7691 – Medicina – Um brasileiro tem morte súbita a cada 2 minutos


ataque cardíaco

Um brasileiro morre a cada dois minutos em decorrência de morte súbita, uma doença que paralisa o coração e depende da ajuda de outra pessoa para a vítima ser salva.
Uma massagem cardíaca nessa hora, com 100 compressões no peito por minuto, pode ajudar a socorrer uma pessoa até o serviço de emergência chegar.
Segundo dois cardiologistas brasileiros do INCOR, falta de ar repentina, desmaio e “batedeira” cardíaca são sinais de alerta para problemas que podem levar à morte súbita.
Em 2004, o jogador Serginho, do time paulista São Caetano, morreu em campo após uma parada cardíaca. Depois desse episódio, foi aberta uma discussão sobre o uso de desfibriladores em locais de grandes eventos, e as regras mudaram.
Outros esportistas que já tinham problemas no coração também morreram durante a atividade física ou foram afastados após uma parada cardíaca.
Indivíduos com casos de morte súbita na família são os que mais correm risco, mas o problema também pode aparecer sem dar sinais e sem histórico. É importante que o médico avalie o coração do paciente com um estetoscópio, mesmo nas crianças. Um eletrocardiograma também é um exame de check-up importante.
Morte súbita é diferente de infarto agudo do miocárdio. No primeiro caso, o coração fica paralisado. Já no infarto, o coração funciona, mas o sangue não flui – apesar disso, o coração pode chegar a parar e a pessoa morrer repentinamente.
As arritmias cardíacas (alterações no ritmo dos batimentos) dos ventrículos (uma das câmaras do coração) são, segundo os médicos, a principal causa de morte súbita e muito comuns em pessoas que já sofreram um infarto. Remédios e um procedimento chamado ablação (um tipo de cauterização) são o principal tratamento para as arritmias. Marca-passos também podem ajudar muito.
Caso uma pessoa caia de repente perto de você, sem respirar, é importante chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, e iniciar a massagem cardíaca, que qualquer leigo pode aprender. Não é preciso fazer respiração boca a boca.
Nos sites das sociedades brasileiras de Cardiologia e de Arritmias Cardíacas, é possível ver telefones de contato e informações sobre cursos de primeiros socorros.
O tempo ideal de chegada do Samu é de 7 minutos, e o ideal é que os veículos tenham um desfibrilador. Locais públicos também devem oferecer esse aparelho, que deve ser usado o mais rápido possível. Nesse caso, metade dos pacientes se salva.

7690 – Medicina – Cuidando da Dor de Cabeça


Certos tipos de dor de cabeça têm características bastante diferentes. Algumas são dores pulsáteis e intensas, com manifestações de fotofobia (dificuldade de olhar para a luz) e de fonofobia (rejeição aos ruídos, especialmente aos mais agudos). Há também a dor de cabeça cervicogênica que começa na nuca (fig. 1), atinge o topo da cabeça e desce para os olhos; a dor ligada à inflamação das mucosas que revestem os seios da face nos processos de sinusite (fig. 2) e as terríveis dores de cabeça relacionadas com o nervo trigêmeo, o maior nervo craniano. (fig. 3).

cabeça_2

Hoje, felizmente, a maioria dos casos de dor de cabeça conta com tratamento eficaz e para alguns deles existe até a possibilidade de cura.
Enxaqueca é apenas um dos tipos de dor de cabeça e manifesta-se mais nas mulheres (80%) do que nos homens (20%). Na realidade, já foram descritos quase 200 tipos diferentes. O mais frequente é a cefaleia tensional episódica, a dor de cabeça comum que todo o mundo tem de vez em quando e não procura o médico por causa disso, e o pior deles, a cefaleia em salvas.
Assim como existe um cérebro pensante, existe um cérebro motor, que ouve, enxerga, tem memória. Todas essas divisões têm de estar em consonância entre si. Para que isso aconteça, é necessário existir uma espécie de computador central para reuni-las. Esse computador é o sistema límbico constituído por um mecanismo eletroquímico, que funciona através de conexões estabelecidas por substâncias chamadas neurotransmissores (neuro, porque pertencem ao sistema nervoso, e transmissores, porque são substâncias que uma vez elaboradas vão promover o funcionamento das mais diversas estruturas).
O sistema límbico coordena todos os neurotransmissores: a serotonina, a noradrenalina (geradora das crises de enxaqueca), a acetilcolina, a prostaglandina e a dopamina, entre outros. De sua organização funcional equilibrada resulta o funcionamento harmônico cerebral e corporal. Sob essa ótica, pode-se dizer que o hipocondríaco é um indivíduo que apresenta mau funcionamento do sistema límbico, má organização dos neurotransmissores e que, possuidor de uma sensibilidade exagerada, manifesta os mais diversos sintomas. Em vez de ser digno de pena ou de críticas, ele deve ser tratado por um neurologista que entenda do processo de neurotransmissão.
A enxaqueca pode levar uma hora para atingir o pico da dor. Na cefaleia em salvas esse pico é atingido em cinco minutos. Os sintomas são típicos e inconfundíveis. É uma dor pulsátil, violenta, unilateral que se manifesta num dos olhos, na órbita ou no fundo do olho, que fica vermelho e lacrimejante. Outros sintomas são queda da pálpebra, congestão ocular, obstrução nasal e coriza na área comprometida.
A enxaqueca surge aleatoriamente. É uma crise que vem e passa, embora possa reaparecer noutro momento. Na cefaleia em salvas não é assim. As crises vêm agrupadas e são diárias (de uma a oito por dia) durante um período que vai de dez dias a três meses. Esse agrupamento de crises desaparece de repente e pode demorar bastante para manifestar-se de novo, o que acontece de uma hora para outra e sempre com as mesmas características de concentração.
Enxaqueca não é dor de cabeça. É uma síndrome com no mínimo 60 sinais e sintomas dos quais a dor de cabeça é apenas um deles. Por isso, já na infância eles podem começar a aparecer. É o caso das crianças que choram sem motivo aparente, sentem dores abdominais inexplicáveis, dores nas pernas chamadas erroneamente de dores do crescimento, têm crises de asma ou bronquite que saram espontaneamente antes da puberdade, distúrbios de humor, terror noturno, manchas roxas nas pernas que surgem espontaneamente. Trata-se de manifestações para as quais não se encontra explicação neurofisiológica e a criança, a partir dos seis ou sete anos, começa a queixar-se de dores de cabeça que se vão avolumando até se tornarem insuportáveis na vida adulta.
Se for feito um interrogatório retrospectivo a um portador de enxaqueca, encontraremos menção à maioria desses sintomas na infância. Por exemplo, a enurese noturna, que pode ser um problema de fundo psicológico, aparece em 20% dos pacientes com enxaqueca. Depois dos três anos de idade, fazer xixi na cama pode ser considerado patológico, mas 20% dos enxaquecosos urinam na cama até 12, 18 anos de idade, muitas vezes até depois de adultos, porque um descontrole do sistema límbico, da consciência e da bexiga provoca um relaxamento e a bexiga esvazia sozinha durante o sono.
Se a pessoa tem poucas dores de cabeça, uma ou duas crises de enxaqueca por mês, o ideal é tomar analgésico assim que pressente o início do processo doloroso. Agora, se as crises ocorrem 10 ou 15 vezes por mês, não se deve tomar analgésico algum. Por quê? Porque no sistema nervoso central (SNC) existem células que produzem substâncias que combatem a dor, chamadas de endorfina. O uso repetido de analgésicos atrofia o sistema produtor dessas substâncias e o paciente é obrigado a aumentar as doses de analgésicos, porque a dor de cabeça se torna cada vez mais intensa. Por isso, quando recebo alguém que está tomando analgésicos todos os dias, suspendo a medicação, pois é preciso desenvolver sua defesa natural para ajudar a combater a dor.

