8067 – Planeta Terra – Futuro Sombrio


lixo-espacial-satelites-na-terra

☻ Mega Cronologia

6 milhões de anos atrás
A linhagem evolutiva que levaria ao ser humano diverge da de seus primos mais próximos, os chimpanzés.
200 mil anos atrás
Depois do surgimento de várias formas intermediárias, como os australopitecos e o Homo erectus, aparecem os primeiros fósseis do homem moderno (Homo sapiens), com a anatomia atual, na África. Nessa época, o H. erectus ainda não estava extinto, assim como os neandertais, primos da humanidade com nível similar de inteligência.
6 mil anos atrás
A escrita começa a ser desenvolvida na Mesopotâmia, permitindo o registro histórico. Depois do desenvolvimento da agricultura, é a mais revolucionária tecnologia do homem para perpetuar sua existência e suas tradições.
Hoje
Mais um grande evento de extinção de espécies se abate sobre a Terra. A contagem final da matança ainda não foi concluída, mas sabe-se que a cada dia novas espécies são extintas. As razões são a ação humana com a destruição de ecossistemas e a mudança climática causada pela emissão de gases estufa.
Nos próximos 50 milhões de anos
Estima-se que um asteroide de grande porte, como o que extinguiu os dinossauros, colida com a Terra a cada 100 milhões de anos, aproximadamente. É de supor que a próxima colisão do tipo aconteça entre hoje e os próximos 50 milhões de anos. Caso não tenhamos tecnologia para prever e evitar essa catástrofe, pode bem ser o fim da civilização.
Entre 1 e 2 bilhões de anos
O Sol paulatinamente aumenta seu brilho. Hoje estamos numa posição privilegiada do Sistema Solar, em que sua radiação chega a nós na medida certa, sem nos fritar. Contudo, daqui a 1 bilhão de anos, o nível de radiação será tal que os oceanos todos começarão a evaporar. A atmosfera ficará tão densa que causará um efeito estufa descontrolado. A Terra ficará semelhante a Vênus, com temperaturas acima dos 400 ºC. A vida será extinta.

Em 3 bilhões de anos
A galáxia de Andrômeda, nossa vizinha, e a Via Láctea entram em colisão. Será um zum-zum-zum danado de estrelas, numa dança gravitacional imprevisível. Colisões entre estrelas são muito raras, mesmo em eventos assim, de modo que o Sol provavelmente sobreviverá à fusão galáctica. Contudo, é possível que isso desestabilize o sistema solar, com estrelas passando de raspão e desgarrando seus planetas. Se a Terra resistirá ao processo, ninguém sabe – possivelmente sim.
Em 5 bilhões de anos
Estrelas como o Sol (anãs amarelas tipo G) costumam ter combustível para queimar durante cerca de 10 bilhões de anos. Depois disso, o hidrogênio no núcleo se esgota e ela precisa usar outros elementos na fusão nuclear. Essa “escalada” faz com que ela se torne uma gigante vermelha – estrela velha, fria, mas extremamente inchada. Sua atmosfera vai roçar a órbita da Terra e, provavelmente, engolfá-la. Provavelmente será esse o fim do nosso planeta.
Em 6 bilhões de anos
Depois de “soprar” boa parte de sua massa (a atmosfera) como gigante vermelha, quando não houver mais energia suficiente para produzir a fusão dos elementos mais pesados, o núcleo solar será tudo que restará – uma anã branca. O calor remanescente aos poucos irá se dissipando no espaço. Mesmo que a Terra sobreviva à fase de gigante vermelha (a essa altura sem atmosfera), sem o poder do Sol para aquecê-la, ela se tornará mais inóspita que Plutão.
Em 1 quatrilhão de anos
O calor solar terá se esvaído, transformando a anã branca que restou do Sol numa anã negra – isso se antes ele e o sistema solar já não tiverem sido engolidos por um buraco negro, em meio às andanças em órbita da galáxia que resultará da colisão da Via Láctea com Andrômeda. O quê, de certa forma, espelha o fim do Universo, conforme prossegue em sua expansão acelerada. Ao final, só restarão buracos negros e rochas geladas. Um destino desanimador para o Cosmo, outrora cheio de vida.

