8096 – Astronomia – O Observatório de Paranal


Paranal

Fica no Chile e pertence a Organização Européia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul, resultado de um consórcio de 14 nações.
São 300 dias por ano que não chove nem uma gota d’água. A cidade mais próxima fica a duas horas de ônibus –um pouco menos, se você estiver voltando, porque é descida. Apenas 15 pessoas moram nesse lugar. Por mais inóspito que possa parecer, não estamos falando de Marte, mas do observatório de Paranal, em Antofagasta, no Chile, no começo do deserto do Atacama, a 2.600 m de altitude.
Lá fica o mais potente telescópio do mundo, com lentes de 8,2 m de diâmetro, que são usadas para comprovar a existência de planetas fora do Sistema Solar. Para comparar, o Hubble, por exemplo, tem “apenas” 2,5 m de diâmetro.
O lugar, isolado e seco, com pouco vento e sem muitas turbulências, obedece a uma exigência para abrigar o equipamento, que resiste sem danos a um terremoto –que são comuns no Chile– de até 8 pontos na escala Richter. O mais potente já sentido desde a construção do telescópio foi de 6,7 pontos. Só para lembrar, o tremor que sacudiu São Paulo no mês passado foi de 5 pontos.
O telescópio só é aberto à noite, quando fazem uma vedação na Residência, como é chamada a espécie de hotel criada para abrigar os moradores de Paranal, para não vazar nenhuma luz que interfira no observatório.
Além dos escritórios, o espaço tem uma “floresta tropical” artificial, piscina, sauna, academia, restaurante e sala de vídeo. Tudo para amenizar o ambiente do lado de fora, que, mesmo desértico, abriga gaviões, raposas, escorpiões e algumas plantas. “Qualquer gota d’água faz nascer algo verde aqui”, diz o chefe de operações científicas Olivier Hainaut. As pessoas ficam apenas uma ou duas semanas em Paranal, depois vão para Antofagasta, Santiago ou voltam para seus países de origem.

