8449 – Curiosidades – Cera, titânio e petróleo Manitol


Nada como mascar cebola para melhorar o hálito, não é? Pois é da cebola que costuma ser retirado esse adoçante, também encontrado em outros alimentos, como a beterraba. O manitol pode ser usado ainda como diurético em alguns medicamentos. No chiclete, no entanto, ele não tem essa propriedade.

Glicerina
Supositórios só amolecem dentro do nosso corpo por causa da glicerina. Aliás, é justamente essa a função da glicerina no chiclete: amolecer dentro do corpo. Não fosse por ela, você quebraria seus dentes cada vez que mastigasse a goma. O motivo do poder amaciante está na composição desse ingrediente: óleos e gordura de origem animal ou vegetal.

Cera vegetal
Nem tudo que reluz é ouro: muitas vezes pode ser só cera mesmo. Extraída da carnaúba, a cera vegetal não apenas dá brilho ao chiclete, mas também forma aquela casquinha que protege o produto. Seu poder de brilho, porém, não é restrito apenas às gomas de mascar – é ela que ajuda a deixar o chão da sua casa limpinho.

Goma base
Como o nome diz, é a base do chiclete – aquela massa que estica e puxa na sua boca. Tradicionalmente era produzida a partir do látex de árvores, mas hoje virou um material sintético, feito de derivados do petróleo, como resina e parafinas. Nosso organismo não consegue digerir a goma, então fique esperto para não engoli-la!

Dióxido de titânio
Esse ingrediente deixa o chiclete tão branquinho quanto a parede da sua casa. Ele é um corante derivado do titânio, um metal extraído de rochas. Por sua capacidade de pintar tudo de branco, é usado em tintas. Mas não pense que ele deixará seu sorriso menos amarelo: no Trident White, a função dele é tingir o chiclete mesmo, e não seus dentes.

Estearato de sódio
Eis o segredo dessa fórmula para prometer uma guaribada na dentadura. O estearato é um sal que age como um faxineiro, ajudando a remover manchas superficiais dos dentes. Se você não for fã de chiclete, procure pelo estearato no bom e velho sabonete.

Lecitina
O gostinho do chiclete não entrega, mas dentro da goma tem um pouquinho de soja. É principalmente da soja – assim como da gema de ovo – que é retirada a lecitina, ingrediente responsável por deixar homogênea toda essa mistura que você acabou de acompanhar. Já pensou como seria sentir cada um desses ingredientes na sua boca?

8448 – Qual a origem do chiclete?


Muito antes do chiclete ser inventado, os seres humanos já mascavam gomas vegetais.
O pesquisador sueco Bangt Nordqvist encontrou no sul de seu país três pedaços de resina de bétula mascados por dentes humanos perto de ossadas da época da Idade da Pedra. Nordqvist afirma que o produto contém zilitol, um desinfetante usado para limpeza dentária, que ajudava os homens primitivos a manter a arcada protegida.”
Alguns historiadores dizem que essa foi uma descoberta dos índios da Guatemala, que mascavam uma resina extraída de uma árvore chamada chicle para estimular a produção de saliva durante suas longas caminhadas. Os maias, do sul do México, também conheciam a goma de chicle, que, ao que tudo indica, usavam para refrescar o hálito. A goma era extraída de uma árvore nativa do Yucatan e de outras partes do sul do México e do noroeste da Guatemala, Sapodilla ou Manilkara zapota L. O hábito estava longe de ser uma novidade quando os espanhóis chegaram por lá em 1518.
Mas, seja qual for a versão, o chiclete não era comercializado na forma que vemos hoje. Foi somente no final do século 19 que um fotógrafo americano chamado Thomas Adams, junto com o um general mexicano exilado em Staten Island, Antonio Lopez de Santa Anna, resolveu fazer do chicle uma fonte de lucros. A primeira idéia que os dois tiveram foi usar a resina para misturar à borracha utilizada na fabricação de pneus e assim baratear muito os custos.
Resultado: frustração total. Suas experiências não deram nada certo!
Adams então teve a idéia que apresentou o chiclete ao mundo: já que o general costumava mascar a resina, por que não mascar algo com um sabor diferente? Resolveu então acrescentar o alcaçuz ao produto, produziu uma certa quantidade em formato de bolas, embrulhou-as em papéis coloridos e passou a vendê-las.
Embora colorida com algumas imprecisões, a história de Thomas Adams é fartamente documentada. No site About, Mary Bellis, editora da seção Inventores, alinhava documentos da The Encyclopedia of New York City, editada pela Universidade de Yale, que comprovam o uso do chicle das florestas mexicanas na fabricação dos primeiros Chicletes Adams.
Estava dado o passo inicial, e depois disso ninguém mais conteria essa onda dos chicletes………
Chiclete no Brasil
Foi durante a Primeira Guerra Mundial, em 1945, que os brasileiros tiveram o primeiro contato com a versão industrializada dos chicletes, por meio do contato com soldados norte-americanos. O Ping Pong — ícone da infância de muita gente — foi o primeiro chiclete lançado no Brasil, pela Kibon.
A maior bola
O Guinness, o Livro dos Recordes, informa que a maior bola de chiclete foi feita por uma americana, Susan Montgomery Williams, da Califórnia. A bola media 58,4cm e o recorde de Susan é de 1994!
Mais inteligentes?
Existe um estudo feito pela Universidade de Nothumbria, na Grã-Bretanha, que reúne evidências que sugerem que o hábito de mascar chicletes pode ser bom para a memória e a inteligência. Segundo os pesquisadores, a freqüência dos movimentos feitos para mascar causam um aumento na freqüência cardíaca. Eles acreditam que isso faça aumentar a oxigenação do cérebro, dando mais eficiência às suas funções.

