7915 – Geologia – Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.

Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

7914 – Não é Magia, é Tecnologia – Pesquisadores criam capa da invisibilidade ultrafina


As tecnologias de invisibilidade passaram por grandes avanços na última década. Mesmo assim, ainda estão longe do que é visto no cinema: os dispositivos ainda são volumosos, pouco flexíveis e em geral só funcionam para “esconder” formas geométricas — muito diferente da capa de invisibilidade da série Harry Potter, por exemplo.

Conhecendo a Pesquisa

Título original: Demonstration of an ultralow profile cloak for scattering suppression of a finite-length rod in free space
Onde foi divulgada: periódico New Journal of Physics
Quem fez: J. C. Soric, P. Y. Chen, A. Kerkhoff, D. Rainwater, K. Melin e A. Alù

Instituição: Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos

Dados de amostragem: Uma capa de fios de cobre afixados em um filme de policarbonato de 100 micrômetros, arranjados em um formato de rede
Resultado: A capa foi colocada sobre um cilindro de 18 centímetros e foi capaz de deixá-lo imperceptível para raios de luz no comprimento das micro-ondas.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, deram um passo importante ao apresentar um manto maleável, com a espessura aproximada de um fio de cabelo. A tecnologia só foi testada para micro-ondas, mas os pesquisadores acreditam que em breve poderão experimentar seus resultados no espectro da luz visível. Um estudo foi publicado na edição desta terça-feira da revista New Journal of Physics.
A capa desenvolvida pelos cientistas é feita a partir de fios de cobre afixados em um filme de policarbonato de apenas 100 micrômetros (o que equivale a um décimo de milímetro), arranjados em um formato de rede com fitas verticais e circulares. O manto foi usado para tornar um cilindro de 18 centímetros invisível a micro-ondas na frequência de 3,6 Gigahertz. Durante os testes, sensores instalados de todos os lados do cilindro foram incapazes de perceber sua existência.
Os pesquisadores preveem que a flexibilidade inerente ao formato do manto permita que ele seja usado para esconder um grande número de objetos de formatos assimétricos, ao contrário do que acontece com a grande maioria das tecnologias desenvolvidas até hoje.
Invisibilidade – Os objetos são detectados conforme o reflexo das ondas — podem ser de luz, raios-x, micro-ondas ou até som — em sua superfície. Um objeto só é enxergado, por exemplo, quando os raios de luz visível são refletidos em direção aos olhos do observador.

Os estudos anteriores sobre dispositivos de invisibilidade se baseavam no desenvolvimento de materiais capazes de desviar os raios de luz ao redor de um objeto, impedindo sua reflexão. Assim, os pesquisadores criavam a ilusão de que ele não estava ali. Essa tecnologia, no entanto, ainda resulta em dispositivos grandes e poucos adaptáveis.
O novo método usa as ondas refletidas pelo próprio manto para anular as ondas refletidas pelo objeto coberto. “Os campos da capa e do objeto se cancelam, e o efeito geral é de transparência”.
Segundo os pesquisadores, as vantagens do manto em comparação às tecnologias mais antigas é justamente sua flexibilidade — ele pode ser usado em vários tipos de materiais sem precisar de grandes adaptações. Além disso, é de fácil fabricação e pode funcionar com diferentes tipos de onda.
A tecnologia foi primeiro testada em micro-ondas, raios invisíveis ao olho humano, usados em radares e nas telecomunicações. O próximo desafio é usar o manto para esconder um objeto no espectro da luz visível. É um desafio e tanto. O tamanho dos objetos que podem ser escondidos com esse método muda conforme o comprimento de onda. Por enquanto, os cientistas preveem que, trabalhando com luz visível, só poderão esconder objetos do tamanho de micrometros.

7913 – Prêmio Nobel 2010 – Vencedor do Nobel de Física já ganhou o Ig Nobel e esteve três vezes no Brasil


O russo naturalizado holandês Andre Geim, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2010, já viveu momentos menos glamorosos na ciência. Em 2000, ganhou o infame Ig Nobel em companhia de Michael Berry, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, por levitar um sapo usando semicondutores. Mas, com o prêmio deste ano dado pela Academia Sueca de Ciências, ele cumpre com brilhantismo o conselho dado todo ano por Marc Abrahams, criador do Ig Nobel, ao final das cerimônias de premiação: “mais sorte no próximo ano para os que não ganharam o prêmio – e principalmente para os que ganharam.”

