8900 – Mega Curtíssima -De onde surgiram os símbolos do homem e da mulher?


As convenções nasceram da mitologia grega.
O círculo com a cruz representa o espelho de Afrodite (Vênus), símbolo da mulher. O círculo com uma flecha dirigida para o alto representa o escudo e a lança de Ares (Marte), símbolo do homem.

Não Confunda!!!

Vocês está no ☻ Mega Arquivo

8899 – História da Medicina – Um Mundo nos Tempos de Pestes


Nos países industrializados, os problemas cardíacos e o câncer formam uma dupla campeã de causa de mortalidade, devido aos hábitos e, ironicamente, à longevidade conquistada pelo homem moderno. Pois essas doenças degenerativas precisam de um tempo maior para se desenvolverem. E, até o início deste século, as pessoas costumavam morrer antes desse prazo, infectadas por parasitos de toda espécie. Contudo, apesar de provocarem um menor número de vítimas hoje em dia, as doenças infecciosas continuam a atemorizar, talvez por serem as únicas transmissíveis de uma pessoa para outra. A compreensão das infecções começou a avançar para valer em 1348, quando estourou a chamada Peste Negra na Europa. Foi uma dura lição: em apenas dois anos, morreu de peste um quarto da população do continente, estimada em 102 milhões de habitantes. Naqueles tempos, acreditava-se que até o olhar de um doente podia contaminar alguém.
Esta, ao menos, era a convicção dos mais céticos. Porque, para a maioria das pessoas, uma epidemia — ou seja, o surto de uma doença infecciosa — era um castigo divino, que vinha diretamente do céu ou, quem sabe, do inferno.Por isso, no auge da epidemia de peste, o papa Clemente VI conclamou os fiéis de toda parte a pedir clemência em Roma.
Fugir literalmente das doenças era a única terapia eficiente no passado: o escritor italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375), em um dos contos de seu célebre Decamerão, relatou que sete donzelas e três rapazes se refugiaram em uma casa de campo, para se prevenir da peste em Florença; ali ficaram, durante mais de mil e uma noites, inventando histórias para passar o tempo.
Entre os séculos XIV e XVIII ocorreram nada menos que dez pandemias, ou seja, a doença se espalhou pelo mundo inteiro. Ao primeiro sinal da peste nas cidades, os ricos escapavam para o campo e eram, geralmente seguidos pelos médicos, que precisavam de pacientes endinheirados para pagar por seus serviços. “A doença, em uma etapa inicial, era transmitida pelos ratos, infectados pelo bacilo Yersinia pestis”, explica Passos. Em Veneza, aliás, por volta de 1350, as pessoas já desconfiavam do papel sinistro dos roedores. Daí, quando um navio chegava do Oriente, os passageiros ficavam retidos na embarcação durante quarenta dias, por causa da possibilidade de os porões esconderem ratos clandestinos. Passado esse período, se não havia sinal da peste, o capitão hasteava uma bandeira branca na proa: estava criada a quarentena, conhecida até hoje. Baixo e calvo, o epidemiologista tem mania de organização; por isso, redigiu de maneira clara as formas de contaminação de diversas doenças.
Segundo Passos, o bacilo da peste, ao infectar o organismo humano, se aloja nas células dos gânglios linfáticos que, aproximadamente, dois dias mais tarde ficam inflamadas, formando ínguas ou bubões — eis a razão do nome peste bubônica. “Mas, em uma segunda fase da moléstia, as bactérias escapam pelas secreções do nariz. Então, torna-se possível a transmissão entre pessoas”, descreve o médico, com a fala mansa. “Havia lógica, portanto, no movimento de fuga das cidades: a aglomeração urbana oferecia mais riscos do que a vida no campo.” Ao observar que a proximidade tornava a contaminação viável, o francês Charles Delorme (1584-1678), médico de Luis XIII, defendeu o uso de vestimentas especiais, durante uma epidemia de peste em Marselha. Ele criou, assim, o primeiro uniforme de médico, nada parecido, aliás, com o tradicional avental branco: o modelo escuro exibia uma máscara na forma de bico, que continha substâncias aromáticas.
