8114 – Biologia – Unesp cria o primeiro biobanco veterinário do Brasil


Logo Fapesp Sponsors - Azul

As amostras de tecidos afetados por tumores ou por doenças infecciosas armazenadas nos chamados biobancos têm se tornado ferramentas preciosas para pesquisadores que se dedicam a estudar a evolução natural das enfermidades ou a buscar marcadores genéticos que ajudem a prever o prognóstico de um paciente e sua resposta ao tratamento.

Em 1997, o Hospital A.C.Camargo inaugurou a primeira estrutura do gênero no país para abrigar tecidos humanos afetados por tumores. Agora, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, acaba de implantar o primeiro banco de tecido biológico voltado exclusivamente para animais.

O trabalho começou em 2010, sob a coordenação da professora Noeme Sousa Rocha, do Departamento de Clínica Veterinária. Hoje, há cerca de 50 amostras armazenadas, todas de tecidos caninos afetados por tumores e coletadas durante pesquisas desenvolvidas pelos pós-graduandos da instituição.
A montagem do banco contou com o apoio da FMVZ, que providenciou um freezer específico e a reforma da área onde a estrutura foi instalada. O software usado para gerir o banco e facilitar a troca de informações entre os pesquisadores foi doado pelo Hospital A.C.Camargo. Os demais equipamentos foram adquiridos por meio de projetos apoiados pela FAPESP e pelo CNPq.

8113 – Cinema – A Trilha Sonora


trilha-sonora-

De muito grande relevância, aliás, o que seria do Cinema sem a trilha sonora?

Conhecida em inglês como soundtrack1 é, tecnicamente falando, “todo o conjunto sonoro de um filme, incluindo além da música, os efeitos sonoros e os diálogos.” Isso também inclui peças de um programa de televisão ou de jogos eletrônicos. Pode incluir música original, criada de propósito para o filme, ou outras peças musicais, canções e excertos de obras musicais anteriores ao filme. A definição de “trilha sonora” se expandiu na década de 1990, com coletâneas do tipo “Music Inspired By”. Alguns exemplos bem sucedidos dessa tendência foram as trilhas de O Corvo (nos Estados Unidos ) e Trainspotting (no Reino Unido).
Um filme pode popularizar uma obra musical já existente, mas menos conhecida pelo grande público. 2001 – Uma Odisseia no Espaço deu uma popularidade sem precedentes ao poema sinfônico Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss. O filme Elvira Madigan, de Bo Widerberg, ao utilizar o concerto para piano n.º 21 de Wolfgang Amadeus Mozart, popularizou de tal forma esse tema musical que, apesar de já existir há muito, passou a ser cognominado de Elvira Madigan.
Desde a primeira e histórica projeção dos irmãos Lumière, em 1895, as imagens da 7º arte já tinham um acompanhamento musical. Porém, o fundo musical era geralmente uma improvisação solo feita por pianistas ou organistas, e a música raramente coincidia com as narrativas da tela. A partir de 1910 começaram a ser editadas partituras para piano e orquestra, que transmitiriam os “climas” apropriados para cenas específicas. No entanto, o problema de sincronização entre cena e trilha sonora ainda não tinha sido resolvido.Só na década seguinte se chegou a uma solução para este impasse, com a encomenda dos primeiros scores, ou seja: música incidental feita exclusivamente para determinado filme.
A música do filme está de harmonia com o diálogo e a imagem, estabelecendo o tom de um filme. Independentemente de ser clássica, jazz, electrônica ou qualquer outro gênero, todo o material musical expressamente composto ou exibido num filme pode ser definido como a música do filme.
Pelo contrário, um álbum que seja uma banda sonora não contém necessariamente a música do filme, uma vez que muitas das canções que apresenta podem não ter sido gravadas tendo o filme como objectivo (por exemplo, as constantes em American Graffiti, The Big Chill, Dirty Dancing) ou podem nem ter sido exibidas no filme (por exemplo, Batman Forever).
Tal como a Música do Filme, os Temas Cinematográficos são retirados dos filmes. A diferença é que, enquanto os álbuns de Música do Filme apresentam as gravações originais, as coleções de Temas Cinematográficos reúnem material gravado por intérpretes que não tiveram envolvidos com o filme.
Música de desenhos animados
As origens da história da música de desenhos animados estão intimamente ligadas ao trabalho do compositor Carl Stalling, o qual trabalhou nos estúdios de animação Warner Bros. durante duas décadas.
Stalling trilhou um novo caminho ao seguir a trajetória visual da acção no écran por oposição às regras aceites de composição. O resultado – não alicerçado nos tradicionais tempo, ritmo e desenvolvimento temático – foi de grande extremismo, à medida que a melodia, o estilo e a forma se misturavam em som e imagem intimamente ligados.
Essa fórmula continua a ser a atualmente utilizada nas composições desenvolvidas para a animação, embora, desde a era do rock, as canções pop também tenham destaque nas produções de desenhos animados, por vezes com vultos da pop, como Celine Dion e Peabo Bryson , Elton John e Phil Collins.
Música de espionagem
Os filmes de espionagem são um gênero cinematográfico popular desde a década de 1960. Não só os filmes são bem conhecidos, como a sua música também. De facto, a música que exibiam tornou-se quase inseparável deles próprios, em especial no caso do agente secreto James Bond. A música de John Barry definiu o tom musical do gênero, cujos princípios têm sido seguidos desde então.
Glossário
Cues: cada trecho de música de um filme, por menor que seja, é chamado de cue. Fazendo uma analogia com a música popular, ela seria equivalente à faixa de um disco, com a diferença de poder durar apenas alguns segundos.
Decupagem: a decupagem, ou spotting em inglês, é o processo que define aonde a música vai estar presente no filme, de acordo com a cena escolhida.
Leitmotif: recurso musical associado à personagens e eventos específicos, empregado de forma recorrente. Ela foi a técnica favorita de Max Steiner (1888-1971), considerado o pai da música do cinema.
Mickeymousing: é uma técnica de composição onde os movimentos da imagem da tela têm um paralelo sincronizado na orquestração. É freqüentemente associada à desenhos animados (daí o nome), e têm como função exercer um efeito cômico. O mickeymousing é considerada uma técnica controversa.
Música original: o termo música original do filme refere-se à parte musical instrumental composta exclusivamente para determinado filme. Seu equivalente em inglês é score, traduzido literalmente como partitura.
Source music: no jargão da indústria cinematográfica, é a música que tanto os espectadores quanto os personagens do filme ouvem. Um exemplo clássico do uso de source music é Sam (Dooley Wilson) tocando “As times goes by” no filme Casablanca (1942).
Tema: um tema (theme, em inglês) é, em geral, “a parte mais reconhecível em uma obra ou trecho musical”.
Temp tracks: uma abreviação de temporary tracks, são peças musicais pré-existentes utilizadas como referência para a composição da música original. Os temp tracks que o diretor George Lucas utilizou para Guerra nas Estrelas – composições de Antonín Dvořák, Franz Liszt e Gustav Holst – serviram de guia para John Williams compor seu premiado score, por exemplo.
Desde sua incepção, os críticos têm sido impiedosos com o estilo. A música original do cinema é tida como uma arte menor, talvez herdando um pouco do discriminação que a sétima arte têm sofrido desde sempre.

