7994 – Bíblia – O Profeta Elias


Profeta Elias

Foi um profeta no Reino da Samaria durante o reinado de Acabe (século IX a.C.), de acordo com os Livros dos Reis.
Elias defendeu o culto de Yahweh contra o culto popular a Baal; ele ressuscitou um homem; fez fogo cair do céu e subiu ao paraíso num redemoinho (acompanhado por uma carruagem e cavalos de fogo ou montado nela). No livro de Malaquias, o retorno de Elias é profetizado: “antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor,” fazendo dele um precursor do Messias e da escatologia em várias religiões que reverenciam a Bíblia hebraica. Referências a Elias são feitas no Talmud, Mishnah, Novo Testamento e Corão.
No judaísmo, o nome de Elias é invocado no ritual Havdalah semanal que marca o final do Shabat, e Elias é invocado em outros costumes judaicos, entre eles o Sêder de Pessach e do brit milá (ritual de circuncisão). Ele aparece em várias histórias na literatura rabínica e no Hagadá, incluindo o Talmude Babilônico.
No cristianismo, o Novo Testamento descreve como Jesus e João Batista são comparados a Elias (em algumas ocasiões, considerados por alguns como manifestações de Elias) e como se deu a transfiguração de Jesus, onde Elias aparece ao lado de Moisés.
No Islã, o Alcorão descreve Elias como um grande profeta e justo de Deus, e quem poderosamente pregou contra a adoração de Baal.
Elias também é uma figura em várias tradições folclóricas. Na Macedônia, Sérvia, Bulgária e Romênia, ele é conhecido como “Elias, o que faz trovejar” e no folclore é responsável por tempestades de verão, granizo, chuva, trovão e orvalho.
Em várias representações da crucificação e do martírio de Jesus, é dito que nos últimos momentos de Cristo na cruz , ele tem uma visão e começa a esbravejar o nome do profeta “Elias!” ao que os sacerdotes dos fariseus que observavam tudo diziam: “vejam, ele invoca o nome do profeta Elias”.

Veja também em outro capítulo a mega polêmica: Elias era João Batista?

7993 – Espiritismo é Ciência – Alexandre Aksakof


aksakof

Este gigante da literatura espírita nasceu em Ripievka, Rússia, no dia 27 de maio de 1832, e desencarnou em 4 de janeiro de 1903. Foi diplomata e conselheiro privado do Imperador Alexandre III, Czar da Rússia.
Começou a estudar os fenômenos espíritas em 1855, quando se encontrava na Alemanha, em missão diplomática.
Foi colaborador de William Crookes nas experiências de materializações do Espírito de Katie King; fez parte da Comissão de Milão para investigação dos fenômenos produzidos por Eusápia Paladino.
Escreveu o livro “Animismo e Espiritismo”, que foi publicado em 1890 e traduzido para várias línguas, inclusive para o português.
Homem de ciência e de uma convicção inabalável, jamais temeu a crítica. Dizia ele:
“Não tenho outra coisa a fazer senão afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido.”

(1832 – 1903) – Alexandre Aksakof nasceu na Rússia, no seio de nobre família, cujos membros ocuparam sempre lugar de destaque na literatura e nas ciências. Começou seus estudos no Liceu Imperial de São Petersburgo – instituição da antiga nobreza da Rússia – e uma vez concluídos dedicou-se ao estudo da Filosofia e da Religião, tendo para isso que aprender o hebraico e o latim, visando um melhor entendimento da obra grandiosa de Emanuel Swedenborg.
Após estudar com afinco cursos e ramos da Filosofia, escreveu a primeira obra em francês no ano de 1852 sobre Swedenborg: “Uma exposição metódica do sentido espiritual do Apocalipse, segundo o Apocalipse revelado”. Em 1854, caindo em suas mãos a obra de Andrew Davis: “Revelações da Natureza Divina”, Aksakof abriu novos horizontes às suas aspirações e tendências intelectuais, reconhecendo um mundo espiritual de cuja realidade não mais duvidava.
Para fazer um completo estudo fisiológico e psicológico do homem, matriculou-se em 1855 como estudante da Faculdade de Medicina de Moscou, onde ampliaria os seus conhecimentos de Física, Química e Matemática, ao mesmo tempo em que acompanhava, passo a passo, o desenvolvimento espírita na Europa e na América. Para isso ele revolvia livrarias e pedia de qualquer lugar as obras que não se encontravam nas livrarias de sua terra. A partir de 1855 ele inicia a tradução para o russo de todas as obras de:
Allan Kardec,
Hare,
Edmonds,
Dale Owem,
William Crookes,
“Relatório da Sociedade Dialética de Londres”,
e a fundação de periódicos como o “Psychische Studien”, de Lípsia, uma das melhores revistas sobre Espiritismo.

