser pai do cachorro, o homem era seu patrão. “Até o começo do século 19, a maioria dos cachorros tinha de trabalhar para viver”, conta Lisa Peterson, porta-voz do American Kennel Club e especialista em história canina. Guiar ovelhas, guardar a casa, puxar trenós: era a função que garantia a ração. Mesmo os caçadores especializados da aristocracia (hounds de raposas, lobos, veados, javalis, lontras, além de farejadores e perseguidores) precisavam mostrar serviço. E assim foi até que o êxodo rural, a migração em massa do campo para as cidades, desequilibrasse as coisas. “Na Inglaterra, principalmente, muitos cachorros ficaram ‘desempregados’ “, conta Lisa. Mas isso não levou a uma extinção em massa ou a um boom de cães selvagens. O que aconteceu foi uma nova peneira: assim como na Pré-História os lobos mais gentis haviam entrado nas aldeias, agora eram os cachorros mais dóceis e adaptáveis que entravam nas primeiras metrópoles. Livre das obrigações da lida rural, os cães passaram a usufruir de mimos, guloseimas e passeios. Transformado em bibelô e símbolo de status, o cachorro deixou de ser avaliado pela sua função, e passou a ser pela aparência.

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Os primeiros dog shows, mistos de olimpíadas e concursos de beleza, foram realizados na Inglaterra na década de 1830 – alguns especialistas insinuam que seu público vinha das lutas de cachorro, proibidas em 1835. Como os prêmios eram divididos por raça (nessa época, as reconhecidas eram duas dúzias), havia um estímulo para a criação de novas raças, que abocanhassem novos prêmios. E logo essa demanda ultrapassou o mundinho das passarelas: ter um cachorro diferente em casa passou a ser um símbolo de status. Partindo da matriz britânica, de 1873, pelo mundo inteiro surgiram kennel clubs promovendo o desenvolvimento de variedades regionais. A International Encyclopedia of Dogs (“Enciclopédia Internacional dos Cães”, ainda sem versão em português) traça esse big-bang: as cerca de 20 raças existentes em 1800 dobraram para 40 em 1873, e chegaram a 70 na 1ª Guerra Mundial. Hoje, segundo a Federação Cinológica Internacional, que estabelece os padrões das raças, há cerca de 400, dos mais diferentes tamanhos, cores e formas. Mas essa busca desenfreada pela variedade, e pela beleza, acabaria levando a vários problemas.
Talvez você não tenha visto casos tão extremos, mas certamente conhece algum cachorro que ficou cego, surdo, manco, morreu antes da hora por alguma doença… Mesmo com todo o esforço para aprimorar as raças, 1 em cada 4 cachorros carrega algum defeito genético sério. Eles sofrem mais problemas nos olhos e nos ossos e têm mais câncer do que nós. Como se isso não bastasse, também estão herdando as aflições humanas: um terço dos cachorros é gordo, e boa parte deles é neurótica. Segundo um estudo recém-publicado no Journal of Animal Behavior, 14% dos cães sofrem da chamada síndrome de separação, um distúrbio que causa dependência insuportável do dono. Isso significa que, percentualmente, o mundo tem 9 vezes mais cachorros doidos do que gente doida (1,5% da população humana tem algum transtorno mental).

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Problemas de comportamento
Faça de conta que você é um cachorro. Seu dono pega a coleira e vocês saem para um passeio de manhã – se você tiver sorte, quem sabe à noite ele repita a dose. No resto do tempo, 98% do tempo, você fica no quintal ou enclausurado dentro de casa. Seu grande passatempo é tentar chamar a atenção do seu dono. Só que ele dificilmente tem tempo, ou energia, para brincar o tanto que você quer, até a exaustão. Ou você fica doido, ou começa a descontar a frustração fazendo o que não deve: rasga roupas e sapatos, faz xixi no sofá, come sabão, rosna enciumado quando alguém se aproxima do seu dono… Acredita-se que 42% dos cães tenham algum tipo de problema comportamental. E seus donos estão resolvendo isso do jeito moderno: com remédios. Já existem ansiolíticos, antidepressivos e até inibidores de apetite para cachorros. Nos EUA, primeiro país a liberar essas drogas, a coisa pegou. Em 2003, 25% dos cães americanos tomavam algum tipo de remédio. Hoje, são 77%. Mas será que é justo drogar nossos cachorros para que eles se adaptem melhor ao estilo de vida moderno, com pouco espaço e muita comida? “Muitos dos supostos ‘problemas’ são, na verdade, parte do comportamento normal dos animais”, afirma o veterinário Nicholas Dodman, da Universidade Tufts, nos EUA. O desenho animado 101 Dálmatas fez com que muita gente quisesse ter um cachorro dessa raça. Só que o dálmata foi criado, no século 19, para ser um cão de guarda: dominante, territorial e às vezes agressivo. “Isso contraria a expectativa das pessoas. Elas acham que os dálmatas são amigáveis como no filme da Disney”, afirma Dodman. Dopar os cachorros pode parecer cruel, mas não é totalmente inválido – os calmantes poderiam poupar muitos dos 1,5 milhão de cães que são sacrificados, todo ano, porque morderam alguém (e isso só nos EUA). Nossa relação com os cachorros já não é tão harmoniosa.
Donos carentes e/ou inseguros têm cães mais ansiosos e agressivos, independentemente da raça. Paparicar demais o cachorro, como é comum hoje em dia, também faz mal para a cabeça dele. “Quando o dono é muito apegado, aumenta o risco de que o cachorro desenvolva síndrome de separação”.

