7975 – Curiosidades – O Cemitério Gigante


Ao projetar o maior cemitério do mundo em extensão, na cidade de Hamburgo, norte da Alemanha, o arquiteto Johann Wilhelm Cordes (1840-1917) tinha em mente criar um lugar bem alegre, bonito, amplo e nada mórbido. Ele acreditava que dar ao Cemitério Ohlsdorf ares de parque, repleto de coníferas e canteiros floridos, em nada prejudicaria o respeito que se deve ter aos mortos. Em 1877, os portões foram abertos ao público com os sepultamentos de três pessoas comuns – dois trabalhadores e a viúva de um carpinteiro. Desde então, cidadãos alemães e turistas utilizam os 402 hectares instalados no coração de Hamburgo também para se divertir, passear, namorar, praticar exercícios físicos e, claro, prestar homenagens ao 1,4 milhão de antepassados enterrados no local.
Foram necessários 11,5 quilômetros de grades para cercar o Cemitério Ohlsdorf. Ele reúne aproximadamente 300 000 túmulos, inúmeros mausoléus de celebridades, 200 000 monumentos, 700 fontes, 80 quilômetros de trilhas, duas linhas de ônibus, lagos, 12 capelas, três museus, 1 500 lixeiras e 2 800 bancos. A pé, o visitante leva quase três horas para atravessar o cemitério. E haja perna: ele tem, em média, 3,5 quilômetros de comprimento por 1,5 quilômetro de largura. O ousado projeto rendeu ao arquiteto Cordes o Grande Prêmio da Feira Mundial de Paris, em 1900. O próprio Cordes seria enterrado no local, anos depois. Em sua lápide, três anjos sabiamente sugerem: “Apreciem a beleza”.
A área do Cemitério Ohlsdorf corresponde ao dobro do território de Mônaco, o segundo menor país do mundo, com 1,95 quilômetro quadrado. O número de mortos é quase igual à população de Porto Alegre.

7974 – Eurotúnel: Tráfego debaixo das águas


Eurotúnel foto
Eurotúnel foto

A mais longa passagem submarina é o Eurotúnel, que atravessa o Canal da Mancha e une a Inglaterra à França. O sistema é constituído de dois túneis gêmeos para a passagem do trem e do transportador de carros, cada um com 7,6 metros de diâmetro e 49,94 quilômetros de extensão, sendo que 39 quilômetros ficam 40 metros abaixo da superfície. Há ainda um terceiro túnel central, usado pelas equipes de manutenção. A hipótese de ligar a Grã-Bretanha ao continente foi pensada pela primeira vez pelo engenheiro francês Albert Mathieu, em 1802. Mas só se concretizou em 6 de maio de 1994, quando a obra, que custou 16 bilhões de dólares, foi inaugurada pela rainha Elizabeth II e pelo presidente François Mitterrand. Por ano, mais de dois milhões de veículos passam pelo Eurotúnel, que detém outro recorde, o de campeão no transporte de animais domésticos. Entre fevereiro de 2000 e junho de 2002, 50 000 cães e gatos foram levados de uma ponta à outra do canal.

7973 – Não parece, mas é – Teia de aranha: Mais dura que aço


A armadeira
A armadeira

A resistência de uma teia de aranha não é mero objeto de ficção científica. Não por acaso, um dos maiores super-heróis do cinema, o Homem-Aranha, consegue deslocar-se em alta velocidade pelas ruas de Nova York segurando-se apenas nos finíssimos fios que pendem dos edifícios. Os fios de proteína, que formam a intrincada teia com que as aranhas capturam suas presas, são cinco vezes mais fortes que fios de aço do mesmo diâmetro e podem ser esticados até quatro vezes o seu comprimento sem se partir. Imagine então o que o Homem-Aranha seria capaz de fazer se tivesse sido picado pela aranha americana Achaearanea tepidariorum, a espécie que tece a teia mais resistente de todas.
Apesar de um fio ser invisível a olho nu por ser muito fino (0,15 micro), ele é tão forte que consegue, numa teia com densidade mínima, parar um besouro voando em alta velocidade. Especialistas acreditam que, se a teia dessa aranha tivesse os fios com a mesma espessura de um lápis, seria capaz de parar um Boeing 747 em pleno vôo. A explicação para um filamento tão forte é que, quanto mais força o aracnídeo utiliza para puxar o fio durante a fabricação, mais resistente ficará depois de enrijecido.

