7630 – Qual o impacto ambiental da instalação de uma hidrelétrica?


Planeta Verde

Na área que recebe o grande lago que serve de reservatório da hidrelétrica, a natureza se transforma: o clima muda, espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação… E isso fora o impacto social: milhares de pessoas deixam suas casas e têm de recomeçar sua vida do zero num outro lugar. No Brasil, 33 mil desabrigados estão nessa situação, e criaram até uma organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Pode parecer uma catástrofe, mas, comparando com outros tipos de geração de energia, a hidrelétrica até que não é ruim. Quando consideramos os riscos ambientais, as usinas nucleares são mais perigosas. E, se pensarmos no clima global, as termoelétricas – que funcionam queimando gás ou carvão – são as piores, pois lançam gases na atmosfera que contribuem para o efeito estufa. A verdade é que não existe nenhuma forma de geração de energia 100% limpa. “Toda extração de energia da natureza traz algum impacto. Mesmo a energia eólica (que usa a força do vento), que até parece inofensiva, é problemática. Quem vive embaixo das enormes hélices que geram energia sofre com o barulho, a vibração e a poluição visual, além de o sistema perturbar o fluxo migratório de aves, como acontece na Espanha. Outro problema das fontes alternativas é o aspecto econômico: a energia solar, por exemplo, é bem menos impactante que a hidrelétrica, mas custa dez vezes mais e não consegue alimentar o gasto elevado das grandes cidades. Por causa disso, os ambientalistas defendem a bandeira da redução do consumo. Pelas contas do educador ambiental Sérgio Dialetachi, coordenador da campanha de energia do Greenpeace, daria para economizar 40% da energia produzida no país com três medidas. Primeiro, instalando turbinas mais eficientes nas usinas antigas. Segundo, modernizando as linhas de transmissão e combatendo o roubo de energia. Terceiro, retornando ao comportamento da época do racionamento, em 2001, com equipamentos e hábitos menos gastadores. Tudo isso evitaria que novas hidrelétricas precisassem ser construídas, protegendo um pouco mais nosso planeta.

Para garantir que peixes migradores, consigam subir o rio para acasalar, uma das maneiras é construir “escadas” aquáticas. Cada grupo de degraus tem uma área de descanso para que o peixe não tenha cãibras por esforço muscular na hora da subida.
O nível do reservatório das hidrelétricas precisa ser mantido em um patamar constante. Para isso, os técnicos abrem e fecham as comportas dependendo do regime de chuvas. Quem perde com isso é o rio que recebe a água do lago: a alteração do volume d’água desordena toda a vida aquática — sobretudo nas margens, que enfrentam períodos de seca e inundação.
O que antes era uma floresta vira, de uma hora para outra, um lago. Essa mudança aumenta a quantidade de água que evapora e, por conseqüência, mexe em outros três fatores climáticos: o total de chuvas, a umidade e a temperatura, que sofre variações de até 3 ºC. Com essa bagunça, as plantações que sobreviveram à inundação podem ser prejudicadas.
Parte da fauna que ocupava a região do lago fica ilhada com a inundação. Quando o lago da barragem de Itaipu foi formado, por exemplo, 30 mil animais foram resgatados e levados a áreas de reserva. Alguns morreram por não se adaptar ao novo hábitat. O salvamento continua até hoje: quando as turbinas param para manutenção, os peixes que entram nos dutos são retirados.
No alagamento para a formação da barragem, muitas espécies vegetais ficam submersas, reduzindo a biodiversidade. Para diminuir o problema, as construtoras de hidrelétricas têm programas de reflorestamento em suas margens. A usina de Itaipu, por exemplo, recebeu 20 milhões de mudas no entorno de seu reservatório.
A formação de um lago muda os hábitos da vida aquática, fazendo algumas espécies de peixe sumirem e outras se multiplicarem. No rio Paraná, os tipos mais numerosos mudaram com a instalação de Itaipu:

Antes de Itaipu

Cascudo-preto – 22%

Dourado – 17%

Pacu – 13%

Depois de Itaipu

Armado – 38%

Corvina – 15%

Mapará – 13%

Submersas no lago por vários anos, árvores e plantas apodrecem e liberam bolhas de gás metano, um poluente que corrói turbinas, impede a reprodução de alguns peixes e permite a proliferação de algas, causando desequilíbrio aquático. Algumas bolhas de metano são tão grandes que chegam a virar um barco pequeno de alumínio!

