8106 – Missão Marte – Queremos mais que um robô


O robô que explora Marte
O robô que explora Marte

Voar até Marte mais rápido
A Curiosity demorou 7 meses para chegar ao planeta. Agora, a Nasa (com a Boeing e a Universidade do Alabama, dos EUA) quer criar um motor muito mais potente, para encurtar essa jornada a apenas 7 semanas e facilitar a vida dos astronautas.

Pensar lanches para a viagem
Astronautas devem passar 18 meses em Marte – e poderão comer algo mais gostoso do que a gororoba desidratada servida nas missões atuais. A Nasa planeja mandar 100 receitas, mas todas serão vegetarianas, já que carnes estragariam no caminho.

Lançar um Big Brother Marte
Uma empresa da Holanda quer construir uma colônia humana em Marte. Para divulgar a missão (e financiar o projeto de US$ 6 bilhões), eles farão um reality show de astronautas no planeta. Fique de olho, pois a seleção de participantes começa em 2013.

O do contra
Mesmo com tantos planos, um funcionário da Nasa, o arquiteto espacial Brent Sherwood, acha que gastar US$ 100 bilhões em uma missão a Marte é desperdiçar a verba da agência, que já é bem limitada.

8105 – Marvel no Cinema – Homem de Ferro 3


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Tony Stark tem um coração. Um pouco danificado e ofuscado pela mente racional e brilhante de seu dono, mas ele está ali, protegido e calado dentro de seu abrigo duro e luminoso. E é este lado humano, e até mesmo piegas, que o diretor Shane Black decidiu extrair do protagonista, vivido por Robert Downey Jr. O argumento principal de Homem de Ferro 3, que concluiu a trilogia iniciada com Homem de Ferro (2008), seguida por Homem de Ferro 2 (2010), humaniza seu herói, sem deixar de lado as conhecidas sequências de ação e o humor afiado.
Nesta terceira parte, Black assume a direção e deixa Jon Favreau – diretor e ator dos dois longas anteriores – apenas com uma participação especial com seu personagem Happy, amigo e segurança de Stark. A mudança de liderança entre os filmes é perceptível, mas não atrapalha o andamento do contexto geral. Se Favreau fez do Homem de Ferro o bilionário irônico e petulante que o público ama, Black o tirou de dentro da armadura e mostrou as fraquezas emocionais e físicas do personagem.
A história continua não do ponto em que parou o segundo filme, mas sim da conclusão do sucesso de bilheteria Os Vingadores. A inserção do longa no meio da trilogia alterou o curso da história, já que antes Tony Stark não teve que lidar com ameaças alienígenas, deuses mitológicos ou “buracos de minhoca” abertos no céu de Nova York. Suas preocupações eram mais mundanas como o governo americano ou inimigos no Afeganistão. Nada que não pudesse ser resolvido com a combinação de seu poder econômico, uma indestrutível armadura de ferro e seu QI de gênio.
Sendo assim, depois de lutar ao lado de Thor e se despir de sua forte vaidade ao se oferecer como mártir para salvar o mundo e, claro, sua amada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), Em Homem de Ferro 3, Tony Stark entra em uma séria crise de estresse, e luta com problemas cotidianos, como insônia e ataques de pânico.
Não bastassem seus dilemas pessoais, surge Mandarin (Ben Kingsley), um novo e temido terrorista, um dos mais importantes da história em quadrinho de onde o herói foi extraído. Em um desafio pessoal com Stark, os capangas de Mandarin destroem a famosa mansão do bilionário em Malibu, cenário importante nos dois filmes anteriores e também de Os Vingadores. Após o confronto, Stark acaba em uma cidade pequena no meio do nada. Sozinho, sem armadura e ainda sofrendo ataques, o personagem durão acaba, para surpresa de todos, amigo de um garotinho, Harley (Ty Simpkins), que se torna seu principal aliado.
Com este foco, Robert Downey Jr. é quem ganha. Comparado aos anteriores, o ator aparece mais e mostra que está em forma física para encarar cenas de luta. O restante do elenco também consegue segurar bem o roteiro, até a insossa Pepper Potts ganha destaque e se torna uma personagem que pode ser bem aproveitada em Os Vingadores 2.

