8122 – Mega Byte – WD Lança Disco de 2,5″ e 5 mm


WB Blue 500 GB: apenas 5 mm de espessura
WB Blue 500 GB: apenas 5 mm de espessura

A Western Digital está anunciando o início das vendas da WD Blue, uma nova família de HDs no formato de 2.5” (geralmente usado em notebooks) e com apenas 5 mm de espessura, o que segundo a empresa é algo inédito nesta categoria.
A nova família foi projetada para uso em dispositivos ultrafinos de nova geração, como Ultrabooks e híbridos, e também para utilização em espaços extremamente reduzidos nos quais não seja possível usar qualquer outro tipo de disco.
A linha inclui tanto HDs puramente eletromecânicos como híbridos que integram uma pequena unidade SSD, que agiliza o acesso às informações armazenadas. A capacidade dos discos é de 500 GB.
Segundo a Western Digital o WD Blue de 2.5” e 5 mm de espessura (modelo WD5000MPCK) já está disponível a fabricantes e integradores, com preço sugerido de US$ 89 por unidade, e tem garantia limitada de dois anos.

8121 – Botânica – O que é “Vassoura-de Bruxa?


Vassoura-de-bruxa
O termo vassoura-de-bruxa é aplicado a um tipo de doença ou sintoma de doença de plantas em que ocorre um desenvolvimento anormal do tecido meristemático ou superbrotamento. Embora a vassoura-de-bruxa ocorra em muitas espécies de plantas de famílias diferentes e possa ser causado por diversos tipos de patógenos (vírus, fitoplasmas ou fungos), a mais conhecida dentre elas é a que afeta o cacaueiro. A Vassoura-de-bruxa do cacaueiro é uma doença dos cacaueiros causada por um fungo basidiomiceto Moniliophtora perniciosa Stahel Aime & Phillips-Mora. É uma das doenças de maior impacto econômico nos países produtores de cacau da América do Sul e das ilhas do Caribe. M. perniciosa ataca as regiões meristemáticas do cacaueiro, principalmente frutos, brotos e almofadas florais, ocasionando queda acentuada na produção, provocando o desenvolvimento anormal, seguido de morte, das partes infectadas.
Atualmente, a doença constitui o maior problema fitopatológico do estado da Bahia e, talvez, do Brasil. A doença é originária da bacia amazônica e só foi detectada no sul da Bahia (Microrregião de Ilhéus-Itabuna) em 1989. De 1991 para 2000 o Brasil teve sua produção anual reduzida de 320,5 mil toneladas para 191,1 mil toneladas, caindo a sua participação no mercado internacional de 14,8% para 4%. Esse quadro, associado aos baixos preços do produto praticados no momento da introdução da doença, tem fragilizado consideravelmente a situação sócio-econômica e o equilíbrio ecológico das regiões produtoras do cacau no país, onde cerca de 2,5 milhões de pessoas dependem dessa atividade [1]. Este problema atinge o Brasil como um todo ao afetar toda a cadeia produtiva de cacau. Devido à drástica redução na produção de cacau, o Brasil hoje deve importar este produto para assim suprir sua demanda interna, incrementando os custos de produção de chocolate e aumentando os riscos de ingresso de outras doenças.