8066 – Planeta Terra – O fim do campo magnético


Uma das coisas mais sensacionais a respeito do nosso planeta é a maneira como seu interior liquefeito o transforma numa espécie de gigantesco eletroímã. Mais ou menos como acontece dentro de uma panela em ebulição, os metais derretidos no coração da Terra circulam por convecção, o que leva ao surgimento de correntes elétricas (por causa dos elétrons em movimento no metal) e, com base nelas, ao nascimento de um campo magnético.
Tal campo é parte importante da armadura protetora do nosso planeta diante das ameaças do espaço, e sua orientação em relação ao eixo da Terra é responsável por determinar o “norte magnético” apontado pelas bússolas. O problema é que, de tempos em tempos, esse campo enfraquece antes de inverter sua orientação – e talvez suma totalmente nesses momentos, deixando-nos bem mais vulneráveis.
Como diabos é possível saber que, no passado distante, algo tão aparentemente imaterial quanto um campo magnético mudou sua orientação? Graças às rochas vulcânicas. Materiais desse tipo contêm quantidades apreciáveis de elementos como o ferro, o qual, como sabemos, responde com facilidade a um campo magnético. Conforme essas rochas vão se solidificando após deixar o interior tórrido da crosta terrestre, o ferro (e outros elementos) em sua composição acabam ficando alinhados, seguindo a orientação do campo magnético.
A questão é que, conforme rochas vulcânicas mais e mais antigas eram estudadas, os geólogos passaram a verificar que essa orientação às vezes estava invertida. Na verdade, hoje se sabe que a atual orientação do campo magnético terrestre tem “apenas” 780 mil anos e que, quanto mais se recua no tempo, mais reversões aparecem, ocorrendo num ritmo aparentemente aleatório.
O que parece acontecer é que os movimentos de material líquido no interior da Terra são inerentemente caóticos, e isso às vezes acaba levando ao enfraquecimento e à subsequente reversão da polaridade do campo magnético. E é aí que mora o perigo.
A boa notícia é que os estudos sobre as reversões de polaridade anteriores indicam que o campo magnético nunca some totalmente antes de se inverter.
O campo magnético funciona como uma barreira importante para partículas de alta energia que chegam até nós vindas do espaço, como os raios cósmicos, que são cancerígenos. Com seu enfraquecimento, a Terra seria bombardeada por um nível elevado dessas partículas, talvez resultando numa epidemia de câncer. Se o campo magnético sumisse totalmente, até a densidade da atmosfera poderia ser afetada.

8065 – Sociedade – O Aborto


A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gestações. Ele é caracterizado pelo término da gravidez de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião.
Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes.
Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante.
Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos.
Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública.
Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados.
Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.

8064 – Microbiologia – Bactérias que comem lixo


Bactérias que se alimentam de enxofre podem ser a solução para a contaminação causada pelas pilhas alcalinas usadas, afirmam cientistas da Universidade Nacional de San Martín.
Os pesquisadores desenvolveram um reator experimental depois de isolar a bactéria Acidithiobacilus thiooxidans, que habita as austrais termas de Copahue, na província de Neuquén, já utilizada com êxito na metalurgia do cobre e do ouro. Os cientistas colocaram as bactérias no reator com pilhas usadas. Após um período, os microorganismos transformaram o enxofre em ácido sulfúrico, que dissolveu completamente as bactérias.
Os restos metálicos podem ser recuperados através de técnicas de eletrólise. O reator funciona bem e poderia ser utilizado em grande escala por seu baixo custo e escasso impacto ambiental, disse o biotecnologista Gustavo Curutuchet, da Universidade de San Martín.
Os cientistas já desenvolvem, há anos, bactérias que degradam lixo tóxico, orgânico e hospitalar – mas nenhuma delas, até agora, podia trabalhar em ambientes altamente radioativos. As bactérias sempre sucumbiam diante a radiação. Michael Daly, um biólogo molecular da University of the Health Sciences, em Maryland, produziu uma superbactéria – Deinococcus radiodurans – que pode desentoxicar mercúrio em níveis de radiação suficientemente altos para matar qualquer outra bactéria.
Bactérias que “comem lixo” combatem mau cheiro de bueiros
A Prefeitura de Curitiba está usando bactérias na limpeza de galerias e caixas de captação de águas pluviais nas principais ruas do Centro. As bactérias carregam enzimas que eliminam o material orgânico em decomposição.
A intenção é limpar a rede de captação de águas pluviais da região central e encontrar os pontos de despejos de esgoto clandestino e de emissão de material orgânico, causadores do mau cheiro.
A limpeza dos bueiros começou pelos locais onde há grande número de reclamações e depois se estenderá para outros pontos da região central. “Por causa da decomposição de material orgânico, jogado irregularmente na rede de captação de chuvas, o mau cheiro obriga comerciantes e taxistas a cobrirem os bueiros”.
Apesar de ser uma região de urbanização antiga, ainda há pontos de esgotos irregulares no centro de Curitiba. “É preciso descobrir quem polui a rede da Prefeitura e transferir as ligações clandestinas para a rede de esgoto da Sanepar”, diz o secretário municipal de Obras Públicas, Mário Tookuni. A Sanepar trabalhará em parceria com o Município.
Para fazer a limpeza, foi contratada a empresa Águas Puras – Tecnologia para o Meio Ambiente. Há 10 anos no mercado, a empresa usará uma bactéria especial, que carrega enzimas capazes de “comer” o material orgânico em decomposição. Ao serem lançadas na rede de captação de águas pluviais, as enzimas agem por 36 horas, morrendo após este período.
“O produto é aplicado há 40 anos nos Estados Unidos e é ambientalmente seguro. Estas enzimas têm a aprovação dos órgãos ambientais municipal, estadual e federal”, afirma o diretor da empresa, José Marcelo Silva de Carvalho. As equipes vão fazer o trabalho à noite, durante todo o mês de agosto, para não prejudicar o trânsito e o tráfego de pedestres.

