8041 – Medicina – Por que a herpes aparece e desaparece?


“Não é possível explicar como o vírus da herpes ( que pega milhões de indivíduos no mundo) fica latente (vivo mas sem se manifestar) por um longo período, depois entra em atividade e volta a ficar latente, repetindo o ciclo varias vezes” diz um dermatologista da Escola Paulista de Medicina. O herpesvirus tipo 1 causa herpes labial, sem maiores conseqüências, e o 2 ocasiona herpes genital, perigoso para as grávidas. Depois de entrar no organismo – por gotículas de secreções ou contato direto -, ele se aloja nos gânglios nervosos sensoriais que ligam a medula aos nervos. Permanece lá até que algo o faça voltar à ação.
Não se sabe como o microorganismo acorda, mas ele volta à atividade quando o corpo tem uma queda de resistência. Ele sai dos gânglios e caminha para a região onde vai agir. Lá, invade as células e se multiplica, provocando a formação de pequenas bolhas que duram em média uma semana.
A herpes zoster também causa bolhas, mas é outra doença ( muito mais grave), causada por outro vírus, o varicela zoster. Os dois são “primos”, quer dizer pertencem à mesma família. O varicela, que curiosamente também causa a catapora , inflama os nervos, provocando intensa dor. Em geral a herpes zoster atinge idosos por que, ao chegar aos sessenta anos, algumas pessoas tem queda nas defesas do organismo”, diz um infectologista, André Vilela Lomar, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

8040 – Arma Química – Como o sarin envenena o organismo?


O gás venenoso que matou onze pessoas e intoxicou outras 5 500 num atentado terrorista ao metrô de Tóquio, Japão, no final de março, é uma das mais poderosas armas químicas conhecidas.
Bastam dez milionésimos do peso de um homem para matá-lo. Inalado, ou absorvido pela pele, o gás ataca a acetilcolinesterase, uma proteína associada ao envio de ordens entre os nervos e os músculos. Com a linha de transmissão de mensagens bloqueada, os músculos começam a trabalhar desordenadamente, até a paralisia de órgãos vitais, como o pulmão e o coração.
Descoberto pouco antes da II Guerra Mundial pelo químico alemão Gerhard Schrader, o sarin está entre os três gases mais letais que atacam os nervos. E tem outro aspecto ameaçador: sua estrutura é tão simples que ele pode ser fabricado até por um estudante de química.

8039 – Medicina – Erros de Diagnóstico


A pesquisa é da Organização Mundial da Saúde (OMS): em média, 24% dos pacientes que procuram clínicos gerais, no mundo todo, recebem tratamento para problemas orgânicos, quando, de fato, as causas são psicológicas. É que nem todos que chegam ao médico reclamando de insônia, cansaço e náuseas estão precisando de vitaminas ou medicamentos para o estômago. As indisposições podem ser apenas sintomas de ansiedade, estresse ou depressão. A pesquisa foi feita com cerca de 26000 entrevistados, em quinze centros de diferentes paises. No Brasil, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro, que ficou com o segundo pior lugar da lista internacional.
O psiquiatra brasileiro Jorge Alberto Costa e Silva, diretos da divisão de saúde Mental OMS, em Genebra, Suíça, diz que os 1000 pacientes ouvidos no hospital Pedro Ernesto, no Rio, não representam a população do país inteiro. “Mas a realidade nacional não deve estar muito longe disso”, comentou Costa e Silva.
A OMS deve lançar em setembro um projeto para treinar os médicos generalistas do mundo todo no diagnostico de problemas psicológicos.