Devido à grande importância econômica da vassoura-de-bruxa, numerosos esforços têm sido envidados na tentativa de estabelecer um plano de controle efetivo e economicamente viável para esta doença. Destas estratégias de controle, a considerada como mais promissora é o plantio de mudas resistentes à doença, prática que vem sendo largamente adotada no sul da Bahia. Porém, no Equador demonstrou-se que variedades resistentes podem tornar-se suscetíveis ao longo de várias gerações e um estudo recente demonstrou que a variabilidade genética de M. perniciosa na Bahia é muito baixa quando comparada àquela encontrada na região amazônica, mostrando apenas a existência de dois genótipos do patógeno na Bahia; estes resultados indicam que estes clones resistentes podem ser muito sensíveis a novas introduções do fungo provenientes da Amazônia. Além disso, o cacau apresenta problema de incompatibilidade sexual. Com a clonagem, tem sido uma observação recorrente no sul da Bahia a existência de plantas com forte floração, mas que não frutificam. Em conjunção com esse fato, muitos dos clones distribuídos não apresentam as qualidades agronômicas ideais para o plantio, tendo sido a sua seleção feita baseada apenas na resistência à doença.
Com esse objetivo foi lançado um Programa do de sequenciação do Genoma da Vassoura-de-Bruxa. Este programa visa coordenar um conjunto de pesquisas de diferentes áreas, como biologia celular, morfologia, bioquímica, fisiologia vegetal e genética molecular, tendo os diversos pesquisadores envolvidos o apoio de um banco de dados de seqüências genômicas e de cDNA do fungo.
Detalhes do ciclo da doença Vassoura de Bruxa
M. perniciosa é um fungo hemibiotrófico (ataca células vivas, porém pode se desenvolver e reproduzir após a morte dos tecidos atacados), com dois tipos de micélio: o biotrófico (parasítico) e o necrotrófico (saprotrófico). O ciclo de vida do fungo começa quando os basidiósporos germinam sobre a cutícula e a base dos tricomas da planta. A penetração pode ser pelo estômato, tecidos lesados ou pela penetração direta sem que haja a formação de apressórios. Estes tubos germinativos penetram unicamente em tecidos meristemáticos formando um micélio uninuclear e haplóide que invade os espaços intercelulares do tecido com hifas relativamente grossas (5-20 um), irregulares, monocarióticas e com ausência de grampos de conexão.
A infecção pelo fungo provoca superbrotações resultantes da perda de dominância apical, as quais formam ramos anormais conhecidos como vassouras verdes, assim como anomalias nos frutos e almofadas florais.Foi demonstrado em estudos citológicos que a dicariotização ocorre em hifas monocarióticas derivadas de um único basidiósporo uninucleado, evidenciando a natureza homotálica (autofértil) de M. perniciosa. O crescimento de M. perniciosa dicariotizado dá origem a um micélio de fase secundária (saprotrófico), no qual as hifas são mais finas e apresentam grampos de conexão. Nesta fase, M. perniciosa causa necrose, apodrecimento e morte dos tecidos afetados da planta, formando assim as vassouras secas. Unicamente nesta fase da vida do fungo, e após um período de seca aparecem os basidiomas, os quais produzem numerosos esporos que disseminam cada vez mais a doença. As condições climáticas do Estado da Bahia, com períodos intermitentes de seca e umidade, favorecem a produção de esporos durante o ano todo.

8120 – “Não há dúvidas de que o homem vai a Marte”, garante coordenadora científica da Nasa


marte

Gale Allen, coordenadora científica da Nasa, admite: não há valor comercial em ir a Marte neste momento. Para ela, a questão envolve algo mais importante que cifras. Existe um valor sentimental. “Somos exploradores e curiosos. Queremos chegar lá”, afirmou em entrevista no quartel general da Nasa, em Washington. Gale acredita que a visita ao solo marciano vai além da capacidade dos Estados Unidos, e por isso será preciso uma parceria de entre vários países. “Só assim conseguiremos completar essa missão.” O valor sentimental, diz Gale, “servirá para nos inspirar quando olharmos para o céu e saber que conseguimos chegar lá.”
De acordo com Michael Meyer, cientista-chefe das missões à Marte lideradas pela Nasa, seria possível fazer uma visita ao planeta vermelho em cinco anos. O caminho seguro, contudo, é longo e caro. Primeiro, a Nasa vai terminar de construir uma versão reciclada do foguete que levou o homem à Lua. Em seguida, será necessário fazer um pit-stop em um asteroide, alvo mais próximo que Marte e mais distante que a Lua. Só assim os cientistas terão certeza de que podem enviar seres humanos tão longe.
Quão longo seria esse caminho? Se depender do otimismo de Allen — e de uma série de missões bem sucedidas — a construção de uma colônia marciana será iniciada em 2050. Ela dá mais detalhes sobre os planos da Nasa para os próximos 40 anos, a seguir.
Trechos da entrevista:
Em 1962, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy disse que os objetivos da Nasa se resumiam em uma frase: “Escolhemos ir à Lua.” Qual seria a frase que melhor representa os objetivos da Nasa hoje?
R: Escolhemos explorar lugares ainda mais distantes, nunca antes visitados. A Lua é apenas um dos destinos em nosso plano interplanetário. Escolhemos levar o homem para múltiplos destinos no universo e não apenas um.
Quais seriam esses destinos?
R: O presidente Barack Obama pediu que voltássemos nossa atenção para Marte. Contudo, o caminho até lá é longo e precisamos aprender muito antes que isso aconteça. Por isso, antes de chegar ao planeta vermelho, vamos visitar um corpo celeste no meio do caminho. Nossa próxima missão tripulada ao espaço profundo será a um asteroide. Estamos escolhendo aqueles que comportariam uma visita humana, mas nosso objetivo principal é sempre Marte. A missão a um asteroide é um degrau necessário.
Quais são as missões que melhor representam os objetivos da Nasa?
R: Colocamos a ciência em três categorias: Terra, imediações e exploração humana. A primeira é observar a Terra do espaço e entender o seu complexo ecossistema, algo que vai ajudar garantir a melhor administração possível do planeta. A recém-lançada missão Aquarius, por exemplo, vai medir a salinidade dos oceanos. A segunda categoria são os destinos de curto prazo dentro do Sistema Solar. São missões que nos ajudam a entender os planetas e luas próximos de nós. Recentemente lançamos a missão GRAIL para entender a gravidade da nossa Lua. Temos o Mars Science Laboratory, um jipe com 10 instrumentos que vai ajudar a preparar o terreno para uma futura missão tripulada a Marte.
Existe alguma dúvida na Nasa de que haverá uma missão tripulada a Marte antes de 2050?
R: Não. Definitivamente vamos para lá.
Com certeza seria uma missão tão inspiradora quanto cara. As estimativas mais otimistas dizem que uma única visita a Marte custaria 100 bilhões de dólares. A Nasa, os EUA e o resto do mundo estão passando por sérios problemas financeiros. Quem vai pagar a conta de uma missão a Marte?
R: A visita a Marte deverá necessariamente ser uma parceria internacional. Não acredito em uma missão financiada e guiada por um único país. Dito isso, a agência espacial americana tem um orçamento robusto. A quantidade de dinheiro não está aumentando, mas temos 17 bilhões de dólares por ano, apenas para a Nasa. Não é pouco dinheiro. Somos ambiciosos em algumas missões e elas são muito complexas. Em alguns momentos o orçamento é menor do que antecipamos. Trabalhamos muito para possamos conciliar as missões tripuladas, as científicas e as aeroespaciais dentro do orçamento.

