8031 – Biologia – A Vida Anfíbia


Se já é difícil para os animais e vegetais passarem esporadicamente da água doce para a salgada, a dificuldade cresce quando se trata de seres aquáticos que passam ao ambiente terrestre e vice versa ou vivem em ambos ao mesmo tempo.
Existem plantas adaptadas a viver completamente submergidas: são as hidrófitas, no entanto, há aquelas que não podem viver nem parcialmente submergidas por morrerem porque as raízes não recebem oxigênio.
Há os anfíbios que utilizamo ambiente aquático e terrestre ao mesmo tempo, mas que voltam muitas vezes à água para umedecer a pele. Os que vivem em pantanais devem suportar os períodos de seca. Os peixes pulmonados africanos permanecem enrolados no barro enquanto dura a seca. Segregam em torno do corpo uma túnica impermeável que impede a perda de água dos tecidos e assim vivem por 2 anos.
Apesar das rigorosas condições indicadas, a zona submetida a ação das marés apresenta uma densa população constituída por uma grande variedade de vegetais e animais.

8030 – Fauna Brasileira – A Anta


Anta ou Tapir alt= anta amazonia tapir
Anta ou tapir é o maior mamífero brasileiro, chegando a pesar de 180 a 200 quilos. Tem uma altura de 1,20m. Tapir é um nome indígena que quer dizer “boi do mato”.
A anta sapateira se distingue da comum por apresentar cascos maiores e mais afiados, sendo mais ariscas. Elas passam o dia escondidas na mata. Os filhostes até certa idade tem listras brancas parecidas com as da paca. Sua carne não é das melhores, tendo coloração escura e muito fibrosa, parecida com a carne de boi. É um animal daninho, alimentando-se de capim, frutos e brotos de toda a espécie, não desprezando as plantações, principalmente as de milho, arrozais, bananais e etc.. Nada e mergulha muito bem, ficando um bom tempo submersa. Com força e resistência descomunais, quando perseguida nem mesmo a onça e a sucuri, seus principais inimigos, conseguem dominá-la.
Porém, os caçadores estão fazendo uma verdadeira chacina contra esses animais, somente para lhe tirarem o couro que é muito forte e vendido por um preço alto., ficando o resto abandonado aos urubus. A anta foi colocada entre oa animais ameaçados de extinção e sua caça é proibida.
A família Tapiridae é um grupo de mamíferos da ordem Perissodactyla que habita a América Central, a América do Sul e o sul da Ásia, sendo conhecidos popularmente como antas. São os maiores mamíferos da América do Sul. Pertencem à mesma ordem dos cavalos. Em termos de parentesco, são próximos aos rinocerontes.

A anta chega a pesar trezentos quilogramas. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pelos, que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma, frequentemente, banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.
Herbívora monogástrica seletiva, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasto. Pode ser vista se alimentando até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. Passa quase dez horas por dia forrageando em busca de alimento. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.
De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.
Quando ameaçada, mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar, derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem e sobe com eficiência terrenos íngremes. Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

8029 – Saúde Pública – Vigilância Sanitária quer redução do teor de iodo no sal


A redução dos teores de iodo no sal está na pauta de hoje da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Há consenso para que as atuais proporções –de 20 mg a 60 mg de iodo por quilo de sal– sejam reduzidas para o intervalo de 15 mg a 45 mg/kg, segundo Agenor Álvares, um dos diretores da agência.
“A comissão de prevenção e controle de distúrbios de deficiência do iodo, coordenada pelo Ministério da Saúde com a participação de entidades do setor, viu que a população brasileira estava exposta a níveis não condizentes de iodo”.
A Anvisa cita uma pesquisa divulgada em 2007 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que achou teores de iodo na urina do brasileiro bem acima do indicado.
O excesso do nutriente pode desencadear a tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que afeta a tireoide.
Já a falta do iodo pode ter consequências mais graves, como problemas de desenvolvimento neurológico de fetos.
A redução, proposta em consulta pública em 2011 pela Anvisa, será a terceira mudança nos teores da substância nos últimos 15 anos.
A norma deve ser votada hoje pela diretoria da Anvisa e publicada no “Diário Oficial da União” na sequência.
A adição do iodo ao sal segue recomendações internacionais e deve ser calculada com base na média diária de sal consumida no país.

