7816 – Mega Sampa – O Zoológico de São Paulo


logo zoo

Do Site Oficial

O Zoo de São Paulo foi criado em junho de 1957, a partir de uma instrução do Governador Jânio Quadros ao Diretor do Departamento de Caça e Pesca da Secretaria da Agricultura, Emílio Varoli.
Os primeiros animais exóticos como leões, camelos, ursos e elefantes foram adquiridos de um pequeno circo particular. Já os animais brasileiros como onças e galos da serra, foram adquiridos em Manaus.

zoológico 1957

A inauguração do Zoo, prevista para Janeiro de 1958, teve que ser adiada devido às fortes chuvas daquele ano, mas no dia 16 de março inaugurava-se oficialmente o Zoológico de São Paulo.
Apesar do clima chuvoso, muitas pessoas participaram da inauguração do Parque e puderam ver pela primeira vez na cidade 482 animais, dentre eles: 9 veados, 2 onças pintadas e 1 preta, 3 jaguatiricas, 2 gatos do mato, 1 urso, 23 papagaios, além do famoso rinoceronte “Cacareco”, eleito vereador nas eleições de outubro de 1958.
Em 1958 a entrada no parque era gratuita. À partir da criação da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, em 1959, os ingressos passaram a ser cobrados e a Fundação obteve personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira e científica.
Nesta data, foram definidos os objetivos da Fundação Parque Zoológico de São Paulo:
Manter uma população de animais vivos de todas as faunas, para educação e recreação do público, bem como para pesquisas biológicas;
Instalar em sua área de abrangência uma Estação Biológica, para investigações de fauna da região e pesquisas correlatas;
Proporcionar facilidades para o trabalho de pesquisadores nacionais e estrangeiros no domínio da Zoologia, no seu sentido mais amplo, por meio de acordos, contratos ou bolsas de estudo.
Consciente de sua responsabilidade no contexto conservacionista nacional, o Zoo de São Paulo tornou-se a primeira instituição brasileira a propor e participar efetivamente em múltiplos programas de recuperação de espécies brasileiras criticamente ameaçadas de desaparecer da natureza, tais como os micos-leão, os pequenos felídeos neotropicais e araras-de-lear.
O Parque Zoológico de São Paulo é o maior zoológico do Brasil. Fica localizado em uma área de 824.529 m² de Mata Atlântica original, com 4 quilômetros de alamedas. Aloja as nascentes do histórico riacho do Ipiranga, ao sul da cidade de São Paulo.
Exibe mais de 3.200 animais, sendo 102 espécies de mamíferos, 216 espécies de aves, 95 espécies de répteis, 15 espécies de anfíbios e 16 espécies de invertebrados, em recintos que reproduzem os habitats naturais desses animais. A fazenda do Zôo, de 572 ha, produz hortaliças usadas na fabricação de rações variadas para os animais, além de material para os recintos onde ficam os animais. Nela ficam animais que precisam de maior área para acasalamento.
O Zôo tem creche para filhotes rejeitados pelas mães, chocadeiras elétricas e sala de incubação para ovos de aves e répteis. A função educativa é enfatizada no Parque. Sua biblioteca de mais de quatro mil volumes é aberta ao público.

