7885 – Uma bateria esticável e dobrável


A bateria pode ser esticada e aumentar seu tamanho em até 300% e sempre retorna ao formato inicial. Com o objetivo de criar uma bateria que coubesse em qualquer formato desejado, inclusive, no interior do corpo humano, pesquisadores americanos desenvolveram um modelo que pode ser dobrado, torcido e esticado.
Com uma carga que dura de 8 a 9 horas, a bateria é capaz de manter uma pequena lâmpada de LED em funcionamento, mesmo quando esticada.
De acordo com os responsáveis pela invenção, Yonggang Huang, da Universidade de Northwestern e John Rogers da Universidade de Illinois, o projeto foi desenvolvido da seguinte maneira: eles colocaram os componentes de bateria lado a lado em um espaço bem pequeno. Em seguida, conectaram-nos por meio de pequenos fios ondulados e enrolados. Quando a bateria é esticada, esses fios desenrolam-se e conferem a flexibilidade.
A bateria pode ser esticada e aumentar seu tamanho em até 300% e sempre retorna ao formato inicial.

7884 – Nanopartículas carregadas com veneno de abelha matam HIV


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados
Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

De acordo com pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis, uma toxina presente no veneno de abelha pode destruir o vírus da AIDS em organismos humanos, deixando as células saudáveis do paciente sem nenhum dano. A aplicação imediata da descoberta poderia ser um gel protetor que, ao ser usado nos genitais, impediria a transmissão da doença.
A toxina ‘milagrosa’ é chamada de melitina – ela é capaz de danificar o envelope de proteção que cerca o HIV e outros vírus. Normalmente, a melitina pode ser danosa ao organismo mas, ao serem inseridas em nanopartículas, elas não são capazes de danificar células normais. Quando as nanopartículas entram em contato com as células saudáveis, que são bem maiores do que o vírus, a liberação da toxina não é ativada. Já o HIV fica preso na nanopartícula quando há o contato, recebendo a melitina.
Segundo os cientistas, o vírus da AIDS também não pode se ‘adaptar’ ao ataque, se tornando resistente a ele.
Além do gel genital, pesquisadores esperam que a terapia com metilina possa ser aplicada em pacientes soropositivos, especialmente os mais resistentes a remédios. As nanopartículas seriam injetadas através de uma injeção no sangue e, em teoria, seriam capazes de ‘limpar’ a infecção viajando pela corrente sanguínea.
Por enquanto os testes foram feitos em células cultivadas em laboratório. No entanto, segundo os cientistas, as nanopartículas podem ser produzidas em maior número para serem usadas em testes clínicos.

7883 – História da Música Eletrônica – A Batida House


Djae

O elemento comum de quase toda a house music é uma batida 4/4 gerada numa bateria eletrônica, completada com uma sólida (muitas vezes também gerada eletronicamente) linha de baixo e, em muitos casos, acréscimos de “samplers”, ou pequenas porções de voz ou de instrumentos de outras músicas. Representa, de certa forma, também uma evolução da disco music dos anos 70. A maioria dos projetos (desenvolvidos por DJs e produtores) e grupos de house music têm como origem a Itália, a Alemanha, a Bélgica, além dos Estados Unidos e Reino Unido.

Basement Jaxx – Kish Kash (XL) Importado
Não se deixe enganar pela primeira audição. O que parece apenas uma tentativa de requentar a fórmula de “Rooty” revela-se, aos poucos, um intricado mosaico de groove, complexo o suficiente para desorientar o ouvinte. “Kish Kash” desvenda uma dimensão que o álbum anterior apenas sugeria. E essa nova dimensão reverbera numa maturidade dance rara nestes dias de superstars DJs. Os vocalistas convidados mostram a amplitude da dupla: o enfant terrible do hip hop inglês, Dizzee Rascal, a soul woman Me·Shell NdegeOcello, o ·N Sync JC Chasez e a irmã morte Siouxsie Sioux. No caldeirão polirrítmico, scratches, baixos emborrachados, freakolândia sampleada e talvez as batidas mais irresistíveis de 2003.
Vista Le Vie – Don·t (F Communications) Importado
A dupla francesa Max e Gilles, aka Vista Le Vie, é a nova aposta do selo de Laurent Garnier. O duo não se contenta em fazer apenas house, apesar do gênero funcionar como guia condutor no disco – na verdade, um EP, com seis músicas. O Vista Le Vie funde um pouco de dub, timbres de piano Rhodes, guitarras retrôs e baixo acústico para criar uma espécie de ambient house com bastante personalidade. Ainda podem soar um pouco perdidos e atirando pra muitos lados ao mesmo tempo. Mas tem futuro, é claro.
Junkie XL – A Broadcast From The Computer Hell Cabin (Sum) Nacional
Tom Holkenborg, o holandês do projeto Junkie XL, parece ter achado a mina do ouro: dar vida aos mortos. Depois de Elvis, Peter Tosh volta a cantar no ragga “Don’t Wake Up Policeman”. JXL também ressuscita gente que estava no limbo, como Terry Hall (The Specials), Robert Smith (The Cure), Gary Numan e até Dave Gahan (Depeche Mode). Todas as faixas trazem a herança de seus convidados especias, o que deixa o disco sem personalidade. Talvez por isso haja um CD bônus, no qual Holkenborg mostra suas produções solo…
I:Cube – 3 (Versatille) Importado
Nem só de loops de disco coados no filtro vive a música eletrônica francesa. Ainda bem. Nicolas Chaix já tem uma série de bons serviços prestados ao dub eletrônico. Neste disco, ele continua pisando fundo no grave, mas pensando na pista, como em “Vacuum Jackers” e “Fabu”. Tem até um ensaio hip house com a participação de RZA, o cérebro do Wu Tang Clan. Shake “le” ass.