8063 – Medicina – A Laparoscopia


laparoscopia

É um procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado sob efeito de anestesia. É um método consagrado para retirada da vesícula biliar. Também é utilizada largamente em cirurgias ginecológicas e urológicas.
O médico faz uma pequena incisão no umbigo e introduz um dispositivo fino chamado laparoscópio – Um instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos, daí o nome do exame, na forma de um procedimento cirúrgico através da qual pode-se visualizar os órgãos internos dentro do abdômen e pelve, observando se há inchaço e inflamação das trompas e ovários.
Esta técnica também é utilizada em outros tipos de cirurgias, nomeadamente em operações de articulação quando recebe o nome de artroscopia. Uma aplicação bastante comum é a cirurgia de menisco, com a grande vantagem do tempo de recuperação ser muito inferior quando comparado com o método de exposição completa do joelho, bem como o pós-operatório, sendo possível andar logo no dia seguinte à intervenção.
Complicações
A maior desvantagem é a dor e a distensão abdominal, cicatrizes permanentes, hemorragia vaginal, infecções, abcessos, hematomas, peritonites, enfisemas.
Pode haver um certo risco quando há doenças cardíacas ou respiratórias, obesidade, hérnia diafragmática, gravidez, doença inflamatória pélvica ou seu antecedente – (pela possibilidade de reativá-la), cicatrizes abdominais extensas, ou múltiplas, ou próximas ao área umbilical e cirurgia abdominal prévia.
Atualmente há exames mais seguros como a Ecografia Ginecológica C.A.D em Cor

Escola Paulista de Medicina

8062 – Curiosidades – O que são eunucos?


Eunucos eram homens castrados, que tiveram o pênis e os testículos (ou apenas os testículos) tirados fora. Os primeiros registros de homens sem testículos são do século 14 a.C. – e, ao que tudo indica, a prática sobreviveu até meados do século 20! A origem do nome ajuda a explicar o porquê dessa prática violenta: em sua origem grega, o termo eunoukhos pode ser traduzido como “guardião da cama”. No Oriente Médio e na China, eunucos foram usados como guardas ou serviçais dos haréns onde ficavam as esposas e concubinas reais. Muitos deles perdiam o bilau depois de virarem prisioneiros de guerra, mas na China muitos homens pobres submetiam-se voluntariamente à castração pra arranjar uma boquinha nos palácios da nobreza. Na Grécia antiga, a prática era usada como pena para impedir a reincidência em casos de estupro ou adultério, embora os gregos também costumassem castrar serviçais domésticos para torná-los mais dóceis e inofensivos. Uma coisa é certa: a principal finalidade da castração era tornar os eunucos sexualmente impotentes. Mas muitos que tinham só os testículos arrancados ainda eram capazes de ter ereções. Para isso, era preciso que a cirurgia ocorresse depois da puberdade. “A partir dessa idade, a testosterona, hormônio que regula o apetite sexual e tem papel fundamental na ereção, passa a ser produzido também pelas glândulas supra-renais. Elas fabricam entre 2% e 3% do hormônio. Parece pouco, mas muitas vezes o nível de hormônio era suficiente para um eunuco sustentar uma ereção”, afirma um urologista da Sociedade Brasileira de Cancerologia, em São Paulo. Alguns “desbilauzados” não tinham tanta sorte. Era o caso dos castrati, cantores que a partir do século 16 faziam papéis femininos nas óperas italianas. Como eles tinham seus testículos retirados entre os 8 e 10 anos de idade – a idéia era impedir que a voz engrossasse -, os castrati ficavam impossibilitados de ter qualquer ereção.
Império Assírio
As primeiras menções aos eunucos ocorrem no Império Assírio, que ocupou parte do Iraque e da Turquia do século 14 a.C. até o século 6 a.C. Alguns eunucos viraram altos funcionários imperiais – acreditava-se que eles eram menos corruptos porque não tinham descendentes para deixar heranças.
Império Chinês
Desde o século 12 a.C., eunucos serviam como assessores políticos dos imperadores chineses e atendentes das esposas e concubinas imperiais. A prática durou milênios e só foi extinta no país após a Revolução Republicana (1911-1912), que derrubou a monarquia.
Império Romano
No século 1, imperadores romanos empregaram eunucos como conselheiros da corte e funcionários estatais. A prática foi interrompida no ano 81 com uma lei do imperador Domiciano. Mas os eunucos ganharam sobrevida nos séculos seguintes no Império Romano do Oriente, na Ásia Menor.
Europa
Cantores de ópera castrados, conhecidos como castrati, começaram a ser empregados no século 16, quando as mulheres foram proibidas de cantar nos corais da Igreja. A castração de rapazes para servir como cantores foi abolida pelo papa Leão XIII em 1878.
Império Otomano
Nesse Império, que dominou a Turquia de meados do século 14 a 1922, os eunucos eram empregados nos palácios e na residência de qualquer pessoa que pudesse pagar por eles. A partir do século 16, os haréns da corte otomana eram guardados por eunucos negros, trazidos como escravos da Etiópia e do Sudão.
Seitas Religiosas
No século 3, a seita dos Valesii, que floresceu no território da Jordânia, castrava seus integrantes como forma de servir a Deus. A mesma coisa rolava na seita cristã Skoptzy, que se espalhou por regiões da Rússia e Romênia entre os séculos 18 e 20.

