7662 – Como funcionam os aparelhos ortodônticos?


Existem dois tipos – o fixo e o removível – mas ambos atuam da mesma forma. A ideia é produzir uma força sobre os dentes, pressionando-os a permanecer no lugar certo.
Enquanto o aparelho removível serve apenas para corrigir simples casos de arcadas inclinadas, o fixo é indicado para deformações mais graves. Tanto um quanto o outro têm de exercer a pressão necessária com absoluta precisão. Esse grau exato é chamado tecnicamente de “força ótima”, que varia de acordo com a deformidade a ser tratada. Por isso, sua intensidade tem de ser medida em um dispositivo conhecido como dinamômetro.
Nossos dentes possuem uma mobilidade mínima, causada por uma espécie de “colchão” de fibras que cerca cada um deles. É o chamado espaço periodontal (ampliado no detalhe). O aparelho ortodôntico pressiona essas fibras de encontro ao osso.

Sob pressão, as fibras são comprimidas para o lado. A reação natural do organismo é procurar manter o espaço periodontal como estava. Para isso, produz células chamadas osteoclastos (no detalhe). Elas reabsorvem camadas do osso, abrindo espaço para que o dente se mova até a posição desejada.
Como uma lateral do osso ficou desgastada, o organismo busca compensar isso agindo no outro lado, onde as fibras ficaram esticadas. Ele mesmo restaura o osso invadido (linha pontilhada), para que o dente continue preso e não caia. Assim, o espaço periodontal volta a ser como antes.
O fio de aço é encaixado em um trilho de pecinhas metálicas chamadas bráquetes. Cada uma delas possui uma minúscula canaleta, por onde corre o fio que força os dentes na direção desejada
A direção do deslocamento do dente é dada pela inclinação do fio nos bráquetes. À medida que os dentes cedem, o dentista coloca mais pressão no aparelho, até atingir o resultado ideal