zoológico inauguração

Suas parcerias com outras instituições estaduais, federais e estrangeiras incluem pesquisas que facilitem a preservação de espécies ameaçadas. Atualmente o zoológico é o quarto maior do mundo.
O Zôo de São Paulo tornou-se a primeira instituição brasileira a propor e participar em diversos programas de recuperação de espécies brasileiras seriamente ameaçadas de extinção, tais como os micos-leão, os pequenos felídeos neotropicais, arara-azul-de-lear e ararinhas-azuis, bisão europeu, cachorro do mato vinagre, condor, o unico leopardo das neves do Brasil, urso de óculos.
Desde 1994 o Zoológico de São Paulo é reconhecido pelo Guinness Book como o maior zoológico do Brasil. Nesse mesmo ano, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo foi classificada na categoria “E”, a mais alta, junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para entidades de manejo ambiental e preservação de espécies.
Em maio de 2001, a área anexa ao zoológico e que era ocupada pela empresa “Simba Safari” foi reincorporada à Fundação Parque Zoológico de São Paulo, sendo reaberta ao público como “Zôo Safári” em 5 de junho desse mesmo ano, proporcionando passeios por entre trilhas, onde se pode ver os animais na mata, ou de carro por entre animais soltos.
Fazenda
Desde 1982, a Fundação mantém uma fazenda destinada tanto à produção de alimentos para seus animais, como à criação de algumas espécies em regime semi-extensivo.
Essa fazenda é localizada entre os municípios de Sorocaba, Araçoiaba da Serra e Salto de Pirapora, tendo uma área de 574 hectares. A produção anual da fazenda é de cerca de 1.200 toneladas de alimentos, que são destinadas aos mais de 3.500 animais do parque, incluindo a produção de feno e silagem para os meses de estiagem.
Desde meados da década de 1990, a fazenda começou a receber animais silvestres em recintos de grande dimensão e abundantes forragens foram fatores determinantes para que fosse levada para ela a criação de espécies como Zebra Damara, Grande Kudu, Oryx e Waterbuck. Como o Zôo se localiza num parque sem condições de expandir sua área, a fazenda é a principal alternativa para a reprodução dessas espécies.

Pesquisas
O Zôo de São Paulo tem presença marcada no cenário científico, em especial em temas referentes a problemas da fauna brasileira. Para Realiza contatos técnico-científicos com outros centros de pesquisa, entre os quais o Instituto Butantan, o Instituto Biológico de São Paulo e o Instituto Adolfo Lutz, assim como através de convênios já firmados com a Universidade de São Paulo, Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Universidade Federal de Campina Grande (PB), Universidade Estadual de Londrina (PR) e a Universidade Federal de Santa Maria (RS).
O Zôo possui um programa de qualificação profissional de estudantes e pesquisadores das áreas de biologia, veterinária e zootecnia e realiza programas de pesquisa científica e conscientização ambiental da população através dos visitantes.
Também é referência mundial na área de alimentação e nutrição de animais silvestres cativos, garantindo com isso um bom nível de saúde dos animais ou o pleno exercício de seu comportamento natural e atividade reprodutiva.

Garça

7815 – Como funciona um dirigível?


Para subir e ficar suspenso no céu, o dirigível conta com o gás hélio, que é mais leve que o ar; já no deslocamento para a frente, entram em ação hélices motorizadas. Basicamente é assim que voa esse estranho veículo, que surgiu na França na segunda metade do século 19. Antigamente, costumava-se usar o hidrogênio para encher o balão (ou envelope) dos dirigíveis, mas esse gás é inflamável, o que provocou vários acidentes. A tragédia mais famosa foi a do dirigível alemão Hindenburg, em 1937, que explodiu durante o pouso, matando 36 passageiros. Por causa dos riscos, o hidrogênio foi substituído pelo hélio, um gás menos eficiente para suspender o veículo, mas com a grande vantagem de não ser inflamável. Apesar de estarem bem mais seguros, os dirigíveis ainda são pouco utilizados para o transporte de cargas e de passageiros. Isso porque são veículos lentos – voam a 80 km/h, contra mais de 900 km/h de um Boeing 737-800 – e muito vulneráveis a condições climáticas ruins. Entretanto, por serem econômicos – já que usam pouco combustível -, eles são úteis em atividades como monitoramento ambiental, publicidade, vigilância aérea e captação de imagens para televisão.