8119 – Astrônomos revelam os planetas mais semelhantes à Terra já encontrados


kepler62-20130418-size-598

Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, dois planetas de tamanho semelhante ao da Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol. Os corpos fazem parte de um sistema estelar com cinco planetas orbitando ao redor da estrela Kepler-62, localizada na constelação de Lyra, a 1.200 anos-luz da Terra. A descoberta foi publicada na revista Science.
A estrela Kepler-62 mede dois terços do tamanho do Sol e possui um quinto de seu brilho. Dos cinco planetas descobertos, três estão muito próximos à estrela, em órbitas que duram de cinco a 18 dias, tornando-os muito quentes e inóspitos para a vida como a conhecemos. Mas dois deles — o Kepler-62e e o Kepler62f — estão na zona habitável da estrela, onde pode existir água em estado líquido e melhores condições para o desenvolvimento de vida.
O Kepler-62f é apenas 40% maior do que a Terra, o que o torna o planeta de tamanho mais próximo ao da Terra já encontrado na zona habitável de uma estrela. Sua órbita é de 267 dias e os pesquisadores dizem que sua composição é provavelmente rochosa. Já o Kepler-62e está mais próxima à estrela, com uma órbita de 122 dias, e tamanho 60% superior ao da Terra. “Pelas informações que temos, a partir do raio e do período orbital dos planetas, eles são os objetos mais similares à Terra já encontrados até hoje”, diz Justin Crepp, astrofísico da Universidade de Notre Dame, na França, que participou da pesquisa.
No caso do sistema Kepler-62, os pesquisadores usaram telescópios terrestres para analisar a estrela e confirmar que as flutuações em seu brilho eram causadas pela passagem de cinco planetas. “É possível confundir a passagem de um planeta com algum outro evento, mas quando temos cinco planetas e todos são periódicos, isso ajuda a confirmar os dados. É difícil encontrar qualquer outro fenômeno que emita esse tipo de sinal”.
Instituição: Centro de Pesquisa Ames da Nasa
Dados de amostragem: Dados coletados pela sonda Kepler sobre a estrela Kepler-62
Resultado: Os pesquisadores descobriram que a estrela é orbitada por cinco planetas. Dois deles estão em sua zona habitável, onde é possível a existência de água líquida.

