8008 – História da Discoteca – Van McCoy


mccoy

Van Allen Clinton McCoy (Washington, 6 de janeiro de 1940 – Englewood, 6 de julho de 1979) foi um músico, produtor musical, arranjador, compositor e maestro norte-americano. É mais conhecido por grande sucesso da música The Hustle, em 1975. Tem direitos sobre 700 músicas e também produziu numerosos outros artistas, tais como Gladys Knight & the Pips, The Stylistics, Aretha Franklin, Brenda & The Tabulations, David Ruffin, Peaches & Herb e Stacy Lattisaw.

McCoy nasceu em 6 de janeiro de 1940, em Washington, DC, sendo o segundo filho de Norman S. McCoy, Sr. e Lillian Ray. Começou a tocar piano desde cedo e a cantar com o coro da igreja Metropolitana Batista desde criança e já escrevia canções paralelamente às participações em espetáculos locais com seu irmão mais velho, Norman Jr., aos 12 anos. Os dois formaram um conjunto de doo-wop chamado Starlighters com dois amigos no colégio, que lançou o single The Birdland em 1956, recebendo alguma atenção que os levaram a uma turnê com o baterista Vi Burnsides. Casamentos e outras questões levaram ao fim da banda, ainda nos anos 1950. Ele também cantou com um grupo chamado Marylanders.

Van McCoy entrou na Howard University para estudar psicologia algum tempo depois, apenas para sair após dois anos e se mudar para a Filadélfia, onde formou seu próprio selo Rockin’ Records, e lançou seu primeiro single, Hey Mr. DJ, em 1959. Esta música recebeu a atenção do dono da gravadora Scepter Records, Florence Greenberg, que contratou McCoy como compositor e representante. Durante a década de 1960 lançou algumas canções e auxiliou a produção de vários outros artistas, tais como Gladys Knight & The Pips, Chris Bartley e The Ad-Libs.

Van escreveu ou produzir consistentemente para alguns outros artistas. No início da década de 1970, McCoy começou uma longa e aclamada colaboração com o compositor e produtor Charles Kipps e fez os arranjos de vários sucessos do The Stylistics. Ele formou sua própria orquestra, Soul City Symphony, e com as cantoras Faith (Fé), Hope (Esperança) e Charity (Caridade) produziu numerosos álbuns e fez muitas apresentações.

☻ Mega Clássica

Em 1975, McCoy lançou um disco majoritariamente instrumental, Disco Baby para o selo Avco Records. Inesperadamente, um single desse álbum, chamado “The Hustle”, escrito sobre a dança de mesmo nome e gravado por último foi ao topo das paradas na Billboard, assim como no Reino Unido, onde a atingiu a 3ª posição e ganhou um Grammy. O álbum também recebeu uma indicação ao Grammy. McCoy, então reconhecido como criador de música disco, nunca repetiu o sucesso dessa canção, embora as faixas “Party,” “That’s The Joint” e “Change With The Times” tivessem recebido alguma execução nas rádios.

Morte
Ele morreu de um infarto agudo do miocárdio em Englewood, New Jersey em 6 de julho de 1979.

Master DJ Para Festas

Empregos e negócios, Serviços – Brasil, São Paulo, São Paulo. Data Maio 7

Serviços

8007 – Um Traiçoeiro Objeto do Desejo


Nunca, em nenhum período da História, existiu uma civilização livre de qualquer tipo de droga. Os antigos egípcios comiam ópio, os gregos se entupiam de vinho, os índios adoram plantas alucinógenas. As drogas permitidas na nossa época, como a bebida, são consumidas por bilhões de seres humanos – e as proibidas, como a maconha e a cocaína, conquistam um número crescente de adeptos.
Montanhas de dinheiro já foram gastas para reprimir o comércio das drogas ilegais, para esclarecer os curiosos sobre os seus efeitos nefastos e para recuperar os que caíram em tentação. Os males que elas causam são amplamente conhecidos. Por que, mesmo assim, as drogas continuam a exercer tamanha atração? A resposta – ou, ao menos, uma parte dela – está a seguir:

