7747 – Tecnologias do Futuro – O fim do fio


São três as principais tecnologias responsáveis por essa revolução: Bluetooth, Wi-Fi e WiMAX. O Bluetooth, utilizado basicamente em sistemas caseiros para integrar equipamentos eletroeletrônicos, é um padrão de transmissão por radiofreqüência, potente o bastante para atravessar paredes e outros obstáculos. Permite um alcance máximo de 10 metros entre os dispositivos. O nome Bluetooth (dente azul, em inglês) é uma homenagem do consórcio de empresas criadoras (Ericsson, Intel e Motorola, entre outras) a um rei viking do século 10 chamado Harald Bluetooth, que uniu a Dinamarca e a Noruega. O Wi-Fi, ou wireless fidelity (fidelidade sem fio), possibilita a conexão sem fio à internet em banda larga a uma distância de até 50 metros, por meio de ondas eletromagnéticas. Já o WiMAX, uma evolução do Wi-Fi, tem alcance de até 50 quilômetros (em áreas de alta densidade populacional, essa distância cai para 10 quilômetros) e está em fase de testes no Brasil.
Como o mundo não pára, já está sendo desenvolvida uma extensão do WiMAX. Trata-se do 802.16e. A diferença é a seguinte: tanto o Wi-Fi quanto o WiMAX exigem que o computador fique “parado”. Você precisa ter uma antena em casa ou no escritório para acessar a internet. No caso do 802.16e, você consegue se conectar enquanto se desloca num veículo – dá para mandar um e-mail do ônibus, do metrô ou do carro. A Intel promete colocar essa tecnologia no mercado em 2006.
Em um mundo cada vez mais informatizado, lares e escritórios são invadidos por aparelhos eletroeletrônicos e suas dezenas de fios e cabos. Logo esse incômodo emaranhado vai fazer parte do passado. Será um mundo completamente wireless (sem fio). “Se você gasta um bom dinheiro em um televisor de última geração ou num bom tocador de MP3, não vai querer colocá-lo onde existe uma tomada, e sim numa parte da casa mais confortável para você”, disse Jeff Harris, diretor de tecnologia da General Atomics, ao jornal USA Today.
Graças ao Bluetooth, já é possível trabalhar com computadores caseiros que não precisam de fios para se comunicar com o mouse ou com a impressora. Alguns aparelhos de som fabricados em 2005 já contavam com a tecnologia, permitindo que o usuário busque no computador arquivos de música digitais e faça sua seleção preferida. E quem disse que não dá para levar o computador para o banheiro? Usando notebooks ou tablets equipados com a tecnologia Wi-Fi, é possível se conectar de qualquer lugar da casa.
Em três anos, especialistas acreditam que boa parte dos eletrodomésticos (como fogão e geladeira) será equipada com tecnologia sem fio, tornando-se gerenciável à distância, pela internet.
O sistema de acesso sem fio à internet também permite levar a rede mundial de computadores, de forma mais fácil e rápida, a áreas rurais com infra-estrutura de comunicação precária. É com essa tecnologia, por exemplo, que a Fundação Bradesco mantém uma escola em Bodoquena, em pleno Pantanal mato-grossense. Através de hotspots comunitários, o governo de São Paulo lançou o programa Acessa São Paulo, que utiliza essa tecnologia mais barata para levar a internet a regiões mais pobres, dentro de sua meta de promover a inclusão digital. São mais de 100 infocentros em todo o estado. Com o wireless, o mundo realmente poderá se tornar uma aldeia global – sem exceções ou excluídos.
A tecnologia sem fio já faz parte da realidade de muitos países, dos mais ricos aos mais pobres. Nos Estados Unidos, a polícia da cidade de Los Angeles trabalha com um sistema de computadores integrados sem fio. Esses computadores, instalados em carros e motos de policiais, transmitem em alta velocidade fotos de pessoas procuradas, fichas policiais e outras informações. Em 2006, tudo isso poderá ser transmitido diretamente para os telefones celulares dos policiais.
Na África do Sul, o governo, com a ajuda da Motorola, implantou um programa de ensino à distância que conecta, sem fios, professores e estudantes de cinco escolas espalhadas em diferentes regiões do país. Esses alunos interagem por meio de lousas virtuais, microfones e internet. Na África do Sul, como em todo país subdesenvolvido, há poucos professores para o contingente de crianças. Com essa tecnologia, professores poderão atingir facilmente um maior número de alunos ao mesmo tempo. O projeto deve ser estendido para outros países do continente.
O Brasil também tem algumas iniciativas interessantes no emprego da tecnologia sem fio.
Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) existe uma disciplina chamada telemedicina, que utiliza aparelhos dotados do sistema Bluetooth, com câmera e microfone integrados que enviam informações para computadores e telões. Essa inovação permite que alunos e juntas médicas acompanhem, remotamente, consultas, exames clínicos e até cirurgias. A ideia é, ainda em 2005, utilizar esse sistema em casos de emergência e resgates de rua, com médicos prestando atendimentos à distância. A telemedicina já permite a realização de interconsultas médicas (quando um médico pede uma segunda opinião a um colega), cirurgias e discussão de casos clínicos.
Inclusão, barateamento e rapidez parecem ser vocábulos inerentes à tecnologia sem fio.

7746 – Curiosidades – Quem inventou o tênis?