7882 – História da Música Eletrônica


Hoje, é muito fácil extrair samples, fazer um remix. Até com computadorzinho meia-boca tem mané fazendo isso em casa (e nas paradas também). Agora, é fácil porque além da tecnologia temos as receitas, as referências. Uma matriz. Por exemplo: não dá pra imaginar música eletrônica sem loops, ecos e silêncios súbitos. Ora, isso tudo já faz parte do que conhecemos como música eletrônica.
Mas as origens dessa ciência estão no final dos anos 60, quando esse mundo era uma selva e os homens tinham de fumar um leão por dia. Trabalhando com velhos gravadores de apenas duas pistas, alguns jamaicanos começaram a inventar moda com aquele negócio de ter as vozes num canal e os instrumentos na outra. De vez em quando desligavam a voz (era no botão mesmo), valorizando algumas passagens instrumentais. Ou o contrário, deixavam a voz sozinha, reluzindo. Passaram a aplicar ecos onde nunca ninguém antes havia tentado. E aquilo ficou interessante, começou a tocar nos soundsystems e foi evoluindo, evoluindo e deu liga, tornando-se o que se conhece como dub.
É duro pra muita gente aceitar que a música eletrônica moderna, tão sofisticada, tenha alguma coisa a ver com o reggae, aquele som-favela, produzido por uns maconheiros cabeludos. Mas eis a verdade cristalina: um tal de Osbourne Ruddock, mais conhecido como King Tubby, é o pioneiro nessas técnicas de manipulação criativa de bases pré-gravadas, seguido de perto por Lee ”Scratch” Perry. E desse manancial surgem Augustus Pablo, Prince Jammy e Scientist, entre poucos outros graduados do gênero. E vai desculpando as generalizações, porque nem toda música eletrônica é sofisticada e nem todo jamaicano é cabeludo.
O termo “dub” hoje é usado na maior esculhambação, para qualquer coisa que tenha lá um ou dois efeitinhos. Para reconhecer um dub genuíno, aqui vai alguma munição. A regra primeira é que seja um reggae, ou que ao menos tenha um groove de reggae – um bom baixista, portanto, é essencial. Depois, é necessário que soe grave, muito grave – um bom baixista, portanto, é duas vezes essencial. Finalmente, podem entrar efeitos, da simples supressão da voz (total ou parcial) até a inclusão de balidos de carneiro.
Apesar das origens jamaicanas, o dub agora é cidadão do mundo. Com outra cultura e outras influências musicais, muitos americanos, europeus e até japoneses.

7881 – Mecânica – Por que o motor de 16 válvulas é mais potente que o convencional?


Porque um número maior de válvulas aumenta a eficiência na queima do combustível. Para que um carro possa andar, ele precisa da energia gerada pela combustão – a reação do oxigênio do ar com a gasolina, o álcool ou outra substância. A “respiração” do motor é determinada pelas válvulas: metade delas controla a entrada de ar e combustível, e a outra metade regula o escape dos gases resultantes da combustão. “Quanto mais ar e combustível no interior do motor, mais intensa é a explosão e mais é energia é liberada. Resultado: mais potência”. A maioria dos automóveis de passeio é equipada com motores de oito válvulas – quatro de entrada e quatro de saída.
Quando esse número aumenta, o carro pode andar mais. Dobrar o número de válvulas, entretanto, não resulta em um motor com o dobro da potência. Um exemplo: Volkswagen Gol 1.0 com motor de de 8 válvulas tem 65 cv de potência, enquanto seu “irmão” de 16 válvulas tem 76 cv.