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No geral, o filme é distinto, mas mantém o tipo de enredo que construiu ao longo dos anos a reputação da franquia. Desta maneira, o herói da Marvel, que já arrecadou com os dois longas anteriores 1,2 bilhão de dólares, fecha bem a trilogia, e deixa poucas pontas para um retorno. Mesmo assim, não dá para bater o martelo do fim, já que, com franquias bilionárias, nunca se sabe.

8104 – Nutrição – Comer mais potássio e menos sal protege o coração


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Novos estudos concluem que o potássio, encontrado em vegetais frescos, ajuda a reduzir a pressão alta e o risco de AVC. E, para especialistas, redução do consumo de sal deve ser ainda maior do que a proposta pela OMS.
Uma série de estudos publicados recentemente no site da revista British Medical Journal (BMJ) reforçou que reduzir o consumo de sódio ajuda a evitar problemas cardíacos — e ainda revelou que ingerir maiores quantidades de potássio, encontrado principalmente em frutas, verduras e legumes frescos, também propicia esse benefício. De acordo com as conclusões de um deles, uma alta ingestão de potássio pode diminuir em até 24% o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Uma das pesquisas divulgadas pela revista, que se concentrou em avaliar os efeitos do potássio sobre a saúde, foi feita por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é uma revisão de 33 trabalhos sobre o assunto. Os resultados do estudo mostraram que consumir de três a quatro gramas de potássio por dia já é o suficiente para reduzir a pressão arterial e pode diminuir o risco de um derrame cerebral.
De acordo com o artigo, o potássio é fundamental para o funcionamento das células. Cada vez mais, as pessoas deixam de consumir o nutriente em quantidades adequadas, já que os alimentos industrializados reduzem os níveis de potássio na comida. Por isso, quanto mais alimentos frescos forem consumidos, maiores níveis do nutriente uma pessoa vai ingerir. Fontes ricas em potássio incluem alimentos como feijão, ervilhas, couve, espinafre, banana e mamão.
Outra pesquisa publicada pelo BMJ reforçou as recomendações da OMS de que reduzir o consumo diário de sódio é fundamental para proteger a saúde do coração, mas indicou que essa diminuição deva ser ainda maior do que a proposta pelo órgão de saúde.
Segundo a OMS, a população mundial consome, em média, de 9 a 12 gramas de sal por dia, o equivalente a entre 3,6 e 4,8 gramas de sódio. Para o órgão, o ideal é que sejam ingeridos não mais do que cinco gramas de sal diariamente. Porém, de acordo com esse estudo, que foi feito na Universidade de Londres Queen Mary, embora a redução proposta pela OMS ajude a controlar a pressão arterial das pessoas, esse benefício pode ser ainda maior se as pessoas passarem a consumir, no máximo, três gramas de sal ao dia. Essa pesquisa foi feita com base na revisão de 34 estudos realizados anteriormente.
Assunto em evidência — A OMS elegeu a hipertensão como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, que acontece em 7 de abril. Segundo o órgão, a doença causa 9,4 milhões de mortes todos os anos no mundo e é responsável por 45% de todas as mortes por ataque cardíaco e 51% dar mortes por AVC registradas globalmente. Um estudo publicado em 2012 na revista The Lancet revelou que a pressão alta é o principal fator de risco à saúde da população mundial — há 20 anos, a doença ocupava o quarto lugar nesse quesito, ficando atrás do baixo peso infantil, da poluição dentro de casa e do tabagismo.
Redução de três gramas no consumo diário de sal já seria suficiente para salvar milhares de vidas:
De acordo com a pesquisa, uma redução de três gramas de sal na ingestão diária resultaria na prevenção de 8.000 mortes por derrame e de 12.000 óbitos por doença coronariana por ano no Reino Unido.
Uma redução similar nos Estados Unidos resultaria em 120.000 menos casos de doenças cardíacas, 66.000 derrames e 99.000 ataques cardíacos a menos por ano. De acordo com o estudo, com a prevenção seriam economiazados 24 bilhões por ano com assistência médica.
A Organização Mundial da Saúde possui uma missão global para reduzir o consumo de sal para menos de 5 gramas por pessoa até 2025. O consumo de sal em alguns países, porém, supera muito esse número. Estima-se que o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia.
Para Cappuccio, apenas a mudança de comportamento das pessoas não é suficiente para mudar essa realidade porque, segundo ele, grande quantidade do sal é adicionada ao produto antes mesmo de ele ser vendido. “A indústria alimentícia contribui para a epidemia de doenças cardiovasculares. Essa responsabilidade precisa ser reconhecida”, diz Cappuccio.
Em julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde lançaram a campanha Menos Sal. Sua Saúde Agradece!, que busca reduzir o consumo de sal do brasileiro. A proposta é conscientizar a população sobre os problemas causados à saúde pela ingestão excessiva de sal.

