8428 – Astronomia – O Telescópio Keck


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Na realidade são 2.
O observatório W. M. Keck é um observatório astronômico que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. Situa-se no cume do monte Mauna Kea, no Havai, Estados Unidos da América. Cada telescópio tem um espelho de dez metros.
O observatório é gerido pela organização não governamental California Association for Research in Astronomy, tendo a NASA como parceiro.

Eles mudaram a visão do Universo
Em fins de junho de 1609, o astrônomo e físico italiano Galileu Galilei construiu sua primeira luneta – um objeto simples, com lentes nas extremidades de um tubo. No ano anterior, Hans Lipperhey, holandês já tinha registrado a patente do instrumento, mas Galileu lhe deu fama.
No verão de 1609, em Pádua, Itália, Galileu resolveu construir um aparelho que funcionasse. O telescópio provocou uma revolução na compreensão humana do Cosmos. O instrumento foi usado pela primeira vez em observações da Lua, principalmente nas sombras de montanhas e bordas de crateras; ele prosseguiu, catalogando manchas solares; e descobriu as quatro maiores luas de Júpiter ─ Io, Europa, Ganimedes e Calisto ─ hoje conhecidas como luas galileanas, em sua homenagem.
Essas observações permitiriam que Galileu sustentasse a visão de Copérnico sobre o Universo e não a visão geocêntrica defendida pela Igreja e homens esclarecidos da época. As descobertas de Galileu ajudariam a suplantar a astronomia ptolomaica, a complicada e equivocada teoria dos mecanismos celestiais que permaneceram por 1.400 anos.
Desde a construção do primeiro telescópio por Galileu, houve enormes avanços na ciência, nos sistemas ópticos e na tecnologia do instrumento. Atualmente telescópios localizados no solo são estruturas gigantescas, com espelhos flexíveis de 10 metros, dispositivos que seriam inimagináveis na época de Galileu e seus sucessores. Algumas das imagens mais nítidas do espaço foram produzidas pelo Telescópio Espacial Hubble, um espetáculo tecnológico que continua a fornecer imagens cada vez mais aprimoradas do Universo, há quase 20 anos.

8427 – O Observatório Monte Wilson


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É um observatório astronômico no Condado de Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. Está localizado no Monte Wilson, um pico de 1 712 metros de altitude nas Montanhas San Gabriel, próximo a Pasadena, noroeste de Los Angeles. Seu principal telescópio, um telescópio refletor, possui 1,5 metro de diâmetro.
Graças à inversão térmica que captura a poluição atmosférica em Los Angeles, o Monte Wilson possui ares mais constantes do que qualquer outra localização na América do Norte, tornando-no ideal para observações astronômicas e interferometria.1 O crescimento de Los Angeles limitou a capacidade do observatório em estudar as profundezas do espaço, mas o observatório continua a ser produtivo, com vários instrumentos novos e antigos para uso na pesquisa astronômica.
O observatório foi projetado e fundado por George Ellery Hale, que construiu o telescópio de um metro de diâmetro no Observatório Yerkes. O Observatório Solar de Monte Wilson foi fundado pela Carnegie Institution of Washington em 1904, com terras arrendadas dos proprietários do Hotel Monte Wilson em 1904. Entre as condições do arrendamento estavam a permissão de acesso público ao observatório.
O espelho do principal telescópio do Observatório Monte Wilson, o Telescópio Hale, possui 1,5 metro de diâmetro. Este espelho foi construído em Saint-Gobain, na França, em 1896, como um presente do pai de George Ellery Hale. O espelho possuía inicialmente 191 mm de espessura e 860 kg, sendo um bloco de vidro não adequado para observação. Porém, foi somente em 1904 que Hale recebeu recursos da Carnegie Institution para construir um observatório. Ajustes nos parâmetros do espelho do telescópio iniciaram-se em 1905, e levaram dois anos. A instalação da base e da estrutura do telescópio foi feito em San Francisco, e por pouco não foi destruída no Terremoto de San Francisco de 1906. O transporte das peças para o topo do Monte Wilson foi um trabalho árduo, e um comboio de mulas foi usado para transportar o material. As primeiras observações foram realizadas em 8 de dezembro de 1908. Era na época o maior telescópio em operação do mundo.1
O telescópio refletor de 1,5 m tornou-se um dos telescópios mais produtivos e bem sucedidos da história da astronomia. Seu desenho e seu poder de resolução de imagem tornou possível a análise espectroscópica, medidas de paralaxe, fotografia e fotometria de nebulosas. Embora superado em tamanho pelo Telescópio Hooker nove anos depois, o Telescópio Hale continuou como um dos maiores em uso por décadas.
Em 1992, o Telescópio Hale foi adaptado com um sistema de óptica adaptativa, o Atmospheric Compensation Experiment (ACE). O sistema de 69 canais melhorou o poder de resolução do telescópio de 0,5-1,0 segundos de arco para 0,07 segundos de arco. ACE foi desenvolvido pela DARPA para a Iniciativa Estratégica de Defesa, com a National Science Foundation fornecendo os fundos necessários para conversão civil.
Atualmente, o Telescópio Hale é utilizado para observações públicas. Olheiras são adaptados ao invés de instrumentos. No presente, é o maior telescópio do mundo voltado para uso público. Em junho de 2009, o custo para meia noite de observação era de 900 dólares americanos.