7972 – Telescópios – As Janelas para o Céu


Diagrama do Telescópio

Dia 25 de agosto de 1609. No alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelavam-se, curiosos, em torno da última criação de um matemático de Pisa já conhecido por suas invenções e excentricidades: um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Olhando através dele, os edifícios do outro lado da praça, a mais de trinta metros, pareciam estar ao alcance das mãos. Foi assim que Galileu Galilei (1564-1642) apresentou ao mundo “a maravilha do século XVII” — o telescópio. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras. Ele viu mais: “Eu observei a natureza e o material da Via Láctea. Ela não passa de um aglomerado de estrelas, agrupadas em nuvens.”
O Universo conhecido hoje já ultrapassou os limites da Via Láctea. O homem aprendeu a “enxergar” a “luz invisível”, como os raios infravermelho, gama e ultravioleta. Assim, pôde vasculhar regiões cósmicas que estão a bilhões de anos-luz. Os limites continuam se ampliando: nos próximos cinco anos, a capacidade de observação vai quase triplicar, tal é o número de instrumentos novos em construção.
Foi Galileu quem criou o primeiro telescópio, mas não foi só dele a idéia original. Em 1608, o fabricante de óculos alemão Hans Lippershey (1570-1619) trabalhava em sua oficina na Holanda quando um aprendiz mostrou ao mestre o que descobrira: olhando através de duas lentes, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. E mandou um recado ao sábio italiano sobre a invenção. Galileu aprimorou muito a engenhoca holandesa e usou-a para examinar o céu pela primeira vez. Nunca tomou a iniciativa de revelar quem era o seu “ajudante secreto”.
Os primeiros telescópios refratores (que usavam lentes para desviar e concentrar a luz) tinham um problema: os raios que passavam pela borda das lentes deformavam a imagem. Em 1668, o matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) mudou o plano de construção dos instrumentos (veja ilustração ao lado), substituindo suas lentes por espelhos, que concentram a luz sem distorcer a imagem. Nascia assim o primeiro instrumento refletor.
Para “enxergar” longe, um telescópio tem de captar muita luz — ou seja, quanto maior, melhor. A corrida em busca de luz começou ainda no século XVIII, com William Herschel. No século XIX, a vedete era o Leviatã, na Irlanda. No início deste século, com o telescópio de Monte Wilson, esses instrumentos ganharam o status de olhos voltados para o Universo.
A partir da década de 40, o tamanho perdeu terreno para as novas tecnologias eletrônicas na determinação do alcance do instrumento.Captar imagens do Universo distante é sempre um desafio, principalmente daqui da superfície do planeta. É que a atmosfera terrestre funciona como um filtro que atrapalha a passagem de parte dos raios X, gama, ultravioleta e infravermelho. Além disso, a turbulência do ar desvia a luz visível e distorce as imagens. Resumindo: vencido o desafio de captar mais luz, o problema é conseguir a maior resolução, isto é, a maior nitidez possível.
A solução foi lançar telescópios acima da atmosfera — o que só se tornou possível a partir da era espacial, na década de 60. O mais ambicioso de todos os projetos nessa área é o Telescópio Espacial Hubble.
Mas a chegada dos telescópios orbitais não tirou da jogada os instrumentos de superfície. Ao contrário: o aceleradíssimo ritmo da tecnologia eletrônica coloca os telescópios com os pés cada vez mais firmes no chão. Um equipamento dessa classe custa bem menos que os dois bilhões de dólares gastos para colocar o Hubble em órbita. Assim, no mesmo ano de lançamento do Hubble, era inaugurado, no Chile, o primeiro telescópio inteligente, o NTT.
E novas janelas para o Universo já começam a ser abertas, com complexos instrumentos. Como o VLT, com uma resolução de imagem suficiente para distinguir um objeto do tamanho de uma bola de tênis a 36 000 quilômetros de distância. O VLT terá quatro espelhos de oito metros cada um, com capacidade equivalente à de um único espelho de dezesseis metros de diâmetro — um prodígio, já que o maior espelho em uso hoje, o do Keck, tem dez metros.

O Leviatã
O maior telescópio do século XIX foi construído na Irlanda, pelo astrônomo William Parsons Rosse (1800-1867). Com um espelho de 1,80 metro de diâmetro e mais de dezesseis metros de altura, foi apelidado de Leviatã. Levou três anos para ser montado entre duas paredes de pedra, na atual cidade de Parsonstown, e entrou em operação em 1845. Apesar de desajeitado, instalado num local de condições climáticas pouco favoráveis à observação, esse instrumento revelou a estrutura em espiral de alguns objetos cósmicos que, hoje se sabe, são galáxias. O Leviatã foi desmontado em 1908.