adidas

Era uma vez dois irmãos que moravam na cidadezinha de Herzogenaurach, na Alemanha. Adolf era introvertido e artesão nato. Rudolf era mais expansivo, com grande talento para vendas. Por serem tão diferentes, eles se odiavam. E também por causa disso não conseguiam se separar. Trabalhavam juntos, na fabriqueta Gebrüder Dassler Schuhfabrik, que em alemão significa “fábrica de sapatos dos irmãos Dassler”. E, dia após dia, brigavam.
Eles tinham criado um tênis mais leve e anatômico do que os modelos pesadões existentes até então no mercado, e essa invenção estava deixando a dupla rica, muito rica. Por isso, conseguiam se tolerar.
Foi assim até 1943, época do 3o Reich. Adolf era apolítico, filiado ao partido nazista por pura conveniência – Hitler incentivava o esporte na Alemanha, e isso fizera crescer as vendas de tênis. Já Rudi era um nazista fanático. Em 1943, a cidade de Herzogenaurach foi bombardeada pelos Aliados. Chegando ao abrigo antiaéreo, Adolf encontrou a família do irmão e comentou: “Os sujos bastardos voltaram”. A esposa de Rudi ouviu e achou que o comentário era endereçado a ela e ao marido. Não adiantou explicar a confusão: a relação entre os irmãos ruiu de vez.
Certeza mesmo é que, em 1948, Adolf Dassler aproveitou uma brecha legal para dissolver a parceria familiar e renomeou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik para Adidas (contração de “Adi” e “Dassler”).
Rudolf deu o troco. Criou outra fábrica de tênis – a “Ruda”, mais tarde rebatizada de Puma.
A criação das marcas dividiu a cidade de Herzogenaurach, cortada por um rio. Em uma das margens ficava a fábrica da Adidas. Na outra, a da Puma. “O rio virou uma espécie de Muro de Berlim”.
A competição entre Adi e Rudi era tão grande que, nos anos 70, eles não perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: a americana Nike, que desbancou as duas marcas alemãs. Rudolf morreu em 1974. Adolf, em 1978. Os dois estão enterrados no cemitério de Herzogenaurach. Em lados opostos do terreno, claro.
Grandes momentos
• Em 1936, durante a Olimpíada de Berlim, os Dassler ofereceram um par de tênis a um corredor chamado Jesse Owens. Ele ganhou 4 medalhas de ouro e a jogada dos irmãos inaugurou o marketing esportivo.
• Na Olimpíada de 1960, o corredor Armin Hary firmou contratos separados com a Adidas e a Puma. Foi a única vez que os irmãos concordaram em alguma coisa: Armin nunca mais foi patrocinado por eles.
• Em 2004, Frank, neto de Rudolf (da Puma), assumiu um cargo na Adidas. “Muitos familiares meus consideraram isso uma traição”, disse Frank.

7745 – Medicina – Faz mal tomar remédios de estômago vazio?


Depende do remédio. A maioria, como os antiinflamatórios, irrita o tecido fibroso que forma a mucosa do estômago. Se ingeridos durante o processo de digestão, eles se misturam com a comida e o contato com a mucosa é mínimo. Mas, se o estômago estiver vazio, ele será alvo fácil. Essa irritação é provocada tanto por remédios em forma líquida como em comprimidos. Já outros medicamentos devem ser tomados com o estômago vazio: é que precisam de um meio ácido, e o estômago perde acidez com a ingestão de alimento. É o caso de alguns remédios para úlcera, à base de bismuto, para atacar a bactéria Helicobater pilory, hoje considerada a responsável pela úlcera duodenal.