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Mundo Cão
Os cães herdaram quase todos seus gestos de seu ancestral direto: os lobos. Mas de um jeito bem peculiar.
Eles não sabem caçar para comer, mas os instintos predadores do lobo estão lá. Por isso todo cachorro gosta de correr atrás de coisas e trazer de volta, como se estivesse levando comida para a matilha.
Os machos fazem o número 1 de perninha levantada para a urina ficar na altura do focinho de outros cães. É como os lobos demarcam território. Algumas fêmeas fazem isso por terem sido expostas a testosterona quando estavam no útero.
Lobos também comem presas pequenas, como marmotas, que se escondem debaixo da terra. Então já nascem sabendo cavar. O instinto passou para os cães, e foi aprimorado pelo homem (via seleção genética) em raças usadas para caçar coelhos e raposas.
A maioria das raças que conhecemos hoje tem menos de 200 anos, e é fruto do boom de criação no século 19.
15000 a.C.
Os primeiros cachorros eram como lobos menores e mais dóceis, que se agregaram à humanidade como estratégia de sobrevivência.

2000-1000 a.C.
Os cachorros se espalham pela Eurásia e surgem as primeiras raças, selecionadas naturalmente para os diferentes habitats de seus donos.

Século 2
Os antigos romanos e chineses começaram a experimentar com seleção de espécies, criando cachorros para caça, guarda, pastoreio ou só para ficar no colo mesmo.

Século 19
Com o surgimento dos concursos e kennel clubs, a seleção artificial de cães virou negócio sério e lucrativo. Se em 1800 havia uma dúzia de raças, em 1900 eram mais de 70. A hiperespecialização gerou uma variação enorme dentro da mesma espécie.

9018 – Monumentos – A Estátua da Liberdade


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Em francês: Statue de la Liberté), cujo nome oficial é A Liberdade Iluminando o Mundo (em inglês: Liberty Enlightening the World; e em francês: La liberté éclairant le monde), é um monumento inaugurado em 28 de outubro de 1886, construído em uma ilha na entrada do Porto de Nova Iorque.
O Monumento comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos e é um gesto de amizade da França para com os Estados Unidos. Projetada e construída pelo escultor alsaciano Frédéric Auguste Bartholdi (1834-1904), que baseou-se no Colosso de Rodes para edificá-la. Para a construção da estrutura metálica interna da estátua, Bartholdi contou com a assistência do engenheiro francês Gustave Eiffel, mesmo engenheiro da Torre Eiffel.
A estátua, que tem altura total 92,9m, sendo 46,9m correspondendo à altura da base e 46m à altura da estátua propriamente dita3 , foi um presente dado por Napoleão III, como uma forma de premiação aos Estados Unidos, após uma vitória em batalha travada contra a Inglaterra.
A estátua foi montada em solo francês e ficou pronta em 1884, sendo então desmontada e enviada para os Estados Unidos em navios, para ser remontada em seu lugar definitivo. A construção do pedestal que serve como base do monumento ficou a cargo dos norte-americanos. Em 28 de outubro de 1886, milhares de pessoas acompanharam a cerimônia de inauguração do monumento.
Funcionou como farol de 1886 a 1902, tendo sido pioneiro na utilização elétrica dentre os faróis, tendo em vista que até então utilizavam-se tochas no lugar de lâmpadas elétricas.
Inicialmente os visitantes podiam subir por escadas até a tocha da estátua, entretanto em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, houve um ato de sabotagem coordenado pelo governo alemão que danificou a tocha e um pedaço do vestido da estátua. Após o episódio, que ficou conhecido como “explosão Black Tom”, não foi mais permitida a visitação da tocha.
A estátua sofreu uma grande reforma em comemoração do seu centenário, sendo reinaugurada em 3 de julho de 1986. Essa reforma teve custo de 69,8 milhões de dólares . Foi feita uma limpeza geral na estátua e na sua coroa, corroída pelo tempo, foi substituída. A coroa original está exposta no saguão. Na festa da restauração, foi feita a maior queima de fogos de artifício já vista nos Estados Unidos até então.

Réplicas da Estátua no Brasil

No RJ:
A Estátua da Liberdade que existe na Praça Miami, Bangu, Rio de Janeiro, foi feita por Frédéric Auguste Bartholdi em 1899, por encomenda do Barão do Rio Branco para comemorar o 10º aniversário da República do Brasil. Até 1940 a estátua era de propriedade da família Paranhos. Em 1940 ela foi passada para o Estado da Guanabara. Em 20 de Janeiro de 1964, Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara colocou a estátua na Praça Miami.

