8025 – Deus, a Ciência e Eu – Stephen Hawking


Raio do Universo
Raio do Universo

Ele talvez seja o cara que mais entende de Universo no mundo. O que ele tem a dizer sobre Deus? E sobre design inteligente – teoria segundo a qual certas características do Cosmos e dos seres vivos, de tão complexas, só poderiam ter sido “projetadas” por um Criador? Hawking já falou e escreveu bastante sobre os dois temas. Às vezes, tem-se a impressão de que ele é ateu. Outras vezes, que admite a possibilidade de um ser sobrenatural. Pouco importa. O importante são os argumentos do cientista – e as reflexões que eles suscitam.
No livro Uma Breve História do Tempo, sua obra mais famosa, o doutor em cosmologia Stephen William Hawking usa a física teórica para responder à maioria das questões sobre a origem e os mistérios do Universo. Ele defende, entre outras teses, que o espaço e o tempo não têm começo nem fim – um conceito que desafia o dogma teológico da Criação divina. “Desde que o Universo tenha um começo, podemos supor que ele teve um Criador”, escreve o cientista. “Mas, se o Universo é completamente autocontido, não tendo fronteiras ou bordas, ele não poderia ser nem criado nem destruído… Ele simplesmente seria. Que lugar haveria, então, para um Criador?”

Deus também é colocado contra a parede em Buracos Negros, Universos-Bebês e Outros Ensaios (Editora Rocco). Nesse livro, Hawking defende que, se o Criador existe, é Ele quem obedece às leis do Universo, e não o contrário. “Se Ele existe.” O cientista admite, portanto, a possibilidade da existência de Deus. Será? A julgar por uma entrevista concedida ao jornal alemão Der Spiegel, parece que sim, Hawking admite. “O que tenho feito é demonstrar que o surgimento do Universo pode ter sido determinado pelas leis da ciência”, declarou. “Mas isso não prova que Deus não existe. Prova apenas que ele não é necessário.”
Independentemente do que pense sobre Deus, Hawking demonstra um profundo respeito pela fé das pessoas comuns. E, apesar de ter ajudado a estabelecer teorias que afrontam a versão bíblica para a origem de tudo, mantém uma boa relação com a Igreja Católica. Em 1975, chegou a ser condecorado pessoalmente pelo papa Paulo 6º, em reconhecimento aos “notáveis” trabalhos no campo da cosmologia. Mais tarde, em 1981, foi recebido por João Paulo 2º, depois de conferir uma série de palestras sobre astrofísica no Vaticano. Nessa ocasião, ouviu uma reprimenda do pontífice.

Um pouco +

Nascido em Oxford em 8 de janeiro de 1942, ele é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.
nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. Seus pais eram Frank Hawking, um biólogo pesquisador que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado por ciência. Em sua infância, quando ainda morava em St. Albans, estudou na St Albans High School for Girls (garotos de até 10 anos eram educados em escolas para garotas) entre 1950 e 1953 – ele foi um bom aluno, mas não era considerado excepcional.

Entrou, em 1959, na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática, conflitando com seu pai que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como não pôde, por não ser disponível em tal universidade, optou então por física, formando-se três anos depois (1962). Seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica. Obteve o doutorado na Trinity Hall em Cambridge em 1966, onde é atualmente um membro honorário. Nesta época foi diagnosticada em Stephen W. Hawking a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Depois de obter doutorado, passou a ser investigador e, mais tarde, professor nos Colégios Maiores de Gonville e Caius. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica tendo, entre 1979 e 2009, ano em que atingiu a idade limite para o cargo, ocupado o posto de professor lucasiano de Matemática, cátedra que fora de Newton, sendo atualmente professor lucasiano emérito da Universidade de Cambridge.
Casou pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde, separando-se em 1991. Casou depois com sua enfermeira Elaine Mason em 16 de setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura.
A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento da ELA (ALS, sigla em inglês) após ter contraído pneumonia e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula.
Em 9 de janeiro de 1986, foi nomeado pelo papa João Paulo II membro da Pontifícia Academia das Ciências.
Recentemente fez uma participação numa propaganda do Discovery Channel chamada Eu amo o Mundo, onde ele disse “Boom De Ya Da”.