8426 – O Renascimento Científico


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Em relação ao Renascimento científico, o racionalismo, o experimentalismo e a nova maneira de abordar o conhecimento humano provocaram o questionamento de vários dogmas medievais. Dentre eles, destacava-se a ideia da Terra como o centro do universo, o geocentrismo, que foi intensamente questionado pelos novos observadores dos movimentos celestes, os astrônomos, que propuseram novas explicações.
Entre os astrônomos, podemos destacar Nicolau Copérnico (1473-1543). Nascido na Polônia, foi o primeiro a afirmar que a Terra girava em torno do Sol e não ao contrário. Suas ideias foram expostas em sua obra Sobre a revolução das órbitas celestes. Outro grande astrônomo da época foi Galileu Galilei (1564-1641), que embora afirmasse o mesmo que Copérnico, foi obrigado pela inquisição a negar sua teoria. Nascido na Alemanha, o também astrônomo Johannes Kepler (1571-1630) conseguiu comprovar que a trajetória seguida pelos planetas ao orbitar em torno do Sol era elíptica.

renascimento

Leonardo da Vinci teve também um importante papel no Renascimento científico como grande engenheiro, físico, anatomista, geólogo, botânico, zoólogo e um dos maiores colaboradores pare esse desenvolvimento. Dentre seus projetos encontravam-se uma máquina equipada com hélice, que poderiam manter o homem no ar. Esses projetos não se realizaram na época, mas se tornaram simbolo da genialidade de um pensador muito além de seu tempo.
O século XV presenciou o início do florescimento artístico e cultural da Renascença. Em meados do século XIV a redescoberta de textos científicos antigos, que se iniciara no século XII, foi aprimorada com a Queda de Constantinopla. Na mesma época ocorreu a invenção da imprensa, que traria grande efeito na sociedade européia ao democratizar o aprendizado e permitir a propagação mais rápida de novas idéias. Mas apesar de seu florescimento artístico, o período inicial da Renascença é geralmente visto como um momento de estagnação nas ciências.
A redescoberta de textos antigos foi aprimorada depois da Queda de Constantinopla, em meados do século XV, quando muitos eruditos bizantinos tiveram que buscar refúgio no ocidente, especialmente na Itália. Esse novo influxo alimentou o interesse crescente dos acadêmicos europeus pelos textos clássicos de períodos anteriores ao esfacelamento do Império Romano do Ocidente. No século XVI já existe, paralelamente ao interesse pela civilização clássica, um menosprezo pela Idade Média, que passou a ser cada vez mais associada a expressões como “barbarismo”, “ignorância”, “escuridão”, “gótico”, “noite de mil anos” ou “sombrio”.
Desse modo, o humanismo renascentista rompeu com a visão teocêntrica e com a concepção filosófico-teológica medieval. Agora conceitos como a dignidade do ser humano passam a estar em primeiro plano. Por outro lado, esse humanismo representa também uma ruptura com a importância que vinha sendo dada às ciências naturais desde a (re)descoberta de Aristóteles, no chamado Renascimento do Século XII.