Paranal-05

São dois caminhões-tanques de água por dia, um de gasolina (para os geradores), além de comida e equipamentos básicos de manutenção que chegam uma vez por semana. “Parece fácil, mas requer muito planejamento. Não temos nada por perto. Tudo vem de fora.”
Noites em claro
O complexo de Paranal é formado por quatro telescópios que, combinados, conseguem uma imagem melhor de regiões a anos-luz da Terra. Cada conjunto de lentes ocupa uma área de 60 m2. “Do tamanho do meu apartamento”, brinca o astrônomo suíço Olivier.
Ele calcula que cada noite fotografada pelo telescópio rende um mês no escritório, analisando as imagens. Como são aproveitadas 330 noites por ano, o número de descobertas também é impressionante: duas pesquisas publicadas por dia, desde 1999 quando foi inaugurada a primeira das quatro unidades.
Claro que nem tudo é tão relevante quanto a possibilidade de haver vida fora da Terra. Mas isso ainda deve demorar uma década para ser demonstrado, porque todos os planetas descobertos fora do Sistema Solar estão muito próximos da estrela em volta da qual gravitam. São, portanto, muito quentes, como Mercúrio.
Construído a 2.600 metros de altura no Deserto do Atacama, o Observatório do Paranal é o mais produtivo complexo astronômico do planeta
A cada duas semanas, o astrônomo brasileiro Cláudio Melo pega um avião partindo de Santiago, capital do Chile, rumo à cidade de Antofagasta, no coração do deserto do Atacama, também em terras chilenas. Dali, precisa viajar mais uma hora e meia de carro para chegar a uma região montanhosa que lembra muito a superfície de Marte. Nessa paisagem quase alienígena, surge o que parece ser uma miragem: um luxuoso hotel, com piscina e plantas tropicais por todo lado. Esse paraíso artificial servirá de abrigo para Melo durante uma semana. Ali ficam hospedados os funcionários do Observatório Europeu do Sul (ESO), que trabalham, assim como Melo, no Observatório do Paranal, um moderno e elegante oásis científico, detentor do título de mais produtivo complexo astronômico terrestre do planeta.
Há dez anos, Melo segue essa rotina: uma semana no deserto, outra semana em Santiago. O rodízio foi elaborado para preservar a saúde dos pesquisadores. O observatório, obra da mais moderna engenharia, fica ao redor do Cerro Paranal, uma montanha de 2.635 metros de altitude, em um dos locais com menos umidade do planeta. Além de Melo, trabalham outros 180 profissionais, entre astrônomos, engenheiros e físicos que procuram os segredos do universo no céu límpido do deserto.
Resort científico — Todos os cientistas ficam hospedados no Residência Paranal, um majestoso hotel usado nas filmagens do filme Quantum of Solace, com o espião britânico James Bond. Quem visita o local, facilmente se esquece que está no meio do deserto onde não há água, comida e níveis aceitáveis de umidade em um raio de 130 quilômetros.
O saguão principal do hotel tem uma decoração inusitada — no centro do gigantesco salão redondo de dois andares há um belíssimo jardim de palmeiras e plantas baixas que fazem sombra sobre uma piscina. “As plantas e a água ajudam a manter a umidade do interior do hotel em níveis mais aceitáveis”, explica Andreas Kaufer, diretor de operações do ESO. O hotel também possui uma pequena videoteca, sala de música, jogos e um refeitório que serve 9.450 refeições por mês.
Assim como todos os prédios construídos no complexo, a Residência Paranal é resistente a terremotos. Uma parte da construção foi executada dentro da montanha. A outra foi construída na parte externa. “As duas partes são unidas por estruturas de borracha que tornam todo o sistema maleável para o caso de terremotos”, explica Kaufer. Quem está de passagem pelo observatório também tem acesso a um ginásio poliesportivo com quadra e equipamentos de ginástica.
O complexo erguido pelo ESO no meio do deserto é de fazer inveja aos grandes parques tecnológicos. O Observatório do Paranal gera a própria energia por meio de dois geradores a gás e mais três sobressalentes a diesel. “Temos autonomia de 12 dias de energia”, diz Kaufer. A autonomia do Paranal não para por aí. São cinco dias de água — sete se contar a que é separada para o controle de incêndio — garantidos por dois caminhões-pipa que trazem o líquido ao local diariamente. As medidas garantem a vida das 135 pessoas que povoam o complexo em esquema de rodízio.
Ecologia – Como transformar uma cidade poluída em um exemplo verde?
Até a década de 80, Chattanooga no Tennessee era uma espécie de Cubatão americana. A chegada das indústrias, na década de 30 trouxe desenvolvimento. Mas em 1969, a percepção já era outra. Foi nesse ano que o âncora de maior prestígio da TV americana, anunciou que a cidade era o lugar mais poluído dos EUA. Era apenas concreto, asfalto e ferro, afirmou o atual prefeito da cidade que hoje é uma das mais verdes dos EUA. Em 1984 foram realizadas dezenas de reuniões com a população com o objetivo de definir qual ciddade eles queriam para o ano 2000. Então, a suja, feia e perigosa Chattanooga passou a plantar árvores no centro da cidade para renovar o ar; comprar áreas de antigas indústrias quebradas ou abandonadas e transforma-las em parques de todos os tipos, fontes, aquários públicos e revitalizar as margens do Rio Tennessee, que é um dos 5 maiores dos EUA, agora frequentadas e utilizadas pelas pessoas para lazer, esportes e artes.
Vigor científico – Toda a estrutura para receber cientistas e engenheiros do mundo todo não faria sentido sem a presença do conjunto de telescópios que conferiram ao complexo o título de melhor observatório do mundo, na opinião de Brian Schmidt, um dos três cosmólogos laureados com o prêmio Nobel de Física de 2011.
O Paranal tem um portfólio invejável de telescópios. Um deles é o VISTA, o maior telescópio de rastreamento do mundo dedicado a pesquisar o céu em frequências próximas do infravermelho. Com um espelho de 4,1 metros de diâmetro, o VISTA consegue observar comprimentos de onda maiores do que os visíveis ao olho humano. Isso quer dizer que os astrônomos podem estudar astros escondidos por nuvens de poeira ou frios demais para serem observados no espectro visível. O telescópio é 40 vezes mais sensível que seus antecessores.