8112 – Medicina – Como funciona o marca-passo?


marcapasso

É um dispositivo de aplicação médica que tem o objetivo de regular os batimentos cardíacos. Isto é conseguido através de um estímulo elétrico emitido pelo dispositivo quando o número de batimentos em um certo intervalo de tempo está abaixo do normal, por algum problema na condução do estímulo natural do coração pelo seus tecidos antes de atingir os ventrículos.
Os primeiros aparelhos marca-passo eram externos e de certa forma perigosos pois poderiam potencialmente eletrocutar seu portador. Atualmente o tamanho do aparelho foi reduzido e pode ser implantado no corpo do paciente pois é selado hermeticamente numa cápsula de metal e possui pilhas recarregáveis através de terminais externos. As baterias dos marca passos implantáveis não são recarregáveis, apenas as dos marca passos externos que são substituídas.
Sua cápsula externa em geral é feita de titânio por ser um material fisiologicamente inerte, o que reduz o risco de rejeição pelo sistema imunológico.
O marcapasso recebe e envia sinais elétricos gerados tanto pelo coração como pelo gerador. Isto ocorre através da interação entre o eletrodo que conduz esta energia e o gerador que a recebe, processa informações e envia estímulos de volta ao coração.
Este complexo mecanismo depende do perfeito estado de interação entre o eletrodo (fio) e o coração. Atualmente esta interação é capaz de perceber o aumento na necessidade do coração, através de medidas consecutivas de impedância, ou aumento da necessidade de frequência cardíaca quando o indivíduo estabelece alguma atividade física.
O gerador de pulso é o cérebro de todas estas informações. Existem diferentes modelos e tipos de marcapasso que servem para cada tipo de pessoa. Por exemplo, se tivermos um jovem com problemas de queda de freqüência cardíaca importante, após os médicos realizarem todas as investigações, devemos considerar as suas atividades diárias ou até necessidade esportiva para a indicação do tipo de marcapasso e programação específicos. Assim como analisar e adaptarmos às necessidades de um idoso, criança, etc.
A programação é a forma como o marcapasso irá se comportar diante de determinadas situações, como por exemplo: aumento nas atividades físicas, uma queda brusca de freqüência cardíaca, estresse, etc.
Esta programação é padronizada de fábrica (nominal) e posteriormente pode ser modificada no consultório. No pós-operatório é colocado um aparelho sobre o local onde o marcapasso foi implantado e, através da pele são coletadas e enviadas informações.