Com uma bomba, o envelope recebe gás hélio. Menos denso que o ar, o hélio tende a subir e puxa o dirigível para cima. Quanto mais pesado é o dirigível, mais gás é preciso. Alguns modelos têm 6 milhões de litros de hélio – ou uns 200 mil botijões de gás!
Existem vários tipos de dirigíveis, mas o modelo mais usado hoje é o chamado dirigível semirrígido. Ele tem uma estrutura de metal na qual o envelope de lona (o balão) se apoia. Essa estrutura ajuda a manter o formato do veículo.
Dentro do envelope existem pequenos balões, os ballonets, que têm ar em vez de hélio. Na decolagem, eles ficam meio cheios. Quando o veículo atinge a altitude ideal, o piloto libera a entrada de mais ar nos ballonets. Assim, o dirigível ganha peso e para de subir.
Para atingir a altitude desejada, o piloto controla os ballonets, mas, para andar para a frente, ele aciona um motor com hélices, que fica acoplado à gôndola do dirigível. Sem motor, o veículo dependeria das correntes de ar para se deslocar.
Na hora de virar à esquerda ou à direita durante o voo, o piloto usa o leme – que fica na cauda. Existem ainda outros instrumentos que ajudam no controle do voo, como o profundor, que permite embicar para baixo ou para cima.
O piloto e eventuais passageiros ficam na gôndola, uma espécie de cabine de avião. Além de ter os assentos e o painel de controle da aeronave, a gôndola também é o local onde se instalam equipamentos de filmagem, como câmeras de TV.
Quando quer se preparar para o pouso, o piloto enche os ballonets com mais ar. Assim, o dirigível fica bem mais pesado e começa, lentamente, a iniciar o trabalho de descida. É a parte final do voo.
A autonomia de cada dirigível varia de modelo para modelo e depende de fatores como o peso da aeronave. No Brasil, a autonomia média dos dirigíveis é de sete horas em altitude e velocidade constantes.

7814 – Navio – Invisível até em cima d’água


Depois de Caças F-117A stealth (furtivo), Muitos difíceis de serem detectados por radar, a Lockheed apresentou o Sea Shadow, navio de guerra “invisível”. Muito parecido com seu parente voador, o Sea Shadow foi construído em aço, tem 48 metros de comprimento e é movido por um par de motores diesel-elétrico, colocados embaixo do casco em forma de cataramã. Ao contrario do avião, o navio invisível não será produzido em escala nem vai para o campo de batalha. A Lockheed informa que construiu apenas com fins experimentais.
(Será?)

Navio de guerra

Um Pouco +
A Marinha norte-americana divulgou imagens de como será a próxima frota de navios utilizados por ela. A nova arma do Pentágono, desenvolvida para manter o poderio americano no oceano Pacífico, utiliza a tecnologia Stealth, que faz a embarcação captar ondas eletromagnéticas e não ser localizado por radares.
O crescimento dos gastos militares chineses estimulou a nova política militar norte-americana, que passou a melhorar seus equipamentos usados na região.
O navio, previsto para começar a ser usado em 2014, também será capaz de atacar territórios com seus equipamentos “futurísticos”. O DDG-1000 Zumwalt, como foi nomeado, está sendo divulgado pelo governo americano como o navio destruidor mais avançado da história e a solução perfeita para a missão na Ásia e no Pacífico, considerada pelos Estados Unidos como a região mais estrategicamente importante no mundo.
Com as novas tecnologias implantadas, o DDG-1000 Zumwalt não deixa praticamente nenhum rastro, funciona a partir de propulsão por acionamento elétrico e tem sistemas avançados em seus radares e mísseis.
Apesar de ser mais comprido e mais pesado que outros navios da Marinha americana, o Zumwalt terá metade da tripulação, graças aos sistemas automáticos. O navio irá usar campos magnéticos e correntes elétricas para lançar mísseis mais rápidos que a velocidade do som.

Repercussão
Sendo ou não um resquício da Guerra Fria, os governos da Rússia e da China rapidamente se pronunciaram e afirmaram que não se sentem ameaçados com o novo navio americano.
Zhang Zhaozhong, pesquisador da Universidade de Defesa Nacional da China, considerou o navio como “um caso perdido”.
O governo chinês afirmou que para afundar a nova arma americana seriam necessários apenas “barcos de pescaria” armados com explosivos.
Dean Cheng, chinês que trabalha na Heritage Foundation — instituto de pesquisas na capital norte-americana — disse que a necessidade e o trabalho dedicado ao DDG-1000 devem ser comparados ao número de embarcações que serão necessárias em missões simultâneas.
— Comprar navios hipercaros vai contra essa comparação, mas comprar navios que não farão o trabalho, ou ainda pior, que não poderão enfrentar o inimigo, é ainda mais irresponsável.
Apesar da afirmação, qualquer novo investimento americano na região é visto com cautela pelos chineses.