Outro telescópio que detém o título de maior do mundo em sua área é o VST (VLT Survey Telescope). A mais recente aquisição do Observatório do Paranal é o mais potente telescópio para observação do céu no espectro visível. O equipamento possui um espelho com 2,6 metros de diâmetro e pretende estudar astros remotos dentro do Sistema Solar e descobrir planetas orbitando outras estrelas.
A joia do Paranal, contudo, é o VLT (Very Large Telescope). Trata-se de um agrupamento de quatro telescópios com espelhos de 8,2 metros de diâmetro cada, apoiados por quatro telescópios menores, com espelhos de 1,8 metro. O VLT, junto com os outros telescópios do ESO, é o mais produtivo complexo astronômico terrestre do mundo. Diariamente, dois artigos científicos são publicados com dados obtidos por meio deles. Em número de artigos publicados, o Observatório Europeu do Sul só perde para o Hubble.
O que torna o VLT tão especial é que todos os seus telescópios podem funcionar interligados, formando uma rede que pode aumentar em várias ordens de grandeza a resolução das imagens obtidas. Isso é possível por meio de um complexo sistema subterrâneo que recebe o sinal luminoso de todos os telescópios e os une em uma única faixa, gerando uma única imagem, mas com o detalhe e a luminosidade capturada por todos os telescópios.
Os telescópios instalados no topo do Cerro Paranal são controlados a partir de uma sala de operações logo abaixo do complexo. Dentro de cada uma das quatro unidades do VLT está uma gigantesca estrutura que dá suporte para um espelho de 8,2 metros de diâmetro e apenas 15 centímetros de largura — ao todo, 22 toneladas. “É como uma lente de contato”, diz Kaufer. A fina espessura permite que o espelho seja modelado por pequenas hastes abaixo da estrutura. O sistema garante que o espelho tenha sempre a curvatura perfeita, mesmo quando o telescópio é balançado por ventos. A enorme estrutura de 450 toneladas foi instalada em um sistema de imãs e motores especiais que permitem mover o telescópio de um lado para o outro com grande velocidade e no mais absoluto silêncio.

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8095 – Ecologia – Como transformar uma cidade poluída em um exemplo verde?


Planeta Verde

Até a década de 80, Chattanooga no Tennessee era uma espécie de Cubatão americana. A chegada das indústrias, na década de 30 trouxe desenvolvimento. Mas em 1969, a percepção já era outra. Foi nesse ano que o âncora de maior prestígio da TV americana, anunciou que a cidade era o lugar mais poluído dos EUA. Era apenas concreto, asfalto e ferro, afirmou o atual prefeito da cidade que hoje é uma das mais verdes dos EUA. Em 1984 foram realizadas dezenas de reuniões com a população com o objetivo de definir qual ciddade eles queriam para o ano 2000. Então, a suja, feia e perigosa Chattanooga passou a plantar árvores no centro da cidade para renovar o ar; comprar áreas de antigas indústrias quebradas ou abandonadas e transforma-las em parques de todos os tipos, fontes, aquários públicos e revitalizar as margens do Rio Tennessee, que é um dos 5 maiores dos EUA, agora frequentadas e utilizadas pelas pessoas para lazer, esportes e artes.

8094 – Por que é preciso tomar sol para conseguir vitamina D?


O sol acorda a vitamina D que já existe no organismo. Nossa pele é rica em uma substância chamada colecalciferol, que pode também ser obtida quando comemos fígado de peixe e gema de ovo. Só que essa substância está adormecida. Quando os raios ultravioleta do sol atingem o corpo, essa substância inerte ganha uma forma ativa: a vitamina D. Ela passa, então, a colaborar em algumas importantes funções orgânicas. “O principal papel da vitamina D no corpo é favorecer a absorção de cálcio e fósforo pelo estômago”, explica um dermatologista da Santa Casa de São Paulo.