Alagoas:
Segundo o historiador Benedito Ramos, a réplica que hoje está no Museu da Imagem e Som de Alagoas, teria sido feita pela Fundição Val d’Osne na virada do Século XIX para o Século XX e chegou em Alagoas em 1904. Ela foi feita juntamente com as estátuas dos animais (o leão, a leoa, o javali e o lobo, localizadas na Praça Dois Leões, em Jaraguá), a da divindade (Mercúrio – pertencente ao acervo da Associação Comercial de Maceió) e as das quatro crianças, que ficam na Praça Deodoro.

Réplica em Santa Catarina
Uma réplica da estátua da Liberdade medindo 57 metros de altura está localizada às margens da rodovia BR-101, na cidade catarinense de Barra Velha. Na base dessa réplica está instalada uma loja de departamentos, a qual foi a responsável pela construção da estátua, cujo peso é de 200 toneladas, excluindo-se o pedestal. Apesar do proprietário manter outras réplicas em outras lojas de sua rede, o monumento localizado na cidade de Barra Velha chama atenção por se tratar da maior estátua existente em território brasileiro, superando inclusive a altura do Cristo Redentor.

Estátua, réplica em Santa Catarina
Estátua, réplica em Santa Catarina

Para visitar a estátua em N York é necessário a compra de bilhetes turísticos que incluem o transporte via Ferry Boat até a ilha da liberdade. Normalmente, os passes permitem acesso total à ilha onde está a estátua, mas o visitante não tem permissão para adentrar no monumento. Ingressos que permitam a entrada no monumento são fornecidos mediante o pagamento de taxas extras, entretanto, desde outubro de 2011 não está sendo mais permitido nenhum tipo de acesso ao monumento, pois o mesmo encontra-se em reforma, devendo ser reaberta em outubro de 2012.
Após sua inauguração, a estátua da liberdade rapidamente se converteu em um ícone da cidade de Nova Iorque e até mesmo, de todos os Estados Unidos, sendo atualmente considerada como um símbolo nacional.

moeda comemorativa

9017 – Ciência evolui para explicar pausa no aquecimento


Planeta Verde

O climatologista Gian-Kasper Plattner teve nos últimos meses uma das missões mais difíceis entre os cientistas que compõem o painel do clima da ONU, que divulgou anteontem um relatório no qual acentua a gravidade do aquecimento global.
O suíço de 42 anos coordenou a redação do “Sumário para Formuladores de Política”, a parte do documento destinada ao público não especializado.
Tendo iniciado a carreira na área pesquisando avalanches, ele foi responsável agora por lidar com a avalanche de comentários de governos sobre o documento, que recebeu mais de 1.800 sugestões.
Em entrevista a um jornal conhecido, defendeu a lentidão do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática) em analisar as evidências científicas, mesmo que isso tenha comprometido a capacidade de lidar com a questão mais polêmica do momento: o “hiato” na aceleração do aquecimento global nos últimos 15 anos.

“Seria um benefício para todos se a sensibilidade do clima caísse, pois é preocupante que emitir carbono cause muitas mudanças climáticas.
Mas, se recuarmos até o terceiro relatório de avaliação do IPCC, [divulgado em 2001], o escopo era de 1,5° C a 4,5°C. No quarto relatório, o número mínimo subiu para 2° C. Agora, houve uma enxurrada de novas pesquisas, mas esses estudos não convergem. Alguns parecem apontar para uma sensibilidade por volta de 2°C e outros por volta de 3°C.
Nem sempre um número maior de anos observados consegue reduzir a incerteza. É prematuro concluir que só porque o IPCC reduziu a margem de baixo para 1,5° C de novo que tudo vai ficar bem, pois a margem de cima ainda é alta.”

9016 – Astronáutica – Estação Espacial Internacional recebe novos tripulantes


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A Estação Espacial Internacional (ISS) recebeu três novos tripulantes nesta quinta-feira. A nave russa Soyuz TMA-10M se acoplou com sucesso à ISS carregando dois astronautas russos e um americano. O tempo total de viagem a partir da base de lançamento no Cazaquistão foi de seis horas e a manobra de acoplagem aconteceu de forma automática e sem imprevistos.
Os astronautas russos Oleg Kotov e Sergei Riazanski e o americano Michael Hopkins serão recebidos na estação espacial pela tripulação atual, formada pelo russo Fyodor Yurchikhin, o italiano Luca Parmitano e a americana Karen Nyberg, que estão na nave desde o final de maio e voltarão à Terra no dia 11 de novembro. A ISS operava com apenas metade de sua tripulação ideal desde o retorno de três astronautas em 11 de setembro.
Kotov realiza sua terceira missão na ISS, enquanto Riazanski e Hopkins estão em sua primeira viagem à estação espacial. Segundo as previsões, os três astronautas permanecerão na estação durante 168 dias e vão realizar caminhadas espaciais e experimentos científicos.
Entre outras tarefas, eles carregarão a tocha dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014 no espaço exterior durante uma caminhada no próximo dia 9 de novembro, segundo o Centro de Treinamento de Cosmonautas da Rússia. Os russos Kotov e Riazanski serão os encarregados de levar a tocha para o espaço pela primeira vez na história. “A tocha, que sairá ao espaço exterior, é a mesma que acenderá a pira com a chama olímpica de Sochi”, disse Dmitri Chernishenko, presidente do comitê organizador dos Jogos de Inverno.
No dia 20 de novembro os seis astronautas da Estação celebrarão o 15º aniversário do início da construção da plataforma, cuja vida útil foi prolongada até 2020. Desde que os ônibus espaciais americanos foram aposentados, as naves russas Soyuz são o único meio de transporte entre a Terra e a ISS.