Só em 1890, o pesquisador suíço Alexandre Yersin (1863-1943) e o japonês Shibasaburo Kitasato (1856-1931) descobriram, em Hong Kong, o bacilo causador da peste. Na realidade, o Yersinia pestis não surgiu de repente, isto é, já existia muito antes das epidemias medievais. Há indícios de que a maioria dos agentes infecciosos conhecidos hoje convivem com o homem desde a Pré-história. Por incrível que pareça, apesar dos danos que provocam à nossa vida, esses microorganismos são os maiores derrotados na batalha pela sobrevivência. Pois os parasitos bem-adaptados ao longo da evolução não matam seus hospedeiros, numa atitude suicida, como fazem os infecciosos. Por sinal, é provável que alguns destes tenham, primeiro, infectado bichos; mas, quando o homem passou a domesticar animais, esses microorganismos passaram por mutações genéticas, a fim de aproveitar a oportunidade de parasitar outra espécie — a humana. Estudos na área da Genética mostram que o vírus do sarampo, por exemplo, é descendente direto do vírus da raiva nos cães. Já o vírus da gripe tem um parente próximo, que prefere infectar os porcos. A varíola, por sua vez, seria similar a uma moléstia típica das vacas.
Mas, pior do que a passagem do bicho para o homem — que pode levar milhares de anos — é a contaminação de um ser humano por outro ser humano, que costuma ser imediata. Uma prova disso é a expansão dos povos mediterrâ-neos que, de acordo com os historiadores, coincidiu com uma série de registros de epidemias. Por volta do ano 500 a.C., esses povos aprenderam a navegar. Antes, cada cidade, isolada, tinha doenças locais, às quais as pessoas estavam adaptadas de alguma maneira. Elas, até então, se deslocavam por terra. Ou seja, se um viajante adoecia no caminho, tinha grande probabilidade de morrer antes de terminar o trajeto. No entanto, com a velocidade das travessias por mar, em que se percorriam cerca de 100 quilômetros por dia com a ajuda do vento, era possível um doente chegar vivo ao destino — e transmitir a moléstia.
Muito mais tarde, no século XII, por exemplo, a lepra chegou ao Ocidente, no rastro das Cruzadas. Segundo as famosas tábuas de Hamurabi, rei da Babilônia, datadas do século XVIII a.C, a doença existia em sua época, quando desfigurava seus súditos. De fato, o bacilo de Hansen, causador do mal — descoberto apenas em 1873 —, provoca lesões da pele, arrasando com suas terminações nervosas. A aparência das vítimas era assustadora. Por isso, os europeus, espantados com a suposta nova doença, resolveram segregá-las em asilos, os lazaretos, assim chamados porque os primeiros deles surgiram na Ilha de San Lazzaro, perto de Veneza. No século XVIII, somavam-se cerca de 19000 lazaretos na Europa, sempre fora dos portões das cidades.
Os primeiros casos aconteceram em Barcelona, em 1493, por isso o mal ficou conhecido como “doença espanhola”. Poucos anos depois, surgia na França e, quando apareceram casos na Alemanha, citavam a “doença francesa”. Como os europeus costumavam viajar para o Oriente, em 1496 já se encontravam sifilíticos na Ásia. O médico alemão Johannes Widmann (1440-1553) reconheceu que as pessoas se contaminavam pelo sexo — uma dedução fantástica, considerando os recursos da época. Em países como a França e a Alemanha, os banhos públicos mistos foram terminantemente proibidos. Mas isso não resolveu o problema das epidemias, já que os marinheiros, na volta de suas viagens, continuavam espalhando a doença.
Como a sífilis, outras doenças fizeram longas trajetórias, acompanhando o homem em suas conquistas. Com isso, pode-se dizer que uma das maiores marcas da Idade Moderna foi a eclosão simultânea de diversas epidemias. Estima-se, por exemplo, que entre os séculos XVI e XVII, na Inglaterra, nove em cada dez mortes eram por doenças infecciosas. Pois, nessa época, ali existiam ao mesmo tempo epidemias de sarampo, cólera, varíola, peste bubônica, sífilis, lepra e tuberculose — era mesmo difícil sair imune. É claro que uma doença surge quando um parasito, para se reproduzir, precisa destruir as células do organismo em que se hospeda — estrago que se reflete nos sintomas da moléstia.