8103 – Geografia – A Dinamarca


A DINAMARCA

Oficialmente Reino da Dinamarca, é um país escandinavo da Europa setentrional e membro sênior do Reino da Dinamarca. É o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. As fronteiras da Dinamarca estão no Mar Báltico e no Mar do Norte. O país é composto por uma grande península, a Jutlândia, e muitas ilhas, sobretudo Zelândia (Sjælland), Funen (Fyn), Vendsyssel-Thy, Lolland, Falster e Bornholm, assim como centenas de ilhas menores, muitas vezes referidas como o Arquipélago Dinamarquês. A Dinamarca há muito tempo controla a entrada e a saída do mar Báltico, já que isso só pode acontecer através de três canais, que também são conhecidos como os “Estreitos Dinamarqueses”.
A Dinamarca é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo. Possui um governo central e outros locais em 98 municípios. O país é membro da União Europeia desde 1973, embora não tenha aderido ao euro, e um dos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
A Dinamarca, com uma economia mista capitalista e um estado de bem-estar social, possui o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo, sendo considerado em 2011, o país com menor índice de desigualdade social do mundo.
O Índice Global da Paz de 2009 classificou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia. A Dinamarca também foi classificada como o país menos corrupto do mundo em 2008, pelo Índice de Percepção de Corrupção, compartilhando o primeiro lugar com a Suécia e a Nova Zelândia.
A língua nacional, o dinamarquês, é próxima do sueco e do norueguês. A Dinamarca compartilha fortes laços históricos e culturais com a Suécia e com a Noruega. 82,0% dos habitantes da Dinamarca e 90,3% da etnia dinamarquesa são membros da Igreja Estatal Luterana. Cerca de 9% da população tem nacionalidade estrangeira, sendo que uma grande parte deles são provenientes de outros países escandinavos.
A origem de Dinamarca está perdida na pré-história. Sua fortaleza mais velha é datada do século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Harold Bluetooth (Harald Blåtand) por volta de 980. Após o século XI, os dinamarqueses ficaram conhecidos como Vikings, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa.

Copenhagen, a capital
Copenhagen, a capital

A união com a Noruega foi dissolvida em 1814, quando Noruega entrou em uma nova união com a Suécia (até 1905). O movimento liberal e nacional dinamarquês teve seu momento culminante em 1830, e após as revoluções europeias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional em 1849. Depois da segunda guerra de Schleswig em 1864, a Dinamarca foi forçada a ceder Schleswig-Holstein à Prússia em uma derrota que deixou marcas profundas na identidade nacional dinamarquesa. Após este ponto, a Dinamarca adoptou uma política de neutralidade, permanecendo neutra na Primeira Guerra Mundial. Em 9 de abril de 1940, a Dinamarca foi invadida pela Alemanha Nazista (operação Weserübung) e permaneceu ocupada durante toda a Segunda Guerra Mundial, apesar de alguma resistência interna. Após a guerra, tornou-se membro da OTAN e, em 1973, da Comunidade Económica Europeia (hoje União Europeia).
A Dinamarca encontra-se na zona de clima temperado. O inverno não é muito frio, com temperaturas médias em janeiro e fevereiro de 0 °C, e o verão é fresco, com uma temperatura média em agosto de 15,7 °C.9 A Dinamarca tem uma média de 712mm de precipitação por ano; o outono é a estação do ano mais chuvosa e a primavera é a mais seca. Devido à sua localização geográfica, a duração dos dias varia muito na Dinamarca.

Estrutura Política
Em 1849, o Reino da Dinamarca passou a ser uma monarquia constitucional com a adaptação de uma nova constituição. O monarca é formalmente o chefe de estado, mas esse papel é em grande medida cerimonial. O poder executivo é exercido pelos ministros, sendo o primeiro-ministro um primeiro entre iguais (primus inter pares). O poder legislativo está investido no parlamento, conhecido como Folketing, que consiste de (não mais de) 179 membros. Os tribunais da Dinamarca são funcional e administrativamente independentes dos poderes executivo e legislativo.

parque eólico de copenhague

A Dinamarca é, em termos relativos, o mais proeminente na fabricação e utilização de turbinas eólicas, com o compromisso assumido em 1970, para conseguir ter metade da produção energética do país ao vento. Atualmente gera mais de 20% de sua eletricidade através de turbinas eólicas, uma porcentagem maior do que qualquer outro país e é o quinto na produção total de energia eólica, apesar de ser o país número 56 em termos de consumo de energia.
O esporte mais popular na Dinamarca é o hóquei no gelo, além do futebol.
Em 1992, a Seleção Dinamarquesa de futebol venceu o Campeonato Europeu. Em Copas do Mundo, a melhor colocação da Dinamarca foram as quartas-de-final de 1998.