9015 – Reprodução – Vem aí os superbebês


Recentemente, um casal inglês teve uma menina. A garotinha nasceu bonita e saudável. Mais do que o normal, na verdade. Foi a primeira criança a ser curada de uma doença letal antes mesmo de nascer. Naquela família, 3 gerações de mulheres já haviam desenvolvido câncer de mama. A chance de que a menininha também o tivesse era alta. Mas, num projeto pioneiro, os cientistas do University College Hospital de Londres analisaram o material genético dos pais da menina. Usando técnicas de fertilização in vitro, criaram 11 embriões. Desses 11, foram escolhidos 2 – que não possuíam o gene BRCA1, que, após uma mutação, pode ocasionar câncer de mama. Esses embriões foram implantados no útero da mãe. Um dos embriões vingou, se transformou em feto e, 9 meses depois, a garotinha vinha ao mundo: antes mesmo de nascer, protegida do câncer. Essa tecnologia futurista já é uma realidade. O procedimento, que se chama Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI), permite escanear o DNA de embriões com poucos dias de vida retirando uma célula deles. Com o DPI, já é possível escolher o sexo do bebê e selecionar embriões livres de mais de 300 doenças e anormalidades genéticas. No futuro, ele também poderá ser usado para escolher a cor dos olhos e dos cabelos e várias outras características – gerando bebês potencialmente imunes a problemas como miopia e diabetes.
Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, estimou que, em 2006, quase metade das clínicas de DPI americanas já oferecia o serviço de escolha do sexo do bebê. Outro levantamento, da Universidade de Nova York, mostrou que 10% dos entrevistados fariam o procedimento para garantir “melhorias” como habilidade atlética, e 12%, inteligência superior no bebê. Já existe até um nome para essas crianças: são os “designer babies”, ou bebês projetados.
Dez anos antes do nascimento da menininha inglesa, o cientista americano Francis Collins, então diretor do Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Genoma Humano, previu que o DPI estaria disponível para a maior parte das pessoas em 30 anos. Quando isso acontecesse, os médicos seriam pressionados a criar seres humanos melhorados pela escolha de embriões. “Eu não me surpreenderia se, depois de começarmos a ter sucesso manipulando genes, começássemos a nos perguntar, como Stephen Hawking já se perguntou, se não devemos tomar o controle de nossa própria evolução e tentar melhorar o que somos”, disse.
Mas, entre detectar doenças genéticas e criar um futuro campeão do esporte ou das olimpíadas de matemática, há um longo caminho, que passa por descobrir exatamente quais genes ou combinações genéticas determinam cada uma de nossas habilidades e traços físicos. O exame mais básico, hoje utilizado pela maior parte das clínicas, inclusive no Brasil, permite descobrir cerca de 7 tipos de má-formação genética, além do sexo do bebê. Para fazer o Diagnóstico Pré-implantacional, é preciso primeiro passar por todo o tratamento de fertilização, para criar embriões de proveta no laboratório. Cerca de 3 dias depois, quando o embrião já tem 8 células, os médicos retiram 1 delas para a análise.
Os cromossomos dessa célula passam por uma espécie de escaneamento, que vai determinar se o embrião é masculino ou feminino e se a quantidade de cromossomos é anormal (o que pode resultar em síndromes genéticas como Down). Nos EUA, o procedimento completo, incluindo a implantação do bebê no útero, pode chegar a custar US$ 20 mil. No Brasil, são R$ 2 500 por embrião escaneado, fora os outros custos do tratamento.
Depois de escaneados, os embriões são submetidos a uma seleção exatamente como aquela feita pelo cientista Gregor Mendel (o pai da genética, que você conheceu nas aulas de biologia) fazia com ervilhas. Os embriões que contêm características indesejadas são descartados (ou, no caso dos embriões humanos, doados para pesquisa). Aqueles que reúnem os traços desejados pelos pais são implantados no útero da mulher para nascer.
Essas técnicas são baseadas em seleção, ou seja, os cientistas geram muitos embriões até que apareça um com as características desejadas. Isso significa que só é possível escolher traços físicos hereditários. Se ninguém da família tiver passado a você, ou a seu parceiro ou parceira, um gene (ou combinação genética) para ter olhos verdes, esqueça. Até que os cientistas descubram como reescrever o DNA humano. Mas já existe gente tentando fazer isso.
O código genético não é tudo, claro. A ciência está descobrindo que o que acontece durante a gestação é muito mais importante do que se pensava. Isso porque o funcionamento dos genes pode ser alterado pelas condições do ambiente, a começar pelo útero. Isso não é o mesmo que dizer que as coisas que a mãe come ou faz durante a gravidez mudam o DNA do filho, mas é quase. Os estudos mais recentes mostram que o período pré-natal é quando muitos genes que determinam a propensão a doenças ou habilidades são ligados ou desligados. Essa variação no funcionamento dos genes se chama epigenética. E funciona a todo vapor durante a gestação.
O feto incorpora elementos da dieta da mãe, toxinas no ar que ela respira e também é influenciado por suas emoções e seus sentimentos. Tudo isso pode ativar ou desativar genes durante o desenvolvimento do bebê. É um mecanismo de defesa, para que o organismo do feto se prepare para o mundo que ele irá encontrar quando nascer. Se a dieta da mãe é pobre, por exemplo, o bebê pode nascer mais propenso à obesidade – pois seu organismo fica geneticamente programado para reter calorias. Esse fenômeno foi observado pela primeira vez durante o estudo da chamada “fome holandesa”. Entre 1944 e 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, os nazistas interromperam o fluxo de alimentos para a Holanda, fazendo com que 4,5 milhões de pessoas ficassem sem comida. As mulheres que estavam grávidas e passaram fome deram à luz filhos mais propensos a vários problemas de base genética comprovada, incluindo obesidade e diabetes. Essas crianças nasceram com alterações epigenéticas e as transferiram para seus descendentes – que têm mais risco dessas doenças.