Quais os tipos de marcapasso?
Existem três tipos mais utilizados de marcapasso:
DDD – Marcapasso bicameral, com dois eletrodos (atrial e ventricular), pode sentir e estimular o átrio e ventrículo sincronizando o ritmo.
VVI – Marcapasso unicameral com um eletrodo (ventricular), pode sentir e estimular o ventrículo, aumentando a freqüência conforme a demanda do paciente.
VDD – Marcapasso bicameral, com um eletrodo (atrial e ventricular), pode sentir o átrio e ventrículo e estimula o ventrículo, sincronizando o ritmo.
O que é um Ressincronizador?
É um “marcapasso” que possui três eletrodos (tricameral) como diferencial possui a capacidade de sincronização de câmeras adjacentes: atrial (biatrial) ou ventricular (biventricular).
Como funciona um Ressincronizador-biventricular?
O ressincronizador biventricular, tem o objetivo de diminuir o tempo de estimulação entre as câmeras ventriculares, principalmente quando este período de ativação elétrica é maior que 150ms. Com a ressincronização existe uma diminuição neste tempo o que pode proporcionar um melhor funcionamento do coração.
Quais os tipos de Ressincronizador?
Os ressincronizadores podem ser:
Biatriais: Com eletrodos em átrio direito e esquerdo.
Biventriculares: Com eletrodos nos Ventrículos: esquerdo e direito. O eletrodo em ventrículo esquerdo pode ser passado pelo seio coronariano via cateterismo ou epicárdico, via mini-toracotomia esquerda.
O que é um cardio desfibrilador interno (CDI)?
Dispositivo implantado, cirurgia semelhante a um marcapasso, que tem a possibilidade de funcionar como marcapasso na terapia anti-bradicardia (freqüência cardíaca baixa) e especialmente na terapia anti-taquicardia (freqüência cardíaca alta) com a possibilidade de gerar choque ou desfibrilação interna.
O implante ocorre em Hospital preferencialmente no Centrocirúrgico ou Hemodinâmica com toda a monitorização e cuidados necessários, sob sedação profunda ou anestesia geral.
Durante o implante é induzida artificialmente uma arritmia tipo taquicardia ou fibrilação ventricular, e o aparelho de CDI será testado para a identificação e reversão da arritmia através de choque interno. Com este procedimento podemos confirmar a integridade do sistema e a capacidade potencial de reversão numa situação simulada.
Como funciona um cardiodesfibrilador interno (CDI) e como agir em caso de choque?
O aparelho é implantado em pacientes que já tiveram arritmias ventriculares graves ou os que têm alto risco de desenvolvimento de parada cardíaca em fibrilação ventricular. Uma vez identificado pelo aparelho uma arritmia potencialmente grave existe uma série de tentativas de supressão destas e, se houver parada cardíaca (fibrilação ventricular), é iniciada a terapia com choques internos. … (vide IEstimulação cardíaca artificial/ Marcapasso: O que é um marcapasso).
Caso haja terapia com choque, procure manter-se calmo, deitar-se, e solicitar ajuda. Uma revisão deve ser realizada nas próximas 24/48 horas. Se houver um segundo choque, o paciente deve ser transportado imediatamente para o Serviço de Emergência do Hospital no qual realizou o implante, preferencialmente em veículo-ambulância. Lembrar sempre a carteira de identificação do aparelho.
Quais os tipos de cardiodesfibrilador interno (CDI)?
Existem três tipos mais utilizados de CDI:
CDI-DDD – CDI bicameral, com dois eletrodos (atrial e ventricular), pode sentir e estimular o átrio e ventrículo sincronizando o ritmo, o choque é emitido pelo eletrodo ventricular.
CDI-VVI – CDI unicameral com um eletrodo (ventricular), pode sentir e estimular o ventrículo, aumentando a freqüência conforme a demanda do paciente, o choque é emitido pelo eletrodo ventricular.
Ressincronizador/CDI – Com eletrodos em ventrículos esquerdo e direito. O eletrodo em ventrículo esquerdo pode ser passado pelo seio coronariano via cateterismo ou epicárdico (via mini-toracotomia esquerda), o choque é emitido pelo eletrodo ventricular direito.
De quanto em quanto tempo deve-se fazer uma revisão?
As revisões em consultório são importantíssimas para estabelecer a melhor interação entre o marcapasso e as necessidades do paciente. Isto pode ser realizado através dos programadores. O programador consiste de um aparelho que através de telemetria sobre o local onde o marcapasso foi implantado coleta (como um Holtercardiograma implantado) e envia informações.
Esta programação é padronizada de fábrica (nominal) e posteriormente pode ser modificada no consultório.
Sugerimos um cronograma de reavaliações geral e que pode ser adaptado individualmente à necessidade de cada pessoa.
Quanto tempo dura uma bateria de marcapasso, ressincronizador e CDI?
Depende do modelo, do fabricante, da programação e da necessidade individual. Assim como qualquer aparelho dependente de bateria, o marcapasso, quanto mais requisitado maior o gasto de energia.
Em média um CDI (4 a 6 anos), CDI/RC(3 a 4 anos), MP unicamenral (6 a 10 anos), MP bicameral (6 a 8 anos).
Estas são estimativas médias, consulte o manual do fabricante e principalmente durante as revisões solicite o tempo de bateria residual para ERI – troca de gerador eletiva, ou seja, quando deve ser trocada a bateria.
Lembre-se que após um período inicial o paciente pode requisitar mais ou menos energia, e isto pode interferir no consumo. Alguns aparelhos possuem um elemento de análise constante de demanda e pode reduzir o gasto de energia pelo marcapasso com aumento de longevidade da bateria.
Quais as complicações relacionadas ao marcapasso, ressincronizador e CDI?
Complicações relacionadas ao implante: Embolia gasosa, hemorragia, rejeição corporal, incluindo rejeição local ao nível do tecido, lesão cardíaca, perfuração cardíaca, tamponamento cardíaco, lesões nervosas crônicas, embolia, óbito, endocardite, fibrose excessiva, fibrilação ventricular ou atrial, arritmias, hematoma, formação de cisto, bloqueio cardíaco, infecção, cicatriz tipo quelóide, estimulação muscular ou nervosa, irritabilidade miocárdica, detecção miopotencial, pneumotórax (ar no espaço pleural), tromboembolias, trombose venosa, oclusão venosa, perfuração venosa, ruptura venosa.

