7899 – Quantos quilos podem suportar as cordas de alpinismo?


As cordas usadas para escaladas, em perfeito estado de conservação, podem supor-tar até 2,3 toneladas. O equipamento é feito de um material chamado náilon 6, uma espécie de poliamida que recebe tratamento térmico específico com alta tecnologia, na qual as fibras são resfriadas e esticadas várias vezes. Cerca de sete a 12 feixes de milhares de filamentos retorcidos compõem a corda, cujo diâmetro é variável. “Alguns fabricantes compram as fibras prontas, pois poucos detêm a técnica necessária para o tratamento da poliamida”. As cordas dinâmicas usadas no esporte funcionam como um conjunto de molas e amortecedores que absorvem o impacto no caso de queda.
Além disso, quando esticadas, elas têm elasticidade de até 20% do seu com-primento total, sem acarretar danos à estrutura. “O risco no uso do equipamento está na pessoa. O escalador está exposto aos elementos da montanha e deve ser prudente com os riscos”. Por isso, os alpinistas sugerem alguns cuidados na conservação das cordas:
•Não as deixe em contato com cimento, solventes, querosene, gás e ácidos (como a bateria do carro, por exemplo);
•Depois do uso, lave-as com água e sabão neutro sem deixar resíduos;
• Mantenha-as secas;
•Guarde-as em local seco e com pouca luz – os raios ultravioleta queimam o náilon.

7898 – Por que os ciclistas usam roupas de lycra?


Uma roupa de superfície lisa é fundamental para o desempenho do ciclista, em especial nas modalidades que exigem alta velocidade. “Esse tipo de tecido diminui o atrito com o ar e evita ·turbulência· no movimento. Assim, não é necessária muita força para atingir grandes velocidades”, diz um professor, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o proprietário de uma confecção especializada em uniformes para o esporte, os fios de elastano (chamados comumente de Lycra, marca registrada da DuPont) são microfibras de borracha e representam de 7% a 20% da composição do tecido. “Há tecidos de alta performance nos quais os fios são ocos, a fim de facilitar a transpiração”. Nas provas longas, que exigem resistência, os atletas costumam optar por camisetas de poliéster. “Como não estão preocupados com a relação entre força e velocidade, eles preferem um tecido que facilite a transpiração e proporcione conforto”.

7897 – Quanto tempo o corpo humano suporta sem consumir água?


Um adulto com 18 a 25 anos suportaria até uma semana sem água, sem sofrer graves problemas de saúde. Um médico da Universidade Federal de São Paulo, ressalta que a resistência depende das condições da pessoa e cada organismo reage de forma diferente. “Quanto menor a transpiração, menor a perda de água. Na falta de líquido, deve-se fazer o mínimo de esforço, ficar na sombra e usar poucas roupas. “Com o mínimo de alimentação, o corpo produz, só pelo metabolismo das células, 400 ml de água por dia. A falta prolongada de água causa desidratação, insuficiência renal aguda e arritmia cardíaca.

7896 – Por que os balões têm formato de… Balão?


Poolbalão

Os balões têm esse formato característico (que lembra uma gota invertida) porque ele é ideal para a distribuição da pressão interna, segundo um físico fabricante de balões. Mesmo naqueles com formatos mais inusitados – como os que imitam o contorno de objetos ou animais, por exemplo -, na parte interna da “carcaça” há painéis de náilon que assumem a forma esférica. “A esfera na parte superior proporciona uma perfeita distribuição de força”.
O formato redondo e afilado da gota funciona como um peixe na água: o ar desliza com menor resistência. “É uma questão de aerodinâmica. A forma redonda diminui o atrito”, um professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
Outro físico da USP, acrescenta que a forma esférica é a mais estável da natureza, por haver proporção entre área e volume – o que é importante, no caso do balão, para a superfície aguentar a pressão exercida pelo ar quente. Com a temperatura alta, as moléculas se movimentam e fazem pressão na parede do balão. O ar quente sobe e se concentra na parte superior do balão, dando-lhe naturalmente o formato que todos conhecem.