7813 – Planta carnívora morre depois de capturar pássaro


O especialista em plantas exóticas Nigel Hewitt-Cooper caminhava por seu viveiro, no sul da Inglaterra. Entre mais de 8.000 vegetais, viu uma coisa estranha: uma de suas plantas carnívoras tinha “engolido” um pássaro inteiro.
Conhecida como “bolsa de estudante”, a planta (espécie nepenthes) era pequena para comer o bicho. “Como não pôde digerir a presa, acabou apodrecendo poucos dias depois.” Isso foi em agosto de 2011.
Para garantir a dieta de insetos, essa espécie produz um néctar doce que atrai os bichinhos. Segundo Nigel, o pássaro provavelmente ficou atraído pelos pequenos animais que boiavam no suco e acabou morrendo. “Na natureza, plantas maiores conseguem comer pássaros, sapos e até ratos!”

7812 – Mega Notícias – Cérebro ignora discursos chatos


Cientistas da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, monitoraram o cérebro de 18 voluntários que ouviram histórias narradas por um locutor. Quando o caso era chato, sem emoção, o córtex auditivo dos voluntários era mais acionado. Para os cientistas, isso significa que o cérebro cria uma voz interior – e a sobrepõe a coisas entediantes.

Idade pode ser detectada pelo cheiro

É essa a conclusão de um estudo feito na Suécia, que comparou o odor corporal de pessoas jovens, de meia-idade e idosas. Os cientistas ainda não sabem por que o cheiro das pessoas muda durante a vida.

Óvulo é criado em laboratório
Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts conseguiram gerar óvulos em laboratório usando células-tronco humanas. Agora, eles pretendem fecundá-los para ver se nasce um embrião humano.

7811 – Felicidade é definida pelos genes de cada um


Portanto, não adianta buscá-la.
O que mais influi na felicidade de uma pessoa? As experiências que ela tem durante a vida? Ou características previamente escritas em seu código genético? Essa discussão, que mobiliza a ciência há décadas, acaba de ser desequilibrada a favor de um lado: o DNA. Foi o que concluiu um estudo feito pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, que analisou 837 pares de irmãos gêmeos. Cada par de gêmeos havia sido criado na mesma casa, pelos mesmos pais, e por isso teve experiências parecidas na vida. Metade dos gêmeos era univitelina, ou seja, com DNA idêntico, e a outra metade era bivitelina, com DNA diferente. O objetivo do estudo foi comparar univitelinos e bivitelinos, e com isso identificar a influência do DNA sobre determinadas características do ser humano – inclusive de quem não é gêmeo.
Os voluntários responderam a questionários que mediam vários aspectos do bem-estar psicológico, como o grau de autonomia da pessoa e sua capacidade de ter relacionamentos saudáveis. Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais parecida que os bivitelinos – que têm DNA diferente, mas cresceram no mesmo ambiente. Ou seja: na prática, o DNA influencia mais que o ambiente no grau de felicidade da pessoa. “Houve influências genéticas substanciais em todos os componentes”, diz o psicólogo Timothy Bates, autor do estudo. “Já os efeitos do ambiente foram insignificantes.” Em suma: cada pessoa tende a um nível natural de felicidade, que já vem programado no seu código genético. Lembre-se disso na próxima vez em que você estiver muito feliz – ou infeliz.