Por sua vez, corre-se o risco de epidemias, se o microorganismo vândalo pega carona no organismo de um viajante — isto faz sentido. Mas, muitas pessoas podem se indagar como, depois de atravessar tantas epidemias, o homem conseguiu sobreviver até a década de 40 deste século, quando se testaram pela primeira vez as drogas antibióticas, capazes de curar todas as infecções, menos as produzidas por vírus. Uma coisa é certa: a cada surto de determinada infecção, os sobreviventes tendem a adquirir anticorpos específicos contra o parasito responsável, surgindo gerações de pessoas cada vez mais resistentes. Além disso, muitas vezes, uma bactéria compete com outra — e, nessa briga, o homem pode sair ganhando.
Durante muito tempo, os cientistas buscaram explicações para o final das reincidências de peste bubônica. Estudos recentes sugerem que as epidemias de tuberculose no século XVIII serviram para imunizar as pessoas contra a peste. Ou seja, os anticorpos que o organismo cria para combater o bacilo de Koch, responsável pela doença pulmonar, eram versáteis o bastante para atacar também a outra bactéria. Mas a tuberculose, embora grave, matava com menos freqüência do que a peste. Esta, infelizmente, teve um substituto à altura: naquele século, eclodiram inúmeros casos de tifo na Inglaterra. Dali, o mal partiu para a América, incluindo o Brasil. Dores de cabeça insuportáveis e febres altíssimas eram queixas comuns nas prisões inglesas.
Transmitido pelo piolho, o tifo resulta diretamente da falta de higiene. A situação piorou quando os soldados de Napoleão, em sua retirada da Rússia, entre 1813 e 1814, espalharam a doença por toda a Europa. Aliás, as guerras facilitam o aparecimento de certas epidemias, como a do tifo. Por sorte, logo em seguida, o estudo das doenças passou por duas verdadeiras revoluções. Isso porque, apesar de as bactérias terem sido descobertas em 1674 pelo microscopista holandês Van Leeuwenhoek, apenas no século XIX o químico e microbiologista francês Louis Pasteur conseguiu provar que os microorganismos são capazes de provocar doenças.“Só então, com o avanço da Bacteriologia, os médicos começam a combater efetivamente as moléstias”, opina Emerson Mehry, da Unicamp. “Antes, determinada doença era encarada como uma série de sintomas, com uma ordem de entrada em cena que, conforme o caso, podia até ser bem conhecida dos médicos”, explica o estudioso da história. “Eles esperavam ou provocavam um por um dos sintomas, de modo que, se passasse o último deles, a doença teria igualmente passado.

