8051 – Audiotecnologia – O Rádio a Válvulas


VÁLVULA - 3´

Eram aparelhos portáteis cujas válvulas funcionavam mediante corrente fornecida por um acumulador e uma bateria de pilhas substituía a fonte e a válvula alimentadora.
Os radio receptores super-heteródinos valvulados estiveram em moda durantes muitos anos, entre 1930 e 1960 aproximadamente, sendo o aparelho principal da maioria dois lares. Naquela época o principal objetivo de todo técnico eletrônico era saber como funcionavam tais receptores pois eles consistiam em 90% do seu trabalho de reparação de oficina. Ainda hoje vemos estes rádios nas mãos de colecionadores, que os recuperam e os apresentam nas suas caixas originais que eram verdadeiras obras de arte.

diagrama

O receptor da figura chamava-se “rabo quente” por que, para alimentar os filamentos das válvulas ligados em série, era preciso ter uma redução de tensão, o que seria conseguido com a ligação de um resistor em série. Pois bem, este resistor era o próprio fio de nicromo do cabo de força. Assim, quando o radio funcionava este fio aquecia levemente, dissipando calor, o que levou ao nome que se popularizou entre os técnicos.
Analisemos então o funcionamento de nosso receptor que, no exemplo foi projetado apenas para receber ondas médias. Se bem que as ondas curtas eram populares e os receptores para elas simplesmente tinham jogos adicionais de bobinas, o FM não existia.
O receptor indicado utiliza uma antena de quadro, ou seja, na parte traseira do rádio, normalmente de madeira, era enrolado uma bobina em forma de quadro, calculada para sintonizar a faixa de onda médias.

Como Funciona:
Os sinais captados pela antena de quadro e sintonizados através de um capacitor variável de duas seções são levados à uma das grades da válvula misturadora – conversora V1. Esta válvula tem uma função dupla, pois ela também tem por função oscilar produzindo uma frequência que depende da estação sintonizada. Assim, a bobina osciladora ligada esta válvula e à outra seção do variável formam um circuito que sempre vai produzir uma frequência cuja diferença em relação a frequência da estação sintonizada seja de 455 kHz.

Assim, não importa qual seja a frequência da estação, o oscilador sempre produz um sinal cuja diferença resulte em 455 kHz. Por que isso? A idéia é que combinando os sinais das estações desta forma, obtendo-se sempre 455 kHz, podemos usar um circuito de frequência fixa para fazer a amplificador daqui para frente. Isso chama-se heterodinagem e a frequência diferença, 455 kHz é denominada Frequência Intermediária ou FI.
Assim, conforme podemos ver pelo diagrama no anodo da válvula ligamos um transformador sintonizado em 455 kHz, o transformador de FI, onde os sinais de qualquer estação, agora convertidos para esta frequência, podem passar para a etapa seguinte.
A etapa seguinte é a primeira amplificadora de FI, tendo por elemento principal a válvula V2. Esta válvula amplifica então estes sinais e os joga no segundo transformador de FI de onde eles passam para uma etapa seguinte.
A etapa seguinte tem função dupla. Ela serve como detetora e ao mesmo tempo pré-amplificadora de áudio. É utilizada uma válvula triodo com dois dinodos (pequenos eletrodos auxiliares); Aplicando o sinal de FI, que é um sinal modulado de 455 kHz, a válvula detecta estes sinais, separando a componente de alta frequência (455 kHz) do sinal de áudio, que desejamos reproduzir.
O sinal de alta frequência é desviado para a terra, mas o sinal de áudio é aplicado à grade da válvula recebendo então uma amplificação. Este é o ponto do rádio em que deixamos de ter sinais de altas frequências e passamos a ter apenas sinais de áudio de baixas frequências.
No anodo da válvula V3 está ligado o potenciômetro de controle de volume que nos permite determinar quanto de áudio passa para a válvula seguinte que é a de saída (V4).
Para amplificação de potência de áudio normalmente eram utilizadas válvulas pentodo de potência como a 50L6. Esta válvula fornece uma potência de aproximadamente 2 W de saída o que é mais do que suficiente para um pequeno rádio de mesa, como este.
No entanto, observe que o alto-falante não pode ser ligado diretamente à válvula, pois o alto-falante é de baixa impedâncias e as válvulas são dispositivos de altas impedâncias de saída. Para casar as impedâncias é então utilizado um pequeno transformador e a saída onde é ligado o alto-falante.
Elementos adicionais das etapas são os resistores de polarização e os capacitores de acoplamento e desacoplamento.
Os receptores transistorizados seguem o mesmo esquema de funcionamento com a única diferença que, em lugar de cada válvula é utilizado um transistor.
Para completar a alimentação de corrente contínua para este circuito vem de uma fonte especial. O circuito deve funcionar com uma tensão da ordem de 150 V contínuos, o que é obtido retificando-se e filtrando-se a tensão da rede. Esta função é feita pela válvula V5, uma 35Z5, retificadora de meia onda. Na entrada aplicamos a corrente alternada diretamente da rede e na saída obtemos corrente contínua que é filtrada por um grande eletrolítico duplo.
Observe que este rádio não é isolado da rede, representando pois, perigo de choque para qualquer pessoa que tocar em suas partes;
Para os técnicos a maior parte do trabalho depois da reparação consistia em se fazer o ajuste, levando os circuitos a operar na frequência correta. Observe a quantidade de trimmers que tinham de ser ajustado cuidadosamente para se obter o funcionamento do circuito.