Escola Paulista de Medicina

7744 – As Verdades do Verde


Planeta Verde

Em novembro de 1971, o biólogo alemão Harald Sioli, do Instituto Max Planck, então fazendo pesquisas na Amazônia, foi entrevistado por um repórter de uma agência de notícias americanas. O jornalista estava interessado na questão da influência da floresta sobre o planeta e o pesquisador respondeu com precisão a todas as perguntas que lhe foram feitas. Mais tarde, porém ao redigir a entrevista, o repórter acabou cometendo um erro que ajudaria a criar um dos mais persistentes mitos sobre a floresta amazônica. Numa de suas respostas, Sioli afirmara que a floresta continha grande porcentagem de dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera. No entanto, ao transcrever a declaração, o jornalista esqueceu a letra C – símbolo do átomo de carbono – da fórmula citada pelo biólogo, que ficou no texto como O2, o símbolo da molécula de oxigênio.
A reportagem com o oxigênio no lugar do dióxido de carbono foi publicada pelo mundo afora e assim, da noite para o dia, a Amazônia se tornou conhecida como “pulmão do mundo” – uma expressão de grande impacto emocional que tem ajudado a semear a confusão no debate apaixonado sobre os efeitos ambientais em larga escala da ocupação da floresta. É um debate em que, por enganos, como aquele, maus argumentos acabam sendo usados para escorar uma causa justa. As organizações de defesa da ecologia misturam às vezes no mesmo balaio fatos e fantasias ao alertar para os perigos das queimadas da floresta amazônica – até porque os dados e conceitos capengas sobre o assunto só levam água para o moinho daqueles que não querem que se faça alarde algum sobre as agressões à natureza que ali se cometem.
De resto, não é tão simples assim achar as verdades definitivas sobre o papel que a floresta desempenha no quebra-cabeça ambiental, num mundo assolado por espectros do tipo efeito estufa, desertificação, chuva ácida e destruição da camada de ozônio, para citar apenas os mais assustadores. As teimosas referências ao “pulmão do mundo”, nesse contexto, são exemplares. Pois a floresta amazônica, simplesmente, não é o pulmão do mundo. E o motivo não é difícil de entender. As árvores, arbustos e plantas de pequeno porte, da mesma forma que os animais, respiram oxigênio durante as 24 horas do dia. Na floresta, a quantidade desse gás produzida de dia pelas plantas é totalmente absorvida durante a noite, quando a falta do sol interrompe a fotossíntese. Os vegetais são capazes de criar eles próprios os alimentos de que precisam. O responsável por essa característica é justamente a fotossíntese.
Na presença da luz solar, graças a uma molécula chamada clorofila, que lhes dá a coloração verde característica, as plantas, incluindo as algas e o plâncton marinho, retiram da atmosfera dióxido de carbono e o transformam em carboidratos, principalmente glicose, amido e celulose. Desta sucessão de reações químicas, sobra o oxigênio, do qual uma parte é aproveitada para os processos respiratórios dos vegetais e outra é lançada na atmosfera. Quando a planta é jovem, em fase de crescimento, o volume de oxigênio produzido na fotossíntese é maior que o volume necessário à respiração. Nesse caso, a planta produz mais oxigênio do que utiliza.
As florestas são grandes fixadoras do carbono existente na atmosfera. Somente as matas tropicais contêm cerca de 350 milhões de toneladas de carbono, aproximadamente a metade do que há na atmosfera. Ora, o ciclo deste elemento químico está saturado no planeta, como dizem os especialistas. Devido à queima de combustíveis fósseis – gás, carvão e petróleo -, o carbono se acumula cada vez mais na atmosfera na forma de dióxido de carbono, metano e compostos de clorofluorcarbono. Esse acúmulo é responsável pelo chamado efeito estufa, o aprisionamento de energia radiante que, se suspeita, tende a aumentar a temperatura global da Terra, com efeitos catastróficos também para o homem.
Uma controvérsia que freqüentemente aquece a discussão sobre a floresta amazônica diz respeito à parte que cabe às queimadas na região na acumulação de CO2 na atmosfera. Os cálculos mais aceitos dizem que as queimadas liberam 200 milhões de toneladas de carbono por ano, ou seja, 4 por cento da emissão total. Segundo Molion, do INPE, os desmatamentos por queimadas de todas as florestas do globo contribuem com 16 por cento do acúmulo de dióxido de carbono. Mesmo que toda a floresta amazônica fosse queimada, especula o meteorologista, “o aumento da concentração do gás seria da ordem de 2 por cento”. Dito desse modo, pode-se ter a impressão de que pouco importa para o clima planetário haver ou não uma Amazônia. Nada mais errado – e perigoso. Pois, além de serem controladores do efeito estufa, as florestas – no caso, somente tropicais – podem exercer enorme influência sobre o clima do globo. A Amazônia, ainda segundo Molion, é uma grande máquina de produzir calor. Daí seu papel decisivo para manter estável o clima nos países do hemisfério norte.
A produção de calor na floresta resulta das altas taxas de evaporação e transpiração no local. Na Amazônia, cerca de 80 a 90 por cento de energia disponível é consumida nesses processos. Quando o vapor de água se condensa para formar nuvens, libera a mesma quantidade de energia que foi necessária à sua evaporação. À medida que as nuvens crescem, vão convertendo mais vapor em gotas de água, aquecendo a atmosfera circundante. Há dias na Amazônia em que a temperatura nas camadas mais altas – cerca de 10 mil metros do solo – chega a aumentar 30 graus. Essa fantástica quantidade de calor é então transportada para fora dos trópicos, rumo ao hemisfério norte.
Além da Amazônia, existem duas outras grandes fontes de calor no planeta. Uma é a floresta tropical da bacia do rio Congo, na África Central. A outra é de origem oceânica: uma região do Pacífico próxima ao norte da Austrália e à Indonésia, onde uma confluência de correntes faz com que a temperatura da água esteja sempre entre os 27 e 31 graus. As altas temperaturas fazem com que as taxas de evaporação sejam igualmente elevadas, promovendo a formação de nuvens e a conseqüente produção de calor. A destruição da floresta poderia alterar dramaticamente o clima dos países do hemisfério norte, segundo os climatologistas.
Toda floresta é um ecossistema extremamente complexo. Para o ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de São Paulo, as florestas constituem o ponto final do processo evolutivo dos ecossistemas terrestres no planeta. “Estes representam o máximo de vida possível em um determinado espaço”, diz ele. “A tendência natural da vida na Terra é produzir florestas”. Existem três grandes tipos de floresta no mundo – a boreal, encontrada nas altas latitudes do hemisfério norte; as temperadas, que existem nos Estados Unidos, norte da Europa e na Ásia; e as tropicais, mais próximas do equador, que cobrem 7 por cento da superfície da Terra e abrigam pelo menos a metade das espécies do planeta.
Cada qual tem suas especificidades e características próprias, mas as três apresentam uma coisa em comum: são exemplos bem-sucedidos da colonização de extensas áreas pelos vegetais. A floresta amazônica provavelmente é melhor exemplo. Arraigada a solos pobres em minerais e material orgânico, a floresta não só se auto-sustenta e se mantém, como também exibe uma exuberância e uma riqueza de espécies inigualável em todo o planeta. Estimativas talvez até conservadoras dizem que a Amazônia abriga cerca de 80 mil espécies vegetais e possivelmente 30 milhões de espécies animais – a grande maioria insetos.
Examinada mais de perto, a floresta amazônica parece um paradoxo ecológico. De fato, como a maior floresta do mundo consegue existir em solos tão ralos e secos, que não chegam a oferecer sustentação às plantas, obrigadas então a espalhar suas raízes para adquirir estabilidade? Milhões de anos de chuva levaram os solos antigos da Amazônia, que na sua configuração atual existe há uns 15 mil anos, transportando para os rios e depois para o mar toda a sua riqueza mineral. Para enfrentar o problema, os vegetais parecem ter inventado esquemas alternativos de sobrevivência. Em resumo, aprenderam a se alimentar por si mesmos.
Cada espécie tem suas características próprias quanto à disposição das raízes no solo e ao aproveitamento dos nutrientes. Assim, quanto maior a diversidade numa área, maior o aproveitamento de todos. Praticamente nada é perdido. Na Amazônia, a competição parece ter alcançado um estágio de requintado equilíbrio. A variedade de espécies vegetais só é igualada pela de insetos, vermes e outros ínfimos seres que constituem a microfauna da floresta. Em cada hectare podem ser encontradas cerca de 120 toneladas dessas formas de vida. Outra região de floresta tropical, a ilha de Barro Colorado, na zona do canal do Panamá, hospeda cerca de 20 mil espécies de insetos. Para se ter idéia do que isso significa, em toda a França, por exemplo, não existem mais que algumas centenas. A grande diversificação de espécies, para os cientistas, é o que constitui a maior riqueza das florestas tropicais.

Oxigênio um presente dos mares.
Se a Amazônia não é o pulmão do mundo, qual é então? Afinal, o que produziu o oxigênio da atmosfera da Terra e ainda mantém os seus níveis praticamente constantes? A maior parte da teorias afirma que o oxigênio foi originalmente levado à atmosfera pelo processo da fotossíntese. Portanto, segundo essa hipótese, foram os vegetais primitivos, as algas e o fitoplâncton – pequenos organismos que vivem, aos milhões, suspensos na água do mar – os responsáveis pela produção e acúmulo do gás na atmosfera terrestre.
Uma das barreiras ao desenvolvimento da vida no planeta há cerca de 1 bilhão de anos, era a intensidade das radiações ultravioleta da luz solar. Nessa época, o fitoplâncton e as algas somente conseguiam sobreviver a grandes profundidades. Quando, graças à atividade fotossintética, o oxigênio atmosférico chegou a 1 por cento de seu nível atual, há aproximadamente 800 milhões de anos, foi possível a formação de moléculas de ozônio (O3) em número suficiente para filtrar os raios ultravioleta. Isso permitiu que o fitoplâncton migrasse para as camadas superiores dos mares, mais iluminadas pelo Sol. O resultado foi um aumento exponencial da fotossíntese nos oceanos, levando à rápida formação do oxigênio.
Outras teorias sustentam que o oxigênio, ou pelo menos a maior parte dele, teve origem inorgânica, a partir da fotodissociação da molécula de água. A fotodissociação consiste na separação de um átomo de oxigênio da molécula H2O, devido às radiações ultravioleta. Embora essa hipótese tenha seus defensores, as evidências fósseis e geológicas indicam que o oxigênio teve mesmo origem nos oceanos, confirmando a vocação da água como a grande fonte de vida na Terra.

