7841 – Uso de carros ‘verdes’ pode reduzir poluição nos EUA em 80% até 2050


Planeta Verde

Automóveis que usam combustíveis alternativos e ecologicamente corretos podem reduzir as emissões de gases-estufa nos Estados Unidos em cerca de 80% até 2050, caso sejam adotados para deslocamentos diários no país, afirma uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18-março-2013).
O uso destes veículos reduziria em mais de 10% a contaminação que os EUA provocam na atmosfera mundial. Carros particulares e os pequenos caminhões são responsáveis por aproximadamente 17% das emissões de gases-estufa no país.
A análise foi divulgada pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA e pela Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês). Os veículos “verdes” custam mais caro do que os veículos tradicionais, fator que pode desestimular os consumidores. Mas os benefícios a longo prazo são maiores que os custos iniciais, aponta o relatório.
O estudo prevê que futuros automóveis e pequenos caminhões vão ser capazes de circular por 42,5 quilômetros com um litro de combustível. Veículos com tecnologias mais eficientes – leves, com design aerodinâmico – poderiam combinar fontes de energia alternativas, como biocombustíveis, eletricidade e hidrogênio, reduzindo também o uso do petróleo em 80% até 2050.
Não há uma única solução prevista, mas entre os combustíveis incluídos estão o etanol e o biodiesel, que já são produzidos em grande escala. O gás natural foi descartado, pois suas emissões de gases-estufa são altas demais.
O estudo também destacou “um potencial muito maior” nos combustíveis produzidos a partir de resíduos de madeira, palha de trigo e milho, conhecidos como combustíveis de biomassa lignocelulósica.
O levantamento examinou os veículos elétricos híbridos, os veículos elétricos “de tomada” e os veículos elétricos a bateria que já estão no mercado, como o Toyota Prius e o Chevrolet Volt, assim como os veículos elétricos a pilha de hidrogênio, como o Mercedes F-Cell, cujo lançamento no mercado está previsto para 2014.
Segundo a pesquisa da Academia Nacional de Ciências, durante ao menos uma década os preços dos veículos permanecerão altos, embora o combustível para fazê-los funcionar seja mais barato e mais ecológico.
As metas estabelecidas serão “difíceis mas não impossíveis de cumprir”, desde que se orientem por fortes políticas públicas, afirma a pesquisa, financiada pelo setor de energias renováveis do Departamento de Energia dos EUA.

7840 – Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2


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Duas cientistas brasileiras integram a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estuda como produzir isobutanol, um álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina em automóveis e outros veículos, usando o gás carbônico, um dos responsáveis pelo aquecimento global.
Trabalhando há dois anos com a pesquisa, Cláudia Gai, de 33 anos, está fazendo no MIT o seu segundo pós-doutorado. O primeiro ela fez na França, no Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse. Para chegar ao isobutanol, ela e os outros cientistas manipularam os genes de uma bactéria encontrada no solo, a Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool.
Quando são reduzidas as fontes de nutrientes desta bactéria, ela passa a absorver o CO2 e criar compostos de polímero, um “bioplástico” com características parecidas com o plástico do petróleo. Ao manipular o DNA do micro-organismo, os pesquisadores conseguiram fazer com que ele criasse isobutanol em vez do “bioplástico”.
“Um dos motivos para estudar esse combustível [isobutanol] é que é compatível com a gasolina. Ele pode ser usado em motores de carro, inclusive já foram feitos testes”, diz Cláudia. Se a pesquisa for bem-sucedida, no futuro a estrutura montada para o uso de gasolina (dutos, bombas, postos de combustível) precisaria de poucas adaptações para receber o álcool, devido à semelhança entre os combustíveis, pondera a pesquisadora.
O isobutanol já foi usado experimentalmente em corridas de automóveis e até em testes com aviões, realizados pela Força Aérea dos EUA em julho deste ano. “Temos que achar outras opções do que só queimar carvão, gasolina e petróleo”, avalia a cientista, enfatizando a poluição gerada pela queima destes combustíveis. Para ela, um dos motivos para estudar o álcool é que a demanda por biocombustível no mundo está crescendo rapidamente nos últimos anos.