7895 – Mega Polêmica – No limite da morte


Não se sabe o que acontece depois da morte porque nunca ninguém voltou para contar, diz o ditado popular. Não é bem assim. Hoje os médicos ressuscitam pacientes com parada cardiorrespiratória. Os relatos que cerca de 10% desses pacientes fazem do momento em que estavam morrendo são o que a medicina chama de Experiência de Quase-Morte.
No mundo inteiro, independentemente de cultura ou religião, as Experiências de Quase-Morte são muito parecidas. As narrativas costumam citar um túnel escuro ao fim do qual há uma luz brilhante, a sensação de ter todas as memórias passando rapidamente diante de seus olhos, a capacidade de ver o próprio corpo do alto, o encontro com pessoas queridas que já morreram e com um ser iluminado, paz e plenitude, entre outras coisas.
Uma das hipóteses mais comuns para explicar o fenômeno é a de que tudo não passa de uma alucinação provocada pela falta de oxigênio ou pelo desequilíbrio químico no cérebro. Em seu artigo Near-Death Experiences, Bruce Greyson aponta para o fato de que a falta de oxigênio costuma causar confusão e, não, pensamentos claros e lúcidos como os relatados. Médico da Divisão dos Estudos de Personalidade da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, ele questiona também a tese de neurologistas que ligam o fenômeno à liberação de serotonina e endorfinas, duas substâncias normalmente associadas à sensação de prazer. “Até hoje esses modelos são especulativos e nunca foram testados.”
Em um estudo com pacientes com parada cardíaca, Sam Parnia, do Hospital Geral de Southampton, e Peter Fenwick, do Instituto de Psiquiatria de Londres, ambos na Inglaterra, indicam um dado ainda mais curioso: muitos dos que dizem ter vivido experiências de quase-morte apresentavam também parada da função cerebral no eletroencefalograma. Pode-se alegar que as experiências aconteceram antes do cérebro parar ou depois que ele voltou a funcionar. Mas há casos de pacientes que narram detalhes do que aconteceu na sala de emergência enquanto eles estavam “mortos”.
“Há relatos de pacientes que repetem diálogos da equipe ocorridos durante a parada cardíaca”, diz o psiquiatra Alexander Almeida, coordenador do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, grupo multidisciplinar não-religioso que investiga as relações entre espiritualidade e saúde. “Pesquisas como essas lançam dúvidas sobre o pressuposto de que a consciência está obrigatoriamente localizada no cérebro”.

7894 – Ciência e Espiritualismo – Quando a consciência se separa do corpo


Você já deve ter ouvido falar que tem gente que, de vez em quando, sai do corpo para dar umas voltinhas por aí. Em todo mundo, um número bastante grande de pessoas diz ter sentido seu espírito descolar do corpo e visto a si próprias como se fossem outra pessoa. Esse fenômeno é conhecido como Experiência Extracorporal.
Para os esotéricos, quando dormimos, viajamos para outras dimensões. Além do corpo físico, nós teríamos também corpos sutis. A experiência extracorporal seria literalmente um passeio que um desses corpos sutis, o astral, dá sozinho enquanto o físico fica dormindo.
Embora essa hipótese não seja provável para a ciência como nós a conhecemos hoje, os médicos reconhecem que o fenômeno é um mistério. A alta incidência de narrativas em várias culturas indica que, embora alguns possam simplesmente estar inventando uma história, muitos realmente vivem essa sensação de separação do corpo. O porquê disso, ninguém sabe.
Quase todo mundo um dia, ao acordar, já teve a sensação de estar desperto mas não ter domínio sobre o corpo. Isso é perfeitamente explicável pela medicina. “Acontece durante uma fase de transição do sono para o estado de vigília”, o neurologista Flávio Aloe do Laboratório do Sono do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Por algum descompasso, a consciência acorda e a musculatura permanece inibida.”
A experiência extracorporal vai muito além disso, é como se a consciência não só estivesse fora do corpo como razoavelmente distante dele. E ela não acontece só quando as pessoas estão dormindo. Os relatos apontam para algumas situações mais propícias como doença, estresse, meditação, hipnose, mas há até pessoas que dizem que conseguem induzir a experiência. Muitas das pessoas que passaram pela experiência, falam em um cordão que ligaria o corpo sutil ao corpo físico durante todo o período em que se está fora.
Ao que parece, em alguns casos pode-se associar a experiência ao uso de drogas e a doenças mentais, mas pessoas saudáveis também podem passar por uma experiência extracorporal. No artigo Out-of-Body Experiences, Carlos Alvarado, do Centro Caribeño de Estudios Post-Graduados, de San Juan, Porto Rico, faz um levantamento sobre os estudos feitos sobre o tema e demonstra que a relação entre a experiência e uma propensão a psicopatologias não está provada.