7743 – Física – A Estranha Família do Átomo


De elétrons vem o nome eletrônica
De elétrons vem o nome eletrônica

Gell-Mann havia percebido em 1964 que muita coisa do comportamento de partículas como os prótons e nêutrons, que formam os núcleos dos átomos, poderia ser explicada se elas fossem constituídas de partículas ainda menores. Como estas seriam três para cada próton ou nêutron, ele tomou emprestada a palavra de Joyce e as chamou quarks. Conscientes de que estavam entrando num mundo teórico muito diferente da realidade macroscópica com a qual se convive todos os dias, os físicos deram aos três quarks os nomes de up (para cima). down (para baixo) e strange (estranho). Logo. o elenco dos quarks foi ampliado de três para seis, com a inclusão do charm (charme), bottom (fundo) e top (topo). Esses nomes designam os seis “sabores” com que os quarks aparecem. Cada “sabor”, por sua vez, apresenta-se em três “cores” diferentes: vermelho, verde e azul.
O que a ciência pode afirmar com razoável segurança é que, sejam formados por quarks ou não, partículas como os prótons e nêutrons devem possuir algum tipo de estrutura interna. Eles não são, juntamente com os elétrons a última fronteira da realidade, os tijolos básicos de que todo o Universo seria formado. Essas idéias são relativamente novas. Até o final do século XIX, o próprio átomo, cujo conceito fora herdado da antiga filosofia grega, ainda era pensado como indivisível. A descoberta do elétron pelo físico inglês Joseph Thomson, em 1897, junto com a descoberta da radiatividade pelo físico francês Henri Becquerel, em 1896, forçaram uma revisão radical da velha idéia. Verificou-se que os átomos de substâncias como o urânio emitiam diferentes tipos de radiação e se transformavam em substâncias completamente diferentes. Foram identificados três tipos de radiação, que receberam os nomes de alfa, beta e gama. Constatou-se que os raios alfa eram, na verdade, partículas positivamente carregadas — que hoje se sabe serem constituídas por dois prótons e dois nêutrons, como os núcleos dos átomos de hélio. Os raios beta são, por sua vez, elétrons de alta.
Imaginemos uma laranja que tenha o tamanho da Terra; os átomos da laranja teriam, então, o tamanho de cerejas. No entanto, mesmo num átomo do tamanho de uma cereja, o núcleo atômico continuaria invisível: para que se pudesse enxergá-lo, o átomo teria de ter não mais as dimensões de uma cereja, e sim da maior abóbada do mundo, a da catedral de São Pedro, em Roma. Num átomo de tal envergadura, o núcleo teria o tamanho de um grão de sal. Embora sua representação gráfica tenha permanecido como uma espécie de símbolo do átomo, o modelo planetário de Rutherford não perdurou.
O primeiro a ultrapassar as fronteiras do mundo atômico com as novas ferramentas quânticas foi Niels Bohr, em 1913. Ele montou um modelo para explicar o mais simples dos átomos, o do hidrogênio que tem apenas um próton no núcleo e um elétron girando ao redor dele. Nesse modelo há um número preciso de camadas, dispostas concentricamente em torno do núcleo, nas quais o elétron pode se mover sem emitir radiação. Essas camadas correspondem aos diferentes níveis de energia que podem ser assumidos pelo elétron. Como a energia tem uma natureza descontínua, cada camada é separada da seguinte por uma zona que não pode ser transitada pelo elétron. A Teoria Quântica concentrou-se de início no estudo da distribuição e do comportamento dos elétrons no interior do átomo. O núcleo atômico continuava um território obscuro. Deduziu-se que deveria haver em seu interior, além do próton, outro tipo de partículas de massa próxima à do próton, mas desprovida de carga elétrica. A existência do nêutron foi efetivamente confirmada em laboratório, em 1932. Como o núcleo podia manter, porém, sua coesão, sem se estilhaçar por força da repulsão elétrica entre os prótons? A atração gravitacional entre as partes do núcleo é insuficiente para contrabalançar a intensa rejeição elétrica entre as cargas de mesmo sinal. A hipótese de que o nêutron pudesse funcionar como uma espécie de cimento mostrou-se inconsistente. A solução de mais esse enigma apresentou-se com a descoberta da força nuclear forte. Essa força tem características estranhas. Como o nome indica, é de fato muito poderosa, mas só atua a distâncias extremamente pequenas — da ordem de duas a três vezes o diâmetro das próprias partículas nucleares. A essa distância ela é atrativa; a distâncias ainda menores torna-se fortemente repulsiva: desse modo, tanto impede que o núcleo estoure devido à repulsão elétrica, como que os prótons e nêutrons se esmaguem uns aos outros.
Os elétrons, em seus orbitais, atingem a velocidade de 960 quilômetros por segundo; os prótons, confinados num volume muitíssimo menor, alcançam a estonteante velocidade de 64 mil quilômetros por segundo. Prótons e nêutrons, como se viu, seriam formados de partículas ainda menores. Nessa busca da fronteira final do átomo, uma das dificuldades está em que, ao contrário do que especulavam os antigos filósofos gregos — e ao contrário também do senso comum —, não se pode dividir e subdividir a matéria até chegar à menor fração possível. O método adotado nas modernas pesquisas consiste em acelerar as partículas subatômicas por meio de poderosíssimos campos eletromagnéticos e fazê-las estilhaçar de encontro a outras partículas. No entanto, os estilhaços resultantes da colisão não são menores do que as partículas originais. Isso porque grande parte da energia de movimento (ou energia cinética) adquirida pelas partículas no interior dos aceleradores transforma-se em massa quando elas se chocam.

Os núcleos dos átomos se mantêm estruturados graças à forca nuclear forte. Se ela deixasse de existir, os núcleos explodiriam devido à repulsão eletromagnética entre os prótons. Quando estes estão a uma distância equivalente ao diâmetro do núcleo (10-3 cm), a força nuclear de atração entre eles é 40 vezes maior do que a força de repulsão eletromagnética. Basta que a distância aumente quatro vezes, porém, para que as duas forças se equilibrem. Se aumentar 100 vezes, a repulsão eletromagnética ficará 1 milhão de vezes maior do que a atração exercida pela força nuclear.