Um famoso médico brasileiro, autor de vários livros afirma: O ser humano é muito resistente. Depois da Segunda Guerra Mundial, foram estudados soldados ingleses que sofriam de enxaqueca e que tinham estado em campos de concentração nazista. Nenhum deles tinha sofrido uma crise na prisão, porque o estresse violento provocado pelo medo de morrer, de ser morto, de adoecer, de não comer o suficiente, fazia com que produzissem endorfinas que os livravam dos episódios de dor de cabeça.

7689 – Vacina Contra o Vírus do HIV Começa a ser Testada na França


Uma nova esperança na luta contra o vírus HIV ganha fôlego nas próximas semanas: cientistas franceses vão dar início a testes clínicos com uma vacina contra a aids com 48 voluntários soropositivos em Marselha, no sul da França.
O professor Erwann Loret, responsável pela pesquisa, afirma que não será o fim da aids, mas há expectativa de se conseguir substituir os coquetéis de antirretrovirais, que causam efeitos colaterais desagradáveis, pela vacina.
O infectologista Esper Kallás,professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, tem visão positiva sobre o estudo. “Toda descoberta científica é para ser vista com muito otimismo. Apesar de [a vacina] ainda estar em processo de estudo, podemos ficar bastante animados.”
A vacina terá como objetivo reverter a função da proteína denominada Tat (Transativador de Transcrição Viral), que nos soropositivos protege as células infectadas, fazendo com que o organismo não consiga reconhecê-las e e neutralizá-las.
Dra. Vivian Iida, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que essa proteína é essencial para que o vírus do HIV se multiplique. “A proteína Tat, produzida pelo próprio vírus, viruliza as células do corpo e permite que o HIV tenha uma resposta explosiva dentro do organismo, o que acaba afetando a imunidade do indivíduo.”
Os 48 pacientes serão vacinados três vezes, com intervalo de um mês entre cada dose. Depois, devem suspender o tratamento com coquetéis por dois meses. Se após esses dois meses a taxa de vírus no sangue for indetectável, o estudo terá cumprido os critérios estabelecidos. Os primeiros esboços de resultados são aguardados para o meio do ano.
Em caso de sucesso, 80 pessoas vão participar da segunda fase dos testes. Elas serão divididas em grupos, e metade tomará a vacina e outra, placebo.
Apesar de animador, o anúncio também exige cautela. Os cientistas afirmam que serão necessários vários anos para saber se a vacina constitui ou não realmente um avanço.

7688 – Mega Polêmica – AIDS não é contagiosa!(?)


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados
Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

Quem afirma é um dos maiores especialistas em vírus HIV.
Desde a eclosão da Aids, em 1981, a expressão “HIV-positivo” se transformou quase que em uma sentença de morte. A presença do HIV em um organismo significava que, mais cedo ou mais tarde, ele adoeceria de Aids. Mas… e se o vírus for inocente? E se ninguém precisasse temer o contágio e nem, por causa disso, tivesse que usar camisinha como uma obrigação, nem tomar drogas pesadas como o AZT, disparadas contra o vírus como a única alternativa de salvação, na época, até meados dos anos 90, quando surgiu o coquetel associando outras drogas? Essa tese polêmica – ou simplesmente insana na opinião de muitos especialistas – é defendida pelo cientista que mais entende hoje dos vírus da categoria do HIV, chamados de retrovírus. Trata-se do bioquímico alemão, naturalizado americano, Peter Duesberg, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Veja a entrevista a uma importante revista científica brasileira:
P: Por que você não aceita a teoria de que a Aids é causada por um vírus, o HIV?
R: A Aids não é compatível com os critérios usados para definir uma doença como infecciosa – isto é, causada por microorganismos. Para começar, todas as infecções levam ao contágio e são comumente transmitidas para quem trata os pacientes. Não se conhece um único médico ou enfermeira que tenha contraído Aids dessa maneira. No total, desde que a Aids foi diagnosticada há 20 anos, mais de 750 000 casos já foram registrados nos Estados Unidos. O fato de não ter havido a contaminação de um médico ou uma enfermeira sequer demonstra que a Aids não é contagiosa.

P: Mas a Aids não está se espalhando pela população por contágio?
R: Não. As doenças infecciosas se alastram mais ou menos por igual por toda a população. É o que se vê, por exemplo, na poliomielite, na varíola, na hepatite etc. Em vez disso, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, a Aids é uma enfermidade predominantemente masculina: até 85% dos pacientes são homens. Como explicar a baixa incidência no sexo feminino? E não é só isso: quase 70% dos pacientes masculinos são homossexuais usuários de drogas, o que torna a distribuição da doença ainda mais desigual, mais restrita a um segmento específico da sociedade.