8447 – Comportamento Humano – Altruístas de nascença?


Atos de altruísmo, de bondade ou “pró-sociais” são aprendidos socialmente ou são atributos morais genéticos? A teoria de que o altruísmo é parte integrante do comportamento humano, defendida pela psicologia evolutiva, sugere que esses gestos são gratificantes para quem os pratica mesmo quando a pessoa está nas primeiras fases da existência. Um estudo liderado pela psicóloga Lara Aknin na Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), “Giving Leads to Happiness in Young Children”, publicado recentemente na revista PLoS ONE, reforça a tese.

Em trabalho conduzido anteriormente, Lara e colegas haviam mostrado que crianças que compartilhavam um brinquedo com alguém pareciam mais felizes do que outras que simplesmente se divertiam com ele. A partir daí, a equipe elaborou uma experiência mais complexa: 20 crianças (11 das quais meninos) da cidade de Vancouver, com idade entre um a dois meses antes de completar 2 anos, foram selecionadas e cada uma delas foi apresentada a um macaco de brinquedo, com a explicação de que ele “gostava de guloseimas”. Depois disso, um dos pesquisadores “encontrou” oito petiscos e os deu à cada criança, dizendo que todos aqueles alimentos pertenciam a ela.
A seguir, três cenários diferentes foram armados, em ordem variada. No primeiro, o pesquisador “encontrava” outra guloseima e a dava ao macaco, enquanto a criança observava. No segundo, “encontrava” outro petisco e dava à criança pedindo a ela que o entregasse ao macaco. No último, pedia à criança que compartilhasse uma das oito guloseimas que recebera no início com o macaco.

A felicidade demonstrada pelos pequenos, em cada situação, foi avaliada por observadores independentes por meio de uma escala de sete graduações (1 = nada feliz; 7 = muito feliz). As crianças mostraram-se mais felizes ao dar uma guloseima do que ao recebê- la, e o ápice desse sentimento foi alcançado quando davam um de seus próprios petiscos. Ou seja: era mais gratificante doar algo de seu próprio “patrimônio” do que doar a guloseima que o pesquisador achava e lhes pedia para entregar ao macaco.
“Embora o papel da socialização quase nunca possa ser completamente descartado, os resultados dão suporte ao argumento de que os seres humanos evoluíram para considerar o comportamento pró-social recompensador”, afirmam os pesquisadores no artigo da PlosONE. Questionada sobre se as crianças não pareceriam mais felizes por simplesmente estar fazendo o pesquisador feliz (afora o macaco!), Lara Aknin respondeu: “É definitivamente plausível que as crianças aprenderam que os adultos valorizam o comportamento altruísta e, portanto, sorriram mais, porque esperavam receber recompensas de adultos, quando eles deram mimos.”
A pesquisadora ressalta que um detalhe oferece informações mais conclusivas sobre a natureza do altruísmo de ofertar um dos oito petiscos ou entregar uma guloseima recém-recebida. “Nos dois casos, as crianças estavam se envolvendo num comportamento de doação idêntico – dando uma guloseima – que deveria ser igualmente elogiado ou recompensado por adultos”, observa Lara. “Mas elas eram apenas mais felizes quando essa guloseima lhes pertencia e, portanto, requeria um sacrifício pessoal na doação.”