Nos tempos do átomo indivisível
A idéia era simples e parecia consistente: se a matéria podia ser dividida em pedaços cada vez menores, devia haver um ponto em que se chegasse à mínima fração possível. Foi assim que os antigos filósofos gregos conceberam os átomo (indivisíveis). A doutrina deve ter-se originado por volta do século V a.C. e seus principais representantes foram Leucipo e Demócrito. Do primeiro quase nada se sabe. O segundo, discípulo daquele, nasceu na Trácia, em torno do ano 460 a.C. Dono de uma curiosidade enciclopédica, realizou observações nos terrenos da Zoologia e da Botânica e escreveu vários tratados, dos quais só restaram fragmentos. Além de indivisíveis, os átomos de Demócrito eram também invisíveis, devido a sua pequena massa, e só se distinguiam uns dos outros por seu tamanho e por sua forma. As diferentes formas é que davam às diversas substâncias suas propriedades. Os líquidos, por exemplo, deviam sua fluidez ao fato de serem constituídos por átomos esféricos, que deslizavam perfeitamente uns sobre os outros. O atomismo foi das primeiras tentativas de descobrir uma explicação racional para a multiplicidade de seres da natureza. Abandonada durante a Idade Média cristã, a idéia foi preservada, no mundo muçulmano. O poeta místico persa do século XIII Djalal ud-Din Rumi chegou a afirmar que os átomos eram divisíveis — 700 anos antes da moderna Física. O século XVII assistiu a uma retomada do interesse pelos átomos; o principal representante do atomismo dessa época foi Pierre Gassendi ( 1592-1655), professor no Collège Royal, de Paris. Ele procurou sintetizar a filosofia dos antigos gregos com o cristianismo. No século XIX, a partir das teorias sobre gases do inglês John Dalton e do italiano Amedeo Avogadro, o atomismo deixou o limbo da Filosofia para entrar no terreno da ciência.

7742 – Pré-História – Homem moderno escapou por pouco


Logo que surgiu na áfrica, o homem moderno por pouco não desapareceu do planeta graças a um terrível resfriamento do clima, causado por um período glacial e agravado pela erupção, já cerca de 70 000 anos, do segundo maior vulcão de que se tem notícia, o Toba, de Sumatra. Nada menos que 90 000 pessoas teriam sucumbido, 90% de uma população original de 100 000. Essa possibilidade extraordinária análise recém-elaborada pelo antropólogo americano Henry Harpending, da Universidade de Estado de Pensilvânia. Ele descobriu que diversos povos atuais, entre os mais antigos povos atuais, entre os mais antigos da Terra, trazem nos genes claro sinais de uma rápida expansão demográfica da espécie. Ela teria impulsionados pequenos grupos: felizes sobreviventes daquele período crítico. “Nossos antepassados estiveram tão ameaçados de extinção como o chimpanzé-pigmeu e o gorila da montanha, atualmente”. Mas a recuperação posterior também chama a atenção por ter ocorrido em lugares e épocas diferentes: 80 000 anos na África e 40 000 anos na Europa. Isso sugere que o homem, embora nascido na África, não cresceu ali. Em vez disso, migrou em pequenos bandos e até se misturou a humanos anteriores, como o Neanderthal, e só então, milênios mais tarde e em diversos pontos, tornou-se dominante no planeta.

7741 – Odontologia – A Placa Bacteriana


placa

É uma película pegajosa e incolor, formada por açúcares e bactérias, que se forma sobre os dentes. Por termos bactérias presentes a todo instante na nossa boca, é impossível após uma refeição e sem a devida limpeza não sentir uma camada sobre os dentes.
As bactérias aproveitam os restos de alimentos, que permanecem sobre os dentes e saliva, e retiram deles os nutrientes que precisam para se desenvolver. A placa, por sua vez, libera um ácido que ataca o dente deixando-o sem proteção e de fácil acesso à carie.
Para evitar a placa bacteriana é necessário usar fio dental, para remover a sujeira que a escova não alcança, e sempre escovar os dentes após uma refeição. Se a placa não for retirada, ela irrita a gengiva, causa inflamação, inchaço, sangramento e até gengivite.
A PLACA BACTERIANA é formada de microorganismos que constituem a microflora normal da cavidade bucal. Estes microorganismos podem até serem benéficos, por agirem como inibidores do estabelecimento de doenças ou de micróbios oportunistas. Quando do nascimento, a cavidade bucal é estéril, mas dentro de poucas horas os microorganismos aparecem.
Na época da erupção dos dentes decíduos (de leite), uma flora complexa está presente. As bactérias estão localizadas na saliva, na língua, nas bochechas, superfícies dentárias; especialmente nos sulcos dos dentes (oclusal-parte achatada dos dentes) e no sulco gengival. Os microorganismos predominantes são os streptococos, o número e as espécies variam de pessoa para pessoa, de uma parte da boca para outra e mesmo em diferentes superfícies de um mesmo dente, antes e depois da alimentação e escovação. Estes por sua vez, podem ser ativados por vários fatores determinantes, para formação da placa bacteriana: idade, dieta, pH, composição salivar e seu fluxo, defesa imunológica e outros. Assim como fatores sistêmicos também podem influenciar a flora bucal.
Após a profilaxia dos dentes, seja por higienização normal ou em consultório, em um tempo curto, aparece uma fina camada de proteína salivar, composta inicialmente por glicoproteínas; camada lisa , sem cor e translúcida .
Por ser livre de bactérias, possuem uma função protetora, pois as glicoproteínas salivares e fosfato de cálcio salivar são absorvidos na superfície do esmalte e ajudam a reduzir o desgaste do dente.
Contém fatores antibacterianos que incluem os anticorpos (Ig G, Ig A, Ig M), ou seja, há neutralizadores dos ácidos dos alimentos e das bactérias na saliva.
Rapidamente após o depósito da PELÍCULA SALIVAR, ocorre a colonização bacteriana. Nos povos primitivos com dieta natural de alimentos fibrosos e duros, em locais de difícil higienização, os depósitos de bactéria eram mínimos.
Com a dieta de alimentos refinados da “civilização”, o acúmulo de bactérias em regiões aonde os tecidos moles (língua e bochecha) não alcançam é muito mais intensa. Principalmente na região interdental, abaixo da área de contato, onde as placas são bastante espessas (entre os dentes, próxima à gengiva).
Depois de algumas horas há uma multiplicação bacteriana, de diferentes espécies, aderindo à película adquirida, formando a PLACA BACTERIANA, a qual cresce sem controle e por alguns dias, promovendo a inflamação gengival.
A Placa Dental é uma camada mole não-calcificada de bactérias, que se acumulam e aderem ao dente e a outros materiais na boca, como por exemplo: restaurações, próteses totais, removíveis e cálculos.
Pode se apresentar em fina camada, raramente visível, só sendo identificada por evidenciador de placa ou em camadas grossas, com aspecto amarelada, cinza, só sendo removida por escovação.
O conteúdo de placa é maior na superfície dos dentes anteriores inferiores (face lingual).
A placa forma-se mais rapidamente durante o sono, do que após as refeições, por causa das ações mecânicas da mastigação que promovem uma estimulação do fluxo salivar, causando uma movimentação da placa.
A quantidade de placa formada vai depender da freqüência das refeições e da quantidade de alimento ingerido.
O carbohidrato mais comum produzido pelas bactérias é o dextrano.
As bactérias utilizam nutrientes que podem ser facilmente aderidos pela placa, por exemplo:
açúcares solúveis
sacarose
frutose
glicose
maltose
lactose
amido
Recomenda-se após às refeições, quando possível, substituir a sobremesa doce por alimentos duros, densos e fibrosos, como; maçã, cenoura, laranja. Pois fornece uma mastigação vigorosa, promovendo uma limpeza natural dos dentes, principalmente entre os dentes.
Matéria Alba – Placa produzida pela péssima higienização, apresenta cor amarelada, esbranquiçada e mole.