P: Então, qual seria o papel do vírus?
R: O HIV não se encaixa nos critérios estabelecidos. Nenhum outro vírus tem o comportamento que se atribui a ele. Enquanto todos os vírus conhecidos causam doença em alguns dias ou semanas após a infecção, o HIV demoraria até dez anos para provocar efeito. É um paradoxo sem explicação. Na verdade, essa demora no aparecimento do mal é característica das doenças associadas às drogas. O câncer de pulmão surge de dez a 20 anos depois que se começa a fumar, e a cirrose, 20 anos depois de começar a beber.

P: Até que ponto essa analogia é importante para entender a causa da Aids?
R: Ela mostra o quanto é duvidoso que o HIV seja a causa da Aids. Se ela fosse de origem viral, deveria ter seguido um de dois caminhos possíveis: ou teria sido controlada assim que os pacientes desenvolvessem imunidade a ela, ou teria explodido, como previram erroneamente os cientistas americanos. Mas o que aconteceu foi algo completamente diferente: ela está associada a um estilo de vida, da mesma forma que o câncer de pulmão predomina entre os fumantes e, como ele, continua confinada a uma pequena parcela da população.

P: Então, a causa da doença seria um comportamento…
R: A hipótese que nós defendemos é que a Aids é uma epidemia química, não contagiosa, provocada pelo uso persistente de drogas nos Estados Unidos e na Europa, e pela má nutrição (a falta de nutrientes causa problemas químicos, tanto quanto as drogas), na África.

P: Como se explicam as fotos ou filmes que mostram o HIV infectando as células?
R: O fato de um vírus estar presente em um paciente não é suficiente para provar que ele seja a causa da doença. Especialmente se a doença não é contagiosa. Na verdade, em sua grande maioria os vírus são “passageiros” inofensivos do organismo humano e nunca causam doenças.

P: Como se explica que o jogador de basquete americano Magic Johnson esteja em tão boa forma, embora tenha tido Aids e tomado o AZT?
R: Você está enganado: Johnson tomou AZT por alguns meses apenas, dez anos atrás. Depois disso nunca mais. E é por isso que tem boa saúde agora. O HIV é inofensivo, mas as drogas anti-HIV são mortais: Johnson é a prova viva disso.

P: Você faria essa experiência?
R: Eu já me dispus a isso, desde que o objetivo seja fazer pesquisa – uma investigação financiada por dotações adequadas e com liberdade para publicar os resultados em revistas especializadas. Eu sou um cientista, não um apostador.

7687 – Medicina – A Amiotrofia Muscular Espinhal


MEDICINA simbolo

É uma doença degenerativa de origem genética. É uma das mais comuns do sistema nervoso central e a mais frequente dentre as doenças autossômicas recessivas, com incidência de um para dez mil (1:10.000) nascimentos, estima-se que uma a cada cinquenta pessoas sejam carreadoras da AME.
Tipo I (AME infantil – Werdnig-Hoffmann)
Caracterizada como a mais grave delas por apresentar sintomas desde a vida intra-uterina, como um baixo movimento fetal, e no recém-nascido, por afetar desde células do corno inferior até o próprio músculo. Mas a principal causa de óbitos destes pacientes, que não conseguem ultrapassar tres anos de idade, é o comprometimento no desenvolvimento do sistema respiratório, que apresenta um retardo fatal para esses pacientes. Apresentando fraqueza acentuada nas musculaturas distal e proximal, as crianças não conseguem sentar sem apoio, apresentando afundamento do osso esterno. São conhecidas pelo termo em inglês como nonsitters.
Além desses sintomas, estão incluídos dificuldades de deglutição e sucção. As pernas tendem ser mais fracas que os braços, apresentando ainda dificuldades para se alimentar, aumento na susceptibilidade a infecções respiratórias persistentes e acúmulo de secreções nos pulmões e garganta.
Existem registros de alguns casos em que o paciente ultrapassa os dois anos de idade. Chegando à vida adulta, as habilidades intelectuais são inalteradas. Com o uso de novas tecnologias, como alguns programas de computador, os pacientes conseguem fazer uso de computadores normalmente usando comandos de voz, as funções sexuais também não são alteradas.

Tipo II (AME intermediára)
O paciente apresenta início de sintomatologias características, mas menos intensas. A partir dos dezoito meses de vida, as crianças adquirem a capacidade de sentar, desde que colocadas nessa posição, mas não chegam a adquirir a capacidade de andar.

Tipo III (AME juvenil – Kugelberg-Welander)
Conhecida também como a forma juvenil da doença, apresenta sintomatologia entre os dois a dezessete anos de idade, comprometendo o desenvolvimento dos membros superiores. Os pacientes necessitam com pouca frequência de uma pequena ajuda para se locomover ou para atos comuns do dia-a-dia. As alterações são menos graves e a progressão da doença é lenta, podendo ser necessário usar alguns meios de ajuda na locomoção como muletas ou bengalas, às vezes sendo necessário o uso de cadeiras de rodas.

Tipo IV (AME adulta
É o tipo menos grave, acometendo pessoas entre 30 e 40 anos, mesmo sem que tenham apresentado qualquer tipo de sintomas antes desta fase. A apresentação dos sintomas ocorre de forma lenta e insidiosa para o completo comprometimento muscular.

O termo amiotrofia espinhal progressiva foi usado pela primeira vez pelo neurologista alemão Johann Hoffmann em 1893. O tipo infantil da AME foi descrito pelo neurologista austríaco Guido Werdnig em 1891. O tipo juvenil da AME recebeu o nome dos neurologistas suecos Lisa Welander e Erik Kugelberg, que diferenciaram a doença das distrofias musculares em 1956.
O diagnóstico clínico da doença é feito em três etapas:
eletromiografia;
biopsia muscular;
análise do cromossomo cinco, procurando por deleção do gene SMN.
Caso seja feito primeiro a análise do cromossomo, os outros exames são desnecessários.
Exames também podem ser realizados em gestantes, desde que haja indicação médica necessária para tal. Para esse caso existe a possibilidade da realização da coleta de amostra da vilosidade corônica (CVS) ou amniocentese. Em ambos o risco deve ser justificado para a realização do exame, haja vista que os riscos para esses procedimentos são de um para duzentos abortos.
A AME está ligada diretamente ao gene SMN — Sobrevida do Moto-Neurônio (survival of motorneuron) — localizado no braço longo do cromossomo cinco (5q). O gene possui nove éxons que codificam 254 proteínas. Uma cópia está presente na região centromérica e outra na região telomérica. O gene recebe então o nome de SMN1 e sua cópia de SMN2.
De acordo com recentes pesquisas, a deleção do gene SMN1 é o que determina a apresentação dos sintomas e a quantidade de gene SMN2 é o que determina a severidade dos sintomas a serem apresentados.
Para que uma pessoa seja considerada doente deve possuir as duas cópias do gene SMN mutados, ou seja, ambos genitores tem que possuir a cópia mutada, o que corresponde a 95% dos casos. Mesmo assim, em dois por cento dos casos a pessoa recebe apenas um gene mutado e por erro do metabolismo inato gera a outra cópia mutada, dando origem a cópias defeituosas do gene.