7629 – Atmosfera – A Neblina


Toda vez que o vapor d’água é submetido a um resfriamento, ele tende a se condensar, formando uma névoa parecida com uma nuvem. Quando essa névoa fica próxima ao solo, é chamada de neblina. O mesmo fenômeno é fácil de observar em automóveis durante o inverno, quando a temperatura dentro do carro fica mais quente do que fora. Nesses casos, os vidros – por estarem em contato com o frio externo – permanecem gelados. Quando as gotículas de vapor, suspensas no interior do veículo, entram em contato com o pára-brisa, elas se condensam, deixando-o embaçado. Existem, na natureza, diversas maneiras deformar neblina, dependendo em grande parte da topografia (o relevo do terreno) e da distância das fontes de umidade: rios, lagos e oceanos.
Assim, é muito comum aparecerem nevoeiros noturnos em regiões fluviais: basta esfriar um pouco para que a umidade resultante da evaporação do rio se resfrie e surja a névoa.
Evaporação e condensação dão origem às névoas
A neblina é mais comum onde há rios e lagos. Durante o dia, a água evapora e parte do vapor fica perto da superfície
A evaporação do mar causa neblina: o vapor sobe a serra e se condensa com o resfriamento provocado pela elevação de altitude
À noite, ou na presença de frentes frias, a temperatura cai e a água condensa, formando a nebulosidade.

7628 – Como se formam os recifes?


O coral nada mais é que um pequeno animal marinho, que vive em colônias – geralmente em mares de temperatura mais amena, como nas regiões tropicais e subtropicais. Enquanto está vivo, esse organismo secreta à sua volta um esqueleto de carbonato de cálcio, substância extraída da água do mar. Após sua morte, novas colônias desenvolvem-se sobre essa estrutura rígida, formando, com o tempo, os paredões calcáreos que chamamos de recife. O processo todo demora, obviamente, milhares de anos.
Existem três tipos de recifes de coral: franjas, barreiras e atóis. Sua formação geralmente começa pelas praias, estendendo-se até 400 metros mar adentro. Nesse estágio inicial, eles são batizados de franjas. Já as barreiras surgem quando a erosão das praias afasta o recife da beira-mar. É o caso da mais famosa dessas formações, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão. O atol, por sua vez, é como um anel, formado quando essas barreiras circundam alguma ilha que, também devido à erosão, deixa de existir.
Os recifes de coral têm vital importância para a manutenção do equilíbrio biológico, por servirem de abrigo para uma enorme diversidade de espécies de peixes, algas, crustáceos e outras criaturas marinhas que vivem e se reproduzem sob sua proteção. Eles também estão entre os mais ameaçados pela elevação da temperatura da Terra, pois o aquecimento dos mares pode levá-los à extinção.

Os recifes de coral começam a se formar a partir da praia, estendendo-se mar adentro. Nesse estágio, são chamados de franjas.
Com a erosão, a praia vai se afastando do recife, formando um canal entre eles. Aí então, a franja muda de nome, para barreira.
A erosão pode fazer a ilha desaparecer por completo. Nesse caso, resta só o anel de recife em torno dela, que passa a ser conhecido como atol.

7627 – Geologia – A areia das praias é igual à dos desertos?