8102 – Biologia – O Javali


javali

Não confundir com o porco do mato, ou o babirussa.
Javali (do árabe djabali, significando porco montanhês), javardo, porco-bravo e porco-montês (as fêmeas são conhecidas como javalina e gironda), é um mamífero artiodáctilo, da família Suidae, de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.
Tem ampla distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes, foi introduzido nas Américas e na Oceania.
Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul.
O corpo do javali é robusto e estreito, com patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos, mas quando é criado junto aos porcos domésticos, para criar o híbrido javaporco, o crânio começa a mudar ficando mais assemelhado ao do porco doméstico.
Os quartos dianteiros do javali são mais robustos que os traseiros, enquanto que no porco doméstico ocorre o contrário; a diferença se deve à intensa seleção por variedades de porcos domésticos com mais carne levada a cabo pelos criadores.
A boca é provida de enormes caninos que se projetam para fora e crescem continuamente. Os caninos superiores são curvados para cima, enquanto os inferiores, maiores ainda, chegam a ter 20 cm de comprimento. Os caninos são usados como armas em lutas entre machos e contra inimigos.
Ao contrário de certas raças de porcos domésticos, os javalis são cobertos de pelagem. Os pelos são rijos e nos adultos variam de cor entre o cinza-escuro e o acastanhado. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. A pelagem dos filhotes escurece com a idade.
Os javalis preferem bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas. Em sua ampla área de distribuição, ocupam bosques temperados até florestas tropicais. Não ocorrem em desertos nem em alta montanha.
Antes, ocorriam ao longo do vale do Nilo até o Sudão, mas foram extintos nessa região há alguns séculos.
Na Europa, os javalis foram muito caçados e levados à beira da extinção em várias regiões, mas, nas últimas décadas, os animais têm aumentado em número e até recolonizado áreas de onde haviam desaparecido. As razões da recuperação na Europa incluem êxodo das populações humanas para os centros urbanos, com consequente diminuição de área cultivada, a reflorestação e a eliminação dos predadores naturais do javali, como o lobo e o lince.
Na Grã Bretanha, os javalis foram exterminados ainda em finais do século XIII, mas, na década de 1990, se restabeleceram pequenos grupos selvagens na Inglaterra derivados de animais que escaparam de fazendas de javalis. Na Dinamarca e na Suécia, os javalis foram extintos no século XIX, mas voltaram a partir dos anos 1970. Na região italiana da Toscana, onde o javali foi extinto devido à agricultura intensiva, foram detectados animais nos anos 1990.
Como em toda a Europa, em Portugal a população de javalis foi muito reduzida pela caça e destruição dos seus habitats, mas desde os anos 1970 tem havido um grande aumento em número. Ocorrem em grande parte do território continental português.
É o antepassado a partir do qual evoluiu o atual porco doméstico (Sus domesticus ou Sus scrofa domesticus).
Antes, ocorriam ao longo do vale do Nilo até o Sudão, mas foram extintos nessa região há alguns séculos.
O javali passa grande parte do dia fuçando a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, com preferência por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho.
Os javalis também incluem animais em sua dieta, como caracóis, minhocas, insetos, ovos de aves e até pequenos mamíferos. Também consomem animais mortos.
O javali é de comportamento sociável, mas não é territorialista, ou seja, não marca territórios. Reúne-se em grupos matriarcais, normalmente com três a cinco animais, formados pelas fêmeas e suas crias, embora possam ser encontrados grupos superiores a vinte indivíduos. A javalina (ou gironda – a fêmea do javali, quando já madura) dominante é a de maior idade e tamanho e sempre fica um pouco mais afastada do grupo como uma Guarda, que normalmente dá sua vida para que o restante fuja. Os jovens machos de um ano, chamados “barrascos”, vivem na periferia do grupo.
Na Europa, o tempo de reprodução vai de Novembro a Janeiro, quando os machos adultos solitários buscam fêmeas receptivas. Ao encontrar uma “vara” (grupo de animais de mesma ninhada), o macho começa por expulsar os jovens do ano anterior. Se necessário, luta contra seus rivais para conquistar as fêmeas, em geral duas ou três, podendo alcançar até mesmo oito. As lutas pelas fêmeas podem ser ferozes: muitas vezes, os machos terminam feridos pelos caninos dos rivais.
A gestação dura cerca de 110 dias, com os nascimentos ocorrendo entre Fevereiro e Abril. As ninhadas tem entre 2 a 10 leitões, que após uma semana já podem acompanhar a mãe em suas andanças. O desmame acontece aos 3-4 meses de idade.
As crias com menos de 6 meses são amarelas, raiadas de castanho escuro e designam-se por listados. A partir dos 6 meses, a pelagem torna-se avermelhada e as crias tomam o nome de farropos. Progressivamente, a pelagem vai escurecendo até tomar uma tonalidade cinzenta escura, momento em que a cria passa a ser considerada um javali de vara.
A maturidade sexual é alcançada aos 8-10 meses, ainda que os machos jovens são impedidos de acasalar-se pelos machos mais velhos. O tempo de vida médio é de cerca de 20 anos em cativeiro.
O javali é o unico animal mamífero que, devidamente estimulado, ejacula depois de morto, sendo esta uma prática comum nas caçadas de besta.
Desde a Antiguidade Clássica à Idade Média, o javali foi sempre considerado como espécie cinegética de prestígio, especialmente os machos adultos, que eram vistos como o paradigma da coragem e bravura. Antes do advento das armas de fogo, o javali era caçado usualmente com um tipo de lança específico para o objetivo. A caça ao javali é ainda hoje em dia muito popular.
As referências culturais ao javali são abundantes desde pelo menos a Grécia Antiga. Um dos doze trabalhos de Hércules foi caçar o javali de Erimanto. O javali foi também símbolo de legiões romanas como XX Valeria Victrix, I Italica e X Fretensis.
Foi também um animal comum na heráldica medieval europeia; por exemplo como símbolo pessoal do rei Ricardo III de Inglaterra e nos brasões de várias cidades.
Na cultura popular atual, é o prato preferido na irredutível aldeia gaulesa das historietas de Asterix e Obelix.

