8312 – Vinagre é aliado eficaz no diagnóstico do câncer de colo de útero


A detecção do câncer de colo de útero com vinagre é uma técnica simples e barata que pode salvar milhares de mulheres que vivem nos países mais pobres, segundo estudo clínico realizado na Índia apresentado, neste domingo, nos Estados Unidos, durante a a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. O método consiste no uso de vinagre, de gaze e de uma lâmpada de halogêneo e exige uma formação básica para enfermeiros ou profissionais da área de saúde.
No exame, o profissional de saúde esfrega o colo do útero da mulher com vinagre, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos. Os resultados são apresentados um minuto depois, quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente o colo do útero. Além da grande redução de custos, os resultados instantâneos são uma grande vantagem para as mulheres em áreas rurais que precisam viajar durante horas para receber atendimento médico.
Este estudo foi conduzido durante 15 anos com 150.000 mulheres indianas de 35 a 64 anos, examinadas a cada dois anos. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os testes indicaram uma redução de 31% na taxa de mortalidade provocada pelo câncer de colo de útero.
Os pesquisadores estimam que o teste seria capaz de salvar anualmente 22.000 vidas na Índia e 73.000 em outros países em desenvolvimento, onde o câncer de colo de útero é uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres. Isso porque, nesses países, há pouco ou nenhum acesso ao teste papanicolau, procedimento mais utilizado para detecção desta doença. O papanicolau detecta as mudanças das células do colo do útero que poderiam se tornar cancerígenas.
“Esperamos que os resultados deste estudo tenham um efeito importante na redução do número de casos de câncer de colo do útero na Índia e no mundo”, disse Surendra Srinivas Shastri, médico e professor de oncologia preventiva do hospital Tata Memorial de Mumbai, principal autor do estudo.
As 150.000 mulheres recrutadas para este estudo não tinham antecedentes da doença. A metade foi submetida a um exame a cada dois anos com o vinagre e a outra metade não fez nenhum teste, situação mais comum na Índia. A incidência de câncer de colo do útero foi similar nos dois grupos, ocorrendo 26,5 para 100.000 casos nas mulheres submetidas aos testes de detecção e 26,7 para 100.00 nas outras. Mas o teste permitiu uma redução de 31% na taxa de mortalidade.
O câncer de colo de útero, para o qual existe prevenção, é responsável por 275.000 mortes por ano no mundo, sendo 80% dos casos registrados nos países em desenvolvimento.

8311 – Transporte – Brasil pode ganhar 21 linhas de trens de passageiro


O superveloz trem bala (500 km/h), realidade na Europa e Japão há mais de 2 décadas, estávido para o Brasil a passos de tartaruga
O superveloz trem bala (500 km/h), realidade na Europa e Japão há mais de 2 décadas, está vindo para o Brasil a passos de tartaruga

Depois de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos estaduais e federal. Atualmente, está em estudo pelo poder público a construção de 21 ramais ferroviários para passageiros. Caso todos os projetos planejados no Brasil saiam do papel no prazo previsto, o país pode ganhar 3.334 km de trilhos para transporte em 14 Estados até 2020.
O número é mais que o dobro do que existe hoje em operação. Apenas duas linhas de passageiros funcionam atualmente: uma liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES) e outra, São Luís (MA) a Carajás (PA) – ambas são operadas pela Vale. O atual cenário contrasta com o que era esse mercado há meio século: na década de 1960, cerca de 100 milhões de passageiros eram transportados em trens interurbanos anualmente. Hoje, esse número é de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano.
O transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km/h, são uma alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um desastre.
Entre os projetos mais avançados estão a ligação entre Brasília e Goiânia, passando por Anápolis, e cerca de 500 km de trilhos em Minas que fariam a conexão entre Belo Horizonte e cidades como Sete Lagoas, Ouro Preto e Brumadinho. O primeiro, orçado em 800 milhões de reais, está prometido para 2017 e deve vencer todo o trajeto em cerca de uma hora. Já o segundo está divido em três trechos e deve ser feito por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que já tem 18 interessados em preparar estudos de viabilidade. A expectativa é de que as obras comecem em 2014.
Em São Paulo, o governo estadual realiza estudos para três ramais – ligando a capital a Jundiaí, Santos e Sorocaba. Além disso, o Trem de Alta Velocidade (TAV), previsto pelo governo federal para ficar pronto em 2020, vai cortar grandes cidades do Estado, como Campinas, São Paulo e São José dos Campos, no caminho até o Rio.

