8458 – Estrela na ‘vizinhança’ da Terra tem três planetas em sua zona habitável


planeta novo

Novas observações sobre um sistema planetário já bem conhecido dos astrônomos, na constelação de Escorpião, mostram que a estrela Gliese 667C tem até sete planetas em sua órbita, sendo que três deles estão na chamada zona habitável –região onde água líquida pode existir, dando condições para a possibilidade de vida.
O sistema Gliese 667 tem três estrelas. Os planetas descobertos com a ajuda do telescópio VLT do ESO (Observatório Europeu do Sul), no deserto do Chile, estão em órbita da estrela 667C, uma anã-vermelha bem mais fria que o Sol e com um terço de sua massa.
Estudos anteriores apontaram três planetas orbitando essa estrela, sendo que um deles, o Gliese 667Cc, estaria na zona habitável.
Agora, astrônomos liderados por Guillem Anglada-Escudé, da Universidade de Göttingen, na Alemanha, e Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, reexaminaram o sistema e adicionaram mais dois astros à zona habitável da estrela, que está a “só” 22 anos-luz daqui, muito mais perto do que os astros procurados pelo telescópio Kepler, o caçador de planetas da Nasa, por exemplo.
De acordo com um comunicado enviado pelo ESO, o horizonte visto de um dos planetas em órbita da Gliese 667C teria essa estrela aparecendo como o nosso Sol e as outras duas que compõem o sistema como duas estrelas bem visíveis à luz do dia e tão brilhantes quanto a Lua cheia à noite.
Com a descoberta, a zona habitável da estrela Gliese 667C está preenchida: não há mais órbitas estáveis nas quais um planeta pudesse existir.
Os três planetas achados na região potencialmente habitável são ‘super-Terras’ –planetas cuja massa é maior do que a da Terra mas menor do que a de Urano ou Netuno. É a primeira vez que três astros são achados na mesma zona habitável.
Sistemas “compactos” ao redor de estrelas similares ao Sol são abundantes da Via Láctea. Mas os planetas em volta dessas estrelas costumam ser quentes demais para serem habitáveis. Como a estrela Gliese 667C é mais fria, a zona habitável dela fica mais próxima, numa zona que cabe na órbita de Mercúrio, por exemplo.

8457 – Geo-Política – América Latina, um barril de pólvora?


am latina
Dados estatísticos vêm apontando para apenas 36% da população participando efetivamente da produção. Da população ativa, 21% ocupa-se exclusivamente da agricultura, embora em alguns países o valor seja mais alto.
Na Guatemala é de 58%, no Paraguai, 49%, Bolívia 42%. A média de analfabetismo é superior a 15%, mas no Haiti é de 47% e na Guatemala é de 39% contra 4% de Cuba e 5% da Argentina. O índice de mortalidade infantil também é alto: 100 óbitos por mil na Bolívia. Vários países são depositários de riquezas naturais imensas, que bem aproveitadas poderiam transformar o continente numa colossal potência econômica, capaz de impor-se no plano mundial. Mesmo permanecendo fora dos 2 gramdes conflitos mundiais, durante todo o século 20 jamais ficou em paz. Houve no início da década de 1990 um aumento da miséria, ocasião em que a metade da população do continente vivia abaixo da linha de pobreza.

8456 – Estudo diz que geleiras da região do Everest diminuíram 13% em 50 anos


O Monte Everest, a maior montanha do mundo, já sofre impactos do aumento da temperatura global.
De acordo com o estudo, anunciado em uma conferência realizada em Cancún, no México, em 50 anos o gelo encontrado na região do Everest reduziu-se em 13% e pontos da montanha que antes ficavam totalmente cobertos já são visíveis.
Geleiras com tamanho médio de 1 km² estão desaparecendo mais rapidamente e foi detectada uma redução de 43% da presença delas na superfície da montanha desde 1960. A exposição de rochas e escombros que antes ficavam nas profundezas do gelo aumentou 17% desde 1960. Já as extremidades das geleiras recuaram, em média, 400 metros nos últimos 50 anos.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, há suspeita de que a grande quantidade de emissões de gases de efeito estufa seja a principal causa da redução do gelo e neve na região do Everest. No entanto, eles ainda não estabeleceram uma ligação entre as mudanças na montanha e as mudanças climáticas.