7893 – A ciência e a paranormalidade


Muita gente considera a idéia de que possam existir fenômenos paranormais, como telepatia, telecinese, clarividência, uma tremenda besteira. O governo dos Estados Unidos não está entre eles. Há muito tempo, o exército, a marinha e o programa espacial americanos gastam milhões de dólares estudando fenômenos desse tipo.
Se, por um lado, muitos cientistas rejeitam não só os métodos como o próprio objeto de estudos desse tipo de fenômeno, por outro, não são poucos os pesquisadores que se empenham em provar que a mente humana tem capacidades inexploradas. Álvaro Vannucci, professor do departamento de física aplicada da Universidade de São Paulo, conta como a estatística pode ser utilizada, por exemplo, para investigar a possibilidade de duas pessoas se comunicarem por pensamento, ou telepatia. Uma pessoa fica sentada de frente para uma lâmpada. Cada vez que acende a luz, ela tem de dizer se tem alguém, atrás dela, olhando para a sua nuca ou não. Pela estatística, se a pergunta for repetida um número grande de vezes, qualquer pessoa que está simplesmente chutando uma resposta acaba falando sim em 50% das vezes e não nos outros 50%. No entanto, nas pesquisas feitas usando esse método, algumas pessoas ditas paranormais acertam um número maior de vezes do que é esperado.
“A princípio, a física não aceita esses fenômenos”, diz Vannucci. “Na telepatia, por exemplo, que ondas são essas que uma pessoa transmite para a outra? Como são constituídas? Por um lado, o rigor científico é bom. Tem um papel regulador, de não aceitar qualquer bobagem que é dita. Mas achar que a ciência conhece tudo é um erro. No século 19, as pessoas não conheciam a radioatividade, apesar de ela já existir.”
Cientistas começam a considerar o papel da força do pensamento. No PubMed, respeitado site internacional de artigos científicos de medicina, uma busca por “intercessory prayer” revela uma série de artigos sobre o benefício de alguém rezar por um doente. Alguns mostram um índice de melhora levemente mais alto entre pessoas por quem alguém rezou.
Mesmo que indiquem que a reza tem eficácia, essas pesquisas não explicarão como ela funciona. “A pesquisa científica, mesmo a mais tradicional, funciona dessa forma”, diz o psiquiatra Alexander Almeida, coordenador do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (Neper) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Uma pesquisa isolada dificilmente prova alguma coisa. Até que se considere um fenômeno como um fato estabelecido, vão-se acumulando evidências. Uma pesquisa serve de base para a outra.”

7892 – O que é gravidade?