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8028 – Neurociência – Inconsciente comanda nossas decisões


É o que afirma um novo livro sobre o assunto.
Nesse novo best-seller, o autor de “O Andar do Bêbado” reúne pesquisas para atestar que até as escolhas e decisões que nos parecem mais objetivas são forjadas no inconsciente. Mais que isso, ele incita o leitor a dar mais crédito aos pressentimentos que surgem do “lado escuro da mente”.
“Ex” lado escuro, melhor dizer. Na visão do físico, as tecnologias que permitem o mapeamento do cérebro –vivo e em funcionamento– estão mudando a compreensão sobre a atividade que ocorre abaixo da consciência.
A existência de uma vida inconsciente paralela e poderosa não é novidade há mais de um século. A novidade é que agora ela pode ser medida “com algum grau de precisão”, como diz Mlodinow, que vê aí uma nova “ciência do inconsciente”.
Para a maioria dos mortais, é difícil admitir que o inconsciente está no comando. “Somos tão frágeis que precisamos inventar justificativas lógicas para as escolhas”.
“O melhor é aceitar que o consciente é permeado pelo inconsciente. E haverá sempre uma parte que vai permanecer misteriosa. Nem toda a tecnologia é capaz de mudar isso. Mas é possível diluir essas fronteiras e colocar essa capacidade de perceber o subliminar a nosso favor, quando prestamos atenção aos sonhos ou dedicamos um tempo para meditar.”
Cientistas que dirigem as pesquisas de ponta consideram que o “novo inconsciente” é totalmente enraizado em funções orgânicas e essa seria a chave para compreender as emoções humanas.
Não há consenso sobre isso, naturalmente: “É absurdo pensar que entender as funções cerebrais é suficiente para lidar com os sentimentos”, diz Lídia Aratangy, psicanalista formada em biologia médica.

inconsciente

8027 – Medicina – O que é o hematoma subdural?


É a acumulação de sangue nos espaços meningeos. Na sequência de um traumatismo craniano com lesão das pequenas veias que atravessam o espaço subdural, a hemorragia tem lugar entre a aracnóide que envolve o cérebro e a dura-mater que está em contato com o crânio. Os hematomas subdurais causam um aumento da pressão intracraniana, com compressão e lesão do tecido cerebral. Um hematoma subdural agudo tem uma mortalidade elevada, pelo que se considera uma emergência médica.

Dependendo da velocidade do seu aparecimento, os hematomas subdurais são divididos em agudos , subagudos e crônicos.

Hematoma subdural agudo: é uma colecção de sangue com deterioração neurológica aguda devido ao aumento da pressão intracraniana. Têm uma elevada taxa de mortalidade se não forem drenados cirurgicamente.
Hematoma subdural crónico: o sangue acumula-se lentamente, coagula e é encapsulado por tecido fibroso. Ocorre com traumatismos mínimos.
As hemorragias agudas desenvolvem-se frequentemente após uma brusca aceleração/desaceleração. O prognóstico é pior se estiverem associadas a contusões cerebrais. Embora o hematoma subdural agudo se desenvolva rapidamente, ele é menos rápido que a hemorragia epidural que se origina pela rutura de pequenas arteríolas. A taxa de mortalidade associada a hematoma subdural agudo é cerca de 60 a 80%.

Os hematomas subdurais crónicos desenvolvem-se muitas vezes ao longo de um período de dias ou semanas depois de um traumatismo craniano leve, apesar de não haver causa identificável em 50% dos pacientes. Podem só apresentar sintomas meses ou anos após o traumatismo. Como estas hemorragias se desenvolvem lentamente, podem para e ser reabsorvidas sem produzir lesões significativas. Avalia-se em 20% os pacientes que não melhoram ou pioram. São mais frequentes nas pessoas idosas.
Os sintomas da hemorragia subdural têm um início mais lento do que os da hemorragia epidural , porque a baixa pressão das veias faz com que sangrem mais lentamente do que as artérias, no entanto podem aparecer em minutos ou imediatamente.