Não. Cerca de 90% das areias são compostas de quartzo, um dos minerais mais abundantes na superfície da Terra. A areia da praia, no entanto, contém ainda restos de seres marinhos como algas calcareas, corais e conchas de moluscos. Formados principalmente por carbonato de cálcio, os esqueletos dessas criaturas foram, durante milhões de anos, atirados contra rochedos pelas ondas do mar. Dessa forma, acabaram triturados em grãos e misturados à areia. As praias com maior quantidade dessas partículas estão localizadas perto da linha do Equador, pois os organismos ricos em carbonato de cálcio preferem as águas quentes da região. Certas áreas desérticas também apresentam características peculiares. “É o caso, por exemplo, de parte do deserto do Novo México, nos Estados Unidos, onde a areia possui grande quantidade de gipsita, a matéria-prima usada na fabricação do gesso.
A responsável por isso é uma lagoa rica em sulfato de cálcio, componente da gipsita, que fica seca durante boa parte do ano. Aí então, o vento se encarrega de espalhar o sulfato pelas dunas. Em alguns rios, há também areias ricas em pedras e metais preciosos – como ouro e diamantes – também chamadas de depósitos aluviais. Outro tipo de areia, de cor escura, encontrada em muitas praias das ilhas do Oceano Pacífico constitui-se de basalto, material formado por lava vulcânica resfriada.

7626 – Medicina – Os perigos do bronzeamento


bronze1

Até o início do século 20, a pele branca era admirada como um sinal de beleza e de status social – aqueles que a possuíam eram membros de classes altas, que não precisavam pegar no pesado, debaixo do sol. O culto aos corpos dourados, curtidos por muitas horas à beira da praia ou da piscina, chegou ao auge na década de 70, mas está em franco declínio. Chique, hoje, é ter consciência dos perigos da prolongada exposição da pele aos raios ultravioletas do sol. Essa radiação é muito nociva para a saúde – além de provocar queimaduras, ela aumenta o risco de câncer de pele.
O bronzeado que todos acham atraente é, na realidade, uma tentativa de a pele se proteger do sol, intensificando a produção de melanina, que filtra a radiação ultravioleta. Esse pigmento escurece a pele. Por isso, as pessoas de raça negra são mais resistentes ao sol. Já os habitantes do norte da Europa, onde o sol brilha com pouca força, têm a pele branquíssima e correm risco nas regiões tropicais. Por mais melanina que você seja capaz de produzir, deve tomar alguns cuidados – não ficar tempo demais no sol, preferir horários em que a radiação é fraca (antes das 10 da manhã e depois das 4 da tarde) e usar filtro solar.

O Sol como inimigo
Todo verão, milhões de pessoas se aglomeram nas praias, em busca do bonito bronzeado do sol. Todo mundo sabe que, se exagerar na dose, ficará com a pele ardendo ou, pior, com queimaduras sérias. O que só agora a Medicina começa a desvendar é a relação que existe entre os raios ultravioletas da luz solar e a incidência do câncer de pele. Já se descobriu que alguns tipos do mal são, de fato, causados pelos raios solares. Felizmente, são cânceres benignos, que podem ser tratados com relativa facilidade. A exceção é o melanoma, um tipo mortífero de câncer de pele, cuja relação com o sol ainda está sendo investigada.
A brisa tem um efeito refrescante no calor do verão. Por isso, você tende a ficar mais tempo no sol, o que aumenta o risco para a sua saúde.
O ângulo dos raios solares muda de acordo com o horário. Ao meio-dia, o sol bate direto no corpo, e seu efeito é multiplicado. Prefira o começo da manhã e o fim da tarde.
Um dia de sol nas montanhas oferece mais perigo do que na praia. O ar é mais limpo em altitudes maiores, e os raios ultravioletas atingem a pele com mais facilidade.
Os poluentes no ar agem como um filtro, reduzindo a radiação. As nuvens têm o mesmo efeito, ao contrário da crença corrente de que o mormaço queima mais.
As sardas são mais comuns em pessoas de pele clara, mais vulneráveis ao sol. Surgem quando apenas algumas células são estimuladas pelos raios solares.