8898 – Semáforos solares para as ruas brasileiras


O desperdício de eletricidade é tão grande e – infelizmente – tão natural na nossa sociedade que, todos os dias, presenciamos enormes gastos desnecessários de energia e nem sequer nos damos conta. Quer um exemplo? Semáforos! Afinal, eles passam 24 horas funcionando e não podem ser apagados em nenhum dia do ano.
Óbvio que não estamos sugerindo que os faróis de trânsito sejam extintos das ruas, mas há alternativas para diminuir – e até mesmo zerar – o consumo de energia elétrica nos semáforos. O uso de lâmpadas LEDs no lugar das incandescentes, por exemplo, já está sendo adotado em diversas cidades do mundo – inclusive brasileiras – e diminui bastante o uso da eletricidade (as lâmpadas incandescentes consomem 100 watts, enquanto as LEDs, de 15 a 20 watts).
A grande novidade, no entanto, está nas cidades de San Isidro, na Argentina, e Porto Príncipe, no Haiti, onde as lâmpadas dos sinais de trânsito também foram trocadas por LEDs, mas, ao invés de serem abastecidas por energia elétrica, são alimentadas por painéis solares.
Além de cortar os gastos energéticos em 90%, se comparados aos faróis convencionais, os semáforos solares são 100% ecológicos e ainda ajudam a diminuir o trânsito das ruas onde estão instalados. Monitorados via satélite, eles funcionam a partir do sistema wireless de internet, o que permite que os técnicos do trânsito alterem, a qualquer momento, o tempo de cada farol, de acordo com o tráfego.
A ideia ainda não chegou ao Brasil, mas a gente não vê a hora disso acontecer. Segundo dados da CET, só em São Paulo existem mais de 20 mil cruzamentos com semáforos. Dá pra imaginar o tamanho da economia?

8897 – Física – A Velocidade da Luz


Já se perguntou qual é a verdadeira velocidade da luz? Ao observar uma lâmpada acendendo, uma decoração de Natal piscando ou um relâmpago na tempestade temos a impressão de que luz chega instantaneamente aos nossos olhos. Esta suposição foi aceita por muito tempo entre os filósofos naturais da antiguidade e da idade média.
Hoje sabemos que a velocidade da luz no vácuo é de aproximadamente 3,0 X 108 m/s ou 300.000.000 m/s em uma aproximação grosseira. Se necessitarmos de valores mais precisos o valor exato é 299.792.458 m/s. Mas como os cientistas chegaram a estes valores? E por que é tão importante medir a velocidade da luz?

As primeiras medições
A primeira medição a obter resultados relevantes foi realizada por Hippolyte Fizeau (1819-1896) e aperfeiçoada mais tarde por Leon Foucault (1819-1868). Esta experiência consistia de uma roda dentada na frente de um observador e de uma fonte luminosa. A 8,6 Km dali ficava um espelho que refletia o brilho da fonte luminosa para o observador. Ao variar a rotação do disco em certa frequência, o reflexo não seria enxergado caso fosse bloqueado por um dos dentes da roda. A partir dai seria possível inferir a velocidade da luz. Fizeau obteve c=315 000 000 m/s, bem perto do valor conhecido atualmente.
Aperfeiçoando os métodos de medição, Foucalt substituiu a roda dentada por um objeto octogonal rolante coberto por espelhos. O artefato refletia a luz da fonte que era enviada a um espelho distante. Quando o feixe de luz retornava, era então refletido por outra parte do objeto, em um ângulo diferente que poderia ser facilmente medido. Com esta experiência Foucalt chegou a c = 298.000.000 m/s, com menos de 1% de diferença do valor atual.
Utilizando métodos modernos, raios lasers e sistemas de medição altamente precisos os cientistas são capazes de determinar a velocidade da luz com grande precisão. Entre os equipamentos utilizados para este fim estão os interferômetros. Eles funcionam comparando dois feixes de luz refletido em direções diferentes. Os interferômetros foram essenciais para uma descoberta que mudaria totalmente o conhecimento humano sobre o Universo.
A experiência de Michelson e Morley
A composição da luz sempre foi um mistério para os cientistas até o século XX. Alguns séculos antes, Descartes propôs que a luz seria conduzida pelo Éter (um “fluido” que preencheria o vácuo). Caso a suposição cartesiana fosse verdadeira a luz assumiria diferentes velocidades quando propagada em diferentes direções como resultado da translação da Terra. Em sua experiência utilizando um interferômetro, o cientista Albert Abraham Michelson percebeu que não ocorriam as variações exigidas pelas previsões teóricas. As suas experiências foram repetidas diversas vezes, incluindo a célebre experiência feita junto com o cientista Edward Williams Morley.
Os resultados das experiências de Michelson e Morley só foram compreendidos a partir da Teoria da Relatividade Restrita de Albert Einstein. A velocidade da luz no vácuo em relação a um referencial inercial é constante em todas as direções em que ela for medida. Mesmo quando o referencial inercial está em movimento em relação a um outro referencial inercial, ela continua a com o mesmo valor c = 299.792.458 m/s.
A constante c, segundo Einstein, constitui um limite de velocidade para qualquer objeto com massa inercial: nenhum corpo pode ultrapassar a velocidade da luz em relação a um referencial inercial. As teorias de Einstein mudaram a Ciência do século XX e influenciam os físicos e astrônomos até hoje.