Por que a humanidade se droga? “Os motivos são tantos quantas forem as cabeças humanas”, responde um dos brasileiros que mais entendem do assunto, o
psicofarmacologista Elisaldo de Araújo Carlini, da Universidade Federal de São Paulo.
Droga, num sentido amplo, é qualquer substância capaz de exercer um efeito sobre o organismo. Mas, quando você comprou esta edição especial da SUPER, provavelmente não estava pensando na aspirina, e sim nas drogas chamadas de psicotrópicas ou psicoativas – palavra originária do grego que pode ser traduzida como “aquilo que age sobre a mente”. As drogas alteram os sentidos, induzem à calma ou à excitação, potencializam as alegrias, as tristezas e a fantasia. Em alguns casos, induzem alucinações. Dão “barato”.
As sociedades primitivas recorriam a elas em busca de experiências transcendentais, para se aproximar de suas divindades. Hoje as drogas são mais procuradas como fonte de prazer. Existem outros motivos. Curiosidade. Desejo de conversar mais “à vontade” com os amigos. Alívio das dores e das aflições. Ou exatamente o oposto: a busca deliberada da autodestruição. Assim faziam os poetas românticos do século XIX, corroídos pelo ópio, e assim fazem, hoje, os junkies europeus, que exibem suas picadas como se fossem troféus.

O rótulo de droga se aplica a substâncias tremendamente diversas entre si – e o ato de consumi-las é praticado em contextos os mais variados. A cocaína era vendida livremente nas farmácias até o início do século. Os brasileiros adeptos do Santo Daime ingerem – e vomitam – o chá alucinógeno ayahuasca sem serem incomodados pela lei.
Os antropólogos acham que o fascínio pelas drogas começou por acaso, na Pré-História. Nossos ancestrais perceberam que algumas plantas e fungos tóxicos, quando não matavam, induziam a estados alterados de percepção. Gostaram da coisa. Essas plantas passaram a ser veneradas. Os antigos cretenses tinham uma deusa da papoula, a flor de onde se extrai o ópio. Os astecas idolatravam os cogumelos do delírio. Todas as culturas tiveram lá suas drogas. Até animais fazem uso delas, à sua maneira. Elefantes se embriagam com frutos fermentados, e gatos ficam alucinados quando mastigam menta.

O que ontem era proibido hoje é permitido. E vice-versa
Na Alemanha medieval, os consumidores de uma certa bebida negra de efeitos estimulantes eram executados em praça pública. Achava-se que ela tinha relação com o demônio. Hoje, é difícil imaginar o mundo, em especial o Brasil, sem essa droga – o café.
“A atenção da sociedade sobre uma substância tem pouco a ver com o poder dela”, diz a socióloga Beatriz Carlini-Cotrim, do Departamento de Medicina Preventiva da USP. A proibição de uma droga geralmente tem motivos políticos, econômicos ou religiosos, sem que seu potencial destrutivo seja considerado. O proibido de hoje pode estar em farmácias ou supermercados amanhã, e vice-versa. Nos anos 20, por exemplo, a cocaína e a maconha eram comercializadas livremente por qualquer boticário nos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo tentava combater, sem sucesso, uma droga tão perigosa quanto a coca: o álcool. Qualquer dono de bar era considerado um traficante.

Pirados criativos?
As drogas costumam ser associadas à criatividade. Artistas como o poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), autor de Os Paraísos Artificiais (ao lado, em auto-retrato, fumando haxixe), buscaram e buscam inspiração em diversos tipos de substâncias psicoativas. Esses artistas acreditavam que as drogas possibilitam ter visões de pura beleza e enxergar além da realidade. Outros se drogavam para fazer um mergulho voluntário na “essência da alma humana”. Nos anos 60, a chamada arte psicodélica baseou suas obras nas visões alucinatórias produzidas pelo LSD. Na verdade, não existe nenhuma comprovação científica de que os psicotrópicos aumentam a criatividade. “O que acontece é que as pessoas perdem a autocrítica e se sentem mais livres para criar”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira Filho, da Universidade Federal de São Paulo. O que não garante a qualidade das obras.

As portas do êxtase divino viraram válvulas de escape
As drogas, assim como a religião, atendem a uma necessidade humana primordial, a de sair da própria consciência, transcender o cotidiano. Não é por acaso que muitas religiões utilizam substâncias que mexem com a cuca. Essa é a única semelhança entre o uso da droga dos indígenas da Guatemala e os executivos cocainômanos de Wall Street, por exemplo. Nos dois casos, o hábito funciona como um elemento de identificação da “tribo”, um código comum entre os usuários daquele tóxico específico. As culturas “primitivas”, no entanto, nunca tiveram problemas com suas drogas, ao passo que, na sociedade contemporânea, elas são uma epidemia devastadora. O que aconteceu?