DOADOR PROJETADO
A escolha de embriões também pode gerar os chamados “irmãos salva-vidas”. Isso é realidade desde o ano 2000, quando uma família americana selecionou geneticamente o embrião de seu próximo filho. O objetivo era gerar um doador de medula compatível com a irmã mais velha – que tinha anemia de Fanconi, uma doença letal. Desde então, a prática foi usada em 15 outros casos no Reino Unido, na Austrália e nos EUA.

Um estudo da Universidade de Bristol constatou que as crianças nascidas no final do verão e no começo do outono são em média 1 cm maiores e têm ossos mais fortes do que os bebês nascidos em outros momentos do ano. Uma possível explicação é que as mães tenham sido expostas a mais raios solares. Eles são uma fonte de vitamina D, vital para a formação óssea.
Quanto mais rápido o cérebro do bebê detecta mudanças na frequência e na duração de sons, maior a probabilidade de que ele aprenda mais rápido a falar e a ler com fluência. Crianças com mais problemas em perceber os sons básicos da fala apresentam performance pior em testes de linguagem aos 8 ou 9 anos. Mas, para cientistas americanos, jogos educativos desde o berço podem compensar a deficiência.

9014 – Região Nordeste – Fortaleza, a capital do Ceará


Panoramica_Fortaleza

Com insignificante porcentagem de estrangeiros, a população nordestina assim se reparte quanto a cor: brancos 50%, mestiços ou pardos 40% e negros 9%.

A cidade de Fortaleza localiza-se na planície costeira em fácil contato com o porto de águas do Atlântico, entre aponta do Mucuripe e a Foz do Rio Ceará. Nasceu em 1611, à sombra do forte de Nossa Senhora do Amparo, que Martim Soares Moreno e seus homens ali ergueram, vindos do Rio Grande do Norte. Somente se tornou vila em 1726, sob o nome de Fortaleza de Nossa SRA da Assunção do Ceará Grande. Passou a categoria de cidade em 1823. SEu rápido crescimento data das últimas décadas.

A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, no nordeste do país, a 2 285 quilômetros de Brasília. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local entre 1649 e 1654. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a palavra em latim “Fortitudine”, que em português significa: “força, valor, coragem”.
Está localizada no litoral Atlântico, com 34 km de praias, a uma altitude média de 21 metros e é centro de um município de 313,8 km² de área e 2 500 194 habitantes, sendo a capital de maior densidade demográfica do país, com 7 815,7 hab/km². É a cidade mais populosa do Ceará, a quinta do Brasil.
É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Seu aeroporto é o Aeroporto Internacional Pinto Martins. A BR-116, a mais importante do país, começa em Fortaleza. Batizada de Loira desposada do Sol, pelos versos do poeta Paula Ney, a cidade é a terra natal dos escritores José de Alencar e Rachel de Queiroz, do humorista Chico Anysio e do ex-presidente Castello Branco. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza, com museus, teatros, cinemas, bibliotecas e planetário.
É a capital brasileira mais próxima da Europa, estando a 5 608 km de Lisboa, em Portugal. É também uma das 12 sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Fortaleza na Pré-História
Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 000 000 de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas no litoral do Brasil. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado por lá há cerca de 2 000 anos atrás. Até o ano 1000, aproximadamente, a região era habitada pelos índios tapuias. Nessa época, os mesmos foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia.
Antes da colonização portuguesa do Ceará, houve duas passagens de europeus pelo atual litoral de Fortaleza: os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Pinzón chegou a um cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe desembarcou na barra do Rio Ceará, em Fortaleza. Tais descobertas não puderam ser oficializadas devido ao Tratado de Tordesilhas.
O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes às que ocorrem em todo o litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura anual média de 26,5 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga sendo o Parque Ecológico do Cocó a maior área verde da cidade. Seu relevo tem altitude média de 21 metros e o maior rio é o Cocó.
História e Demografia
Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, assim como a busca por melhores condições de emprego e renda. A população de Fortaleza no ano de criação da vila em 1726 é estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado na cidade ocorreu em 1777 (ano de grande seca no Ceará), a mando do Capitão-General José César de Menezes, contabilizando 2.874 pessoas. Em 1808 a população foi estimada em 1.200 pessoas pelo viajantes inglês Henry Koster. Em 1813 o governador Manuel Inácio de Sampaio mandou realizar o primeiro censo em todo o Ceará, que contabilizou em Fortaleza população de 12.810 habitantes. A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que resultou em uma população de 19.264 pessoas. Neste ano embarcaram no porto da cidade para a guerra 1.236 pessoas entre soldados e oficiais.
O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a construção da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia com a economia. Em 1877 outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrarem para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se ainda nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas foram instalados campos de concentração no interior para evitar a chegada de retirantes à capital, contudo bairros de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia, têm seus processos de formação diretamente ligados com as migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade da maior urbe do Ceará.

