7750 – Tecnologias – Cadê o Rádio Digital?


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Ao longo do século 20, o rádio realizou uma das maiores revoluções da história das telecomunicações – levou informação a quem não tinha, ditou modas, derrubou governos. Agora, ele pretende mudar tudo de novo. Graças a novas tecnologias, programas de rádio estão conquistando todos os espaços e aparelhos que se puder imaginar: celulares, mp3 players, televisões e até satélites. Tudo isso com a promessa de um som perfeito, músicas sempre interessantes, opiniões que combinam com a sua e programas feitos só para você – sem chiados, sem jabás. As novas modalidades de rádio já ganharam milhões de adeptos por todo o mundo – até no Brasil. O problema são os formatos que precisam de um padrão, como as rádios digitais, por exemplo. Existem vários sistemas de transmissão e o governo deixou para as emissoras a tarefa de escolher o melhor – algumas estações até já começaram a fazer testes em São Paulo. A estimativa é que a completa digitalização da transmissão e recepção por aqui vá demorar ainda 10 anos. Mas, como em toda revolução, um dia ela chegará à sua casa.

Rádio digital
O que é: Parecido com o rádio comum, com a diferença que a informação é enviada em múltiplas ondas, que são depois sincronizadas pelo aparelho. O som sai sem interferências.
Revolução: Além de aumentar o número possível de emissoras, ele traz informações como, por exemplo, o nome da música que está tocando. O seu aparelho também pode gravar a música ou aumentar o volume quando tocar uma música do seu gosto.
Como usar: O rádio digital estreou no Brasil no dia 26 de setembro do ano passado. Por enquanto, o único efeito é uma ligeira melhora na qualidade do som, mas esperam-se muitas novidades para os próximos meses.

Rádio por satélite
O que é: Satélites a cerca de 35 mil km de altura emitem a programação recebida por aparelhos digitais.
Revolução: Viaje para qualquer região do país sem trocar de estação. Nos EUA, as transmissões já cobrem todo o território. O melhor é a variedade – o cardápio inclui de canais de opiniões políticas até estações que só tocam Elvis.
Como usar: Só indo para os EUA, onde as empresas XM e Sirius oferecem o serviço a uma mensalidade de cerca de 13 dólares. Alguns países da Europa, Ásia e África também têm um serviço, World Space, por 10 dólares por mês. Já o Brasil… bem, não há previsão para chegar aqui. Por enquanto, só a progamação bába das rádios comuns.

Rádio pelo celular
O que é: Celulares de 3a geração (3G), com mais velocidade e capacidade de armazenamento, recebem a programação da operadora de telefonia. Há também um programa, da empresa Mercora, que transmite as músicas do seu aparelho para outros celulares.
Revolução: Você terá sempre no bolso um aparelho que não só conecta várias rádios como pode virar de repente uma estação.
Como usar: A rádio Virgin, da famosa cadeia de lojas de discos, já transmite canais gratuitos para telefones da Europa e do Japão. No Brasil, aonde os primeiros aparelhos 4G acabaram de chegar, ainda não há um serviço que transmita estações de rádio.

Podcasting
O que é: Plugue o seu tocador de mp3 no computador e ele baixa automaticamente a última edição dos programas que você escolher – daí é só ouvir na hora e lugar em que quiser.
Revolução: Milhares de pessoas e companhias já criaram suas próprias miniemissoras, o que fez do formato uma espécie de versão radiofônica dos blogs. Coloque no rádio sua vida, suas opiniões, seu gosto musical ou o que der na telha.
Como usar: Softwares gratuitos como o iTunes (www.apple.com/br/itunes) acessam diretamente alguns serviços. Mas, se você quiser mais, pode procurar em http://www.ipodder.org.

WEB Rádios
A nova geração de rádios da internet já traz programação personalizada. Você avalia cada música, descarta as de que não gosta e a rádio adapta a programação ao seu gosto. A Last.fm vai além: compara os ouvintes e faz sugestões baseadas em pessoas com gosto semelhante ao seu.
Revolução: É quase o fim dos críticos de música. Para quê alguém precisa lhe dizer quais são os bons ou os maus lançamentos quando você tem uma rádio e uma comunidade gigantesca de pessoas dedicadas a oferecer canções do seu gosto?

