7667 – Medicina – Mortes por overdose de analgésicos crescem nos EUA


Mortes por overdose de drogas subiram pelo 11º ano consecutivo, segundo dados do governo americano. A maioria delas foram acidentes envolvendo analgésicos que causam dependência, apesar da atenção crescente para os riscos desses medicamentos.
Em 2010, segundo Frieden, houve 38.329 mortes por overdose de drogas em todo o país. Medicamentos, em sua maioria drogas prescritas, estavam envolvidos em quase 60% de mortes por overdose deste ano, ofuscando as mortes por drogas ilícitas.
O relatório foi publicado recentemente na revista científica “Journal of the American Medical Association”.
Ele detalha quais drogas estavam envolvidas na maior parte das fatalidades. Como em anos anteriores recentes, as drogas opioides –que incluem OxyContin e Vicodin– foram o maior problema, contribuindo para 3 de cada 4 mortes por overdose de medicamentos.
Frieden disse que muitos médicos e pacientes não percebem o quão viciante essas drogas podem ser, e que elas estão muitas vezes sendo prescritas para casos de dores que podem ser controladas com medicamentos menos arriscados.
Os remédios são úteis para casos de câncer, “mas, se você tem dores agudas nas costas ou enxaquecas terríveis, usar essas drogas que causam dependência pode ser perigoso”, segundo os especialistas.
Foram contabilizadas 22.134 mortes por overdose por medicamentos em 2010. Ansiolíticos, incluindo Valium, estavam entre as causas mais comuns de mortes relacionadas com medicação, envolvidos em quase 30% dos casos. Entre os óbitos relacionados com o medicamento, 17% foram suicídios.
Os dados do relatório vieram de certidões de óbito, que nem sempre são claras sobre se a morte foi um suicídio ou uma tentativa trágica de uso recreativo. Mas parece que a maioria das overdoses por analgésico foi acidental, disse Rich Zane, professor de emergência médica da Escola de Medicina da Universidade de Colorado.
Um conjunto de especialistas federais em segurança de medicamentos recomendou que o remédio Vicodin e dezenas de outros medicamentos sejam submetidos às mesmas restrições que os outros entorpecentes como oxicodona e morfina têm. Enquanto isso, cada vez mais hospitais têm estabelecido restrições mais duras em prescrições de analgésicos.
Um exemplo: o hospital da Universidade de Colorado em Aurora, EUA, está considerando uma regra que proíbe os médicos de emergência de prescrever medicamentos aos pacientes que afirmarem que perderam seus remédios para dor.

7666 – Exército dos EUA desenvolve máscara para tratar lesões graves na face


Especialistas nos Estados Unidos estão desenvolvendo uma máscara especial para tratar feridas abertas de pacientes com graves lesões de pele na face.
A terapia seria um grande avanço em uma área da medicina reconstrutiva que tem avançado lentamente nas últimas décadas e enfrenta vários desafios.
Os resultados do tratamento de um ex-sargento do exército americano ilustram as dificuldades enfrentadas por especialistas na recuperação de graves ferimentos de pele.
As lesões sofridas por Todd Nelson eram tão ruins que os médicos achavam que ele não sobreviveria.
“Estávamos indo para casa à noite quando passamos ao lado de um carro amarelo e branco. Quando eles nos viram passando, detonaram a bomba. A explosão aconteceu no meu lado do caminhão, eu estava no lado do passageiro. O caminhão foi arremessado contra uma parede de tijolos e estilhaços entraram no meu olho direito. Meus maxilares superiores e inferiores foram esmagados.”
Nelson passou por mais de 40 operações para reconstruir seu rosto. Algumas lesões destruíram as três camadas da pele –a epiderme, derme e hipoderme– chegando até ao periósteo, membrana que recobre o osso.
Hale está desenvolvendo uma máscara especial que ajudará na cicatrização do ferimento. A máscara terá microcanais para tirar os fluidos da ferida. Em seguida, seriam usadas folhas de pele artificial e só então seria adicionado o enxerto externo de outra parte do corpo.
“Todas as tecnologias que estou explorando atualmente são coisas que já estão ao nosso alcance”, disse Hale.
“Em uns cinco, seis ou sete anos, devemos ter produtos e estratégias que podem ser aplicadas aos soldados que foram feridos na guerra e tudo isso deve ser transponível para o público em geral.”