7810 – Odontologia – Uma dentista de mortos


Ele é feio, nojento, inconveniente. Mas para a americana Christina Warinner, o tártaro é o maior dos tesouros – uma chave para desvendar civilizações antigas. Christina é arqueogeneticista na Universidade de Zurique, na Suíça, onde se especializou num trabalho inusitado: examinar os dentes de cadáveres fossilizados, encontrados em sítios arqueológicos espalhados pela Europa.
A arqueologia costuma trabalhar com múmias, que são ricas em DNA, mas difíceis de encontrar, e esqueletos – que são mais comuns, mas não revelam tantos dados. Já o tártaro junta as qualidades de ambos. “Ele pode ser encontrado em todo lugar, fossiliza como um esqueleto e retém muitas informações”, explica Christina. Tudo porque os povos antigos tinham dificuldades de higiene bucal. Quando vamos ao dentista e fazemos uma limpeza, de 15 a 30 miligramas de tártaro são removidos. Milhares de anos atrás, uma pessoa chegava a acumular 600 miligramas ao longo da vida.
Atualmente, Christina está analisando dentes encontrados num cemitério medieval alemão do ano 1100. Mas sua equipe também começou a coletar tártaro de pessoas vivas, com a intenção de formar um banco de dados para futuros pesquisadores. “Em nome dos futuros arqueólogos, gostaria de pedir: pensem duas vezes antes de escovar os dentes”.

7809 – Demografia – Estamos livres da superpopulação?


Cidades se agigantam em países pobres, com populações famélicas tomadas por epidemias velhas e novas. Democracias são ameaçadas de extinção. Governos nacionais se enfraquecem – e em alguns casos são substituídos por uma combinação de feudalismo e tribalismo. E por fim a humanidade volta à Idade Média. Era o que previa o biólogo americano Paul Ehrlich. Economistas faziam previsões ainda mais sinistras.
A expectativa era de que a população mundial, então de 5,5 bilhões, aumentaria em 1 bilhão em 11 anos. A aids era só um sinal do fim dos tempos.
Em 2011, chegamos a 7 bilhões de habitantes. Mas, apesar de sermos tantos, nosso cenário é bastante diferente do previsto por Ehrlich. Desde 1950, a taxa mundial de fertilidade só cai – 5 crianças por mulher para 2,5 -, o que deve estabilizar a população mundial em 9 bilhões em 2050, 70% dela em cidades. Para garantir que não passemos fome, será necessário aumentar em 70% a produção de alimentos, segundo a FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação. E recursos naturais para isso não faltarão, desde que 3 problemas sejam resolvidos: a mudança climática, a degradação ambiental das áreas cultivadas e a expansão do cultivo de biocombustíveis no lugar de alimentos.
O problema por vir é exatamente a baixa taxa de fertilidade. Já temos 80 países abaixo da taxa de reposição demográfica, de 2,1 bebês por mulher. Isso significa que essas nações estão envelhecendo e terão dificuldade para arranjar mão de obra ativa para sustentar seus aposentados. E o problema não será apenas na Europa, cuja população cairá de 730 milhões para 664 milhões na metade do século. Faltará gente na China. Ou, pelo menos, gente jovem. Lá, mulheres têm em média 1,4 filho, segundo o censo de 2010. Somando a isso o aumento de expectativa de vida, em 2050 o país terá 30% de seu 1,3 bilhão de habitantes acima de 65 anos. O risco é de que o país fique velho antes de ficar rico.

7808 – Neurociência – A Pílula do Esquecimento


Talvez você nunca tenha passado por uma situação tão forte. Mas certamente guarda na cabeça algum momento, ou mais de um, que preferiria eliminar – mas que sempre acaba relembrando sem querer. Todo mundo coleciona algumas lembranças ruins ao longo da vida. Isso é inevitável. Mas, no que depender de pesquisadores de várias partes do mundo, vai deixar de ser. Eles estão trabalhando num projeto incrivelmente ambicioso: a criação de uma droga que apague memórias ruins.
Isso sempre foi considerado impossível pela ciência. Mas o cenário começou a mudar no final da década de 1990, graças ao neurocientista egípcio naturalizado americano Karim Nader. Como os demais cientistas da época, Nader sabia que as nossas memórias são apenas relações de afinidade entre os neurônios. Quando você memoriza alguma coisa – o endereço da rua onde mora, por exemplo -, o seu cérebro forma conexões entre os neurônios envolvidos com aquela informação. Eles ficam mais sensíveis uns aos outros. Por isso, mais tarde, quando você tenta se lembrar do endereço, a mesmíssima rede de neurônios é ativada – e recupera a informação. É assim que a memória funciona.
Pra que os grupos de neurônios se formasse, o cérebro precisava sintetizar determinadas proteínas. Ele teve a ideia de bloquear a ação dessas proteínas para ver o que acontecia.