A obra de Aksakof não se restringiu apenas a escrita. Criou adeptos entre pessoas de talento reconhecido, muitos deles cientistas, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas. Para essa comissão, Aksakof mandou vir da França e da Inglaterra os médiuns que participariam das experiências. Como resultado, por haver fugido das condições pré-estabelecidas, tal comissão chegou a conclusões errôneas sobre o Espiritismo, saindo como relatório conclusivo o livro “Dados para estabelecer um juízo sobre o Espiritismo”, onde afirmava a falsidade dos fenômenos observados. Aksakof contestou a comissão com um outro livro intitulado: “Um momento de preocupação científica”.
A seguir, o valente russo voltou as suas baterias verbais contra o célebre “filósofo do inconsciente” Von Hartmann, publicando uma obra volumosa, a mais completa que se conhece sobre o assunto versado “Animismo e Espiritismo”, que mais o fortaleceria como eminente cientista e pesquisador nato.
Homem de brilhante posição social, ele consagrou-se durante 25 anos ao serviço do Estado, alcançando vários títulos, tais como: conselheiro secreto do Czar, conselheiro da corte, conselheiro efetivo do Estado, e outros que não são mais que um prêmio aos bons serviços prestados por ele à sua pátria. Verdadeiro sábio, raras vezes se acham reunidas tanta inteligência, tanta erudição a um critério imparcial. Jamais se deixou arrastar pelos entusiasmos das suas convicções; nunca perdeu a serenidade em seus juízos, e, no meio da sua fé, tão ardente e sincera, não esqueceu o raciocínio frio que lhe fez compreender quais podem ser as causas dos fenômenos que observava, o que o colocou acima dessa infinidade de fanáticos que não estudando, não experimentando, e aceitam como bom tudo quanto se lhes querem fazer crer.
Polemista temível e escritor delicado, os trabalhos de Aksakof levam a convicção ao espírito; e tal sinceridade se vê em suas obras que, lendo-as, sente-se a necessidade de crer nelas. Alie-se a isto um caráter bondoso e uma vontade de ferro, que não se demove frente aos obstáculos, assim como a uma paixão imensa pelo ideal que o leva a percorrer a Europa para fazer experiências, e ter-se-á uma ideia superficial a respeito do investigador incansável, dotado de uma alma varonil e de um talento primoroso. Nunca permaneceu ocioso; seus artigos abundavam nos periódicos espíritas, e não há pessoa medianamente ilustrada que não conheça alguma das suas célebres experiências com os médiuns Home, Slade, d’Esperance, ou algum de seus estudos acerca de fantasmas e formas materializadas. Assim foi Aksakof, o maior de todos os soldados da grande Rússia, um soldado que combatia ideias, ideal com ideal, desonra com honra, preconceitos com dignidade.

Foi professor da Academia de Leipzig e fundador, em 1874, da revista Psychische Studien (Estudos Psíquicos), na Alemanha.
Em 1891, lançou em Moscou a revista de estudos psíquicos Rebus, a primeira do gênero na Rússia.
Criou adeptos entre cientistas e filósofos de seu tempo, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Daniel Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas.
Efetivou numerosas experiências e observações científicas com o concurso da médium italiana Eusapia Palladino, que serviram de fundamentação para sua obra mais importante: Animismo e Espiritismo assim como, ao estudar a mediunidade da médium inglêsa conhecida como Elizabeth d’Espérance, testemunhou um evento sobre o qual escreveu a obra “Um Caso de Desmaterialização”.

7992 – Cientistas japoneses decifram parcialmente conteúdo dos sonhos


Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu decifrar parcialmente o conteúdo dos sonhos. A pesquisa foi publicada na revista “Science” esta semana. O feito tem importância para a análise do estado psíquico, para a compreensão das doenças psicológicas e até mesmo para o controle de máquinas com o pensamento.
“Há muito tempo, os humanos se interessam pelos sonhos e seus significados, mas até agora apenas a pessoa que sonha conhece o conteúdo de seu sonho”, explicam os cientistas do laboratório de Yukiyasu Kamitani, do Instituto Internacional de Pesquisas de Telecomunicações Avançadas de Kyoto.
Para avançar na compreensão científica dos sonhos, os cientistas desenvolveram um procedimento e dispositivo para decodificar as imagens que uma pessoa observa durante a fase onírica direto do cérebro.
Para isto, registraram repetidamente a atividade cerebral de três pessoas durante a fase de sonho. Quando aparecia no monitor de análises um sinal correspondente a uma fase de sonho, os cientistas despertavam os voluntários e perguntavam que imagens haviam acabado de ver. A operação foi repetida mais de 200 vezes por pessoa.
Este exercício permitiu criar uma tabela de correspondências entre a atividade cerebral e objetos ou temas de diversas categorias (alimentos, livros, personalidades, móveis, veículos, etc.) observados nos sonhos: uma espécie de léxico que associa um sinal cerebral a uma imagem.
Uma vez que esta base de dados foi criada, a exploração da atividade cerebral por meio de ressonância magnética permitiu saber quais imagens as pessoas viam durante os sonhos, por correspondência, graças ao registro dos mesmos sinais característicos.
Em 60 a 70% dos casos, a predição foi exata, mas ainda é considerada básica.
Os cientistas imaginam inclusive fabricar um dia uma máquina que permita gravar os sonhos para depois reconstituí-los em imagens.
Os trabalhos poderiam ainda contribuir para os estudos sobre o controle das máquinas com o pensamento, um tema de pesquisa importante no Japão.

7991 – Curiosidades – Locomotiva para micróbio


As velhas locomotivas ficariam orgulhosas desse último neto – a menor máquina a vapor já construída, cujas peças são centenas de vezes menores que um milímetro. O princípio é o mesmo de sempre: o vapor se expande dentro do pistão e empurra um êmbolo como o de uma seringa da farmácia. Mas, em micro-escala, o aparelho mais parece um chip de computador. Inventado por Jeff Sniegowski, dos Laboratórios Nacionais Sandia, em Albuquerque, Estados Unidos, ele poderá ser útil, por exemplo, em microcirurgias.