8061 – Medicina & Saúde – O Estresse


estresse

Pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.
O termo estresse foi tomado emprestado da física, onde designa a tensão e o desgaste a que estão expostos os materiais, e usado pela primeira vez no sentido hodierno em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature.
O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
O termo estresse, agaste ou consumição, foi usado por Selye (1976) com um sentido neutro – nem positivo nem negativo. le o definiu como “reação não-específica do corpo a qualquer tipo de exigência” ou falta de esportes físicos. A partir dessa definição Selye diferencia dois tipos de estresse: o eustresse (eustress) ou agaste, que indica a situação em que o indivíduo possui meios (físicos, psíquicos…) de lidar com a situação, e o distresse (distress) ou esgotamento, que indica a situação em que a exigência é maior do que os meios para enfrentá-la.
Reação de emergência
Uma das primeiras teorias do estresse, apresentada pelo fisiologista Walter Cannon em 1914, ainda antes de a palavra ser utilizada com o sentido atual, foi a chamada “teoria da luta ou fuga” (fight-or-flight). Segundo essa teoria em situações de emergência o organismo se prepara para “o que der e vier”, ou seja, para lutar ou fugir, segundo o caso. Esse tipo de reação foi observado em animais e em humanos. Estudos empíricos puderam observar um outro tipo de reação, chamado “busca de apoio” (tend-and-befriend), observado pela primeira vez em mulheres. Essa outra reação ao estresse caracteriza-se pela busca de apoio, proteção e amizade em grupos.
Reação de alarme: a glândula hipófise secreta maior quantidade do hormônio adrenocorticotrófico que age sobre as glândulas supra-renais. Estas passam a secretar mais hormônios glicocorticóides, como o cortisol. Este por sua vez inibe a síntese proteica e aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos. Todo esse processo provoca um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glucose, aumentando assim o nível de açúcar no sangue – a excessiva produção de açúcar poder levar a um choque corporal. Outra consequência da inibição da síntese de proteínas é a inibição do sistema imunológico.
Estágio de resistência: caracterizado pela secreção de somatotrofina e de corticóides. Gera, com o tempo, um aumento das reações infecciosas.
Estágio de esgotamento: não cessando a fonte de estresse, as glândulas supra-renais se deformam. Doenças de adaptação podem aparecer.
Embora a reação mais descrita seja a de fuga-ou-luta, no ano 2000 surgiu uma nova visão sobre o fenômeno, distinguindo a forma de reagir dos homens e mulheres. Estas seriam menos propensas a lutar ou fugir, apresentando reação de cuidado com a prole, mediada por neurotransmissores diferentes dos que atuam nos homens.
Estresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos. Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. À noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, os dois mal têm forças para trocar de roupa e cair na cama.
A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte.
A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem.
É pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga. Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável.
O estresse é uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo. Embora a tendência do indivíduo seja elaborar estratégias para resolvê-las, muitas vezes, ele vai se adaptando às exigências do chefe intransigente, à situação econômica difícil, aos revezes do dia a dia. Se não conseguir criar essas estratégias, seu organismo não irá reagir convenientemente diante dos problemas e dará sinais de cansaço que podem afetar os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o comportamento do dia a dia. A continuidade dessa situação afeta a pessoa, exaurindo suas forças e ela cai num estado de exaustão, de estresse propriamente dito. Caso não consiga reverter o processo, as consequências não tardarão a surgir: aumento da pressão arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores musculares, nas costas, na região cervical, alterações de pele, etc. Daí a importância de a pessoa estar alerta para os sinais que o corpo registra.
O estresse não está categorizado na classificação internacional das doenças. O que se observa, porém, já há algumas décadas, é que ele está presente nos consultórios dos médicos de diversas especialidades: cardiologistas, pneumologistas, endocrinologistas, clínicos gerais, psiquiatras. Isso leva a crer que, em breve, haverá uma modificação no Código Internacional de Medicina e ele será considerado uma categoria diagnóstica. Atualmente, é classificado como uma síndrome que afeta vários órgãos.