8050 – Cientistas descobrem gene ligado à regeneração das células do coração


Um estudo revelou a influência que um gene específico tem sobre a capacidade regenerativa do coração. Os responsáveis pela descoberta acreditam que ela possa ser aplicada em tratamentos cardíacos.
O gene em questão se chama Meis1, e sua atuação está naturalmente ligada aos primeiros meses de vida. Cientistas já haviam percebido que a atividade deste gene sobre as células cardíacas aumenta pouco após o nascimento – que também é o período em que essas células param de se dividir e o coração adquire a forma que terá pelo resto da vida, com diferença apenas de tamanho.
A equipe de Hesham Sadek, da Universidade do Sudoeste do Texas decidiu então testar se a “retirada” desse gene já na fase adulta faria com que as células do coração voltassem a se dividir.
A pesquisa, publicada na versão online da revista “Nature”, mostra que o bloqueio da ação do Meis1 obteve esse efeito desejado em camundongos no laboratório. Além disso, nenhum efeito colateral nocivo foi registrado nas cobaias.
Em estudos anteriores, a mesma equipe já havia descoberto que a multiplicação de células cardíacas é eficaz na regeneração do coração, necessária em casos de lesões graves, como um infarto. Portanto, se os médicos conseguirem controlar e induzir esse processo, poderão aplicá-lo na recuperação de pacientes.

8049 – Projeto previa matar 2 mil cães de rua em Sochi para Jogos Olímpicos


Município na Rússia abriu licitação, mas nenhuma empresa se inscreveu.
Ativistas protestaram contra ação e autoridades podem construir abrigo.
O projeto de exterminar mais de 2.000 animais de rua em Sochi, cidade russa que sediará os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, provoca uma grande polêmica na cidade às margens do Mar Negro, o que obrigou o recuo das autoridades.
O município de Sochi anunciou no fim de março uma licitação para selecionar uma empresa que ficaria responsável por “eliminar” mais de 2 mil cães e gatos de rua até o fim do ano. Mas a licitação recebeu muitas críticas.
Recentemente, ativistas locais organizaram uma manifestação para exigir que os animais não sejam executados, e sim esterilizados ou levados para abrigos. Diante do escândalo, nenhuma empresa respondeu à licitação.
“O processo de licitação recebeu muitas críticas, mas não somos cruéis, estamos tentando resolver este problema”, declarou um porta-voz do município de Sochi à AFP.
Agora, as autoridades consideram construir um abrigo de animais, o primeiro da cidade, e pretendem abrir uma nova licitação, desta vez para esterilizar os animais.

8048 – Biologia – Venenos: Da cicuta à ricina, substâncias naturais são usadas como venenos há milênios


Uma carta contendo uma substância suspeita foi enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Interceptada antes de chegar ao destinatário, os testes iniciais dizem que ela continha ricina, um potente veneno derivado da mamona. A substância é produzida facilmente e apenas 500 microgramas do veneno – porção do tamanho da cabeça de um alfinete – pode matar uma pessoa.
A mamona faz parte de uma grande lista de vegetais que produzem substâncias tóxicas, como a cicuta e nós-vómica, e são usadas há séculos pelo ser humano como armas que podem levar à morte de adversários. “O termo veneno é muito antigo, e está relacionado ao uso das toxinas, substâncias produzidas por plantas e animais, pelos homens”, diz um pesquisador do Centro de Controle de Intoxicações de Campinas, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
Os venenos podem ser produzidos pelo ser humano e usados tanto para atacar animais, durante uma caçada, quanto outros homens, durante guerras. Seu uso é ancestral e, atualmente, estão disseminados pelo mundo, como no caso dos pesticidas. Uma das principais preocupações das autoridades de segurança é seu uso como agente de bioterrorismo, por seu potencial de atingir e matar rapidamente um grande número de pessoas. “No terrorismo internacional, geralmente as mortes em massa estão ligadas a gases tóxicos, tanto pela facilidade de produção dessas substâncias, quanto pelos sérios danos que elas causam”.