Por garantia, a equipe também solicitou aos observadores independentes que analisassem a atuação do pesquisador em cada caso, e a avaliação foi que o psicólogo não interferiu no resultado.
O estudo canadense é o primeiro a indicar que o altruísmo é intrinsecamente gratificante, mesmo para crianças pequenas, e a sugerir que elas exibem mais felicidade em dar do que em receber – uma vantagem considerável na educação infantil. A pesquisa também reforça a ideia de que recompensar crianças por um comportamento pró-social pode ter efeito reverso, ou seja, prejudicar a sua “bondade natural”. Uma explicação para isso é que, para crescer vendo-se como bondosa e capaz de doar, a criança deve sentir que pratica o bem porque assim o quer. Não por atender ao desejo de outras pessoas.

8446 – Um Gênio Perseguido


No ano passado comemorou-se o centenário de nascimento do inglês Alan Turing, homenageado por uma concorrida exposição no Museu da Ciência de Londres. O que parece a princípio uma celebração doméstica tem, na verdade, contornos mais grandiosos: o pouco conhecido Turing está por trás de todos os computadores em ação no mundo. Ao formalizar os conceitos de algoritmo e computação, em um aparelho concebido teoricamente, esse matemático deu um empurrão fundamental no desenvolvimento da ciência da computação.
Turing nasceu em Londres em 23 de junho de 1912. Aos 24 anos já se destacava pela concepção de uma “máquina universal” – conhecida depois como máquina de Turing – cujo funcionamento lógico já pressupunha memória, estados e transições. Ela é a base de todo computador digital em uso. O conceito tornou possível o processamento de símbolos que fazem a ponte entre a abstração de sistemas cognitivos e a realidade dos números, um tema de especial interesse para os pesquisadores da inteligência artificial.
As habilidades de Turing o levaram a trabalhar, durante a Segunda Guerra Mundial, na equipe do centro de decifração de códigos do governo britânico (conhecida como Ultra), em Bletchley Park. Ali, o matemático criou uma série de técnicas e máquinas para quebrar os códigos da Marinha nazista.
Uma delas, um aparelho eletromecânico conhecido como Bombe, decifrou milhares de mensagens encriptadas pela máquina Enigma, usada pelos alemães. A atuação de Turing e sua equipe mereceu um elogio público do primeiro-ministro Winston Churchill feito na presença do rei George VI: “Foi graças à Ultra que ganhamos a guerra.”
Apesar de ser herói nacional, o cientista acabou sendo vítima do preconceito homofóbico.

Escândalo e vergonha
Depois do fim do conflito, em 1945, o matemático foi trabalhar no Laboratório Nacional de Física e no Laboratário de Computação da Universidade de Manchester, desenvolvendo aparelhos e programas de computação. Também deu uma contribuição importante para o campo da biologia matemática, escrevendo uma monografia sobre as bases químicas da morfogênese e antecipando em alguns anos a existência de reações químicas oscilantes fora da situação de equilíbrio.