8060 – Medicina – O que é a catarata?


catarata

Trata-se de uma patologia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. Pode ser desencadeada por vários fatores, como traumatismo, idade, Diabetes mellitus, uveítes, uso de medicamentos,etc.. Tipicamente apresenta-se como embaçamento visual progressivo que pode levar a cegueira ou visão subnormal.
É uma doença conhecida há milhares de anos e sua cirurgia já é realizada há séculos.
Atualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata consiste na remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração do núcleo, num processo chamado Faco-emulsificação, e posterior implante de uma lente intra-ocular.
A evolução da técnica permite hoje incisões muito pequenas, entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e possibilita que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios), saindo da sala de cirurgia já enxergando, com uma visão bem próxima da visão esperada, a qual costuma ocorrer em cerca de 1 mês após a cirurgia.
Também presente em animais
A catarata é um problema oftalmológico também em muitos animais, levando à cegueira. As principais causas são genéticas, inflamação no tecido intra-ocular, males da retina, traumatismo, diabetes e a idade.
As causas são também, na maioria das vezes associadas à idade do animal: se até 2 anos deve ser congênita (como o estado de saúde materno) ou hereditária; entre 2 a 5-6 (catarata juvenil), pode ter causas diabetogênicas, traumas, etc. a partir dos 6 anos nos cães, ou 20 anos nos cavalos, a catarata é senil.
Algumas raças caninas são propensas à doença, dentre as quais o Afghan Hound, Beagle, Cavalier, Cocker Spaniel, Golden Retriever, Husky Siberiano, Pastor Alemão, Pointer, Poodle (Toy e Miniatura), entre outros.
Não há outro tipo de tratamento, além do cirúrgico, com índice de sucesso em torno de 90%.

8059 – Planeta Terra – A Desertificação


deserto

É o fenômeno que corresponde à transformação de uma área num deserto. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a desertificação é “a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas”. Considera as áreas suscetíveis aquelas com índice de aridez entre 0,05 e 0,65. A ONU adotou o dia 17 de Junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação.
O termo desertificação tem sido muito utilizado para a perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de suporte e de sustentabilidade. O processo é pouco perceptível a curto prazo pelas populações locais. Há também erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas.
O que acontece é um processo em que o solo de determinados lugares começa a ficar cada vez mais estéril. Isso quer dizer que a terra perde seus nutrientes e a capacidade de fazer nascer qualquer tipo de vegetação, seja florestas naturais ou plantações feitas pelo ser humano.
Sem vegetação, as chuvas vão rareando, o solo vai ficando árido e sem vida, e a sobrevivência fica muito difícil. Os moradores, agricultores e pecuaristas geralmente abandonam essas terras e vão procurar outro lugar para viver.
No caso de desertos arenosos, origina-se a partir do empobrecimento do solo e consequente morte da vegetação, sendo substituída por terreno arenoso. No caso dos desertos polares, a causa evidente é a temperatura extremamente baixa daquelas regiões.
Nas regiões semiáridas e semiúmidas secas, a ação humana intensifica os processos de desertificação. As atividades agropecuárias insustentáveis são responsáveis pelos principais processos: a salinização de solos por irrigação, o sobrepastoreio e o esgotamento do solo pela utilização intensiva e insustentável dos recursos hídricos por procedimentos intensivos e não adaptados às condições ambientais, além do manejo inadequado na agropecuária.
O crescimento demográfico e a consequente demanda por energia e recursos naturais também exerce pressão pela utilização intensiva do solo e dos recursos hídricos.
As consequências deste processo geram grandes problemas sociais, econômicos e culturais. Em primeiro lugar, reduz a oferta de alimentos. Além disto, há o custo de recuperação da área ambiental degradada. Do ponto de vista ambiental, a perda de espécies nativas vegetal e animal é uma consequência funesta. Isso se caracteriza pelo próprio nome segundo o entendimento da Organização das Nações Unidas, uma vez que o clima se transforma em deserto, somente algumas espécies conseguem se adaptar, como as Cobras e Ratos. Onde temos noites invernais de baixa temperatura e dias de verão rigorosos de mais de 40 graus centígrados, ou seja, no deserto não existe a chamada meia estação. O outono e a primavera. note-se, atualmente o tempo de primavera e outono está diminuindo e o tempo de verão e inverno está aumentando no mundo inteiro, segundo estatísticas nas obras de renomados especialistas em climatologia.
Finalmente, os problemas sociais: a migração das populações para os centros urbanos, gerando a pobreza, o desemprego e a violência. Isto estabelece um desequilíbrio entre as diversas regiões mundiais, uma vez que as áreas suscetíveis à desertificação encontram-se em regiões pobres onde existe a ignorância com relação ao uso do solo e também onde já há uma desigualdade social na educação ambiental a ser vencida.
O risco de desertificação atinge 40% da superfície terrestre, considerando regiões urbanas e rurais nesse processo, segundo os climatologistas, envolvendo uma população de 2,6 bilhões de pessoas pelo menos, tendendo ao crescimento. Na África, estima-se que sejam 200 milhões de pessoas atingidas pelo processo somente na região subsaariana. A degradação nos vários países subsaarianos varia de 20% a 50% do território.