O maior toboágua do mundo em Fortaleza
O maior toboágua do mundo em Fortaleza

De acordo com um estudo genético de 2011, pardos e brancos de Fortaleza, que constituem a maior parte da população, apresentaram ancestralidade predominante europeia (>70%), com importantes contribuições africana e indígena.
Atualmente, motivados pelo turismo de lazer, grupos de portugueses, italianos, espanhóis e de vários outros países da Europa têm escolhido Fortaleza para morar. No censo de 2000, no Ceará existiam 2.562.27 De acordo com a Polícia Federal existem 8.59128 estrangeiros morando em Fortaleza atualmente, ou seja, houve um crescimento considerável durante a década de 2000.
Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país pela ABAV nos anos de 2004/2005.
Na orla marítima de Fortaleza se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação.
As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias:Praia do Futuro,Praia de Iracema,Barra do Ceará,Praia do Naútico,Praia do Mucuripe,Praia do Meireles entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor caranguejo e o melhor camarão do Brasil.
Ainda há diversos prédios históricos,praças,pontes e parques como:Farol Velho do Mucuripe,Jardim Japonês,Parque do Cocó,Palácio da Abolição,Praça Portugal,Praça do Ferreira,Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção,Passeio Público entre outros.

Muitos Shoppings:

Possui vários shoppings, dentre os quais os maiores são Iguatemi, North Shopping e Aldeota. Del Paseo, Benfica e Via Sul são importantes áreas de comércio e entretenimento.

Maraponga Mart Moda
North Shopping
North Shopping Montese
Reserva Open Mall
Salinas Casa Shopping
Shopping Aldeota
Shopping Avenida
Shopping Benfica
Shopping Center Um
Shopping Del Paseo
Shopping Fortaleza Sul
Shopping Iguatemi
Shopping Pátio Dom Luís
Via Sul Shopping
Shoppings em construção:
North Shopping Jóquei
Shopping Pagangaba
Shopping Rio Mar

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A primeira planta de Fortaleza, datada do ano de 1726, é atribuída ao capitão-mor Manuel Francês. No desenho é notável a forca, o pelourinho, o forte e a igreja. O português Antônio José da Silva Paulet fez o primeiro desenho do que seria a atual configuração das ruas do Centro em 1818. Foi ele também o arquiteto da reforma da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, iniciada em 1812 e concluída em 1821.
Em 1859 o arquiteto pernambucano Adolfo Herbster fez a primeira planta detalhada e precisa de Fortaleza. Na planta de 1875 ele esboça a continuação de ruas e avenidas para a expansão da cidade. Os bulevares que circundam o Centro formam a principal característica desta planta: atuais avenidas Duque de Caxias, Dom Manuel e Imperador. Herbster consolidou o plano de Paulet de organizar o traçado das ruas em xadrez, que continua sendo a principal característica das expansões que se seguiram.

Socio-Economia
Fortaleza alcançou uma virtual universalização do acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Em 2010, esses serviços estavam disponíveis, respectivamente, para 98,70%, 99,75% e 98,59% dos moradores, frente a 70,66%, 96,19% e 84,54% em 1991.
Embora tenha caído ao longo dos anos 2000, a desigualdade de renda continua marcante em Fortaleza, com um Índice de Gini de 0,61. Em 2010, os 20% mais pobres da cidade detinham apenas 2,83% da renda total. Ampliando-se o espectro para os 80% menos ricos, possuíam apenas 33,4% do total. Por sua vez, 3,36% dos habitantes permaneciam na pobreza extrema e 12,14% na pobreza, significativo progresso em relação a 1991, quando esses índices eram de 15,25% e 38,97%.
Fortaleza tradicionalmente não era uma das capitais mais violentas do país, mas a criminalidade, aferida através do número de homicídios, tem crescido vertiginosamente na cidade, conforme o Mapa da Violência 2013 realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Em 2001, 609 pessoas haviam sido assassinadas em Fortaleza, com uma taxa por 100.000 habitantes de 27,9 homicídios. Em 2011, o número de assassinados subiu 119,5%, para 1.337, fazendo o índice de homicídios elevar-se para 54,0 por 100 mil habitantes, um acréscimo de 93,6% em uma década. Com a rápida expansão da violência na capital, muito superior à média das capitais nordestinas (+54,3%) e das brasileiras (-21,7%), Fortaleza saltou do 19º lugar no ranking das taxas de homicídios das capitais brasileiras, em 1999, para o 8º lugar em 2011.