Cientistas da McGill University e da Harvard Medical School descobriram que o propranolol, um remédio usado para tratar pressão alta, tem um efeito colateral estranho: é capaz de alterar memórias armazenadas no cérebro. Isso acontece porque ele inibe a atividade de um neurotransmissor, a norepinefrina. Os cientistas fizeram testes com pessoas que tinham passado por alguma situação traumática. Elas receberam uma dose de propranolol e foram convidadas a relembrar o fato. As reações mais intensas de medo e emoção desapareceram, e esse efeito se manteve mesmo depois que os voluntários não estavam mais sob efeito do remédio. Segundo os cientistas, isso acontece porque ele interfere na reconsolidação da memória, que é alterada e perde sua carga emocional negativa antes de ser regravada pelo cérebro.

No Brasil, também há pesquisas em torno de formas de promover o enfraquecimento de memórias traumáticas por meio do uso de drogas específicas. Uma delas, realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), investiga a ação do topiramato, um remédio atualmente usado para tratar convulsões. O topiramato seria capaz de inibir a produção de um neurotransmissor, o glutamato, que age no hipocampo – a região do cérebro que coordena o processo de formação de memórias. Em situações de estresse, o nível de glutamato ali aumenta. Isso poderia explicar, por exemplo, os pensamentos repetitivos que podem acompanhar uma experiência traumática. “Nossa hipótese é que, ao reduzir a liberação do glutamato, podemos inibir a reverberação de uma memória traumática”, explica Marcelo Feijó, professor do Departamento de Psiquiatria da Unifesp. No estudo, mais de 82% dos pacientes tratados com a substância apresentaram melhora dos sintomas de estresse pós-traumático.

O estresse pós-traumático é caracterizado por sintomas como ansiedade e depressão e está relacionado à lembrança de algum evento traumático envolvendo ameaça à vida ou à integridade, como assaltos, sequestros, estupros ou acidentes graves. O problema afeta 6% da população mundial, 420 milhões de pessoas. Um medicamento que fosse eficaz contra ele poderia melhorar a vida de muita gente.
As substâncias capazes de apagar memórias ruins também poderiam ser usadas para tratar dor crônica. Por razões que a ciência ainda não compreende completamente, em alguns casos, mesmo depois que um ferimento físico já foi curado, alguns nervos continuam transmitindo sinais de dor na região, como se o corpo tivesse memorizado aquela dor. A técnica também poderia ser usada como um tratamento para a dependência química. Isso porque o vício em drogas está relacionado à memória – à associação entre o uso da droga e o efeito que ela proporciona. Se a pessoa se esquecer do prazer que sente ao consumir a droga, fica mais fácil largar o vício. Num estudo realizado com ratos viciados em morfina, a inibição da proteína PKMzeta ajudou a curar a dependência dos roedores.

7807 – Mega Sampa – Parados e sufocados em São Paulo


Poluição, trânsito lento ou totalmente parado, semáforos que não funcionam, indústria de multas, transporte público abarrotado, violência e barbeiragens no trânsito, tudo e muito mais fazem parte do dia a dia dos paulistanos.