Vamos começar com a definição que se tornou clássica desde Einstein: a gravidade é um efeito dos corpos com muita massa (ou “peso”, como dizemos na nossa linguagem cotidiana) sobre a própria geometria do espaço e do tempo. Se a idéia parece absurda, pense no espaço-tempo como uma lâmina de borracha – algo plano, mas flexível. Se você põe um objeto muito pesado em cima dela – digamos que seja o Sol – esse trambolho vai afundar a lâmina, criando uma depressão onde ele próprio está mas também influenciando a região em torno dele.
Agora, imagine que outra bola menor – a Terra ou qualquer outro planeta – esteja naquela vizinhança, bem no começo da depressão causada pelo Sol. Seria muito difícil ela escapar de dentro dessa vala; a tendência é que ela se mantenha em torno do objeto mais pesado – criou-se uma órbita. Isso vale não apenas para a matéria, mas também para a energia viajando naquele plano de borracha – se há uma depressão, ela vai ter de continuar seguindo por ela.
Essa visão einsteiniana funciona tremendamente bem para a imensa maioria das situações que costumam aparecer no universo, mas a mecânica quântica (o conjunto de teorias da física moderna que estuda os componentes fundamentais da matéria) já mostrou que diversas forças que pareciam se comportar de modo semelhante à gravidade eram, na verdade, geradas pela interação de partículas, como os elétrons (no caso da eletricidade) e os fótons (no caso do eletromagnetismo, no qual a luz visível é um dos fenômenos mais conhecidos). Por isso, qualquer teoria que queira abranger de forma coerente todos os fenômenos da natureza precisaria achar as partículas gravitacionais – os hipotéticos grávitons, ou as ondas gravitacionais (na mecânica quântica, algo pode se manifestar tanto como onda quanto como partícula).
É sempre mais fácil falar do que fazer: até hoje, ninguém foi capaz de detectar uma onda gravitacional ou um gráviton diretamente. “Os grávitons têm pouca energia e interagem muito pouco com a matéria”, afirma George Matsas, do Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Contudo, isso não quer dizer que haja, em princípio, algo de errado com essa teoria. “Nossas estimativas indicam que, para que possamos obter os primeiros sinais positivos, teremos de melhorar a sensibilidade de nossos aparelhos.

7891 – Existem outras Terras?


Mais de 100 planetas já foram identificados fora do Sistema Solar, mas nenhum se parece com a Terra. No entanto, isso não diz muita coisa sobre a possibilidade de existirem tais planetas, porque os métodos atuais de observação só permitem flagrar corpos muito grandes, capazes de exercer uma influência significativa sobre a luz da estrela que orbitam (ao passarem na frente dela) ou fazendo-a “bambear” pelo efeito de seu campo gravitacional. É por isso que todos esses planetas extra-solares são gigantes feitos de gás como Júpiter ou Saturno, muitas vezes maiores que a nossa Terra.
No entanto, há outros problemas. Para ter condições de abrigar a vida, um planeta teoricamente precisaria estar na chamada zona habitável do sistema, mais ou menos equivalente à distância que separa a órbita de Vênus da de Marte em relação a uma estrela como o Sol. Quase todos os sistemas já descobertos em volta de outras estrelas têm planetas gigantes compostos por gases muito perto de seus sóis, o que é má notícia para uma possível Terra. Isso porque, para chegar tão perto da estrela, teriam de ter vindo das partes mais exteriores de seu próprio sistema estelar. Para tanto, passariam feito um rolo compressor sobre qualquer planetinha de tamanho semelhante ao da Terra que estivesse no caminho.
Até hoje, só um sistema extra-solar parece ter seu gigante gasoso no lugar certo, além do que seria a órbita de Marte. É o da estrela HD 70642, a 90 anos-luz daqui, cujo planeta foi identificado no ano passado. Isso daria uma probabilidade de cerca de 1% de haver planetas parecidos com a Terra nos sistemas solares do universo – relativamente rara, mas longe de ser impossível.
A confirmação só vai vir com a nova geração de telescópios espaciais, como o Terrestrial Planet Finder, da Nasa, e o Darwin, da Agência Espacial Européia, que devem começar a funcionar por volta de 2015. Eles devem ser os primeiros a observar planetas pequenos o suficiente para se parecerem com a Terra, examinando sua atmosfera em busca de oxigênio, água, metano e outras substâncias favoráveis à vida.
Com tudo isso, cresce a chance de que evolua vida complexa e, quem sabe, inteligente – embora ninguém tenha a menor ideia de quão frequente é a aparição desses tipos de ser vivo.