Tártaro ou Cálculo – Placa calcificada que se forma e adere à superfície do dente, restaurações, próteses. Encontram-se acima da linha da gengiva (supra-gengival) ou abaixo, internamente no sulco gengival (sub-gengival). Este cálculo é a Placa Bacteriana mineralizada ou não. Este depósito de cálcio, liga-se ao dente e à gengiva. Este por sua vez é aderido à película adquirida, às irregularidades do dente ou via microorganismos que penetram na superfície do cemento que recobre a raiz.
O depósito de Placa Bacteriana e Cálculo, em decorrência pode destruir o sulco gengival, destruindo os tecidos de sustentação do dente, como; ligamento periodontal, cemento (camada que reveste a raiz, assim como o esmalte reveste a coroa do dente), em grau de inflamação menor, apenas se instala uma gengivite. Porém em grau maior de inflamação, com destruição de cemento, ligamento periodontal e osso alveolar, promovendo em alguns casos até a mobilidade dos dentes, chega-se à uma periodontite (inflamação dos tecidos que circundam os dentes). Estas doenças periodontais, apresentam bolsas sub ou supra-gengivais, com o acúmulo de depósitos de bactérias.
Existe a decorrência de outras doenças periodontais bucais e sistêmicas mais graves. A partir de uma simples gengivite, pode-se chegar à uma PERIOCARDITE – uma inflamação no coração, ocasionada pela contaminação bacteriana na boca, que se transporta através da corrente sanguínea até o coração.

7740 – A Maior escavadeira do mundo


Se você acha que as maiores máquinas já feitas pelo homem são navios ou aviões, está enganado. Uma das maiores construções da história está em terra firme, e se encontra na Alemanha. Estamos falando da Bagger 293, o maior veículo terrestre do mundo — reconhecido pelo Guinness Book.
O veículo em questão é uma escavadeira, e foi construída pela empresa alemã TAKRAF, em 1995. Atualmente, o Bagger 293 é utilizado pela segunda maior produtora de energia da Alemanha, a RWE Power AG, na enorme mina de carvão a céu aberto Hambach, no mesmo país.
Além do tamanho — 95 metros de altura por 225 metros de comprimento –, a escavadeira traz outros números impressionantes. Pesando cerca de 14,2 mil toneladas de puro aço, a máquina requer cinco operadores muito bem treinados para funcionar.
O Bagger 293 pode mover cerca de 240 mil metros cúbicos de solo e carvão por dia, tanta eficiência graças a uma roda de 70 metros de diâmetro e 20 caçambas que giram continuamente, revirando tudo que estiver pela frente. Cada caçamba é responsável por movimentar 15 metros cúbicos de material.
Embora os números acima sejam impactantes, o Bagger 293 tem um ponto fraco: a velocidade. A escavadeira levou mais de três semanas para realizar um trajeto de 22 km — o que é compreensível, já que a máquina teve que vencer vários obstáculos, como rodovias, ferrovias e rios, que tiveram de ser aterrados.

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7739 – Empresário milionário quer levar casal de turistas para Marte


Marte Turismo

O empresário americano Dennis Tito, que em 2001 ficou famoso ao tornar-se o primeiro turista espacial da história, surpreendeu mais uma vez. Ele anunciou ontem que pretende mandar um casal para Marte em 2018.
A dupla, na verdade, não chegaria a pousar em solo marciano. Eles só se aproximariam bastante do planeta vermelho, retornando à Terra pouco depois.
Tito não deu detalhes do processo seletivo, que deve incluir só cidadãos americanos. O conceito da nave, que deverá ser inspirado na cápsula Dragon, da empresa privada Space-X, também é incerto, assim como o foguete usado para o lançamento.
A empresa só afirma que a cápsula terá um módulo habitável que será inflado quando a nave estiver no espaço.
Para executar a missão, cujo custo é estimado em US$ 1 bilhão, Tito criou a Inspiration Mars Foundation. A organização conta com consultoria científica de nomes de peso da astronáutica, além de uma parceria com a agência espacial americana.
A ONG afirmou que programou a missão para 5 de janeiro de 2018 para aproveitar “uma janela de oportunidade” que deixará Terra e Marte mais próximos do que o habitual, reduzindo a viagem.
Em vez dos cerca de 20 meses esperados, a viagem de ida e volta duraria 16 meses.
Dennis Tito, 72, que começou sua carreira como engenheiro da Nasa, mas fez fortuna criando uma empresa de investimentos, afirmou que a decisão de levar um casal tem vários motivos.
Além de não dar prioridade a um dos gêneros neste momento histórico, a companhia também deve ser útil quando a solidão bater.
Provavelmente, os escolhidos terão mais de 40 anos, uma vez que ainda não estão claras as complicações que a exposição prolongada à radiação cósmica pode provocar no sistema reprodutivo.
Uma pesquisa recente patrocinada pela Nasa mostrou que, com as atuais tecnologias, ir a Marte traria riscos à saúde, como danos ao sistema nervoso central.
A fundação disse que investirá muito em pesquisa e que 2018 será um ano de baixa atividade no Sol, o que diminui os impactos da radiação. Tito, no entanto, já adiantou que não pretende embarcar dessa vez.