8111 – Nutrição – O Amendoim


amendoim

É uma planta da família Fabaceae. Embora confundido com noz, o amendoim é um membro da família da beterraba-marinha (Fabaceae) e seu fruto é do tipo fruto ou vagem. A planta do amendoim é uma erva, com um caule pequeno e folhas trifolioladas, com abundante indumento, raiz aprumada, medindo entre 30–50 cm (1-1,5 pés) de altura. As flores são pequenas, amareladas e, depois de fecundadas, inclinam-se para o solo e a noz desenvolve-se subterraneamente.
O amendoim tem uma grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades têm uma grande quantidade de lípidos e têm sido utilizadas para a fabricação de óleo de cozinha (dão de 45 a 50% de óleo). Em várias regiões de África, o amendoim é moído para cozinhar vários pratos da culinária local, que ficam assim mais ricos em lípidos e proteínas.
O amendoim é uma planta originária da América do Sul (Brasil e países fronteiriços: Paraguai, Bolívia e norte da Argentina), na região compreendida entre as latitudes de 10º e 30º sul, com provável centro de origem na região do Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai.
A difusão do amendoim iniciou-se dos indígenas para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia.
Além de “amendoim”, a Arachis hypogaea recebe diversos nomes, como alcagoita ou ervilhana (sul de Portugal), aráquide, caranga, carango (Moçambique), jiguba, jinguba, mandubi, manobi, amendubi, amendo mepinda (Angola), mancarra (Cabo Verde e Guiné-Bissau). Em alemão, é conhecido por Erdnuss; em espanhol, por cacahuete (só na Espanha), maní (América do Sul) ou cacahuate (México); em francês, por arachide, arachis ou cacahuète, arachidi em italiano; em inglês, por peanut.
O consumo mais popular do amendoim se dá das seguintes formas: como manteiga de amendoim (em sanduíches, doces ou consumido puro) inteiros, torrados ou cru. A principal utilização da manteiga de amendoim é em casa, mas grandes quantidades são também utilizadas na produção comercial de sanduíches, doces e produtos de panificação. Também é largamente utilizado como recheio ou componente de chocolates e bombons. No Brasil, vários produtos alimentícios têm como base o amendoim: paçoca de amendoim, pé-de-moleque, doce de amendoim, entre outros. Também é consumido no formato de bolo e sorvete.
Óleo de amendoim é frequentemente utilizado na culinária, porque tem um sabor suave e queima a uma temperatura relativamente elevada. O amendoim também é usado para a alimentação de aves de jardim. Os amendoins têm uma variedade de usos finais industriais. Tintas, vernizes, óleos lubrificantes, roupas de couro, mobiliário polonês, inseticidas e nitroglicerina são feitos de óleo de amendoim. O sabão é feito de óleo de saponificada, cosméticos e muitos contêm óleo de amendoim e seus derivados. A porção de proteínas do óleo é usado na fabricação de algumas fibras têxteis.
As cascas de amendoim são aproveitados na fabricação de plástico, gesso, abrasivos, e combustível. Eles também são usados para fazer celulose (rayon e utilizado em papel) e mucilagem (cola). A parte aérea da planta de amendoim é utilizada para fazer feno. O bolo de proteína (farelo de bagaços), resíduo do processamento do óleo, é usado na alimentação animal e como fertilizante do solo. Também pode ser usado, como outros legumes e grãos, para fazer um leite sem lactose, como bebida, o leite de amendoim.
O amendoim é rico em aminoácidos, que ativa suas funções sexuais principalmente em pessoas idosas do sexo masculino, porém tem efeito colateral de flatulência.
A Argentina é a maior produtora de amendoim na América Latina e a 9ª maior do mundo. No Brasil, se produz um doce a base de amendoim pastoso, fécula de mandioca e açúcar, conhecido como paçoquinha. Na Colômbia, a semente é consumida de diversas formas: frito (cristalizadas, frito com e sem casca, com e sem sal), torrados, com ou sem casca, e cristalizada. Neste último caso, cristalizadas caramelo, vermelho é a cor vermelha natural da casca. Ele também é usado para fabricar o Nougat de Amendoim embebido em caramelo.
No Chile, é normalmente vendido como um lanche, preparado ou industrial, de artesanato ou em estações de serviço, também em supermercados, quiosques e lojas de conveniência, entre outros. Além disso, em quase todos os cantos das áreas do centro turísticas ou comerciais. Cuba também o tem como um alimento bem popular, sendo vendido nas ruas pelos chamados “Manisero”, que torram as sementes e as vendem embaladas nos famosos “cones de amendoim”, popularizado pela canção de Moisés Simons, “El manisero”
Na Espanha, a semente é consumida crua ou assada, então chamada de “Panchito”, embora seja geralmente conhecido popularmente como “cacahuetes” ou “cacau”. Nas Ilhas Canárias são chamados de Maní. No México, é comum encontrá-los em diferentes formas, como aperitivo ou lanche (salgado,tipo japonês, caramelizados, picantes, etc.) Ou como um doce altamente nutritivo tradicional feito com amendoim e mel chamado “pé de cabra” ou “fricassé” (você também pode fazer com outras sementes, sementes de abóbora) e, até mesmo, como marzipan de amendoim. Ele também é usado para preparar vários pratos, como frango ao molho de amendoim.
No Equador, é um alimento amplamente consumido, que tem uma forte presença em algumas províncias costeiras e da província de Manabí, onde seu uso é essencial na preparação de pratos como frutos do mar viche os pratos corviche e outros feitos com bananas. Da mesma forma, utilizada na culinária do Equador para preparar bolinhos de peixe, cozidos, guatita, etc. É comercializado como um lanche em uma escala industrial em diversas formas: sal, mel, pimenta etc.
No Peru, também é um alimento popular que pode ser encontrado em várias apresentações e preparações, confit doces e salgados artesanais e industriais com caramelo de enchimento para chocolates etc . Também é usado na preparação de um prato chamado “patinhas com amendoins.” Na Venezuela e, provavelmente, em outros países, se usam amendoim com nozes e grãos diversos na decoração da mesa na véspera de Natal ou como um lanche para as crianças na escola.