7890 – Existem milagres?


Milagre é um evento sobrenatural, inexplicável, que causa estranheza e admiração. Só é entendido como tal pela fé. Mas apenas fé basta para se crer em um milagre? Nem mesmo a Igreja Católica pensa assim.
Antes de conferir o status de milagroso a determinado fato ou canonizar seu executor, o Vaticano faz uma rigorosa análise no suposto milagre, separando os fraudulentos daqueles considerados divinos. Entre os milagres tidos por legítimos estão a Eucaristia de Lanciano e da liquefação do sangue de São Januário – o San Gennaro das festas napolitanas.
SANGUE DE CRISTO
Segundo a Igreja, no século 7, um monge da cidade italiana de Lanciano duvidava que a hóstia consagrada e o vinho fossem, de fato, o corpo e o sangue de Cristo. Certa manhã, diante de seus olhos, a hóstia teria-se tornado carne, vermelha e fibrosa. O vinho convertera-se em sangue, de cor terrosa e coagulado em cinco fragmentos. As relíquias foram guardadas e conservadas, até que, em 1970, cientistas passaram a estudá-las. O resultado: a carne, identificada como tecido do coração, e o sangue seriam equivalentes aos de uma pessoa do grupo sangüíneo AB. Mesmo que se trate de material extraído de cadáveres, a conservação da carne e do sangue é surpreendente.
Outro suposto milagre que vem sendo estudado é a liquefação do sangue de São Januário. Bispo de Benevento, na Itália do século 4, ele foi decapitado por proclamar sua fé. Seu corpo foi recolhido por fiéis, e uma devota, chamada Eusébia, entregou ao bispo de Nápoles um pouco de seu sangue em duas ampolas guardadas até hoje. O sangue preto, duro e seco se liqüefaz, fica vermelho, borbulha e volta a secar. Este fenômeno começou a ser registrado oficialmente pela Santa Sé em 1659. De lá para cá, o sangue teria se liqüefeito mais de 10 mil vezes. Análises de 1904 confirmaram que o conteúdo das ampolas é sangue humano. Os mesmos resultados foram obtidos em 1989, por uma equipe do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Turim, na Itália: o sangue não havia se alterado desde o século 4.
Atualmente, processos químicos artificiais podem liquefazer o sangue coagulado. Mas só uma vez. “Ao ser liquefeito quimicamente, o sangue se decompõe. Decomposto, o sangue não pode ser coagulado novamente”afirmou uma bioquímica da USP.

7889 – Mega Polêmica – Deus Existe?


Por mais contraditório que possa parecer, a ciência tem buscado se conciliar com a religião para tentar entender alguma “força maior” por trás das leis da natureza.
Allan Sandage, um dos maiores astrônomos do mundo, declarou que o Big Bang só poderia ser entendido como um milagre. O físico Charles Townes, um dos inventores do raio laser e ganhador do prêmio Nobel, disse que suas descobertas parecem refletir que há inteligência, intenção e consciência no trabalho da lei da natureza. Até mesmo a Associação Americana para o Progresso da Ciência promoveu um diálogo sobre ciência, ética e religião. Já o biólogo Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Genoma Humano dos EUA, afirma que muitos cientistas deveriam explorar sua espiritualidade. Cada vez mais, teorias sobre a existência divina ganham espaço nos meios científicos.
TEORIAS CONTRADITÓRIAS
Um dos grandes debates em torno da existência de uma força criadora inteligente e consciente tenta dar compatibilidade a duas teorias aparentemente contrárias: a segunda lei da termodinâmica e a teoria da evolução de Darwin. Para a termodinâmica, a quantidade de energia em um sistema está diminuindo e a tendência natural dos seres humanos e do Universo é a degradação e a desordem. Já a Teoria da Evolução é vista como um processo natural que caminha para um maior grau de complexidade e ordem, ou seja, de uma célula unicelular, como algas marinhas, até um organismo complexo, como o homem.
O cientista Farhang Sefidvash, professor do Departamento de Engenharia Nuclear da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz, em trabalho publicado na internet, que a própria ciência acabará por concluir pela existência de Deus. “A lógica da metodologia científica vai concluir que o processo da evolução é o resultado da ação de alguma força não-observável. Esta força é determinada por Deus. Nós poderíamos chamar isto de ‘Força da Evolução’, a força que causou a evolução e portanto produziu o ser humano.”
A polêmica sobre a existência divina entre físicos, matemáticos, químicos e cientistas está longe de terminar.

