8078 – Mega Byte – Chip de DNA economiza memória


O químico americano Lloyd Smith, da Universidade de Wisconsin, desenvolveu uma nova técnica para construir um chip que usa DNA em vez de circuitos de silício. Ele grudou algumas moléculas em uma placa de ouro e usou o instrumento para resolver uma conta. A tecnologia economiza memória. Enquanto os computadores tradicionais só entendem zero e um, o computador de DNA trabalha com quatro símbolos – zero, um, dois e três. Para você ter uma ideia, o número 8 para um PC se escreve 1000, ocupando quatro lugares na memória. O de DNA escreve o 8 como 20, usando só dois algarismos.

8077 – Ecologia – Um motor ajuda o outro


O Eletra 2000 realiza o desejo dos ambientalistas. Em vez de um motor convencional, daqueles que exalam monóxido de carbono aos montes, esse ônibus tem dois. Mas enquanto um funciona com combustível normal – emitindo apenas um sétimo de poluentes – o outro gera energia elétrica. Isso faz toda a diferença, pois o motor convencional trabalha só para alimentar o gerador de eletricidade, que, realmente, se encarrega de fazer o veículo andar sem deixar resíduos ou poluição. O Eletra 2000 também tem baterias que acumulam a energia excedente. Elas podem ser acionadas em ladeiras ou acelerações rápidas.

8076 – Sistema Solar – Planetas Expulsos


Sistema Solar

Essa é a descoberta inusitada que uma equipe de cientistas acaba de fazer, resolvendo um enigma da formação do Sistema Solar – calcular a que distância do Sol se formaram os planetas Urano e Netuno.
Foi o matemático francês Pierre Simon de Laplace (1749-1804) quem descobriu que o Sol e os corpos à sua volta foram feitos de gás e de poeira encontradas em nuvens pelo Cosmo. Como essas partículas se atraem por meio da gravidade, elas se concentram num volume cada vez menor e mais denso. Assim, 100 milhões de anos depois de esse processo começar, a maior parte da nuvem vira uma bola central gigante – o embrião do Sol – e o resto do material se aglomera em bolotas menores – os planetas.
A teoria de Laplace funciona bem, mas tem lacunas. Ela não explica, por exemplo, onde nasceram os planetas. Daí o entusiamo provocado em dezembro passado pelo estudo liderado pelo físico canadense Edward Thommes, da Universidade Queens, em Kensington, Canadá, publicado na revista Nature.
Mudanças radicais
Usando um supercomputador, a equipe de Thommes mostrou que Urano e Netuno surgiram perto de Saturno e de Júpiter, a cerca de 2 bilhões de quilômetros do Sol. Depois, sacudidos pelos puxões gravitacionais de Júpiter, foram expulsos do local de nascimento, iniciando uma viagem que os levou, lentamente, até as órbitas onde estão atualmente, a quase 4 bilhões de quilômetros da estrela. Uma viagenzinha de 2 bilhões de quilômetros.
Há apenas algumas décadas, a sugestão de que corpos tão grandes e pesados como os planetas poderiam mudar de órbita seria considerada absurda. Mas, depois que os cientistas começaram a empregar computadores capazes de simular a evolução de um sistema planetário, o conhecimento mudou. A máquina analisa uma montanha de dados, como a massa total de gás e poeira que serve de matéria-prima na construção dos mundos ou a atração da gravidade entre essas partículas sólidas e gasosas. Em seguida, deduz o que acontece com a nuvem à medida que passam os milênios.
As simulações eletrônicas alteraram as concepções sobre a origem dos mundos. Antes se achava que eles tinham sido criados nas órbitas que ocupam atualmente. Mas, desde o início dos anos 70, o computador passou a contar uma outra história. Ele sugeriu que os planetas surgem em grupos. Com humor, os astrônomos dão a esse movimento de astros enormes, que aparecem coletivamente e dominam a formação de planetas menores, o nome de crescimento oligárquico.

Desde o século XVIII observam-se massas de gás e poeira no céu, mas só nos anos 60 viu-se que eram criadas por estrelas velhas que explodem e espalham sua massa pelo espaço. Antes disso, as primeiras estrelas devem ter sido feitas com o hidrogênio gasoso gerado pelo Big Bang, a detonoção que criou o Universo.
Pirueta espacial
Há mais de 4,5 bilhões de anos, quando era somente uma bola incandescente no espaço, o planeta Netuno sofreu sucessivos puxões de Júpiter (que não aparece na ilustração). Como resultado, saiu de sua órbita original e foi parar onde está hoje, muito longe do Sol. Ao fundo você vê a nossa estrela-mãe ainda em formação.
O Sistema Solar nasceu de uma imensa nuvem de matéria. São partículas de gás e poeira que se atraem por meio da gravidade e ficam cada vez mais concentradas.
O ajuntamento é maior perto do centro, onde começa a surgir o Sol, como indica o ponto amarelo no centro da ilustração.
Aos poucos, o gás e a poeira também se acumulam em outras partes da nuvem, dando origem aos planetas.
A turbulência criada pelo planetão equivale às ondas que um barco faz na água.
O líquido agitado se acumula em certos pontos e, em outros, forma depressões.
O movimento do corpo celeste também gera vazios em algumas áreas enquanto amontoa poeira e gás em outras.