Ritmo crescente de degelo
Segundo o pesquisador Sudeep Thakuri, que liderou a equipe de cientistas durante o trabalho, patrocinado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), as informações foram obtidas com a ajuda de imagens de satélite do Parque Nacional Sagarmartha, além de mapas topográficos e reconstrução da história glacial da região. A análise estatística mostra ainda que a maioria das geleiras do parque recuam a ritmo crescente.
Dados hidrometeorológicos avaliados pelos cientistas apontaram também que, desde 1992, a temperatura da região do Monte Everest aumentou 0,6ºC e as chuvas diminuíram em 100 milímetros nos períodos que antecipam as monções (mudança de ventos que proporcionam chuvas intensas durante os períodos de junho a agosto) e nos meses de inverno.
A próxima etapa da pesquisa é integrar os dados sobre as geleiras, a hidrologia e o clima na região, para entender melhor o ciclo das chuvas e a futura disponibilidade de água no Himalaia. “As calotas polares e o gelo do himalaia são considerados uma fonte de água para a Ásia, para o consumo, agricultura e produção de energia”, explicou Thakuri.

8455 – Demografia – Crescimento desafia o planeta


As previsões alarmistas de Thomas Malthus falharam, mas nem por isso a tarefa tem sido fácil. O avanço da população mundial – que chegou a 7 bilhões de pessoas – eleva a pressão por alimentos, infraestrutura e serviços essenciais como educação e saneamento. E, ao mesmo tempo em que tenta atender a essas demandas, o mundo encontra grandes dificuldades para reverter e minimizar os danos ao meio ambiente, diminuir as desigualdades econômicas e sociais e lidar com a falência dos grandes centros urbanos
Em 2011 a população mundial atingiu 7 bilhões de habitantes, o que representa um crescimento de 1 bilhão nos últimos 12 anos. Ainda que o ritmo do aumento tenha contrariado as projeções mais alarmistas, que supunham que esse número seria atingido dez anos antes, esse avanço impõe uma série de desafios de ordem econômica para os próximos anos. Em 2050, estima-se que a população mundial alcance a marca de 9 bilhões. A pressão por alimentos, infraestrutura, educação, saneamento e habitação e um movimento de forte migração de mão de obra devem se intensificar, principalmente a partir dos países em desenvolvimento, que lideram as taxas de crescimento populacional.
Segundo a organização norte-americana Population Reference Bureau (PRB), que produz relatórios sobre a população mundial desde os anos 40, esta será a segunda vez em que a população humana cresce 1 bilhão em apenas 12 anos – na ocasião anterior, o salto foi de 5 para 6 bilhões, entre 1987 e 1999.
As projeções do PRB indicam que o Brasil, hoje o quinto país mais populoso do mundo, com 191 milhões de habitantes, passará a oitavo em 2050, com 215 milhões. Até lá, a população brasileira terá sido superada pelas de Bangladesh, Nigéria e Paquistão. Hoje, são mais populosos que o Brasil – e ainda serão em 2050 – China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
O crescimento populacional, porém, tende a ocorrer em um ritmo mais lento nos próximos anos. A realidade tem contrariado o principal postulado do economista inglês Thomas Malthus, de que o ritmo de crescimento populacional seria mais acelerado que o ritmo de crescimento da produção de alimentos (progressão geométrica versus progressão aritmética). Para Malthus, a população alcançaria a marca dos 7 bilhões na virada de 1999 para 2000. Mas ele não contava com avanços tecnológicos na área de produção de alimentos e com o controle de natalidade, que vem reduzindo o número de filhos por mulher.