8038 – Aaron Swartz – O Martir da Internet


Aaron H. Swartz (Chicago, 8 de novembro de 1986 – Nova Iorque, 11 de janeiro de 2013)
Foi um programador americano, escritor, organizador político e ativista na Internet. Swartz é co-autor da especificação RSS. Foi um dos fundadores do Reddit e da organização ativista online Demand Progress. Era também membro do Centro Experimental de Ética da Universidade Harvard.
Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais dos Estados Unidos, por compartilhar artigos em domínio público distribuídos sob cobrança pela revista científica JSTOR
acusado pelo governo dos EUA de crime de invasão de computadores – podendo pegar até 35 anos de prisão e multa de mais de um milhão de dólares – pelo fato de ter usado formas não convencionais de acesso ao repositório da revista.
Swartz era contrário à prática da JSTOR de compensar financeiramente as editoras, e não os autores, e de cobrar o acesso aos artigos, limitando o accesso para finalidade acadêmicas.
Dois anos depois, na manhã de 11 de janeiro de 2013, Aaron Swartz foi encontrado enforcado no seu apartamento em Crown Heights, Brooklyn – num aparente suicídio.
Swartz nasceu em Chicago, Illinois, filho de Susan e Robert Swartz. Sua família é judia. Seu pai tinha uma empresa de software, a Mark Williams Company, e, desde pequeno, Swartz interessou-se por computação, estudando ardentemente aspectos da Internet e sua cultura.
Aos 13 anos, Swartz ganhou o prêmio ArsDigita para jovens criadores de “websites não comerciais, úteis, educacionais e colaborativos”. O prêmio incluía uma viagem para o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e encontros com pessoas notáveis da Internet.
Aos 14 anos Swartz colaborou com especialistas em padrões de rede, como membro do grupo de trabalho que inventou a Especificação 1.0 do RSS. Sobre Swartz, a jornalista Virginia Heffernan escreveu no Yahoo! News: “Ele agitou sem cessar – e sem compensação financeira – o movimento em prol da cultura livre.”
Um Pouco Mais