Toxina do botulismo
Toxina do botulismo

A toxina botulínica é a proteína mais tóxica conhecida pelo ser humano. Normalmente, ela é produzida pela bactéria Clostridium botulinum quando esta se encontra em ambientes de pouco oxigênio, como comidas enlatadas, e é responsável pelo botulismo, uma doença que paralisa os músculos e pode levar à morte.
A toxina afeta o modo como os neurônios transmitem suas informações, e seus sintomas incluem problemas de visão, dificuldades de fala, boca seca e fraqueza muscular. A paralisação dos músculos respiratórios pode levar à morte por asfixia.
Normalmente a doença é adquirida ao se alimentar de comida contaminada, mas a toxina também pode ser administrada na forma de aerossol em ataques de bioterrorismo. Segundo o governo americano, uma série de países ao redor do mundo estuda seu uso como arma de guerra.

8047 – Saúde Pública – China investiga se nova gripe aviária é transmitida entre humanos


Autoridades de saúde da China disseram que estão investigando a possibilidade de transmissão entre humanos da nova cepa do vírus da gripe aviária, o H7N9. De acordo com Felipe Zijian, diretor do centro de emergências do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país, estão sendo avaliados, por exemplo, casos de infecção pelo vírus em membros da mesma família. Desde o fim de março, a China já confirmou 82 pessoas infectadas pelo H7N9, sendo que 17 delas morreram.
“Nós ainda estamos analisando com profundidade para descobrirmos quais são as principais possibilidades – se a infecção ocorreu primeiramente de ave para humano e depois de humano para humano, por exemplo. E se as pessoas infectadas têm um histórico comum de exposição: se entraram em contato com os mesmos objetos ou se o contágio ocorreu por meio do ambiente”, disse Zijian.
Ressaltou, porém, que ainda não há indícios de que o H7N9 é transmitido de uma pessoa para outra – reforçando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) havia assegurado na última semana.
Segundo informou nesta quarta-feira o jornal chinês China Daily, Zeng Guang, cientista-chefe encarregado de epidemiologia no Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, disse que cerca de 40% das pessoas infectadas pelo H7N9 não tinham nenhum histórico claro de exposição a aves. “Como essas pessoas são infectadas? É um mistério”, disse Zeng, segundo o jornal. No mesmo dia, Gregory Hartl, porta-voz da OMS, confirmou que, de fato, algumas dessas vítimas não entraram em contato com os animais, mas não confirmou a porcentagem.

8046 – Nutrição – Pesquisadores produzem carboidratos a partir de plantas não-comestíveis


Pesquisadores do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (conhecido também como Virginia Tech), nos Estados Unidos, criaram uma técnica que transforma plantas não-comestíveis em um tipo de alimento rico em nutrientes. No estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe demonstra como conseguiu reconfigurar as propriedades químicas da celulose para que ela se transforme em amido (um carboidrato) — que pode corresponder a até 40% da ingestão calórica humana.
A celulose, presente na parede celular das plantas, é responsável por sua rigidez e sustentação. De característica fibrosa, ela não é digerida pelos seres humanos. Já o amido, presente nos vegetais, é a reserva energética desses seres, e corresponde de 20% a 40% da ingestão calórica diária dos seres humanos.
No estudo, partes de plantas menos utilizadas para consumo e pela indústria, como folhas e caules — que têm bastante celulose mas são pobres em amido — foram empregadas para a geração de um produto com utilidade alimentícia. O tipo de molécula que os pesquisadores produziram é a amilose, uma das partes que compõem o amido, e se transforma em glicose no organismo humano.
Para transformar a celulose em amido, os pesquisadores utilizaram uma cadeia de enzimas. “A celulose e o amido possuem a mesma fórmula química. A diferença são as ligações entre as moléculas. Nós utilizamos essa cadeia de enzimas para quebrar as ligações da celulose, permitindo a sua reconfiguração”, diz Zhang.
A técnica utiliza celulose de folhas e caules de milho e converte em média 30% da celulose em amido. O restante é transformado em glicose, que pode ser utilizada para a produção de etanol. Como não precisa de equipamentos especiais, calor ou reagentes químicos, e também não produz resíduos, o processo é considerado ecologicamente correto.
Conhecendo a Pesquisa
Título original: Enzymatic transformation of nonfood biomass to starch
Onde foi divulgada: periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Quem fez: Chun Youa, Hongge Chena, Suwan Myunga, Noppadon Sathitsuksanoha, Hui Mad, Xiao-Zhou Zhanga, Jianyong Lie e Y.-H. Percival Zhanga.
Instituição: Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (Virginia Tech), nos EUA.
Resultado: Os pesquisadores converteram 30% da celulose dos resíduos de plantas (folhas e caules) em amilose. O restante foi utilizado na produção de etanol.