A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imunológico, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.
O nome da vitamina foi criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se.
A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes.
Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.
Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.
A exposição ao sol desencadeia a produção de vitamina D na pele. Alguns alimentos também representam uma fonte desta vitamina. O óleo de fígado de bacalhau foi utilizado também como suplemento alimentar para evitar o raquitismo, sendo hoje em dia facilmente substituível por medicamentos contendo vitamina D, mas a vitamina D da luz solar continua a ser preferível.
A vitamina D pode ser encontrada sob duas formas: o ergocalciferol (vitamina D2) e o colecalciferol (vitamina D3). O ergocalciferol é produzido comercialmente a partir do esteróide ergosterol encontrado em vegetais e leveduras, através de irradiação com luz ultravioleta. É utilizado como suplemento alimentar para enriquecimento de alimentos como o leite com vitamina D. O colecalciferol é transformado pela ação dos raios solares a partir da provitamina D3 (7-deidrocolesterol) encontrada na pele humana. Ambas as formas D2 e D3 são hidroxiladas no fígado a 25-hidroxicalciferol e subsequentemente hidroxilada nos rins à forma biologicamente activa, o 1,25-di-hidroxicalciferol (calcitriol), que actua como uma hormona na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio em tecidos ósseos e renais.
A vitamina D é fundamental para a homeostase do cálcio no organismo. Como outras vitaminas, deve ser consumida em quantidades adequadas, evitando faltas e excessos.
No fígado, a vitamina D é convertida em uma forma que pode ser transportada pelo sangue. Nos rins, essa forma é modificada para produzir hormônios derivados da vitamina D, cuja função principal é aumentar a absorção de cálcio no intestino e facilitar a formação normal dos ossos. Na deficiência de vitamina D, as concentrações de cálcio e de fosfato no sangue diminuem, provocando uma doença óssea porque não existe uma quantidade suficiente de cálcio disponível para manter os ossos saudáveis.
Esse distúrbio é denominado raquitismo nas crianças, uma doença que se manifesta com atraso no fechamento da moleira nos recém-nascidos (importante na calota craniana), desmineralização óssea, as pernas tortas e outros sinais relacionados com estrutura óssea. É denominado osteomalácia nos adultos, onde se desenvolve ossos fracos e moles.
A deficiência de vitamina D é causada sobretudo pela falta de exposição à luz solar e não tanto com vitamina D na dieta, como demonstram novos estudos independentes. Essa deficiência pode ocorrer em indivíduos idosos porque a pele produz menos vitamina D, mesmo quando exposta à luz solar, mas também pelas erradas recomendações dos médicos em aconselhar suplementos de vitamina D ao invés da exposição solar, ou pelo excesso de protetor solar.
A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia na mulher e raquitismo no feto.
A vitamina D tem poucas hipóteses de se tornar tóxica no corpo, pois quando a pele não transforma o colesterol presente em vitamina D inativa (só e ativada no figado e rins), os raios solares naturalmente destroem a vitamina.

Alguns dos alimentos que contêm vitamina D são:
Atum fresco (90g): 3.6 mcg
Sardinha fresca (100g): 5.2 mcg
Sardinha enlatada (100g): 1.7 mcg
Cogumelos (100g): 0.65 mcg
Leite (1 copo): 0.17 mcg
Gema de ovo (100g): 0.53 mcg
Ovo de galinha (100g): 0.8 mcg
Iogurte (1 potinho): 1.2 mcg

8093 – Vitaminas C e E podem evitar Catarata


Cientistas canadenses sugerem que as vitamines C e E previnem a catarata, doença que deixa opaco o cristalino, a lente natural do olho. Como o mal atinge duas em cada dez pessoas entre 60 e 70 anos, os pesquisadores analisaram a alimentação de pessoas sadias e enfermas nessa faixa etária e descobriram que as primeiras consomem o dobro de vitamina E e quatro vezes mais vitamina C. As principais fontes de vitamina E sãos leite, ovos e verduras verde-escuras; de vitamina C, as frutas cítricas. As duas vitaminas, por serem antioxidantes, poderiam impedir as células do olho de ficar opacas. Um oftalmologista, da Escola Paulista de Medicina, adverte, porém: “Não há dose de vitamina que, evite a catarata em pessoas com tendência ao problema e que ficam muito expostas ao sol”.