Enquanto isso, sua vida pessoal entrava em ebulição. Homossexual discreto, Turing iniciou uma turbulenta relação com um técnico da Universidade de Manchester, Arnold Murray. O pesquisador se aproveitou da intimidade com o cientista para ajudar um cúmplice a Patrocínio: arrombar a casa do namorado. Após denunciar o assalto à polícia, o matemático viu o foco da investigação transitar da invasão da sua residência para a exploração da sua própria conduta sexual.
Em 1952, o homossexualismo era classificado como atentado violento ao pudor no Reino Unido. Uma condenação poderia colocar Turing na prisão. O cientista optou, então, pela castração química, tomando uma série de injeções de hormônio. As consequências desse tratamento lhe foram devastadoras, tanto física quanto mentalmente.
Turing teve de deixar a Universidade de Manchester e também foi impedido de trabalhar para o governo britânico. No dia 7 de junho de 1954, foi encontrado morto em sua casa, em Winslow, envenenado por uma dose de cianeto. O motivo do envenenamento, acidental ou provocado, é tema de discussão até hoje, mas a versão oficial foi de suicídio.
O homossexualismo só deixou de ser crime pelas leis britânicas em 1967. A partir daí o legado de Turing começou a ser resgatado. Em 2009, o primeiro-ministro Gordon Brown fez um pedido de desculpas póstumo, público, ao pioneiro, citando sua “contribuição excepcional” para o fim da guerra. “A dívida de gratidão que lhe é devida torna ainda mais horrível o tratamento desumano que lhe foi dado”, disse Brown. “Pedimos desculpas. Você merecia algo muito melhor.”

8445 – Paleontologia – Quando foram descobertos os dinossauros?


Antes de 1824, o homem desconhecia os dinossauros. Naquele ano, os ossos de vários tipos de répteis fossilizados foram encontrados por escavações feitas na Inglaterra. O paleontólogo Richard Owen chamaou tais animais de dinossauria, termo derivado de 2 palavras gregas, deinos e sauros, que significam lagarto terrível.

Os dinossauros podem voltar?
Para recriarmos um dinossauro, o jeito fácil seria usar DNA dos animais extintos. O problema é que, até agora, nunca se encontrou material genético de dinossauros. Isso significa que teríamos de achar uma alternativa. Pois nós descobrimos essa alternativa.
Na verdade, temos algum restinho de DNA de dinossauro. Ele não está nos ossos de animais mortos, e sim nos tecidos de seus descendentes, os pássaros. Pássaros são dinossauros vivos, apesar de não se parecerem com seus ancestrais. Não têm cauda ou dentes, por exemplo. E possuem asas, em vez de braços. Mas há características comuns entre eles, como o pé com 3 dedos e a fúrcula, aquele osso em forma de Y conhecido como osso da sorte. Se você pudesse olhar dentro de um ovo enquanto um pássaro se forma, veria que o bicho até chega a desenvolver cauda e braços. Essas estruturas, no entanto, acabam se desintegrando com a atuação de alguns genes, antes que o ovo seja chocado.
Ou seja: a chave para construirmos um dinossauro está no funcionamento desses genes. Tudo o que precisamos é impedir que eles sejam “ligados” e destruam a cauda e os braços antes que se formem por completo. Alguns pesquisadores estão fazendo isso, como Hans Larsson, professor da Universidade McGill, de Montreal. E pesquisadores da Universidade de Wisconsin já descobriram quais genes podem gerar pássaros que tenham dentes.
Esses experimentos têm um objetivo nobre: descobrir como encontrar determinados genes e aprender o jeito de ligá-los e desligá-los. Quando soubermos mais sobre o processo de transformar pássaros em dinossauros, poderemos usar as informações para o nosso próprio bem. Esperamos poder compreender melhor algumas doenças genéticas que afetam a nós, humanos. E talvez até controlá-las.
Por isso, estamos usando frangos como cobaias. Acreditamos que podemos criar um “frangossauro” (ou chickenosaurus, em inglês) – um pássaro que tenha características dos dinossauros. Criaturas assim seriam produzidas somente uma por vez, e apenas dentro de um ovo. Não seriam liberadas para correr pelo laboratório e perseguir pessoas.
Não pensem que estamos tentando criar um frangossauro por diversão ou para aparecer em manchetes. Será apenas uma forma de desenvolver métodos práticos de engenharia genética que nos livrem de doenças graves. E, de quebra, destrinchar o desenvolvimento da evolução.