A escola malthusiana previa um cenário apocalíptico de fome e guerras, em que as possibilidades de aumento da área cultivada estariam esgotadas, pois todos os continentes estariam plenamente ocupados pela agropecuária e, no entanto, a população mundial ainda continuaria crescendo.
Uma das teorias mais recentes – a do demógrafo americano Joel E. Cohen, autor do livro Quantas pessoas a Terra pode abrigar (na tradução livre em português) – estima que o limite de habitantes no planeta estaria entre 8 e 16 bilhões. Para ele, a questão não é tanto o número, mas o tipo de vida que vamos querer para nossos filhos. O padrão de consumo, o nível de inovação tecnológica e as matrizes energéticas adotadas são escolhas que vão influenciar diretamente o cenário.
O grande desafio das próximas décadas será encontrar fórmulas para reverter e evitar novos danos ao meio ambiente, diminuir as disparidades econômicas, as desigualdades sociais e a falência dos grandes centros urbanos. Para o professor Barbieri, a fome vai continuar a assolar países com forte crescimento populacional e nos quais não se vislumbram mudanças institucionais. Ao mesmo tempo, novas tecnologias e a ciência têm se mostrado eficazes em apontar soluções para amenizar as pressões de demanda por alimentos, bens de consumo, infraestrutura e serviços.
A fome já atinge metade da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mas não por falta de alimentos, e sim pela má distribuição e falta de recursos. Alterações climáticas, no entanto, podem reduzir a produção de alimentos no mundo. Pesquisadores têm buscado novas tecnologias para que se possa produzir com as temperaturas do planeta aumentando rapidamente. “Há estudos no Brasil, por exemplo, para produzir feijão resistente a um grau de temperatura a mais”, lembra Alisson Barbieri, professor do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Redução de safras e um maior interesse por investimentos em ativos de energia também podem pressionar os preços das commodities agrícolas.
O mapa econômico mundial será profundamente alterado nas próximas décadas, com os grandes países emergentes se tornando potências econômicas. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) vêm se consolidando como uma aposta de longo prazo entre os investidores. O Brasil, segundo projeções do Banco Mundial e de consultorias, deve se tornar a quarta maior economia mundial em 2050. Em 2011, de acordo com previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), ocupará o sétimo lugar. A China deve continuar a medir forças com os Estados Unidos, segundo o economista Gilmar Mendes Lourenço, coordenador do Departamento de Economia do FAE Centro Universitário. “De maneira geral há um redesenho da economia mundial desde 1995, com a queda da inflação mundial e o aumento de poder da China.”

8454 – Planeta Verde – Você é um assassino de Albatroz?


Planeta Verde

Um fotógrafo se deparou com várias carcaças de albatroz em decomposição, que morreram ao ingerir o lixo plástico que flutua ao redor da ilha.
São pedaços de rede, isqueiros, sacolas plásticas, tampas de garrafa e mais uma porção de entulhos plásticos que foram atirados no mar e acabaram viajando quilômetros e assassinando as aves, dentro do seu próprio santuário.
As imagens – que viraram um ensaio fotográfico em vídeo chocam e o pior é saber que o fato não é isolado. Segundo o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos – sem contar todo o resto da fauna aquática, como tartarugas marinhas, tubarões e centenas de espécies de peixes.
No ditado popular, uma imagem fala mais do que mil palavras. Quem sabe, agora, com a ajuda de Chris, as pessoas não se conscientizem sobre as consequências de seus atos na natureza.

8453 – Corais: esqueletos de cálcio formam muro no mar


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

Os corais são pequenos bichos marítimos que constituem colônias e, ao morrer, deixam um esqueleto de carbonato de cálcio, que forma a base dos recifes. Aqueles que ainda estão vivos ficam próximos à superfície.
“Existem três tipos de recifes de coral”, explica uma bióloga da Universidade de São Paulo. O chamado recife de franja é formado por colônias que se fixam na praia e se estendem por até 400 metros mar adentro.
Quando a praia sofre erosão, a formação se separa do continente e vira um recife de barreira. O mais famoso é a Grande Barreira de Coral, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão. O atol é o terceiro tipo. Ele é um recife que se forma ao redor de uma ilha, geralmente vulcânica. Quando ela é erodida ou afunda, sobra o atol.

Há três tipos diferentes de formação coralínea.
Franja

Os corais de franja crescem como extensão da praia, seja em uma ilha ou continente.

Barreira
Quando a praia é erodida, aparece um lago entre ela e o coral, surgindo a barreira.

Atol
O atol acontece quando a ilha que ele rodeava afunda ou desaparece por efeito da erosão.

8452 – ‘Mancha’ de lixo põe em risco a fauna no Pacífico


Planeta Verde

De Planeta Sustentável para o ☻ Mega Arquivo

Apelidado de “sopa de plástico”, o lixo é composto em grande parte dos chamado material pet, muito usado na fabricação de garrafas. Translúcida, a “mancha” flutua rente à linha das águas, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 quilômetros da costa da Califórnia (EUA). A “sopa” passa pelo Havaí, e se estende até quase o Japão.
Dois fatores contribuem para formação do problema: a ação humana e a própria natureza. Segundo os pesquisadores, um quinto dos resíduos é jogado de navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem da terra. No mar, o lixo flutuante é agrupado por influência das correntes marítimas e fica vagando dos dois lados do arquipélago havaiano.