desertificação

Na Ásia e na América Latina, são mais de 357 milhões de hectares afetados. A cada ano, perde-se 2,7 bilhões de toneladas de solo.
As adaptações a estas mudanças provocam mais pressões sobre o uso do solo, aumentando sua degradação pelo manejo inadequado.
Em agosto de 2010, a ONU está lançando a Década da ONU sobre Desertos e de Combate à Desertificação, a fim de fortalecer o combate ao processo e conscientizar sobre a questão.
No Brasil, as áreas susceptíveis à desertificação são as regiões de clima semiárido ou subúmido seco, encontrados no Nordeste brasileiro e norte de Minas Gerais. Situam-se nesta região suscetível 1201 municípios, numa área de 1.130.790,53 km², 710.437,30 km² (62,8 %) de clima semiárido e 420.258,80 km² (37,2 %) de clima subúmidos secos.
As queimadas são um sério agravante desse processo. Comumente utilizadas nessas regiões para “limpeza” do solo, as queimadas destroem a microfauna do solo, micro-organismos que interagem e participam de diversos ciclos inorgânicos, como o ciclo do nitrogênio. A destruição desses micro-organismos prejudica a fertilidade do solo e diminúi a quantidade de nutrientes disponíveis. As consequências das queimadas permanecem por diversos anos.
São quatro os núcleos de desertificação intensa, que abrangem uma área de 18.743,5 km²: Gilbués-PI, Irauçuba-CE, Seridó-RN e Cabrobó-PE. O semi-árido brasileiro também apresenta em 10% de sua área processos graves de desertificação.
Para combater estes efeitos foi criado o Programa de Ação Nacional de combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN), sob coordenação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. O programa envolve poderes públicos e a sociedade civil para definir diretrizes e ações para combater e prevenir a desertificação no país.
Em julho de 2008 foi criada a Comissão Nacional de Combate à Desertificação,6 coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, com a função de estabelecer estratégias de combate à desertificação e mitigar os efeitos da seca, bem como implementar os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, promulgada pelo Decreto nº 2.741, de 20 de agosto de 1998. A Comissão é de caráter interministerial e conta com membros do Ministério da Integração Nacional, do [[Ministério do Planejalol ], Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Educação e Ministério das Cidades.

8058 – Nutrição – O Cálcio


Concluiu-se em pesquisas feitas nos EUA que a metade dos adultos não ingerem cálcio em quantidade suficiente e isso contribui para uma epidemia de ossos frágeis e fraturas. Mais de 25 milhões de pessoas nos EUA sofrem de osteosporose.

alimentação

O cálcio é um elemento químico, símbolo Ca, de número atómico 20 (20 protãos e 20 eletrãos) e massa atómica 40 unidade de massa atómica.
É um metal da família dos alcalino-terrosos, pertencente ao grupo 2 da classificação periódica dos elementos químicos.
Foi isolado pela primeira vez em 1808, em uma forma impura, pelo químico britânico Humphry Davy mediante a eletrólise de uma amálgama de mercúrio (HgO) e cal (CaO).
O cálcio é armazenado no Retículo endoplasmático das células. Atua como mediador intracelular, cumprindo uma função de segundo mensageiro como, por exemplo, o íon Ca2+, que intervém na contração dos músculos. Também está implicado no controle de algumas enzimas quinases que realizam funções de fosforilação como, por exemplo, na proteína quinase C (PKC). O cálcio participa de funções enzimáticas de maneira similar à do magnésio em processos de transferência do fosfato como, por exemplo, a enzima fosfolipase (A2). Ainda interfere nos processos de transcrição, ativação de genes e apoptose.
O cálcio é o metal mais abundante no corpo humano, especialmente na forma de compostos como o carbonato de cálcio. De aproximadamente 1200 gramas de cálcio encontrados em um adulto, 1110 gramas estão nos tecidos ósseos. Os 90 gramas restantes são utilizados para diversas funções, tais como: atividades das membranas celulares, contrações musculares, impulsos nervosos, controle de acidez do sangue, divisão celular, controle hormonal e na coagulação sanguínea.
Muitos compostos contendo cálcio já eram conhecidos desde a antiguidade pelos indianos, egípcios, gregos e romanos. Os romanos já preparavam a cal, ou calx (óxido de cálcio, CaO) desde o século I; em 975 d.C., o gipso desidratado (gesso, CaSO4) já era citado na literatura da época para “engessar” pernas e braços quebrados; O gesso, como a cal, já era utilizado para alvenaria.
É o quinto elemento em abundância na crosta terrestre (1,6% em massa) e cerca de 8% da crosta da Lua. Não é encontrado em estado nativo na natureza, estando sempre como constituinte de rochas ou minerais de grande interesse industrial, como as que apresentam em sua composição carbonatos (mármore, calcita, calcário e dolomita) e sulfatos (gipso, alabastro) a partir dos quais se obtêm a cal viva , o estuque, o cimento, etc. Outros minerais que o contêm são a fluorita (fluoreto), apatita (um fluorfosfato da cálcio) e granito (rochas silicatadas).
Em sua forma pura, o cálcio se apresenta como um metal de baixa dureza, prateado, que reage facilmente com o oxigênio presente no ar e na água.
O cálcio é essencial para a transmissão nervosa, coagulação do sangue e contração muscular; atua também na respiração celular, além de garantir uma boa formação e manutenção de ossos e dentes. Por sua presença na formação óssea o cálcio é um dos elementos mais abundantes no corpo humano.
Recentemente foi descoberto que o cálcio ajuda na produção dos líquidos linfáticos.Segundo estudo sueco do Instituto Karolinska, o consumo diário de cerca de 2000 mg de cálcio reduz em 25% o risco de morrer de qualquer doença e 23% o de morrer em decorrência de problemas cardiovasculares.
Por ser essencial para o funcionamento do organismo, quando existe deficiência de cálcio na corrente sanguínea (por má alimentação, questões hormonais ou outros motivos) o corpo tende a repor a deficiência retirando cálcio dos ossos. A deficiência de cálcio pode levar a osteopenia e osteoporose, na qual os ossos se deterioram e há um aumento no risco de fraturas, especialmente nos ossos mais porosos.
Sua deficiência também pode causar agitação, unhas quebradiças, propensão a cáries, depressão, hipertensão, insônia, irritabilidade, dormência no corpo e palpitações.
Seu excesso pode ocasionar as conhecidas “pedras” no rim, que são na verdade pequenos aglomerados de uma substância conhecida como oxalato de cálcio. Este tipo de formação é mais comum em decorrência da ingestão de cálcio de origem mineral (presente no solo e consequentemente na água de determinadas regiões) e também em alguns suplementos alimentares, já que este tipo de cálcio não é muito bem absorvido pelo organismo.4 Ingestão de água em quantidade suficiente ajuda evitar as pedras nos rins.
Consumir cálcio em excesso também pode ocasionar a redução de outros minerais, como magnésio.
Seu excesso também pode causar anorexia, dificuldade de memorização, depressão, irritabilidade e fraqueza muscular.
Os principais alimentos fontes de cálcio são 8 :