Tratamento
Os pacientes de AME em sua maioria fazem uso de respiradores e aparelhos conhecidos como “estimuladores de tosse” para limpeza de secreções e do acúmulo de líquido nos pulmões. Devem também seguir uma dieta balanceada e manterem peso controlado para que o enfraquecimento muscular não seja ainda maior. Há novas pesquisas sendo desenvolvidas pela empresa Beike Biotech para trazer aos pacientes portadores desta deficiência um melhor conforto.
Pesquisas não apontam ainda para uma cura, mas sim uma melhora com as injeções de Célula Tronco e as drogas que aumentam a produção de SMN2, diminuindo assim a severidade dos sintomas.

É importante lembrar que, mesmo ajudando a tratar os sintomas desta condição, o tratamento não é uma cura e para o nosso conhecimento não se pode ainda mudar o defeito genético. Nosso tratamento pode ajudar a retardar a progressão da doença e proporcionar melhorias no movimento motor e saúde em geral. Há também a possibilidade de mínima/nenhuma melhoria, e nós encorajamos os pacientes a manter expectativas realistas a respeito do tratamento.

Escola Paulista de Medicina

7686 – Mega Byte – A Armadilha Digital


As infinitas facilidades proporcionadas pela Internet, como fonte de informações e serviços ou como meio de comunicação entre as pessoas, têm levado muita gente a perder o controle do tempo quando estão plugadas. Quando isso acontece, o resultado é sempre uma sucessão de prejuízos que vão do desequilíbrio nas relações afetivas até a perda do emprego.
Chega a ser paradoxal que uma inovação tecnológica que está revolucionando os negócios, ampliando o provimento de informações e colocando em contato pessoas dos quatro cantos do planeta possa ser associada a uma patologia. No entanto, estudos realizados nos últimos quatro anos, especialmente nos Estados Unidos – berço da Internet e país onde existem, hoje, 186 milhões de internautas –, evidenciam que atuar na rede mundial de computadores tem lá os seus perigos.
Estima-se que pelo menos 200 000 americanos perderam o controle sobre o uso da Internet e hoje sofrem de um mal catalogado pela Associação Americana de Psicologia como PIU (Pathological Internet Use) ou Uso Doentio da Internet, cujo sintoma básico é o uso preferencial e, muitas vezes, exclusivo da Internet sobre todas as outras atividades do cotidiano. Suas vítimas se tornam incapazes de controlar o número de horas que permanecem ligadas na rede, numa onda compulsiva que acaba isolando-as de familiares e amigos e comprometendo seu desempenho profissional.
É uma obsessão como o vício em jogo, dizem os especialistas, mas cujos efeitos se assemelham aos da dependência de drogas químicas. Um viciado em Internet costuma ficar triste ou ansioso quando não está conectado. Ele também desenvolve o fenômeno da tolerância – isto é, passa a ter necessidade de permanecer conectado por períodos cada vez mais longos para alcançar o mesmo nível de satisfação. A síndrome de abstinência, provocada pela cessação do uso da rede, pode incluir até distúrbios psicomotores, entre os quais o movimento incontrolável dos dedos, como se o internauta continuasse teclando mensagens sem fim num computador imaginário.
No anonimato das conversas on-line qualquer pessoa é capaz de não apenas expressar seus desejos e fantasias com uma liberdade que jamais teria no mundo real, como também de projetar com mais intensidade no outro suas aspirações, ansiedades e receios. O garoto tímido se transforma no galã bem apessoado e falante. A mulher feia ganha contornos de diva. O teclado aceita tudo e o medo de rejeição praticamente desaparece, em razão da possibilidade de sair de cena a qualquer momento, sem deixar rastro sobre a própria identidade. A Internet, assim, proporciona uma gratificação imediata, uma experiência prazerosa que, no entanto, pode reforçar determinados comportamentos e necessidades não supridas pelo mundo real.
A dependência digital é também um problema para as empresas. Quase 70% do tráfego em sites eróticos ocorre durante o horário comercial.