8118 – Nave privada Virgin Galactic passa pelo 1º teste de voo


internacional-nave-espacial-virgin

A nave de passageiros Virgin Galactic, que tem planos de levar turistas ao espaço, realizou com sucesso nesta segunda-feira, 29 de abril, seu primeiro teste de motor em voo. “Foi um passo fundamental para o início do serviço comercial dentro de cerca de um ano”, disse o proprietário da Virgin, Richard Branson.
A SpaceShipTwo (SS2) ligou o motor pouco depois de se soltar de um avião chamado WhiteKnightTwo, que a transportou até uma altitude de 14.000 metros acima do deserto de Mojave, na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).
O motor permaneceu ligado por apenas 16 segundos, o que foi suficiente para impulsionar a SpaceShipTwo a 1,2 vez a velocidade do som, informou a companhia em nota divulgada em sua página na Internet. Nos próximos voos de teste, o motor será mantido ligado por mais tempo até que a nave tenha velocidade para alcançar os 100 quilômetros de altitude.
O teste foi realizado nesta segunda de manhã com os pilotos Mark Stucky e Mike Alsbury. O pouso aconteceu na pista do Mojave Air and Space Port, pouco depois das 8 horas (12 horas no horário de Brasília).
Mais de 500 pessoas já reservaram um lugar a bordo na SpaceShipTwo. Por um voo com duração de minutos, os interessados tiveram que antecipar o pagamento da passagem, que custa 200.000 dólares. A nave conta com dois pilotos e pode transportar seis passageiros. Branson e seus filhos pretendem ser os primeiros pilotos, após testes, a andar na nave espacial.
O modelo da SpaceShipTwo é baseado em um protótipo chamado SpaceShipOne, que em outubro de 2004 conquistou o Prêmio Ansari X, de 10 milhões de dólares.
Até agora, a Virgin Galactic e sua parceira, a Aabar Investments PJC, de Abu Dhabi, gastaram 500 milhões de dólares no desenvolvimento da SpaceShipTwo e esperam desembolsar mais 100 milhões de dólares antes de iniciar o serviço comercial.
A empresa pretende construir mais quatro naves e vários jatos de transporte WhiteKnight, que também serão utilizadas para uma empresa de lançadores de satélites. Além do voo de passageiros, a Virgin Galactic está negociando parcerias com entidades de pesquisas, incluindo a Nasa, para transportar experimentos, com ou sem os cientistas.

8117 – Cinema – O Segredo do Abismo


segredo-do-abismo
Um filme norte-americano de 1989 de ficção e suspense de James Cameron, para este filme foram necessárias oito semanas de filmagens subaquáticas. Os efeitos especiais inovadores, usados para dar forma aos alienígenas subaquáticos, foram depois reutilizados pelo diretor em seu filme seguinte, Terminator 2: Judgment Day, para criar o fabuloso andróide T 1000.
Este thriller de primeira classe, filmado debaixo de água, conta a história do inexplicável naufrágio de um submarino americano.
Uma equipe de cientistas em uma platorma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a “Operação Salvo”, a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.

James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro
James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro

8116 – Geografia – O Agreste


A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana
A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana