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Introdução e descontrole no Brasil
O javali foi introduzido em criações na Argentina e Uruguai, de onde ingressou no Rio Grande do Sul e progressivamente avança. A espécie não encontra predadores naturais, uma vez que é exótica, além de procriar com o porco doméstico, engendrando o chamado javaporco – neologismo criado para definir este cruzamento, que aumenta o efeito negativo da praga. Sua caça e abate são permitidos e até incentivados por órgãos de controle ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que, em contrapartida, procuram incentivar a criação da espécie nativa, chamada de queixada. A criação controlada da espécie e de seus derivados, entretanto, ocorre em diversas fazendas, sobretudo destinada à exportação da carne, que possui alta cotação mercadológica.

8101 – Instituições Científicas – Centro Nacional de Oceanografia (Southampton)


National Oceanography Centre, Southampton

É uma construção conjunta entre a Universidade de Southampton e o Conselho de Pesquisa do Ambiente Natural (NERC). Aberto em 1996, é parte da elite dos centros mundiais de excelência especializados em Ciência Marinha, Ciência da Terra e Tecnologia Marinha. É o único a fornecer uma plataforma para pesquisa interdisciplinar ao lado de uma abordagem de ensino aprofundada. O NOCS compreende a Escola do Oceano e Ciências da Terra da Universidade de Southampton, que opera junto a quatro divisões de pesquisa do NERC e da Unidade de Náutica do NERC (RSU). Além a abrigar uns 450 cientistas e equipes de funcionários de pesquisa, mais de 600 estudantes de graduação e pós-graduação consideram o NOCS sua sede. Os recursos do NOCS incluem a Biblioteca Oceanográfica Nacional Britânica, o acervo de relevância nacional de Coleções das Descobertas e o Repositório Britânico do Núcleo de Sedimento do Oceano. O NOCS é também a base para as embarcações construídas para fins de pesquisan náutica o RRS Discovery e o RRS James Cook (e anteriormente o RRS Charles Darwin). Antes de 1 de maio de 2005, o NOCS era conhecido como Centro de Oceanografia de Southampton (SOC). O nome foi mudado para refletir a proeminência do centro em Ciências do Oceano e da Terra dentro do Reino Unido. O NOCS fido situado no Campus do Waterfront da Universidade de Southampton.