interferometro

8896 – Programa de computador ajuda a detectar câncer de pulmão


Um novo programa de computador pode diminuir as chances de enganos no diagnóstico do câncer de pulmão. O programa, desenvolvido por um grupo de cientistas canadenses, auxilia os médicos na hora de avaliar se uma mancha detectada na tomografia de pulmão é cancerosa ou não. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira no periódico New England Journal.
O método de avaliação de risco clínico ajudou a analisar corretamente nove de 10 manchas, classificando-as em malignas ou benignas. Atualmente, exames de tomografia computadorizada são utilizados para diagnosticar a doença, mas, de acordo com o estudo, podem levar a cirurgias desnecessárias em 25% dos casos.

“Temos evidências de que o nosso modelo de calcular o risco pode prever com precisão quais são as anormalidades que aparecem na primeira tomografia e que requerem um acompanhamento — como uma biópsia ou cirurgia — e quais não”, explica Stephen Lam, um dos autores do estudo.

Modelo
O modelo de previsão do programa inclui uma calculadora de risco que avalia fatores como idade, sexo, histórico familiar e localização do nódulo, entre outras características. O estudo se apoiou ainda na tomodensitometria, uma técnica de geração de imagens médicas tridimensionais, auxiliada por computador.

“Reduzir o número de exames desnecessários e aumentar os trabalhos de diagnóstico rápido e intensivo em indivíduos com nódulos de alto risco são os principais objetivos do modelo”, afirma Martin Tammemagi, epidemiologista da Universidade de Brock e responsável pelo projeto.
Os cientistas testaram a ferramenta em uma população de quase 3.000 pessoas, incluindo atuais e ex-fumantes de 50 a 75 anos de idade, já submetidos a tomografias de baixa dosagem. O método desenvolvido pelos pesquisadores ajudou, em 94% dos casos, a determinar corretamente se o nódulo era ou não canceroso — o que os cientistas descreveram como uma “excelente exatidão de previsão”. Além disso, a tecnologia também ajudou a diagnosticar pequenos nódulos enganosos, medindo no máximo 10 milímetros, com exatidão.
“Os modelos de previsão anteriores para nódulos de pulmão mostravam uma grande prevalência de câncer de pulmão, de 23% a 75%, em comparação com 5,5% no nosso estudo”, destacam os autores. Segundo Stephen Lam, o programa terá um impacto clínico imediato. “São ótimas notícias para todos, de pessoas com alto risco de desenvolver câncer de pulmão a radiologistas, médicos e cirurgiões torácicos”