O rádio, convenhamos, é mesmo um meio de comunicação do século passado, com seus chiados, falhas na transmissão, sintonia impossível em alguns locais e localização de estações por um processo que exige memorizar freqüências parecidas com fórmulas matemáticas. Ou melhor, era. Não porque esteja morrendo, mas sim porque está ressuscitando graças a uma nova tecnologia, a da transmissão digital. Sucesso no exterior, o novo sistema está em fase de testes no Brasil. Em agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu sinal verde para que algumas redes – Sistema Globo de Rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado – iniciassem transmissões experimentais, que durarão pelo menos seis meses.
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp) estima que o custo de migração de cada emissora ficará entre 50 000 e 150 000 dólares, dependendo do grau de digitalização existente na produção. “Como 70% das emissoras são de pequeno ou médio porte, a mudança será bastante gradual”, diz Nelia Del Bianco, professora da Universidade de Brasília e especialista em rádio digital.

O sistema adotado aqui, até agora, é o americano in-band on-channel (Iboc), que permite que as transmissões analógica e digital caminhem na mesma freqüência, sem necessidade de utilizar novos canais. Isso permite que o ouvinte continue a usar seu aparelho analógico atual, com chiado e interrupções. Mas quem comprar um rádio digital ouvirá AM com a qualidade de FM e FM com som de CD. O motivo é que as ondas analógicas convencionais sofrem a influência de fatores externos, como a presença de prédios ou nuvens carregadas. O sinal digital passa intacto por qualquer obstáculo.
A grande mudança, porém, não é simplesmente a qualidade superior do som. Segundo John Sykes, diretor do projeto de rádio digital da BBC, os ouvintes ingleses só passaram a comprar rádios digitais quando as emissoras lançaram novos programas. “Conteúdo novo é o estímulo mais potente para aumentar a demanda”, diz ele. Um equipamento simples para captar sinais digitais custa em torno de 250 dólares. Para que se justifique um investimento de mais de 500 reais por parte do consumidor, as emissoras terão de produzir algo especial. A rádio digital permite exatamente isso. Como os aparelhos têm tela de cristal líquido, as emissoras podem emitir informações por escrito, como nome da música e do cantor, previsão do tempo, dados sobre trânsito e propaganda. No futuro, poderão transmitir também imagens. Não como a televisão, antes que alguém pergunte. Basicamente, o canal digital servirá para mostrar gráficos e pequenos clipes. Haverá certamente maior segmentação, pois cada canal de rádio poderá transmitir até três programas simultaneamente. Com a superespecialização, surge inclusive a possibilidade de canais pagos, como acontece com a televisão.

Espera-se que as novas possibilidades do rádio digital sejam aproveitadas por um mercado cada vez mais segmentado. No passado, nem sempre isso aconteceu. A freqüência modulada, ou FM, foi lançada nos Estados Unidos na década de 1940. Embora transmitisse um som de qualidade superior à do rádio AM, tinha alcance mais limitado. Por isso, só foi despertar o interesse das emissoras brasileiras na década de 1970.
Embora a digitalização dos serviços radiofônicos seja considerada uma tendência mundial, ainda são poucos os países que operam o novo sistema – nas Américas, Estados Unidos, México e Canadá. “O Brasil foi um dos primeiros no mundo a usar o rádio como meio de comunicação. Agora, confirmamos nossa tendência ao pioneirismo”, gaba-se o diretor da Aesp, Antonio Rosa Neto. A questão, para o consumidor, é se essa primazia dará alternativas novas para o ouvinte.

Veja o que muda:
O som do rádio digital é superior?
A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.

O sinal digital será transmitido em todo o território nacional?
Teoricamente, isso é possível, mas vai depender de cada emissora.

Será preciso jogar fora o aparelho atual?
Não. As emissoras brasileiras vão transmitir os dois sinais, o analógico e o digital.

Vai melhorar o som do aparelho convencional?
Não, porque o rádio analógico continuará recebendo o mesmo tipo de sinal.

O aparelho digital capta o sinal analógico?
Depende do aparelho. A maioria aceita os dois sistemas, sem que um interfira no outro.

Que outras vantagens tem o aparelho digital?
Os melhores modelos têm recursos como a gravação de músicas com registro de informações como autor e intérprete e a possibilidade de “voltar” para o começo de um programa que se pegou no meio.

Já existem aparelhos de rádio digital à venda no Brasil?
Ainda não. Algumas emissoras estão fazendo transmissões experimentais. Era Prevista a chegada de aparelhos ao mercado em 2006, mas até agora, nada!