8100 – De Olho no Mapa – Onde fica a Polinésia?


Triangulo-Polinesio

É um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico.
Estendida sobre uma superfície oceânica enorme, tem em conjunto 298.000 km² de área e 4,5 milhões de habitantes. As suas ilhas maiores têm origem vulcânica, e as menores têm origem coralina. Dado que todo o território da Polinésia se encontra compreendido entre os trópicos, ela apresenta um clima equatorial ou tropical muito quente e úmido.
A maior parte das ilhas pertence aos Estados Unidos (Havaí, Midway, Samoa), à Nova Zelândia (Ilhas Cook, Tokelau), à França (as Ilhas Marquesas, Tuamotu, Tubuai e ilhas da Sociedade que formam a Polinésia Francesa) e ao Chile (Ilha da Páscoa, Sala e Gómez).
Muitas destas ilhas desempenham um importante papel estratégico, como bases navais ou aéreas. Quase todas têm uma economia pouco desenvolvida, que se baseia na agricultura de subsistência e numa modesta agricultura comercial. A exceção constitui as ilhas do Havaí, que, por possuírem uma economia baseada no turismo americano, gozam de grande prosperidade.
Depois da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos ocuparam as ilhas Carolinas e Marianas. E com a protetoração da ONU, os americanos se apoderaram com a guarda erroneamente das Nações Unidas, e vários outros países do Reino Unido, os Commonwealth e os Estados Unidos tiveram ganhos territoriais até as independências de seus territórios com o protetorado das Nações Unidas.

8099 – Biologia Marinha – O Albatroz


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Os albatrozes são pássaros marinhos pertencentes ao grupo familiar dos diomedeídeos e à ordem dos procelariformes. Esta ave, desastrada fora de seu ambiente aéreo, é soberana nos céus, revelando neste meio um vôo suntuoso, com suas asas que, abertas, atingem mais de um metro de uma ponta a outra, e apresentam um comprimento de 75 cm. Seu maior problema é o momento de erguer-se do solo, pois, se há ausência de vento, ela precisa se deslocar rapidamente para alcançar a necessária velocidade.
Esta família comporta diversas espécies, sendo as mais majestosas as do albatroz errante ou gigante, do albatroz real e do albatroz das Galápagos. Geralmente são aves que fogem ao convívio com outros animais, espalham-se por praticamente toda a região do Oceano Atlântico e pelo norte do Oceano Pacífico, nutrem-se de peixes e crustáceos e não apreciam sobras descartadas pelos tripulantes de embarcações que cruzam estas águas.
O albatroz encontra-se, atualmente, em risco constante de extinção; das 21 espécies oficialmente registradas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais – IUCN -, 19 estão sob ameaça concreta. Este animal é convictamente fiel ao seu parceiro, optando sem hesitar por um relacionamento monogâmico que só chega ao fim com a morte de um dos pássaros.
Reverenciada pelos poetas, respeitada pelos marinheiros, que a vêem sob uma ótica supersticiosa, crendo realmente que ela atrai azar quando é eliminada, esta ave constrói seu ninho em ilhas distantes, dividindo o local escolhido, às vezes, com pássaros de outras classes.
Seu bico é de grande porte, robusto e afiado, inserido em uma mandíbula superior que apresenta na extremidade o formato de um enorme gancho, o qual possibilita uma melhor apreensão de animais com o tronco plano e ligeiro. Assim, o albatroz restringe-se a apanhar presas já desprovidas de vida ou então opta por conquistar a caça viva, tanto na extensão acima das águas quanto submergindo nos oceanos.
No período da procriação o albatroz dirige-se à superfície terrestre; nesta ocasião os pássaros se congregam aos milhares em penhas íngremes, na costa oceânica. Eles põem um ovo a cada ano, e a fêmea permanece posicionada sobre ele ao longo de 65 dias. Seu amadurecimento sexual ocorre aos cinco anos; mesmo assim a ave ainda aguarda a passagem de mais alguns anos antes de acasalar. A maioria das espécies de albatrozes sobrevive mais de cinquenta anos.
Normalmente os albatrozes se reproduzem nas proximidades da Antártica, no final de novembro. O filhote leva cerca de um ano para ensaiar os primeiros vôos rumo ao oceano, e só volta para o solo cinco anos depois. É curioso observar o sistema de acasalamento entre macho e fêmea, que passa por um ritual no qual as aves revelam distintas posições que intercalam gestos agressivos e pacificadores, através de movimentos da cabeça e outros trejeitos significativos.