8110 – História e Artes – O Modernismo


modernismo2

História e Artes – O Modernismo
Chama-se genericamente modernismo (ou movimento modernista) o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam.
Encaixam-se nesta classificação a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e a música modernas.
O movimento moderno baseou-se na ideia de que as formas “tradicionais” das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as “marcas antigas” e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao “progresso”. Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e eminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar a suas visões de mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo.
A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinônimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos.
No Brasil, os principais artifícios do movimento modernista não se opunham a toda realização artística anterior a deles. A grande batalha se colocava contra ao passadismo, ou seja, tudo aquilo que impedisse a criação livre. Pode-se, assim, dizer que a proposta modernista era de uma ruptura estética quase completa com o engrossamento da arte encontrado nas escolas anteriores e de uma ampliação dos horizontes dessa arte antes delimitada pelos padrões acadêmicos. Em paralelo à ruptura, não se pode negar o desejo dos escritores em conhecer e explorar o passado como fonte de criação, não como norma para se criar. Como manifestações desse desejo por ruptura, que ao mesmo tempo respeitavam obras da tradição literária, temos o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, o livro Macunaíma, o retrato de brasileiros através das influências cubistas de Tarsila do Amaral, o livro Casa Grande & Senzala, dentre inúmeros outros. Revistas da época também se dedicaram ao tema, tais como Estética, Klaxon e Antropofagia, que foram meios de comunicação entre o movimento, os artistas e a sociedade.
A primeira metade do século XIX na Europa foi marcada por uma série de guerras e revoluções turbulentas, as quais gradualmente traduziram-se em um conjunto de doutrinas atualmente identificadas com o movimento romântico, focado na experiência individual subjetiva, na supremacia da Natureza como um tema padrão na arte, meios de expressão revolucionários ou radicais e na liberdade do indivíduo. Em meados da metade do século, entretanto, uma síntese destas ideias e formas de governo estáveis surgiram. Chamada de vários nomes, esta síntese baseava-se na ideia de que o que era “real” dominou o que era subjetivo. Exemplificada pela realpolitik de Otto von Bismarck, ideias filosóficas como o positivismo e normas culturais agora descritas pela palavra vitoriano.
Fundamental para esta síntese, no entanto, foi a importância de instituições, noções comuns e quadros de referência. Estes inspiraram-se em normas religiosas encontradas no Cristianismo, normas científicas da física clássica e doutrinas que pregavam a percepção da realidade básica externa através de um ponto de vista objetivo. Críticos e historiadores rotulam este conjunto de doutrinas como Realismo, apesar deste termo não ser universal. Na filosofia, os movimentos positivista e racionalista estabeleceram uma valorização da razão e do sistema.
Contra estas correntes estavam uma série de ideias. Algumas delas eram continuações diretas das escolas de pensamento românticas. Notáveis eram os movimentos bucólicos e revivalistas nas artes plásticas e na poesia (por exemplo, a Irmandade pré-rafaelita e a filosofia de John Ruskin). O Racionalismo também manifestou respostas do anti-racionalismo na filosofia. Em particular, a visão dialética de Hegel da civilização e da história gerou respostas de Friedrich Nietzsche e Søren Kierkegaard, principal precursor do Existencialismo. Adicionalmente, Sigmund Freud ofereceu uma visão dos estados subjetivos que envolviam uma mente subconsciente repleta de impulsos primários e restrições contrabalançantes, e Carl Jung combinaria a doutrina de Freud com uma crença na essência natural para estipular um inconsciente coletivo que era repleto de tipologias básicas que a mente consciente enfrentou ou assumiu. Todas estas reações individuais juntas, porém, ofereceram um desafio a quaisquer ideias confortáveis de certeza derivada da civilização, da história ou da razão pura.
Duas escolas originadas na França gerariam um impacto particular. A primeira seria o Impressionismo, a partir de 1872, uma escola de pintura que inicialmente preocupou-se com o trabalho feito ao ar livre, ao invés dos estúdios. Argumentava-se que o ser humano não via objetos, mas a própria luz refletida pelos objetos. O movimento reuniu simpatizantes e, apesar de divisões internas entre seus principais membros, tornou-se cada vez mais influente. Foi originalmente rejeitado pelas mais importantes exposições comerciais do período – o governo patrocinava o Salon de Paris (Napoleão III viria a criar o Salon des Refusés, que expôs todas as pinturas rejeitadas pelo Salon de Paris). Enquanto muitas obras seguiam estilos padrão, mas por artistas inferiores, o trabalho de Manet atraiu tremenda atenção e abriu as portas do mercado da arte para o movimento.
Encabeçando este processo estava a industrialização, que produziu obras como a Torre Eiffel, que superou todas as limitações anteriores que determinavam o quão alto um edifício poderia ser e ao mesmo tempo possibilitava um ambiente para a vida urbana notadamente diferente dos anteriores. As misérias da urbanização industrial e as possibilidades criadas pelo exame científico das disciplinas seriam cruciais na série de mudanças que abalariam a civilização europeia, que, naquele momento, considerava-se tendo uma linha de desenvolvimento contínua e evolutiva desde a Renascença.
A marca das mudanças que ocorriam pode ser encontrada na forma como tantas ciências e artes são descritas em suas formas anteriores ao século XX pelo rótulo “clássico”, incluindo a física clássica, a economia clássica e o ballet clássico.
Artistas que fizeram parte do modernismo
Alguns marcos são as músicas de Arnold Schoenberg, as experiências pictóricas de Kandinsky que culminariam na fundação do grupo Der blaue Reiter em Munique e o advento do Cubismo através do trabalho de Picasso e Georges Braque em 1908 e dos manifestos de Guillaume Apollinaire, além, é claro, do Expressionismo inspirado em Van Gogh e do Futurismo.
Bastante influentes nesta onda de modernidade estavam as teorias de Freud, o qual argumentava que a mente tinha uma estrutura básica e fundamental, e que a experiência subjetiva era baseada na relação entre as partes da mente. Toda a realidade subjetiva era baseada, de acordo com as idéias freudianas, na representação de instintos e reações básicas, através dos quais o mundo exterior era percebido. Isto representou uma ruptura com o passado, quando se acreditava que a realidade externa e absoluta poderia impressionar ela própria o indivíduo, como dizia por exemplo, a doutrina da tabula rasa de John Locke.
Entretanto, o movimento moderno não era meramente definido pela sua vanguarda mas também pela linha reformista aplicada às normas artísticas prévias. Esta procura pela simplificação do discurso é encontrada no trabalho de Joseph Conrad. Nota-se em Mário de Andrade, com suas retrições à Poesia Pau-Brasil que não o tornam absolutamente um vanguardista. As consequências das comunicações modernas, dos novos meios de transporte e do desenvolvimento científico mais rápido começaram a se mostrar na arquitetura mais barata de se construir e menos ornamentada, e na redação literária, mais curta, clara e fácil de ler. O advento do cinema e das “figuras em movimento” na primeira década do século XX possibilitaram ao movimento moderno uma estética que era única, e novamente, criaram uma conexão direta com a necessidade percebida de se estender à tradição “progressiva” do fim do século XX, mesmo que isto entrasse em conflito com as normas estabelecidas.