7839 – Medicina – A Regeneração Cardíaca


A regeneração do tecido cardíaco é um sonho antigo da medicina. A possibilidade de uma pessoa que sofreu infarto regenerar espontaneamente as células perdidas e recuperar a função cardíaca normal, evitaria sofrimento e os altos custos dos cateterismos e das pontes de safena.
Ao contrário de órgãos como o fígado, que cortado ao meio regenera a outra metade em poucos meses, a sabedoria convencional ensinava que os miócitos (células do músculo cardíaco) não reparavam o tecido morto por serem incapazes de se dividir.
Sem possibilidade de multiplicar suas próprias células, quando submetido a um excesso de demanda (miocardiopatias, infarto, hipertensão), ao músculo cardíaco só restaria a oportunidade de aumentar o tamanho de cada uma delas para hipertrofiar-se.
A hipertrofia, no entanto, tem seus limites. Sem contar com células novas para fazer frente ao esforço excessivo, o coração não consegue crescer indefinidamente para vencer a resistência aumentada do sistema hidráulico e bombear sangue para as regiões mais distantes do corpo. Como consequência, surge a insuficiência cardíaca, que evolui com aumento do tamanho do coração, cansaço, falta de ar aos esforços, inchaço e falência de múltiplos órgãos.
Além disso, as células musculares hipertrofiadas não se contraem e relaxam durante os batimentos com a mesma eficiência das normais, tornando o coração predisposto ao aparecimento de arritmias que podem levar ao colapso do sistema e à parada cardíaca.
Piero Anversa e colaboradores do New York Medical College publicaram em 2001, na revista The New England Journal of Medicine, um estudo realizado com material colhido por biópsia de miocárdio imediatamente depois de ocorrido o infarto. Com técnicas elegantes, os pesquisadores conseguiram demonstrar a presença de miócitos em divisão celular nas regiões adjacentes à área infartada. Foram as primeiras evidências de que células cardíacas também tinham a propriedade de se dividir em resposta à morte celular imposta por um insulto (o infarto, nesse caso).
Na mesma revista, agora, o grupo de Anversa estudou oito casos de transplante cardíaco em que mulheres com morte cerebral doaram os corações para homens. Como os homens apresentam o cromossomo Y não encontrado no sexo feminino, o experimento ofereceu oportunidade ímpar para discriminar a origem das células que povoavam o coração transplantado.
Os autores demonstraram que 14% a 20% de todos os miócitos presentes no coração feminino transplantado eram positivos para o cromossomo Y, isto é, derivavam do receptor e não da doadora do órgão. E, mais, as células vasculares responsáveis pela formação de novos capilares e arteríolas encarregados de irrigar a musculatura cardíaca também eram de origem masculina em 14% dos casos.
Surpreendentemente, esses 14% a 20% de novas células cardíacas (musculares e vasculares) provenientes do receptor do transplante colonizavam o coração num intervalo de tempo bastante curto: em média, 53 dias. Num dos pacientes, falecido no quarto dia pós-transplante, muitos miócitos e arteríolas de origem masculina presentes no coração já se encontravam em estágio de plena maturidade celular e eram indistinguíveis das demais células cardíacas de origem feminina.
O achado dá ideia da rapidez com que o miocárdio, lesado pela falta de oxigênio inerente à manipulação do coração durante o procedimento de transplante, orienta a chegada de células primitivas para se diferenciarem em músculo e vasos sanguíneos a fim de reparar o defeito e repor as células perdidas por causa da manipulação cirúrgica.
O que o trabalho não esclarece definitivamente é se essas novas células, que invadem o coração transplantado, são células primitivas circulantes do receptor dotadas da capacidade de se diferenciar em qualquer outra do organismo, ou se elas se originam em células precursoras contidas no fragmento do coração do receptor que é suturado ao órgão doado.
Mas, como em Biologia se sabe que células precursoras se multiplicam muito mais depressa do que as células primitivas, (e em poucos dias surgiram células novas masculinas no coração feminino transplantado), os autores supõem que existam células precursoras residentes no coração, prontas para migrar às regiões cardíacas que necessitarem de reparação.
A descoberta da existência de células primitivas que se diferenciam em miócitos e vasos sanguíneos abre a perspectiva de atraí-las para as regiões do coração que foram lesadas por infarto, doença hipertensiva ou miocardiopatias com a finalidade de reparar os tecidos destruídos. Para tanto, será preciso conhecer melhor o comportamento dessas células primitivas e identificar quais são os fatores de crescimento que estimulam sua multiplicação e migração para a área afetada.
O trabalho do grupo de Nova York derrubou mais um paradigma da Biologia: o de que as células cardíacas seriam incapazes de multiplicar-se para reparar defeitos, e abre perspectivas que revolucionarão a cardiologia dos próximos anos.