8444 – Descoberto, na China, dinossauro semelhante a pássaro


Dinobird
A descoberta dos restos fósseis de uma nova espécie de dinossauro no nordeste da China desafia as teorias mais aceitas sobre a evolução das aves e o surgimento do voo. Uma pesquisa publicada na última terça-feira na revista Nature Communications descreve o animal, conhecido como Eosinpteryx, como um dinossauro de apenas trinta centímetros de comprimento, cheio de penas e parecido com as aves modernas.
O estudo conclui que o fóssil pertenceu a uma nova espécie de dinossauro conhecida como Eosinpteryx. Ele teria 30 centímetros de comprimento, com penas pelo corpo e seria incapaz de voar. A descoberta mostra que os dinossauros semelhantes às aves já eram bastante diversificados no final do Jurássico.
As teorias mais conhecidas afirmam que as aves evoluíram a partir de um grupo de dinossauros chamados terápodos, no início do Período Cretáceo, há cerca de 120 ou 130 milhões de anos. A ideia foi proposta ainda no século 19, quando foi descoberto um fóssil na Alemanha que mostrava uma mistura das características de aves e dinossauros. Nomeada de Archeopterix, a espécie se tornou conhecida como o ancestral mais antigo dos pássaros.

Nas últimas décadas, no entanto, novos fósseis revelaram outras espécies de dinossauros semelhantes às aves, questionando a centralidade do Archeopterix nesse processo. “A descoberta do Eosinpteryx joga ainda mais dúvidas sobre a teoria de que o famoso fóssil de Archeopterix foi essencial na evolução dos pássaros modernos”, diz Gareth Dyke, paleontólogo da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
O fóssil, que data do final do Período Jurássico, aumenta a diversidade de dinossauros semelhantes às aves que habitaram a Terra nessa época. Segundo a pesquisa, apesar de possuir penas pelo corpo, o animal era incapaz de voar por causa da pequena envergadura de suas asas e sua estrutura óssea. Além disso, a ausência de penas no rabo e na parte baixa das pernas indica que o animal era um bom corredor.
Aves são dinossauros?
A teoria mais aceita atualmente é de que embora o Tiranossauro, o Triceratops e todas as outras feras do período Mesozoico (de 251 a 65,5 milhões de anos atrás) estejam extintas, um grupo de dinossauros continua bem vivo atualmente. Os pássaros teriam evoluído a partir de um grupo de pequenos dinossauros terópodes há cerca de 150 milhões de anos. Ou seja, tecnicamente falando, pássaros são dinossauros. As aves evoluíram e se diversificaram durante o Mesozoico. No final do período Cretáceo (período final do Mesozoico, entre 145 e 65,5 milhões de anos), quando todos os outros dinossauros (conhecidos como não-avianos) morreram, alguns pássaros sobreviveram à extinção e se tornaram os mais bem-sucedidos vertebrados voadores.

Glossário
DINOSSAUROS
Grupo de répteis gigantes extintos que surgiu por volta de 225 milhões de anos atrás e viveu até cerca de 65 milhões de anos atrás, quando todos os dinossauros não avianos (ou seja, exceto as aves) foram extintos. Apresentavam pernas dispostas como colunas abaixo do corpo (e não voltadas para os lados, como nos jacarés). Apesar de seus fósseis serem conhecidos há milhares de anos (a lenda dos dragões veio daí), o termo dinossauro (deinos=terrível saurus=lagarto) só foi criado em 1842, pelo primeiro curador do Museu de História Natural de Londres, Richard Owen.

TERÓPODOS
Os terápodos eram todos predadores carnívoros bípedes, e tinham aqueles ‘bracinhos’ característicos dos Tiranossauros, e, geralmente, garras e dentes afiados. Apesar do tiranossauro estar extinto, tecnicamente os terápodos ainda existem, já que as aves são descendentes de pequenos terópodos, como o Archaeopteryx, um pequeno dinossauro emplumado do tamanho de um pombo. “Acredite: o beija-flor é um dinossauro terápode tanto quanto um Tiranossauro rex”, afirma o paleontólogo Luiz Eduardo Anelli em seu livro O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil.

CRETÁCEO
Última etapa da chamada “Era dos Dinossauros” compreendida entre 145 e 65,5 milhões de anos atrás.

JURÁSSICO
Período que pertence à era Mesozoica compreendido entre 199 e 145 milhões de anos atrás.