Apesar do florescimento artístico, o período inicial da Renascença é geralmente visto como um momento de estagnação nas ciências. Há pouco desenvolvimento de disciplinas como a física e astronomia. O apego aos escritos antigos tornam as visões Ptolomaica e Aristotélica do universo ainda mais enraizadas. Em contraste com a escolástica, que supunha uma ordem racional da natureza na qual intelecto poderia penetrar, o chamado naturalismo renascentista passava a ver o universo como uma criação espiritual opaca à racionalidade e que só poderia ser compreendida pela experiência direta. Ao mesmo tempo, a filosofia perdeu muito do seu rigor quando as regras da lógica passaram a ser vistas como secundárias ante a intuição ou a emoção.
Por outro lado, a invenção da imprensa, que ocorrera simultaneamente à Queda de Constantinopla, teria grande efeito na sociedade européia. A disseminação mais fácil da palavra escrita democratizou o aprendizado e permitiu a propagação mais rápida de novas idéias. Entre essas idéias estava a álgebra, que havia sido introduzida na Europa por Fibonacci no século XIII, mas só se popularizou ao ser divulgada na forma impressa.
Essas transformações facilitaram o caminho para a revolução científica, mas isso só ocorreria depois do movimento Renascentista ter chegado ao norte da Europa, com figuras como Copérnico, Francis Bacon e Descartes. Foram essas figuras que levaram adiante os avanços iniciados pelos sábios da Idade Média, mas estes personagens já são muitas vezes descritos como pensadores pré-iluministas, ao invés de serem vistos como parte do renascimento tardio.
Surgiu na época do saque de Roma em 1527 forçado.

8425 – Os Egípcios Foram os Primeiros na Utilização do Fermento


A ideia surgiu por acaso, quando provavelmente alguma massa foi esquecida ao sol e amentou de tamanho. Levada ao forno, tornou-se mais leve e com sabor consideravelmente melhor que o pão ázimo, preparado sem fermento e até hoje utilizado em algumas civilizações orientais como os árabes e os indianos em rituais judaicos. A partir daí o uso da levedura se generalizou. O mesmo, porém, não aconteceu com as farinhas. Podendo ser fabricado com diversos tipos de grãos, milho, trigo, centeio, cevada ou painço, a escolha recaiu sobre o trigo e o centeio, talvez por conter proteína.
A hierarquização do pão se tornou intensa e após a Revolução Francesa, um decreto de 1793 propunha o mesmo pão branco para todos. A Alemanha produz 200 variedades de pão sem se preocupar com a cor da farinha, tendo inclusive pães famosos, como o tipo pumpernickel.

8424 – Tecnologia – Banho de nêutrons restaura supercondutor


A supercondutividade saiu do noticiário da imprensa, mas os cientistas continuam quebrando a cabeça para remover os obstáculos a sua utilização. Como se sabe, os sonhados supercondutores de alta temperatura – que permitem a passagem de corrente elétrica sem desperdício algum – perdem suas propriedades, por exemplo, quando utilizados em certos equipamentos, como ímãs e geradores. É que, nesses casos, as imperfeições no arranjo dos átomos que compõem a estrutura do material supercondutor, as mesmas que garantem o livre trânsito da energia, são por assim dizer corrigidas pelos campos magnéticos. Há pouco tempo, porém, pesquisadores da empresa americana AT&T Bell conseguiram algo que pode ser literalmente uma luz no fim do túnel: eles aumentaram em quase cem vezes a capacidade condutiva de pelo menos um material empregado naqueles equipamentos, dando-lhe um banho de nêutrons, que refez as imperfeições no arranjo dos átomos e devolveu-lhe assim a condição de supercondutor.