Só dói quando a gente anda na rua

Dificuldade em se concentrar é provocada pela ação de monóxido de carbono e do ozônio no cérebro.
Os olhos são vítimas das, mesmas substâncias que irritam o nariz. Os sintomas sao a vermelhidão e a ardência.
Apesar de ser um escudo contra os raios ultravioletas do Sol, quando respirado, o ozônio se junta ao dióxido de enxofre e provoca dores de garganta e tosse.
O primeiro contato com os gases geralmente ocorre no nariz. Quando os óxidos nitrosos, os hidrocarbonetos e o ozônio atingem o órgão provocam principalmente coriza.
O sistema respiratório é o mais afetado pela poluição. A grande culpada é a fuligem, composta de partículas microscópicas (medindo cerca de 0,0005 milímetro) que chegam aos alvéolos pulmonares através da aspiração da fumaça. Na carona, esses grãos carregam substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos, e óxidos nitrosos, que causam edema pulmonar. Essa invasão aumenta a possibilidade de acessos de bronquite e pneumonia, diminui a defesa do organismo e abre caminho para bactérias e vírus agirem com facilidade.

Há suspeitas de que, com o pulmão trabalhando mal, os problemas cardíacos podem ser agravados pelo monóxido de carbono.

Mais sufoco
Os veículos lançam cinco tipos de poluentes: monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), uma combinação de óxido nitroso e dióxido de nitrogênio (NOx), dióxido de enxofre (S02) e partículas sólidas (MP). Sob a ação do sol, essas substâncias se misturam com elementos do ar, como óxidos de nitrogênio (NOx) e oxigênio (O2) formando, entre outras coisas, ácido nítrico (HN03) e ozônio (03), um gás que protege a Terra dos raios ultravioleta enviados pelo Sol, mas é nocivo se for respirado. A sujeira volta para o chão – lentamente atraída pela gravidade ou arrastada pelas chuvas.

Até rãs já foram usadas para mostrar o perigo que está no ar. Numa experiência feita há dez anos, forarm colocados filtros numa das avenidas mais movimentadas de São Paulo para coletar amostras de partículas emitidas no trânsito. O material diluído foi aplicado sobre palatos de rã, tecidos que tem cílios semelhantes ao pulmão do homem. Enquanto os cílios do anfíbio ajudam a empurrar alimento para dentro do organismo, os do pulmão empurram partículas nocivas para fora. “Pudemos constatar que o material presente no ar compromete o bom desempenho das células ciliadas, fazendo com que elas não sejam capazes de se movimentar direito”
Respirar pode ser muito arriscado
Preso em um congestionamento, à beira de um ataque de nervos, você gostaria de ter um rolo compressor e passar por cima de todos os outros, certo? Certíssimo. Esse é o primeiro sintoma dos efeitos da poluição no trânsito engarrafado: a alteração de comportamento pela irritabilidade excessiva. Depois, vêm outros problemas. Os olhos começam a lacrimejar, aparece uma ligeira dor de garganta e finalmente o pigarro, produzido pelas mucosas da garganta que tentam defender o organismo produzindo mais secreção. Mas isso é só o começo.

7806 – Mega Almanaque – Quais as maiores torcidas do país?


O Fluminense, atual campeão brasileiro e que já esteve na série C, nem vai entrar nesta lista, com 1% dos brasileiros (cerca de 1,9 milhões de pessoas, o que não é pouca coisa), o time amarga a 12ª posição no ranking. (Mas convenhamos que, depois de 26 anos de espera pelo título brasileiro, essa não deve ser uma coisa que aflija os torcedores no momento). A região Sudeste domina a lista e os times paulistas são os que concentram as maiores torcidas do Brasil.

Nota – Como deu empate técnico, a gente errou em ter colocado Grêmio, Inter e Cruzeiro em posições diferentes. Outras pesquisas colocaram o Grêmio à frente do Inter, mas como a diferença é sempre muito pequena e é impossível obter os números exatos, agrupamos os três na sexta posição.