8443 – Engenharia Elétrica – Os Transformadores


São utilizados em vários equipamentos do nosso cotidiano, como, por exemplo, nas instalações elétricas e também em equipamentos que utilizam como princípio de funcionamento a eletricidade.
É importante, tanto para a segurança quanto para o bom funcionamento (eficiência) dos aparelhos elétricos, que a tensão que sai da usina geradora de energia elétrica e a tensão que chega até as residências sejam relativamente baixas.
Mas, por outro lado, quando se transmite energia da usina até as casas, indústrias, etc., é preferível que se trabalhe com uma corrente elétrica muito baixa, mas para que a corrente seja relativamente baixa a tensão produzida deve ser bastante alta. Para que se eleve a tensão são utilizados os transformadores.
O transformador é um dispositivo que não tem partes móveis, utiliza a lei de indução de Faraday e não funciona com corrente contínua.
Como mostra a figura abaixo, o transformador é formado basicamente por duas bobinas com diferentes números de espiras, enroladas em um mesmo núcleo de ferro. O enrolamento primário está ligado a um gerador de corrente alternada e o enrolamento secundário está ligado a uma resistência.

transformador(1)

Funcionamento de um transformador
Quando ligamos uma corrente alternada no enrolamento primário é produzido um campo magnético que é proporcional ao número de voltas do fio em torno do metal e a intensidade da corrente aplicada. O fluxo magnético que é produzido chega ao núcleo do braço metálico e sem encontrar resistência chega ao enrolamento secundário.
Após chegar ao enrolamento secundário, por indução eletromagnética, cria-se uma corrente elétrica que tem variação de acordo com corrente do enrolamento primário e também com o número de espiras dos dois enrolamentos.

8442 – Mega Techs – Como funciona um capacitor?


Capacitor simples
Capacitor simples

O capacitor se parece um pouco com uma bateria. Embora funcionem de maneira totalmente diferente, tanto os capacitores como as baterias armazenam energia elétrica.
Possui dois pólos (ou terminais). Dentro da pilha, reações químicas produzem elétrons em um terminal e absorvem elétrons no outro.
O capacitor é um dispositivo muito mais simples, e não pode produzir novos elétrons – ele apenas os armazena. Neste artigo, você aprenderá exatamente o que é um capacitor e como ele é utilizado na eletrônica.
Como a pilha, o capacitor possui dois terminais. Dentro do capacitor, os terminais conectam-se a duas placas metálicas separadas por um dielétrico. O dielétrico pode ser ar, papel, plástico ou qualquer outro material que não conduza eletrecidade e impeça que as placas se toquem. Você pode fazer facilmente um capacitor a partir de dois pedaços de papel alumínio e um pedaço de papel. Não seria um capacitor muito bom em termos de capacidade de armazenamento, porém funcionaria.
Em um circuito eletrônico, um capacitor é indicado da seguinte forma:

capacitor2

a placa do capacitor conectada ao terminal negativo da pilha aceita os elétrons que a pilha produz
a placa do capacitor conectada ao terminal positivo da pilha perde os elétrons para a pilha
Depois de carregado, o capacitor possui a mesma tensão que a pilha (1,5 volts na pilha significa 1,5 volts no capacitor). Em um capacitor pequeno, a capacidade é pequena. Porém capacitores grandes podem armazenar uma carga considerável. Você poderá encontrar capacitores do tamanho de latas de refrigerante, por exemplo, que armazenam carga suficiente para acender o bulbo de uma lâmpada de flash por um minuto ou mais. Quando você vê relâmpagos no céu, o que você está vendo é um imenso capacitor onde uma placa é a nuvem e a outra placa é o solo, e o relâmpago é a liberação da carga entre essas duas “placas”. Obviamente, um capacitor tão grande pode armazenar uma enorme quantidade de carga.

Você tem uma pilha, uma lâmpada e um capacitor. Se o capacitor for grande, você notará que, quando conecta a pilha, a lâmpada se acenderá à medida que a corrente flui da pilha para o capacitor e o carrega. A lâmpada diminuirá sua luminosidade progressivamente até finalmente apagar, assim que o capacitor atingir sua capacidade. Então você poderá remover a pilha e substituí-la por um fio elétrico. A corrente fluirá de uma placa do capacitor para a outra. A lâmpada acenderá e então começará a diminuir cada vez mais sua luminosidade, até apagar assim que o capacitor estiver totalmente descarregado (o mesmo número de elétrons nas duas placas).