modernismo

Encabeçando este processo estava a industrialização, que produziu obras como a Torre Eiffel, que superou todas as limitações anteriores que determinavam o quão alto um edifício poderia ser e ao mesmo tempo possibilitava um ambiente para a vida urbana notadamente diferente dos anteriores. As misérias da urbanização industrial e as possibilidades criadas pelo exame científico das disciplinas seriam cruciais na série de mudanças que abalariam a civilização europeia, que, naquele momento, considerava-se tendo uma linha de desenvolvimento contínua e evolutiva desde a Renascença.
A marca das mudanças que ocorriam pode ser encontrada na forma como tantas ciências e artes são descritas em suas formas anteriores ao século XX pelo rótulo “clássico”, incluindo a física clássica, a economia clássica e o ballet clássico.
Artistas que fizeram parte do modernismo
Alguns marcos são as músicas de Arnold Schoenberg, as experiências pictóricas de Kandinsky que culminariam na fundação do grupo Der blaue Reiter em Munique e o advento do Cubismo através do trabalho de Picasso e Georges Braque em 1908 e dos manifestos de Guillaume Apollinaire, além, é claro, do Expressionismo inspirado em Van Gogh e do Futurismo.
Bastante influentes nesta onda de modernidade estavam as teorias de Freud, o qual argumentava que a mente tinha uma estrutura básica e fundamental, e que a experiência subjetiva era baseada na relação entre as partes da mente. Toda a realidade subjetiva era baseada, de acordo com as idéias freudianas, na representação de instintos e reações básicas, através dos quais o mundo exterior era percebido. Isto representou uma ruptura com o passado, quando se acreditava que a realidade externa e absoluta poderia impressionar ela própria o indivíduo, como dizia por exemplo, a doutrina da tabula rasa de John Locke.
Entretanto, o movimento moderno não era meramente definido pela sua vanguarda mas também pela linha reformista aplicada às normas artísticas prévias. Esta procura pela simplificação do discurso é encontrada no trabalho de Joseph Conrad. Nota-se em Mário de Andrade, com suas retrições à Poesia Pau-Brasil que não o tornam absolutamente um vanguardista. As consequências das comunicações modernas, dos novos meios de transporte e do desenvolvimento científico mais rápido começaram a se mostrar na arquitetura mais barata de se construir e menos ornamentada, e na redação literária, mais curta, clara e fácil de ler. O advento do cinema e das “figuras em movimento” na primeira década do século XX possibilitaram ao movimento moderno uma estética que era única, e novamente, criaram uma conexão direta com a necessidade percebida de se estender à tradição “progressiva” do fim do século XX, mesmo que isto entrasse em conflito com as normas estabelecidas.