7838 – Pesquisas sobre regeneração de órgãos


Regeneração é a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem ou ainda de se recomporem após danos físicos consideráveis. Deve-se à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem e, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de regenerar a parte lesionada.
A capacidade de regeneração tecidual depende do tipo de célula, tecido ou órgão afetados pela injúria. Depende da capacidade de multiplicação da célula, e se as células envolvidas são lábeis, estáveis ou perenes.
O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado) e tecido ósseo têm alto poder de regeneração. As células do músculo liso são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo estriado é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.
Alguns animais são muito conhecidos pela capacidade de regeneração de seus tecidos, órgãos ou mesmo sistemas. As planárias, os axolotes e a estrela-do-mar são exemplos. A regeneração das caudas das lagartixas constitui também exemplo muito recorrente.
Falha no mecanismo que limita e controla a capacidade e a velocidade de regeneração em tecidos específicos levam geralmente à formação de tumores.

Regeneração de membros humanos
O homem tem a capacidade de regenerar membros amputados e é apenas uma questão de tempo para se descobrir como esse mecanismo é ativado, afirmou nesta segunda-feira o cientista espanhol Juan Carlos Izpisúa. O diretor do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona participou do fórum Tribuna Barcelona, que debateu o assunto.
O médico espanhol explicou que a capacidade de regeneração dos vertebrados foi constatada recentemente quando um frango que teve sua asa cortada conseguiu regenerar o membro. A experiência foi realizada pelo Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona e Instituto Salk de Estudos Biológicos, na Califórnia, Estados Unidos.
Segundo o cientista espanhol, essa capacidade de regeneração permanece nos humanos até um pouco depois do nascimento, mas logo se perde. Ele assegurou que, se o dedo de um recém-nascido for cortado, ele se regenera. Ainda de acordo com o médico, essa capacidade é conservada apenas em alguns órgãos, como o fígado.
Já é possível induzir a regeneração de órgãos e tecidos em laboratório, um avanço que parecia impossível há alguns anos. Porém, o cientista afirmou que a pesquisa ainda se encontra em estágios iniciais e que é preciso ter cuidado para que esse processo não gere um tumor cancerígeno.
A medicina regenerativa já permitiu duplicar o tempo de vida de algumas larvas mediante a manipulação dos genes envolvidos na longevidade e fazer com que alguns peixes gerassem dois corações que funcionam. Esse tipo de estudo é essencial para que, no futuro, se obtenha células cardíacas que sejam capazes de se regenerar e manter sua função.
As pesquisas sobre regeneração também envolvem células-tronco, que têm a capacidade de originar qualquer tipo de célula e tecido.