Espíritos viciados
As religiões sempre souberam controlar o uso dos seus psicotrópicos. Os judeus, que usam vinho tinto em quase todas as suas festas, condenam severamente o alcoolismo como fraqueza de caráter. Os índios americanos, povos que mais deram drogas ao mundo, tinham substâncias que, de tão perigosas, eram de uso exclusivo dos xamãs. Como o tabaco. Algumas tribos o consideravam a única planta mágica capaz de criar dependência. Segundo o antropólogo Peter Furst, os pajés se aproveitavam disso para viciar seus própios deuses. A fumaça era “alimento dos espíritos”, que faziam de tudo para receber sua sagrada nicotina. “Como não dispunham da planta no além, eles ficavam sujeitos à manipulação dos sacerdotes”, afirmou Furst.
Hoje, para estudiosos do assunto, as drogas perderam sua função de ponte com o divino. Passaram a ser consumidas sem o menor critério, o que facilita o abuso. Se antes elas eram sagradas – e, por isso, ninguém saía por aí abusando –, hoje indicam apenas a busca do prazer pelo prazer. O rito religioso, que concentrava todos os símbolos de uma sociedade, cedeu lugar à roda de viciados em heroína injetável, desafiando a morte pelo contágio do vírus da Aids num canto qualquer.
“As drogas foram dessacralizadas, assim como o almoço em família”, diz a psicóloga paulista Lidia Aratangy. As portas químicas para os êxtases divinos são abertas hoje para aliviar o estresse. O homem moderno se embriaga para esquecer, fuma para relaxar, toma cocaína para trabalhar, engole tranquilizantes para a dor-de-cotovelo. Os deuses não devem estar gostando.

A planta mágica que está fundando religiões no Brasil
Nem sempre as drogas destroem. Ao contrário. Podem integrar e estruturar, se usadas em rituais sagrados. É o caso do cipó alucinógeno ayahuasca (em quíchua, “cipó das almas”), conhecido como mariri ou yajé. Usada há centenas de anos por nações indígenas da Amazônia, a ayahuasca ajudou a fundar duas religiões caboclas que têm atraído a classe média urbana: o Santo Daime e a União do Vegetal.
A UDV foi criada em Rondônia pelo seringueiro baiano José Gabriel da Costa. Ele aprendeu a preparar o chá (“vegetal”, para os fiéis) na fronteira boliviana. A ayahuasca contém dois alcalóides potentes: a harmalina, no cipó, e a dimetiltriptamina, que vem da chacrona, folha misturada ao chá para potencializar seus efeitos. Para o diretor da seita Almir Nahas, o chá é um veículo de concentração. O consumo é restrito aos cultos, que funcionam como uma espécie de terapia de grupo em que o “vegetal” ajuda a quebrar barreiras na consciência. Sob o efeito da bebida, a “borracheira”, os fiéis afirmam ter visões místicas, as “mirações”.
“A cada sessão eu descubro uma coisa nova sobre mim mesma”, disse à SUPER a antropóloga Lucia Gentil, adepta da seita. Mas a transcendência tem seu preço: às vezes, a experiência é quase insuportável.

“A firme convicção da realidade material do inferno nunca impediu os cristãos de fazer o que sugerissem sua ambição, luxúria ou cobiça.”
Aldous Huxley (1894-1963), escritor inglês

8006 – Contos e Poesias – O Cobrador


paz

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.

Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram, caído, um homem.

Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração. O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

– Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse:

– Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:

– Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!

– Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

– Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve. E com certeza você vai pagar muito mais caro. A vingança nos torna iguais ao inimigo; o perdão faz-nos superiores a ele.

“O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte.”

( Mahatma Gandhi )

8005 – Automóvel – Vela superpotente reduz a poluição


Controlar a emissão de poluentes pelo motor dos carros não é fácil. Mas o inventor inglês Michael Ward acredita ter resolvido a questão. Ele construiu um novo tipo de vela cujas faíscas melhoram a queima do combustível. Se a queima não se completa – por ausência de ar -, sobram os chamados hidrocarbonos, maléficos à saúde. Quando se aumenta a entrada de ar- e a temperatura -, a queima produz novos tipos de moléculas tóxicas, os óxidos de nitrogênio. A saída desse labirinto, diz Ward, consiste em acelerar a queima. Sua vela possui uma cavidade circular feita de tungstênio, níquel e ferro, que aumenta a potência da faísca para centenas de watts, contra algumas dezenas de watts das velas convencionais. Nesse caso, a temperatura se eleva bastante, mas a queima é suficientemente rápida para evitar os resíduos inconvenientes. O inventor também aperfeiçoou uma técnica já utilizada, na qual parte dos gases já queimados voltam a participar da combustão. Com isso, reduziu a emissão de óxidos de nitrogênio e de hidrocarbonos a níveis 30% inferiores aos que se exigirão dos carros em breve. Além disso, o consumo foi 11 % menor que o dos carros atuais.