arte-moderna-8

8109 – Grandes Matemáticos – Euclides


euclid2

Euclides de Alexandria (em grego antigo: Εὐκλείδης Eukleidēs; 360 a.C. — 295 a.C.) foi um professor, matemático platônico e escritor possivelmente grego, muitas vezes referido como o “Pai da Geometria”. Além de sua principal obra, Os Elementos, Euclides também escreveu sobre perspectivas, seções cônicas, geometria esférica, teoria dos números e rigor.
A geometria euclidiana é caracterizada pelo espaço euclidiano, imutável, simétrico e geométrico, metáfora do saber na antiguidade clássica e que se manteve incólume no pensamento matemático medieval e renascentista, pois somente nos tempos modernos puderam ser construídos modelos de geometrias não-euclidianas.
Euclides é a versão aportuguesada da palavra grega Εὐκλείδης, que significa “Boa Glória”.
Pouco se sabe sobre a vida de Euclides pois há apenas poucas referências fundamentais a ele, tendo estas sido escritas séculos depois que ele viveu, por Proclo e Pappus de Alexandria. Proclo apresenta Euclides apenas brevemente no seu Comentário sobre os Elementos, escrito no século V, onde escreve que Euclides foi o autor de Os Elementos, que foi mencionado por Arquimedes e que, quando Ptolomeu I perguntou a Euclides se não havia caminho mais curto para a geometria que Os Elementos, ele respondeu: “não há estrada real para a geometria”. Embora a suposta citação de Euclides por Arquimedes foi considerada uma interpolação por editores posteriores de suas obras, ainda se acredita que Euclides escreveu suas obras antes das de Arquimedes. Além disso, a anedota sobre a “estrada real” é questionável, uma vez que é semelhante a uma história contada sobre Menecmo e Alexandre, o Grande. Na outra única referência fundamental sobre Euclides, Pappus mencionou brevemente no século IV que Apolônio “passou muito tempo com os alunos de Euclides em Alexandria, e foi assim que ele adquiriu um hábito de pensamento tão científico”. Também se acredita que Euclides pode ter estudado na Academia de Platão, na Grécia.
As datas de nascimento (inclusive o local) e morte (inclusive suas circunstâncias) de Euclides são desconhecidas e estimadas pela comparação com as figuras contemporâneas mencionadas nas referências. Nenhuma imagem ou descrição da aparência física de Euclides foi feita durante sua vida portanto as representações de Euclides em obras de arte são o produtos da imaginação artística.
Convidado por Ptolomeu I para compor o quadro de professores da recém fundada Academia, que tornaria Alexandria o centro do saber da época, tornou-se o mais importante autor de matemática da Antiguidade greco-romana e talvez de todos os tempos, com seu monumental Stoichia (Os elementos, 300 a.C.).
Depois da queda do Império Romano, os seus livros foram recuperados para a sociedade européia pelos estudiosos muçulmanos da península Ibérica. Escreveu ainda Optica (295 a.C.), sobre a óptica da visão e sobre astrologia, astronomia, música e mecânica, além de outros livros sobre matemática. Entre eles citam-se Lugares de superfície, Pseudaria, Porismas e mais algumas outras.

euclid_optics

Algumas das suas obras como Os elementos, Os dados (uma espécie de manual de tabelas de uso interno na Academia e complemento dos seis primeiros volumes de Os Elementos), Divisão de figuras (sobre a divisão geométrica de figuras planas), Os Fenômenos (sobre astronomia), e Óptica (sobre a visão), sobreviveram parcialmente e hoje são, depois de A Esfera de Autólico, os mais antigos tratados científicos gregos existentes. Pela sua maneira de expor nos escritos deduz-se que tenha sido um habilíssimo professor.
A obra Os Elementos, atribuída a Euclides, é uma das mais influentes na história da matemática, servindo como o principal livro para o ensino de matemática (especialmente geometria) desde a data da sua publicação até o fim do século XIX ou início do século XX7 8 9 . Nessa obra, os princípios do que é hoje chamado de geometria euclidiana foram deduzidos a partir de um pequeno conjunto de axiomas.

Tábua-de-Euclides

A obra composta por treze volumes, sendo:
cinco sobre geometria plana;
três sobre números;
um sobre a teoria das proporções;
um sobre incomensuráveis
três (os últimos) sobre geometria no espaço.
Escrita em grego, a obra cobre toda a aritmética, a álgebra e a geometria conhecidas até então no mundo grego, reunindo o trabalho de predecessores de Euclides, como Hipócrates e Eudóxio. Sistematizou todo o conhecimento geométrico dos antigos, intercalando os teoremas já então conhecidos com a demonstração de muitos outros, que completavam lacunas e davam coerência e encadeamento lógico ao sistema por ele criado. Após sua primeira edição foi copiado e recopiado inúmeras vezes, tendo sido vertido para o árabe em (774). A obra possui mais de mil edições desde o advento da imprensa, sendo a sua primeira versão impressa datada de 1482 (Veneza, Itália). Essa edição foi uma tradução do árabe para o latim. Tem sido − segundo George Simmons − “considerado como responsável por uma influência sobre a mente humana maior que qualquer outro livro, com exceção da Bíblia”.
Embora muitos dos resultados descritos em Os Elementos originarem-se em matemáticos anteriores, uma das reconhecidas habilidades de Euclides foi apresentá-los em uma única estrutura logicamente coerente, tornando-a de fácil uso e referência, incluindo um sistema rigoroso de provas matemáticas que continua a ser a base da matemática 23 séculos mais tarde.

8108 – Mega Polêmica – A Internet estaria prestes a fracassar?


Embora a questão pareça absurda, é defendida por um especialista de uma importante publicação científica nacional.

Uma tecnologia que chegou para ficar, como poderia entrar em declínio? Vejamos suas idéias:

É inegável que a Internet mudou as pessoas e continua mudando, só que de forma diferente. No início, quando a tecnologia era mais rudimentar e ainda havia uma certa aura de mistério envolvendo a nova invenção, estar online significava o início de uma fascinante jornada de investigação. Agora as pessoas encontram tudo o que querem em poucos segundos. A Web de hoje está longe de ser um caminho alternativo para mudarmos o que está ao nosso redor. Virou apenas uma nova janela para o velho mundo de sempre. Para que a Internet passasse a ser usada para desenvolver novos valores e relações humanas, seria preciso utilizar novas interfaces, mais complexas e bem diferentes dos twitters e facebooks atuais, que não foram criados para promover este tipo de evolução humana. Algumas pessoas trabalham juntas em grandes grupos virtuais, o problema é que não se deram conta de que estão a serviço de grandes companhias que não gastam um tostão.

Rushkoff – Prof. da Universidade New School, EUA.