Um traço encontrado em algumas criaturas, que lhes permite regenerar os órgãos perdidos (pensem no rabo da lagartixa) poderia também ser possível em humanos. Estudos recentes realizados em ratos aos quais alteraram o gene p21, permitiu que os roedores fossem capazes de regenerar os tecidos perdidos ou que tenham sofrido algum dano, em vez de realizar a clássica cicatrização.
Pesquisadores do Instituto Wistar na Filadélfia descobriram que as células nos ratos alterados não se “soldavam” como acontece na cicatrização de uma ferida nos mamíferos adultos normais, senão que na realidade criavam células similares às células mãe embrionárias. Os ratos alterados conseguiram com que suas orelhas crescessem novamente depois de terem sido cortadas.
O estudo, dirigido por Ellen Heber-Katz, afirma que o gene p21 responde aos danos no DNA bloqueando a progressão do ciclo celular, prevenindo crescimentos potencialmente cancerosos. Ela propõe terapias nas quais sejam alteradas o gene p21 unicamente nas áreas nas quais existe a ferida para curar os pacientes.

Enzima de salamandra
Uma nova pesquisa sobre a regeneração de órgãos e membros danificados na salamandra pode ajudar humanos a fazerem o mesmo. O estudo da Escola Médica de Hanover, Alemanha, analisou salamandras axolote, também conhecidas como salamandras mexicanas. A ideia é que um dia seja possível transplantar seus genes para humanos.
Segundo o experimento, a coagulação sanguínea acontece instantaneamente quando o animal é ferido, tornando o processo de cicatrização quase visível. Assim que um membro é amputado, uma camada de células de pele é formada no lugar. Depois começam a crescer vasos sanguíneos, músculos, tendões, ossos e nervos.
Este conjunto de células que cobre o ferimento é chamado blastema, supõe-se que sejam células- tronco pluripotentes. Elas são comuns no início da vida do feto, depois começam a se diferenciar e dão origem a todos os tecidos do corpo. Acredita-se que isso aconteça graças a uma enzima da salamandra, chamada amblox.
Ela permite que o bichinho consiga regenerar até partes do cérebro e coluna vertebral, aumentando a esperança de que pessoas com deficiência possam fazer o mesmo. A intenção dos pesquisadores é criar a amblox em laboratório.
Testes iniciais com a enzima em tecidos humanos mostraram rápida cicatrização, mas a regeneração de membros amputados ainda está distante de ser colocada em prática.

7837 – Neurociência – Cérebro bom não pensa (?)


Este é o resultado de um estudo científico dos neurologistas John Milton, da Universidade de Chicago, e Debbie Crews, da Universidade do Estado de Arizona.
A descoberta aconteceu quando eles monitoravam o cérebro de jogadores de golfe profissional no momento da tacada. Por meio de ressonância magnética, eles perceberam uma baixa atividade cerebral, sobretudo nas áreas que controlam o pensamento consciente. Os golfistas haviam adquirido a habilidade de tornar o movimento automático.
O resultado oposto foi verificado em testes com amadores, que apresentavam muito mais atividade cerebral.
Além de ajudar os peladeiros a acertar mais pênaltis, a pesquisa dos neurologistas tem grande valor para as vítimas de derrame cerebral. A ressonância mostrou que, antes da tacada, os golfistas imaginam a trajetória futura da bola. As áreas cerebrais ativadas nesse momento são as mesmas responsáveis pela execução da tacada em si.
Essa propriedade do cérebro pode ajudar os médicos a criar um tipo de fisioterapia baseada mais em exercícios mentais do que físicos. Isso poderia ajudar um paciente que teve danos cerebrais a reaprender a andar, por exemplo. É uma fisioterapia capaz de “transformar o sistema nervoso somente pela imaginação”.
O próximo objetivo da equipe americana é observar as mudanças ocorridas no cérebro de esportistas amadores enquanto treinam durante um ano. Espera-se que eles “pensem” cada vez menos, à medida que melhorem seu rendimento em campo. Como se vê, o golfe é mesmo uma caixinha de surpresas.