7738 – Engenharia – Uma ponte de plástico


Ex-fabricante de armas dos Estados Unidos uniram-se a outros industrias para um novo desafio: construir pontes sem aço e nem concreto. É uma forma encontrada por eles para se manterem na ativa, com a crise econômica e o fim da Guerra Fria. A idéia é construir uma ponte de aproximadamente 150 metros de extensão feita totalmente com compostos plásticos, fibra de vidro e de carbono.
Ela será erguida numa estrada interestadual próxima a San Diego, na Califórnia. De acordo com o especialista Frieder Seible, da Universidade da Califórnia, a ponte pesará um décimo do normal. Ele e outros pesquisadores aderiram ao projeto e já estão auxiliando nos testes de materiais e simuladores por computador. A expectativa, por enquanto, é que a ponte de plástico seja mais durável e resistente a terremotos. Ela deverá ficar pronta em quatro anos.

7637 – Mundo Antigo – Mais sobre as 7 Maravilhas


Farol de alexandria

Impressionado com a beleza das obras que encontrou pelo caminho, Heródoto inaugurou uma mania que atravessou dois milênios e continua popular ainda hoje: a de classificar as principais maravilhas do mundo. Dois séculos depois, outro grego famoso da época repetiu os passos de Heródoto. O poeta Calímaco de Cirene escreveu o primeiro livro dedicado ao tema: Uma Coleção de Maravilhas ao Redor do Mundo. Da obra de Calímaco, infelizmente, só sobrou o título, já que os rolos de papiro foram queimados no incêndio que destruiu a Biblioteca de Alexandria, no Egito.
De qualquer forma, a lista original de Calímaco já era popular entre os gregos, que se divertiam em comentá-la e revisá-la na medida em que outras maravilhas surgiam. As Sete Maravilhas da Antigüidade, como chegaram até nós, une basicamente os comentários do matemático Filo de Bizâncio, que viveu no século III a.C., e do escritor Antipater de Sidon, do século II a.C. Na verdade, a lista deles sofreu apenas uma alteração, feita no século VI da era cristã: as Muralhas da Babilônia, que faziam par na lista inicial junto com os Jardins Suspensos, foram substituídas pelo Farol de Alexandria, talvez porque os gregos não quisessem dar duas maravilhas aos babilônios.

Estátua de Zeus
A cidade grega de Olímpia, que floresceu por volta do século V a.C., criou os jogos olímpicos em homenagem a Zeus, o deus supremo da mitologia grega, que ali tinha seu principal templo. Dentro dele foi erguida uma enorme estátua, concluída pelo escultor Fídias no ano de 443 a.C. Com 13 metros de altura, permaneceu intacta pelo menos até o terceiro século da era cristã.

Mausoléu de Halicarnasso
A cidade de Bodrum, antiga Halicarnasso, na Turquia, ainda guarda os restos da tumba de Mausolus, rei da Cária. Concluída na segunda metade do século IV a.C., a obra resistiu por cerca de dois milênios até ser demolida por cavaleiros cruzados no início do século XVI. O mausoléu é obra do arquiteto grego Pytheos, mas o próprio rei supervisionou a construção até 353 a.C., ano em que morreu. Depois, a viúva do rei, Artemísia, se encarregou de terminar a grande obra. Desde então, mausoléu virou sinônimo de monumento funerário.

Farol de Alexandria
Tente imaginar como devia ser difícil erguer uma estrutura de 124 metros no ano 299 a.C. Era quase impossível, mas Ptolomeu II, o sucessor de Alexandre Magno, conseguiu. Em aproximadamente 20 anos, estava pronta a última das sete maravilhas a ser construída, o Farol de Alexandria. Com uma fogueira e um grande espelho de bronze, projetado provavelmente por Arquimedes, a estrutura servia para sinalizar os perigos do porto da cidade, rodeado por rochedos que causaram inúmeros naufrágios.

Templo de Ártemis em Éfeso
O mais belo templo grego foi o de Ártemis, erguido na cidade de Éfeso, uma colônia grega instalada na costa sudoeste da atual Turquia, sobre os restos de outros templos que haviam sido construídos no mesmo local desde 850 a.C. Dentro dele repousava uma imagem com 15 metros de altura da deusa grega. Ao contrário da estátua de Zeus em Olímpia, a imagem de Ártemis podia ser tocada pelos fiéis. Eles chegavam a carregar a estátua até o teatro, para que ela pudesse ver os jogos que eram realizados em sua homenagem.

Colosso de Rodes
No século IV a.C., a ilha grega de Rodes, quase grudada na costa da Turquia, sofreu sucessivas tentativas de invasão. Após repelir a terceira invasão em menos de 30 anos, o povo decidiu construir uma gigantesca estátua de bronze em homenagem a Hélio, o deus sol, para comemorar a vitória. Com mais de 32 metros de altura, o colosso era todo recoberto de placas de bronze moldadas pelos metalúrgicos da época. Levou cerca de 12 anos para ser concluída. Mas teve vida curtíssima, pois um terremoto a destruiu 60 anos mais tarde.

Pirâmides de Gizé
Da lista original das sete maravilhas, as pirâmides egípcias são as mais antigas e, surpreendentemente, as únicas que resistiram até os dias de hoje. A maior de todas foi construída por volta de 2550 a.C. em Gizé, na margem ocidental do Rio Nilo, pelo rei Khufu, também conhecido pelo nome grego de Quéops. A Grande Pirâmide tinha 147 metros de altura quando ficou pronta. Apenas algumas décadas depois ganhou duas vizinhas menores: a pirâmide de Khafre (Quéfren), filho de Khufu, com 143 metros, e a de Menkaure (Miquerinos), com 65 metros.