8107 – Mega Byte – Computadores controlados pela mente devem chegar ao público em breve


New York Times

Recentemente, engenheiros que farejavam o código de programação do Google Glass encontraram maneiras de como as pessoas podem interagir com o computador vestível sem dizer nenhuma palavra. Um usuário pode, por exemplo, acenar com a cabeça para ligar e desligar o aparelho; com uma piscada, é possível tirar uma foto.
Mas esses gestos não serão necessários para sempre. Logo poderemos nos relacionar com nossos smartphones e computadores só com o poder da mente.
Em alguns anos, poderemos acender e apagar as luzes de casa só com o pensamento ou enviar um e-mail de nosso smartphone sem sequer tirar o dispositivo do bolso. Num futuro mais distante, seu robô assistente vai aparecer do seu lado com um copo de limonada porque saberá que você está com sede.
Pesquisadores do Laboratório de Tecnologias Emergentes da Samsung estão testando tablets que podem ser controlados pelo cérebro, com o uso de um chapéu repleto de eletrodos de monitoramento, segundo o “MIT Techonology Review”, publicação de ciência e tecnologia do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).
A tecnologia, normalmente chamada de interface cérebro-computador, foi concebida para ajudar pessoas com paralisia e outras deficiências a interagir com computadores e braços robóticos, tudo com a força do pensamento. Em breve, essa técnica também pode estar presente em eletrônicos voltados para o grande público.
O Futuro Chegou
Alguns produtos de leitura cerebral mais primitivos já existem, permitindo às pessoas jogar games simples ou mover o cursor do mouse em uma tela.
A NeuroSky, uma empresa de San Jose, na Califórnia, lançou recentemente um aparelho que pode monitorar pequenas mudanças nas ondas cerebrais e possibilita ao usuário jogar games de concentração em computadores e smartphones. Estão incluídos um jogo de caçar zumbis, um de tiro com arco e outro de desviar de balas –todos usam a mente como joystick.
Outra companhia, a Emotiv, vende um dispositivo que parece uma mão gigante de um alienígena e pode ler ondas cerebrais associadas a pensamentos, sentimentos e expressões. Ele pode ser usado para jogar games similares ao Tetris ou fazer buscas no Flickr de acordo com o que o usuário está sentindo –felicidade, entusiasmo– em vez de usar palavras-chave.
O Muse, uma espécie de bandana bem leve, pode se conectar a um aplicativo que “exercita o cérebro” forçando as pessoas a se concentrarem em aspectos da tela, como se levasse o orgão à academia.
Fabricantes do setor automobilístico estão explorando tecnologias acopladas à traseira dos bancos que detectam quando uma pessoa cai no sono enquanto dirige e chacoalham o volante para acordá-la.
Mas os produtos disponíveis no mercado atualmente logo se tornarão arcaicos. “É como se as tecnologias do cérebro de hoje em dia estivessem num dirigível tentando escutar uma conversa num campo de futebol”, disse o neurocientista John Donoghue, diretor do Instituto de Ciências Cerebrais da Universidade Brown.
Por enquanto, “para realmente entender o que acontece no cérebro, é preciso implantar cirurgicamente uma série de sensores nele”, afirmou ele. Em outras palavras, para ganhar acesso ao cérebro, você precisa colocar um chip na cabeça.
No ano passado, um projeto chamado BrainGate, idealizado por Donoghue, permitiu a duas pessoas com paralisia total usar um braço robótico com um computador que respondia a suas atividades cerebrais. Uma mulher que não usava o braço há 15 anos conseguir agarrar uma garrafa de café, servir-se e levar a garrafa de volta à mesa. Tudo foi feito imaginando os movimentos do braço robótico.
Mas aquele chip na cabeça pode em breve desaparecer. Os cientistas dizem que estamos prontos para adquirir uma compreensão muito maior do cérebro e, em troca, tecnologias que fortalecem interfaces cérebro-computador.
A bióloga molecular Miyoung Chun, vice-presidente dos programas científicos da Fundação Kavli, está trabalhando no projeto. Embora diga o mapeamento do cérebro todo deva levar uma década para ser concluído, ela afirma que as empresas poderão desenvolver novos tipos de produtos com interface cérebro-computador em dois anos.
“O Projeto de Mapeamento Cerebral fornecerá às empresas de hardware várias novas ferramentas que mudarão a maneira como usamos tablets e smartphones”, disse Chun. “Vai revolucionar de implantes robóticos e próteses neurais a controles remotos – que podem se tornar coisa do passado logo, logo, quando você poderá mudar de canal apenas pensando nisso.”
A interface cérebro-computador levanta alguns medos. No site do Muse, um fórum de perguntas e respostas mais frequentes é dedicado a convencer consumidores de que o dispositivo não pode extrair pensamentos da mente das pessoas.
As tecnologias de leitura cerebral têm marcado presença na ficção científica há décadas.
No filme “Firefox” (1982), Clint Eastwood faz o papel de um piloto de caça numa missão à União Sovética para roubar um protótipo de jato capaz de ser controlado com a mente. Mas Eastwood tem de pensar em russo para o avião funcionar –e ele quase morre quando não consegue atirar os mísseis num confronto. (Não se preocupe, ele sobrevive.)
Embora esteja distante o tempo em que controlaremos aviões com pensamentos, navegar na internet em nossos smartphones com o poder da mente pode fazer parte de nosso cotidiano em breve.
Donoghue diz que uma das técnicas recentes para ler o cérebro das pessoas é a P300, na qual um computador pode descobrir em qual letra do alfabeto alguém está pensando com base na área do cérebro ativada quando ela vê uma tela cheia de letras.
Mas, mesmo que os avanços na área acelerem, haverá novos desafios: cientistas terão de determinar se a pessoa quer mesmo pesquisar algo particular na internet ou se ela está apenas pensando num tema aleatório.