7685 – Química – A Casa Tóxica


No estudo que desenvolve sobre os perigos domésticos, Masters afirma que o ar que você respira dentro da sua casa pode não só fazê-lo adoecer mas também torná-lo um assassino em potencial.
Tudo começa com a hipótese, defendida por ele, de que cidades com altos níveis de chumbo e manganês no ambiente apresentam um índice de criminalidade até três vezes maior do que a média das outras cidades. (De fato, esses metais têm efeitos fisiológicos adversos: inibem a liberação de serotonina e dopamina no cérebro – neurotransmissores que regulam o nosso comportamento. Como se não bastasse, o chumbo afeta de forma perniciosa as células gliais – vitais para a atividade dos neurônios.) O ponto de Masters é que as partículas de manganês e chumbo que podem transformá-lo num criminoso não proviriam da poluição industrial, mas do encanamento que leva a água até a sua casa. E estariam no chão e nos tapetes que recobrem os cômodos do seu doce lar. Quer dizer: você pode estar sendo lentamente envenenado enquanto relaxa no sofá para ver TV. Ou quando caminha preguiçosamente até a geladeira para pegar uma cerveja.
Novos estudos, como o de Masters, revelam que temos literalmente dormido com o inimigo. “O risco de uma pessoa entrar em contato com substâncias nocivas à saúde em lugares considerados inofensivos – como a moradia, o escritório ou a garagem – é claramente maior do que a probabilidade de exposição no ambiente externo”, diz Wayne R. Ott, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Vários estudos realizados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos em Elizabeth e Bayonne, duas cidades do Estado americano de Nova Jersey que contam com muitas indústrias químicas, revelam que os níveis de 11 compostos orgânicos voláteis detectados nos lares superavam de longe a sua concentração ao ar livre.
Não é difícil identificar a origem da contaminação doméstica: inseticidas, venenos contra pragas vegetais e animais, aromatizantes, solventes, desodorantes, produtos de limpeza, tapetes empoeirados, tintas, colas, fumaças da cozinha, de cigarros. O contato direto e permanente com substâncias dessa ordem implica em graves riscos para a saúde de quem vive na casa. Afinal, várias delas são cancerígenas. “Uma vez que o agente de contaminação entra em casa, os tapetes, os móveis e a poeira viram reservatórios de longo prazo”, diz Marcia G. Nishioka, da EPA. “Os resíduos nas superfícies podem constituir uma exposição crônica para os bebês, que brincam no chão, engatinham sobre os tapetes e levam as mãos e os objetos à boca.
Os agentes de contaminação doméstica mais conhecidos são o benzeno, que provém da fumaça de cigarro, dos vapores da gasolina e de outros produtos como colas e tintas; o tetracloroetileno, que é usado na limpeza de roupas a seco; o paradiclorobenzeno, que entra na composição dos desodorantes e das bolinhas antitraças; e o clorofórmio, cujas principais fontes de exposição – pasme – se encontram na água fervente, na máquina de lavar e no chuveiro. Experiências com animais de laboratório têm demonstrado que o contato com essas substâncias voláteis pode provocar câncer.
Os cientistas também pesquisam os efeitos sobre a saúde das substâncias que combatem pragas. Elas entram em casa aderidas às solas dos sapatos e se acumulam principalmente nos carpetes e nos tapetes. Outro objeto de estudo é o monóxido de carbono (CO), gás produzido pelos equipamentos de calefação, pelos fornos a gás e por grelhas e fornos com funcionamento deficiente. O CO é especialmente nocivo para as pessoas com problemas cardíacos.

No tapete
Carpetes e tapetes são um receptáculo de substâncias tóxicas como venenos e compostos voláteis, que chegam nas solas dos sapatos. Quando aderem às fibras, essas substâncias podem permanecer inalteradas durante anos. É que ali ficam protegidas da degradação causada pela luz solar e pelas bactérias.

Roupa da tinturaria
Para a limpeza a seco das roupas, as tinturarias utilizam tetracloroetileno – também conhecido como ercloroetileno –, um composto orgânico volátil que, em altas concentrações, causa câncer em animais. Para evitar sua inalação, é conveniente arejar a roupa antes de vesti-la ou guardá-la no armário. Diversas partículas também aderem à roupa.

Na poeira
Além de constituir o lar favorito dos ácaros que causam as alergias, a poeira doméstica é a principal fonte de contato com partículas de cádmio, chumbo e outros metais pesados. Mas não é só isso. A poeira também abre a porta para os difenilos oliclorados, compostos tóxicos de longa duração.

No chuveiro
Ao tomar banho ou lavar louça com água quente, produz-se um vapor que contém clorofórmio – gás que, em grandes quantidades, provoca câncer em animais de laboratório. O clorofórmio aparece ali por causa do cloro usado no tratamento da água.

Na sala de estar
Definitivamente, fumar dentro de casa não é uma boa idéia. Em lugares fechados, a condição de agentes disseminadores de benzeno dos fumantes se amplia. Calcula-se que 45% da exposição total da população a esse composto cancerígeno provém da fumaça de cigarro. Em frente à lareira, a combustão da lenha e do carvão também libera benzeno, monóxido de carbono e outras substâncias cancerígenas derivadas do antraceno e do metil colantreno.

Na garagem
O motor de explosão dos veículos produz monóxido de carbono, um gás tóxico que se mistura com a hemoglobina dos glóbulos vermelhos e provoca asfixia.

Nos alimentos
Os pesticidas usados no cultivo dos vegetais chegam em quantidades homeopáticas ao consumidor. Os efeitos desses resíduos na saúde é uma das áreas quentes da pesquisa toxicológica.

Produtos de limpeza
Os desodorantes, as bolinhas repelentes de traças, os desinfetantes e outros produtos de limpeza contêm solventes e a substância aradiclorobenzeno. A exposição humana a esse composto cancerígeno é maior no interior da residência do que nas emissões industriais.

7684 – Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama


Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.
Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo –droga já usada no país para outros fins.
A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.
A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente –característica de até 70% do total dos casos.
O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%.”
O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês. Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça.
Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada. Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação.
Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja
incorporado à rede pública.

7683 – Sexologia – Fim do Tabu – O Corpo Feminino Também Foi Feito Para O Prazer


Da Super para o ☻Mega, quebrando mais um tabu
Da Super para o ☻Mega, quebrando mais um tabu