7749 – Garrafas PET são usadas para evitar acidentes nucleares


Isso é que é reciclagem…

Um pesquisador da Universidade de Kyoto descobriu, recentemente, que as garrafinhas, consumidas aos montes por todo o mundo, podem ser reaproveitadas para fabricar um detector de radiação capaz de evitar acidentes nucleares – inclusive o que aconteceu em Fukushima. A invenção, batizada de Scintirex, é uma espécie de lâmina, flexível e resistente, produzida com a resina plástica da PET, que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação. A ideia de Nakamura é que a peça seja instalada em lugares estratégicos, para alertar sobre possíveis vazamentos de radiação, que poderiam desencadear acidentes nucleares.
Por ser feito a partir de garrafas recicladas, o Scintirex custa cerca de 90% menos do que os detectores de radiação que estão sendo importados aos montes da França – onde fica a principal empresa fabricante desses sensores –, principalmente depois de março, por conta do acidente em Fukushima.
O preço do produto é tão razoável que Nakamura espera que não só empresas e governo façam uso do Scintirex, como também a população japonesa – sobretudo que reside perto de usinas nucleares –, aumentando a vigilância sob os possíveis vazamentos de radiação. O pesquisador se associou à empresa Teijin para produzir o detector em grande escala.

Para onde vão as garrafas plásticas?
Elas demoram centenas de anos para se decompor na natureza e, muitas vezes, são descartadas de forma incorreta, poluindo o meio ambiente.
Cada garrafa de plástico descartada no lixo comum demora cerca de 200 anos para se decompor nos aterros sanitários – sem contar aquelas que são jogadas, de forma incorreta, na rua e acabam poluindo o meio ambiente e entupindo os bueiros.

7748 – Tecnologia – A Evolução do Telefone Celular


Celular evolução

Bilhões de celulares em um mundo com alguns bilhões de pessoas.
Há meras 2 décadas a quantidade de aparelhos era mínima. Se alastraram tão rápido que os avós dos aparelhinhos de hoje parecem relíquias arqueológicas. Os primeiros portáteis que apareceram nos EUA em 1946, eram carregados no porta-malas do carro.
Só havia uma antena por cidade, para uma meia dúzia de privilegiados. Passaram-se 30 anos e nada de evolução. Em NYC, só 545 pessoas usavam o serviço e 3700 aguardavam uma linha. O sufoco só acabaria em 1983 quando surgia as chamadas células no lugar dos antenões. Cada célula suportava 59 ligações simultâneas.Com as linhas digitais foi possível 20 vezes mais tráfego. Mas hoje os telefones não são apenas telefones, é possível fotografar, filmar, acessar a Internet, ver TV Digital, ouvir música…! E os avanços não vão parar por aí.

Mega Glossário
Bina – Sigla para B identifica Número A. Tal tecnologia surgiu no Brasil em 1981, para identificar ligações em telefone fixo. Hoje, todas as operadoras oferecem o serviço.

Kbps – Kilobits por segundo. São os kms por hora do mundo digital. Indica a velocidade que os aparelhos recebemou enviam dados.

Analógico 1G – É o primeiro sistema de celular. A voz viaja em ondas de FM. Cada ligação ocupa um canal de voz inteiro. Isso faz com que ele não dê conta de rede com milhões de usuários. No Brasil ainda funciona em 2% dos celulares.

Digital 2G – A voz é traduzida em código binário, o mesmo dos computadores. Assim, diversos aparelhos usam o mesmo canal ao mesmo tempo. O digital pode ser TDMA, CDMA ou GSM. Hoje, 98% dos celulares são digitais.

3G – Nome dos diversos sistemas como o CDMA 2000, que permitem trocar dados de até 384 Kbps. O limite teórico das tecnologias atuais é de 2400 Kbps, embora já tenha sido desenvolvido o 4G, e recentemente entrou em operação.

WAP – Sigla em inglês para protocolo para aplicações sem fio.Trata-se de um conjunto de códigos que traduz o conteúda da Internet para celulares. Com ele é possível visualizar o texto de sites na telinha dos aparelhos. Mas os sites tem que ter uma versão WAP. (muito limitado)

SMS – Serviço de mensagens curtas, em inglês. É a tecnologia que permite trocar textos por celular. As operadoras cobram alguns centavos por mensagem e ganham muito mais: 300 bilhões são enviados por ano em todo o mundo.