8004 – Medicina – A Vasectomia e o Câncer de Próstata


Os métodos contraceptivos implicam algum risco e o da vasectomia pode ser muito sério: segundo dois estudos da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, os homens que se submeteram a essa cirurgia têm maior probabilidade de desenvolverem câncer da próstata do que os que não. Na primeira pesquisa, foram entrevistados médicos. Mesmo levando em conta a dieta e outros fatores externos, os especialistas dizem que os pacientes vasectomizados apresentam chances 66% maiores de câncer na próstata. O segundo estudo focalizou maridos de enfermeiras e acusou o risco 56% maior de vasectomizados ficarem doentes. Em situação crítica estão os homens operados há mais de vinte anos. “Não está provada uma relação de causa e efeito entre a vasectomia e o câncer”, opina Logan Holtgrewe, presidente da Associação de Urologia Americana. “Mas continua valendo a recomendação, para os homens de meia-idade, de exames da próstata anuais, para detectar os problemas com antecedência.”

8003 – Por que a vaca é sagrada na Índia?


A santidade da mimosa é um dos preceitos da religião hindu. Textos sagrados, como os Vedas, compilados por volta de 1500 a.C., associam o animal à fertilidade e a divindades como Krishna, que teria sido pastor. O hinduísmo sofreu ainda a influência de outra crença, o jainismo, que prega o vegetarianismo e a não-violência. Assim, associada à figura materna por fornecer leite, a vaca também virou objeto de devoção por suas qualidades simbólicas, como humildade e docilidade. Para ter uma ideia do status da ruminante, ela é considerada mais “pura” que a casta mais elevada da sociedade indiana: os brâmanes (sacerdotes). Não à toa, na maioria dos estados indianos o abate desse animal é proibido e, para desespero de muitos guardas de trânsito, ela pode circular com desenvoltura pelas ruas sem ser incomodada. Mas a adoração da mimosa não é uma unanimidade na Índia. Embora cerca de 80% da população seja hindu, há milhões de devotos de outras crenças, como cristãos e mulçumanos, que não cultuam a vaca. Seja como for, todo mundo respeita o animal por lá.

Para a alegria dos mais de 200 milhões de vacas indianas, devido à proibição do abate do animal em quase todo o país, a maior parte do couro utilizado na Índia vem de cabras e búfalos, deixando o gado em terceira posição.
As mais de cem lojas do McDonald’s espalhadas pela Índia contam com dois menus: um vegan radical, cuja maionese nem leva ovos e os hambúrgueres são de vegetais, e outro que inclui frango e peixe. Carne de vaca nem pensar!
A superpopulação bovina nas cidades – onde as vacas “pastam” entre carros, anarquizando o trânsito já caótico – criou até uma profissão: os caubóis urbanos. Eles caçam as desgarradas com laços, mas têm de driblar os hindus radicais, que atiram pedras nos “molestadores” das mimosas.
Para cuidar de vaquinhas atropeladas, idosas ou doentes, muitos indianos largam seus afazeres e criam hospitais e casas de repouso para onde os bichos são levados e passam o resto de seus dias pastando na boa.

100% de aproveitamento
Além de servir como alimento, o leite e seus derivados, como manteiga, são usados em oferendas e cerimônias de purificação. Já o esterco, depois de seco, pode virar lenha em rituais. Há até um refrigerante feito de urina de vaca e que promete curar doenças!

Vacas têm melhores amigas e não gostam de ficar sozinhas

Uma pesquisadora da Universidade de Northampton, no Reino Unido, leva a questão do bem-estar animal bem a sério. Para checar o quão fortes são os laços sociais criados pelas vacas, ela passou algum tempo medindo suas frequências cardíacas e níveis de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) em três situações diferentes: com elas completamente isoladas, na companhia de uma vaca conhecida ou com uma vaca nova, a quem nunca tinham sido apresentadas. “Quando têm suas melhores amigas junto, o estresse é menor do que quando estão com uma vaca qualquer”, aponta a pesquisadora, Krista McLennan.
Ela espera que a indústria de laticínios leve sua descoberta em consideração e evite separar grandes amigas. Afinal, uma vaca feliz e calminha é melhor pra todo mundo.