8423 – História do Brasil – Os Bandeirantes


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Foram os exploradores que, em nome da Coroa, adentravam os sertões em busca de riquezas e escravos, na época do Brasil colônia. Vindos principalmente das vilas de São Paulo e São Vicente, os bandeirantes foram os verdadeiros “descobridores” do Brasil.
As expedições organizadas pelos bandeirantes ocorreram do século XVI ao século XVIII e foram determinantes para a constituição do Brasil tal como é. Entretanto, a definição dos bandeirantes como herói ou vilão é uma questão ainda muito polêmica.

As Bandeiras, nome que recebiam as expedições organizadas por particulares, ou Entradas, expedições oficiais financiadas pela Coroa, de início, visavam mesmo à captura dos índios para utilização da sua mão de obra nas plantações. Os bandeirantes embrenhavam-se na mata seguindo, geralmente seguindo o curso de rios, abrindo trilhas e vez ou outra fixando postos de descanso que mais tarde, viriam a dar origem a cidades.
Principalmente após o século XVII a bandeiras passaram a ter como objetivo a busca por ouro e pedras preciosas, mas os bandeirantes ficariam conhecidos mesmo é por terem sido os grandes desbravadores das terras brasileiras e os principais responsáveis pelo estabelecimento de muitas cidades.
Para compreender sua importância basta pensar que quando o Brasil foi descoberto, éramos um imenso matagal ocupado e conhecido apenas pelos índios.
Em cada região existiram bandeiras que foram muito importantes cada qual a sua maneira. Mas as que desbravaram o território dos, hoje, Estados de Goiás e Mato Grosso, tiveram um papel importantíssimo para a expansão do território brasileiro e definição da fronteira para além do que era definido no Tratado de Tordesilhas. Os principais bandeirantes desta região foram: Bartolomeu Bueno da Veiga, chamado de “Anhanguera”, Alvarenga e Antônio Pedroso.
Por outro lado, a história das bandeiras foi uma história de violência para com os indígenas. Estes foram praticamente dizimados pelos bandeirantes e, quando capturados eram escravizados e obrigados a um trabalho forçado tal qual os negros trazidos da África.

8422 – A Rede Inteligente de Energia Elétrica


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Referida no idioma inglês como “smart grid”, se refere a um novo sistema de distribuição de energia elétrica utilizando a tecnologia digital. Por meio de comunicações digitais bidirecionais (sentido duplo) é possível controlar com programas as atividades de aparelhos elétricos, eletrônicos e lâmpadas nas residências e locais de trabalho, permitindo otimizar o consumo, economizar energia e tornando o sistema de distribuição mais transparente e confiável.
A rede elétrica utilizada até o início do século XXI, se demonstrou eficiente, porém, por ser unidirecional, sempre apresentou falhas e vulnerabilidades. No ano de 2009, a partir de um programa de implementação de programa de rede inteligente de distribuição de energia elétrica, o presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que essa iniciativa é essencial para a economia e para o meio ambiente, e destinou 4,5 bilhões de dólares para o setor.
Esse novo sistema promete proteger os consumidores de apagões, de roubo de energia, de encarecimento suspeito nos valores das tarifas, permitindo o fornecimento de métodos limpos de geração e distribuição de energia. Considerando, as redes tradicionais, o sistema unidirecional determina a eletricidade oferecida numa ponta pelas usinas geradores e o uso da mesma eletricidade pelos consumidores na outra.
Através de uma rede bidirecional, numa rede inteligente, os componentes se comunicam em prol de uma maior flexibilidade, permitido a escolha ou a programação sobre o tipo de energia, qual fonte e horário específico que a geladeira e a máquina de lavar, por exemplo, poderão trabalhar mais. Dessa forma, os equipamentos de uma casa terão a capacidade (por meio de chips) de “conversar” com a rede sobre as melhores opções de uso da energia.
Esse novo sistema alcançou novos terrenos nos EUA e na Europa; no Brasil os primeiros passo foram dados em 2012. O nosso país entrou no seleto grupo a partir da instalação de uma rede inteligente para testes no município de Aparecida, estado de São Paulo. O projeto foi iniciado por meio da substituição dos relógios de luz convencionais por novos medidores interligados aos computadores do centro de medição da empresa distribuidora de energia elétrica.
Os medidores instalados nas casas de Aparecida possuem a capacidade de se comunicarem via rádio com concentradores fixados em postes, permitindo a troca de dados entre os consumidores e a distribuidora de energia. Em todo o mundo as principais questões relacionadas à implantação de redes inteligentes se referem à possível vulnerabilidades que permitiria a invasão de hackers na rede para efetuarem apagões em cidades inteiras ou o desvio de informações dos consumidores para o uso particular de empresas ou grupos terroristas.