Bairro Aldeota
Bairro Aldeota

Educação, Ciência e Tecnologia
Em 2010, os níveis de educação da população fortalezense ainda eram medianos, não obstante o grande avanço no seu IDH-Educação, que passou de 0,367 para 0,695 entre 1991 e 2010. Conforme os dados de desenvolvimento humano de 2010, os níveis de escolarização da população de Fortaleza se dividiam como segue: 16,5% tinham ensino fundamental completo; 32,2%, ensino médio completo; 13,7%, ensino superior completo; porém 8,6% permaneciam analfabetos e 29,0% em outras situações. O fortalezense médio tinha 10,04 de anos esperados de estudo, um pouco mais que a média cearense (9,82).
Em Fortaleza existem várias instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a FUNCAP, FUNCEME, ROEN – o maior radiotelescópio do Brasil e a Embrapa – Agroindústria Tropical, dentre outras. O campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará, é um dos lugares que mais concentra instalações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em Fortaleza, incluindo a Embrapa, Nutec, Padetec, e vários laboratórios e cursos das áreas de tecnologia, como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR. No bairro Cidade dos Funcionários também existe outro polo de desenvolvimento tecnológico voltado para a tecnologia da informação, abrigando o Insoft e o Instituto Atlântico e a sede da FUNCAP. A sede da divisão regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para o Norte e o Nordeste fica na capital cearense. A formação de mestres e doutores conta com 95 cursos, sendo 23 de doutorado, todos aprovados pela CAPES.
Fortaleza é um importante centro educacional tanto no ensino médio como no superior, não só do estado do Ceará, mas também da porção Norte e Nordeste do País. A cidade é sede ainda de duas importantes escolas de ensino médio federais: IFCE (Antigo CEFET-CE), Colégio Militar de Fortaleza, instituições bem avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio. Outra importante instituição de ensino público é o Liceu do Ceará, colégio mais antigo do estado, que é uma das bases para o ensino médio profissionalizante do Governo do Estado. O número de matriculados no ensino fundamental em 2006 foi 419.493 e no ensino médio foi 143.743.52 Outras escolas também se destacam no cenário nacional como grandes “doadoras” de alunos para as mais difíceis universidades do país, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia. São elas: Colégio Batista Santos Dumont, Farias Brito, 7 de setembro, Ari de Sá Cavalcante, Colégio Christus, Colégio Santa Cecilia, dentre outros.

9013 – Biologia – Cérebro controla o envelhecimento do corpo


Morreremos quando os órgãos falharem. Essa falha pode ser causada por acidentes, doenças ou pelo desgaste natural dos tecidos ao longo da vida. Mas pode existir também um quarto elemento: a ação do seu próprio cérebro. Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, descobriu que o cérebro humano possui uma espécie de relógio interno – que determina quanto tempo o organismo irá viver. Isso acontece no hipotálamo, uma região no meio do cérebro que controla diversas reações do corpo, como fome, sede e sono. Em estudos com ratos, os pesquisadores notaram algo interessante: conforme o animal envelhece, o hipotálamo vai elevando o nível de um conjunto de proteínas chamado NF-kB. Os cientistas resolveram fazer um teste. Usando manipulação genética, criaram ratos imunes a essas proteínas. Surpreendentemente, os bichos viveram 23% a mais que a média.
Ainda não se sabe por que a proteína está ligada ao processo de envelhecimento. Uma possível explicação é que ela gere processos inflamatórios crônicos no corpo – que, no longo prazo, desgastariam os órgãos e poderiam predispor a doenças. “Não temos como acabar com o envelhecimento. Mas talvez possamos estender o tempo de vida das pessoas”, acredita Cai.