Em 2012, participou de um episódio de The Big Bang Theory, onde conversa com Sheldon Cooper.
E mais recentemente participou na cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012.

Filosofia religiosa
Hawking se descreve como ateísta agnóstico. Ele repetidamente tem usado a palavra “Deus” em seus livros e discursos, mas segundo ele próprio, no sentido metafórico e relativo. Sua ex-esposa Jane já afirmou que durante o processo de divórcio, ele se descreveu como ateu. Hawking declarou que não é religioso no sentido comum, e que acredita que “o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por um Criador, mas um Criador não intervém para quebrar essas leis”. Hawking comparou a ciência e a religião durante uma entrevista, dizendo “há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade; e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona”.

Em alguns trechos de seus livros, Hawking também parece seguir uma linha de pensamento baseado em Einstein ou em Leibniz, que se aproxima muito ao Deísmo no que tange à admiração e o deslumbre pela ordem presente no universo, mas não necessariamente implica a admissão da existência de deidade(s) por tudo responsáveis como fazem os deístas.

Polêmica
Porém, em seu mais recente e polêmico livro “The Grand Design”, Hawking contradiz suas antigas declarações sobre a ideia de um criador e afirma que “Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física”. No livro, numa declaração controversa, afirma que “Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos”, dizendo que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade. Hawking também cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.

Assista ao vídeo a seguir, é preciso ativar as legendas.
Nota: Dos 3 participantes apenas Hawking ainda está vivo.

8024 – Mega de ☻lho no Mundo – Egito libera Mubarak em caso de homicídio, mas ex-ditador segue preso


O Tribunal de Apelação do Cairo, no Egito, ordenou nesta segunda-feira, 15 de abril de 2013, a liberdade provisória do ex-ditador Hosni Mubarak no processo por homicídio pela morte de manifestantes durante a revolta que o derrubou, em 2011. No entanto, ele continua preso por acusações de corrupção.
A medida foi autorizada pelo juiz Mohammed Reda Shaukat após recurso da defesa, que tinham pedido sua libertação ao entender que expirou a medida cautelar contra o ex-ditador, que tem duração máxima de dois anos.
A soltura não acontecerá porque a Procuradoria-Geral emitiu uma nova ordem de prisão por corrupção na semana passada. No processo, Mubarak, sua mulher e seus dois filhos são acusados de se apropriar de forma ilícita de fundos públicos reservados para as despesas do palácio presidencial.

“Os advogados de Mubarak estão tentando conseguir sua libertação para que abandone o país, mas achamos que a Procuradoria não permitirá, já que não assumirá perante o povo a responsabilidade de deixá-lo livre e poder sair do país”, disse o magistrado.

Essa opinião é compartilhada por outro advogado de acusação, Emad Awad al Shidi, que lembrou que já tinham previsto a decisão de hoje do tribunal, mas que afirmou que Mubarak “terá que cumprir os períodos de prisão preventiva por cada um dos três casos de corrupção que tem pendentes”.
Dezenas de partidários do ex-presidente se reuniram nos arredores da Academia de Polícia, onde foi realizada a audiência por questões de segurança, para cantar slogans como “Mubarak está em nossos corações”.
O ex-mandatário, que governou o Egito durante três décadas até a revolução de 2011, foi transferido nesta manhã para a academia entre fortes medidas de segurança.

Mesmo com a saúde debilitada, os acusadores são implacáveis:
Desde finais de dezembro, está internado por motivos de saúde no Hospital Militar de Maadi, embora a Procuradoria tenha pedido um relatório sobre seu estado para estudar a possibilidade de voltar à prisão.
Mubarak está sendo julgado de novo desde sábado pela morte de manifestantes durante a revolução, depois que em janeiro um tribunal anulou a sentença à prisão perpétua que pesava contra ele.