8310 – Mega Almanaque – Como se define o valor de um jogador de futebol?


O salário do jogador é composto de vários elementos. Além do valor mensal, registrado em carteira, os craques ainda recebem um bônus chamado de luvas. Ele pode ser pago de uma vez ou em parcelas. Entram nessa conta ainda os direitos de imagem, remuneração que recebem por aparecer na mídia com a camisa do clube.
Jogador bem valorizado também tem que gerar dinheiro longe dos estádios. Na hora de contratar, clubes e consultorias esportivas levam em conta o retorno que ele pode trazer em ações de marketing: quanto mais simpático, articulado, querido pela torcida e cobiçado por patrocinadores pessoais, melhor.
As negociações têm alguns personagens centrais. O clube é representado por um diretor. Quem faz a ponte entre time e jogador é o empresário, que atende vários profissionais, de atletas a técnicos. Há também os agentes, dedicados a cuidar da carreira do craque de modo mais amplo, negociando também com os patrocinadores e a mídia.
O preço de um jogador é o valor da multa de rescisão (quebra) de seu contrato com o clube. Ou seja, para comprar um atleta de outro time, o clube interessado, ou o próprio atleta, precisa pagar a multa. Dependendo da transação, esse valor pode ser negociado – e até aumentado para impedir que o jogador assine com clubes europeus ou de rivais diretos.
Os critérios para avaliar o valor de um atleta podem ser bem objetivos: idade, gols marcados, qualidades nos fundamentos (passe, cabeceio), técnica (controle de bola, drible), condicionamento físico e histórico de contusões. Caraterísticas subjetivas, como liderança, temperamento e vigor, também são avaliadas.

Breve Carreira
Quanto mais velho o jogador, menor seu valor de transferência e maior o risco de quem o contrata. Por isso, quem já passou dos 30 tem, geralmente, várias cláusulas extras no acordo. O salário pode ser condicionado à participação do veterano em um número mínimo de jogos por ano.

Tipos mais comuns de transações entre clubes

Venda – Quando a multa da rescisão de contrato do jogador é paga ou negociada com o clube atual. O atleta faz acordo com um novo clube e uma nova multa é estipulada. Se o jogador cumpre o contrato até o fim, pode sair sem pagar a multa

Empréstimo – O jogador mantém contrato com o clube, mas joga por outra agremiação. Faz-se um acordo com a nova casa para decidir quem remunera o atleta. Em muitos casos, os times dividem o gasto

– O valor de mercado dos jogadores é avaliado pelo departamento de futebol de cada clube, que pode terceirizar a tarefa para empresas especializadas

– O pico de valorização e o auge da carreira se dão entre 28 e 29 anos. Depois disso, o jogador se desvaloriza até a multa de rescisão zerar

– Entre os patrocínios individuais dos jogadores, o mais comum é o de chuteiras. Jogadores sem esse patrocínio costumam pintar o calçado para esconder a marca

– Segundo dados da CBF, 82% dos futebolistas brasileiros ganham, no máximo, dois salários mínimos

8309 – Qual é o time mais vice-campeão do Brasil?


Considerando as três divisões do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e a primeira divisão dos 27 campeonatos estaduais, o time que mais “nadou, nadou e morreu na praia” foi o América do Rio Grande do Norte, que coleciona um total de 44 vices. São 42 no estadual potiguar, um na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e outro na terceira. Mas, se considerarmos apenas torneios nacionais disputados atualmente, o campeão de vices é o São Paulo: cinco vices da primeira divisão do Brasileirão e um vice da Copa do Brasil. Os são-paulinos, contudo, podem se defender argumentando que, levando em conta os resultados do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que antecedeu o Brasileirão como competição nacional, o Internacional, bi-vice da competição e tetra-vice do Brasileirão, iguala a marca do São Paulo. O que não dá para discutir é a desagradável liderança do América-RN no ranking de vices estaduais. Primeiro, porque seus 42 vices estão muito à frente dos times que o seguem na lista: o Atlético-MG tem 32 vices mineiros, o Paysandu, 31 vices paraenses e o Flamengo, 30 vices cariocas. Além da diferença considerável, temos que lembrar que os campeonatos de Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro são pelo menos dez anos mais antigos do que o potiguar. Um possível consolo para os torcedores do América-RN é que, apesar dos 42 vices, o time já venceu o potiguar 29 vezes – tá certo que o ABC, seu maior rival no estado, tem 48 títulos e “apenas” 27 vices…