Designa uma área na Região Nordeste do Brasil de transição entre a Zona da Mata e o Sertão, que se estende por uma vasta área dos estados brasileiros da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A área ocupada pelo Agreste situa-se numa estreita faixa, paralela à costa. Possui como características principais solos profundos (latossolos e argissolos), com relevo extremamente variável, associados a solos rasos (litossolos), solos relativamente férteis, vegetação variável com predominância de vegetação caducifólia (decídua). É uma área sujeita a secas, cuja precipitação pluviométrica varia entre 300 e 1200 mm/ano, oscilando predominantemente entre 700 e 800 mm/ano. Possui 4 pólos principais: Campina Grande (principal do Agreste Setentrional), Caruaru (principal do Agreste Central), Arapiraca (principal do Agreste Centro-Meridional) e Feira de Santana (principal do Agreste Meridional, mas segue outro padrão de relevo não-Borborêmico e portanto diverge bastante das demais já anteriormente citadas, parecendo até mesmo outra região).
Possui solo essencialmente pedregoso, rios intermitentes (temporários), vegetação rala e tamanho pequeno (mirtáceas, combretáceas, leguminosas e cactáceas). Tecnicamente o agreste junto ao sertão compõem o ecossistema denominado caatinga.
Possui, por ser marcadamente terreno de transição, áreas onde há maior umidade, os brejos. O principal acidente geográfico da região é o planalto da Borborema, que apresenta vegetação tropical e florestada,consorciada com o clima úmido nas áreas altas e região da encosta leste, e vegetação de caatinga,consorciada com o clima semi-árido e seco, nas áreas baixas ao centro e oeste do planalto.
A estrutura fundiária do Agreste é basicamente formada por pequenas e médias propriedades onde se pratica a policultura, frequentemente associada à pecuária extensiva e bacia leiteira. Por estar fora da região de influência litorânea, predominando no interior nordestino, está sujeita às estiagens cíclicas, de forma que boa parte da população aí existente depende essencialmente do regime de chuvas, que são irregulares e rios temporários.
A Associação Plantas do Nordeste (APNE), entidade não-governamental com parceria dos Jardins Botânicos Reais de Kew, da Inglaterra, e do CNPq, tem desenvolvido estudos visando um aproveitamento sustentável da flora local, bem como seu estudo e preservação.
Por causa da densidade demográfica e da estrutura fundiária com tendência ao minifúndio, o Agreste constitui uma área em que a pressão sobre a terra é bastante forte (pediplanação). Esse problema é grave e acaba acarretando migrações para o Sudeste.
O Agreste possui os maiores festivais de São João do Mundo, se destacando o de Campina Grande e Caruaru. Estes festivais se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América e base alimentar dos Incas (a maior das civilizações sulamericanas autóctones). Etno-culturalmente o agreste está mais próximo a cultura e etnografia sertaneja que a do litoral da zona da mata; principalmente o Agreste Setentrional, vizinho a zona da Mata Setentrional.
O Agreste é a única sub-região nordestina que não sedia nenhuma capital, porém abriga pólos importantes, sendo as principais cidades: Feira de Santana na Bahia (maior e mais rica cidade do agreste e tambem sede da maior região metropolitana desta sub região, a Região Metropolitana de Feira de Santana),Campina Grande, na Paraíba, Caruaru em Pernambuco e Arapiraca em Alagoas. Sua densidade populacional é a segunda maior entre as zonas geográficas nordestinas, superada apenas pela Zona da Mata. Os únicos estados agrestinos sem cidades expressivas são o RN e SE, justamente onde o Agreste atinge suas menores áreas e densidades demográficas/populações absolutas.
No agreste predominam grandes propriedades rurais onde se desenvolvem a Policultura ( cultivo de diversos tipos de plantas ) e a pecuária leiteira.Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do nordeste – a zona da mata.O agreste é uma areá de transição entre a zona da mata de clima e úmido, e o sertão, de clima semiarido.