8092 – Diabetes – Conhecendo novas terapias


diabetes

São 6 milhões de diabéticos no Brasil. As células produtoras de insulina têm o nome de ilhotas de Langerhans, porque se organizam em pequenos aglomerados de formato irregular dentro do pâncreas. Tal órgão tem cerca de 1 milhão dessas ilhas. Paul Langerhans foi o médico alemão que as descreveu pela 1ª vez em 1869.
Vejamos a função da insulina:
Ela aciona as moléculas que absorvem o açúcar do sangue. Este hormônio que é produzido pelo pâncreas se encaixa na parede da célula.
O encaixe dispara uma série de reações que ativam uma molécula chamada glut4, capaz de atrair moléculas de glicose.
Uma vez ativada, o glut4 puxa o açúcar do sangue para dentro da célula, onde ele é usado para gerar energia. Sem isso, o organismo para de funcionar.
O Brasil é o 6° colocado no ranking mundial da doença, o 1° é a Índia, com 50 milhões de diabéticos e segundo estimativas da OMS, o total mundial dobrará até 2025.
A do tipo 1 é mais rara e costuma ocorrer cedo por volta dos 7 anos de idade. Mas a diabetes responsável pelos números assustadores que citamos é a do tipo 2.
Gordura e Idade = Diabetes
Estudos demonstraram que 40% da população adulta do planeta está acima do peso adequado, quase 90% dos diabéticos são obesos e até crianças com menos de 10 anos estão adoecendo devido á obesidade.
Primeiros sinais
Obesos são vulneráveis à doença. Mas, depois de instalada, o corpo passa a queimar gordura para obter a energia que lhe falta por não absorver açúcar, mas a perda de peso não é significativa para reverter a diabete.
Excesso de urina
O acúmulo de glicose no sangue gera substância tóxicas que precisam ser eliminadas pela bexiga. Vai-se ao banheiro toda hora e a sede aumenta.
Coceira nos órgão genitais por causa da irritação na pele.
Cansaço – Na carência de açúcar o organismo o enfraquece.

Precauções
Exercícios regulares. Cerca de 40 minutos de caminhada 3 vezes por semana queimam 500 calorias, isso pode ajudar a controlar o peso e manter o coração mais forte.
Alfinetadas constantes são a rotina dos diabéticos. Mas isso pode mudar. Seria muito mais fácil tomar insulina na forma de comprimido. Acontece que ao chegar ao estômago a digestão a destruiria totalmente e ela perderia o efeito. Por isso a necessidade da agulha. Um fungo que cresce na floresta do Congo produz um extrato que se encaixa nas células do corpo fazendo o papel da insulina com a vantagem de poder ser ingerido.
Outra alternativa é a insulina inalada. Trata-se de um pó bem fino acondicionado em uma bombinha semelhante à dos asmáticos. Aspirado, o pó chega rapidamente ao pulmão onde é absorvido pelos vasos sanguíneos. Outra saída seria o implante de células pancreáticas em outros órgãos como o fígado. Dentro dele elas conseguiriam fabricar o hormônio, mas em alguns meses são atacadas e destruídas pelo sistema imunológico.
Para protegê-la, poderia ser encapsulada em uma membrana de silicone. Tal membrana teria poros com 0,00001 de milímetro de diâmetro. A insulina sendo menor, escaparia pelos buraquinhos. Já as células de defesa, sendo bem maiores, não seriam capazes de furar a barreira.

8091 – Geofísica – Invadindo a casa do capeta:


Broca gigantesca para escavar até o centro da Terra
Broca gigantesca para escavar até o centro da Terra