8308 – Qual é a maior torcida do mundo?


torcida-edicao72-pag66

O time mais querido do mundo é o Flamengo, do Rio de Janeiro, com mais de 32 milhões de torcedores. E isso só aqui no Brasil – na nossa lista, não consideramos os torcedores multinacionais, como chineses que amam o Manchester United, por exemplo. Em segundo lugar, vêm os torcedores do Chivas, do México, que são mais de 30 milhões no país. Para chegar a esse resultado, fomos atrás de pesquisas recentes de cada um dos 11 melhores campeonatos de futebol do mundo. Como o Brasil é o país mais populoso da lista, deu Mengo. Mesmo considerando outros esportes populares fora daqui, o futebol leva vantagem. Nos Estados Unidos, os fãs de beisebol, basquete e futebol americano se dividem entre vários times de todas as regiões do país, fragmentando as torcidas – o New York Yankees, time de beisebol preferido, tem “só” 17 milhões de torcedores. Já em países populosos como China e Índia, a maioria dos fanáticos prefere clubes europeus ou times pequenos de críquete.

Flamengo – 32,6 milhões

A força do Flamengo não está só no Rio de Janeiro: é o clube preferido nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Sudeste tem maioria corintiana e no Sul só dá Grêmio

Pesquisa Datafolha, 2007

MÉXICO

Chivas – 30,8 milhões

De olho nos milhões de mexicanos que vivem nos Estados Unidos, o Chivas fundou uma filial para disputar o campeonato americano, o Chivas USA, em Los Angeles

Pesquisa Grupo Reforma, 2007

ARGENTINA

Boca Juniors – 16,4 milhões

Além de xeneizes, apelido que vem de um dialeto italiano, os fãs são chamados de bosteros. O terreno da Bombonera era uma fábrica de tijolos que usava fezes de animais como matéria-prima

Pesquisa Equis, 2006

ITÁLIA

Juventus – 16,3 milhões

Na temporada 2006/2007, a Juventus disputou a segunda divisão do campeonato e fez a média de público disparar 19% – enquanto a média da primeirona caiu 15%

Pesquisa Instituto Demos-Eurisko, 2007

ESPANHA

Real Madrid – 13,2 milhões

A popularidade do time, clube do século 20 pela Fifa, pode ser explicada em uma visita à sala de troféus: 30 títulos espanhóis, 9 campeonatos europeus e 3 mundiais

Pesquisa Centro de Investi-gaciones Sociológicas, 2007

JAPÃO

Kashima Antlers – 12,3 milhões

O Kashima é o Flamengo do Japão, exceto pelos títulos. O clube também tem Zico como ídolo – o Galinho encerrou a carreira nos Antlers e popularizou o esporte no Japão

Pesquisa Video Research Ltd., 2006

ALEMANHA

Bayern de Munique – 10,5 milhões

Dentre os ilustres torcedores do Bayern – 100 mil deles são sócios do clube – um dos mais fervorosos é o papa Bento 16, nascido na Baviera, estado da Alemanha cuja capital é a cidade de Munique

Pesquisa Sportfive, 2007

FRANÇA

Olympique – 10,2 milhões

Em 1993, o Olympique de Marselha tornou-se o único clube francês campeão europeu, mas o time não fatura um campeonato nacional desde 1992 – maior jejum desta lista

Pesquisa Institut National de la Statistique et des Études Économiques, 2006

HOLANDA

Ajax – 4,3 milhões

O Ajax tem origem em um bairro judeu, mas, mesmo formada por maioria não judaica, a torcida grita “Joden! Joden!” (“judeus”, em holandês) e balança bandeiras com a estrela de Davi

Pesquisa TNS-NIPO, 2007

GRÃ-BRETANHA

Manchester United – 4,2 milhões

Na temporada 2006/2007, o Manchester teve a maior média de público do mundo, quase 76 mil torcedores por jogo. Há filas de até quatro anos para comprar ingressos

Pesquisa Roy Morgan International, 2006

PORTUGAL

Benfica – 4,1 milhões

O Benfica entrou para o Guinness em 2006 como clube de futebol com mais associados no mundo – são mais de 160 mil sócios do time de Lisboa, segundo o livro

Pesquisa Liga Portuguesa de Futebol Profissional, 2003