Apesar do que o fato de ter um Ig Nobel na estante possa indicar, Geim, que ganhou o Nobel junto com o pesquisador russo Konstantin Novoselov, já era respeitado internacionalmente pelas suas pesquisas com semicondutores e, principalmente desde 2004, pela invenção e descoberta das propriedades do grafeno.
Foi graças a essa fama que Geim já visitou o Brasil três vezes, sempre convidado a palestrar em congressos internacionais realizados no país. Nesta década, ele veio a um encontro sobre magnetismo, no Rio de Janeiro, e a dois encontros sobre semicondutores, em Belo Horizonte e em São Paulo.

7912 – Quadrinhos – A Morte de Robin


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Roteirista diz que Robin precisa morrer para Batman triunfar
Ao blog da DC Comics, Grant Morrison contou que Damian Wayne não poderia almejar substituir o pai, já que Bruce nunca morre — diferente do Super-Homem.
O roteirista contou ao blog da editora americana DC Comics que o fim de Damian, filho de Bruce Wayne com a vilã Talia Al-Ghul, já estava planejado desde o começo. Segundo Morrison, Damian, que se tornou o quinto Robin do universo Batman, não pode crescer porque não pode almejar substituir o pai, que sempre será o principal herói de Gotham City.
“Eu escolhi criar a minha história em cima do trauma, do assassinato dos pais de Bruce Wayne, algo que pauta a conduta de Batman. Os principais vilões de Bruce são, para mim, baseados em arquétipos de péssimos pais”, escreveu Morrison. “Esse tema de famílias arruinadas esteve por trás da criação de Damian, o primeiro filho de Batman. De muitas maneiras, a história de Damian Wayne foi a história de Bruce e o seu fim estava planejado há tempos. Afinal, qual filho poderia esperar substituir o pai que nunca morre?”, explicou o roteirista.
A morte de Damian foi contada na edição da revista Batman Incorporated.
O garoto de 10 anos era fruto do affaire do ricaço Bruce Wayne com a filha de um dos seus principais rivais, Ra’s Al Ghul. Damian Wayne não é o primeiro Robin a morrer. Jason Todd foi morto pelo Coringa, e depois ressuscitou — coisa de novela, mas também de gibi — em 2005.
“Salva o mundo. Faz o seu trabalho como Robin e morre como herói absoluto”, disse o autor dos quadrinhos, Grant Morrison, em entrevista para o New York Post. Perguntado sobre a substituição de Robin, o escritor disse que “nunca se pode dizer nunca” no mundo dos quadrinhos. “Enfim, Batman terá sempre um parceiro.”

7911 – Manchas solares podem atingir auge dos últimos 11 anos


Em 1859, o Sol entrou em erupção, e na Terra os fios emitiram faíscas que deram choques nos operadores de telégrafo e queimaram seus papéis.
Foi a maior tempestade geomagnética registrada na história. O Sol atirou bilhões de toneladas de elétrons e prótons zunindo em direção à Terra, e quando essas partículas bateram no campo magnético do planeta criaram auroras espetaculares, com tons verdes, vermelhos e púrpura no céu noturno — juntamente com poderosas correntes elétricas que saíam do chão para os fios, sobrecarregando os circuitos.
Se uma tempestade dessas ocorresse no século 21, alguns satélites de telecomunicações muito acima da Terra seriam inutilizados. Os sinais de GPS se embaralhariam. E as redes elétricas poderiam falhar, mergulhando um continente inteiro na escuridão.
Os cientistas dizem que é impossível prever quando vai acontecer a próxima tempestade solar gigante –e se a Terra estará em seu caminho. O que eles sabem é que com mais manchas solares vêm mais tempestades, e neste outono o Sol deverá atingir o auge de seu ciclo de manchas de 11 anos.
As manchas solares são regiões com campos magnéticos turbulentos onde se originam as labaredas solares. Seus altos e baixos são observados há séculos, mas somente nas últimas décadas os cientistas solares descobriram que os campos magnéticos no interior das manchas podem desencadear os clarões fortes chamados labaredas solares e as erupções gigantescas de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal.
Os especialistas estão divididos sobre as consequências para a Terra de uma erupção solar cataclísmica, conhecida como evento de Carrington, nome do astrônomo britânico que documentou a tempestade de 1859.
Um blecaute continental afetaria muitos milhões de pessoas, “mas é administrável”, disse John Moura, da Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica, um grupo sem fins lucrativos fundado por distribuidoras para ajudar a administrar a rede de energia. A maior parte da rede poderia ser religada em cerca de uma semana.
Outros são mais pessimistas. Temem que uma erupção enorme e bem dirigida do Sol causaria não apenas o desligamento da iluminação, mas também danificaria os transformadores e outros componentes críticos.
Alguns lugares poderiam ficar sem energia durante meses, e “há possibilidade de escassez crônica durante vários anos”, segundo o Conselho Nacional de Pesquisa, o principal grupo de pesquisa científica dos Estados Unidos.
E mesmo que o Sol projete uma grande explosão, como ocorreu em julho passado, há probabilidade de que ela siga inofensivamente em outra direção do sistema solar. Só raramente uma explosão gigante voa diretamente para a Terra.