Outros sinais e sintomas são:

A história da recente lesão na cabeça
Perda de consciência ou flutuação dos níveis de consciência
Irritabilidade
Convulsões
Dor
Entorpecimento
Dor de cabeça (constante ou variável)
Tontura
Desorientação
Amnésia
Fraqueza ou letargia
Náuseas ou vômitos
Perda de apetite
Alterações de personalidade
Incapacidade de falar ou fala arrastada
Ataxia , ou dificuldade em andar
Alterados os padrões de respiração
Zumbidos ou perda de audição
Visão turva
Estrabismo, ou desvio conjugado dos olhos.

Os hematomas subdurais são mais frequentemente causadas por ferimentos na cabeça, quando acontecem rápidas alterações de velocidade (efeito aceleração/desaceleração) que podem romper as pequenas vénulas existentes no espaço subdural. Os hematomas subdurais secundários a ferimentos na cabeça são descritos como traumáticos. A hemorragia subdural é um achado clássico no(a) síndrome do bebê sacudido, no qual semelhantes forças de cisalhamento causam as clássicas hemorragias intra e pré-retinianas. O Hematoma subdural também é comumente visto em idosos e em alcoólicos, que apresentam evidências de atrofia cerebral . Atrofia cerebral aumenta o comprimento das veias ponte situadas entre as duas camadas meníngeas, aumentando assim a probabilidade de que as forças de cisalhamento causem lesão venosa. É também é mais frequente em pacientes sob antiagregantes plaquetares, como a aspirina e anticoagulantes como a varfarina . Pacientes sobre esses medicamentos podem ter um hematoma subdural, com uma lesão venular ínfima. Uma outra causa pode ser a redução da pressão do fluido cérebro-raquídeo que pode criar uma baixa pressão na dura-máter e assim causar a ruptura dos vasos sanguíneos.
Os fatores que aumentam o risco de um hematoma subdural incluem sobretudo os muito jovens ou os muito velhos. Como o cérebro reduz o seu tamanho com a idade, o espaço subdural amplia e as vénulas que o atravessam alongam, tornando-os mais vulneráveis ​​à laceração. Isso e o fato de que os idosos terem veias mais frágeis tornam as hemorragias subdurais crónicas mais comuns em pacientes mais velhos.

Os hematomas subdurais ocorrem mais freqüentemente no topo e partes laterais frontais e lobos parietais. Também são frequentes na fossa posterior do crânio, e perto da foice cerebral e do tentório. Ao contrário hematomas epidurais , que não podem expandir-se através das suturas do crânio, os hematomas subdurais podem expandir-se no interior do crânio, criando uma forma côncava que se segue a curva do cérebro, bloqueados apenas pelas reflexões durais como o tentório e a foice cerebral. Em uma tomografia computadorizada, os hematomas subdurais são classicamente em forma de crescente, com uma superfície côncava distal ao crânio. No entanto, eles podem ter uma aparência convexa, especialmente na fase inicial do sangramento. Isso pode causar dificuldade em distinguir entre as hemorragias subdural e epidural. Um indicador mais fiável de hemorragia subdural é o envolvimento de uma parcela maior do hemisfério cerebral, já que pode cruzar as linhas de sutura, ao contrário de uma hemorragia epidural.

É importante que o paciente receba uma avaliação médica, incluindo um exame neurológico completo, após qualquer traumatismo craniano. A tomografia computadorizada ou ressonância magnética geralmente detectam os hematomas subdurais significativos.

O tratamento de um hematoma subdural depende de seu tamanho e velocidade de crescimento. Alguns pequenos hematomas subdurais podem ser sugeitos um acompanhamento atento até que o corpo se cura a si mesmo. Outros pequenos hematomas subdurais podem ser drenados pela inserção de um pequeno cateter temporário através de um orifício no crânio trepanação, o pode ser feito no leito do paciente. Os hematomas grandes ou sintomáticas requerem uma craniotomia , a abertura cirúrgica do crânio . Um cirurgião então abre a duramater, remove o coágulo de sangue com sucção ou irrigação, e identifica e controla os locais de sangramento.