7625 – Mega Memória – Fusca, um passo para trás?


Muito criticada a volta do lendário fusquinha em 1994, promovida pelo governo Itamar Franco a medida levou a um debate intelectual. Vejamos os argumentos contra:

fusca

A questão é: que tipo de sociedade pretendemos construir no Brasil? Como já foi dito e repetido, voltar a fabricar Fuscas significa pouco ou quase nada em termos de geração de emprego e reativação da economia. Além disso, o carro é, tecnologicamente, obsoleto e poluidor. E, ao preço de US$ 6000, está longe de ser um produto popular.
O mais importante, porém, é discutir o raciocínio que levou o presidente Itamar Franco a exumar o Fusquinha. Para Itamar, ele representa um símbolo da vontade presidencial de dar prioridade à fabricação de produtos que possam ser consumidos por uma parcela maior da população.
Em primeiro lugar, porque o presidente passa à sociedade a noção de que um produto, para ser barato e popular, tem de ser ultrapassado. Ora, os carros populares fabricados pela Coréia do Sul, pelo Japão e pelos Estados Unidos apresentam recursos tecnológicos de última geração, como injeção eletrônica, suspensão ativa, painel inteligente e catalisadores. Com tudo isso, chegam ao consumidor por cerca de US$ 4000.
O segredo dessa equação está em dois fatores: economia de escala e competição. Se tenho escala (um número sempre crescente de consumidores) e enfrento muita concorrência no mercado, vou ter de investir em tecnologia para tomar meu produto mais moderno, atraente e barato do que o do concorrente. Em seus países de origem, os fabricantes possuem economia de escala e travam uma feroz competição entre si. Quem não inovar, quem não investir em tecnologia “dança”.
Assim, é fácil compreender por que a volta do Fusca, ao contrário do que deseja o presidente, é um passo atrás. Se deseja oferecer aos brasileiros carros novos e baratos, Itamar não precisa contentar-se com modelos obsoletos, como o Fusquinha. Basta que crie as condições necessárias para que a indústria automobilística possa produzir aqui, e em pouco tempo, carros modernos, inovadores e baratos.
Hoje, o mercado consumidor de carros novos no Brasil é minúsculo, menos de 1 % da população. Com toda a isenção de impostos criada para o Fusca, o máximo que poderá acontecer é esse número chegar a 1%, o que significa 1,5 milhão de consumidores. Esse número não gera escala suficiente no mercado interno para induzir a indústria a investir em tecnologia. Para que o cidadão brasileiro possa aspirar à condição de consumidor, precisa, primeiro, ter salário, casa, saúde, alimentação e educação. Esses são fatores básicos para que as pessoas possam obter bons empregos e, conseqüentemente, bons salários.

7624 – Pão – Máquina faz pão durar dois meses


O aparelho, que foi criado pela Universidade do Texas e poderia ser usado em padarias, é um forno de microondas que destrói os fungos naturalmente presentes no pão – fazendo com que ele não se decomponha e dure até 60 dias. O objetivo é coibir o desperdício (os EUA jogam fora cerca de 40% da comida que compram).

O Bromato de Potássio
Trata-se de um composto químico de fórmula KBrO3, é um sal bromato do metal potássio e apresenta-se como cristais ou pó branco.
A síntese do bromato de potássio ocorre através do acréscimo de bromo em solução de hidróxido de potássio concentrado aquecido. O bromato de potássio precipita-se da solução mais facilmente que o brometo, que sendo mais solúvel, permanece na solução.
É tipicamente usado como um melhorador de farinha (número E E924), reforçando a expansão de massa de panificações e permitindo-a “crescer” mais. É um agente oxidante, e sob as condições corretas, irá ser completamente consumido na panificação. Entretanto, se é adicionado em demasia, ou se o pão não é assado o suficiente ou em temperatura não alta o suficiente, restará uma quantidade residual que pode ser nociva, se consumida.
O bromato de potássio pode também ser usado na produção de malte de cevada. A estadunidense FDA tem prescrito certas condições em que esse composto pode ser usado com segurança, as quais incluem padrões para o produto de malte de cevada final.