8098 – De novo não!!! Cientistas confirmam que Einstein estava certo


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Dados obtidos a partir de uma estrela de nêutrons muito massiva mostram que teoria da relatividade geral, formulada por Albert Einstein, estava correta, mesmo em condições de gravidade extrema
Um raro par de estrelas, localizado a mais de 7.000 anos-luz da Terra, serviu como um laboratório cósmico para que um grupo de astrônomos estudasse a natureza da gravidade. Os pesquisadores usaram o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e radiotelescópios espalhados ao redor do mundo para analisar o sistema binário, composto por uma estrela de nêutrons — a mais massiva encontrada até hoje — e uma estrela anã branca. A enorme gravidade provocada por esse sistema permitiu aos pesquisadores testarem a teoria da gravitação proposta por Albert Einstein, conhecida como relatividade geral, em condições que não tinham sido possíveis até hoje. Segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, as primeiras medições estão totalmente de acordo com as previsões do físico, deixando pouco espaço para teorias alternativas.
Desde 2011, os astrônomos estudam o sistema, composto por dois cadáveres estelares. Uma estrela de nêutrons é resultado da explosão de uma supernova, na qual o centro estelar entra em colapso e forma um corpo pequeno, mas muito massivo. Os pulsos de ondas de rádio emitidas por esse novo corpo podem ser captados a partir da Terra com o auxílio de radiotelescópios — por isso, ele também é chamado de pulsar. A estrela de nêutrons estudada pelos pesquisadores é tão densa que tem uma massa duas vezes maior que a do Sol reunida em um diâmetro de apenas vinte quilômetros. Em seu interior, um espaço do tamanho de um cubo de açúcar reúne mais de um bilhão de toneladas de matéria comprimida. Tamanha densidade acarreta em uma enorme força gravitacional: a gravidade em sua superfície supera a da Terra em mais de 300 bilhões de vezes.
A sua companheira anã branca é um pouco menos exótica. Trata-se de um resto brilhante de uma estrela muito mais leve, que perdeu grande parte de sua massa e está se apagando lentamente. Ela está muito próxima à estrela de nêutrons — sua órbita é de apenas duas horas e meia — e sofre efeito de sua enorme gravidade. Ao contrário do pulsar, ela pode ser observada na luz visível, mas apenas por telescópios muito potentes.
Sonda Gravity Probe B (GP-B) comprova que força da gravidade distorce tempo e espaço
Quando: 04/05/2011

O que foi comprovado: A força da gravidade dos grandes corpos do Universo distorce o tempo e o espaço

Instrumento utilizado: Sonda Gravity Probe B (GP-B)
Como foi comprovada: A sonda levava quatro giroscópios avançados para medir o efeito geodésico, ou seja, a curvatura do espaço e do tempo em torno de um corpo gravitacional, e o frame-dragging, ou fricção do marco de referência, ou seja, quanto espaço-tempo é arrastado quando um objeto gira. Se os giroscópios apontassem na mesma direção sempre que estivessem em órbita, a teoria de Einstein teria sido refutada. Mas os giroscópios experimentaram mudanças mensuráveis na direção de seu giro à medida que eram atraídos pela gravidade da Terra, confirmando a teoria geral da relatividade de Einstein. As medições da sonda se aproximam notadamente das projeções de Einstein, segundo as descobertas publicadas na revista científica Physical Review Letters.
Relatividade em debate
A teoria da relatividade geral explica a gravidade como uma consequência da curvatura do espaço-tempo criada pela presença de matéria. Desde que foi formulada, há quase 100 anos, ela tem resistido a todos os testes. No entanto, nesse meio tempo, inúmeros cientistas formularam outras teorias para explicar a natureza da gravidade. Experimentos científicos realizados na Terra, onde as massas e a força gravitacional são minúsculas, não são capazes de comprovar ou negar a maioria dessas teorias. Os pesquisadores só conseguem diferenciá-las quando estudam campos gravitacionais extremamente fortes, que estão localizados longe do Sistema Solar — exatamente como o pulsar analisado pelos astrônomos.
Outro fator que tornou o sistema binário um laboratório ideal para o estudo da relatividade é a curta distância que separa os dois corpos. Sistemas binários nos quais as estrelas orbitam de maneira muito próxima costumam emitir ondas gravitacionais, ondulações que se propagam pelo espaço-tempo. Isso leva o sistema a perder energia, fazendo com que as estrelas se aproximem e a órbita diminua ao longo do tempo.
As ondas gravitacionais não podem ser medidas a partir da Terra, mas a variação da órbita que elas causam pode. E é justamente aí que está a chave para descobrir qual teoria explica melhor a gravidade: a relatividade geral e as outras hipóteses levam a previsões diferentes quanto a essa variação na órbita das estrelas. “As nossas observações de rádio foram tão precisas que já conseguimos medir a variação do período orbital com valores da ordem de oito milionésimos de segundo por ano, exatamente como previsto pela teoria de Einstein”, diz o português Paulo Freire, outro integrante da equipe.
Dessa forma, os pesquisadores conseguiram mostrar que a teoria da relatividade geral funciona mesmo nas condições mais extremas de gravidade estudadas até agora, deixando cada vez menos espaço para as teorias alternativas.