É masculino o instinto poligâmico de fecundar o maior número de fêmeas que puder e passar adiante os seus genes. É feminina a tendência monogâmica de escolher o melhor parceiro possível para gerar a prole de melhor qualidade. E depois segurar o seu macho no ninho, de modo a melhor proteger os filhos.
Essas premissas têm feito muito sentido e garantido há séculos uma determinada relação de força entre os sexos. Só que as muralhas de Jericó estão prestes a ruir.
Uma série de descobertas sobre a sexualidade feminina estão questionando convicções há muito estabelecidas, como a ideia de que os homens gostam mais de sexo que as mulheres ou de que os hormônios masculinos são uma bênção enquanto que os femininos são uma desgraça.
Hoje, sabe-se que o estrógeno, a poderosa substância acendedora da libido feminino, não é só coisa de menina – os homens também o têm no corpo e precisam dele para evitar doenças como a osteoporose.
Novas evidências sobre o clitóris e pesquisas de comportamento animal provaram que a mulher nasceu, sim, para ter prazer no sexo e que sua propagada vocação para a monogamia não passa de imposição cultural, sem nada a ver com sua programação natural.
Um biólogo inglês lançou um livro a uns anos atrás chamado Promiscuity (Promiscuidade), no qual analisava vários animais e concluia: as fêmeas da maioria das espécies – do gafanhoto ao chimpanzé – acasalam com vários machos.
Entre os bonobos – os primatas mais parecidos com o homem – mais da metade da prole de uma mãe é composta de filhos que não foram concebidos pelo seu parceiro habitual. Isso implode o argumento de que as fêmeas são projetadas pela natureza para serem fiéis. Outro exemplo é o do caranguejo do gênero Ocypoda, habitante do litoral brasileiro. Os ocypodas machos produzem uma substância que endurece em contato com o ar. Essa argamassa é usada para bloquear o canal em que as fêmeas guardam o esperma recebido e impedir que outros parceiros a fecundem. Se as fêmeas fossem tão castas, por que o caranguejo ia se preocupar tanto?
“A concepção de que só os homens são poligâmicos é o maior mito da sexualidade”, afirmou uma antropóloga americana chamada Helen Fisher. Em seu livro Anatomia do Amor, Helen estudou o comportamento sexual de homens e mulheres em 62 sociedades ao redor do planeta e concluiu que o adultério é tão comum entre nós quanto o casamento. É claro que muitas mulheres (e homens também) optam por ser fiéis. Mas isso é uma escolha, não uma imposição biológica.
Nos anos 60, as feministas saíram por aí gritando que homens e mulheres são iguais e, portanto, elas têm tanto direito ao prazer quanto eles. A tese feminista acerta na conclusão mas erra no argumento: homens e mulheres não são iguais. De fato, são totalmente diferentes na forma como lidam com sexo e desejo. Só que essas diferenças não proclamam a supremacia masculina. Ao contrário: a mulher tem mecanismos de prazer até mais sofisticados que os dos homens.
O clitóris, para quem não conhece, é uma pequena protuberância localizada na junção superior dos pequenos lábios da vulva. Ele tem 8 000 fibras nervosas – uma concentração maior do que em qualquer outro lugar do corpo (o pênis tem metade disso).
Em 1998, a ginecologista australiana Helen O’Connell, do Hospital Real de Melbourne, Austrália, descobriu que o clitóris é bem maior do que imaginava a mais raçuda e aguerrida feminista. Ele mede até 9 centímetros.
O pensador grego Galeno defendia, no século II, a tese de que as mulheres precisavam ter orgasmo para engravidar. Essa idéia, que permaneceu viva até o século XVIII, poderia servir para valorizar o prazer feminino: quem quisesse ter um filho teria que proporcionar o clímax à parceira. Mas na prática não foi bem assim. As mulheres continuaram a ter filhos sem sentir prazer e aquelas que tinham a desventura de engravidar após um estupro eram acusadas de devassidão – a gravidez funcionava como um sinal de que elas haviam gostado de ser violentadas. Muitas foram condenadas à morte por causa disso.
Apesar do engano fatal de Galeno, atualmente os médicos estão encontrando evidências de que o orgasmo, se não é necessário para engravidar, pode facilitar a fecundação. Indício disso é a movimentação do colo do útero durante o êxtase, que “sugaria” o sêmen depositado na vagina para dentro de si. Dois pesquisadores britânicos, Robin Baker e Mark Bellis, filmaram recentemente esse fenômeno graças a uma microcâmera colocada na ponta de um pênis.
Os mecanismos do orgasmo feminino são tão complicados que os médicos ainda estão longe de entendê-los. Exemplo: ninguém conseguiu arrumar uma boa explicação para o fato de haver orgasmos clitorianos e vaginais. Freud difundiu a idéia de que o êxtase atingido a partir da estimulação direta do clitóris seria imaturo, comparado ao obtido com a penetração. Hoje ninguém mais classifica o clímax por ordem de maturidade, mas as mulheres garantem que há uma diferença. Difícil de entender, já que não foi identificado nenhum motivo orgânico para isso.
Há também os orgasmos múltiplos – algo que homem nenhum, por mais sensível, vai conseguir compreender. Quanto mais, sentir. Na verdade, existem dois tipos de orgasmos múltiplos. Um é o multiorgasmo, no qual a mulher consegue emendar rapidamente cada clímax em uma nova fase de excitação e, assim, ter três ou quatro orgasmos seguidos. Mas, sorte mesmo, têm as poliorgásticas. Essas felizardas têm um êxtase depois do outro, sem precisar de novas fases de excitação, porque se mantêm num platô de tensão sexual por muito tempo. Todas as mulheres têm a possibilidade de ter um multiorgasmo, mas poucas provam um poliorgasmo, que depende de características inatas.
Tecnicamente, o orgasmo feminino é um reflexo do corpo, que se manifesta por contrações vaginais. Ele é resultado de uma combinação complexa de estímulos. “Podem ser visuais, imaginários, clitorianos, táteis…
Algumas vezes o desejo sexual se reduz por motivos orgânicos, como um tumor na hipófise, que passa a produzir em excesso a prolactina, hormônio inibidor da libido (responsável pela perda de apetite sexual durante a amamentação). Mas esse tipo de problema é raríssimo. Poucas mulheres são fisicamente incapazes de ter orgasmo. Tal incapacidade em geral é fruto de condições psicológicas, como traumas decorrentes de um abuso sexual, de uma educação rígida ou de opressão social e religiosa. Acredita-se que 14% das mulheres são incapazes de ter orgasmo – 6% delas têm algum problema mas já experimentaram essa sensação e 8% jamais vão saber do que se trata.
Um homem, para ter uma ereção, precisa de 100 ml de sangue. Já a mulher usa quase 1 litro para a lubrificação vaginal e o intumescimento do clitóris e dos grandes e pequenos lábios. Mesmo assim, na menopausa, quando a eficiência da circulação pélvica cai bastante, muitas mulheres não perdem a capacidade de sentir prazer, o que indica o quanto a mente é importante na libido feminina.
No reino animal, as fêmeas em idade avançada morrem após perder a fertilidade – a evolução é impiedosa com quem não contribui para a perpetuação da espécie.
Recentemente, alguns antropólogos físicos sugeriram que as fêmeas de nossa espécie vivem décadas produtivas após a menopausa pois há milênios isso serviria para manter a taxa de natalidade alta. Nos bandos primitivos, as avós ajudavam a alimentar os netos, o que permitia a suas filhas amamentar por menos tempo e ter outras crianças mais rápido.

TPM
Muitas mulheres foram queimadas como bruxas na Idade Média por causa da ignorância sobre o assunto. Supunha-se que as atitudes agressivas que iam e vinham eram fruto de possessão demoníaca. Hoje, a fogueira foi substituída por remédios ou implantes hormonais subcutâneos.