Monte Wilson
Com um espelho de mais de 2,50 metros de diâmetro, o grande telescópio refletor Hooker foi construído pelo astrônomo americano George Hale (1868-1938) e entrou em operação em 1917, no Monte Wilson, Califórnia, Estados Unidos. Foi nesse instrumento que outro americano, Edwin Hubble (1889-1953) percebeu que as chamadas nebulosas espirais, descobertas no século XIX, eram, na verdade, outras galáxias fora da Via Láctea. O Hooker manteve a posição de maior refletor do mundo até 1948, quando o próprio Hale construiu o telescópio de Monte Palomar, com um espelho de cinco metros.

7971 – Psicologia – O que é o inconsciente?


Inconsciente, do latim inconscius (às vezes chamado também subconsciente) é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, mais genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência. O segundo significado, mais específico, provém da teoria psicanalítica e designa uma forma específica de como o inconsciente (em sentido amplo) funciona. Enquanto a maior parte dos pesquisadores empíricos está de acordo em admitir a existência de processos mentais inconscientes (ou seja, do inconsciente em sentido amplo), o modelo psicanalítico tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo de pesquisadores da psicologia cognitiva. Para evitar a confusão entre os significados, alguns autores preferem utilizar o adjetivo “não-consciente” no primeiro significado, reservando o adjetivo “inconsciente” para o significado psicanalítico.
Nos livros “Psicopatologia da vida cotidiana” e “A Interpretação dos sonhos”, Sigmund Freud mostra que há um significado nos esquecimentos e outros atos falhos e nos sonhos, que não está em geral aparente de imediato. O fato de haver esse significado, mas ao mesmo tempo que ele não seja transparente ao indivíduo, sugere que o que consideramos nossa mente é como uma ponta de um iceberg. A parte submersa seria então o inconsciente.
O conceito de inconsciente de Carl Gustav Jung se contrapõe ao conceito de subconsciente ou pré-consciente de Freud. O pré-consciente seria o conjunto de processos psíquicos latentes, prontos a emergirem para se tornarem objetos da consciência. Assim, o subconsciente poderia ser explicado pelos conteúdos que fossem aptos a se tornarem conscientes (determinismo psíquico). Já o inconsciente seria uma esfera ainda mais profunda e insondável. Haveria níveis no inconsciente mesmo inatingíveis.
Jung separou o inconsciente pessoal do inconsciente coletivo. Hoje, não existe consenso sobre se realmente existe um inconsciente coletivo, igual ou distribuído igualmente entre todas as culturas e povos. Mas os estudos de mitologia/religião comparada, de todos os povos e de todas as épocas da humanidade, dão fortes indícios e força a esse modelo. Cabe aqui citar um grande nome nessa área, Joseph Campbell, autor do livro The Power of Myth (O Poder do Mito). Seus estudos reforçam o modelo de inconsciente coletivo de Jung.
Para Meneghetti, iniciador da escola ontopsicológica, o inconsciente é o quântico de vida e de inteligência por meio do qual nós existimos, mas não conhecemos, isto é, do qual não temos alguma reflexão consciente. É uma parte da vida e da inteligência do homem: é o quântico de vida psíquica e somática que o indivíduo é, mas do qual não é consciente e que age de qualquer modo para além da lógica da consciência.

7970 – Planeta Verde – Viva a Juréia


Planeta Verde

Com uma área de 800 km, no litoral sul de São Paulo, a Juréia gurada uma riqueza biológica que poucos locais da Terra podem igualar:

A Estação Ecológica de Juréia-Itatins é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada no litoral sul paulista. O território da estação está dividido entre os municípios de Iguape, Miracatu, Itariri, Pedro de Toledo e Peruíbe. Foi criada em 20 de janeiro de 1986 pelo Decreto Nº 24.646 e pelo Decreto nº 31.650, de 8 de abril de 1958, que instituiu a Reserva Estadual dos Itatins, numa área de 80 hectares na Serra do Itatins.
O clima da Baixada do Rio Ribeira de Iguape é o tropical chuvoso de floresta (Classificação climática de Köppen-Geiger Af). Este tipo de clima é caracterizado por altas temperaturas e pluviosidade, precipitação anual maior que a evapotranspiração, ausência de estação seca e o mês mais frio possui temperatura media superior a 18°C. Na região da EEJI, as temperaturas medias anuais estão entre 21 e 22°C, a pluviosidade anual media e de 2200 mm e a umidade relativa do ar a superior a 80%.

jureia-itatins

Ameaças

Em 17 de agosto de 2005, os moradores da região, cansados de esperar por providências dos órgãos ambientais, foram a campo para barrar um grande desmatamento na reserva da mata atlântica no município de Iguape/Peruíbe.