8421 – O Navio de Linha


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Era um tipo de navio de guerra, em serviço desde o século XVII até meados do século XIX. Este tipo de navio era simplesmente um navio suficientemente forte e bem armado que destinava-se a ser empregue em linha de batalha – tática naval na qual duas linhas de navios adversários manobravam de modo a poderem usar o maior número possível dos seus canhões1 . Como estes combates eram, normalmente, ganhos, pelos navios com maior poder de fogo – tanto em número de canhões como no seu calibre – foram construídas naus de linha cada vez maiores, que se tornaram os navios mais poderosos do seu tempo.
De observar que este tipo de navio era, normalmente, referido na Marinha Portuguesa, simplesmente como “nau”, que não deve ser confundida com a nau dos Descobrimentos e do Renascimento – esta também conhecida como “nau redonda”. Outras marinhas designavam os navios de linha com termos alternativos como “vaso de guerra” ou simplesmente “vaso”, “navio de linha de batalha”, “navio de batalha” ou simplesmente “navio”. Nalgumas marinhas, estes termos passaram a designar, no final do século XIX, os couraçados.
A partir do final da década de 1840, a introdução da propulsão a vapor levou à construção de navios de linha propulsados a hélice, que mantinham os seus cascos em madeira. Alguns navios à vela já existentes, foram posteriormente, adaptados com a instalação deste tipo de propulsão. A introdução dos navios couraçados no final da década de 1860 levou ao rápido declínio do navio de linha.
A origem do navio de linha pode ser encontrada na nau redonda, construída pelos Portugueses a partir do século XV, e nas grandes carracas e outros navios semelhantes, construídos por outras nações europeias, a partir do século XVI. Como embarcações de guerra, as naus redondas, tinham vantagem sobre as galés devido às suas plataformas elevadas – castelo de proa e castelo de popa – que podiam ser ocupadas por besteiros ou arcabuzeiros, dando-lhes uma posição superior para alvejarem as embarcações inimigas. Com o tempo, estes castelos tornaram-se cada vez maiores e mais altos, passando a ser integrados na estrutura da embarcação, o que a tornava mais forte.
Estas embarcações foram as primeiras onde foi experimentada a instalação, a bordo, de artilharia de grande calibre. Devido ao seu alto bordo e à sua maior capacidade de transporte de carga, este tipo de embarcação estava mais adaptada para ser armada com bocas de fogo do que a galé. Como foram desenvolvidas especificamente para uso no Atlântico, tinham maior capacidade para enfrentar o mar alteroso do que as galés desenvolvidas nas águas calmas do Mediterrâneo. A falta de remos, não as obrigava a ser guarnecidas por uma grande tripulação consumidora de provisões, o que lhes permitia uma maior autonomia. A sua grande desvantagem em relação às galés era a limitação, em termos de manobrabilidade, decorrente da dependência do vento para o movimento.
O tipo de navio de linha mais comum era a nau de 74 peças, originalmente desenvolvida pela França na década de 1730 e, depois, adoptada pelas restantes marinhas. A razão para isto era o fato de se ter chegado à conclusão que os navios de 50 a 60 canhões eram demasiado pequenos para a linha de batalha e que os navios com mais de 80 canhões tinham, normalmente, três cobertas, o que os tornava instáveis em mar bravo.
Os navios de mais de 80 peças continuaram a ser construídos, mas apenas em número limitado, mais para servirem de navios de comando do que para o combate, já que a sua pouca manobrabilidade limitava-os para esta função. O navio otomano Mahmudyie encomendado pelo sultão Mahmud II e construído em 1829, com três cobertas e 128 canhões, foi um dos maiores navios deste tipo a entrar em serviço. No entanto, ainda foi superado pelo navio francês Valmy, lançado em 1847 e considerado a maior embarcação à vela que era possível operar, uma vez que um navio de maiores dimensões impediria a operação do seu velame, com recurso exclusivo à força humana.