8075 – Terapia gênica lançada na Europa marca 60 anos da decifração da estrutura do DNA


Seis décadas depois que o americano James Watson e o britânico Francis Crick contaram vantagem num pub de Cambridge (Reino Unido), dizendo que tinham descoberto “o segredo da vida” ao decifrar a estrutura do DNA, a pesquisa sobre genética vive um momento ambíguo, no qual triunfos se misturam a uma lista de mistérios que ainda é um bocado comprida.
O aniversário de 60 anos da descoberta de Watson e Crick, publicada em 25 de abril num artigo na revista científica “Nature”, acontece no ano em que o primeiro tratamento cujo objetivo é alterar o DNA do paciente chega ao mercado dos países desenvolvidos.
Trata-se do Glybera, que usa um gene humano, carregado por um vírus, para corrigir uma rara doença metabólica, a LPLD.
A doença impede que o organismo absorva corretamente certos tipos de gordura, o que causa problemas no pâncreas. No mercado europeu, onde foi aprovado, o tratamento deverá custar cerca de US$ 1 milhão por paciente.
“É uma coisa que só dá para fazer na Europa por enquanto, porque o sistema de saúde de lá absorve esse custo”, explica Carlos Frederico Menck, biólogo do Instituto de Ciências Biomédicas da USP que estuda o uso de vírus como “entregadores” de genes terapêuticos.
Mais importante ainda, usando um sistema de cultivo em células de insetos, os criadores da terapia parecem ter resolvido outro velho problema da terapia genética: a quantidade de vetores virais necessária para se conseguir um efeito duradouro.
“Estou muito otimista em relação à perspectiva de que século 21 seja o século da terapia gênica, combinada com a terapia celular”, diz ele. “Pode ser que eu ou você não vejamos isso, mas as coisas estão caminhando –ainda que numa velocidade que é naturalmente lenta.”
É mais difícil, no entanto, pensar na aplicação generalizada desse tipo de terapia em doenças mais comuns, como o câncer, pondera Emmanuel Dias-Neto, do Laboratório de Genômica Médica do Hospital A.C. Camargo, “pelo menos no estágio atual”.
“Em geral, para uma entrega eficiente da terapia, você tem de ter acesso às células-alvo. Se temos acesso, é preferível remover o tumor, e não tratá-lo”.
Ainda sem aplicações médicas imediatas, outra área que tem ganhado força é a chamada biologia sintética. É mais do que uma versão um pouco mais complicada dos velhos organismos transgênicos: em vez de inserir um único gene de água-viva num embrião de coelho para fazê-lo brilhar no escuro, digamos, o plano é montar genomas customizados “do zero”.
“Atualmente, o maior desafio desse campo é produzir a primeira célula bacteriana sintética”, explica Igor Schneider, da UFPA. Esses organismos teriam aplicações econômicas, como a produção de plástico “verde” ou a limpeza de áreas poluídas.
Mas há quem fale em ir mais longe. George Church, da Universidade Harvard, diz que seria viável usar as técnicas da biologia sintética para alterar totalmente o genoma de um elefante moderno, digamos, para que ele se assemelhe ao de um mamute, ressuscitando espécies extintas.

terapia gênica

8074 – Física – Por que os corpos caem?


Como vimos em outros capítulos, a explicação foi dada pelo físico inglês Isaac Newton há mais de 300 anos. Consta que a inspiração lhe veio ao observar a queda de uma maçã. Se os corpos caem, deduziu ele, é porque a Terra os atrai. Tal força é chama de força gravitacional. Ele descobriu que aquela força também estava relacionada ao movimento dos planetas, além de impedir que eles se soltem em qualquer direção do Universo, por isso pode-se afirmar que a gravitação é universal.
Newton foi o 1° a formular a lei, expressando-a em termos matemáticos que podiam ser empregados em cálculos.
Enunciado:
Dois corpos quaisquer se atraem com uma força diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas distâncias.
F = G m1.m2/d²
F = força de atração gravitacional
G = constante de gravitação universal
m1 e m2 = massa dos corpos
d = distância entre os corpos