9012 – Medicina – O Vírus da Raiva


Certo dia, o sujeito acorda se sentindo estranho. Tem um pouco de febre, uma dor de cabeça, talvez uma falta de apetite. Pode ser qualquer coisa. Passados uns dias, uma súbita ansiedade toma o doente. Dores pelo corpo e convulsões. A febre aumenta, e ele se torna agressivo. É quando aparece o sintoma inconfundível: um pavor incompreensível de água. É a hidrofobia. Não pode nem ficar perto de um copo d´água que o terror o domina. A essa altura, a garganta sofre espasmos e a pessoa emite gritos que mais parecem ganidos e uivos. Não há mais dúvidas, é a raiva. Quando os sintomas chegam a esse ponto, nada mais pode ser feito: em poucos dias, a morte – dolorosa, agonizante – é certa, em quase 100% dos casos.
A raiva tem sintomas tão assustadores porque mata de forma diferente da maioria das doenças neurológicas, que costumam destruir os neurônios. O lyssavirus (que vem do grego lykos: lobo) atinge os neurotransmissores, a comunicação do sistema nervoso. Depois da contaminação, caminha cerca de 1 cm por dia da ferida em direção ao cérebro e lá, por meio de um mecanismo chamado excitotoxicidade, faz com que as células nervosas gastem toda a sua energia e morram de exaustão. Aos poucos, as funções automáticas param de funcionar, e a morte acontece por parada cardíaca ou respiratória.
Por muitos séculos, a raiva foi a única doença visivelmente transmitida por animais – sempre mamíferos (principalmente cachorros e morcegos) e sempre por mordidas. “O vírus da raiva evoluiu para viver no cachorro, e o cachorro evoluiu para coexistir com o homem. Isso fez com que a doen-ça se espalhasse”, escrevem Bill Wasik e Monica Murphy em Rabid: A Cultural History of the World¿s Most Diabolical Virus (“Raiva: uma história cultural do vírus mais diabólico do mundo”). Hoje, a raiva está controlada: são 55 mil casos em humanos ao ano, de acordo com a OMS, quase todos na Ásia e África. Mesmo no Brasil, a doença é raríssima: no ano passado, foram apenas cinco casos. Tudo graças à vacina. “Hoje o principal risco é o contato com animais silvestres, que aumentou por causa do ecoturismo”, diz Jarbas Barbosa, secretário nacional de Vigilância em Saúde.
Os mistérios sobrenaturais que envolviam a doença só foram dissipados quando uma celebridade do mundo científico voltou suas atenções para ela: Louis Pasteur. Ele pesquisou a raiva justamente porque se tratava da “mais assustadora e mortal das doenças”. Sua vacina consistia em 21 dolorosas injeções na barriga, que continham cada vez uma versão mais enfraquecida do lyssavirus. O método de Pasteur foi aperfeiçoado e é usado até hoje: atualmente bastam quatro vacinas no braço. Foi essa simples solução que praticamente eliminou a doença.

Sobre vampiros, zumbis e lobisomens
Um ser violento, que vive na escuridão. Ao menor sinal de perigo, ele se torna agressivo: mostra os caninos pontiagudos e espuma pela boca. É hipersexualizado, como um animal no cio. Ataca quem estiver por perto – e quem tiver o azar de ser mordido em pouco tempo também se tornará um deles. É um vampiro? É um lobisomem? É um ser humano com raiva? Difícil separar as histórias. Tanto que, em 1998, o médico espanhol Juan Gómez Alonso chamou a atenção da comunidade científica ao publicar Raiva: uma possível explicação para a lenda dos vampiros. Ele defende que os vampiros – um dos mitos mais marcantes da cultura pop há 200 anos – são, na verdade, criações literárias baseadas em pessoas infectadas com raiva.
A relação mais óbvia é o fato de que tanto a raiva quanto o vampirismo passam de organismo a organismo por uma mordida. Mas o médico espanhol também cita outras características similares: o intenso desejo sexual dos vampiros e das pessoas infectadas (há relatos de contaminados que ejaculam até 30 vezes ao dia) e a violência.
Além dos vampiros, o cientista espanhol defende que os lobisomens também surgiram da doença. As mordidas, os dentes à mostra e a transformação animalesca seriam os indícios. Bill Wasik e Monica Murphy explicam: “Observe os filmes de terror. Os vilões surgem ofegantes, quase sempre mordendo suas vítimas. Quase sempre há uma forma de contágio – algo maligno que passa de vítima a vítima, por meio de uma mordida, beijo ou lambida”. Para eles, nada além de roteiros inspirados na raiva. E há indícios de que a nova febre dos zumbis também seja fruto do mal. No filme Extermínio, de 2002, a humanidade é atacada por uma doença de nome “fúria”. O diretor, Daniel Boyle, admitiu ter se inspirado na raiva para criar sua versão de zumbis, muito mais ágeis e furiosos do que os clássicos e molengas zumbis dos anos 60, 70 e 80.
A raiva mata pela exaustão. Excita tanto o cérebro que ele fica sem energia para as funções vitais.
Quando entra no organismo de uma pessoa, o vírus se desloca por meio do sistema nervoso, avançando entre um e dois centímetros por dia, navegando pelas linhas de transmissão de impulsos nervosos.
Quarenta dias podem se passar da contaminação aos primeiros sintomas: sinal de que é tarde demais.

9011 – ☻ Mega Notícias – Drones contra o Vandalismo


O sistema ferroviário da Alemanha pretende montar uma esquadrilha de drones (aviões não-tripulados), que serão usados para fazer vigilância e detectar casos de vandalismo nas estações. Hoje, a ferrovia gasta US$ 10 milhões por ano para apagar pichações e consertar danos.

Vírus contra doença
Essa capacidade foi descoberta por pesquisadores da Universidade da Califórnia, que estudaram o T4 – um vírus de apenas 200 nanômetros (200 milionésimos de centímetro) de comprimento. O T4 é especializado em matar a bactéria Escherichia coli, que causa intoxicação alimentar. A boca é um ambiente propício para o vírus porque ela secreta muco, que o T4 utiliza para se multiplicar. Ou seja: além de oferecer um serviço valioso para os humanos, ele também se beneficia.