7792 – Cientistas tentam ‘driblar’ malária resistente


Um estudo sobre a sensibilidade do parasita da malária a drogas deu uma excelente pista de como contornar o problema do aumento da resistência desse micróbio a medicamentos e, com isso, criar tratamentos mais eficazes contra uma doença que afeta meio bilhão de pessoas por ano em todo o mundo.
O parasita é transmitido por picadas de mosquitos do gênero Anopheles. Conhecido como plasmódio, o parasita tem um complexo ciclo de vida tanto dentro do mosquito como no homem, infectando em formas diversas a glândula salivar do inseto, o sangue e o fígado humanos.
O novo estudo, feito por uma equipe, da Universidade de Melbourne, Austrália, mostrou que diferentes estágios de vida do parasita têm diferentes sensibilidades às artemisinas, drogas populares hoje no tratamento da malária.
A equipe conseguiu realizar experimentos “em proveta” capazes de imitar o que acontece na infecção pelo plasmódio no ser humano.
Os resultados mostram como a resistência a drogas pode surgir da ação combinada da curta sobrevivência do medicamento no organismo e do momento do desenvolvimento do parasita.
Para ela, vai ser difícil parar a tendência do parasita de adquirir resistência. “Ele vai eventualmente desenvolver resistência a qualquer droga que desenvolvermos.”
O que é possível, afirma ela, é tornar mais lento o desenvolvimento da resistência, ao garantir que as drogas sempre sejam usadas em certas combinações.
A estratégia, segundo Tilley, também precisa incluir o fim do tráfico de medicamentos falsificados, que costumam conter doses menores das drogas, uma praga típica do Terceiro Mundo, onde, aliás, se concentram os casos da doença.

7791 – Neurologia – A hipnose realmente funciona?


☻ Mega Arquivo 25° Ano

A hipnose é hoje reconhecida como importante ferramenta para tratar dores e vencer medos, podendo ser usada para aplacar o sofrimento de pacientes com câncer terminal, diminuir o temor dos tratamentos dentários ou enfrentar fobias e depressão.
Nas sessões hipnóticas, o objetivo é fazer o paciente relaxar, seja pelo método clássico de fixar a atenção em um objeto ou por meio das palavras do hipnotizador. Quando a pessoa está totalmente relaxada, começa o transe hipnótico, que desencadeia importantes reações cerebrais.
O assunto sempre gerou controvérsia. Tem gente que acha a hipnose um jogo teatral. O hipnotizado fingiria sensações que seu cérebro não sente, querendo se iludir, mas, no fundo, no fundo, sabendo da farsa. E tem gente que vê na hipnose um estado neurológico especial. Nele, o cérebro focaria a atenção no assunto sugerido pelo hipnotizador, sem dar bola para outras informações registradas naquele momento. Ok, tudo continuaria não passando de ilusão. Mas com uma enorme diferença: o cérebro é que seria iludido, sentindo de fato o que o hipnotizador lhe sugerisse. Seria possível até ver o cérebro sendo enganado. Aliás é exatamente isso o que está fazendo um grupo de cientistas americanos – eles entraram de cabeça na hipnose para desvendar seus mistérios e acabar com a polêmica.
Os resultados preliminares desse estudo, são espantosos. Dezesseis voluntários observaram imagens em cores na tela de um computador. Depois de hipnotizados, eles foram levados a acreditar que a mesma figura colorida, vista outra vez no monitor, era toda cinza.
Mais tarde, os mesmos voluntários foram induzidos a ver cores em imagens onde elas não existiam. E, outra vez, bingo! Os resultados confirmaram que o cérebro estava mesmo “vendo” colorido.

Veja como foi:
Hipnotizados, os voluntários da experiência americana tinham de olhar para uma figura em preto e branco, enquanto o hipnotizador dizia que ali havia cor. O PET, iniciais em inglês para tomografia por emissão de pósitrons, exame que aponta as áreas cerebrais ativadas, mostrou que na região da visão, próxima da nuca, de repente se acendeu a área responsável pela visão de cores.