8115 – Nutrição – O Cacau


cacau

O cacaueiro (Theobroma cacao) é a árvore que dá origem ao fruto chamado cacau. É da família Malvaceae e sua origem é América Central e Brasil. Pode atingir até 6 metros de altura e possui duas fases de produção: temporão (março a agosto) e safra (setembro a fevereiro). O cacau é a principal matéria-prima do chocolate.
É do cacau que se faz o chocolate através da moagem das suas amêndoas secas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geleia, destilados finos e sorvete.
O termo “Cacau”, já foi sinônimo de prosperidade “Capital” e Investimento, no Brasil de aproximadamente 1808, quando a Família Imperial Portuguesa, com o reinado de Maria I veio para o Brasil e começou sua exploração científica – industrial da época, para exportação e financiar o chamado “Baluarte Brasileiro, contra Napoleão Bonaparte, até aproximadamente 1930. Nessa data, quando apareceu uma praga chamada de “Vassoura de Bruxa”, que descapitalizou à chamada “indústria do Cacau” Brasileira. Muitas pesquisas se fizeram para debelar a tal de “Vassoura”, até que a denominada atualmente de “Embrapa”(uma empresa que teve seus primórdios naquela data por iniciativa de Getúlio Vargas), na cidade do Rio de Janeiro apresentou seus resultados positivos, que desenvolvem à Indústria do Chocolate do Brasil com diversas plantações de Cacau modificados através de Enxertias e Fábricas de Chocolates por todo o Brasil. Mas tudo isso tem um preço, segundo os antigos, a chamada “Nobreza Brasileira”, antigos proprietários de plantações de antes de 1930, informam que tem saudades daquele tempo, em Ilhéus, um dos principais produtores de antes de 1930. Pois dizem esses “representantes da Nobreza Brasileira” que o Chocolate, a planta, antes da ação da atual Embrapa, tinha um sabor aPimentado. Alguns restaurantes da Bahia e do Brasil, como no Rio Grande do Sul, costumam acrescentar Pimenta aos produtos de Chocolates. É uma tradição antiga e dizem que as primeiras mudas do México tinham esse sabor, apimentado.
O cacau era considerado pela civilização maia por ser uma fruta apimentada, que deveria ser comida com “parcimônia e elegância”, devido à Pimenta, de seu sabor; e era dada para isso, diretamente pelos deuses aos homens, geralmente era consumida antes de Cristóvão Colombo, apenas pelos Sacerdotes da e para a Entidade Sol. E, de tão importante, virou até moeda de troca o “Cacau” ou “Solaris(outro nome da mesma Moeda). Nessa época, no Brasil, primeiramente e depois com a exportação, a partir de 1808, para toda a América Latina, pois Maria I de Portugal, Brasil e Além-Mar aceirava essa “Quase – moeda”, o “Cacau” e/ou “Solaris(Casa do Sol), como Crédito. Não se fazia do cacau o que conhecemos hoje como Chocolate. Era feita uma bebida de sabor amargo – apimentado, com as sementes torradas e moídas misturadas com água, semelhante ao preparo do cafezinho, da forma de Colombo(Cristóvão Colombo), que muitas vezes acrescentava o Café à bebida apimentada sagrada dos Mexicanos. Atualmente, segundo estudiosos é que se acrescenta a pimenta, para voltar ao sabor de antigamente.
Atualmente, enquanto o chocolate movimenta globalmente uma economia de 60 bilhões de dólares/ano, os produtores de cacau ficam apenas com 3,3% da renda gerada.
No Brasil, ele foi cultivado primeiramente na Amazônia, onde já existia em estado natural, próximo ao clima do México, devido ao Rio Amazonas. Depois, pelo Rio Amazonas, passou para o Pará e pelo Mar, chegou finalmente à Bahia, onde melhor se adaptou ao solo e ao ambiente Marinho, e causou o chamado “Boom” da época de 1930.
O Estado da Bahia produz atualmente cerca de 95% do cacau do Brasil (país cuja produção corresponde a mais ou menos 5% da mundial, sendo a Costa do Marfim o maior produtor do planeta, com aproximadamente 40% do total).
O Estado da Bahia é o maior produtor do Brasil, porém sua capacidade produtiva foi reduzida em até 60% com o advento da vassoura-de-bruxa, causada pelo fungo fitopatogênico Crinipellis perniciosa, atualmente Moniliophthora perniciosa. O Brasil, então, passou do patamar de país exportador de cacau para importador, não sendo completamente autossuficiente do produto.
Apesar da enfermidade, o cacau ainda se constitui numa grande alternativa econômica para o Sul da Bahia e possui na CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) a sua base de pesquisa, educação e extensão rural. Com o apoio do órgão, cultivares clonais mais resistentes ao fungo têm sido introduzidas, porém formas mais severas de controle do patógeno ainda precisam ser descobertas. Esas formas podem vir futuramente com os resultados do Projeto Genoma Vassoura de Bruxa, que visa a estudar o genoma do fungo e elaborar estratégias mais eficientes no seu controle biológico. É uma iniciativa da CEPLAC que conta com o apoio da EMBRAPA e de laboratórios de universidades da Bahia (UFBA, UESC e UEFS) e de São Paulo (UNICAMP).
Por ser plantado à sombra da floresta, o cacau foi responsável pela preservação de grandes corredores de mata atlântica no sul do Estado da Bahia no Brasil. Este sistema é conhecido como “cacau cabruca”, do termo “brocar” (ralear). Recentemente, foi criado o Instituto Cabruca que, junto com outras instituições ambientalistas, vem desenvolvendo projetos de pesquisas e extensão sobre o tema, estudando formas de manter essa vegetação nativa associada ao cacau.
A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau do mundo, chegando a contribuir com 41% do mercado global.
Em suas plantações ocorre uso de mão de obra escrava e infantil, mais modernamente, uma vez que antigamente (1808 – 1930), na época da riqueza e do “Cacau”, era toda assalariada e Consumidora do Produto que plantavam, seus Propagandadistas, segundo Dona Maria I de Brasil, Portugal e Além – Mar. As grandes companhias produtoras de chocolate chegaram a assinar em 2001 um termo onde se comprometiam a extinguir o uso deste tipo de mão de obra nos cacauzeiros até 2008. No entanto o prazo não foi cumprido, e segundo denúncias em 2010 ainda eram utilizados em larga escala.
Autoridades locais e organizações internacionais tem dedicado atenção ao tema desde então.