Habitat marinho – Segundo o oceanógrafo David Karl, da Universidade do Havaí, é necessário fazer mais estudos para se determinar com exatidão o tamanho e a origem da “sopa de plástico”. O professor pretende coordenar uma expedição para estudar o problema ainda neste ano, pois acredita que o lixo flutuante já formou um novo habitat marinho.
De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos. O programas estimada que 46.000 peças de plástico flutuantes provocam a morte de mais de um milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos por ano. Seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados nos estômagos de animais marinhos mortos.

8451 – Evolução – O Rabo do Chimpanzé


evolução

Os paleontólogos admitem que o homem um dia já teve rabo. Mas, o homo sapiens vem de um grupo sem cauda, o mesmo dos orangotangos e dos chimpanzés, cujo ancestral comum é desconhecido. Alguns pesquisadores acreditam que o nosso cóccix, um ossinho que fica no final da coluna, seja um resquício de cauda. Tal opinião é a de um primatologista da Universidade Federal de Minas Gerais. O homem não seria o única. Um caso parecido teria acontecido com alguns anfíbios, onde todos têm rabo, exceto o grupo dos anuros, que inclui a rã, o sapo e a perereca. Esses animais possuem um órgão chamado uróstilo, que corresponde ao nosso cóccix.

O homem faz parte da superfamília de primatas chamada Hominoidea, que inclui somente grandes macacos, como o gibão (um símio do sudoeste asiático), o orangotango, o gorila e o chimpanzé. Em comum com o homem, esses macacos têm porte desenvolvido, capacidade de rotação do braço no ombro, ausência de rabo e certas características dentárias (32 dentes, molares com quatro pontas). Pela classificação existente, que divide a Hominoidea em três famílias, os gibões são os mais afastados do grupo.
O chimpanzé e o homem são mais próximos entre si do que do gorila. Em termos evolutivos, a linha ancestral que originou os gorilas se separou dos dois outros. Chimpanzé e homem tiveram um ancestral comum.

Vejamos as diferenças entre o homem e o chimpanzé:

Cérebro três vezes maior, com peso menor.
Braços mais curtos que as pernas.
Tórax menor e mais fino.
Músculos e nervos da mão e dedos mais desenvolvidos, com maior capacidade de manipulação.
Postura ereta.

8450 – Medicina – Equipe cria bomba de insulina que se aproxima de um pâncreas artificial


Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um dispositivo capaz de detectar os níveis de açúcar presente na corrente sanguínea de uma pessoa com diabetes tipo 1 e, a partir disso, regular a liberação de insulina, o hormônio que ajuda a controlar a taxa de glicose no sangue, pelo pâncreas. A ideia é que a tecnologia entenda quando a taxa de açúcar no sangue está ideal e interrompa a liberação do hormônio nesses momentos, evitando episódios de hipoglicemia.
O dispositivo, desenvolvido pela farmacêutica Medtronic, foi descrito em um artigo publicado neste final de semana na revista The New England Journal of Medicine. Segundo os autores do estudo, a tecnologia representa um passo em direção à criação de um pâncreas artificial.

A doença
A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, ajuda a glicose a sair da corrente sanguínea e entrar nas células, fornecendo uma fonte de energia a diversos tecidos do corpo e controlando a taxa de açúcar no sangue.
Em pessoas com diabetes tipo 1, a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente, o que acaba aumentando os níveis de glicose na corrente sanguínea. O tratamento contra a doença envolve bombas de insulina, que liberam o hormônio conforme sua programação. No entanto, essa terapia, ao mesmo tempo em que reduz os níveis de açúcar na corrente sanguínea, eleva o risco de episódios de hipoglicemia (pouco açúcar no sangue). Por isso, pessoas com a condição precisam monitorar os seus níveis de açúcar no sangue várias vezes ao dia.
O novo dispositivo, portanto, é uma variação ‘inteligente’ das bombas de insulina já existentes. Do tamanho de um celular, ele é inserido abaixo da pele do abdômen, braço ou da coxa. Assim como as bombas existentes, o dispositivo também libera o hormônio na corrente sanguínea para reduzir a taxa de glicose no sangue. Porém, a nova tecnologia se desliga automaticamente quando esses níveis estão ideais, evitando, assim, a hipoglicemia, problema que pode causar convulsões, episódios de inconsciência e danos cerebrais.
O artigo publicado pelos autores mostra os resultados de um teste clínico do dispositivo que, ao todo, envolveu 247 pessoas com diabetes tipo 1. Segundo a pesquisa, os participantes que fizeram uso do dispositivo tiveram quase 32% menos episódios de hipoglicemia do que o restante dos indivíduos.