7888 – Como agem os repelentes de insetos?


Perigo. Essa é a mensagem que os mosquitos recebem quando sentem o cheiro de um repelente impregnado na pele de uma pessoa. Por meio do odor que o engana, o inseto reconhece algo tóxico ou um predador, um inimigo natural capaz de ameaça-lo. Para conseguir esse efeito, as fabricantes de repelentes utilizam extratos vegetais e produtos químicos na composição dos cremes. São substâncias atóxicas para o homem. “Esses produtos podem fazer mal aos mosquitos, embora não os matem. Eles podem sentir dificuldade para voar, por exemplo”, diz um pesquisador do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. Segundo Bueno, a composição da fórmula desses produtos procura repelir a maioria das espécies, o que nem sempre é possível – por isso, podem falhar em alguns casos.
Outra forma de afastar os insetos sem utilizar cremes só os repelentes que usam ondas sonoras inaudíveis aos seres humanos, mas que importunam os mosquitos-fêmea. Explica-se: depois do cruzamento, a fêmea, que pica as pessoas em busca de sangue para a maturação dos seus ovos, não se aproxima mais do macho. Para perceber a presença dele – e fugir -, ela fica atenta ao som que ele produz. A indústria de repelentes conseguiu reproduzir esse som.

7887 – Gatos – Cruzamento e Domesticação


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Tudo sobre gatos
Ninguém sabe exatamente quando os gatos deixaram de ser animais selvagens e passaram a viver entre nós. “As mudanças pelas quais o gato passou ao ser domesticado são sutis, como a cor da pelagem e o comportamento, coisas que não são possíveis de descobrir nos vestígios arqueológicos”, explica Melinda Zeder, arqueobióloga do Museu Nacional de História Natural dos EUA. “Já o esqueleto do cachorro é bastante diferente do esqueleto do lobo. Assim dá para saber exatamente quando essa transição aconteceu.
O que se sabe é que a domesticação ocorreu apenas uma vez. Pode ter acontecido no norte África, na região do Egito, 9 mil anos atrás. Ou, segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que em 2007 analisou o DNA mitocondrial de quase mil gatos, essa transição entre a selva e a vida doméstica pode ter acontecido há 10 mil anos no Crescente Fértil, região entre Israel e Iraque, local das primeiras aldeias fixas. E então, na companhia dos humanos, os gatos foram parar no resto do mundo.
A maior diferença entre os gatos selvagens e os domésticos é o intestino mais longo, que permite uma dieta menos carnívora. E a pelagem, provavelmente associada a uma seleção natural pelos animais menos agressivos – há suspeitas de que os gatos rajados (pelagem chamada “agouti”) seriam mais ariscos.
Do cerca de 1 bilhão de gatos domésticos no mundo, 97% são vira-latas, o que significa que eles se reproduzem sem nenhuma seleção de parceiros feita pelos humanos. E a maior parte deles não depende dos humanos para conseguir abrigo ou comida.
Por isso, vez ou outra um deles resolve voltar para o mato e viver por conta própria – os chamados gatos ferais, que costumam perder também a docilidade.
De volta à natureza, mas a ambientes que nunca tinham habitados, os gatos se diversificaram pelo bom e velho processo de seleção natural. Aqueles de lugares frios, por exemplo, se tornaram maiores e corpulentos, como o pelo-curto-britânico, enquanto os que foram para lugares quentes se tornaram longilíneos, como o siamês. “Os gatos conhecidos como orientais maximizam a superfície do corpo para dissipar o calor, ao contrário do que acontece com o norueguês-da-floresta, que precisa retê-lo o máximo possível”, afirma o veterinário inglês Bruce Fogle em seu guia ilustrado de gatos. Outras características foram perpetuadas por indivíduos isolados em certas regiões. A ausência de rabo, por exemplo, é resultado de uma mutação genética que aparece de vez em quando entre gatos e acaba se perdendo à medida que eles cruzam com gatos normais. Mas, na população isolada da ilha de Man, no mar da Irlanda, a mutação foi mantida, se disseminou e ficou famosa. Nasciam assim os manx. Da mesma forma, na Nova Zelândia, gatos com um dedo a mais em cada pata deram origem à raça antipodean clippercat.