Caranguejos típicos do mangue moram no local, em tocas que eles mesmos constroem nas massas de raízes suspensas. Comem restos de animais vindos até da mata de encosta.

O cachorro do mato caminha por toda a restinga e pela floresta de planície, comendo aves, pequenos mamíferos e frutos, principalmente de palmeira.

Mata de encosta – Suas marcas registradas são a chuva e a neblina, garantindo umidade constante nos 365 dias do ano.
A floresta de planícei se formou na área plana da Juréia, a planície litorânea. O solo é de areia e argila, com plameiras, orquídeas, bromélias e vegetação típica de beira de rio.
A vegetação de altitude cresce no topo das serras de Juréia, com solo rochoso, onde crescem arbustos secos, de folhas duras.

Foi nas dunas que susrgiram as primeiras espécies de vegetais da Juréia, há alguns milhares de anos. Sementes trazidas pelos ventos marinhos conseguiram germinar no solo arenoso. Em seguida algumas plantas se desenvolveram e começaram a reter a areia solta, fixando-a no solo. Criou-se uma camada de vegetais decompostos no solo, que proporcionou nutrientes para o aparecimento de outro ecossistema, mais para dentro do continente: a restinga. Primeiro o solo ficou mais úmido, depois passou a abdorver nutrientes das folhas e galhos apodrecidos. No final a planícies estava preparada para o desenvolvimento de uma mata.
Já o mangue depende da mistura da água doce e salgada para existir. Em tal água salobra decompõem-se detritos de plantas e bichos mortos. Vindos de todos os ecossistemas da Juréia, as substâncias desse caldo alimentam o plâncton, um conjunto de seres microscópicos que vivem em suspensão na água, este, por sua vez, alimenta mais de 10 mil espécies da fauna dos oceanos, que passam a primeira etapa de sua vida nessa região.
Da floresta saíram 2000 remédios.

7969 – Saúde – Mais potássio na dieta reduz risco de derrame


Um incremento no consumo de frutas e legumes frescos e uma redução na ingestão de alimentos industrializados podem aumentar a presença do potássio na dieta e levar a uma redução de 24% no risco de derrames cerebrais na população.
Hoje, a doença é a principal causa de morte e incapacidade no Brasil.
A indicação vem de uma grande revisão de estudos liderada por pesquisadores da OMS (Organização Mundial da Saúde) e publicada no “British Medical Journal”.
O trabalho envolve dados de quase 130 mil pessoas saudáveis e mostra que, entre as que consumiam mais potássio (de 3,5 g a 4,7 g por dia), o risco de derrame era 24% menor do que no grupo que ingeria menos desse nutriente.
O potássio é essencial para o funcionamento celular e serve como contraponto à ação do sódio, componente do sal fortemente ligado à hipertensão, que é fator de risco para derrames e outras doenças cardiovasculares.
O trabalho sobre potássio, assinado por Nancy Aburto, do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS, é acompanhado por outras duas revisões de estudos a respeito do efeito de reduções do consumo de sódio na pressão.
Que cortar o sal da dieta ajuda a controlar a pressão é mais do que sabido. O que ainda se discute são as metas ideais de consumo diário -e como implementá-las.
Hoje, a OMS recomenda até 5 g de sal por dia –o equivalente a 2 g de sódio.
De acordo com o trabalho liderado pelo pesquisador Feng He, da Universidade de Londres, diminuir o consumo de sal dos atuais 9 g a 12 g observados em média na população para 5 g já teria um grande impacto, mas um corte mais radical, para 3 g, seria ainda melhor para o controle da pressão arterial.
O governo brasileiro estabeleceu metas de redução de sódio para os alimentos industrializados, mas o acordo foi visto como tímido por alguns especialistas.

Controle da pressão no dia mundial da Saúde
O controle da pressão arterial foi o tema escolhido pela OMS para o Dia Mundial da Saúde, no próximo domingo.
Hoje, no Rio, a Federação Mundial do Coração vai discutir o cumprimento dos objetivos da OMS de redução de 25% da mortalidade por doenças crônicas até 2025.
“Queremos a adesão do Brasil a esses objetivos”, afirma Johanna Ralston, diretora-presidente da federação.
Também será lançado um aplicativo de celular (Pontuação Digital da Saúde) que avalia o risco de desenvolver doenças crônicas.

pressão alta