100g de gergelim: 1160mg de cálcio
100g de semente de Chia: 1476 mg de cálcio
100g Tofu (queijo de soja): 128mg de cálcio
100g de salsa 203mg de cálcio
100g de grão de bico 150mg de cálcio
100g de alga hijiki 1400mg de cálcio
100g Leite de vaca: 118mg de cálcio
hortaliças da espécie Brassica oleracea (couves): como brócolis, couve-flor, couve, repolho
algas marinhas, gergelim integral, amêndoas, feijões
verduras verde escuras (com exceção do espinafre, devido ao alto teor de ácido oxálico)
laticínios (leite e derivados, como iogurte e queijo; embora não seja indicados porque não são bem absorvidos pelo ser humano)
Exercícios físicos
Exercícios físicos que envolvam impulsionamento de peso (ex.: halterofilismo, caminhada e basquetebol) contribuem para a fixação de cálcio nos ossos. Especialmente na adolescência (até os 22 anos), já na idade adulta os exercícios mantêm e podem aumentar a massa óssea em 1 ou 2%.

8057 – Seitas – Um guro do espaço


Trigueirinho

Para alguns é lunático e charlatão, para outros é guia. O polêmico Trigueirinho afirma que o crescimento espiritual da humanidade está ligado a seres extraterrestres e a civilizações intraterrenas.
Ex-radialista, gerente de hotel, dono de restaurante e cineasta aclamado, foi ele quem dirigiu o filme Bahia de Todos os Santos, de 1960, é também autor de mais de 70 livros, publicados em vários idiomas, em que afirma que a conquista de nossa paz espiritual não está aqui na Terra. A chave para o futuro do homem estaria em comunidades intraterrenas, contatos com extraterrestres e até em um novo código genético que estaria em formação na humanidade.
Segundo afirma, sua vida foi marcada por um encontro decisivo, ocorrido em 1988: ele estava numa região montanhosa da Argentina quando teria tido contato com um extraterrestre evoluidíssimo, que o ensinou a separar a sua consciência do corpo, o que lhe teria permitido a ter acesso a outras dimensões com as quais jamais sonhara. Em seu glossário esotérico, fala do papel de tais seres alienígenas: eles exerceriam mais ou menos a mesma função dos santos católicos. As mensagens que eles trazem são de paz, esperança e equilíbrio e tanto no caso dos santos quanto dos Ets, é preciso ter fé para acreditar.
Outra afirmação controversa é a de que as aparições de Virgem Maria e as de Fátima de Lourdes, na verdade seriam projeções tridimensionais, como hologramas, enviados por entidades evoluídas, do espaço e do centro da Terra, para conduzir o ser humano ao crescimento espiritual.
Suas teorias sobre
Jesus – “Cristo é energia cósmica de unificação e não um indivíduo; está em todos, exprime-se com liberdade naqueles que pronunciam etapas futuras de aperfeiçoamento do gênero humano.”
Deus – “Denominamos o quer de mais elevado se possa conceber. Em estados evolutivos iniciais, é tido como um ser pessoal, externo; em fases mais adiantadas, é reconhecido como essência impalpável e buscado no mundo inteiro.”
Igreja – “Em certos textos ocultistas, tais termos tem o significado velado de hierarquia interna da Terra. Uma estrutura que propicia o despertar e o desenvolvimento da consciência do ser humano e funciona como veículo para expressão da alma de indivíduos que estão reunidos em nome de uma mera única.”
Além dos livros, Trigueirinho compartilha sua mensagem em palestras semanais que vêm sendo gravadas, organizadas em séries e publicadas pela Irdin Editora –- há mais de 1.600 títulos gravados. Algumas vêm sendo publicadas com tradução simultânea para o inglês e para o alemão. Outras foram traduzidas para o espanhol, o francês e o italiano ou gravadas nesses idiomas pelo próprio autor. Nestas palestras, que podem ser acessadas no site da editora, Trigueirinho procura estimular leitores e ouvintes a descobrirem o próprio eu profundo e a vida maior em que estão imersos, realidades das quais todos podemos estar cientes.
Nota do Portal Espírita sobre sua filosofia