Ainda que as primeiras raças de gato tenham surgido naturalmente, nos últimos 200 anos essa seleção passou a ser artificial e bem cuidadosa. Virou um hobby e um negócio lucrativo. Em alguns casos, a seleção artificial acentua características como uma cor ou um padrão de pelo, ou faz o gato ficar mais longilíneo, por exemplo. Em outros, o cruzamento serve para transformar uma mutação genética em raça, como a orelha “dobrada” do scottish fold, o pelo crespo dos rex e a total falta deles nos sphynx. Na natureza, essas mutações provavelmente desapareceriam sozinhas – seriam diluídas em cruzamentos com gatos normais. Mas os homens perceberam como dar uma mãozinha para que elas se perpetuem. Basta identificar aquele gatinho que nasceu diferentão da ninhada e cruzá-lo com outros com características parecidas – ou com gatos normais – e torcer para que os genes que as conferem sejam dominantes.
O máximo que se conseguiu no sentido de criar um minigato foi o polêmico munchkin, que na verdade é um gato anão, com os ossos das pernas encurtados por uma mutação. Já os bichinhos vendidos como teacups, que supostamente são gatos em miniatura, não são mutações nem resultado de cruzamentos. Na maioria dos casos, não passam de gatinhos prematuros ou com problemas de desenvolvimento e por isso não são reconhecidos por nenhuma associação de criadores de gatos.

Esses cruzamentos, aliás, também podem perpetuar traços perigosos à saúde dos bichos. É o caso da raça mais popular do mundo, o persa. A cara bem achatada, conquistada depois de milhares de cruzamentos, atrapalha sua respiração – na Europa, certos criadores estão “voltando atrás” no padrão da raça e criando persas com focinhos um pouco mais longos. O gene que causa essa mudança anatômica pode ainda trazer danos sérios à saúde. Como acontece com o gene que faz a orelha do scottish fold ficar daquele jeito. Ele aumenta as chances de malformações ósseas, problemas renais e inclusive cardíacos. Gatos da raça manx, sem rabo, também têm uma alta ocorrência de artrite, problemas digestivos e ainda intercorrências na córnea.
Alguns cruzamentos foram feitos em busca de gatos com temperamento atípico – mais uma vez, como acontece com os cães. Como a controversa história do ragdoll. A raça nasceu em 1960 nos Estados Unidos depois que uma gata branca e felpuda chamada Josephine foi atropelada por um carro. Sua dona, a americana Ann Baker, passou a jurar que seus filhotes nasciam diferentes: demonstravam poucos instintos felinos.
Curiosidades – Gatos ilustres
Jock a herança de Churchill Ele era só um gato laranja, mas seu dono, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Jock sempre o acompanhava. Estava até em sua cama na hora da morte. Em testamento, o político britânico deixou sua casa em Chartwell para o governo, com uma exigência: sempre ter um gato laranja morando nela.

Tee Cee o vidente
O americano Michael Edmonds sofre de epilepsia, doença com ataques imprevisíveis – pelo menos para nós, humanos. Em 2009, percebeu que seu gato Tee Cee passa a lhe encarar pouco antes de cada ataque e corre para os pés de sua mulher, tentando avisar algo. Ninguém sabe como ele faz isso.