relatividade

Que teoria é essa?
A Teoria da Relatividade foi desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein no início do século XX. Ela pode ser dividida em dois campos: a relatividade restrita e a geral. A relatividade restrita diz que a velocidade da luz medida no vácuo é a mesma sob qualquer referencial de observação. Mesmo que um objeto esteja se afastando ou se aproximando, a velocidade relativa da luz não muda. Para que a velocidade seja sempre a mesma, há uma dilatação no tempo.
A relatividade geral adiciona gravidade à relatividade restrita. Ela diz que o espaço e o tempo são uma coisa só. É como se ele fosse uma grande superfície elástica. Planetas colocados sobre essa superfície “afundam” o plano por causa de sua massa ou velocidade. À medida que um satélite, por exemplo, se move na direção de um planeta, ele cai em direção ao astro por causa dessa deformação. Se o espaço-tempo for uma espécie de superfície que se estica com a presença de objetos pesados, isso significa que o tempo passa mais devagar nas proximidades desses objetos.
Pulsares
Estrelas de nêutrons de pequeno tamanho, alta densidade e forte campo gravitacional (2 x 10¹¹ maior que o da Terra). São os resultados de explosões de supernovas. Quando uma estrela com massa entre quatro e oito vezes a do Sol termina de queimar o seu ‘combustível’, ela explode. Como resultado, a região central entra em colapso, de forma que prótons e elétrons se combinam para formar nêutrons. Os pulsos de ondas de rádio e de raios gama emitidos por elas podem ser captados pelos telescópios.
Anãs Brancas
Quando uma estrela como o Sol tem sua energia esgotada, ela se transforma em anã branca. Cientistas acreditam que daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos o Sol também vai se apagar e se tornar uma anã branca.

8097 – Cinema – Ao Sucesso com Hollywood


Ao Sucesso com Hollywood, o famoso comercial de cigarros da década de 70
Ao Sucesso com Hollywood, o famoso comercial de cigarros da década de 70

Efeitos especiais de tirar o fôlego, atrizes bonitonas e violentas cenas de ação não são a única explicação para tanto sucesso.
Parte do segredo é pura matemática.
Pesquisadores estudaram 150 filmes produzidos entre 1935 e 2005, representantes de 5 gêneros cinematográficos: ação, aventura, animação, comédia e drama. Depois de aplicadas várias fórmulas matemáticas concluíram que a atenção humana segue um determinado padrão, que chamaram de 1/f. Em linguagem simplificada esse tal de 1/f pode ser descrito como um conceito da teoria do caos que corresponde a uma constante universal que também costuma ser encontrada na música, na economia, engenharia e até no processo que determina a nossa atenção.
O surpreendente é que sem ter consciência do que faziam, diretores e editores de filmes de vários países e épocas diferentes foram aos poucos chegando a um padrão semelhante, que também se repete no sr humano e na natureza. Seria como se o cinema tivesse passado por um processo de seleção natural. Isso provavelmente ocorreu porque os primeiros bons filmes a fazer sucesso foram sendo imitados, até convergirem para um mesmo padrão.
A conclusão final é que os filmes de ação são os que mais se aproximam do padrão 1/f, seguidos pelos de aventura, animação, comédia e drama.