Jardins suspensos da Babilônia
Os arqueólogos ainda não encontraram nenhuma pista de que os famosos jardins suspensos de Nabucodonosor II, o grande imperador da Babilônia, tenham existido. Reza a lenda que o imperador, que governou de 605 a.C. a 562 a.C., construiu os jardins para sua mulher, a rainha Amytis. Com vários terraços sobrepostos e a canalização da água do Rio Eufrates, a construção abrigava uma pequena floresta de arbustos e árvores frutíferas. O transporte de água para os níveis superiores e os cuidados com a vegetação exigiam o trabalho de centenas de escravos.

O monte Uluru, na Austrália, é um bloco de arenito de 3,6 quilômetros que reflete as nuanças da luz solar.
A primeira lista das maravilhas faz justas homenagens aos arquitetos e engenheiros da Antigüidade, mas não deixa de ser polêmica. Ela traz o registro de obras que devem ter deixado muitos turistas – sim, eles existiam naquela época – de queixo caído. No entanto, só faz referências a obras ao redor do Mediterrâneo, ou seja, apenas na região que os gregos dominavam ou conheciam por meio do comércio. Construções certamente maravilhosas erguidas em outras partes do mundo, como a Grande Muralha da China, não entraram em nenhuma das listas elaboradas pelos gregos antigos.
Outras obras ficaram de fora por um motivo óbvio: foram construídas depois que a lista dos gregos foi fechada. É o caso dos templos das civilizações que floresceram no continente americano antes da chegada dos europeus, como as pirâmides dos maias e dos astecas, erguidas entre os séculos VII e X d.C., a cidade de Macchu Pichu e, no Oriente, o Taj Mahal, que só ficou pronto em 1643. Na Europa, ficaram de fora maravilhas incontestáveis como o palácio de Alhambra, obra-prima da arquitetura islâmica, erguido no século XIII, e a Torre de Pisa.
Como a imaginação não respeita limites de tempo nem de espaço, não demorou para que começassem a pipocar listas para fazer justiça aos vários períodos históricos. Quais seriam, por exemplo, as maravilhas do mundo se, em vez de Heródes, fosse um Leonardo Da Vinci a elaborá-la no século XV? Fácil: basta ver o que havia de mais impressionante na época em que o mestre italiano pintava a Mona Lisa. Foi o que fez, recentemente, a prestigiosa revista americana National Geographic. Anote aí o resultado, elaborado com a ajuda de muitos especialistas em história, artes e arquitetura: o magistral Coliseu de Roma, palco de lutas de gladiadores no século I d.C.; as catacumbas de Kom El-Shoqafa, da cidade de Alexandria, que remontam ao século II; a Muralha da China; a mesquita Hagia Sophia, erguida em Istambul no ano 360; o sítio de Stonehenge, na Inglaterra (misterioso conjunto de pedras que data do ano 3000 a.C.); a Torre de Pisa, terminada em 1350; e, finalmente, a Torre de Porcelana em Nanjing, na China, construída no início do século XV.

E hoje? Quais seriam as Maravilhas da Modernidade? Bem, se já na época de Heródoto havia alguma controvérsia, há hoje uma infinidade de listas se autoproclamando definitiva. Tudo depende, na verdade, do ponto de vista adotado e do gosto do momento. Quem quiser manter-se fiel ao mote dos grandes monumentos e obras de engenharia, talvez se contente com este elenco: a hidrelétrica de Itaipu, no Brasil; o Empire State Building, em Nova York; a Torre CN, no Canadá; o Canal do Panamá; o Eurotunel, que liga a França à Inglaterra; o dique do Mar do Norte, na Holanda; e a ponte Golden Gate, nos Estados Unidos.
Com a onda ecológica dos últimos anos, não tardou aparecerem várias listas de Maravilhas Naturais da Terra. A mais conhecida cita a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro; o Grand Canyon, nos EUA; o Monte Everest, no Nepal; o Monte Uluru, sagrado para os aborígenes australianos; as Cataratas Victória, do Zimbábue; a Grande Barreira de Corais da Austrália e o Vulcão Paricutín, no México. Mas, claro, há listas em que aparecem a Floresta Amazônica, o Pantanal, as Cataratas do Iguaçu…
Apesar das muitas variações, ao menos um detalhe não muda: o número sete. A fixação pelo algarismo parece ter origem religiosa. São sete, por exemplo, os paraísos do rito islâmico da criação do mundo. No cristianismo, há a clássica referência aos sete pecados capitais e às sete virtudes. A Bíblia não economiza em referências ao número – são mais de 500, a começar pelos sete dias da criação do mundo já nas primeiras páginas. Talvez seja por isso que, apesar de haver muita discordância sobre o que entra e o que fica de fora da lista, ninguém jamais sugeriu que ela fosse simplesmente aumentada.

Geográficas
• Grand Canyon, nos Estados Unidos
• Monte Everest, no Nepal
• Floresta Amazônica, no Brasil
• Pantanal, no Brasil
• Aurora Boreal, na Finlândia
• Monte Uluru, na Austrália
• Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina
• Vulcão Paricutin, no México
• Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, Brasil
• Cataratas Victória, entre Zâmbia e Zimbábue

Da engenharia
• Empire State, em Nova York
• Represa de Itaipu, entre Brasil e Paraguai
• Torre da CN, em Toronto, Canadá
• Canal do Panamá
• Túnel do Canal da Mancha
• Diques do Mar do Norte
• Ponte Golden Gate, em San Francisco
• Opera House, em Sydney, Austrália
• Canal de Suez, no Egito
• Torre Eiffel, em Paris
• Big Ben, em Londres
• Cristo Redentor, no Rio de Janeiro
• Estátua da Liberdade, em Nova York

Do mundo aquático
• Arquipélago de Palau
• Barreira de Corais de Belize
• Ilhas Galápagos
• Mar Vermelho
• Lago Baikal
• Grande Barreira de Corais, na Austrália
• Vulcões no fundo do mar

Culturais
• Pirâmides do Egito
• Stonehenge, na Inglaterra
• Taj Mahal, na Índia
• Petra, na Jordânia
• Machu Picchu, no Peru
• Coliseu, em Roma
• Templo Borobudur, na Indonésia
• Murallhas da China
• Catedral de Hagia Sophia, em Istambul, Turquia
• Cidade de Petra, na Jordânia
• Parthenon, na Grécia
• Monte Saint-Michel, na Normandia, França
• Moais, na Ilha de Páscoa
• Angkor Vat, no Camboja
• Templo de Tenochtitlan, no México
• Catacumbas de Kon El-Shoqafa, em Alexandria
• Palácio de Alhambra, na Espanha