Um Guerrilheiro da Internet Livre
O (suposto) suicídio do gênio da programação e ativista Aaron Swartz não é somente uma tragédia, mas um sinal da enorme dimensão do conflito político e ideológico envolvendo defensores de uma Internet livre e emancipatória, de um lado, e grupos organizados dentro do sistema que pretendem privatizar e limitar o acesso à produção intelectual humana, de outro. Neste sábado (12/01), colunistas de cultura digital de diversos jornais escreveram sobre a morte do jovem Swartz, aos 26 anos, encontrado morto em um apartamento de Nova Iorque (ler os textos de John Schwartz, para o New York Times; Glenn Greenwald, para o The Guardian; Virginia Heffernan, para o Yahoo News; e Tatiana Mello Dias, para o Estadão). Diante da turbulenta vida do jovem Swartz e seu projeto político de luta pela socialização do conhecimento, difícil crer que o suicídio tenha motivações estritamente pessoais, como uma crise depressiva. A morte de Swartz pode significar um alarme para uma ameaça inédita ao projeto emancipatório da revolução informacional. O sistema jurídico está sendo moldado por grupos de interesse para limitação da liberdade de cidadãos engajados com a luta de uma Internet livre. Tais cidadãos são projetados midiaticamente como inimigos desestabilizadores da ordem (hackers). Os usuários da Internet, sedados e dominados pela nova indústria cultural, pouco sabem sobre o que, de fato, está acontecendo mundo afora.
Nascido em novembro de 1986 em Chicago, Aaron Swartz passou a infância e juventude estudando computação e programação por influência de seu pai, proprietário de uma companhia de software. Aos 13 anos de idade, foi vencedor do prêmio ArsDigita, uma competição para websites não-comerciais “úteis, educacionais e colaborativos”. Com a vitória no prêmio, Swartz visitou o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde conheceu pesquisadores da área de Internet. Aos 14 anos, ingressou no grupo de trabalho de elaboração do versão 1.0 do Rich Site Summary (RSS), formato de publicação que permite que o usuário subscreva conteúdos de blogs e páginas (feeds), lendos-o através de computadores e celulares.
Aos 16 anos frequentou e abandonou a Universidade de Stanford, dedicando-se a fundação de novas companhias, como a Infogami. Aos 17 anos, Aaron ingressou na equipe do Creative Commons, participando de importantes debates sobre propriedade intelectual e licenças open-sources (ver a participação de Swartz em um debate de 2003). Em 2006, ingressou na equipe de programadores da Reddit, plataforma aberta que permite que membros votem em histórias e discussões importantes. No mesmo ano, tornou-se colaborador da Wikipedia e realizou pesquisas importantes sobre o modo de funcionamento da plataforma colaborativa .
Em 2007, fundou a Jottit, ferramenta que permite a criação colaborativa de websites de forma extremamente simplificada.
Em pouco tempo, Swartz tornou-se uma figura conhecida entre os programadores e grupos de financiamento dedicados a start-ups de tecnologia. Entretanto, sua inteligência e o brilhantismo pareciam não servir para empreendimentos capitalistas. Tornar-se rico não era seu objetivo, mas sim desenvolver ferramentas e instrumentos, através da linguagem de programação virtual, para aprofundar a experiência colaborativa e de cooperação da sociedade.
Aos 21 anos, Aaron ingressou em círculos acadêmicos (como o Harvard University’s Center for Ethics) e não-acadêmicos de discussão sobre as transformações sociais e econômicas provocadas pela Internet, tornando-se, aos poucos, uma figura pública e um expert no debate sobre a “sociedade em rede”.
Manifesto