Tommy o socorrista
Em 2006, o deficiente físico americano Gary Rosheisen caiu de sua cadeira de rodas e ficou imóvel no chão de casa. Mesmo assim, minutos depois os bombeiros receberam uma ligação silenciosa. Quem discou foi Tommy. Treinado pelo dono, o gato aprendeu a apertar o botão de emergência do telefone.
Tamanho e formato de corpo variam pouco. Mas a seleção natural deu aos gatos cores que vão do azul ao pêssego
Russian Blue
Origem: Rússia, antes do séc. 18
Apesar do nome, eles são prateados e não azuis. Esses bichos brilhantes, que mais parecem um desenho animado, eram apenas gatos comuns na Rússia. Quando foram levados para a Inglaterra no século 19, fizeram tanto sucesso que se tornaram uma raça.
A força dos mutantes
Eles têm genes excêntricos, que sobreviveram naturalmente ou encontraram alguém disposto a criar uma nova raça.
Sphynx
Origem: Canadá, 1978
Alguém resolveu pegar um gato com uma mutação que o fazia ficar pelado e cruzar com outros até criar uma raça nova. Mas, ao contrário do que parece, o sphynx não é totalmente careca. Ele na verdade tem pelos bem finos e curtos – mais ou menos como a pele de um pêssego.
Unchkin
Origem: EUA, anos 1980
O nome é uma referência aos anões do filme O Mágico de Oz. Esses gatinhos são na verdade anões e sofrem de acondroplasia. Há quem considere antiético o cruzamento de gatos para a manutenção de um problema genético, podendo causar problemas de coluna e quadris (como acontece com algumas raças de cães, como o dachshund). Por isso, vários países não reconhecem o munchkin como raça.

7886 – Biologia – Curiosidades sobre o sexo dos animais


Animais fazem orgias?
As orgias têm função social, principalmente para os bonobos. Os bandos se reúnem e transam com parceiros do outro ou do mesmo sexo. As fêmeas de chimpanzés, que têm o cio de 37 dias, chegam a copular mil vezes nesse período, com machos diferentes.
Eles se masturbam?
Sim, inclusive os cachorros e gatos. Ou você nunca foi agarrado na perna por um pet cheio de energia? Segundo pesquisa do Instituto de Endomologia de Guangdong, na China, as morcegas de uma espécie asiática fazem sexo oral no parceiro para prolongar o coito. O instinto trata de tornar a cópula mais eficiente.
Quantos sexos tem na natureza?
Alguns organismos têm estruturas sexuais diferentes que podem se combinar, originando vários sexos. Como o paramécio, um protozoário, que faz 18 combinações.
Existem animais gays?
Sim. Mais de 30 espécies de mamíferos, como leões, girafas e elefantes, e mais de 70 de aves formam casais homossexuais. Bonobos se beijam e trocam carinhos, ursas se juntam para cuidar dos filhotes, pássaros-cantores machos vivem como pai e pai de crias abandonadas, macacas-japonesas montam uma na outra, papagaios machos se unem, pavões se exibem para fêmeas e atraem machos. Pesquisadores afirmam que isso só acontece quando não há parceiros disponíveis, mas outros discordam da teoria. O comportamento se daria por gosto e afinidade.
A que tamanho pode chegar o pênis de um bicho?
Em tamanho relativo, um tipo de lesma é campeão. Mede apenas 15 centímetros e tem honrosos 80 de órgão. A baleia-azul vence no quesito absoluto, com 2,40 metros. Mas aí é fácil: ela é uma grandalhona de 30.
1. Baleia Azul: 2,40 metros
2. Elefante: 1,50 metro
3. Touro: 90 centímetros
4. Rinoceronte: 80 centímetros
5. Lesma banana: 80 centímetros
6. Girafa: 77 centímetros
7. Cavalo: 76 centímetros
8. Camelo: 65 centímetros
9. anta: 60 centímetros
10. Pato-de-bico-azul-argentino: 45 centímetros