7º- Santos (SP) e Atlético Mineiro (MG) 2%
Fundado em 1912, o Santos foi o primeiro clube brasileiro a se tornar campeão mundial e é o único do país a conquistar, num mesmo ano (1962), um título estadual, um nacional, um continental e um mundial. O “Atleta do Século” (nomeado em 1999 pelo Comitê Olímpico Internacional), Pelé,[5] começou sua carreira no time em 1956 e brilhou muito na década de 60. Um pouco mais antigo, o Atlético Mineiro é o clube em atividade mais antigo clube da capital mineira, fundado em 1908. Segundo a revista Placar, o Galo é o time brasileiro que mais conquistou títulos oficiais no século XX: foram 41 títulos, seguido pelo Grêmio (40 títulos) e pelo Palmeiras (39 títulos).

6º- Grêmio (RS), CRUZEIRO (MG) e Internacional (RS) 3%
Bicampeão da Copa Libertadores da América e campeão do mundo de 1983, o Grêmio ocupa o primeiro lugar no ranking da Confederação Brasileira de Futebol e é o terceiro melhor clube no ranking de times do Brasil da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). O Cruzeiro ocupa o segundo lugar dentre os clubes brasileiros no ranking da CONMEBOL. Já ganhou 2 vezes a Libertadores e é a única equipe a conquistar o Campeonato Estadual, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro no mesmo ano (2003). Já o Inter, de acordo com a pesquisa Datafolha, é o time com mais torcedores na região Sul (19%). Dentre seus títulos estão o 3 Campeonatos Brasileiros, 2 Libertadores da América e 1 Mundial de Clubes FIFA (em 2006).

5º – VASCO DA GAMA (RJ) 4%
O clube carioca fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores que estavam cansados de ir até Niterói para praticarem seu esporte favorito possui 4 títulos do Brasileirão e 1 da Libertadores.. Os jogadores do Vasco, junto com os do Botafogo, foram os que mais marcaram gols pela seleção brasileira em Copas: foram 28 gols para cada clube. Mas o Vasco ganha em número de gols em uma única partida: na Copa do Mundo de 1950, foram 15 gols.

PALMEIRAS (SP) 6%
Apesar de o mascote oficial ser um periquito verde (por causa da cor e por ser abundante onde o clube está localizado), foi o porco – usado antes pelas torcidas adversárias para encher o saco dos palmeirenses – que virou o símbolo mais forte do time. Tetracampeão do Campeonato Brasileiro e campeão da Libertadores em 1999, o Verdão tem 8 estrelas no seu escudo para lembrar o mês de sua fundação: agosto, o oitavo do ano.

3º – SÃO PAULO (SP) 8%
O tricolor paulista, nascido em 1930, é o melhor clube brasileiro segundo o ranking da CONMEBOL. Com 6 Brasileirões, 3 Libertadores e 3 Mundiais, o time é o segundo na preferência dos torcedores de 4 a 12 anos, atrás apenas do Flamengo. Uma curiosidade: o jogador mais caro que o Brasil já vendeu veio do São Paulo. Foi Denílson, vendido em 1997 para Betis (Espanha) por US$36,9 milhões. Para se ter uma idéia, Kaká foi vendido ao Milan por meros US$ 8,5 milhões.

2º – CORINTHIANS (SP) 14%
Fundado como uma equipe de futebol por um grupo de 5 operários de uma companhia ferroviária do Bom Retiro no dia 1 de setembro de 1910, o Corinthians é, hoje, o time mais querido da região Sudeste, com 19% da preferência contra 13% do segundo lugar (o Flamengo). As 4 estrelas douradas menores no escudo do time comemoram os títulos de campeão brasileiro obtidos em 1990, 1998, 1999 e 2005. Acima delas, uma estrela também dourada, mas um pouco maior, simboliza a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, em 2000.

1º – FLAMENGO (RJ) 17%
O clube, que já levou 31 títulos estaduais, ganhou 5 vezes o Brasileirão e foi o primeiro brasileiro a vencer o Mundial de Clubes no Japão (em 1981), faz ainda mais sucesso com as crianças entre 4 e 12 anos – é o mais querido por elas, com 23% da preferência. E olha só que engraçado: o time carioca é o preferido das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste – mas no Sudeste o Corinthians vence a parada e o Mengão fica em segundo lugar.