O exemplo mais claro e estudado da capacidade do Sol de afetar as redes de energia ocorreu em 13 de março de 1989 em Quebec, no Canadá. Nas primeiras horas da manhã, uma tempestade solar gerou correntes nas linhas de transmissão, danificando os interruptores de circuito. Em poucos minutos um blecaute se estendeu pela província. A energia foi restabelecida no mesmo dia. O Canadá foi atingido novamente alguns meses depois, quando outra tempestade solar causou o desligamento de computadores na Bolsa de Toronto.
Os perigos não vão desaparecer depois que passar o máximo solar – o período de clima espacial mais pesado. Mesmo quando está calmo, com poucas manchas, o Sol pode produzir uma erupção gigantesca.
As labaredas solares, que viajam na velocidade da luz, chegam à Terra em menos de 8,5 minutos e podem interromper algumas transmissões de rádio. Mas são as ejeções de massa coronária – em que bilhões de toneladas de elétrons e prótons são projetadas e aceleram a mais de 1,5 milhão de quilômetros por hora – que causam maior preocupação.
As partículas ejetadas, que geralmente levam dois ou três dias para percorrer os 150 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra, nunca atingem a superfície: o campo magnético do planeta as desvia.
Mas então elas ficam presas no campo. Seu movimento de um lado para outro gera novos campos magnéticos, a maior parte no lado noturno, e estes, por sua vez, induzem correntes elétricas no solo. Essas correntes brotam do chão para as linhas de transmissão elétrica.
O Sol está disparando em média algumas ejeções de massa coronária por dia, incluindo uma em 15 de março que atingiu diretamente a Terra, gerando auroras pitorescas tão ao sul quanto o Colorado, mas sem causar danos perceptíveis.
As espaçonaves de observação do Sol da Nasa rastreiam as manchas solares e podem dar advertências de quais regiões apresentam probabilidade de erupções.

7910 – A fantástica fábrica de robôs espaciais


Curiosity em construção
Curiosity em construção

Nos idos da década de 1930, só havia uma pessoa na Costa Oeste dos Estados Unidos que sabia alguma coisa sobre a perigosa tecnologia de foguetes. Seu nome era Theodore von Kármán, professor húngaro-americano do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Kárman é considerado o pai da era supersônica: foi ele quem desenvolveu turbinas a jato que podiam ser anexadas às asas de aviões. Isso permitiu que os caças americanos decolassem a partir de porta-aviões. Os motores ficaram conhecidos pela abreviação JATO (Jet-fuel Assisted Take Off, ou decolagem com auxílio de combustível de avião, em inglês).