7836 – A Nova Arma do Império


James Bond já era. A novidade agora é o robô voador GoldenEye. Miniaviões de espionagem não são novidade: aeromodelos com câmera embutida foram usados nas guerras do Iraque e do Afeganistão. A diferença é que o GoldenEye faz uma coisa que os outros não conseguem: fica parado no céu, só espionando o inimigo.
Aeronaves que fazem isso, como helicópteros, costumam ser relativamente lentas. Seriam alvos fáceis para a artilharia no pega-pra-capar de uma guerra. Mas o GoldenEye não. Na hora de voltar para a base, ele sai da posição vertical, em que fica estacionado no ar, e começa a voar na horizontal, como um avião. Desse jeito, ele chega a 300 km/h – quase o dobro da velocidade de um helicóptero.
Outra coisa que ajuda a despistar é o seu tamanho, pequeno até para o padrão dos aviões de espionagem: 1,70m e 68 quilos.
A cara tosca do bichinho faz qualquer um duvidar de que ele dê conta do serviço. Mas os testes com o GoldenEye, tocados pela empresa Aurora Flight Sciences, que constrói diversas naves espiãs para a Força Aérea dos EUA, têm dado certo. A idéia é que ele esteja pronto para ser usado já no ano que vem. Mais uma arma para Bush “defender a democracia no mundo”.

7835 – Medicina – Quem toma café vive mais


É o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com pouco mais de 400 mil pessoas. Em 14 anos de estudo, cientistas compararam a taxa de mortalidade de quem bebe café com aqueles que não bebem. Resultado: houve menos mortes entre os participantes que tomavam, pelo menos, 3 xícaras ao dia, do que aqueles que não tomavam café.
Quem bebe menos de 3 xícaras ganha uma vantagem ínfima sobre quem dispensa o café, quase irrelevante. Mas quem toma de 4 a 5 xícaras diariamente tem vantagem sobre todos. É a medida ideal. Homens que bebiam essa quantidade tinham até 12% menos chances de morrer; já as mulheres tinham mais 16% de chances de viver – sempre na comparação com quem não toma nada de café.
Para os mais viciados, que tomam 6 xícaras ou mais ao dia, as chances de morrer diminuem 10% neles e 15% nelas. Quem bebe de 2 a 3 xícaras, pode viver até 10%, se for homem, e 5%, se for mulher.
Apesar da associação positiva entre sobrevivência e consumo de café, os pesquisadores não garantem que o mérito de viver mais seja exclusivamente da bebida.
“Não é possível concluir que essa relação entre consumo de café e mortalidade reflete causa e efeito”, diz Neal Freedman, chefe da pesquisa. “Mas podemos especular sobre os benefícios do café na saúde. Este estudo mostrou uma relação inversa entre o consumo da bebida e as mortes”. A pesquisa considerou todos os motivos de óbitos: desde derrames até infecções e diabetes.

Um Pouco +
Há quem sofra com todo o tipo de efeito desagradável se passar o dia sem um (ou vários) cafezinhos. Em algum momento da nossa evolução, o café virou, mais do que um prazer gastronômico, um amigo fiel e um quase-remédio. Está com sono? Tome café. Estressado? Café. De ressaca? Café. Alguns dos efeitos dele sobre o nosso organismo são devidamente comprovados – ele realmente vicia, por exemplo.

Café favorece a performance feminina. Mas prejudica a masculina.
Outro estudo da Universidade de Bristol analisou a performance de homens e mulheres em atividades como testes de memória após dar a eles café normal ou descafeinado. E constatou que, munidas de cafeína na corrente sanguínea, as mulheres lidam melhor com situações estressantes e trabalham melhor em grupo. Mas os homens não. Neles, o café diminui a velocidade de raciocínio e aumenta a agressividade.

Café faz os seios diminuirem de tamanho.
A cafeína mexe com os níveis de estrogênio da mulher, o que pode fazer com que os seios encolham “significativamente”. Três xícaras de café por dia já são o suficiente para o efeito ser notado. A conclusão é de um estudo da Universidade de Lund, na Suécia. E essa nem é a parte mais estranha da história. Nos homens, o efeito é oposto: agindo com a testosterona, o consumo frequente de cafeína pode aumentar a região mamária masculina – e deixar os moços com “peitinhos”.

Alucinógeno
Participantes de uma pesquisa da Universidade de Durham, no Reino Unido, começaram a ouvir vozes depois de tomar sete copinhos de café em um só dia. Os cientistas supõem que as alucinações sejam causadas pelo aumento nos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, que o excesso de cafeína provoca.