Clítoris: Você só vê a ponta de um iceberg
Depois de séculos de dissecações, é incrível que uma estrutura de 9 centímetros só tenha sido encontrada em 1998. Helen O’Connell estava atrás de vasos sanguíneos e nervos, mas acabou achando dois longos “braços” que se conectam ao clitóris e sustentam dois bulbos;
Os bulbos podem ter um importante papel no sexo. Durante a relação, eles se encheriam de sangue, pressionando as paredes da vagina, localizada entre ambos. Com isso, aumentariam a sensibilidade e o prazer;
Na maioria dos livros de anatomia, a parte interna do clitóris é representada por uma pequena estrutura que não chega a 5 centímetros, chamada corpo.

7682 – Cinema – O Mestre Sir Alfred Joseph Hitchcock


Hitchcock-PD

(Leytonstone, Londres, 13 de agosto de 1899 — Bel Air, Los Angeles, 29 de abril de 1980)
Um cineasta inglês, considerado o mestre dos filmes de suspense, um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.
Alfred Hitchcock nasceu no bairro de Leytonstone, bairro no nordeste de Londres, filho de Emma e William Hitchcock. O seu pai vendia frutas e verduras e ele tinha mais dois irmãos.
A figura de seu pai esteve sempre presente. Quando ele tinha quatro ou cinco anos, ele o enviou à polícia com uma carta e um policial ao ler o relato trancou Hitchcock em uma cela por alguns minutos, dizendo: “Isto é o que se faz com as crianças más.”. Hitchcock nunca entendeu a razão para esta piada, porque seu pai o chamava de seu “cordeiro sem manchas”. Sua infância foi disciplinada, embora um pouco excêntrica. Solitário, estava sempre isolado mas atento ao que se passava à sua volta.
Seu pai era um comerciante autoritário da região de East End. Aqui começa o interesse do diretor pela questão da transgressão, presente em todos os seus filmes. Hitchcock raramente falava de sua mãe.
Em 1913 ele deixou a escola e passou a definir sua carreira profissional. Começou a estudar engenharia na School of Engineering and Navigation, e fez cursos de desenho no departamento de Belas Artes da Universidade de Londres, ao mesmo tempo, ajudando os pais em seu comércio. Foi então que descobriu um novo hobby para o seu tempo de lazer, o cinema, que estava começando a se estabelecer como uma das mais importantes atividades recreativas em Londres. A capital tinha mais de quatrocentos dispositivos de projeção, instalados no entorno de pistas de patinação.
Em 1920, aos vinte e um anos, o jovem leu em uma revista que uma empresa de cinema dos Estados Unidos, a Famous Players-Lasky Company, iria criar um estúdio em Londres. Hitchcock apresentou-se nos escritórios da Famous levando consigo alguns esboços de letreiros para filmes mudos que tinha projetado com a ajuda de seu chefe no departamento de publicidade da Henley. Imediatamente, a empresa o contratou como desenhista de letreiros, e quando salário que passou a ganhar no novo emprego lhe permitiu, ele deixá-lo o emprego na Henley. No primeiro ano trabalhou como letrista em vários filmes, e no ano seguinte passou a ser responsável por cenários e pequenos diálogos em novos filmes. Ele escrevia sob a direção de George Fitzmaurice, que também lhe ensinou as primeiras técnicas de filmagem.
Nos estúdios, Hitchcock conheceu Alma Reville, uma rapariga da mesma idade, nascida em Nottingham. Extremamente pequena e magra, e grande fã de cinema, ela trabalhou nos estúdios de uma empresa londrina desde os 16 anos, a Film Company, e logo passou a trabalhar na Famous. Alma e Hitchcock colaboraram em vários filmes dirigidos por Graham e Cutts, e em 1923 viajaram para a Alemanha para produzir um filme cujo roteiro ele mesmo havia escrito, The prude’s fall. No navio de retorno a Inglaterra, Hitchcock declarou-se a Alma e logo iniciaram um longo noivado.
Em 1925, Balcon lhe propôs dirigir uma co-produção anglo-alemã intitulada The Pleasure Garden. Era sua primera oportunidade como diretor. O resultado, agradou os dirigentes do estúdio e naquele mesmo ano ele veio a dirigir outros dois filmes The mountain eagle ( que não existe mais, o que apenas sobrou foram seis fotos) The Lodger: A Story of the London Fog, foi seu início no suspense, que mostra a história de uma família que desconfia que seu inquilino seja Jack, o Estripador. O três filmes estrearam em 1927.
Na estreia, os filmes foram bem recebidos pelo público e críticos. Neles, o diretor aparecia discretamente como figurante, sem ser incluído como parte do elenco ou roteiro, era a sua maneira de assinatura em seus filmes, que mais tarde se tornou tão popular. Aproveitando o sucesso, ele mudou de produtora, e no final de 1927 filmou The Ring, ele também assinava o roteiro do filme que foi produzido pela British International Pictures. Com este filme se tornou um dos diretores mais conhecidos da Inglaterra e deu início ao seu caminho para a fama internacional.
Em 1929, Hitchcock obteve o seu primeiro sucesso no Reino Unido com Blackmail, filme este que abriria um período de vários clássicos do suspense dirigidos por ele ainda em solo britânico.
Período em Hollywood
Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955.
A estreia de Alfred Hitchcock em Hollywood foi com Rebecca (1940), que veio a vencer o Oscar de melhor filme. Este foi o único filme do diretor a ganhar um Oscar nessa categoria. A obra gira em torno do romance entre um rico viúvo e uma inocente jovem, que acabam se casando rapidamente. Tudo parecia perfeito, até que Rebecca, a falecida esposa, volta para assombrar a jovem. O elenco do filme contava com Laurence Olivier e Joan Fontaine.
Rope (Festim Diabólico / A Corda) de 1948, foi baseado na peça teatral de Patrick Hamilton. Embora não tenha sido seu primeiro filme como diretor e produtor, foi o primeiro em que recebeu o crédito por isso. Foi também o primeiro de uma série de filmes de sucesso estrelados por James Stewart. Baseado na história verídica do caso de Leopold e Loeb, dois assassinos, Rope é tido como tendo um conteúdo homossexual.
O filme Strangers on a Train (Pacto Sinistro / O Desconhecido do Norte-Expresso), de 1951, foi baseado no romance de Patricia Highsmith (que também escreveu The Talented Mr. Ripley (O Talentoso Ripley)) e apresentou sua filha Patricia Hitchcock em um pequeno papel. Foi seu primeiro filme distribuído pela Warner Bros e, anos mais tarde, seria fonte de inspiração para Throw Momma from the Train (Jogue a Mamãe do Trem), de 1987, com Billy Crystal e Danny DeVito. Segundo Roger Ebert, vencedor do Prêmio Pulitzer e crítico de filmes, Strangers on a Train era o melhor filme de todos os tempos.
No começo da década de 1950 a MCA e o agente Lew Wasserman, que tinha como clientes James Stewart e Janet Leigh, tiveram grande importância nos filmes de Hitchcock. Com a ajuda de Wasserman, Hitchcock teve grande liberdade criativa para trabalhar em seus filmes.
Em 1955, ganhou um programa de televisão chamado Alfred Hitchcock Presents. Tratava-se de um programa com vários episódios criminais que fez muito sucesso, servindo para aumentar ainda mais a sua popularidade.
Psycho (Psicose / Psico), de 1960, ajudou a mudar a abordagem cinematográfica sobre o terror, A reação do público foi impressionante, com filas que dobravam os quarteirões e muita gritaria na plateia nas cenas mais aterrorizantes. O filme teve como protagonista Janet Leigh, Anthony Perkins e Vera Miles, venceu o Globo de Ouro na categoria melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh). O filme trouxe uma das cenas mais conhecidas da história do cinema, a famosa cena do chuveiro, quando a personagem de Janet Leigh é assassinada a facadas. O filme ficou na décima oitava posição entre os 100 melhores filmes do Instituto de Cinema Americano.
The Birds (Os Pássaros), de 1963 é baseado num conto de mesmo nome da escritora britânica Daphne Du Maurier e é protagonizado por Rod Taylor, Jessica Tandy e Tippi Hedren, esta última uma descoberta de Hitchcock. O filme inovou na trilha sonora e em efeitos especiais, e por este último motivo foi nomeado para o Oscar. Tippi Hedren, mãe da futura atriz Melanie Griffith, ganhou o Globo de Ouro.
Topaz (Topázio), filmado entre 1968 e 1969, fala sobre a Guerra Fria, e conta a história de um espião, com roteiro baseado no livro de mesmo nome escrito por Leon Uris. Foi um filme que não trouxe nenhuma grande estrela, na verdade, apenas nomes desconhecidos. Muitos acreditam que Hitchcock não quis chamar nenhuma estrela de Hollywood para este filme após alguns conflitos com Paul Newman em seu último filme.
Em 1972 Hitchcok lançou Frenzy (Frenesi / Frenzy, Perigo na Noite), um thriller sobre crime que trouxe pela primeira vez cenas de nudez e palavras de baixo calão em um de seus filmes.
O seu último filme foi Family Plot (Trama Macabra / Intriga em Família) com Karen Black e Bruce Dern. Data de 1976.
Morte
Em 1980 Alfred Hitchcock recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth II. Ele morreu quatro meses depois, de insuficiência renal, em sua casa em Los Angeles.
O suspense de Hitchcock trouxe inovações técnicas nas posições e movimentos das câmeras, nas elaboradas edições e nas surpreendentes trilhas sonoras que realçam os efeitos de suspense e terror.
O vilão inocente
Um dos recursos de suspenses mais utilizados por Hitchcock é o do vilão inocente, através dele um inocente é erroneamente acusado ou condenado por um crime e que, para se ver livre, acaba assumindo a missão de perseguir e encontrar o real culpado.
Hitchcock usou em vários de seus filmes o que é conhecido como cameo (literalmente camafeu, significando uma “participação especial”, em português), onde uma pessoa famosa aparece em um filme. Porém, nos filmes de Hitchcock, quem aparecia era ele próprio. Ele é visto em aparições breves, geralmente no início de seus filmes. Para não distrair o público do enredo principal, no decorrer de sua obra o diretor passou a aparecer logo no início dos filmes.
Alguns exemplos de aparições de Hitchcock são:
Rear Window (pt./br. Janela Indiscreta) – aparece dentro do apartamento do pianista
Psycho (pt. Psycho / br. Psicose) – passa a frente do escritório de Marion trabalho com chapéu de cowboy
Torn Courtain (pt./br. Cortina Rasgada) – aparece logo aos oito minutos segurando um bebê no hall do hotel em que os protagonistas se hospedam.
Frenzy (pt. Frenesim /br. Frenesi) – aparece no início do filme, no meio da multidão que está às margens do rio quando um corpo da vítima aparece boiando.