Danos à saúde
Ele é um oxidante muito poderoso (E° = 1.5 volts, comparável ao permanganato de potássio). Bromato é considerado um carcinogênico categoria 2B (possivelmente carcinogênico em humanos) pela International Agency for Research on Cancer.
Bromato de potássio tem sido banido de ser usado em produtos alimentícios na Europa, assim como do Reino Unido em 1990, e no Canadá em 1994, e muitos outros países. Foi banido no Sri Lanka em 2001 e China em 2005. Também foi banido na Nigéria e Brasil.
Nos EUA não tem sido banido. A FDA sancionou o uso de bromato antes da cláusula Delaney do Food, Drug, and Cosmetic Act tornando-o efetivo em 1958 — a qual baniu substâncias carcinogênicas — assim que é mais difícil agora ele ser banido. Em lugar disso, desde 1991 o FDA tem pedido aos panificadores a voluntariamente pararem de usá-lo. Na Califórnia uma etiqueta de alerta é requerida quando farinha com probato é usada.

7623 – Medicina – Esperança para os diabéticos


Há tempos, os médicos sabem que diabetes é provocado por uma reação injusta do sistema imunológico, que destrói as chamadas células beta do pâncreas como se fossem inimigas. Na verdade são elas que produzem a insulina, um hormônio essencial para as células absorverem a glicose. Agora parecem ter encontrado um culpado: o glutamato descarboxíase, uma proteína conhecida como GAD.
Observando ratos com predisposição genética à doença, notou-se que eles tinham molécula de GAD na região do pâncreas. Sob determinado ângulo, tais moléculas se assemelham a um vírus que ataca o órgão. Por isso, as células de defesa partem para o ataque. A intenção inicial seria destruir os supostos vírus, mas depois elas atacam as células beta em que os falsos inimigos se alojam. Injetou então GAD nos ratos antes que os primeiros sinais da doença se manifestassem. A idéia era ensinar o sistema imunológico a reconhecer essa proteína e parece ter dado certo porque nenhum dos bichos desenvolveu a moléstia.

Um Pouco +
Glutamato descarboxilase ou descarboxilase do ácido glutâmico (DAG) (também GAD do inglês glutamic acid decarboxylase) é uma enzima que cataliza a descarboxilação do glutamato para AGAB e CO2. A DAG usa o fosfato de piridoxal como cofator. A reação processa-se como segue:
HOOC-CH2-CH2-CH(NH2)-COOH → CO2 + HOOC-CH2-CH2-CH2NH2

Nos mamíferos a DAG existe em duas isoformas codificadas por dois genes diferentes – Gad1 e Gad2. Estas isoformas são a DAG67 e a DAG65 com pesos moleculares de 67 e 65 kDa, respetivamente. GAD1 e GAD2 são expressas no cérebro onde o AGAB é usado como neurotransmissor, e a GAD2 é também expressa no pâncreas.
Tanto a DAG67 como a DAG65 são alvo de autoanticorpos em pessoas que posteriormente desenvolvem diabetes mellitus tipo 1 ou diabetes auto-imune latente.
Mostrou-se que injecções de GAD65 preservam alguma produção de insulina durante 30 meses em humanos com diabetes tipo.

Esquizofrenia e distúrbio bipolar
Na esquizofrenia e distúrbio bipolar é observada uma desregulação substancial da expressão do ARNm da DAG acoplada com com a sub-regulação da reelina. Para os dois distúrbios a sub-regulação da GAD67 mais pronunciada foi encontrada no stratum oriens do hipocampo e em outras camadas e estruturas do hipocampo em grau variável.
Alteração por fármacos
A pregabalina, um fármaco antiepilético, aumenta os níveis de AGAB neuronal ao causar um aumento da atividade da glutamato descarboxilase dependente da dosagem.