Missão quer chegar até o centro da Terra em 2020
Consórcio internacional de cientistas planeja missão de um bilhão de dólares para perfurar a crosta terrestre e chegar ao manto. Com isso, pretendem decifrar antigos mistérios sobre a formação de nosso planeta.
Um mês depois de o jipe-robô Curiosity pousar na Cratera Gale, em Marte, a humanidade alcançou outro ponto tão inexplorado quanto o planeta vermelho – mas sem um décimo do glamour e da publicidade recebida pela sonda da Nasa. No dia 9 de setembro, o navio japonês Chikyu escavou um buraco de 2.466 metros no fundo do mar e retirou amostras de rochas para pesquisas sobre o interior de nosso planeta. É a maior profundidade já atingida por uma missão científica e o mais próximo do manto terrestre que o homem já chegou. No entanto, segundo os cientistas responsáveis pelo projeto, essa missão é só um aperitivo de algo muito mais ambicioso.
Até o começo da década de 2020, eles pretendem triplicar essa distância, percorrendo seis quilômetros de rochas duras até atingir o manto terrestre – a camada imediatamente abaixo da crosta, onde podem estar guardados os segredos da formação do planeta e dos limites da vida. A região, que possui 68% da massa da Terra, ainda é um mistério para a ciência. “Perfurar até o manto é a missão mais desafiadora da história das ciências da Terra”, escreveram os geólogos responsáveis pelo projeto em um documento detalhando a escavação.
O valor total da empreitada é calculado em um bilhão de dólares. Tudo isso para atravessar com tubos de aço 4.000 metros de água, 200 metros de sedimentos e 5.500 metros de rochas basálticas. Depois de alcançar o manto, será necessário percorrer todo o caminho de volta, carregando as pedras a serem analisadas pelos cientistas.
“O comprimento total da broca terá de ser de 10 quilômetros, e o diâmetro do buraco, apenas 30 centímetros. Nem a ciência nem a indústria já percorreram essa distância em meio a pedras, no meio do oceano. Esse será nosso maior desafio”, disse Damon Teagle, pesquisador da Universidade de Southampton e um dos idealizadores do projeto, em entrevista a uma revista famosa.
Esforço internacional – A missão até o manto terrestre faz parte dos planos traçados pelo Programa Integrado para a Escavação do Oceano (IODP, na sigla em inglês) para os próximos dez anos. O programa reúne cientistas de vários países do mundo, como Estados Unidos, Japão e Austrália, com o objetivo de monitorar e coletar amostras do fundo do mar. Desde agosto, o Brasil faz parte do projeto, e cientistas do país devem estar em todas as missões do programa a partir de 2013 — inclusive nas que buscam o centro da Terra.

Os pesquisadores já escolheram três possíveis locais para a escavação: os mares ao redor do Havaí, da Califórnia ou da Costa Rica. Como a crosta da Terra mede de quatro a seis quilômetros debaixo do oceano e mais de trinta debaixo dos continentes, a missão terá de acontecer necessariamente em alto mar. Para escolher as localidades exatas, os pesquisadores tiveram de levar em conta fatores como idade e temperatura do terreno e condições climáticas do local.

O navio usado na perfuração deve ser o mesmo Chikyu que bateu o recorde de profundidade no mês passado. Ele foi desenvolvido por pesquisadores japoneses em 2002 justamente para ser usado nas missões do IODP. Os pesquisadores já adiantam que a equipe a bordo do navio deve enfrentar grandes dificuldades para cumprir sua missão, como “escavar em uma grande profundidade em pleno mar aberto, perfurar pedras extremamente duras, retirar as amostras de rocha sem contaminá-las, enfrentar temperaturas muito altas, chegando a mais de 300 graus Celsius, e pressão incrivelmente forte”, enumera Teagle.

Outro problema é a duração das brocas usadas pela equipe. Embora feitas de uma dura mistura de carbeto de tungstênio (material três vezes mais rígido que o aço) com diamantes, elas não resistem a mais de 60 horas de trabalho, por causa do atrito com as rochas do centro do planeta. Até 2020, os pesquisadores devem encontrar modos de torná-las mais robustas e duráveis, senão correm o risco de o processo de escavação se estender por anos. Mas será que tanto esforço — e dinheiro gasto — vale a pena? Qual o objetivo disso tudo?
Projeto Mohole
Quando: 1961
Onde: Costa das ilhas Guadalupe, no leste do Pacífico
Profundidade: 183 metros
O que foi: Projeto do governo americano com o objetivo de chegar até o manto terrestre. O programa foi descontinuado depois das primeiras escavações, por causa dos altos custos.
Navio Chikyo
Quando: Setembro de 2012
Onde: Península Shimokita, no Japão
Profundidade: 2.466 metros
O que foi: A missão realizou a maior escavação científica já feita em alto mar, e chegou mais perto do manto do que qualquer outra. Até 2020, os pesquisadores pretendem alcançar o manto do planeta usando o mesmo barco.