Em 2008, indignado com a passividade dos cientistas com relação ao controle das informações por grandes corporações, Swartz publicou um manifesto intitulado Guerilla Open Access Manifesto (Manifesto da Guerrilha pelo Acesso Livre). Trata-se de um texto altamente revolucionário, que encerra-se com um chamado: “Não há justiça em seguir leis injustas. É hora de vir à luz e, na grande tradição da desobediência civil, declarar nossa oposição a este roubo privado da cultura pública. Precisamos levar informação, onde quer que ela esteja armazenada, fazer nossas cópias e compartilhá-la com o mundo. Precisamos levar material que está protegido por direitos autorais e adicioná-lo ao arquivo. Precisamos comprar bancos de dados secretos e colocá-los na Web. Precisamos baixar revistas científicas e subi-las para redes de compartilhamento de arquivos. Precisamos lutar pela Guerilla Open Access. Se somarmos muitos de nós, não vamos apenas enviar uma forte mensagem de oposição à privatização do conhecimento – vamos transformar essa privatização em algo do passado” (cf. ‘Aaron Swartz e o manifesto da Guerrila Open Acess‘).
No final de 2010, Aaron Swartz identificou uma anomalia procedimental com relação a uma nova lei de copyright, proposta por integrantes dos partidos republicanos e democratas em setembro daquele ano. A lei havia sido introduzida com apoio majoritário, com um lapso de poucas semanas para votação. Obviamente, segundo o olhar crítico de Swartz, havia algo por trás desta lei. O objetivo camuflado era a censura da Internet.

A partir da união de três amigos, Swartz formulou uma petição on-line para chamar a atenção dos usuários da Internet e de grupos políticos dos Estados Unidos. Em dias, a petição ganhou 10 mil assinaturas. Em semanas, mais de 500 mil. Com a circulação da petição, os democratas adiaram a votação do projeto de lei para uma analise mais profunda do documento. Ao mesmo tempo, empresas da Internet como Reddit, Google e Tumblr iniciaram uma campanha maciça para conscientização sobre os efeitos da legislação (a lei autorizaria o “Departamento de Justiça dos Estados Unidos e os detentores de direitos autorais a obter ordens judiciais contra sites que estejam facilitando ou infringindo os direitos de autor ou cometendo outros delitos e estejam fora da jurisdição norte americana.
Em outubro de 2011, o projeto foi reapresentado por Lamar Smith com o nome de Stop Online Piracy Act. Em janeiro de 2012, após um intenso debate promovido na rede, a mobilização de base entre ativistas chamou a atenção de diversas organizações,como Facebook, Twitter, Google, Zynga, 9GAG, entre outros. Em 18 de janeiro, a Wikipedia realizou um blecaute na versão anglófona, simulando como seria se o website fosse retirado do ar (cf. ‘Quem apagou as luzes em protesto à SOPA?‘ e ‘O apagão da Wikipedia‘). A reação no Congresso foi imediata e culminou na suspensão do projeto de lei. Vitória do novo ativismo cívico? Para Swartz, sim. Uma vitória inédita que mostrou a força da população e da mobilização possível na Internet. Mas não por muito tempo. Em um discurso feito em maio de 2012 — que merece ser visto com muita atenção –, Aaron foi claro: o projeto de lei para controlar a Internet irá voltar, com outro nome e outro formato, mas irá voltar…
Informação é poder. Swartz enxergou muito além do que seus contemporâneos e tentou mobilizar os usuários de Internet para construção de um outro mundo. Infelizmente, não foi apoiado da forma como precisava. A reverberação de suas ideias e suas ações ainda é muito fraca. Mas isso não é motivo para desistência. A brevíssima vida deste jovem estadunidense pode inspirar corações e mentes. Em tempos de discussão no Brasil sobre o Marco Civil da Internet, corrupção da política e agigantamento do Judiciário, o resgate a seu pensamento é necessário. Ainda mais em um país que conta com mais de 80 milhões de usuários de Internet. A questão é saber se as pessoas terão curiosidade e interesse em compreender o projeto de vida de Swartz ou se irão continuar lendo matérias produzidas por corporações interessadas na limitação da liberdade na Internet.
Eu fico com o projeto de Swartz. Aliás, fique livre para copiar esse texto.