Escola Paulista de Medicina

7622 – Neurologia – Estímulo elétrico em nervo pode reduzir enxaquecas


Um estudo publicado recentemente na edição online do jornal da Academia Americana de Neurologia, “Neurology”, revelou que utilizar um estimulador de nervo durante 20 minutos por dia pode reduzir a ocorrência de enxaquecas.
O estimulador é colocado sobre a testa e proporciona um impulso elétrico sob o nervo supraorbital e não foram observados efeitos colaterais provocados pelo estímulo.
O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, os pesquisadores acompanharam por um mês 67 pessoas que sofriam uma média de quatro ataques de enxaqueca por mês, sem oferecer-lhes nenhum tratamento.
Em seguida, o grupo foi dividido em dois: uma parte recebeu o estímulo de 20 minutos diários durante três meses, enquanto ao restante foi dada um placebo – uma estimulação em níveis muito baixos para provocar qualquer efeito.
Os resultados revelam que aqueles que receberam a estimulação registraram menos dias de enxaqueca no terceiro mês, em comparação ao primeiro mês, quando não houve tratamento. A média mensal de fortes dores de cabeça caiu de 6,9 dias para 4,8 dias entre o grupo. O número não se alterou entre os que receberam o tratamento placebo.
Os pesquisadores então se debruçaram sob o número de pessoas que registraram uma redução na quantidade de dias com enxaqueca de 50% ou mais. Eles descobriram que 38% dessas pessoas receberam a estimulação, ante 12% que tratadas com placebo.
De acordo com os cientistas, o estudo abre caminho para a criação de novos tratamentos, que gerem menos incômodo do que os efeitos secundários dos atuais medicamentos para a enxaqueca.
“Os resultados são animadores, pois foram semelhantes aos das drogas que são utilizadas para prevenir a enxaqueca e que, muitas vezes, apresentam muitos efeitos colaterais. Além disso, frequentemente, os efeitos colaterais são tão ruins que fazem com que os pacientes deixem de tomar o medicamento”, disse o autor do estudo e membro da Academia Americana de Neurologia, Jean Schoenen, da Universidade de Liège, na Bélgica.

7621 – Mega Projeto – Grupo europeu recebe 1 bilhão de euros para simular o cérebro humano em computador


A União Europeia decidiu financiar um projeto de 1 bilhão de euros (R$ 2,64 bilhões) para reconstruir em computador uma simulação do cérebro humano.
O Projeto Cérebro Humano (Human Brain Project) é capitaneado por Henry Markram, do Instituto Federal de Tecnologia Suíço em Lausanne, e conta com cerca de 200 participantes de 80 países.
Ele promete que, com os resultados, chegará a um entendimento melhor de como nossa cabeça funciona, a ponto de guiar tratamentos para doenças como epilepsia e mal de Alzheimer.
Escolhida como um dos dois projetos-mestres em ciência para a próxima década pelo Parlamento Europeu –o outro envolve o estudo do grafeno, nanotecnologia que pode revolucionar a computação–, a iniciativa não carece de ambição ou de críticos.
Os neurônios são as células nervosas mais importantes do cérebro e se interconectam por meio das sinapses. Todos os processos em nossa cabeça envolvem o disparo de sinais elétricos pelos neurônios que, por sua vez, parecem ser determinados pelos chamados canais de íons nas sinapses.
Em 2005, Markran e seus colegas desenvolveram um modelo detalhado de um único neurônio. A partir daí, começaram a integrar esse modelo em rede de múltiplos neurônios, até atingir uma escala de 10 mil deles, em 2008.
No momento, eles trabalham com cem dessas “colunas”, o que equivale a 1 milhão de neurônios interconectados simulados em computador.

cerebro eletrônico