A viagem sem fim ao centro da Terra

O principal motivo para querer ir até o centro da Terra é simplesmente porque nunca estivemos lá. Tudo que sabemos sobre essa região e o que ela significa para a formação terrestre vem de evidências coletadas aqui na superfície. “Não temos nenhuma amostra do manto da Terra para estudar – e ele representa maior parte de nosso planeta”, diz Teagle.
As primeiras evidências da existência do manto foram coletadas pelo meteorologista croata Andrija Mohorovičić em 1909, quando ele percebeu que as ondas sísmicas se moviam mais rápido abaixo dos 30 quilômetros de profundidade do que nas camadas acima, prevendo que haveria aí uma mudança na composição da Terra. A partir de rochas que chegaram até a superfície durante o surgimento de ilhas e vulcões, os pesquisadores sabem que a região é composta por minerais ricos em magnésio. “No entanto, não sabemos a composição exata do manto, porque as amostras foram alteradas pela reação química com a água do mar e o magma durante sua jornada até a superfície”, afirma o pesquisador.
E é justamente na composição química dessas rochas que mora, segundo os cientistas, a resposta para alguns dos segredos mais antigos da ciência, como a origem de nosso planeta. “É a partir dessa análise que poderemos saber como a Terra foi formada, como o planeta evoluiu a partir disso e como ele funciona hoje”, afirma Teagle. Os pesquisadores ainda dizem que, ao visitar a região, vão poder entender quais os limites da vida: em que condições de temperatura, pressão e acidez ela é possível. “Podemos descobrir evidências de vida microbiana muito profunda, no fundo da crosta. Ou, quem sabe, até no próprio manto.”
Segundo os pesquisadores, a exploração do centro da Terra tem outra semelhança com a exploração espacial, além da busca por territórios desconhecidos e por evidências de vida: ela não tem limites definidos. “Se conseguirmos atingir nosso objetivo, o próximo grande passo será alcançar a divisão entre a camada mais rígida e a menos rígida do manto, que se encontra a 150 quilômetros de profundidade, e está sob 1.300 graus Celsius”, afirma Damon Teagle. Depois disso, existem mais 6.000 quilômetros totalmente inexplorados de rochas, magma e ferro. Assim como no espaço, não parecem haver fronteiras para a exploração científica do centro da Terra.

Veja aqui o longo caminho
Veja aqui o longo caminho

8090 – Temperatura no centro da Terra chega a 6.000 graus Celsius


Camadas escaldantes
Camadas escaldantes

Pesquisadores conseguiram determinar que a temperatura da Terra perto de seu centro é de 6.000 graus Celsius, mil graus mais quente do que experimentos anteriores haviam mostrado. Esses cálculos também confirmam modelos geofísicos que previam que, para explicar a formação do campo magnético terrestre, a diferença entre a temperatura do núcleo e do manto terrestre deveria ser de 1.500 graus. O resultado foi publicado recentemente na revista Science.
O núcleo da Terra é formado, em sua maior parte, por uma esfera de ferro líquido com temperaturas superiores a 4.000 graus Celsius e pressão equivalente à de 1,3 milhão de atmosferas. Sob essas condições, o ferro se torna tão líquido quanto a água dos oceanos. É apenas no centro dessa esfera, onde as temperaturas e pressão são ainda maiores, que o ferro volta a se solidificar.