O MacGuffin é um conceito original nos filmes de Hitchcock, um termo usado pelo cineasta para inserir um objecto que serve de pretexto para avançar na história sem que ele tenha muita importância no conteúdo da mesma. O MacGuffin de Psycho é o dinheiro roubado do patrão. O dinheiro só serve para conduzir a personagem Marion Crane até o Motel Bates, mas ao chegar ao motel o dinheiro perde a importância no desenrolar da história. Já o MacGuffin de Torn Courtain é a fórmula que possibilitaria a construção de um antimíssil. É para conseguir a fórmula que o personagem principal parece desertar para Berlim Oriental, é seguido pela noiva e daí desenvolve-se o enredo.

Principais prêmios
Alfred Hitchcock recebeu o Prêmio Irving Thalberg da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pelo conjunto de sua obra; entretanto, apesar de indicado seis vezes ao Oscar, cinco vezes como melhor diretor e uma como melhor produtor, jamais recebeu a cobiçada estatueta, juntando-se a outro gênio cinematográfico também nunca agraciado com o prêmio máximo da academia, Stanley Kubrick.
Suas seis indicações aos Oscar foram pelos filmes Rebecca (1940), Lifeboat (1944), Spellbound (1945), Rear Window (1954) e Psycho (1960), como diretor; e Suspicion (1941), como produtor.
É considerado pelo The Screen Directory, uma publicação sobre cinema, como o “maior diretor de todos os tempos”.

Oscar
Ano Categoria Filme Resultado
1941 Melhor diretor Rebecca Indicado
1945 Melhor diretor Lifeboat Indicado
1946 Melhor diretor Spellbound Indicado
1955 Melhor diretor Rear Window Indicado
1961 Melhor diretor Psycho Indicado
1968 Prêmio Irving Thalberg Venceu