8002 – Como os animais enxergam as cores


A visão humana é particularmente sensível a um determinado comprimento de onda luminosa que se convencionou chamar azul-esverdeado. Mas o que enxergaria o próprio besouro ao olhar para um companheiro da mesma espécie? Esse é um dos problemas com que se deparam os estudiosos do comportamento animal. Pois ainda é muito pouco o que se sabe a respeito da visão cromática dos animais — e esse desconhecimento tem colocado em xeque muitas antigas suposições sobre o uso que eles fazem de seus surpreendentes coloridos.
Um animal, uma planta ou mesmo qualquer objeto que vemos como “colorido” possui uma superfície capaz de refletir ou emitir ondas eletromagnéticas dentro de certas variações. Os limites para essas variações são ditados pelos próprios comprimentos das ondas. Estas, se forem demasiadamente longas ou, ao contrário, muito curtas, deixarão de estimular a retina humana e, em conseqüência, o sistema nervoso, tornando impossível perceber a “cor”. As diferentes nuances das cores são produzidas por variações no tamanho e na freqüência de radiações eletromagnéticas com um comprimento de onda inferior a um micrômetro (a milésima parte de um milímetro). A percepção das cores principia com o estímulo proporcionado pelas ondas de 0,39 micrômetro (o violeta) e termina na faixa de 0,78 micrômetro (o vermelho). Tanto as ondas mais longas que o vermelho (infravermelho) como as mais curtas que o violeta (ultravioleta) não são percebidas como cor. São, portanto, invisíveis para a vista humana e a da maioria dos animais.
O austríaco Karl von Frisch, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1973, estudou a percepção das cores nas abelhas, descobrindo que esses insetos são particularmente atraídos por uma forma semelhante à cruz de Malta (aquela das caravelas portuguesas). Intrigado, descobriu que, banhando certas flores na luz ultravioleta, esse desenho invisível para os homens aparecia. As abelhas e também as formigas possuem sistemas óticos que ultrapassam, portanto, os limites da visão humana. Elas captam o ultravioleta, embora sejam absolutamente cegas para o vermelho. Conhecendo a faixa de visão de certos insetos, foi possível criar uma lâmpada, usada nas varandas das casas e nas fazendas, que não atrai os insetos que normalmente procuram a luz — a cor dessas lâmpadas para eles é invisível, ou seja, não podem saber quando elas estão acesas ou apagadas. Do mesmo modo, as lâmpadas infravermelhas à venda no comércio emitem também um pouco de radiação vermelha, pois, se irradiassem apenas o intravermelho, seria impossível perceber visualmente quando estão ligadas ou desligadas.
A maioria dos mamíferos não enxerga as cores. Em algumas espécies a visão cromática é ainda considerada duvidosa; com certeza mesmo existe apenas entre os primatas. O ser humano foi privilegiado por uma magnifica visão colorida do mundo que só em alguns aspectos é superada pela inigualável acuidade cromática de certas aves. Como, por exemplo, algumas espécies de beija-flor, capazes de perceber nuances na coloração alaranjada das flores das bromeliáceas que denunciam uma concentração maior de néctar; essas nuances são totalmente inexistentes para os olhos humanos.
Entre os próprios homens, porém, varia imensamente a sensibilidade para a captação das cores. Além dos daltônicos, que não distinguem o verde do vermelho (eles sabem, contudo, que nos sinais de trânsito o vermelho fica sempre acima do verde), já foram identificadas algumas dezenas de outras variedades do daltonismo, batizadas com nomes excêntricos. Assim, existem os dicromatas protanópicos, que não distinguem o azul-esverdeado do branco e vermelho e consideram o amarelo e o laranja iguais; os dicromatas trianópicos, que só percebem o extremo vermelho do espectro e confundem o azul e o verde; e até alguns incríveis tricomatas anômalos, que percebem deficientemente todas as cores.
A visão cromática amplia consideravelmente o universo das informações visuais e assim representa uma grande vantagem para os animais de atividade diurna. Com o cair da noite a percepção das cores deixa de ter sentido para a maioria das espécies, com exceção dos vagalumes — cujos lampejos esverdeados funcionam como chamariz sexual — e dos seres humanos, irresistivelmente deslumbrados pelo ofuscante colorido noturno das metrópoles. Não é por acaso que os coloridos animais escolhidos para enfeitar gaiolas, aquários e exuberantes coleções de insetos pertencem ao seletíssimo grupo dos que possuem visão cromática.
Para eles, as cores funcionam como um verdadeiro código de sinais. De acordo com a situação, a cor cumpre seu papel.
De modo geral, pode–se afirmar que nesses bichos as cores são o resultado de um longo processo de seleção natural, em que elas cumprem muito bem os seus papéis. Isso não significa, porém, que todo e qualquer tipo de coloração deva estar desempenhando uma função adaptativa essencial na vida animal. Afinal, os mecanismos de seleção natural tendem a favorecer a propagação das características que colocam as espécies, e dentro delas os indivíduos, em vantagem na luta pela sobrevivência — em detrimento das características que prejudicam a adaptação dos animais ao meio ambiente.
Já as características “neutras”, que não jogam nem a favor nem contra a sobrevivência, permanecem, por assim dizer, quietas no seu canto. Assim, se um belo colorido não prejudicar a perpetuação de uma espécie, poderá continuar enfeitando os seus representantes por muito tempo. As cores surgem sobre o revestimento externo de um animal sem obedecer a nenhum critério determinado, ainda que possam vir a desempenhar papéis de sinalizadores, como se viu. Sobre penas, escamas ou pelos, elas se apresentam de duas formas bem características: cores estruturais e cores pigmentares.