8420 – História – Exploradores e Embarcações


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Era necessário quebrar o monopólio árabe-italiano no comércio de especiarias(cravo, canela, pimenta, noz-moscada, gengibre) e de artigos de luxo ( porcelana, tecidos de seda, marfim, perfumes). Até então, os mercadores de cidades como Gênova e Veneza controlavam a entrada de todos os produtos vindos do Oriente ( Ásia e África). Era preciso encontrar outras rotas que evitasse o mar Mediterrâneo.
A grande crise dos séculos XIV e XV: A Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra marcou toda a Europa, comprometendo as rotas comerciais terrestres que cruzavam a França. E, por sua vez a peste negra trouxe uma forte retração nas atividades comerciais, uma vez que dizimou a população. E, também para completar veio uma grande fome sob a população, devido a falta de alimentos. Era necessário conquistar novos mercados, fora da Europa, que fornecessem alimentos e também matéria-prima para incrementar as atividades econômicas.
Novos mercados para o artesanato e as manufaturas urbanas precisavam ganhar novos consumidores. Do contrário, permaneceriam estagnados, atendendo apenas às modestas necessidades de consumo das populações locais.
A Europa vivia um momento de esgotamento das minas de metais preciosos, o que bloqueava o comércio e provocava uma verdadeira sede de ouro. Era necessário descobrir jazidas de metais preciosos em outras regiões do mundo.
Foram os Estados nacionais, já fortalecidos que impulsionaram a expansão marítima. O rei estaria assim, aumentando seus poderes, a nobreza manteria seus privilégios e a burguesia, aumentaria seus lucros.

Colombo e a expansão marítima

A navegação marítima
No século XV, como não se conhecia o tamanho e a forma exata do planeta, quase todos tinham medo das longas viagens marítimas, principalmente pelo oceano Atlântico, conhecido como “Mar Tenebroso”. Além disso, fantasias e lendas criavam um clima de insegurança entre os marinheiros.
Entretanto, a possibilidade de enriquecimento e de viver em melhores condições fazia com que muitos participassem das grandes viagens, mesmo temendo o mar. O tempo e a experiência marítima foram mostrando que muitos medos era justificados (tempestades ou naufrágios) e outros eram imaginários ( monstros marinhos e abismos, por exemplo).
A vida dos marinheiros nos navios não era fácil. Os alojamentos da tripulação eram imundos, rústicos e apertados, e as viagens, longas e desconfortáveis. Muitos morriam de escorbuto, devido à escassez de legumes e verduras (fontes de vitaminas C) na alimentação.
Contudo, diversas inovações técnicas colaboraram para o desenvolvimento da navegação marítima de longa distância, como a caravela, a cartografia e a bússola. A caravela foi a principal embarcação marítima utilizada pelos portugueses, era um navio de estrutura leve movido pelo vento; sua principal característica era a vela de formato triangular (latina), que podia ser ajustada em várias direções para captar a força do vento. Assim, qualquer que fosse o sentido do vento, a caravela podia navegar na direção desejada pelo piloto. Com as viagens marítimas, a cartografia(elaboração de mapas) teve significativo desenvolvimento. A partir do século XV, surgiram mapas com os primeiros registros das terras descobertas na África e na América. Esses mapas eram considerados verdadeiros segredos de Estado, mas as informações circulavam quando o navegador de um país passava a servir a outro.
Outro instrumento de orientação espacial introduzido na navegação européia desse período foi a bússola, cuja invenção é atribuída aos antigos chineses. Foram, porém, os árabes que a levaram para a Europa, onde começou a ser utilizada pelos navegadores.