Anonymous

8037 – Genética – Homem ou Mosca?


Decifra-me e eu te reconstruo

Fígados, rins, pulmões, olhos e todos os outros órgãos do corpo são feitos sob as ordens dos genes. Portanto, se soubessem exatamente quais são os genes que dirigem a fabricação de cada órgão, os médicos teriam um poder parecido com o de fazer milagres. Por exemplo: o cidadão abusou do álcool? Arruinou o fígado? Vai a um laboratório e pede um novo. Um técnico procura no estoque o gene certo, coloca num tubo de ensaio e o gene começa a montar um fígado zero-quilômetro. Forte, saudável, pronto para um transplante salvador da pátria.
Foi um gene assim que uma equipe de geneticistas da Universidade de Basel, na Suíça, encontrou, recentemente. Por um tremendo golpe de sorte, os cientistas foram bater justamente num gene-mestre, aquele que tem o poder de acionar todos os outros genes necessários para se construir um órgão inteiro, do começo ao fim. É o primeiro gene-mestre que se descobre. Identificado pela sigla ey, ele estava num dos cromossomos das moscas – da – fruta. E haja sorte. A função do ey, simplesmente, é comandar a montagem dos olhos, que são complicadíssimos. Vem daí a importância da descoberta. Ninguém tem a menor ideia de como se fabrica um olho. Mas agora nem precisa ter. É só acionar o gene-mestre ele faz tudo sozinho, disparando ordens, ainda secretas, para não se sabem quantos funciona rios-genes. O geneticista Walter Gehring, líder da equipe em Basel, fez um levantamento preliminar sobre o número de funcionários-genes. Não há resposta exata, escreveu ele em seu trabalho, publicado no irúcio do ano na revista americana Science. “Calculo que na formação do olho estão envolvidos no mínimo 2 500 genes”.
A pista foi levantada por uma estudante
Em resumo, o ey abre um atalho monumental em meio à ignorância da ciência. Com ele, fica mais fácil investigar os detalhes da genética dos olhos. É até possível sonhar com uma fábrica de olhos, porque é assim mesmo que nascem as novas tecnologias: a partir de uma descoberta-chave da ciência básica. Nós podemos ter o privilégio de ver essa mudança acontecer. Nesse momento, os geneticistas estão mais ou menos como os viajantes que a mitológica esfinge grega parava nas estradas para lhes propor um enigma e dizer: “Decifra-me ou te devoro”. Só que o gene-mestre está olhando para os geneticistas como quem diz: “Decifra-me e eu te reconstruo”.
O resultado seria inacreditável se não fosse um fato, que qualquer um pode comprovar numa imagem obtida por microscópio eletrônico: com a ajuda do ey, a equipe suíça conseguiu criar moscas que não acatam a ordem natural das coisas. Algumas tinham 14 olhos: nas patas, em várias partes da cabeça, nas antenas ou mesmo nas finíssimas asas.
Para testar a alta hierarquia do gene, os cientistas o injetaram em embriões de mosca – num estágio tão precoce do desenvolvimento que as células dos embriões ainda não tinham destino certo, dentro do futuro organismo. Elas estavam apenas vagamente agrupadas em diversas massas, cada massa com o seu destino: olhos, asas, patas e assim por diante. O impressionante, na experiência, foi que não importava onde estavam no embrião: as células que recebiam o ey viravam olhos. Praticamente perfeitos, apesar dos locais inusitados em que apareceram.
não age apenas nas moscas: sua estrutura química básica está presente também em vermes, águas-vivas, polvos, rãs, ratos e homens. E, possivelmente, em todos os outros animais. Em suma, é daquelas descobertas que, depois’, a gente pode contar para os filhos e os netos que viu acontecer.
O segundo motivo é explicar que, só por ter um gene basicamente igual ao dos insetos, ninguém vai virar protagonista do filme A Mosca (1986), do diretor David Cronenberg. Um dos maiores sucessos de bilheteria dos últimos tempos, o filme é uma reedição de A Mosca da Cabeça Branca (1958), de Kurt Neumann e foi seguido por A Mosca 2 (1989), de Chris Walas. Cronenberg não faz terror: o seu charme é tirar o apetite do público com cenas nojentas de um homem que, aos poucos, se transforma em um inseto. Uma experiência mal-sucedida mistura os genes do cidadão com os de uma mosca, que por acaso estava no laboratório. Não muito tempo depois, o homem começa a sofrer as mutações repugnantes. O mestre comanda operários biológicos.
A história do gene dos olhos pode ser igualmente espantosa, mas não tem nada de repugnante. É apenas natural a gene que manda fazer os olhos é um ancião mais do que venerável: sua idade é estimada em cerca de meio bilhão de anos. Há 500 milhões de anos, um pouco mais, um pouco menos, apareceram as mais antigas moscas. Nem por isso, no entanto, o gene vai confundir um olho humano com o de uma mosca, como acontece no filme de Cronenberg. O gene recém-descoberto não é operário. Não põe a mão na massa. Ele é o próprio chefe dos operários biológicos. Isso é o que se chama um gene –mestre a que ele faz, tanto nas moscas como nos polvos ou nos homens, é desencadear uma seqüência de comandos genéticos que levam ao desenvolvimento do sistema visual.
Há 500 milhões de anos, as ordens do gene-mestre foram obedecidas por genes antigos, presentes em alguma mosca primitiva. E devem ter produzido um olho igualmente primitivo. Daí para a frente, o gene alterou-se muito pouco, passando de um organismo para outro. E suas ordens, sempre as mesmas, foram obedecidas por outros genes, gerando outros olhos. Não se sabe precisamente como isso aconteceu (veja o quadro ao lado). Mas essa é a a melhor maneira de explicar porque a estrutura básica do gene dos olhos mantém sempre a mesma função em tantos bichos, tão diferentes entre si.

8036 – Evolução – Na Sombra de Darwin


Titio Darwin
Titio Darwin

Em 1858, Charles Darwin recebeu textos de um agrimensor chamado Alfred Russel Wallace. Admirador de Darwin (que havia publicado trabalhos, mas não ainda a sua obra prima A origem das espécies), Wallace queria a opinião do cientista sobre suas teorias. Darwin ficara estupefado com o fato de Wallace chegar as mesmas conclusões que ele próprio: as espécies surgiam em um núcleo comum e a Lei da Seleção natural só faz as mais adaptadas sobreviverem. Darwin havia descoberto isso em 1838 mas, temendo a reação do público, optara por publicar A Origem das Espécies postumemente. Diante das pesquisas de Wallace, foi obrigado a publicar o livro em 1859. Wallace, que era um perfeito cavalheiro, não brigou pela paternidade da idéia. Darwin então promoveu a leitura dos dois estudos numa sociedade científica de Londres, também em 1859.