E Trigueirinho é um desses espíritos iluminados encarnados atualmente na Terra. Entre muitas coisas importantes, ele nos ensina o domínio de nosso ego, sem o que ninguém passa pela Porta Estreita. É o que disse o Nazareno: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo.” A sua instituição tem hoje vários núcleos espalhados pelo Brasil e alguns países. Esses núcleos são como que uma espécie de mosteiros espirituais, mas sem discriminar nenhuma religião. O mais importante desses núcleos, uma espécie de matriz dos outros, recebe visitantes de todo o Brasil e de vários países europeus, pois é onde mora Trigueirinho. Localiza-se em Figueira, no Município de Carmo da Cachoeira, Sul de Minas. E ocupa 5 fazendas doadas à sua instituição. Os que são moradores internos fixos em Figueira são celibatários. E são todos totalmente vegetarianos, não consumindo, pois, nenhuma espécie de carne, ovos, leite e seus derivados. A tônica da sua filosofia é o amor a Deus, ao próximo, aos animais e à natureza. Dos seus 70 livros traduzidos para várias línguas, extraímos de “Mensagens para uma Vida de Harmonia” alguns excertos: “No caminho interior as únicas bagagens necessárias são o amor e a prontidão para servir”. Também Jesus nos ensina o amor e o servir. E disse que não veio para ser servido, mas para servir. “Na escala evolutiva não se saltam etapas e existe sempre algo a fazer para galgar o degrau seguinte”. Essa idéia da nossa evolução é corroborada pelo Apóstolo Paulo: “Até que todos cheguemos à estatura mediana de Cristo.”(Efésios 4,13). “Quando um animal convive conosco e tudo espera de nós, que resposta lhe damos? E que dizer da nossa indiferença aos irmãos da mesma espécie, que ainda vivem em condições subumanas sob a nossa vista? Por onde começar a cura? Não seria por nós mesmos?” “A vontade humana baseia-se em experiências passadas. Prende-se ao que é conhecido e agradável e quer repetir as boas vivências que teve anteriormente; não tem poder para levar-nos ao que seria novo em nossa vida.” Como se sabe, a reencarnação é ensinada pela Bíblia e todas as demais escrituras sagradas.

8056 – Religião – Os papas do século 20


Leão XIII (1878-1903) O papa da transição para o século 20 escreveu cerca de 50 encíclicas, nas quais se pronunciou sobre a paz, justiça social e direitos humanos.
Pio X (1903-14) – Conservador, condenou as ideias modernistas. Também tentou impedir o início da 1ª Guerra Mundial.
Bento XV (1914-22) Dedicou-se a reforma administrativa da igreja, criando dioceses no Terceiro Mundo, e ensaiou a conciliação entre as igrejas do Ocidente e do Oriente.
Pio XI – (1922-39) – Em seu pontificado, o Vaticano foi reconhecido como Estado independente e o Catolicismo se transformou na religião oficial da Itália.
Pio XII (1939-58) – Durante a 2ª Guerra Mundial, ofereceu abrigo nas igrejas de Roma a judeus que fugiam da perseguição nazista, mas foi condenado por não criticar publicamente o Holocausto.
João XXIII (1958-63) – Impressionou ao convocar o Concílio Vaticano II, cuja meta era abrir a Igreja ao mundo moderno.
Paulo VI (1963-78) Concluiu o Concílio Vaticano II e tentou manter a união dentro da Igreja ao excluir da discussão temas que dividem as religiões, como o celibato e a contracepção.
João Paulo I (1978) – Pretendia dar continuidade à abertura da Igreja iniciada por seus antecessores, mas morreu pouco mais de 30 dias após ser eleito.
João Paulo II (1978-2005)

João-Paulo-II

Um polonês no trono de São Pedro
Nome – Karol Josef Wojtyla
Nascido em 18 de maio de 1920, em Wadowice, na Polônia.
Morte – 2 de abril de 2005 em Roma.
Operário, ator e professor de Teologia.
Um poliglota que falava alemão, latim, polonês, grego, francês, inglês e russo. Visitou 129 países.
Contribuiu para a queda do regime comunista no Leste Europeu, esteve em países não católicos, estabeleceu diálogo com diferentes religiões, pediu perdão aos judeus pela omissão católica durante o Holocausto, clamou pela paz.
Desagradou ao reprovar o uso de preservativos e métodoa anticoncepcionais, condenou o homossexualismo, rejeitou a ordenação de mulheres e a ocupação de cargos políticos por padres.