8026 – Geologia – O Xisto


É o nome genérico de vários tipos de rochas metamórficas facilmente identificáveis por serem fortemente laminadas. Em linguagem popular, em Portugal é também conhecida por “lousa” (e, por extensão, designa-se como “terra lousinha” aos solos com base xistosa).
Tal como a maioria das rochas metamórficas, o xisto apresenta aspecto nitidamente cristalino, e tem foliação mais ou menos nítida como resultado das fortíssimas pressões a que a rocha é sujeita. Esta foliação é fina em rochas holocristalinas, por via de regra de grão médio a fino, por vezes sendo tão pequeno que não se distingue macroscopicamente. Em geral, as “folhas” têm composição sensivelmente igual.
Podem ser definidos vários grupos de xisto, conforme o grau de xistosidade (foliação) e os minerais que predominam na sua constituição: nos micaxistos predominam o quartzo e as micas (biotite/moscovite), nos anfiboloxistos a anfíbola e o quartzo, nos cloritoxistos a clorite, e nos talcoxistos o talco.
Xistos Azuis
Comumente as ocorrências de xistos azuis devem-se a metamorfismo retrógrado de fácies anidras eclogíticas, frequentemente reliquiares como bolsões dentro do xisto azul, ao sofrerem hidratação e condições cristais menos severas do que as do pico metamórfico.

Deriva de rochas máficas metamorfisadas em condições de baixa temperatura e alta pressão, caracterizando a crosta oceânica colisionada, da série de fácies Sanbagawa, de Myashiro.
A cor deve-se a minerais azuis e verde-azulados como o anfibólio sódico glaucofano que se associa a minerais da paragênese hidratada lawsonita, epidoto, clorita com pouco ou nenhum plagioclásio consumido nas reações metamórficas.

Energia
O xisto betuminoso (também conhecido como folhelho ou xisto argiloso) é uma fonte de combustível. Quando submetido a altas temperaturas, produz um óleo de composição semelhante à do petróleo do qual se extrai nafta, óleo combustível, gás liquefeito, óleo diesel e gasolina.
Estados Unidos e Brasil são os países com as maiores reservas mundiais de Xisto. A empresa brasileira Petrobrás desenvolveu o Processo Petrosix ® para produção de óleo de xisto em larga escala.
Fracking (fraturamento hidráulico) é um método de perfuração do subsolo em solos de xisto para extração de gás natural. Este método foi desenvolvido nos anos 1990 e utiliza uma mistura de água, areia e produtos químicos para perfurar as camadas de xisto e extrair gás natural dos poros das rochas.

O Brasil está atrasado na exploração de uma fonte limpa de energia

A solução estava literalmente bem debaixo dos pés.

Os Estados Unidos, que consomem quase um quinto da energia no mundo, poderiam evitar muitos malabarismos em política externa se não dependessem do petróleo de países problemáticos como Venezuela, Nigéria, Rússia e Arábia Saudita.
Agora, os EUA parecem ter encontrado parte da solução para a sua demanda energética com a extração do gás de xisto (shale gas, em inglês). Ao contrário do gás natural convencional, concentrado em depósitos no subsolo, o de xisto está misturado à rocha. Avanços tecnológicos recentes tornaram essa forma de combustível economicamente viável.
Como resultado, sua participação na matriz energética americana cresceu. Em 2000, o gás de xisto representava 1% do total de gás natural consumido nos Estados Unidos. Hoje, corresponde a 16%, e pode chegar a 46% em 2035, o que tornaria o país autossuficiente em gás natural, sua terceira maior fonte de energia.
Se a tendência se confirmar, os EUA podem até reduzir sua demanda por petróleo e carvão externos.
A extração do gás das camadas de xisto, por definição uma formação rochosa sedimentar, começou a ser estudada pelos EUA nos anos 70, mas o processo era tão caro e complexo que inviabilizava a produção em larga escala. Só nas décadas seguintes a exploração comercial começou a se tornar realidade, com o desenvolvimento de duas tecnologias complementares.
A primeira, chamada de “perfuração horizontal”, permite acessar melhor o solo que abriga o gás de xisto. A segunda, denominada “fratura hidráulica”, facilita a remoção do produto. O poço aberto na perfuração recebe uma mistura de água, areia e diversos produtos químicos sob alta pressão para quebrar a rocha e liberar o gás, que então é levado para a superfície por uma tubulação.
A empresa pioneira em combinar o uso das duas técnicas de forma eficiente e lucrativa foi a Mitchell Energy, no campo Barnett, no Estado do Texas. Há cinco anos, o aumento no preço do gás natural estimulou os investimentos em novas técnicas, fazendo com que outras firmas também decidissem apostar no negócio.
Os benefícios ambientais dessa forma de energia são tão positivos quanto os do gás natural convencional. “A geração de eletricidade com gás produz apenas metade do dióxido de carbono liberado por termelétricas a carvão”, diz o geofísico Mark Zoback, professor da Universidade Stanford, na Califórnia.