8895 – ☻Mega Notícias – Luz para exterminar mosquito da dengue


Preocupados em eliminar o mosquito da dengue de uma forma não prejudicial ao meio ambiente — ao contrário dos larvicidas usados para o extermínio do mosquito, que contaminam o ambiente —, uma equipe de pesquisadores da USP de São Carlos resolveu testar um novo método para solucionar o problema: a terapia fotodinâmica. O projeto, de autoria da mestranda em biotecnologia Larissa Marila de Souza, tem como objetivo impedir a proliferação do pernilongo transmissor da doença, o Aedes aegypti, usando diferentes fontes de luz, como o sol ou lâmpadas fluorescentes.
Para testar a hipótese de que a terapia fotodinâmica, até então usada apenas no tratamento de lesões malignas e no controle microbiológico, funcionaria também nos mosquitos, Larissa mergulhou larvas do pernilongo em uma solução com uma droga fotossensibilizadora, ou seja, cujo comportamento e ativação são controlados por meio da luz. Depois disso, ela expôs as larvas a diferentes tipos de iluminação, e os resultados foram significativos: na exposição à luz solar e às lâmpadas fluorescentes, a mortalidade foi de 90% das larvas. Na exposição aos LEDs, essa porcentagem caiu e ficou entre 70 e 80%.
Os cientistas realizaram também experimentos com pernilongos da dengue adultos, e os resultados se mostraram tão promissores quanto os dos testes feitos somente com larvas. Após alimentar os mosquitos adultos com a droga fotossensibilizadora (dissolvida em uma mistura de sangue de carneiro e açúcar, para atrair os animais), os pesquisadores perceberam que os ovos resultantes do acasalamento entre esses mosquitos não eclodiram. Em outras palavras, os pernilongos passaram a ser incapazes de se reproduzir de maneira correta.
“Ainda precisamos fazer mais experimentos para saber, com certeza, se a não eclosão dos ovos está relacionada à presença do fotossensibilizador no organismo”, explica Larissa.
A orientadora do projeto, Natália Mayumi Inada, conta que agora a equipe está testando a eficácia de outras substâncias químicas fotossensibilizadoras. Entre elas, estão a clorina, capaz de matar fungos e bactérias, e a curcumina, produzida a partir das raízes do açafrão.

8894 – Nasa vai lançar sonda para estudar ‘aurora boreal’ na Lua


A Nasa, agência espacial americana, lança na madrugada deste sábado (0h27 de Brasília) uma pequena nave robótica chamada Explorador de Atmosfera e Poeira Lunar (Ladee, na sigla em inglês) para tentar resolver um mistério que já dura mais de 40 anos. Na última expedição tripulada até a Lua, a Apollo 17, os astronautas relataram ter visto um brilho no horizonte lunar logo antes do nascer do Sol, semelhante à aurora boreal. O fenômeno, esboçado em seu caderno por Eugene Cernan, comandante da missão, surpreendeu os cientistas, já que a lua não tem uma atmosfera suficiente espessa o suficiente para refletir a luz do Sol dessa maneira.
A nova missão, estimada em 280 milhões de dólares, parte da ilha Wallops, na Virgínia, Estados Unidos. Em aproximadamente um mês, quando entrar na órbita lunar, o Ladee vai testar a teoria elaborada pelos cientistas segundo a qual o misterioso fenômeno é efeito da poeira lunar, eletricamente carregada, em suspensão.
Com o tamanho de um carro pequeno e pesando 383 quilos, a sonda vai investigar ainda o entorno gasoso da Lua, denominado exosfera (fino demais para ser considerado uma atmosfera). De acordo com os especialistas encarregados da missão, os dados podem ajudar na pesquisa de outros corpos do Sistema Solar, como o planeta Mercúrio e asteroides.
“Por meio das sondas de reconhecimento, descobrimos que a Lua continua evoluindo e que, de fato, tem uma espécie de atmosfera”, disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa e encarregado de missões científicas. Para ele, esta missão “poderia ajudar a entender melhor a diversidade do nosso Sistema Solar e sua evolução”.
Comunicação a laser
A Nasa pretende ainda testar um sistema de comunicação espacial a laser, que poderia melhorar a comunicação entre os satélites e suas bases na Terra. Com essa ligação, os dados poderiam ser transmitidos do espaço até seis vezes mais rápido do que atualmente.
A última missão da Nasa para a Lua foi em 2012, com o lançamento das sondas gêmeas Grail para medir seu campo gravitacional. Antes disso, em 2009, os Estados Unidos lançaram as duas sondas, que confirmaram a presença de água em forma de gelo em uma cratera no polo sul da Lua.
O Centro Espacial de Wallops fica a 270 quilômetros da capital americana. Criado em 1945, ele tem sido usado para lançar pequenas naves suborbitais e balões científicos.