Como uma torre de água
Uma maneira de visualizar a ação do capacitor é imaginá-lo como uma torre de água conectada a uma tubulação. Uma torre de água “armazena” pressão de água – quando as bombas do sistema de água enviam mais água do que a cidade necessita, o excesso é armazenado na torre de água. Então, nos momentos de maior demanda, o excesso de água flui para fora da torre para manter a pressão alta. Um capacitor armazena elétrons da mesma forma, e pode liberá-los mais tarde.

A unidade de capacitância é o farad. Um capacitor de 1 farad pode armazenar um coulomb de carga a 1 volt. Um coulomb é 6,25E18 (6,25 * 10^18, ou 6,25 bilhões de bilhões) de elétrons. Um ampère representa a razão de fluxo de elétrons de 1 coulomb de elétrons por segundo, então, um capacitor de 1 farad pode armazenar 1 ampère-segundo de elétrons a 1 volt.
Um capacitor de 1 farad seria bem grande. Ele poderá ser do tamanho de uma lata de atum ou de uma garrafa de 1litro de refrigerante, dependendo da tensão que ele pode suportar. Então, normalmente, os capacitores são medidos em microfarads (milionésimos de um farad).

Para ter uma idéia de quanto é um farad, pense desta forma: uma pilha alcalina AA comum contém aproximadamente 2,8 ampère-hora. Isto significa que uma pilha AA pode produzir 2,8 ampères durante uma hora a 1,5 volts (aproximadamente 4,2 watts-hora – uma pilha AA pode acender uma lâmpada de 4 watts por pouco mais de uma hora). Vamos pensar em 1 volt para tornar as contas mais fáceis. Para armazenar a energia de uma pilha AA em um capacitor, seriam necessários 3.600 * 2,8 = 10.080 farads para manter, pois um ampère-hora é 3.600 ampères-segundo.

Se é necessário algo do tamanho de uma lata de atum para manter um farad, então 10.080 farads precisariam de MUITO mais espaço que uma única pilha AA. Obviamente, não é possível utilizar capacitores que armazenam uma quantidade significativa de energia, a menos que isto seja feito em altas tensões.

A diferença entre um capacitor e uma pilha é que o capacitor pode descarregar toda sua carga em uma pequena fração de segundo, já uma pilha demoraria alguns minutos para descarregar-se. É por isso que o flash eletrônico em uma câmera utiliza um capacitor, a pilha carrega o capacitor do flash durante vários segundos, e então o capacitor descarrega toda a carga no bulbo do flash quase que instantaneamente. Isto pode tornar um capacitor grande e carregado extremamente perigoso, os flashes e as TVs possuem advertências sobre abri-los por este motivo. Eles possuem grandes capacitores que poderiam matá-lo com a carga que contêm.
Os capacitores são utilizados de várias maneiras em circuitos eletrônicos:

algumas vezes, os capacitores são utilizados para armazenar carga para utilização rápida. É isso que o flash faz. Os grandes lasers também utilizam esta técnica para produzir flashes muito brilhantes e instantâneos;
os capacitores também podem eliminar ondulações. Se uma linha que conduz corrente contínua (CC) possui ondulações e picos, um grande capacitor pode uniformizar a tensão absorvendo os picos e preenchendo os vales;
um capacitor pode bloquear a CC. Se você conectar um pequeno capacitor a uma pilha, então não fluirá corrente entre os pólos da pilha assim que o capacitor estiver carregado (o que é instantâneo se o capacitor é pequeno). Entretanto, o sinal de corrente alternada (CA) flui através do capacitor sem qualquer impedimento. Isto ocorre porque o capacitor irá carregar e descarregar à medida que a corrente alternada flutua, fazendo parecer que a corrente alternada está fluindo;
Uma das utilizações mais comuns dos capacitores é combiná-los com indutores para criar osciladores.

8441 – Mega Notícias – Eletromagnetismo limpa canos


Na Inglaterra, a eletrônica funciona até com água. Scalewatcher, um invento holandês, é um desentupidor que não fura canos se molha. Sua especialidade é tirar as crostas de carbonato de cálcio que se grudam no interior dos canos, impedindo a passagem da água.
A bobina é colocada no cano principal de entrada de água na casa, e gera um sinal eletromagnético que altera as propriedades elétricas das moléculas de carbonato de cálcio. O campo eletromagnético faz os cristais crescerem e neutraliza suas cargas elétricas. Dessa forma, ficam suspensas na água e não aderem mais ao cano, deixando o caminho livre para a água.