8419 – Mega Sampa – Últimas Sobre o Protesto em SP Rodovias


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Manifestantes bloquearam a pista sentido São Paulo da rodovia Anchieta na altura do km 18 por volta das 11h15 de 19/06/2013. De acordo com a Ecovias, um desvio operacional foi montado no km 19, para que os veículos que seguem para a capital entrem na cidade.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o terminal Campo Limpo, na zona Sul, também seguia interdito, após invasão dos manifestantes.

Partido Pressiona o Prefeito
O PT tentou convencer o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a anunciar o congelamento do reajuste da tarifa de ônibus antes dos protestos desta semana do Movimento Passe Livre.
Na segunda-feira (17) pela manhã, depois que o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella, se reuniu com os manifestantes e indicou que a Polícia Militar acompanharia os protestos sem reprimi-los, lideranças petistas avaliaram que, se Haddad não atendesse o pleito do movimento, arcaria sozinho com o ônus das reivindicações.
O presidente estadual do PT, Edinho Silva, entrou em contato com Haddad para dizer que ele deveria anunciar, antes das manifestações programadas para as 17h de segunda, o congelamento do reajuste por 45 ou 60 dias e abrir negociações com o Passe Livre.
O dirigente ligou para o secretário de Negócios Jurídicos de Haddad, Luiz Massonetto, para encaminhar a sugestão. O prefeito, naquele momento, estaria reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por meio de um bilhete, Haddad respondeu que não concordava com a sugestão de Edinho.
Ainda naquela tarde, o ex-presidente Lula divulgou nota afirmando que o prefeito deveria negociar com os manifestantes. “Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano”, dizia o texto.
Apesar de Haddad ter sinalizado nesta terça (18), após reunião com o Passe Livre no Conselho da Cidade, que poderia rever o reajuste das tarifas, petistas avaliam que um eventual anúncio da medida depois os protestos seria inócuo, pois passaria a imagem de que o prefeito só agiu após pressão.

Protesto deixa saldo de 189 lixeiras e 29 estabelecimentos destruídos

Segundo a prefeitura, 29 lojas e bancos foram depredados ou incendiados.
A prefeitura também contabilizou 189 lixeiras quebradas e sete bandeiras rasgadas – três da prefeitura e quatro no viaduto do Chá.
Além da pichação e destruição dos vidros da prefeitura, o Theatro Municipal também foi pichado assim como ao menos outros 12 pontos localizados nas ruas 15 de Novembro, Direita, São Bento e praça do Patriarca.

“Estamos verificando com o Patrimônio Histórico como fazer para limpar. A previsão é que até amanhã a Prefeitura e o Theatro estejam limpos”, disse Marcos Barretos, subprefeito da Sé.

Ele disse que 350 pessoas trabalham na limpeza do centro e na região da Paulista. “Passamos a madrugada trabalhando para que a cidade estivesse mais limpa”, disse.
“É uma situação muito triste para quem gosta do centro, com pichação por todos os lados, até o pórtico da praça do Patriarca, projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos símbolos da reabilitação do centro”, disse Marcos Barreto, subprefeito da Sé.
A declaração do subprefeito foi dada antes de iniciar a coletiva na sede da prefeitura com o prefeito Fernando Haddad (PT), marcada para começar às 10h. Até as 11h45, não havia começado a entrevista com o prefeito. Ele estava reunido para discutir sobre a tarifa do transporte municipal.