7665 – Dispositivo garante visão parcial a cegos


A FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA) aprovou na quinta-feira o primeiro tratamento para proporcionar visão limitada a cegos, envolvendo uma tecnologia conhecida como retina artificial.
Com o dispositivo, pessoas que apresentam um tipo determinado de deficiência visual grave conseguem detectar faixas de pedestres nas ruas, a presença de pessoas ou carros e, em alguns casos, até mesmo números ou letras grandes. A aprovação do sistema é um marco numa nova fronteira das pesquisas com visão, um campo em que cientistas vêm alcançando avanços grandes com terapia genética, optogenética, células-tronco e outras estratégias.
A retina artificial é uma folha de eletrodos implantada no olho. O paciente também recebe óculos com câmera e processador de vídeo portátil acoplados. Conhecido como Argus II, o sistema permite que sinais visuais passem ao largo da parte danificada da retina e sejam transmitidos ao cérebro.
Com a retina artificial, ou prótese retínica, um cego não consegue enxergar no sentido convencional do termo, mas pode identificar os contornos e limites dos objetos, especialmente quando há contraste entre luz e sombra –por exemplo, fogos de artifício contra um céu noturno ou meias brancas misturadas com pretas.
“Sem o sistema, eu não poderia enxergar nada. Se você estivesse diante de mim e se movesse para a esquerda ou para a direita, eu não saberia”, comentou o encanador aposentado Elias Konstantopoulos, 74 anos, de Baltimore, um dos 50 americanos e europeus que vêm usando o dispositivo em testes clínicos. Ele disse que o aparelho lhe permite diferenciar o meio-fio da rua e detectar os contornos de objetos e pessoas. “Quando você não tem nada, isso é alguma coisa. É muita coisa.”
A FDA aprovou o Argus II, fabricado pela Second Sight Medical Products, para o tratamento de pessoas com retinite pigmentosa grave, na qual as células fotorreceptoras, que recebem a luz, se deterioram.
A câmera ocular capta imagens que o videoprocessador traduz em desenhos pixelados de luz e sombra, transmitindo-os aos eletrodos. Estes, por sua vez, os enviam ao cérebro.

7664 – Mega Mitos – Só Usamos 30% do cérebro?


Segundo a USP,o engano surgiu por causa de experimentos realizados entre 1930 e 1950, durante neurocirurgias. Foi quando pesquisadores aproveitaram operações sem necessidade de anestesia geral, em que o paciente permanecia consciente, para estimular com elétrodos certas áreas do cérebro. Tais estímulos faziam as pessoas mexerem partes do corpo, sentirem cheiros e verem coisas. O erro estava em achar que as áreas agiam sozinhas, quando na verdade, o cérebro funciona em conjunto. Hoje se conhece melhor o cérebro humono e pode-se dizer que atémesmo quando dormimos, ele funciona por inteiro, tanto biologicamente, cuidando da homeostasia, que é o eqilíbrio do corpo, quanto cognitivamente, ou seja, sonhando.

7663 – A Resistência Elétrica


resistencia

É a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é dado pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.1
Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, um número muito elevado de elétrons livres passa a se deslocar nesse condutor. Nesse movimento, os elétrons colidem entre si e também contra os átomos que constituem o metal. Portanto, os elétrons encontram uma certa dificuldade para se deslocar, isto é, existe uma resistência à passagem da corrente no condutor. Para medir essa resistência, os cientistas definiram uma grandeza que denominaram resistividade elétrica.
Os fatores que influenciam na resistividade de um material são:
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto maior for seu comprimento.
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto menor for a área de sua seção transversal, isto é, quanto mais fino for o condutor.
A resistividade de um condutor depende do material de que ele é feito.
A resistividade de um condutor depende da temperatura na qual ele se encontra.
Esses fatores que influenciam a resistividade de um condutor podem ser resumidos pela Segunda Lei de Ohm.

R = p l/a

ρ é a resistividade elétrica do condutor(em ohm metros, Ωm);
R é a resistência elétrica do material(em ohms, Ω);
\ell é o comprimento do condutor (medido em metros);
A é a área da seção do condutor (em metros quadrados, m²).
Essa relação vale apenas para materiais uniformes e isotrópicos, com seções transversais também uniformes. Veja a tabela de resistividade para cada material condutor na definição de resistividade.

Um condutor metálico, ao ser percorrido por uma corrente elétrica, se aquece. Num ferro de passar roupa, num secador de cabelos ou numa estufa elétrica, o calor é produzido pela corrente que atravessa um fio metálico. Esse fenômeno, chamado efeito Joule, deve-se aos choques dos elétrons contra os átomos do condutor. Em decorrência desses choques dos elétrons contra os átomos do retículo cristalino, a energia cinética média de oscilação de todos os átomos aumenta. Isso se manifesta como um aumento da temperatura do condutor. O efeito Joule é a transformação de energia elétrica em energia térmica.
A caraterística tensão-corrente de um sistema de várias resistência tem sempre o mesmo aspecto que a caraterística de uma única resistência; nomeadamente, é uma reta que passa pela origem. O declive dessa reta é a resistência equivalente. Podemos usar algumas regras simples para calcular a resistência equivalente, quando as resistências estiverem ligadas em série ou em paralelo.

Uma pilha ou bateria fornece energia eletrostática, devido às reações químicas entre os elétrodos e o eletrólito, mas também dissipa alguma energia em calor, devido à passagem de cargas pelos elétrodos e pelo eletrólito.

Assim, a caraterística da bateria é a soma da função constante \Delta V =\varepsilon mais a caraterística de uma resistência r.