8440 – Quantas dimensões existem no Universo?


No início do século 20, a resposta para essa pergunta era tão óbvia quanto velha. Euclides, lá na Grécia antiga, já havia sacado que são 3 as direções possíveis para qualquer movimento: para cima (ou para baixo), para a esquerda (ou para a direita) e para a frente (ou para trás). Portanto, o espaço possui 3 dimensões.
Até que, em 1905, Einstein começou a bagunçar tudo. Nesse ano, ele fez 3 descobertas importantes e uma delas demonstrava que, ao contrário do que dizia a física até então, o espaço e o tempo não eram fixos e imutáveis. Na verdade, eles eram flexíveis e manipuláveis, de modo que era possível, sob certas condições, encolher o tamanho de um centímetro ou esticar a duração de um segundo. E o pior: a modificação sobre um estava atrelada à transformação do outro. Ou seja: o tempo era, do ponto de vista físico, indistinguível do espaço.
Com isso, deixou de ser possível falar em 3 dimensões – já que o tempo não podia mais ser colocado em uma gaveta distinta da das outras dimensões. Ficou claro que tudo era uma coisa só: um continuum espaço-tempo, como os físicos hoje adoram dizer.
Até aí, bastava incorporar o tempo, que até Euclides conhecia, à lista das 3 dimensões existentes. Mas Einstein fez questão de complicar as coisas quando, em 1915, conseguiu aprofundar sua Teoria da Relatividade. Ao estudar os movimentos acelerados, ele percebeu que a gravidade era nada menos do que uma distorção na geometria das 4 dimensões. Saía de cena a geometria euclidiana e vinha em seu lugar uma geometria não-euclidiana (em que a soma dos ângulos de um triângulo não necessariamente dá 180 graus e linhas paralelas podem se cruzar).
Não satisfeito em pôr de cabeça para baixo a geometria básica do Universo, Einstein decidiu que o passo seguinte era unificar a física toda num só conjunto de equações. Naquela época, em que ninguém conhecia ainda as forças que agiam dentro dos átomos, a tão sonhada unificação era apenas uma questão de costurar a relatividade (que explicava a gravidade) e o eletromagnetismo (responsável, como você pode imaginar, pelos fenômenos elétricos e magnéticos, ambos relacionados à partícula que aprendemos a chamar de elétron).
Dimensões ocultas
Einstein não foi muito adiante com seus esforços, mas outros foram inspirados por sua busca. Entre eles, dois se destacaram muito cedo: Theodor Kaluza e Oskar Klein. Trabalhando individualmente em meados da década de 1920, os dois perceberam que, se a relatividade geral fosse reescrita para acomodar 5 dimensões, em vez de 4, as equações do eletromagnetismo brotavam naturalmente dela.
Mas tinha um probleminha: até onde se pode ver, o Universo não tem 5 dimensões, apenas 4. Klein, em 1926, sugeriu que não podíamos ver a 5a dimensão porque ela estaria enrolada em si mesma, como um tubinho minúsculo.
De lá para cá, outras forças que agiam no interior do átomo foram descobertas e, por algum tempo, a idéia de dimensões extras foi esquecida. Foi então que surgiu a Teoria das Supercordas – a noção de que as partículas que compõem o Universo poderiam ter a forma de cordas vibrantes (com cada vibração dando as características da partícula). Os físicos desconfiam que, a partir dessa premissa, seria possível descrever todos os componentes da natureza numa única teoria – mas só se o Cosmos possuísse nada menos que 26 dimensões.
Uma dimensão enrolada escondida, vá lá. Mas quem vai acreditar em 22 dimensões escondidas? Como explicar que 4 dimensões são aparentes e as outras todas ficam ocultas? Pois é, como os próprios físicos achavam essa ideia difícil de engolir, começaram a trabalhar numa forma de reduzir o número de dimensões necessárias. Hoje eles já conseguiram fechar com 10 ou 11 dimensões – e muitos pesquisadores acreditam que o número não vai cair muito mais que isso. Ou seja, se a Teoria das Supercordas estiver certa, o Universo deve estar cheio de dimensões enroladas e, portanto, invisíveis.