Kárman influenciou um grupo de estudantes que ficou conhecido como “esquadrão suicida”, de tão perigosos que eram seus experimentos com foguetes. Depois de aterrorizar outros estudantes no câmpus do Caltech testando explosivos, o grupo encontrou uma área vazia nas redondezas de Los Angeles, em uma pequena cidade chamada La Cañada Flintridge, ideal para seus arriscados testes. Não demorou muito para que o trabalho dos estudantes chamasse a atenção do exército americano, que lucrou imensamente na década de 1940 com o trabalho do “esquadrão”. Além dos motores a jato, eles construíram os primeiros mísseis intercontinentais. Para prestar serviço aos militares, Kárman fundou uma empresa ligada ao Caltech para vender turbinas e mísseis e a batizou de Jet Propulsion Laboratory (JPL). A sede da nova empresa seria o mesmo lugar de testes do “esquadrão suicida”.
Ironicamente, foram os soviéticos que levaram o JPL a se aproximar da Nasa. Em 1957, auge da Guerra Fria, Moscou colocou o primeiro satélite na órbita da Terra, o Sputnik-1 — uma pequena esfera metálica envolvida por longas hastes de metal e que enviava um bip a estações terrestres. A resposta americana precisava ser rápida. O JPL foi então convidado a tomar uma decisão: ou continuava a desenvolver mísseis e turbinas a jato para os militares ou embarcava na era espacial com a recém-criada National Aeronautics and Space Administration, ou simplesmente Nasa, a agência espacial americana. É possível que a administração do JPL nem fizesse ideia dos feitos grandiosos que estavam por vir, mas hoje sabemos que a decisão de abandonar o programa de mísseis rendeu excelentes frutos para a humanidade.
Robôs planetários — A união entre o JPL e a agência espacial americana foi consumada em 1958. Naquele ano, os americanos lançaram o Explorer-1, o primeiro satélite dos EUA e a primeira sonda espacial construída pelo JPL. Esteticamente, o Explorer-1 ainda tinha uma forte influência dos projetos que o JPL fazia para os militares: parecia um míssil. Apesar de não ter o mesmo aspecto futurista do Sputinik-1, o primogênito do casamento Nasa-JPL foi mais útil que o experimento soviético. Em vez de apenas enviar bips à Terra, o Explorer-1 foi a primeira espaçonave a realizar uma experiência científica: detectou o Cinturão de Van Allen, uma região em volta do planeta onde ocorrem vários fenômenos atmosféricos devido a concentrações de partículas no campo magnético terrestre.

A parceria prosperou. Depois do sucesso da missão Explorer, a Nasa passou a contratar o JPL para grande parte das missões não tripuladas ao espaço. Ao todo, 87 missões já passaram pelas mãos de cientistas e engenheiros do laboratório. Atualmente, 25 permanecem em atividade. Uma delas é a Voyager, um par de sondas enviadas aos confins do Sistema Solar com a intenção de pesquisar o espaço que existe entre as estrelas. As espaçonaves foram lançadas em 1977 e ainda enviam informações à Terra. O JPL também foi o responsável pela missão Cassini, um poderoso satélite enviado a Saturno em 1997 com a intenção de explorar as imediações do mais misterioso dos planetas do Sistema Solar.
Clima universitário — Apesar de ser uma das fábricas mais hi-tech de robôs do mundo, o JPL não perdeu as raízes acadêmicas. As instalações do laboratório são muito parecidas com as de um imenso câmpus universitário. Cerca de 5.000 pessoas trabalham nos prédios construídos aos pés das montanhas São Gabriel, na Califórnia.

O ambiente universitário deve-se ao fato de que todos os funcionários do laboratório são contratados pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Trabalham dentro de um rigoroso regime acadêmico herdado do Caltech. É uma lógica diferente dos outros nove centros da Nasa espalhados pelos EUA. Nesses casos, os funcionários trabalham para o governo americano, e as contas são prestadas ao Congresso.
Utilizando um carrinho de golfe é possível subir uma pequena colina no coração do campus e chegar ao Mars Yard. O espaço é uma representação cenográfica da superfície de Marte do tamanho de um campo de futebol. Tem um solo arenoso avermelhado, pedras de todos os tamanhos e um paredão com obstáculos. O espaço foi construído para oferecer um espaço de testes para os robôs enviados ao planeta vermelho. Pelo Mars Yard passaram todos os jipes que atualmente estão em Marte, em atividade ou não. O JPL também possui um gigantesco túnel de vento para testar os sistemas de paraquedas que acompanham as sondas e jipes interplanetários, um galpão para simular de forma mais controlada o ambiente de Marte e um grande laboratório chamado “sala branca”, onde a construção dos robôs acontece de fato.

O robô que explora Marte
O robô que explora Marte