Os pesquisadores conhecem a maior parte dessas características a partir da análise do movimento das ondas sísmicas — causadas por terremotos — entre essas camadas. Essas ondas, no entanto, não são capazes de mostrar a temperatura nessas regiões, o que deixa de fora informações importantes para os cientistas compreenderem os movimentos dos materiais que compõem o centro da Terra. Por exemplo, a diferença entre as temperaturas do núcleo e do manto é um dos fatores responsáveis, junto com a rotação do planeta, por gerar o campo magnético da Terra.
Para descobrir a temperatura dessas camadas, os cientistas analisaram a temperatura de fusão do ferro em diferentes pressões, usando equipamentos feitos de diamante para comprimir pequenas partículas de ferro a pressões que são milhões de vezes superiores à exercida pela atmosfera. Nessas condições, os pesquisadores dispararam poderosos raios laser nas amostras, que são capazes de esquentar o material a até quase 5.000 graus Celsius. “Na prática, tivemos de superar muitos desafios experimentais, uma vez que as amostras precisam ser termicamente isoladas e não podem interagir quimicamente com o ambiente. Além disso, mesmo que uma amostra alcance temperatura e pressão extremas como as do centro da Terra, isso só vai acontecer por alguns segundos — período muito curto para determinar se o material começou a derreter ou continua sólido”, Agnès Dewaele, pesquisadora da Comissão Francesa de Energia Atômica e Energias Alternativas, responsável pela pesquisa.
A fim de superar esse problema, os pesquisadores utilizaram raios-X como ferramenta para analisar as amostras de ferro. “Nós desenvolvemos uma nova técnica onde raios-X intensos podem atingir uma amostra e deduzir se ela está sólida, liquida ou parcialmente derretida, em períodos curtos de tempo, de até um segundo. Isso é rápido o suficiente para que a temperatura e pressão das amostras sejam mantidas constantes”, disse Mohamed Mezouar, pesquisador do Laboratório Europeu de Radiação Síncrotron, um dos autores do estudo.
Assim, eles conseguiram determinaram experimentalmente que o ponto de fusão do ferro é de 4.800 graus a uma pressão de 2,2 milhões de atmosferas — os limites do equipamento. Utilizando modelos matemáticos, os pesquisadores calcularam o mesmo ponto de fusão para uma pressão de 3,3 atmosferas, equivalente à sentida na fronteira entre o núcleo sólido e o liquido. O resultado foi 6.000 graus Celsius.
Os pesquisadores também descobriram por que as pesquisas anteriores haviam calculado essa temperatura de forma errada. Segundo os cientistas, a partir dos 2.400 graus, um processo químico conhecido como recristalização acontece na superfície do ferro, levando a mudanças em sua estrutura. A pesquisa anterior havia usado técnicas ópticas para determinar se as amostras estavam sólidas ou líquidas, e é possível que os pesquisadores tenham interpretado a recristalização na superfície da amostra como um sinal de seu derretimento.
Glossário
Crosta
Parte mais externa do planeta, pode medir até 60 quilômetros
Manto
Camada densa feita de rochas quentes e semissólidas. Mede quase 3.000 quilômetros
Núcleo Externo
Camada líquida do núcleo, é composta principalmente de ferro e níquel
Núcleo Interno
Centro extremamente quente e sólido, formado por ferro e níquel.

8089 – Rádio – Siglas esquisitas são a sua identidade


As siglas são o RG da emissora. Elas surgiram durante a II Guerra Mundial para organizar o tráfego aéreo e marítimo e continuam em uso. Segundo o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Paulo Menecucci, toda emissora, quando começa a funcionar, recebe um prefixo (as letras) e um canal (os números). O ZY significa apenas que se trata de uma rádio. A letra que se segue determina se é AM, FM ou ondas curtas, mas a convenção varia regionalmente. Os números indicam a faixa de freqüência na qual ela transmite sua programação. “É como se fosse uma rua, reservada apenas para um tipo de onda sonora”. Assim, as transmissões de uma não interferem nas da outra, desde que não seja pirata, é claro.
O prefixo indica o caminho que a transmissão da emissora deve fazer no ar. Veja o exemplo da Rádio Guaíba AM, de Porto Alegre.
AM 720
ZYK276
O ZY mostra apenas que se trata de uma rádio comercial.
A letra K indica que a emissora é AM. Dependendo da região, outras letras podem ser usadas.
O 276 significa que a rádio encontra-se na freqüência 720 do mostrador. O número é determinado pelo Ministério das Comunicações.