Café previne o mau hálito.
Sabe aquele bafo de café que você sente quando o seu colega de trabalho chega para falar mais de pertinho? Não é bacana. Mas, a longo prazo, pode valer a pena. Uma pesquisa israelense, da Universidade de Tel Aviv, descobriu que certos elementos na composição do café bloqueiam o desenvolvimento das bactérias responsáveis pelo mau hálito. Agora eles estão querendo isolar esses componentes e produzir chicletes, pirulitos e outras coisas para prevenir a halitose.

Coração
Estudos das universidades de Washington e Harvard, nos EUA, dizem que quem bebe apenas uma xícara por dia ou menos do que isso tem quatro vezes mais chances de ter um enfarto – em geral, na primeira hora após o consumo da bebida. Condiz com o resultado de uma outra pesquisa norte-americana, apresentado na 50ª Conferência Anual da Associação Americana do Coração, em 2010, que aponta um risco 18% menor de problemas cardíacos em quem toma quatro ou mais xícaras de café por dia.

Café facilita a sua vida na academia.
Tomar um copinho antes de se jogar na malhação, além de dar uma energia extra, diminui a dor causada pelos exercícios e facilita a sua busca pelo corpão perfeito. É o que diz um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA. E, dessa vez, não importa se você tem o hábito de beber café ou não. Segundo os pesquisadores, a cafeína age diretamente sobre partes do cérebro e da medula espinhal envolvidas no processamento da dor, seja você um coffee junkie ou não.

7834 – Religião – O que é o Judaísmo Reformista?


judaismo

Trata-se de uma corrente dentro do Judaísmo, que propõe a liberalização dos costumes e das tradições do povo judeu. Tal movimento nasceu na Alemanha no século 19 e é fruto das transformações que passava a sociedade na época. As cerimônias passaram a ser realizadas também em alemão e não só em hebraico e os cânticos acompanhados com órgão. Com o tempo, o movimento se difundiu pela Europa e uma das mudanças foi também a interpretação própria da Torá.
Entretanto, as idéias dos reformistas, que representam hoje 10% dos judeus no mundo, não foram e até hoje não são aceitas pelo resto da comunidade judaica. Tradições e rituais são colocados de lado pelos reformistas, como a reza em hebraico.

7833 – Medicina – O Curativo Genético


Trata-se da Terapia Gênica, uma técnica ainda em fase experimental, mas que promete.