8001 – Medicina & Robótica – De ☻lho no Da Vinci


Da Vinci robô

As cirurgias robóticas com o equipamento da Vinci estão sob a mira da FDA (agência norte-americana que regula remédios e aparelhos médicos) depois de um aumento no número de relatos de problemas nos EUA.
As notificações recebidas pela agência incluem cinco mortes desde o ano passado que podem estar ligadas a esse tipo de cirurgia.
Em uma operação para retirar de útero, uma mulher morreu, em 2012, porque o robô controlado pelo cirurgião cortou acidentalmente um vaso sanguíneo.

Também foram registrados incidentes, como o caso de um braço robótico que não queria desgrudar de um tecido em uma cirurgia de intestino, forçando os médicos a desligar o aparelho para que as pinças se abrissem.
Durante uma retirada de útero, um braço do robô bateu no rosto de uma paciente na mesa cirúrgica.
A porta-voz da FDA, Synim Rivers, afirmou, porém, que ainda não é possível saber se houve mesmo um aumento no número de incidentes ou se os médicos e os hospitais só passaram a relatá-los com maior frequência.
A escalada de problemas também pode estar relacionada a um crescimento no uso do robô da Vinci nos EUA.
Só em 2012, o equipamento foi usado em quase 370 mil cirurgias, um número três vezes maior do que em 2008.
Especialistas dizem que complicações podem ocorrer em qualquer cirurgia, mas ainda não está claro se elas são mais comuns nas operações robóticas –e é isso que a FDA quer descobrir.
Segundo Angela Wonson, porta-voz da Intuitive, fabricante do da Vinci, o sistema registra índices de segurança “excelentes” em mais de 1,5 milhão de cirurgias no mundo. “As taxas de eventos adversos permanecem baixas.”
Médicos dizem que há vantagens em usar o robô quando o cirurgião precisa chegar a regiões de difícil acesso, como próstata, reto e intestino.
Para o tratamento da endometriose, por exemplo, estudos já mostraram que a cirurgia robótica não é superior à técnica convencional.

Brasil
No Brasil, de acordo com Rodrigo Pinheiro, representante da H. Strattner (distribuidora do da Vinci no país), não houve complicação grave que tenha causado a morte de pacientes por aqui.
De 2008 a 2012, foram feitas cerca de 2.500 cirurgias robóticas no país.
Há robôs da Vinci nos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz e Nove de Julho, em São Paulo, e no Hospital Samaritano e no Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio.
Paulo Zimmer, gerente do programa de cirurgia do Einstein, diz que o uso da cirurgia robótica como estratégia de marketing por hospitais nos EUA leva a um excesso na indicação da tecnologia.
“Temos a preocupação de não entrar na onda de operar quem não precisa. A tecnologia veio para ficar. Mas os pacientes devem ser bem informados e selecionados, como em qualquer procedimento.”