Mais de trinta países possuem reservas de gás de xisto. Poucos exploram comercialmente essa fonte de energia. A China, detentora das maiores reservas mundiais do combustível, completou em março passado a perfuração de seu primeiro poço, na província de Sichuan. A Inglaterra também já concluiu a construção de algumas estruturas de exploração.

No Brasil, utiliza-se uma tecnologia antiga para extrair óleo de xisto no Paraná, em pequena escala. Como ainda há muito gás natural convencional para ser explorado, o xisto tem sido menosprezado. Nem sequer foi mencionado no plano de longo prazo definido pela Empresa de Pesquisa Energética, do Ministério de Minas e Energia, que prevê como se comportará o mercado de energia até 2030.
Segundo o órgão, é possível que o xisto entre no próximo plano, a ser lançado no final deste ano. As reservas brasileiras são volumosas. “Se se mostrar viável e barato no Brasil, o gás de xisto tem tudo para reduzir a importância do pré-sal”, diz Adriano Pires, diretor da respeitada empresa de consultoria Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Polêmica sobre o meio ambiente
O maior empecilho à exploração do gás de xisto é o lobby ambientalista, pois no processo de extração são usados componentes químicos potencialmente tóxicos, como o benzeno. Se essa substância atingir o lençol freático, pode contaminar a água.
Mas não existem provas de que isso seja recorrente. “De todas as extrações de gás de xisto desde 1950, só existem dois ou três casos documentados de poluição, e todos por falha humana na construção dos poços, o que pode ser corrigido”, diz o geólogo Eric Potter, diretor do Centro de Geologia Econômica da Universidade do Texas.
O documentário americano Gasland, indicado ao Oscar neste ano (não levou), tentou demonizar indústria do xisto. Numa das cenas do filme, do cineasta americano Josh Fox, um aprendiz de Michael Moore, a água contaminada com gás metano que sai de uma torneira pega fogo quando um isqueiro é aceso.
Fox só se esqueceu de contar que o metano na água daquela torneira nada tem a ver com a exploração do gás, segundo um estudo do governo do Estado do Colorado, um dos locais mencionados no filme. O metano nos lençóis freáticos que abasteciam a casa em questão era resultado da decomposição natural de material orgânico.

Desde 2006, avanços tecnológicos permitem a extração do gás de xisto em larga escala. Entenda como é o método e por que ele enfurece os ambientalistas.
O xisto é um gás natural que fica preso em uma formação rochosa parecida com argila. Por não estar em um único depósito, é impossível extraí-lo por métodos convencionais.

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O xisto é um gás natural que fica preso em uma formação rochosa parecida com argila. Por não estar em um único depósito, é impossível extraí-lo por métodos convencionais

1. Para obter o xisto, é necessário injetar no solo uma mistura de água, sal, ácido, chumbo e benzeno.

2. Esses produtos criam fissuras nas rochas,…

3. …que permitem que o gás escape

Ambientalistas afirmam que esses produtos químicos podem contaminar lençóis freáticos.