Imagine que um cidadão quebrou o braço. E, em vez de engessar e esperar a regeneração natural dos tecidos, o médico implanta em algumas células da vítima, como as do sangue, um pedaço de DNA corretivo. Este fragmento fabrica uma proteína que faz a soldagem de um modo muito mais simples e rápido que o tradicional. Em ratos, esse tipo de remendo genético foi experimentado com sucesso. Mas isso é apenas um meio de ilustrar uma técnica revolucionária, que pode fazer muito mais do que colar ossos. Em poucas palavras, não importa se os sintomas são os da Aids, da gripe, do câncer ou de uma doença hereditária. Sempre vai dar para arranjar um gene que ajuda a eliminar o mal ou a aliviar as suas conseqüências.
A molécula de DNA pode ser reparada para corrigir um mal hereditário. Melhor ainda, pode ganhar um gene inteiramente novo, feito sob medida num laboratório, com o objetivo de combater uma infecção como a Aids, ou as células enlouquecidas do câncer.
Cada um dos 50 000 a 100 000 genes é formado por milhões de moléculas menores. São os nucleotídeos, representados na ilustração por estas “pontes”entre as hélices de DNA. Implantar um gene significa colocar, no lugar exato, um conjunto completo de nucleotídeos.
A melhor maneira de entender os curativos genéticos, ou a terapia gênica, como dizem os especialistas, é comparar o organismo humano com um computador. Essa analogia é possível porque tanto um como o outro precisam de instruções para trabalhar. Assim, enquanto a máquina lê os comandos gravados nos programas, o corpo segue as ordens escritas nos genes. Isso quer dizer que não é preciso mexer diretamente nos órgãos para tentar eliminar os males de um cidadão. Basta instalar nas células um novo programa – ou seja, um novo gene – e deixar que, daí para a frente, o próprio organismo resolva os seus problemas.
Não é difícil perceber o potencial revolucionário desse tipo de tratamento. Antes de mais nada, ele cria a primeira oportunidade de atacar pela raiz as doenças hereditárias. Ou seja, aquelas em que o paciente já vem ao mundo com um “software” imperfeito. O ideal, aqui, seria trocar o gene enguiçado por uma cópia em boas condições. Agora, se o gene não foi identificado, ou se ninguém sabe direito como ele funciona, sempre existe a alternativa de achar algum outro pedaço de DNA que possa, pelo menos, eliminar os sintomas.
Há registro de mais de 4 000 moléstias associadas a defeitos nos genes, muitas delas incuráveis. Mas isso é só o começo da história, como se vê pela Aids, que não é hereditária e não tem nada a ver com mutações ou estragos feitos no DNA por radiação ou qualquer outro acidente.
Apesar de ser causada por um vírus, o HIV, ela também pode ser combatida com fragmentos de DNA que, de alguma forma, prejudiquem o vírus. Até já se conhecem proteínas que atrapalham a proliferação do micróbio. Os pesquisadores estão tentando implantar no organismo dos pacientes o gene que fabrica essas substâncias. E aí, se der certo, as próprias células poderão fabricar antídotos contra o HIV.
É isso o que faz a nova terapia: descobrir genes que, de uma maneira ou de outra, fabricam proteínas benéficas à saúde. Essa orientação, nos últimos anos, já levou à descoberta de substâncias incríveis. Algumas induzem as células cancerígenas ao suicídio, outras apressam a regeneração de ossos quebrados e outras ainda fortalecem células musculares atrofiadas. No fim das contas, o futuro da terapia gênica depende do arsenal de genes úteis que vêm sendo identificados em número cada vez maior. Daí sairá a matéria-prima para forjar softwares químicos capazes de transformar a maquinaria celular em uma farmácia que funciona sozinha dentro do corpo.

7832 – Microbiologia – Atividade microbiana é encontrada no lugar mais fundo do mar


Níveis considerados elevados de atividade microbiana foram descobertos na fossa das Marianas, localizada no oceano Pacífico e considerado o lugar mais profundo da crosta terrestre. Os achados foram publicados hoje no periódico “Nature Geoscience”.
A fossa das Marianas, um rasgo de 2.550 km de comprimento, chega a alcançar 11 km de profundidade no abismo de Challenger.
Devido a sua extrema profundidade, a fossa está envolta em uma escuridão perpétua e possui temperaturas glaciais.
Muitos cientistas consideram que quanto mais profundo é o oceano, menos alimento disponível existe, pois este tem que fazer o caminho da superfície, rica em oxigênio, até as profundezas.
No entanto, a equipe dirigida por Ronnie Glud, da Universidade do Sul da Dinamarca, se surpreendeu ao descobrir que a fossa das Marianas é rica em matéria orgânica.
Os cientistas observaram que o nível de demanda biológica por oxigênio era duas vezes maior do que em um lugar próximo mais “raso”, situado a 6.000 metros de profundidade.
Eles também encontraram o dobro da quantidade de bactérias e outros micróbios no fundo da fossa das Marianas do que a 6.000 metros de profundidade.
Foi usado um robô submarino concebido exatamente para o estudo, dotado de sensores desenvolvidos para analisar o consumo de oxigênio no fundo do mar. Foram realizados também vídeos do fundo da fossa.
“Encontramos um mundo dominado por micróbios adaptados para funcionarem de forma eficaz em condições extremamente inóspitas para organismos mais desenvolvidos”, disse Ronnie Glud.
“Nossa conclusão é que o importante depósito de matéria orgânica no abismo de Challenger mantém a atividade microbiana em ascensão, apesar das pressões extremas que caracterizam este entorno”.